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O governador Cláudio Castro (PL-RJ) e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório emergencial no Rio de Janeiro para o enfrentamento integrado ao crime organizado.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/1ZrR462NCYc

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Transcrição
00:00Aliás, Paloma, daqui a pouco você fala, porque nesse momento, falando, governador Cláudio Castro, a gente vai acompanhar ao vivo.
00:04... que é uma decisão que nos obriga, não que isso não seja positivo, obriga no sentido positivo da palavra, a essa integração.
00:15Nós temos essa oportunidade, a partir de hoje, de fazer essa verdadeira integração.
00:20Todos nós temos o mesmo objetivo, que é dar segurança pública às pessoas.
00:26Fiquei feliz em compreender do ministro e de sua equipe a mesma lógica que nós temos,
00:35que o problema da segurança pública, apesar de ser um problema do país inteiro,
00:40o ministro já disse que esse é um problema até mais que nacional, é transnacional.
00:45Numa fala outro dia, nós dois juntos, no Jornal Globo, tivemos um diálogo.
00:51E que, em virtude disso, ou até consequente a isso, se o problema é nacional e transnacional,
00:59o Rio de Janeiro é um dos principais epicentros desse problema.
01:04E, assim, tem que ser tratado de uma maneira muito especial.
01:09Nos colocou, sem querer antecipar a fala dele, mas nos colocou algumas ofertas do governo federal,
01:16prontamente aceitas.
01:19Eu coloquei as agruras do governo estadual, conversamos sobre propostas,
01:26e daqui saiu uma proposta concreta, a criação de um escritório emergencial
01:32de enfrentamento ao crime organizado.
01:35Esse escritório será coordenado pelo doutor Vitor Santos,
01:40pelo governo do Estado e pelo doutor Sarrubo, pelo governo federal,
01:46a fim de que as nossas ações sejam 100% integradas a partir de agora,
01:51inclusive na perspectiva de vencermos possíveis burocracias,
01:57integrarmos inteligências, respeitando as competências de cada órgão,
02:02mas tentando eliminar barreiras para que nós possamos, de fato,
02:07fazer uma segurança pública que atenda o nosso verdadeiro e único cliente,
02:12que é o cidadão, que é aquele que está nas ruas todo dia,
02:16que é aquele que, para qual é o grande motivo do poder público
02:23e das instituições existirem, que é o atendimento ao cidadão.
02:28Creio que temos muitas possibilidades de avanço,
02:31e saímos daqui hoje todos imbuídos desse propósito comum
02:39de melhorar a segurança pública, no nosso caso, do nosso Estado,
02:45e no caso deles, do nosso país, através do Rio de Janeiro.
02:49Sabemos que temos problemas com lideranças de facções de outros Estados aqui,
02:55e isso faz ainda mais o governo federal também ter esse interesse,
03:01também ter essa responsabilidade junto com o governo do Estado
03:07de nós estarmos avançando na segurança pública.
03:10Queria mais uma vez agradecer, e como eu falei mais cedo hoje,
03:14todo aquele que vier no intuito de ajudar a segurança pública do Rio de Janeiro,
03:19de somar conosco, é extremamente bem-vindo,
03:23e agradeço a presença de cada um,
03:28Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal,
03:30nossos secretários, doutor André, doutor Fernando, doutor Saúl,
03:35agradeço a todos, mais que estão aqui,
03:39do governo federal, mais os assessores que vieram,
03:43e sobretudo ao ministro Lewandowski,
03:45com o desejo real de que isso se torne o início de um novo tempo,
03:52como eu falei, esse farol que a DPF nos coloca hoje,
03:57o para frente, o para trás, vocês já sabem a minha crítica,
04:01mas o para frente, que a gente possa realmente transformar isso em grandes assuntos.
04:05Muito obrigado.
04:05Boa noite a todas e a todos, quero agradecer inicialmente a recepção do senhor governador do Estado,
04:17nós tivemos aqui uma conversa extremamente proveitosa, profícua,
04:23estamos aqui por determinação do presidente Lula,
04:26que vindo do exterior, imediatamente convocou uma reunião ministerial de emergência,
04:34para tomar pé da situação do Rio de Janeiro, da crise de segurança pública.
04:40Depois de tomar conhecimento do que ocorria,
04:44evidentemente tendo em conta a distância que nós nos encontramos do Estado,
04:49mas enfim, nós pudemos apresentar ao senhor presidente da República
04:53os dados necessários para que ele tomasse algumas decisões
04:57e uma delas foi a determinação que a cúpula do Ministério da Justiça e Segurança Pública
05:02viesse aqui ao Rio de Janeiro, se colocar à disposição do governador do Estado
05:07e, sobretudo, apoiar a população brasileira neste momento de crise.
05:14nesta nossa conversa, nós ressaltamos que nós vivemos num federalismo cooperativo
05:21desde o advento da Constituição de 1989, ou seja, nós todos temos que cooperar
05:29na nossa federação, esquecendo eventuais diferenças político-partidárias.
05:37Quer dizer, nós vivemos numa união federal, então o problema de uma unidade federal
05:43é o problema de toda a união de Estados-membros desta federação.
05:49Portanto, viemos aqui para colaborar, tomamos algumas decisões importantes,
05:54é claro que sofremos uma limitação de recursos, nós vivemos, claro,
06:00uma crise orçamentária, que não é só da União, mas é também dos Estados-membros
06:05da Federação Brasileira, mas, dentro do possível, nós vamos cooperar
06:10com o Estado do Rio de Janeiro para superarmos o mais rapidamente
06:14esta crise de segurança. Nós, desde logo, colocamos à disposição do governador
06:20algumas vagas ou as vagas necessárias no presídio federais de segurança máxima
06:25para transferir as lideranças do crime organizado.
06:31Nós também colocamos à disposição do senhor governador, das demais
06:35autoridades de segurança, peritos criminais que podem ser recrutados
06:40na Força Nacional e também de outros Estados.
06:44Então, não só médicos, legistas, odontólogos, peritos, também nós temos
06:50aqui um banco de dados no que diz respeito ao DNA, balística, tudo isso
06:56estamos colocando à disposição do governador. Vamos, dentro do possível,
07:01aumentar o efetivo que já está aqui, desde 2023, da nossa Força Nacional.
07:07Estamos também aumentando, dentro das nossas limitações, o efetivo da Polícia
07:13Rodoviária Federal. Aqui, na área da Polícia Federal, vamos intensificar
07:20as atuações, as atividades de inteligência, sobretudo para a descapitalização do crime.
07:28Nós temos uma determinação hoje do Supremo Tribunal Federal, no sentido do engajamento
07:33da Polícia Federal, sobretudo para não só abrir o inquérito, para investigar
07:40aquilo que estiver dentro da competência dessa Força Especializada de Natureza Federal,
07:47desenvolver ação de inteligência, cooperar com as entidades fazendárias, especialmente
07:53o COAF, a Receita Federal, para cumprimento das determinações, justamente, do Supremo Tribunal
08:00Federal, dentro da DPF 635. Portanto, nós vamos tomar algumas medidas emergenciais e uma medida
08:10mais permanente, que se projeta no tempo, esse escritório emergencial de enfrentamento
08:16ao crime organizado, onde nós vamos conjugar as forças federais com as forças estaduais
08:24para resolvermos rapidamente, seriamente, os problemas com os quais nós nos deparamos
08:31para a solução dessa crise. Vejam que essa expressão, escritório emergencial, exatamente
08:38tem o sentido, nós não criamos uma estrutura burocrática permanente. É um fórum, onde
08:47as forças vão conversar entre si, tomar decisões rapidamente, até que a crise seja superada.
08:53Este é um embrião daquilo que nós queremos criar com a PEC da Segurança Pública, que
09:01está sendo discutida no Congresso Nacional. Nós queremos fazer um entrosamento das forças
09:07federais, estaduais e até municipais, no enfrentamento deste flagelo, desta verdadeira
09:14patologia que é a criminalidade em todos os sentidos, mas sobretudo a criminalidade
09:20organizada. Mais uma vez, governador, agradeço a gentileza, a cortesia com que o senhor nos
09:29recebeu e também aos demais integrantes da sua equipe. A troca de ideias, a troca de
09:36experiências e a visão de colaboração futura me parece que foi extremamente proveitosa.
09:43Portanto, tenho esperança de que essa crise será resolvida no prazo mais curto possível
09:50de tempo. Obrigado.
09:52Aí, falaram o governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o ministro da
09:57Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciando ambos a criação de um escritório
10:03emergencial. A partir de onde serão tomadas as próximas decisões em relação à segurança
10:09pública no Rio de Janeiro, para a contenção dessa crise. Um escritório que terá duas
10:14lideranças. Pelo estado do Rio de Janeiro, o anunciado foi o secretário de Segurança
10:18Pública, o Vitor Santos, e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, será o nome
10:23de Mário Sarrubo, que é o secretário nacional de Segurança Pública. Eles liderarão ali,
10:29pelo estado do Rio e pelo governo federal, as próximas decisões em conjunto. Parceria anunciada
10:35no Rio de Janeiro, eu quero a opinião do delegado Palumbo sobre isso.
10:41Vou usar aqui do meu sincericídio. Falou, falou, falou e não vai resolver absolutamente
10:47nada. Lamento que tenha se esquecido dos nossos policiais que se foram. Ele falou em cooperar
10:56colocando no escritório, até anotei, perito. O momento não é de ter perito, não. O momento é de ter
11:04mais ajuda policial, se possível com uma GLO, garantia da lei e da ordem. Se possível, colocar um decreto
11:11que se encontra em vigor ainda, de 1944, que permite que aonde tem a base das Forças Armadas, seja
11:21Exército Maria Aeronáutica, eles possam fazer o patrulhamento. Não se falou nada disso. Ou seja,
11:28ele deu aquela famosa, é o Sambari Love, que a gente costuma dizer, lamentável isso. Ele já deveria
11:35estar aí no Rio de Janeiro, desde o primeiro das primeiras horas, quando se soube dessa operação
11:40gigantesca, com o intuito de apoiar as Forças Armadas. Mais ou menos assim, estamos aqui, o governo
11:47Federal está com as Forças de Segurança, está do lado do bem, está do lado da população do bem e
11:53nós queremos acabar com essa celeuma, com esse problema, que é o tráfico de drogas comandando
11:58parte do território brasileiro. É isso que nós temos que fazer. Aí vem falar da PEC e da Segurança
12:04Pública. É engraçado que falaram que a Polícia Federal não poderia agir, porque não é a função da
12:10Polícia Federal, mas eles querem a Polícia Federal investigando, somente eles investigando facções.
12:14eles querem isso. Eles querem uma PEC da Segurança Pública, que centraliza tudo no governo federal.
12:20Só que cada realidade de cada estado é diferente. A realidade do Rio de Janeiro é muito diferente da
12:26realidade de São Paulo, que é muito diferente da realidade da Bahia, que é muito diferente da
12:31realidade dos estados do Sul. Essa PEC da Segurança é uma falácia. Ela não resolve o problema. O que vai
12:40resolver o problema é o bandido entender que ele vai ficar preso, que ele não vai ter
12:46saídinha. Já não tem mais, porque acabamos com isso, já não deveria ter. Que ele não vai ter
12:51progressão de regime. Um faccionado não pode portar um fuzil, pegar uma pena de seis, sete anos e ficar
12:59dois anos e ir para a rua. Um indivíduo terrorista que está portando um fuzil, atirando no policial,
13:04ele não pode ir para a rua depois de dois, três anos. É isso que vai fazer com que o crime pense dez
13:10vezes antes de cometer. Não adianta. Eu vou falar a linguagem do povo aqui. O bandido entende duas
13:17linguagens. Leis pesadas, infelizmente não temos no Brasil, porque o governo federal não nos apoia
13:23nesse sentido e a esquerda não quer. Ou então se enfrentar a polícia, ele vai parar numa vala. Vai
13:30parar atrás, debaixo de sete palmas, debaixo da terra. Não adianta ficar com essa conversa. Eu
13:37escuto isso como operador das forças de segurança por mais de vinte anos, dezoito anos em grupo de
13:41operações especiais, enfrentando o crime com bandido armado de fuzil. Eu me revolto vendo uma
13:47situação como essa. Não é desse jeito que a gente vai resolver. Não é montando um escritório. Agora nós vamos
13:53decidir. Não, pera um pouquinho. Vamos fazer outra operação para prender mais bandido. Não, não, não, não.
13:56Pera um pouquinho. Pera um pouquinho. Não vamos fazer não. Vamos trabalhar com inteligência. Vai uma
14:00viatura ali, duas a colar. Vamos fazer um acordo ali para não ter mais o ataque. Ah, pelo amor de
14:06Deus. Pelo amor de Deus. As pessoas estão morrendo. População não consegue decidir se ela pode comprar
14:11uma gilete, uma barbearia no supermercado mais próximo da comunidade. Você tem que comprar dentro da
14:15comunidade. População está refém. É um Brasil dentro do próprio Brasil. Só que esse Brasil dos morros,
14:23das comunidades, é comandada pelo tráfico de drogas, pelo comando vermelho, pelo terceiro
14:29comando puro, por milícias e não é comandada pelas autoridades que tem que comandar, que é
14:35prefeito, que é governador e que é o presidente da república. Vamos parar de vender fumaça com a
14:42população. População não aguenta e não merece mais isso, Cobaiarque. Deixa eu chamar também o Luiz Felipe
14:48Dávila para comentar esse encontro realizado entre o governador do estado e o ministro da
14:53justiça e segurança pública, que até poucas horas atrás estavam trocando farpas, Dávila. O
15:00governador criticando a ausência, né? A recusa da ajuda que havia sido solicitada pelo
15:07estado e o ministro da justiça e segurança pública também pedindo responsabilização para ele se
15:15até as suas responsabilidades o governador do estado. Agora, ambos juntos anunciando uma
15:20parceria e decisões conjuntas a partir de agora. Luiz Felipe Dávila.
15:24A coisa boa é que neste diálogo entre governo federal e governo estadual parou a briga
15:33política. Então, parar a briga política no meio de uma crise é um pequeno passo, mas
15:38é um passo bom, interessante. Agora, vamos ver quais são as ações conjuntas para debelar
15:43a crise. Evidentemente, quem vai ter que tomar conta dessas ações é o próprio governo estadual
15:50que sabe exatamente, conhece o território e sabe exatamente o que tem que ser feito. O
15:54governo federal pode ajudar, mas tem que ajudar como alguém no banco do passageiro e não como
16:00protagonista dessa história. Mas, talvez a coisa mais importante que nós possamos fazer
16:05nesse momento, e aqui, hoje nós temos o privilégio de ter um deputado federal na nossa bancada,
16:11hoje, deputado e delegado Palumbo, que seria aproveitar essa situação do Rio de Janeiro para
16:18reunir todos os projetos que precisam ser tratados de maneira urgente para ser aprovado, para acabar
16:25com essa escalada do crime organizado. Quem sabe este episódio do Rio de Janeiro pode
16:31criar um senso de urgência no parlamento e avançar com medidas fundamentais para que possamos
16:37ter instrumentos práticos, legais, institucionais e de equipamento das polícias para poder combater
16:46de verdade o crime organizado.
16:48Deixa eu chamar também o Cristiano Beraldo para analisar esses discursos que foram feitos
16:53agora há pouco pelo governador Cláudio Castro e pelo ministro Ricardo Lewandowski, Cristiano
16:58Beraldo.
17:00Olha, Kubayashi, me pareceu uma cena, de uma certa forma até constrangedora.
17:06Governador do Rio, evidentemente, cabisbaixo, sem aquela eloquência, firmeza que vimos mais
17:15cedo nas suas declarações e isso, obviamente, porque ele sabe que está ali diante de um representante
17:22do governo federal e que o governo federal pode fazer muita maldade com ele e com o Estado
17:28do Rio de Janeiro. O governador tem processo no Tribunal Superior Eleitoral, que conforme
17:35o resultado desse julgamento, ele pode ser cassado, perder o seu mandato.
17:42Há ainda discussão sobre dívidas do Rio de Janeiro. Então, há muitos assuntos que envolvem
17:48diretamente o governador Cláudio Castro que estão nas mãos do governo federal ou sob influência
17:54do governo federal e, por isso, ele tem que medir o tom da sua fala, sobretudo diante de
18:01alguém que se coloca ali como representante do presidente da República. Para piorar essa cena,
18:06quem estava ali representando o presidente da República é o atual ministro da Justiça,
18:12ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que é o grande articulador, o defensor de se passar
18:18a mão na cabeça de bandido. Partiu dele, o delegado Palum falou mais cedo e a gente lembra
18:24aqui mais uma vez, partiu dele essa invencionice da audiência de custódia. É ele quem celebra
18:32o fato de metade daquelas pessoas presas em flagrante cometendo crimes. Veja, não são
18:39pessoas que cometeram crime, aí foi investigado, aí vai lá a polícia. Não, foram pegas em flagrante.
18:48A polícia viu ali, pegou em flagrante cometendo crime. Aí o que que faz na audiência de custódia
18:56o juiz, estimulado pelo tipo de comportamento, pelo tipo de ideia da concepção da audiência de
19:04custódia, libera metade desses criminosos presos em flagrante. Então, não há como se dizer
19:10defensor da lei e da ordem quando se tem esse tipo de militância no judiciário em favor
19:17de bandido, em favor de criminoso. O que o Brasil precisa é o oposto disso.
19:23E o governador Cláudio Castro não terá. Quando se faz este consórcio de governo do
19:31Estado com o governo federal, o que se está querendo é anular os instrumentos que o governador
19:38tem para poder agir contra a criminalidade. Ele agora terá a obrigação de compartilhar
19:43as informações, especialmente de inteligência e o preparo das operações contra a bandidagem
19:49com o governo federal. E para piorar, o representante do governo federal é quem sai por aí dando
19:57declaração de que o Brasil não está na mão do crime organizado, não. Que o Brasil não
20:03é o narcoestado. Opa, como é que é? O Brasil é um país onde milhares de áreas são controladas
20:11pelo poder paralelo. Nessas áreas, o poder público não entrar. Nessas áreas, os brasileiros estão
20:19sujeitos a uma lei, uma regra específica que não se aplica no resto do território nacional.
20:30Então, você me explica se o Brasil está ou não está dominado pelo crime organizado.
20:35Portanto, a concepção do secretário Sarrubo é a concepção de que, ah, isso é um problema
20:42isolado. O Brasil não é isso. Como é que é? Então, quer dizer que pelo fato, secretário,
20:50do crime organizado, segundo o senhor, eu não sei nem se isso é verdade, não ter eleito milhares
20:56de prefeitos. Então, ele não domina a política? Quer dizer que, então, na concepção do senhor,
21:02não há interferência de autoridades no Brasil hoje que favorecem e militam em favor dos criminosos?
21:12Olha, eu não conheço esse Brasil a que se refere o secretário Sarrubo. O Brasil que eu conheço é esse,
21:20onde traficante está soltando bomba em cima da polícia usando drone. Esse é o Brasil que
21:27está na TV. Mas vamos fechar os olhos e fingir que não aconteceu? Vamos embarcar nessa narrativa
21:33que esses mais de cem mortos aí são pobres coitados? Eu não soube de ninguém que foi morto
21:38na escola. Eu não soube de ninguém que foi morto na faculdade, sentado numa sala de aula estudando.
21:43Então, nós temos uma percepção de Brasil completamente diferente no governo federal
21:51e no governo estadual. A chance desse tal consórcio dar certo é absolutamente nenhuma.
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