Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Donald Trump confirmou redução de tarifas e adiamento nas restrições de terras raras, mas evitou discutir os chips Blackwell da Nvidia com Xi Jinping. Vinícius Torres Freire analisou o impacto dessa trégua e os reflexos para o comércio global e o Brasil.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://timesbrasil.com.br/guerra-comercial/

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Terras raras, minerais críticos, tem uma relação direta com a indústria de tecnologia
00:05e apesar das expectativas, Donald Trump afirmou que não discutiu com o presidente da China, Xi Jinping,
00:12na reunião de ontem, os chips Blackwell da NVIDIA, que também estão nesse pacote de tarifaço
00:18da parte tecnologia e terras raras do tarifaço.
00:22A equipe do programa Squawk on the Street, da CNBC americana,
00:25trouxe as imagens de Trump falando com os jornalistas dentro do avião presidencial
00:30voltando para os Estados Unidos após a reunião.
00:33Vamos conferir o conteúdo exclusivo.
00:37O presidente Trump retorna aos Estados Unidos depois de sua reunião cara a cara
00:42com o seu colega chinês Xi Jinping, que foi na Coreia do Sul.
00:46Trump diz que as tarifas ligadas ao Fentanil sobre a China serão reduzidas em 10%.
00:51Eram 20%. Isso entrará em vigor imediatamente.
00:56Pequim também concordou em adiar os controles de exportação de terras raras por um ano.
01:01É claro que, como nossos espectadores bem sabem, isso afetou muitas ações diferentes no mercado em geral.
01:08Trump também disse que ele e Xi não discutiram o chip Blackwell da NVIDIA.
01:12Nós não conversamos sobre chips.
01:15Ele vai conversar com a NVIDIA e outros sobre a obtenção de chips que dariam ótimos chips.
01:22NVIDIA é a líder.
01:24E eu falarei com o Jensen da NVIDIA.
01:26Mas eles vão discutir isso com a NVIDIA para ver se podem ou não fazer.
01:31Se podem ou não fazer isso.
01:33Eu disse que isso é realmente entre você e a NVIDIA.
01:36Mas nós somos uma espécie de árbitro ou o juiz.
01:39Só para esclarecer, senhor, que são os chips Blackwell rebaixados, o senhor autorizaria a exportação deles?
01:44Não os Blackwell.
01:46Não estamos falando dos Blackwell que acabaram de ser lançados.
01:49Muitos chips, você sabe.
01:51Muitos chips.
01:53E isso é bom para nós.
01:57Que turbulência.
01:58O que você acha disso?
02:00A NVIDIA, obviamente, tem agora um valor de mercado de mais de 5 trilhões de dólares.
02:05É importante e parece que há um acordo.
02:07Os chineses confirmaram o que os Estados Unidos também disseram.
02:11O que é importante.
02:13Nada sobre chips, a não ser os comentários que você acabou de ouvir.
02:16E há um verdadeiro cabo de guerra em Washington sobre o que acontece se dermos a eles o nosso melhor, que é o Blackwell.
02:24Há um Blackwell de menor qualidade que você poderia vender.
02:27Exceto pelo fato de que a noite passada foi a noite em que, se você gastar muito com o Jensen, suas ações caem.
02:34Isso é negativo para a NVIDIA.
02:36Você não ouviu o que queria ouvir, que eles estão indo a todo vapor para dar a China, NVIDIA e Blackwell.
02:42Será um dia em que o valor cairá para menos de 5 trilhões.
02:46Eu peço que as pessoas não fiquem pensando minuto a minuto.
02:49Mas há pessoas em Washington que acham que isso poderia ser usado militarmente.
02:53E para entender melhor o que significa esse acerto entre Donald Trump e Xi Jinping, a gente fala agora com o nosso analista Vinícius Torres Freire mais uma vez.
03:03Ô Vinícius, acho que ainda faltam muitas informações a respeito do que foi acordado ali.
03:09Pelo visto, também falta muito tempo para retomar uma normalidade comercial entre os dois lados.
03:14Pelo menos considerando a normalidade e aquilo antes de abril, né?
03:18Olha, Fábio, o que a gente tem da reunião foram declarações e posts do Trump e uma reportagem, uma nota na agência oficial do Partido Comunista Chinês.
03:29Não tem nada, nenhum documento mais formalizado e específico sobre o que aconteceu.
03:35Aparentemente, e a China não protestou e falou disso por cima, teve essa história de redução de 10 pontos percentuais das tarifas,
03:42que elas passam a 47%, ainda são muito altas, porque a China se comprometeu ou teria se comprometido a controlar
03:49venda de produtos que podem fazer o fentanyl, que é aquele opioide que está acabando com um monte de gente nos Estados Unidos.
03:56E os Estados Unidos conseguiram da China uma promessa, vaga, de não aplicar todas as restrições ao comércio de terras raras,
04:05subprodutos, tecnologias, que ela baixou em novembro, em outubro.
04:09E os Estados Unidos também voltaram atrás naquilo que foi o motivo de a China retalhar com terras raras,
04:16que é o aumento da lista de empresas chinesas que estavam naquela qualificação de proibidas de receber material de alta tecnologia.
04:24Então, o que aconteceu? Eles voltaram ao estado onde se estava em setembro, que não é tão ruim como abril,
04:31porque abril era uma tragédia, uma guerra comercial total, mas voltaram abril, tiraram só os bodes da sala e a situação ficou na mesma.
04:39Imposto de importação de 47% é pesado.
04:42A China não conseguiu nada em relação a ter acesso a bens de tecnologia que os Estados Unidos estão restringindo
04:48e vão restringir para sempre, porque isso é disputa militar e é disputa pela supremacia na inteligência artificial.
04:56Quer dizer, a relação comercial entre os dois países vai ficar complicada por muito tempo.
05:00O comércio entre os dois países está diminuindo, o que o mundo chama de desacoplamento e vai continuar.
05:06Espera-se só que os dois países não vão para uma guerra comercial total,
05:11que vai ser uma bala grande da economia do mundo inteiro, inclusive para as duas,
05:15e consigam um do outro algum alívio.
05:20Como foi essa história que saiu também desse encontro de a China prometer comprar 25 milhões de toneladas de soja por ano nos Estados Unidos,
05:28que é uma coisa que ela pode não fazer, como não cumpriu as promessas que fez ao Trump em 2019.
05:34Tudo isso é um jogo e eles estão jogando para evitar coisa pior.
05:39A situação agora foi apenas pacificada, a trégua foi estendida, mas o problema continuou.
05:45Agora, se a China cumprir essa questão de voltar a comprar soja dos Estados Unidos,
05:49pode afetar a nossa soja aqui também, o mercado da nossa soja?
05:52Pode.
05:53Pode e a gente não sabe qual o tamanho, porque, primeiro que existem triangulações.
05:59Os americanos passaram a vender um pouco para outros mercados, são pequenos, bem menores.
06:03e o Brasil perde um pouco aqui.
06:06Então, se os Estados Unidos voltarem a vender para a China, o Brasil entra no vácuo, mas vai ter perda.
06:12E a Argentina também vai ter perda, porque não tem tanto espaço no mercado.
06:18Perda em relação à melhora que a gente teve.
06:21Não é que a gente vai voltar, vai regredir na exportação de soja para a China, como se fosse no ano de 2024.
06:27Mas a gente vai ter alguma perda, talvez uns 10 milhões de toneladas,
06:31que não é pouca coisa, é bastante coisa, 5 a 10, dependendo de como vai ser o rearranjo do mercado mundial,
06:38e de preços.
06:39Porque tem questão de preço, questão de transporte, questão de negociação, de qualidade, de garantia de entrega.
06:46Tem um monte de outras peculiaridades ao mercado que influenciam nesse comércio.
06:51Mas a China fez essa promessa, aliás, de 25 milhões, segundo o Scott Bassett, secretário de Tesouro americano.
06:58A China disse que vai comprar mais, mas não falou em valores.
07:01O Bassett falou que são 25 milhões de toneladas.
07:03Então, não tem nada no papel.
07:05E a gente já viu, a China pode ir jogando com isso também, para continuar a pressão sobre o Trump.
07:10E resumo da ópera.
07:11A gente só voltou a matrego até setembro, a situação onde estávamos em setembro,
07:19e a China continua peitando.
07:20Os Estados Unidos é o único país que consegue peitar.
07:23E o Trump tem recuado.
07:25Agora, tem esse dado também, né?
07:26Quer dizer, a gente tem visto ao longo dessa guerra comercial,
07:29nem sempre os dois lados, aliás, normalmente os dois lados não estão alinhados,
07:33em termos das informações que são comunicadas.
07:35Às vezes, um lado só fala, o outro silencia.
07:37Um lado fala uma coisa, o outro lado fala uma coisa meio diferente.
07:40Então, a gente ainda fica nesse desafio de tentar achar um ponto médio
07:44entre o que eles estão falando, para ver onde é que está a verdade, né?
07:47Sim, é que ela está no meio.
07:49Sim, é que ela está no meio.
07:51Também não é...
07:52Só para complicar um pouco mais, né?
07:54Até quando o Trump, os Estados Unidos e o Japão soltaram um comunicado,
07:59um memorando de entendimentos, dando as diretrizes do acordo,
08:03o primeiro que saiu, ninguém sabia exatamente,
08:06saiu um papel assinado pelos dois países.
08:08E tinha interpretação diferente sobre o que estava lá.
08:11E até hoje, com o acordo fechado, quase todo ele,
08:14tem uma promessa de investimento japonês de 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos,
08:19que é uma enormidade.
08:20Mas a gente até agora não sabe se isso é empréstimo, investimento, de quem,
08:25como é que as empresas serão obrigadas a tanto e em qual período.
08:28Só está escrito lá que tem essa promessa.
08:30Claro que se começar a não entrar em investimento japonês nos Estados Unidos,
08:36o Trump vai dizer alguma coisa.
08:37Mas nem isso está certo, né?
08:39E os países vão jogar o que puderem para ter vantagem e evitar ação mais absurda,
08:44como exigir uma quantidade fixa de investimento, segundo a vontade do Trump.
08:48Isso o Japão com os Estados Unidos, que são aliados.
08:51No caso da China com os Estados Unidos, e a China está sendo bem esperta,
08:57vamos ver o que sai.
08:58Até agora não tem uma lista oficial de itens do acordo, se é que vai ter.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado