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Renan de Souza e Felipe Machado analisaram os desdobramentos do novo acordo entre EUA e China, anunciado por Donald Trump. O pacto sinaliza um alívio no comércio de minerais raros e vistos estudantis, mas mantém tarifas elevadas e impasses estratégicos.

Acompanhe a cobertura em tempo real da guerra tarifária, com exclusividade CNBC: https://tinyurl.com/guerra-tarifaria-trump

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Transcrição
00:00E a guerra comercial, hein? Donald Trump pareceu confortável com o acordo entre Estados Unidos e China,
00:06tanto que na manhã de hoje ele fez uma publicação com dados iniciais, uma pista ali do que pode ser firmado
00:12após a aprovação dele do presidente chinês, Xi Jinping.
00:16Assunto pro Renan de Souza, que já tá aqui, conectado com a gente, direto de Abu Dhabi, direto do futuro,
00:22porque lá já é a noite, o dia já tá terminando, e ele tem toda essa amarração dessa história, né,
00:27que tem gerado tanta expectativa e curiosidade, né, Renan? E preocupação também, claro.
00:36Claro, Nath, com certeza. Muito boa tarde pra você e pra todos que nos acompanham.
00:41Nath, se a gente pudesse resumir uma brincadeira, o que aconteceu entre Estados Unidos e China,
00:47seria mais ou menos assim. Eles concordaram em acordar com aquilo que foi concordado em Genebra.
00:52Esse seria o resumo de toda essa história, né, e eu explico o que que acontece.
00:57A gente pode fazer uma analogia com um jogo de tabuleiro, né, os dois pontos no tabuleiro
01:03estavam muito longe do ponto de partida e mais próximos do ponto de chegada.
01:09Então a gente pode dizer que eles voltaram duas casas, né, ainda estão longe do ponto de partida
01:14e mais próximos ali do ponto de chegada.
01:17Foi mais ou menos isso que aconteceu nesse acordo entre Estados Unidos e China.
01:21pra fazer um adendo, sim, ele é importante, né, é um momento que traz ali uma calma,
01:27um alívio pro mercado, mesmo que seja temporário, no sentido de que as duas maiores economias do mundo
01:33pelo menos estão conversando, né, isso é um ponto positivo, que traz uma certa certeza que o mercado quer,
01:41que o mercado precisa.
01:42Agora, qual o problema do resultado desse acordo até aqui?
01:46Ele não teve nenhum avanço significativo e muito expressivo.
01:50Se a gente analisar, não houve nenhum anúncio, por exemplo, de que os Estados Unidos abriram seu mercado
01:57pros carros chineses, que não podem ser vendidos lá.
02:00Os Estados Unidos não começaram a vender os chips de inteligência artificial pra China.
02:06A China não tá comprando aviões da Boeing, né, então os dois países ainda estão entrelaçados,
02:12ainda estão em guerra, né, não houve um avanço muito claro nesse sentido
02:17e as tarifas permanecem altas.
02:19Isso porque o presidente Donald Trump deixou bem claro que as tarifas vão ficar em 55%,
02:25isso se refere a 30%, né, das tarifas que foram impostas no início do ano
02:32e 25% de tarifas que já existiam desde o passado, né.
02:37Então esse número não mudou, ainda é um número muito alto de tarifa dos Estados Unidos
02:42em relação à China.
02:43Então o que a gente viu foi um avanço, esse campo sim, dos minerais raros,
02:49que aí a China aparentemente vai de antemão liberar mais minerais raros para os Estados Unidos,
02:57o que vai evitar uma crise, né, na cadeia de suprimentos,
03:00já que esses minerais raros são muito utilizados na indústria de defesa,
03:04para construir motor de avião, para exames médicos, drogas contra o câncer
03:11e uma infinidade de indústrias, né.
03:14Então havia um medo de que uma crise poderia começar nesse sentido
03:18e isso aparentemente pode ser evitado
03:20e Donald Trump disse que vai permitir com que estudantes chineses, né,
03:25frequentem as universidades nos Estados Unidos.
03:28Então houve avanço nesse sentido, mas as tarifas ainda são muito altas,
03:32os Estados Unidos continuam acusando a China de roubo de identidade, perdão, intelectual
03:40e a China continua acusando os Estados Unidos de fazer bullying.
03:44Então não tivemos um avanço nesse sentido, né.
03:47Aí, claro, esse acordo ainda depende da aprovação de Xi Jinping e também de Donald Trump.
03:53Quando a gente escuta Howard Lutnick, o secretário de comércio dos Estados Unidos,
03:59dizendo que eles criaram um framework, né, é justamente a tradução da palavra.
04:04Eles criaram uma estrutura para que esse acordo ande, né.
04:08Então é basicamente trazer de volta para a mesa aquilo que foi acordado em Genebra,
04:12depois de uma discussão, né, entre os dois lados, de um jogo de empurra-empurra
04:16e tentar avançar.
04:18E aí sim, no futuro, a gente pode ter algum avanço.
04:22Agora, nesse mesmo dia em que a gente viu essas negociações entre China e Estados Unidos,
04:28a Casa Branca teve uma notícia positiva.
04:31Isso porque a inflação no mês de maio nos Estados Unidos subiu apenas 0,1%.
04:37O mercado esperava 0,2%.
04:40E aí o governo Donald Trump já está comunicando, justamente dizendo que está no caminho certo,
04:46que as tarifas não estão causando inflação nos Estados Unidos.
04:49Até Jade Vance postou no X, né, o antigo Twitter,
04:54dizendo que o Fed está sendo muito lento, que não abaixa os juros nos Estados Unidos
04:58e está agindo de má-fé, né, quis dizer algo nesse sentido.
05:03Então a Casa Branca está contando vitória com esse resultado melhor do que o esperado
05:07na inflação nos Estados Unidos, mas os analistas são quase unânimes ao dizer
05:12que não dá para cantar vitória neste momento, porque a inflação nos Estados Unidos
05:17pode vir de uma vez com o impacto, né, das tarifas causadas ali por Donald Trump.
05:23Então isso a ver, mas neste momento a Casa Branca está comemorando esse resultado positivo, Nath.
05:30Muito obrigada, Renan, por todas essas informações.
05:33Felipe Machado já está na área também com a gente.
05:35Boa tarde, Felipe.
05:36Boa tarde, Natália, Renan, boa tarde a todos.
05:38Também estou curiosa para te ouvir sobre esse avanço nas casinhas ali do tabuleiro,
05:43como o Renan bem disse.
05:44É, exatamente, né, é sempre bom a gente ver que está avançando, né,
05:48embora a gente não saiba exatamente, né, o Donald Trump, ele postou em relação às tarifas,
05:5255% para os Estados Unidos, 10% para a China, mas ele não definiu muito bem
05:57se esses 55% são relativos a todos os produtos, se tem algum produto específico,
06:02a questão do aço, do minério de ferro era uma coisa que era um pouco separada,
06:05não deu para saber muito bem como é que está, em relação a cada, a que produto
06:10essas tarifas vão ser aplicadas.
06:12Uma outra coisa que eu achei interessante é que a concessão de vistos para estudantes
06:16chineses, quem está vendo agora a gente, que a gente pode pensar assim, poxa,
06:20é uma coisa tão pouca, né, tão boba, né, estudantes chineses estudarem nos Estados Unidos,
06:26na verdade para a China isso é muito importante, porque a educação na China ainda não está
06:29no nível mundial, né, das grandes instituições mundiais, como as grandes faculdades, universidades
06:34americanas, então é muito importante para a China, no médio e longo prazo, que os estudantes
06:38chineses vão estudar nos Estados Unidos, nessas grandes instituições, Harvard, Princeton,
06:43todas as grandes, as Ivy League, e depois voltem para a China com esse conhecimento para poder,
06:48enfim, doutrinar as outras pessoas chinesas a respeito dessa educação.
06:54Então, é uma questão muito importante e também tinha uma questão um pouco da honra
06:58da China, né, era uma coisa muito humilhante para o presidente Xi Jinping, a recusa desses
07:03estudantes chineses era uma questão que ele via com muito preconceito.
07:06Então, é bom que eles avançaram nessa questão tarifária, embora muitas coisas ainda estejam
07:12um pouco nebulosas, né, quais são os produtos que vão ser tarifados, então vamos aguardar
07:17mais um pouco para a gente saber quais vão ser realmente os efeitos dessa guerra tarifária,
07:20mas, de qualquer maneira, é bom, é positivo que eles estejam avançando, Nath.
07:24E é curioso essa história dos estudantes, que a gente fala como se fosse, nossa, um
07:28ato ali de bondade, de permitir o acesso desses estudantes, mas o fato é que estudantes
07:32estrangeiros, eles movimentam e levam muito dinheiro para a economia dos Estados Unidos,
07:37né?
07:37Sim, para os Estados Unidos é muito importante ter esses estudantes, por causa justamente
07:40disso, as faculdades americanas são caríssimas, né, muitos conseguem, às vezes,
07:44bolsa, né, não sei como é que está a situação agora, provavelmente não tão fácil,
07:47mas o importante para a China é que esses estudantes façam, estudem nessas instituições
07:53e depois voltem para a China com esse conhecimento e ajudem a espalhar esse conhecimento pela
07:57China, né?
07:58Acho que a Renan quer completar com alguma coisa.
07:59É, a gente vai captando aqui, ó, pelo olhar, né, mesmo com a conexão remota.
08:03Diga, Renan.
08:06Não, não, eu só concordando, eu só estava concordando mesmo, de fato, já estudei nos
08:11Estados Unidos, no Reino Unido e sempre na classe havia ali estudantes chineses, né,
08:16que tinham esse objetivo de justamente voltar para o país, levar o conhecimento, trazer
08:20o desenvolvimento para a China.
08:22Então, eles são extremamente importantes, né, como o Felipe bem falou, a cada ano a
08:26gente vê nos rankings internacionais as universidades chinesas subindo, né, mas elas ainda estão
08:33longe das universidades americanas que produzem conhecimento de ponta, né.
08:38E é interessante a gente só ressaltar que cada país está usando a arma que pode, né,
08:44nessa guerra comercial.
08:46Quando o Donald Trump começa, toda essa questão do visto, dos estudantes, né, traz essa incerteza,
08:52é uma arma para trazer à China a mesa de negociação.
08:54E a China, por sua vez, utiliza os minerais raros, né.
08:57Então, você vê como cada país utiliza a arma que tem dentro do possível para escalar
09:03essa guerra e também para chegar à mesa de negociação e ter onde recuar, né, como
09:08a gente viu agora no caso tanto dos minerais raros como dos estudantes também, dos vistos.
09:14Perfeito, Renan.
09:15Muito obrigada, Felipe, também, por enquanto.
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