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A megaoperação no Rio de Janeiro, com alta letalidade, acende um debate sobre a eficácia das ações de segurança. No Visão Crítica, Frederico Afonso Izidoro, Mestre em Ciências Policiais de Segurança, critica o modelo adotado.

Para ele, o grande problema é que "se discute pouco ciência policial", indicando que a estratégia atual está focada em resultados imediatos e não em planos de longo prazo baseados em inteligência e estudos técnicos.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/EJY9M4xijUA

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Transcrição
00:00O Felipe falou tudo, né? Nada adianta você criar um rótulo, uma pasta sem a condição
00:06orçamentária. E quando você sai do governo passado, na esfera federal, de 23 ministérios
00:12para o atual com 39, e aí me permita abrir um nicho aqui sobre direitos humanos, que
00:18é a área que eu escrevo bastante de segurança pública e direitos humanos, então você
00:23acaba dividindo algo que não é divisível. Então você cria vários nichos políticos
00:29para eu ser aqui bastante educado. Então não haveria necessidade de você ter o Ministério
00:35dos Direitos Humanos e o Ministério das Mulheres e o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério
00:39Indígena, tudo está dentro de uma política de gênero. Mas aqui o Ministério da Justiça
00:46eu entendo que ele tem que estar separado e como o Felipe falou, com condição orçamentária,
00:51não apenas criar uma pasta que não tenha a menor executabilidade. Desde junho, julho
00:57de 2020, o Ministério da Educação, por iniciativa aqui da Polícia de São Paulo, entendeu que
01:06a ciência policial é um ramo técnico e qualificado e já com codificado, comportaria a ser estudado.
01:14O que eu vejo muito hoje? Muito especialista aqui em direito constitucional, no artigo 144,
01:23que não é difícil você ter uma hermenêutica ali mínima do artigo 144, mas muito pouco especialista
01:30em ciência policial, aqui no direito português já há uma distinção há 20 anos, o Brasil
01:36está engatinhando nesse sentido. Então discute-se muito segurança pública por especialistas,
01:43por juristas, por constitucionalistas, mas se discute pouco ciência policial, que é justamente
01:50essa questão mais operacional. Então, por exemplo, eu já fiz essa crítica aqui, aqui mesmo,
01:57na Jovem Pan, não lembro até hoje, no Morning Show eu estava, e quando foi indicado o doutor
02:03Mário Sarrubo, que era o procurador-geral de Justiça, ou seja, chefe do Ministério Público
02:08aqui do Estado de São Paulo, para ser o secretário nacional de Segurança Pública, e o ministro
02:15Ricardo Lewandowski, então, tinha saído da Suprema Corte para ser o ministério, para ser
02:20o ministro da Justiça e de Segurança Pública. E eu havia comentado, eu falei assim, claro,
02:24é um cargo mais político, é um cargo gestor, gestor de orçamento, gestor de listação,
02:30de contratos públicos, de concurso público, mas é aquele que está à frente. E aí eu
02:36questionei assim, mas qual a vivência de ciência policial que tem esses dois novos gestores?
02:45Numa entrevista ontem, entre o delegado-geral da Polícia Federal e estava o ministro, então
02:52o chefe dele, administrativo ali, o ministro Ricardo Lewandowski, acabou até cortando-o
02:57quando ele foi para uma área mais operacional. Eu penso, professor Vila e o Felipe, que falta
03:03tecnicismo. Eu penso que, de fato, se você tem essa questão, infelizmente tem que passar
03:09a régua, que não é aí da matéria, do costume, da política mais à esquerda, de ter
03:16uma visão da segurança pública, que se mude a visão. O artigo 144 fala que é responsabilidade
03:25de todos, é dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. Todos é de todo mundo. Então não
03:33adianta ficar cortando para cá ou cortando para lá. O presidente Lula tem uma oportunidade
03:38ímpar de reconhecer, abrir, fazer uma dotação orçamentária de execução. O Felipe trouxe aí
03:4419 bi para o Rio de Janeiro. Imagino quanto isso é só para custeio, né? Quanto disso
03:49tem de investimento? Muito pouco, né? 80, 90% disso, 90% disso é custeio. Eu lembro
03:58quando o ministro Gilmar Mendes presidia, então, por óbvio, a Suprema Corte e o Conselho
04:02Nacional de Justiça, e eles fizeram aí um mutirão penitenciário. Foi feito um estudo
04:08entre o CNJ e a AGU, e naquela época tinha que fazer um aporte de 5, 7, 10 bilhões para
04:16dar um refresco no sistema penitenciário brasileiro, que tem toda uma relação aqui com o que está
04:23acontecendo. Da mesma forma que eu não tenho grandes lideranças dentro da favela, como
04:28foi falado, eu tenho muitas lideranças fora de condomínio de luxo e dentro do sistema
04:35penitenciário. O governador pediu, acho que a remoção imediata de 10 presos para a penitenciária
04:41federal, que deveria ser um exemplo de penitenciária de alta segurança. Mas o evento Mossoró, com
04:48uma, duas semanas da chegada do ministro Lewandowski, já mostrou que também não era toda essa questão.
04:55Então, nós temos uma má gestão de recurso público, não tenha dúvida. Mais uma oportunidade
05:01para sentar, discutir, reavaliar, fundo específico, dotação orçamentária, né? Hoje há uma onda,
05:10por exemplo, de querer transformar. Isso está tramitando no Congresso, né? As guardas municipais
05:18automaticamente em polícias municipais. Então, você tem algumas discussões que pegam o calor e
05:26atropelam, né? É um hábito péssimo do Congresso brasileiro de legislar atrasado. O presidente Lula foi
05:32lá e sancionou mais duas alterações no Código Penal, como se isso fizesse prevenção geral. Então,
05:39a gente tem que ter a maturidade de discutir, como o Felipe falou, o orçamento, de discutir uma gestão
05:46administrativa técnica, quem entende do negócio e o porquê, e aí fazer um planejamento a longo. Não
05:53planejamento de legislatura. Quatro, mais quatro, mais quatro. Tem que ter a maturidade, quanto que vai
05:59se investir no ano a ano, quanto que eu vou aqui dividir essa política penitenciária, o que que
06:05eu vou mudar na legislação, mas tem que ter um plano de ação.
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