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Um problema nos servidores da Amazon Web Services (AWS) afetou redes sociais, sites de varejo e aplicativos financeiros em todo o mundo. Em entrevista ao Real Time, Raphael Farinazzo, diretor de operações da PM3, explica o impacto para 500 empresas e como a dependência da nuvem pode gerar riscos globais.

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Transcrição
00:00E um problema nos servidores da Amazon Web Service afetou plataformas digitais em todo o mundo nesta segunda-feira.
00:07Redes sociais, sites de varejo, aplicativos financeiros e companhias aéreas saíram do ar por quase três horas.
00:15A empresa diz que o sistema foi restabelecido, mas o incidente reacende o alerta sobre a dependência global de infraestrutura em nuvem.
00:23E para falar um pouquinho mais sobre este assunto, eu vou conversar agora com o Rafael Farinazo, ele que é diretor de operações da PM3.
00:31Oi Rafael, muito bom dia para você, seja bem-vindo aqui ao Real Time, tudo bem contigo?
00:36Tudo bom, muito bom dia para você, muito obrigado pelo convite.
00:39A gente agradece a sua participação aqui.
00:41O Rafael, já tem dados chegando de que essa pane no sistema da Amazon pode ter custado cerca de 5 bilhões de dólares para cerca de 500 empresas que foram afetadas.
00:55Explica para a gente o que foi essa pane então.
00:59Pois é, o que aconteceu foi que por volta das 3, 3 e meia mais ou menos da madrugada, os serviços saíram do ar especificamente no leste.
01:06O servidor do leste da Amazon, onde estão ali alguns serviços como o Mercado Livre, a própria Amazon, alguma parte da Amazon, o Roblox, enfim.
01:15Então quem estava usando esses serviços acabou não conseguindo usar.
01:18Aqui no Brasil a gente tem o WellHub também, por exemplo, quem foi fazer check-in na academia logo cedo não conseguiu fazer check-in e ficou assim até umas 6 e meia mais ou menos.
01:27O que acontece é que esses serviços, esses produtos, eles ficam hospedados na nuvem da Amazon.
01:31Então quando está fora do ar especificamente essa nuvem do leste ali, onde eles ficam hospedados, ninguém consegue acessar.
01:41É claro que às vezes os serviços, como vocês estão vendo aqui na tela, vários não estão funcionando ali, vários não funcionando.
01:47Às vezes esses serviços eles não estão 100% hospedados ali.
01:50Então, por exemplo, pode estar só uma parte do produto.
01:53Aí a parte que está hospedada ali não vai funcionar e às vezes isso compromete o funcionamento integral do produto e as pessoas não conseguem usar.
01:59Mas três horinhas depois ali a Amazon regularizou e parece que está tudo de volta agora, todo mundo já consegue usar tudo normalmente.
02:06Mas não me surpreende essa cifra, viu?
02:07Realmente são serviços que dependem de vendas, que precisam estar ali online em tempo real, como o caso da Amazon, que está vendendo o tempo todo.
02:16Se aquilo fica fora do ar, imagina três horas sem vender, é realmente uma soma muito grande.
02:22É, serviço de pagamento Paypal também ficou fora do ar, jogos, enfim, de games, o Fortnite, também assistente virtual, a Alexa, né?
02:31São pequenos aí, pequenas plataformas, pequenas não, são grandes plataformas.
02:36Talvez a Alexa não interfira tanto como no sistema de pagamento Paypal, como no Amazon, né?
02:41Um site de vendas aí de produtos, mas mesmo assim são pessoas que talvez dependam daquele serviço e não consigam.
02:48Agora, Rafael, esse incidente mostra uma fragilidade na concentração de serviços em poucas Big Techs?
02:56Sim, de certa forma, né?
02:58Acho que, ao mesmo tempo que o serviço de computação em nuvem, ele permite que essas Big Techs existam, né?
03:05Porque muitas delas, se precisassem hospedar propriamente todos os seus serviços, todos os seus produtos,
03:10talvez não iam conseguir ter uma estrutura de custos sequer para existir, né?
03:13Então, ao mesmo tempo que a AWS, serviços como da AWS, permitem que esses produtos existam,
03:19a partir do momento que eles existem, as pessoas confiam neles e a economia depende deles,
03:24porque eles estão movimentando cifras para lá e para cá, é muito caótico quando eles saem do ar, né?
03:29É claro que existem medidas para você diminuir o impacto quando essas coisas acontecem,
03:34mas é isso, ao mesmo tempo que a computação em nuvem, ela permite que exista,
03:37ela concentra também, né? Ela permite essa estrutura de custos e ela concentra vários desses produtos que você citou.
03:45E aí, quando esses produtos saem do ar, as pessoas que trabalham nesses produtos
03:47ou os consumidores desses produtos ficam ali sem conseguir usar, né?
03:52O nosso analista Rodrigo Loureiro trouxe a informação de que a Amazon concentra, por exemplo,
03:5730% do mercado de nuvem global, né? É um número importante e aí você tem uma falha dessa,
04:02você compromete aí em uma grande escala aí as empresas, como a gente disse,
04:07500 empresas podem ter sido afetadas.
04:10Agora, Rafael, que medidas podem evitar novas falhas em escala global como essa, hein?
04:16Várias das medidas eu acredito que essas empresas já tomem, né?
04:19Então, por exemplo, você ter uma arquitetura distribuída, eu falei, comentei ali que a gente,
04:24que caiu o serviço leste da Amazon, né?
04:26Você pode ter alguns serviços ali na estrutura do oeste ou em outros países,
04:31a Amazon tem servidores no mundo inteiro.
04:33Você pode distribuir a sua aplicação de uma maneira que as pessoas acessem sempre do servidor mais próximo.
04:39Nesse caso, as pessoas só do leste dos Estados Unidos que estariam mais próximas desse que caiu
04:44ficariam sem acesso, mas você não perde acesso no mundo inteiro.
04:47Essa é uma das formas.
04:48Você pode ter redundância, você pode ter medidas para que quando um servidor sai do ar,
04:53você tenta servir aquela região por outro servidor, apesar de estar mais longe,
04:57vai ficar mais lento, naturalmente, mas é melhor do que não servir.
05:01Eu acredito que muitas dessas empresas já tenham essas medidas.
05:05A questão é que quando acontece uma falha de grandes proporções, como essa de agora,
05:09como já tinha acontecido em 2023, outra em 2021,
05:12essa falha de grandes proporções, geralmente, o custo que você teria que ter
05:17para evitar esse problema, ou seja, para mitigar esse problema quando ele acontece,
05:22ele é um custo muito alto também.
05:24Você sair repetindo a sua aplicação em vários servidores,
05:26você sair mantendo isso no mundo inteiro, geralmente é um custo muito alto.
05:30Então, as empresas fazem esse cálculo de custo-benefício.
05:33É claro que quando o risco se concretiza e sai tudo do ar,
05:36um prejuízo como esse de bilhões, aí as pessoas talvez pensem assim,
05:40pô, talvez teria valido a pena ter investido em alguma coisa que não permitisse,
05:46que deixasse a gente no ar com outro servidor, alguma coisa assim.
05:49Mas em empresas menores, geralmente não.
05:51Geralmente, ela depende bastante daquele servidor mesmo.
05:54Se saiu, a empresa para de trabalhar até voltar.
05:56É, e é importante também a gente destacar que isso pode arranhar a imagem da Amazon
06:01e futuras negociações nessa questão de nuvem pode afetar a operação,
06:07até financeiramente falando.
06:08E achei interessante que você falou que tivemos problemas em 2021, 2023 e 2025.
06:13Parece que a cada dois anos tem esse problema.
06:16É só uma coincidência mesmo, Rafael?
06:17Eu acredito que sim, eu acredito que sim.
06:21Não me parece ser nada programado, nem nada, enfim,
06:25que a gente possa prever que em 2027 vai acontecer de novo.
06:29O que a gente sabe é que vai acontecer em algum momento sempre de sair do ar
06:32e as empresas têm que ter ali os backups, têm que ter as estruturas
06:35ou distribuídas ou redundâncias, como a gente chama, né?
06:38Ou seja, sai de um, ela consegue servir num outro servidor.
06:42Tem que ter isso pronto para funcionar.
06:44Agora, como eu falei, eu acho que essas empresas grandes ali,
06:47como você citou ali, eu vi a Disney passando,
06:49com certeza elas têm essa estrutura,
06:50elas devem ter ficado fora do ar só para algumas regiões e não para todas,
06:54mas ainda assim o prejuízo é muito grande.
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