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O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) é o convidado de Evandro Cini no Direto ao Ponto.

O parlamentar se arrepende de votar a favor da PEC da Blindagem, afirmando que a "construção política" do acordo foi errada. Campos teve a "humildade de reconhecer" o erro após a pressão dos eleitores.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/qsE2hdBBY9M

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Transcrição
00:00Deputado, eu quero começar falando de uma situação em que o senhor se envolveu e que repercutiu bastante que tem a ver com a PEC da blindagem, em que o senhor foi lá, votou favoravelmente a PEC e depois foi as redes sociais se desculpar com os seus eleitores e com todos que acompanhavam aquela situação. O que te fez se arrepender naquele momento?
00:18Com certeza a construção política que foi errada e a humildade de reconhecer isso, reconhecer a partir da manifestação dos nossos eleitores, das pessoas que acreditam e confiam no nosso trabalho e também depois que toda a articulação que foi feita, que passou inclusive pelo líder do governo em exercício, que era o deputado Odair Cunha, que desmoronou no meio da votação e depois com a aprovação da urgência da anistia.
00:45Tudo isso eu fiz questão de falar com meus eleitores, explicar a situação e também, além disso, entrar no STF contra aquela medida, contra a manobra que foi feita no dia seguinte e explicar que desde o primeiro momento nós votamos contra a questão do foro de presidente de partido e também a votação secreta naqueles casos que estavam previstos na PEC.
01:07Deputado, o senhor menciona que isso teria a ver então com outras articulações que estavam em andamento, eu acho que mais precisamente a PEC da anistia.
01:14E o senhor acredita que, mesmo para impedir um projeto como o da anistia, valeria a pena dar a cara a bater pela PEC da blindagem?
01:24Não, por isso que eu fiz o pronunciamento após a votação e por isso que fiz a movimentação que fiz junto ao STF e também com a questão de ordem que foi colocada no dia seguinte na votação da PEC.
01:38Bom, eu já vou abrir aqui um espaço aqui. Vitória, eu já passo para você, é que o Tavares já disse também que tem uma pergunta relacionada a isso. Vai lá, Tavares.
01:46Obrigado, Evandro. Deputado, boa noite mais uma vez, um prazer conversar com o senhor aqui no Direto ao Ponto.
01:51Deputado, nessa linha de acionar o STF quando algo não vai bem no parlamento, isso está se tornando praticamente uma cultura no legislativo nacional.
02:00Quem perde no parlamento geralmente vai ao Supremo tentar rever aquilo que aconteceu, o resultado do processo legislativo.
02:07Isso, de certa forma, não fragiliza a democracia brasileira?
02:11Isso não é uma forma de hiperinflar os poderes do Supremo Tribunal Federal em desprestígio daquilo que ocorre no parlamento?
02:17Eu acredito que não, Diego. Até porque a democracia brasileira não se consolida apenas em um dos poderes.
02:25A democracia é um sistema complexo que, no caso do Brasil, tem uma tripartição do poder do ponto de vista do legislativo, executivo e judiciário,
02:34para além do Ministério Público também que exerce um papel importante dentro da democracia brasileira
02:40e todos os instrumentos de participação social que fazem parte da democracia.
02:44Então, requerer ou acionar o Supremo por conta de algum direito ou alguma questão que, no nosso entendimento, fugiu a constitucionalidade
02:56não vejo como enfraquecimento da democracia de forma nenhuma.
02:59É lógico que a gente entende que os espaços da democracia, eles cabem em discussão, em cada um deles.
03:06Na Câmara, por exemplo, e nesse caso concreto, a Câmara, na noite da terça-feira, derrubou o voto secreto da PEC.
03:13Foi feita uma manobra, uma emenda aglutinativa para retornar a questão do voto secreto.
03:19Então, entendendo que o próprio desejo da Câmara estava sendo ferido e dos deputados que votaram a favor de não ter voto secreto,
03:28nós acionamos o STF.
03:29E sempre que acharmos que, de alguma forma, existe um direito sendo ferido, é natural que seja acionada a justiça.
03:37É assim que o cidadão faz, é assim que nós fazemos na...
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