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O Senado Federal instalou a CPI do Crime Organizado, que terá foco na expansão de milícias e facções como PCC e Comando Vermelho, e investigará a possível influência de políticos e agentes públicos nos grupos.
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NotíciasTranscrição
00:00A gente segue porque as recentes operações contra facções no Brasil levaram o Senado a instalar a CPI do crime organizado.
00:09O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, afirmou que o colegiado deve ser oficializado na próxima terça-feira e contou com o apoio de 31 parlamentares, mas nenhum deles do PT.
00:21Segundo Alcolumbre, a CPI vai apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento de milícias e facções.
00:28Depois do anúncio, a oposição começou a mobilizar para dominar o colegiado, prometendo aprovar ações concretas contra o crime e revelar possível influência de políticos nas facções.
00:42Davi Alcolumbre, sua expectativa para a CPI contra as facções criminosas?
00:48Zero. Minha expectativa é zero. Não vai acontecer absolutamente nada.
00:53Vai ter aquela briga de narrativa política, um culpando o outro, vamos escutar as mesmas histórias de sempre, a esquerda demonizando a polícia.
01:04Não vai acontecer nada.
01:06Porque o que nós precisamos, sabe o que é uma força de trabalho para levantar os projetos que estão já tramitando no Congresso?
01:13E o que precisa ser feito para incrementar demais projetos?
01:17Para nós termos um plano de combate ao crime organizado.
01:20Por exemplo, o que está sendo feito para prender líderes de facções criminosas em presídios de segurança a massa?
01:28Aliás, qualquer membro de facção vai estar preso em cadeias separadas do preso comum.
01:32Justamente para a gente poder ter ali uma punição mais rigorosa.
01:36Nada está sendo feito.
01:38O que está sendo feito para recuperar o território e o Estado oferecer serviço de qualidade?
01:43Porque se o serviço público for de qualidade, você não cai na conversa fiada dessa turma do crime organizado.
01:49Então, assim, o que nós estamos fazendo, por exemplo, em termos de inteligência e cooperação das polícias federal e estaduais
01:57e polícias e organizações internacionais para desmantelar a mobilização financeira do crime organizado.
02:04Então, aqui, por exemplo, estão três medidas fundamentais para começar a encarar, para valer esse problema,
02:10que não é num clima de CPI que nós vamos resolver isso.
02:14Isso é grupo de trabalho, trabalho sério, longe das câmaras, levantar os projetos, começar a trabalhar, colocar isso em votação.
02:24Porque, senão, vai se transformar em mais um ringue de disputa política.
02:29E isso não resolve a vida das pessoas que estão vivendo, infelizmente, não sobre a lei do Estado, mas sobre a lei do crime organizado.
02:40Ô, Beraldo, será que nessa CPI vai ter parlamentar com coragem para intimar o Marcola, por exemplo, para ir lá falar perante a CPI?
02:50E será que vai ter parlamentar com coragem para esculachar o interrogado, como a gente tem visto nessas outras CPIs aí,
02:56para que os parlamentares façam seus cortes para as redes sociais, façam ali aquele movimento para os seus eleitores?
03:04Será que eles têm coragem de fazer isso com o alto comando do PCC e do Comando Vermelho também?
03:10Kobayashi, os nossos parlamentares não estão conseguindo pegar ladrão de velhinho.
03:16A gente olha para a CPMI do INSS e nós estamos vendo o que está acontecendo.
03:22E aí, imagina-se que os parlamentares vão dar dura no Marcola, serão humilhados pelo Marcola.
03:31Marcola está preso há anos, décadas, talvez, não sei quantos anos ele já está preso.
03:36Isso comanda de dentro da prisão a facção criminosa que mais se expande no mundo,
03:43um conglomerado do crime que fatura centenas de bilhões de reais todos os anos.
03:50Vocês acham que um desses vigaristas que ficam lá querendo lacrar com um videozinho para a internet vai enquadrar o Marcola?
04:02Serão absolutamente, totalmente humilhados, com raras e honrosas exceções.
04:08Mas o número de parlamentares qualificados para fazer com que a CPI, uma eventual CPI em relação ao crime organizado dê frutos concretos,
04:21esses, tenho certeza, sofrerão todo tipo de resistência para atuarem nessa CPI.
04:28Alguns até terão medo, não querem se expor, tem família, tem filhos, não querem se expor.
04:34A gente precisa lembrar o que aconteceu com o Nicolas Ferreira, quando teve a indicação, no meu entendimento,
04:41a honrosa indicação de relatar o projeto de lei que transforma essas organizações criminosas em grupos terroristas.
04:50E ele abdicou dessa relatoria com medo.
04:55Enfim, cada um sabe de si.
04:57Mas esse é um ato que exige muita coragem.
05:00Coragem que a gente não vê em número suficiente dentro do Congresso Nacional.
05:04Portanto, o que os senhores e senhoras parlamentares que têm efetivamente um compromisso de combate ao crime precisam fazer
05:13é pressionar o senador Davi Alcolumbre, que dorme em cima de projetos de lei importantíssimos,
05:21que não são ainda leis, que não estão em vigor, simplesmente porque dependem do senso de prioridade do presidente do Senado.
05:30Nós temos leis ali que foram aprovadas na Câmara, que precisa ser votada no Senado, por exemplo,
05:35que restrinde bastante as possibilidades de soltura numa audiência de custódia.
05:41Projeto apresentado e votado e aprovado por Kim Kataguiri na Câmara dos Deputados.
05:48E vários outros projetos de outros deputados.
05:51Agora, cada um tem que fazer a sua parte.
05:53Não adianta só fazer o showzinho da internet e do noticiário, não.
05:58Portanto, eu estou com o Davi.
06:00Eu não tenho absolutamente nenhuma expectativa de produção concreta de resultado dessa CPI.
06:05é simplesmente uma cortina de fumaça para não fazerem aquilo que efetivamente está ao alcance deles.
06:13Vai dizer que o Senado está dando uma resposta à sociedade quando, na verdade, usarão isso para deixar esse assunto arrefecer.
06:21E você, Imota, qual a sua expectativa sobre essa CPI?
06:27Você acredita que, a partir dessas CPI, os políticos vão conseguir retirar informações sobre a influência das facções na política?
06:35Eu sou um pouco menos pessimista que os meus colegas.
06:43Porque, como eu há muito tempo acompanho a realidade da segurança pública no Brasil,
06:49eu já vi coisas muito difíceis de acreditar.
06:54E já passei por momentos em que perdi toda a fé em qualquer possibilidade de melhora.
07:01Mas, melhoras aconteceram.
07:04Então, eu sempre digo a quem é pessimista sobre o futuro.
07:08A gente não tem a mínima ideia do que vai acontecer.
07:11Nem das coisas ruins, nem das coisas boas.
07:14Mas, como eu já disse aqui, eu acredito que o combate ao crime no Brasil
07:19tem que começar pela divulgação das ideias corretas.
07:25E isso é um trabalho enorme, gigante.
07:28Mas, qualquer espaço que nós tivermos para isso, é importante que ele seja aproveitado.
07:36Eu acho que essa CPI pode ser um espaço.
07:41Eu acho, Koba, que neste momento, o Congresso Nacional, os políticos de oposição,
07:48o que a gente chama de forças da direita, tem na mão uma oportunidade histórica.
07:54Porque esses políticos têm a chance de abraçar duas bandeiras fundamentais nesse momento.
08:04A primeira é soltar cidadãos que estão presos indevidamente.
08:11E a forma de fazer isso é através de uma anistia.
08:14Essa bandeira não pode ser esquecida.
08:16A outra bandeira, que é espelho dessa, é colocar na cadeia os criminosos
08:23que tornam a vida do brasileiro um inferno.
08:27Então, a anistia e o combate ao crime sem tréguas.
08:32Eu acredito que essas duas bandeiras, se forem defendidas com coragem,
08:38com determinação, com inteligência,
08:40elas têm o potencial não só de transformar a nossa vida e a cena política,
08:48como mexer muito no panorama eleitoral do ano que vem.
08:53Luiz Felipe Dávido, eu quero a sua opinião sobre essa que é uma das intenções dessa CPI,
08:59pelo que se anuncia, que é verificar a influência da relação política nas facções
09:05e das facções na política.
09:06Já há muito tempo que as facções criminosas não têm como principal negócio vender droga.
09:12Para além de vender droga, eles estão se infiltrando em negócios lícitos,
09:19em lavagem de dinheiro, postos de combustíveis já há muito tempo
09:22e alguns outros até envolvendo fintechs, enfim.
09:25A gente se lembra da operação que aconteceu aqui em São Paulo há algum tempo,
09:29a Operação Carbono Oculto.
09:31E a gente também sabe que as facções têm se infiltrado no meio político,
09:36financiando campanhas, financiando candidaturas,
09:40justamente para depois colher os frutos com contratos públicos.
09:44Aqui em São Paulo tivemos, no ano passado,
09:46a operação envolvendo o transporte de ônibus,
09:50em algumas cidades aqui no estado de São Paulo,
09:52envolvendo contratos, licitações,
09:54Câmara de Vereadores, Prefeituras, enfim.
09:57Como que uma CPI vai ter o poder, através de seus políticos,
10:02que são ali indicados pelas lideranças partidárias,
10:06de desvendar a influência das facções e a relação dessas facções
10:11com o mundo da política também.
10:13Em Luiz Felipe Dávila.
10:16Cobar, se o Congresso estivesse disposto a resolver a questão do crime organizado
10:22ou tratar com seriedade, não faria CPI.
10:24chamaria para uma reunião, por exemplo,
10:27o nosso promotor, Lincoln Gaquia,
10:29talvez o maior conhecedor do crime organizado no Brasil.
10:33E ali, ele definiu seis pontos que hoje classificam
10:38o PCC, o Comando Vermelho,
10:41como o que ele chama status de máfia.
10:43Os dois primeiros você acabou de mencionar.
10:45É uma atuação empresarial em áreas ilícitas e listas.
10:50Isso, o que que acontece?
10:52Aumenta o custo dos negócios legais.
10:55Porque hoje, nós temos análise de risco, de peso aqui.
10:59Qual é o peso do crime organizado em determinado segmento?
11:03E isso é levado em conta na hora do investimento privado.
11:07Qual é o investimento privado que quer entrar hoje em distribuição de combustível?
11:11Ninguém quer entrar.
11:12O cara faz uma análise do risco político e do risco do crime.
11:16Fala nesse negócio, não vale a pena.
11:17Vamos fazer outro negócio.
11:19Então, o primeiro ponto é isso.
11:21É uma atuação empresarial de organizações criminosas
11:24em áreas lícitas e ilícitas
11:26que aumentam o custo das transações legais.
11:29O segundo ponto é o outro que você mencionou.
11:32É a infiltração do poder, do crime organizado no Estado,
11:37na política, no poder judiciário, na polícia, no Congresso.
11:42Então, o crime organizado já está permeando em todas essas áreas.
11:47financia a campanha.
11:49Agora está financiando até a formação de gente nas escolas de direito
11:53para futuramente ocupar o judiciário e até mesmo a Suprema Corte.
11:56Ele já tem a ambição de chegar lá em cima.
11:58Então, esse é outro ponto importante.
12:01O terceiro é o que o Lincoln Gakia gosta de ressaltar,
12:06que é a simbiose com comunidades carentes
12:10para não acionar o Estado,
12:11que é exatamente a ocupação de território que a gente está fazendo.
12:14Então, já que o Estado não funciona,
12:16não consegue prover serviço de qualidade,
12:20o que acontece?
12:21Cria uma simbiose entre essas comunidades e o crime organizado.
12:24Pelo menos ali tem segurança,
12:26pelo menos ali, mesmo que seja gato,
12:29tenha fornecimento de luz e água.
12:32Enfim, o crime organizado começa a fazer o papel que o Estado não faz.
12:37Então, esse é o terceiro ponto.
12:38O quarto ponto que o Lincoln Gakia sempre traz à tona
12:44é a questão do avanço do crime organizado em operações transnacionais,
12:50que é esse grande tráfego internacional de armas e drogas
12:53que é o nosso, tanto o Comando Vermelho quanto o PCC,
12:56quando todo mundo está envolvido.
12:58O quinto é a lavagem de dinheiro estruturada.
13:01Estamos aí, toda hora tem fintech, bet,
13:05esse tipo de coisa, imóvel,
13:08e outras atividades pra quê?
13:09Pra limpar dinheiro, pra lavar dinheiro.
13:12E, finalmente, o último ponto que ele chama,
13:15que tem um estatuto próprio,
13:17o que italiano é o ormetá,
13:19é aquelas regras internas do crime,
13:21por onde o crime é julgado.
13:22Então, nós já temos essas seis coisas.
13:25O que nós precisamos fazer é,
13:27qual é o plano pra desmantelar cada um desses seis itens?
13:30E não é por meio de CPI,
13:33é por meio de trabalho sério,
13:35com as polícias estaduais,
13:37com os promotores que estão enfrentando esse problema,
13:40como é o caso do Lincoln Gaquia,
13:42e coordenação desses esforços.
13:44Então, se nós não tivermos isso,
13:47Koba, é só pra jogar pra plateia
13:50e pra tentar criar uma impressão melhor
13:53pra um ano eleitoral.
13:54Isso não vai resolver esse problema dramático
13:58de um país a caminho de se tornar um narco-estado.
14:02Ô, Cristiano Beraldo,
14:03por que que nenhum dos parlamentares é do PT?
14:07Trinta e uma assinaturas,
14:08nenhuma do PT,
14:09pra se instalar a Comissão para a Investigação
14:11das Facções Criminosas?
14:12É porque eles não estavam no Congresso hoje,
14:16Koba,
14:16eles estavam lá no Complexo do Alemão,
14:19fazendo uma visita de cortesia,
14:22aos amigos aproveitando que eles entram ali
14:24sem precisar de segurança.
14:28Precisam, naturalmente, de autorização,
14:30mas acredito que eles têm lá
14:31o número do telefone vermelho,
14:33né, tem aquela história,
14:35telefone vermelho,
14:36que os presidentes teriam,
14:37que você liga direto pra falar com o presidente.
14:39Eu imagino que os chefes
14:42que comandam a área sem soberania nacional
14:48que existe no Complexo do Alemão,
14:51de novo,
14:52representantes do governo federal
14:53estavam hoje
14:55num ambiente em que não valem as leis brasileiras.
15:01Que ninguém tenha qualquer dúvida sobre isso.
15:05Ali não vale determinação do Supremo Tribunal Federal.
15:08Se os bandidos se reúnem
15:12no Tribunal do Crime
15:14pra decidirem
15:17se aquela pessoa que foi pega pelos comparsas dele
15:20é culpada ou não
15:22e decidem que ela é culpada,
15:25ela é morta e queimada ali mesmo,
15:27na mesma hora.
15:29É sistema judiciário em menos de 24 horas.
15:33E a pessoa, de repente, desaparece.
15:35Se soma a estatística desse país
15:38onde 40 mil pessoas são assassinadas
15:40todos os anos
15:41e outras 40 mil simplesmente desaparecem.
15:45É um show do Mr. M.
15:47Parece que a gente tá em Las Vegas.
15:48Puh, sai ali a fumacinha e desapareceram.
15:5040 mil brasileiros.
15:51Onde estão?
15:51Ninguém sabe.
15:52Mas eles não têm importância.
15:55Aí na hora que os marginais
15:56são mortos com o fuzil na mão,
15:58aí essa turma sai do Congresso
16:00pra dar importância pra esses marginais,
16:02pra esses criminosos.
16:04Eles estão lá usando o nosso dinheiro
16:07que nós pagamos pra eles irem lá.
16:11Fazer cortesia pra vagabundo marginal criminoso.
16:14O governo brasileiro hoje é isso.
16:18E nós ainda tivemos
16:20a humilhação
16:22que foi imposta
16:24ao diretor-geral da Polícia Federal
16:27pelo ministro da Justiça
16:29que o cortou no meio de uma entrevista
16:33pra dizer que quem tem que falar
16:36com o governador
16:38é o primeiro escalão.
16:40Não é subalterno o diretor da Polícia Federal, não.
16:43É assim que a Polícia Federal
16:44é tratada nesse governo.
16:46Não há autonomia da Polícia Federal hoje.
16:50Ficou claro que a Polícia Federal
16:52atua subserviente às vontades
16:55do ministro da Justiça
16:57e do presidente da República.
16:58Isso não é democracia.
17:00Isso não é lugar,
17:02coisa de país civilizado.
17:04Isso demonstra o quanto
17:06não existe absolutamente nenhuma ação
17:10pra diminuir o poder
17:12do crime organizado hoje no Brasil.
17:14porque se houvesse,
17:17nós não teríamos
17:18nas fronteiras brasileiras
17:19esta festa diária
17:22de toneladas
17:24de cigarro contrabandeado,
17:26cocaína e tantas outras drogas
17:28que simplesmente passam
17:30à vontade pelas fronteiras.
17:32Portanto, Kobayashi,
17:34esse é o motivo
17:36por que esses deputados,
17:38esses parlamentares do PT
17:39não quiseram participar
17:41não quiseram participar
17:43dessa CPI
17:44porque não querem ter que confrontar
17:47pessoas que os recebem
17:49de tapete vermelho
17:50em áreas que só eles entram.
17:53Também chamar o Roberto Mota
17:55a respeito disso.
17:56Chama atenção, né, Mota?
17:57A ausência de assinaturas
17:58de parlamentares do PT
18:01pra que as facções
18:02sejam investigadas.
18:03O problema
18:06está nas ideias erradas
18:09e na influência
18:10dessas ideias
18:11em cima da legislação
18:13e da jurisprudência.
18:17Então, o Congresso Nacional
18:19pode mudar a lei,
18:21ele pode endurecer,
18:23mas ninguém sabe
18:24o que vai acontecer
18:25com essa lei nova
18:26ou essa alteração
18:28depois,
18:29como é que isso vai ser julgado,
18:31especialmente nesse ambiente
18:32de ativismo judicial
18:34que a gente vive.
18:35Agora,
18:36é preciso entender o problema.
18:39A questão não é técnica.
18:42A questão não é
18:43fazer grupos de trabalho
18:45ou firmar contratos
18:47pra gente avançar.
18:50É preciso duas coisas.
18:52Mudar a lei
18:53e também mudar a orientação
18:57que hoje impera no judiciário,
19:00especialmente nos tribunais
19:02superiores,
19:03porque se essa mudança
19:04não ocorrer
19:06até um eventual
19:08endurecimento da lei
19:09pode ser julgado
19:11inconstitucional
19:12ou a medida
19:14tomada pelo Congresso
19:15pode ser diluída
19:17exatamente como aconteceu
19:18com a lei da saidinha.
19:20O Congresso acabou
19:21com a saidinha.
19:23A lei relatada,
19:24salvo engano,
19:26pelo derrite.
19:26O que aconteceu?
19:28O judiciário decidiu,
19:29olha, tudo bem,
19:30mas só para quem
19:31for condenado
19:32a partir de agora,
19:34para quem já está preso,
19:35não vale isso.
19:37Meus amigos,
19:38a questão não é técnica.
19:40Desculpe ser
19:41específico em relação a isso.
19:44A maioria dos magistrados
19:45do Brasil
19:46está amordaçada,
19:49proibida de falar,
19:51submetida a controles
19:53muito duros.
19:54a falência
19:55do sistema
19:57de justiça
19:57criminal
19:58não tem a ver
19:59com a
19:59equipamento
20:03ou falta
20:04de investigação.
20:13Querer combater
20:14o crime
20:15ignorando isso
20:16é a mesma coisa
20:18que pegar um pedaço
20:19de pano
20:19e tentar
20:21secar
20:21o mar.
20:23Agora são
20:2418 horas e 57 minutos
20:26para você que nos acompanhou
20:28pela nossa rede,
20:29você fica agora
20:30com a sua programação local.
20:31Amanhã,
20:32às 18 horas,
20:33nós estamos de volta
20:34com os Pingos Nuzes.
20:37Por aqui,
20:37na TV Jovem Pan News
20:38e nas demais plataformas,
20:40nós seguimos
20:41com a opinião
20:42dos nossos analistas.
20:43Vamos ouvir
20:44o Luiz Felipe Dávila.
20:45Dávila,
20:46a gente,
20:48ao longo dos últimos anos,
20:49tem visto as CPIs
20:51perderem
20:51o seu poder
20:52de mudar
20:53o cenário
20:54na nossa sociedade.
20:56Casos de grande
20:57repercussão
20:58tem ali as suas CPIs
20:59que não geram
21:00aquela mudança
21:01necessária,
21:02se resolvem
21:03só com os cortes
21:04para as redes sociais,
21:05eventualmente
21:06um depoimento
21:08ou outro
21:08que possa chamar
21:09mais atenção.
21:10O maior exemplo
21:10disso é a CPMI
21:11do INSS
21:12que tinha um grande
21:13potencial,
21:14rouba dinheiro
21:15de velhinho
21:15na casa dos bilhões
21:17e não tem gerado
21:18a repercussão
21:20toda que poderia
21:20com o potencial
21:22de gerar indignação
21:25mesmo da sociedade
21:25com corrupção.
21:28Você acredita
21:28que ao longo
21:29dos anos todos
21:30as CPIs
21:31foram perdendo
21:32o seu poder
21:33diante de tantas
21:34outras CPIs
21:35lá de trás
21:36que a gente viu
21:36dando frutos
21:37como o CPI
21:38dos Correios,
21:38por exemplo,
21:39que gerou depois
21:39o processo
21:41do Mensalão,
21:42a São Penal 470
21:43e tantas outras
21:44de décadas atrás?
21:45É, o problema
21:48é que ela vai perdendo
21:49credibilidade
21:50porque não resulta
21:52no combate
21:53à corrupção
21:54ou na melhoria
21:55da vida
21:55das pessoas.
21:56Por exemplo,
21:57o primeiro escândalo
21:59da Previdência Social
22:01foi em 1992.
22:03Você lembra?
22:04A Georgina de Freitas
22:05desviou centenas
22:07de milhões de reais.
22:08Aí tinha um escândalo,
22:09começou ali.
22:10Então, uma coisa
22:10que desde 1992
22:12você tem versões
22:15sobre o mesmo tema
22:16até o dia de hoje,
22:18o que a população
22:19vai esperar de uma CPI?
22:21Nada.
22:21Vai esperar
22:22que não vai acontecer
22:23absolutamente nada.
22:24Vão tentar aprender um,
22:25fazer um carnavalzinho aqui,
22:28tal,
22:28mas ninguém acha
22:29que vai sair ali
22:30medidas concretas
22:31para devolver
22:3290 bilhões de reais
22:34que foram desviados
22:35dos empréstimos consignados
22:37e 8 bilhões de reais
22:39que foram desviados
22:40dos descontos entrevidos.
22:43Então,
22:43por que a população
22:45aplaudiria a CPI
22:47ou acha que a CPI
22:48vai gerar alguma coisa?
22:49Eu acho que não vai acontecer
22:50absolutamente nada.
22:52Então, o ponto,
22:53eu concordo com o Mota
22:55que as ideias precisam melhorar,
22:56só que as ideias demoram
22:57e as pessoas têm urgência hoje.
22:59Então, o que nós precisamos
23:01são pequenas ações importantes
23:03que têm impacto,
23:05que isso se torne
23:07um bom exemplo,
23:08o bom exemplo começa
23:09a fazer essa mudança
23:11de ideias,
23:11porque senão
23:12não tem mudança de ideia.
23:14Então, aí é que está
23:15o ponto fundamental,
23:16pegar pessoas,
23:17por exemplo,
23:18como o nosso promotor
23:19que nós já mencionamos aqui,
23:21o Lincoln Gaquia,
23:22está aí uma pessoa
23:23que fez trabalho.
23:24Então, assim,
23:25por que São Paulo,
23:26por exemplo,
23:26está conseguindo desmantelar
23:28várias operações
23:29de movimentação financeira
23:30do PCC?
23:31Porque está tendo
23:32inteligência,
23:33é uma inteligência,
23:34articulação com o promotor público,
23:36com a polícia,
23:37fazendo com que essas coisas aconteçam.
23:39Então, nós precisamos
23:40nos embasar
23:41nos bons exemplos
23:42para propagar
23:44e fazer com que isso ajude
23:46a mudar as ideias,
23:47porque senão,
23:48as ideias não vão mudar,
23:49porque o que vai
23:50se sobrepor
23:52é o ceticismo
23:54e o fatalismo
23:55que hoje
23:56perdura na sociedade.
23:57Seguiremos acompanhando aí,
23:59inclusive,
24:00o promotor Lincoln Gaquia,
24:01que é do GAECO,
24:02do Ministério Público de São Paulo,
24:03o Ministério Público,
24:04que era comandado
24:05pelo Mário Sarrubo,
24:06que hoje é o secretário
24:07nacional de Segurança Pública.
24:09Agora são 19 horas,
24:1119 horas em ponto,
24:127 horas da noite,
24:12nós estamos de volta
24:13para você que estava
24:14no nosso intervalo
24:15da rede,
24:16seguimos por aqui
24:16repercutindo a CPI
24:18contra o crime organizado
24:19que promete
24:21investigar
24:21as suas ações criminosas
24:22no Senado Federal,
24:24CPI que foi aberta
24:25depois de 31 assinaturas
24:27dentre os 81 senadores.
24:29Nós estamos aqui
24:30colhendo as opiniões
24:31dos nossos analistas,
24:32do Cristiano Beraldo,
24:33do Luiz Felipe Dávila
24:34e do Roberto Mota também.
24:36E aí, Beraldo,
24:37eu te repasso
24:38essa questão
24:39da força
24:41que foi perdendo
24:42a CPI ao longo do tempo.
24:43Se a gente pega
24:44as últimas aqui,
24:45estava fazendo uma pesquisa,
24:46CPI do INSS,
24:48CPMI,
24:49no caso do INSS,
24:50não está gerando
24:50aquela repercussão
24:51que poderia.
24:52A gente viu
24:53mais recentemente também
24:54CPI da Braskem,
24:56situação lá que
24:57envolve a Maceió
24:59e a região,
25:00enfim,
25:00CPI do MST
25:02que tinha um potencial
25:03gigantesco também
25:04diante de tantos crimes
25:05que são efetuados
25:07nessas invasões
25:08em relação ao MST,
25:10CPI das BEDs,
25:11enfim,
25:12são várias CPIs
25:12que foram se acumulando
25:13ao longo dos últimos anos
25:14e que não geraram,
25:16pelo menos do ponto de vista
25:17palpável,
25:19visível,
25:20notável pela população,
25:21nenhum tipo de resultado.
25:22Pois é,
25:25a gente precisa lembrar
25:26que antigamente,
25:27quando uma pessoa
25:29ia depor na CPI,
25:31ela era obrigada
25:32a falar
25:33e se ela não falasse,
25:35se ela não respondesse,
25:37ela poderia sair
25:38de lá presa.
25:39Eu me lembro,
25:40uma das últimas CPIs
25:42que teve esse caráter,
25:45essa dinâmica,
25:45foi a CPI
25:47que investigou
25:48o Banco Marca
25:49e o Banco Fonte Sindan
25:51na Anadeca,
25:52no começo do ano 2000,
25:54se não me engano,
25:55quando houve
25:55a desvalorização do Real,
25:57aí você vê,
25:58é um show,
26:00espetáculo de Brasil,
26:01né?
26:02Foi feita a desvalorização
26:03do Real
26:03pelo Banco Central
26:04e aí
26:06o noticiário da época
26:08e o Congresso Nacional
26:09se debruçaram
26:10sobre os dois bancos
26:11que quebraram,
26:13ao invés de se debruçarem
26:14nos bancos
26:15que ganharam
26:15rios de dinheiro,
26:17rios de dinheiro,
26:19obviamente,
26:20gente que soube
26:21da informação
26:22com antecedência
26:23e se posicionou
26:25contra o Real
26:26e ganhou fortunas,
26:28mas o Congresso Nacional
26:30foi investigar
26:31quem quebrou.
26:33E aí,
26:34durante o processo
26:35de investigação,
26:37ali de depoimentos
26:39e tal,
26:40houve uma,
26:41né?
26:42Pessoas que saíram
26:43dali,
26:44presas,
26:44enfim,
26:45até a delegacia
26:46dali,
26:46mas a partir dali
26:48começou a haver
26:49essa concessão
26:51de habeas corpus
26:54do Supremo Tribunal Federal
26:55que permite que as pessoas
26:56não falem nada,
26:57então ela não vai ali
26:57com nenhuma obrigação
26:58de dizer o que sabe.
27:01Então,
27:01por que que você vai
27:02mobilizar esforços
27:05e recursos
27:06do Congresso Nacional
27:07que,
27:08como eu disse,
27:09tem inúmeras leis
27:10que precisam ser votadas,
27:12mas são postergadas,
27:13e aí você vê os congressistas
27:15dedicando o seu tempo
27:17a fazer esse show
27:19que não dá em nada.
27:20É claro,
27:21às vezes você pega alguém
27:23no contrapé,
27:24numa fala,
27:25e tal,
27:26você soma um pouco
27:27ali de informação,
27:28mas olha o que que aconteceu,
27:29o CPI da Covid,
27:30por exemplo,
27:31nada.
27:32Né?
27:33agora a gente tem aí
27:34a CPI do INSS
27:36que você citou.
27:39Bom,
27:39roubaram,
27:40assim,
27:40é um roubo
27:41muito fácil
27:42de ser constatado,
27:44porque você tem
27:45o débito
27:46na conta
27:46dos aposentados.
27:48Então,
27:49você consegue comprovar
27:51que o aposentado
27:52te autorizou
27:53a debitar?
27:54Não,
27:55não consigo.
27:56Então,
27:56é um roubo.
27:57Ponto.
27:58Então,
27:58você é um ladrão.
28:00Agora,
28:00como é que você conseguiu
28:02cometer esse roubo?
28:04Vamos entender aqui
28:04o fluxo do dinheiro?
28:06E aí você começa
28:07a chegar nas respostas
28:08que você precisa.
28:10Então,
28:10não é isso que a gente tem.
28:11E aí,
28:12a última,
28:12o Cubacho,
28:14isso para eu resgatando
28:14aqui pela memória,
28:15acho que a última,
28:17o último depoimento
28:18que teve
28:18uma grande repercussão,
28:20e eu não me lembro
28:21se foi no Conselho de Ética
28:22da Câmara,
28:23ou se foi numa CPI,
28:24foi quando o Eduardo Cunha,
28:27ainda presidente
28:27da Câmara dos Deputados,
28:29responde
28:30uma pergunta
28:31de Clarissa
28:31Garotinho,
28:32negando
28:33que ele tinha
28:35conta bancária
28:36no exterior.
28:38E a partir dessa
28:39afirmação dele,
28:41é que decorreu
28:42o processo
28:43de cassação,
28:44porque se descobriu
28:44logo depois
28:45que tinha,
28:46se ele era beneficiário
28:47de conta
28:48no exterior.
28:50Então,
28:50mas isso assim
28:51é uma em um milhão,
28:52desse monte de CPI
28:53que acontece
28:54que a gente nem fica sabendo,
28:55o resultado
28:56é absolutamente nenhum.
28:58Isso foi na CPI
28:59da Petrobras
29:00em março
29:01de 2015,
29:02ou seja,
29:02há exatamente
29:03dez anos
29:03e alguns meses.
29:05A pergunta
29:05era da tal
29:06da Truste
29:07na Suíça,
29:08senhor Cristiano Beraldo.
29:10Esse é o depoimento
29:10do ex-presidente
29:11da Câmara dos Deputados,
29:13Eduardo Cunha,
29:14um pouco antes,
29:16aproximadamente um ano
29:17antes,
29:17ali do impeachment
29:18da presidente
29:19Dilma Rousseff.
29:20do ex-presidente
29:22do ex-presidente
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