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Com mediação de Marco Antonio Villa, Visão Crítica promove uma análise aprofundada dos principais acontecimentos do dia. A cada edição, convidados com diferentes perspectivas se reúnem para debater os fatos mais relevantes do cenário político, econômico e social do Brasil e do mundo.
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NotíciasTranscrição
00:00Visão Crítica
00:08Olá, estamos começando o Visão Crítica de hoje.
00:13Eu gostaria antes de apresentar para vocês um comentário, para vocês entenderem
00:18e o Visão Crítica tem demonstrado isso de alto nível, creio eu,
00:23ao menos todos os convidados e os comentários que tem sobre o nosso programa,
00:26que a política brasileira vive um momento extremamente difícil.
00:31E não é exagero, eu digo isso como historiador, que das legislaturas da República,
00:37a primeira foi em 1890, que foram os constituintes que deu origem à Constituição de 1891,
00:45essa é a pior da história. E essa semana vocês viram o que aconteceu.
00:51Hoje o nosso centro da nossa conversa é a PEC.
00:55PEC é uma proposta de emenda constitucional, que tem de ser aprovada com um quórum constitucional,
01:01um quórum superior da maioria simples, tem de ser aprovada nas duas casas, duas vezes,
01:08e não precisa, por ser PEC, ser promulgada pelo Presidente da República,
01:11mas pelo Presidente do Congresso, que no caso, pela Constituição, é o Presidente do Senado.
01:17Tudo isso tem um longo trâmite, não é assim tudo rapidamente.
01:21Mas no caso dessa PEC da blindagem, há uma tentativa, portanto, de algumas alterações,
01:29especialmente em dois artigos da Constituição, daí que eu sempre trago a Constituição aqui,
01:35para conseguir isso.
01:37Bem, e além da questão da amnistia, mas não vamos discutir hoje,
01:41aprovação ontem a toque de caixa,
01:43mas vamos focar na questão inicialmente da PEC da blindagem.
01:47Eu vou resumi-la, mas antes eu queria fazer um comentário muito rápido.
01:52Tem os que votaram sim e os que votaram não.
01:56E o curioso é que da bancada paulista são 70 deputados federais.
02:02Salvo engano, de 70, acho que dois ou três não votaram.
02:07Acabaram, não é se abstendo, não comparecendo.
02:11Poderam até votar pelo celular, mas nem isso o fizeram.
02:14Porque contam com o esquecimento dos eleitores, claro.
02:18É isso da bancada paulista, que é maior, com 70.
02:21E nós convidamos, claro, como sempre, nesses casos das quintas-feiras,
02:25já fizemos várias vezes, um candidato favorável e um candidato contrário.
02:30No caso da PEC da blindagem, sim.
02:33Um que disse não e o outro que disse sim.
02:36O disse não, aceitou, ele vai comentar daqui a pouquinho, daqui a alguns segundos,
02:39ele vai estar conosco aqui no estúdio, logo eu já falo quem é o deputado.
02:44Mas os que votaram a favor e conseguiram, por uma larga maioria,
02:48aprovar nessa primeira votação, essa PEC da blindagem,
02:53que é bom lembrar que depois vai ao Senado,
02:55aí tem um trâmite na Comissão de Justiça,
02:58até chegar ao plenário,
03:00e se é que vai ser aprovado, que eu creio que não,
03:03mas vamos dizer que for aprovado,
03:05ainda vai ter questionamentos na Suprema Corte,
03:08porque viola claramente a Constituição Cidadã em 1988.
03:12Nesse caso, insisto, não passa pela presidência da República,
03:16não, por ser uma PEC, não precisa chancelar.
03:21Isso passa pelo, insisto, presidente do Congresso Nacional.
03:26E, pela primeira vez na história do nosso visão crítica,
03:29nós poderíamos trazer cientistas políticos, outras pessoas, mas não.
03:33Nesse momento, é sempre um deputado da situação e da oposição,
03:36como fizemos várias vezes.
03:37Vocês acreditam que, dos de São Paulo,
03:41nós fizemos convites a quase todos eles,
03:44e de outros estados,
03:45no total de 53 deputados federais convidados.
03:51Aqueles que votaram sim a favor da PEC e da blindagem.
03:54Sabe quantos aceitaram?
03:56Nenhum.
03:57Por os motivos os mais prosaicos possíveis.
04:00Doença, dificuldades, celular desligado, e de tudo um pouco.
04:06Teve um deles, de um outro estado, não do estado de São Paulo,
04:10que aceitou.
04:12Eu falei, poxa, tudo bem.
04:13Até sei que é um parlamentar que tem posições muito questionáveis
04:17no campo da defesa das liberdades democráticas,
04:21da Constituição, da democracia.
04:24Mas, então, eu falei, tudo bem.
04:27A gente tem que lembrar que ele foi eleito.
04:28Portanto, não tem problema.
04:30Se ele aceitou o nosso convite, ele ia entrar remoto e vamos conversar.
04:34Porém, pouco antes do programa,
04:36acho que também para mostrar a fraqueza e a tibieza
04:40de caráter desses parlamentares,
04:43ele voltou atrás e não apareceu.
04:46Então, nós teremos hoje um visão crítica um pouco diferente do que o habitual.
04:50com um convidado aqui conosco, que daqui a pouco vou apresentá-lo,
04:54que eu vou fazer um breve resumo da PEC e da blindagem,
04:57só para relembrar vocês.
04:58E estamos aqui um convidado remoto, que vai ser um senador.
05:02Portanto, vai chegar ao Senado essa questão, como eu disse.
05:06Mas também estamos terminando alguns acertos.
05:09Mas por quê?
05:09Nós optamos por apresentar mesmo a realidade a vocês
05:13porque o Visão Crítica tem esse objetivo sempre,
05:16que é qualificar a reflexão.
05:17Quando um parlamentar tem receio, medo, pavor,
05:23que vocês quiserem denominar,
05:24de vir a público numa TV democrática,
05:27numa conversa como nós temos,
05:29garantindo espaço a todos de forma respeitosa,
05:32e não vem a público defender o seu voto,
05:35é porque ele tem vergonha do que ele fez.
05:37E aí, como é que ficamos?
05:39Mas eu sempre insisto, e vocês são testemunhas,
05:42o problema não é ele,
05:43o problema são os eleitores do Estado de São Paulo e do Brasil.
05:48Por isso que o ano que vem vai ser renovado dois terços do Senado,
05:52são três senadores por Estado,
05:54nós temos 26 estados e o Distrito Federal,
05:56são 27 unidades federativas,
05:59e vai ser renovado todo o Congresso Nacional,
06:01a Câmara dos Deputados,
06:02eu estou me referindo em especial,
06:03além das Assembleias Legislativas, etc.
06:05Mas vamos falar do Legislativo.
06:08Pensar muito bem em quem vota,
06:10e eles contam com o seu esquecimento.
06:12É essa a estratégia.
06:14Espero que dessa vez a coisa mude.
06:16Aí você vai perguntar o que é a PEC da blindagem.
06:19Bem, ela recebeu esse apelido,
06:21evidentemente que ela não tem essa denominação constitucional,
06:25essa denominação política,
06:26então a questão que se coloca nessa PEC
06:33é que ela vai defender,
06:34primeiro, eu fiz um resuminho aqui para explicar a vocês,
06:38a Constituição, a prisão em flagrante,
06:40olha como isso é importante, hein?
06:42A Constituição já prevê que a prisão em flagrante de parlamentares
06:45deve ser submetida ao plenário da Casa,
06:48ou Câmara, ou Senado,
06:50para decidir se será mantido ou não.
06:51A prisão de um parlamentar,
06:53evidentemente se pede uma prisão
06:55quando ele fez algo indevido,
06:56cometeu um crime,
06:57ou supostamente um crime, né?
07:00Continua.
07:01Pela PEC, em casos de crime inafiançável,
07:04por exemplo, racismo é inafiançável,
07:06está no artigo 5º, tá?
07:08Tortura, tráfico de drogas, terrorismo, etc.
07:11Os autos do inquérito
07:13devem ser enviados à Câmara ou ao Senado
07:16em até 24 horas.
07:17E a decisão de manter ou não a prisão
07:20desse acusado,
07:21ela será feita por votação secreta
07:24entre os parlamentares.
07:26Hoje a votação é nominal.
07:27O que é a votação nominal?
07:31É aquela que aparece o nome,
07:33se o teu parlamentar,
07:35senador ou deputado,
07:37em quem ele votou.
07:38Eles agora aprovaram na Câmara
07:40que essa votação de alguém
07:41que cometeu um crime,
07:42que pode ser o PCC,
07:44ter um parlamentar,
07:45a melhor coisa vai ser isso.
07:46O PCC tem um parlamentar,
07:48está lá no parlamento,
07:49cometeu um crime,
07:50ele, para ser processado,
07:52precisa da autorização dos seus pares.
07:54pares, quer dizer,
07:55dos seus iguais,
07:56dos seus parlamentares.
07:57A votação é secreta,
07:59simplesmente eles vão dizer não.
08:01E por quê?
08:02Quando vigorou essa regra,
08:03que foi alterada em 2001,
08:05de 1988 a 2001,
08:08portanto, durante 13 anos,
08:10somente um parlamentar foi processado.
08:13Um parlamentar foi processado.
08:15Então, vocês estão percebendo
08:16como importante é essa questão.
08:18E aí explica daqueles
08:20que não apareceram aqui
08:22no momento
08:23para defender suas posições.
08:26Por outro lado,
08:28essa PEC também,
08:29vamos só lembrar,
08:30tem a questão da abertura
08:31de processo criminal.
08:32O texto recupera parte
08:34do modelo de 2001,
08:35que eu citei anteriormente a vocês,
08:38quando era necessário
08:38o aval do legislativo
08:40para abertura de processos
08:41contra deputados e senadores.
08:44O STF terá de pedir
08:45autorização para a Câmara
08:47ou para o Senado
08:47para processar um parlamentar.
08:50É inacreditável, né?
08:51A votação para autorizar
08:53ou não o processo
08:54também será secreta
08:55e deve ocorrer até 90 dias
08:57após o recebimento do pedido.
08:59Então, tudo secreto
09:00para não revelar no que vota.
09:02A votação nominal
09:03foi retirada da PEC
09:04e nós vimos por manobras
09:06que ocorreram
09:07durante essa semana.
09:09Medidas cautelares.
09:10Eu não vou estender muito
09:12para não cansá-los.
09:13É tanto mal feito.
09:16Vamos, medidas cautelares.
09:17A proposta estabelece
09:18que parlamentares
09:19só poderão ser alvo
09:21de medidas cautelares
09:22expedidas pelo
09:23Supremo Tribunal Federal
09:24e não por instâncias
09:26inferiores de justiça.
09:28O que é medida cautelares?
09:30São obrigações impostas
09:31pela justiça
09:32a investigados e alvos
09:34de processos penais.
09:36Medidas cautelares
09:37incluem, por exemplo,
09:38restrições de contato
09:40ou obrigações impostas
09:41investigados em processos
09:43penais.
09:44Nós estamos com o nosso
09:46convidado aqui,
09:47deputado Ivan Valente.
09:48Deputado, pode entrar.
09:49Não tem problema não
09:49de passar satisfeito
09:52com o comparecimento
09:53aqui do deputado
09:54Ivan Valente,
09:55que, vale lembrar,
09:57votou contra
09:58tudo isso.
09:59Agora, deputado,
10:00por favor,
10:01pode sentar ali.
10:02Valeu, deputado.
10:03Obrigado.
10:03E mais uma vez,
10:04atendido o nosso convite.
10:05Por fim,
10:07o deputado já está
10:08presente aqui.
10:09Por fim,
10:10a questão do foro
10:11privilegiado,
10:12a PEC amplia o foro
10:13privilegiado,
10:15que é o nome popular
10:16dessa expressão,
10:18não é essa
10:18denominação jurídica,
10:20que passa a incluir
10:21também os presidentes
10:22de partido.
10:22Isso é uma coisa
10:23fantástica,
10:24com representação
10:26no Congresso Nacional.
10:27Com isso,
10:28esses presidentes
10:29de partido,
10:30que não têm mandato,
10:31mas que têm repressão
10:32no parlamento,
10:32o seu partido,
10:34passam a ser julgados
10:34diretamente pelo STF,
10:36assim como ocorre
10:37com o presidente da República,
10:38o vice,
10:39ministro do STF,
10:41etc.,
10:41deputados e senadores.
10:42Eu fiz um breve resumo
10:44da PEC e da blindagem.
10:46Agradeço a presença
10:47do deputado Ivan Valente
10:49e volto a lembrar aqui
10:50a vocês
10:50que nós estamos
10:52só com um entrevistado,
10:53não com dois,
10:54no momento do debate,
10:55porque convidamos
10:5653 parlamentares
10:59que disseram sim.
11:00Não foi um,
11:01dois,
11:02três,
11:0353.
11:03e os pretextos
11:05daqueles que disseram sim
11:07à PEC da blindagem
11:09foram todos os possíveis.
11:11Então,
11:12e abrimos o espaço remoto,
11:14insisto,
11:15teve um que finalmente
11:16aceitou,
11:17mas desistiu em seguida.
11:19Então,
11:19nós estamos aqui
11:20com o deputado,
11:21nós vamos aproveitar,
11:22agradecer primeiro
11:22a presença do deputado
11:23Ivan Valente
11:24e perguntar
11:26para o senhor,
11:27para quem nos acompanha,
11:29deputado,
11:30como foram as suas impressões
11:32dessa semana
11:33no Congresso.
11:34E muito obrigado
11:34por ter comparecido.
11:35Obrigado,
11:36Vila.
11:38A palavra que eu
11:40colocaria
11:41para carimbar
11:42o que foi
11:43essa semana
11:44da PEC
11:45da blindagem
11:47que nós chegamos,
11:48falamos,
11:49mas o que a população
11:51está chamando
11:52é PEC
11:52da bandidagem,
11:54certo?
11:54E no dia seguinte
11:56nós tivemos
11:57a votação
11:58da anistia.
12:00Então,
12:00foi,
12:01a palavra que eu defino
12:02é como
12:02horror.
12:04Eu fico pensando
12:05o que o povo brasileiro
12:07está pensando
12:09do Congresso Nacional,
12:11particularmente
12:12da Câmara dos Deputados
12:13nesse momento,
12:15porque me parece
12:16que tem grande resistência
12:17ainda no Senado,
12:18tá?
12:19Foi realmente
12:20surpreendente,
12:22Vila.
12:23É uma coisa
12:23que,
12:25na verdade,
12:26o povo brasileiro,
12:27mesmo a população
12:28que trabalha o dia todo
12:30e não tem condições
12:31de se informar,
12:33tanto assim,
12:33mas essa questão
12:34eles entendem,
12:35que é o seguinte,
12:37eu sou um parlamentar,
12:39eu já tenho
12:39um foro
12:40privilegiado,
12:42que é o foro,
12:43que é a imunidade
12:44parlamentar
12:45pelos meus atos,
12:47opiniões
12:47e votos.
12:49Para isso
12:49é que serve
12:50a imunidade,
12:51entende?
12:51Para você
12:52não ficar
12:54ao léu
12:58quando você
12:59está defendendo
12:59ideias,
13:01opiniões e tal.
13:02O que passou lá
13:04é outra coisa,
13:06é a impunidade
13:08total,
13:10então,
13:10são os deputados,
13:13deputadas,
13:14até o momento,
13:15se passar no Senado,
13:16também,
13:17todos os parlamentares,
13:18senadores também,
13:20querendo ser cidadãos
13:22inatingíveis,
13:25pela justiça
13:27e pelo julgamento popular
13:29pelo qual nós fomos eleitos.
13:30o direito
13:32de transparência,
13:34além
13:34dessa questão
13:36da...
13:38deles passarem
13:40qualquer crime,
13:42não é político,
13:44não é opinião,
13:45pode ser assassinato,
13:47pode ser
13:47roubalheira,
13:49pode ser corrupção,
13:51pode ser fraude
13:52nas emendas,
13:53pode ser racismo,
13:55pode ser
13:56qualquer questão,
13:58entende?
13:58inclusive pedofilia,
14:01crime,
14:02crimes que são
14:03considerados
14:06no Código de Processo Penal
14:07como ultra graves,
14:09pode acontecer
14:10e eles serão julgados,
14:11a abertura do processo
14:13só se dará
14:15não mais pela justiça,
14:17pelo foro,
14:18pelo Supremo Tribunal Federal,
14:20mas pelos próprios
14:22deputados.
14:26Em secretos,
14:28será secreta,
14:31então não deixarão digital.
14:34Então,
14:34o que vai acontecer?
14:35A autoproteção,
14:37o corporativismo,
14:39né?
14:39E o desrespeito
14:40ao público
14:41e ao povo.
14:43Então,
14:44o que nós vivemos lá,
14:46gente que bateu no peito
14:47e disse,
14:47eu quero me blindar mesmo.
14:50Deputado
14:51Nicolas Ferreira,
14:53deputado
14:53Bibo Nunes,
14:54eu quero ser blindado.
14:57Blindado do que,
14:59exatamente?
14:59Entende?
15:00Então,
15:01nós temos aí
15:01um momento histórico,
15:04entende?
15:04E que
15:05a chantagem
15:07do poder legislativo,
15:08nesse momento,
15:10é para
15:10anular
15:11o judiciário,
15:13então,
15:14é perigoso,
15:15porque na mesma linha
15:17do Trump,
15:17ele quer intervir
15:18no poder
15:19judiciário,
15:21dentro dos dispositivos
15:23constitucionais que já existem
15:24na democracia brasileira,
15:25desde a Constituição de 88,
15:27e chantagear o executivo.
15:30Aqui,
15:30se vocês não votam
15:31essa PEC,
15:32não passa
15:33imposto de renda,
15:35PEC da segurança,
15:36e assim por diante.
15:37isso é o que está passando,
15:39está pegando muito mal,
15:41está uma avalanche
15:42nos meios de comunicação
15:44e nas redes sociais,
15:45e talvez isso explique
15:47o que você explicou
15:48no começo.
15:49Por que quem defendeu isso
15:51não quer vir
15:52defender aqui,
15:54frente à sociedade?
15:56Então,
15:57é indecifrável
15:59essa questão,
16:00é a impunidade.
16:02Ele sabe
16:03que as emendas
16:04parlamentares,
16:04hoje tem 108
16:06deputados
16:07que estão,
16:08de alguma forma,
16:10com investigações
16:11no Supremo Tribunal Federal.
16:13Uma parte
16:14é de emendas parlamentares,
16:16outra é de corrupção,
16:17outra é de problemas
16:18de peculato,
16:20outra é problema
16:20até de assassinato,
16:22tem.
16:22Como teve a deputada
16:23Flor de Lys,
16:25o Congresso levou
16:26dois anos
16:28para julgar,
16:28eu era do Conselho de Ética,
16:31no caso,
16:32Flor de Lys,
16:32que já estava
16:33condenada na Justiça,
16:35e era explícito,
16:36ninguém defendeu ela,
16:38mas tem o Brazão,
16:40não vota,
16:41dá para votar
16:42o Brazão,
16:43mandante
16:44do assassinato
16:46da Marielle,
16:47demoraram um tempão,
16:48entendeu?
16:49E assim por diante.
16:50Então,
16:51o jogo é o seguinte,
16:53alguns
16:53que se dizem
16:54ideológicos,
16:55dizem que tem
16:56uma ditadura agora,
17:00ditadura da toga,
17:01ou seja,
17:03como eles não viveram
17:05a ditadura,
17:07mas é mais do que isso,
17:08eles querem o esquecimento,
17:10eles não leem os livros
17:11de história
17:11que você conhece bem.
17:13Então,
17:14o que está acontecendo
17:15no Congresso
17:16é um desrespeito
17:18e acho assim,
17:20a hashtag que está pegando
17:22é Congresso inimigo
17:23do povo,
17:24é muito grave isso.
17:25Agora,
17:26como deputado,
17:28houve essa avalanche
17:29nessa semana,
17:31acho que até
17:32para alguns
17:33aparentemente surpreendente,
17:34porque as votações
17:35foram
17:36significativas,
17:38favorável
17:39à PEC da blindagem,
17:42por exemplo.
17:43Houve inclusive
17:44uma divisão
17:44e nós tentamos
17:46até conversar
17:46com alguns parlamentares
17:47do PT
17:48que votaram
17:48favorável.
17:50Nós insistimos,
17:51falei,
17:52olha,
17:52como todos entrevistados
17:53sempre aqui,
17:54com todo respeito,
17:55tal,
17:56aqui de São Paulo,
17:56inclusive,
17:57que votaram,
17:59falei,
17:59não venham,
18:00é muito importante
18:01sua participação.
18:01Não,
18:02todos se recusaram.
18:03Quer dizer,
18:04houve até uma divisão
18:05no campo da esquerda
18:07ou da centro-esquerda,
18:08como queiram chamar.
18:09O que aconteceu
18:10para esse processo
18:12ter sido tão rápido,
18:13tão eficaz,
18:14vamos dizer,
18:15em termos parlamentares,
18:16e conseguir uma aprovação
18:18tão rápida?
18:19Agora,
18:19na outra casa,
18:20na Câmara Alta,
18:21no Senado,
18:22vai passar pela CCJ,
18:23o senador Otto Alencaro
18:26já disse isso,
18:27isso dificilmente
18:28vai ter um ritmo rápido,
18:30dificilmente vai ser aprovado,
18:33dificilmente chegará
18:33o plenário,
18:34isso vai ter um trâmite,
18:35aparentemente,
18:36com mais cuidado.
18:38O que aconteceu na Câmara?
18:39Bom,
18:41primeiro,
18:42me permita,
18:43Vila,
18:44também,
18:44considerar
18:45uma coisa
18:47da tramitação
18:48que eu estou dando entrada,
18:51em nome do pessoal,
18:52hoje,
18:52com mandato de segurança,
18:54junto ao Supremo Tribunal Federal,
18:58sobre
18:58a
18:59maracutaia jurídica
19:01que foi feita,
19:03porque nós ficamos lá
19:04até o final,
19:06era quase uma hora da manhã,
19:07quando votou o primeiro turno
19:09e foi para o segundo turno.
19:13E era realmente significativo,
19:15era 330 votos,
19:16340 votos,
19:18e etc.
19:19Só que,
19:20o destaque que o pessoal
19:22já tinha feito,
19:23que era pelo menos
19:24para retirar
19:26o voto secreto
19:27dos deputados,
19:28em algum momento
19:29tinha que ter transparência,
19:30em algum momento
19:30se eu tinha que botar digital,
19:32nós tínhamos que ser derrotados
19:33no primeiro,
19:35do turno,
19:36a emenda era do pessoal,
19:37no segundo turno,
19:39a emenda foi do novo,
19:41veja você que contradição,
19:43o novo,
19:43apoia o bolsonarismo,
19:45entende,
19:46radicalmente contra o governo,
19:49e etc.,
19:50mas,
19:51nisso tem um encontro
19:52que é o seguinte,
19:53estava na cara
19:54que é o maracutaia,
19:55ninguém,
19:55não querem transparência,
19:57e de repente,
19:58como o Hugo Mota
19:59cometeu um erro entre eles,
20:01que é o seguinte,
20:02vamos tocando,
20:03vamos tocando,
20:04só que os deputados
20:05foram dormir,
20:06eles estavam no Infoleg
20:07parlamentar,
20:08liberados dos seus estados,
20:11nem os assessores
20:12estavam acordados,
20:13você está entendendo,
20:14então,
20:15aconteceu que em vez
20:16de ter 308 votos
20:17nessa emenda,
20:18teve 296,
20:19nós comemoramos,
20:22pelo menos uma pequena vitória,
20:25onde chegou,
20:26ele chamou imediatamente
20:27para 10 horas da manhã,
20:29para acabar de votar
20:30os três últimos destaques,
20:33chega então,
20:34uma lógica,
20:35precisamos fazer uma emenda
20:37aglutinativa,
20:40para rever,
20:41essa questão do voto,
20:42olha como era importante
20:44para eles,
20:45porque é normal
20:45você perder um destaque,
20:47de qualquer partido,
20:48de esquerda,
20:49ou de direita,
20:50às vezes é um cochilo,
20:52às vezes é porque
20:52realmente está ruim e tal,
20:55o que aconteceu?
20:56O Hugo Mota
20:57assumiu isso,
20:58gente,
21:00foi uma execrável,
21:02o Hugo Mota,
21:03depois do motim
21:05que teve sobre ele,
21:07ele está desmoralizado,
21:10Vila,
21:11as mesmas pessoas,
21:13entende,
21:14que impediram ele
21:15de subir na mesa,
21:16de chacoalhar a cadeira dele,
21:18que não saiu da cadeira,
21:20que gritaram no ouvido dele,
21:21está abraçada lá com eles,
21:23da anistia,
21:24aquele povo,
21:24pois,
21:26então,
21:26o que aconteceu?
21:27Ele pega e põe uma maracutaia,
21:29que eles não tiveram nem coragem,
21:30foi vápido e vápido,
21:32aí para votar de novo,
21:33aí deu,
21:34em vez de dar um negócio alto,
21:35deu 314 votos só,
21:38aí passou,
21:39com tudo secreto,
21:41queria deixar essa questão,
21:42mas também queria te colocar
21:44o seguinte,
21:46dois aspectos que eu quero discutir,
21:48e você que é historiador,
21:50é mais fácil,
21:51que é sociólogo,
21:52que tem essa visão,
21:54eles, na verdade,
21:57entende,
21:58há um projeto
22:00para o parlamento brasileiro,
22:02comandado pelo Centrão,
22:03que está aliançado
22:06com a extrema direita
22:07no Congresso Nacional,
22:08eles querem
22:09a supremacia
22:11do poder legislativo
22:13sobre executivo e judiciário,
22:16isso significa,
22:17eu chamaria
22:18o presidencialismo fraco,
22:21o presidencialismo refém,
22:23entende,
22:24o parlamento
22:25é o verdadeiro poder,
22:26e é o poder mais,
22:27vale para as emendas,
22:28que eles nunca respeitaram,
22:30a decisão do Supremo
22:31e da Rosa Weber,
22:33que hoje
22:34é um quarto
22:35do orçamento discricionário,
22:38não tem nem um quarto,
22:39é 60 bi,
22:41é muito dinheiro,
22:42entendeu?
22:43E agora
22:45eles vão
22:45impor
22:46regras
22:47e pautas,
22:49então,
22:49o que acontece,
22:50para eles
22:50essa questão
22:51é tão importante,
22:53quem está atrás disso
22:54é Arthur Lira,
22:56quem mexe os pauzinhos
22:57por trás ainda,
22:59essa emenda,
23:01essa continuativa,
23:02eles tiraram
23:02das lições
23:03de Eduardo Cunha,
23:05que é tutor
23:07também do Mota,
23:10entende,
23:10então,
23:11o que acontece,
23:12eles precisam disso
23:14para se empoderar
23:15e para afrontar
23:16o poder judiciário,
23:18a democracia brasileira,
23:21o povo brasileiro
23:23e o governo
23:24de Lula,
23:26que nós podemos
23:27ter crítica,
23:28mas ele governa
23:28dentro do regime
23:29democrático,
23:31ele apresenta a proposta
23:32que respeita as decisões
23:33e as regras do jogo.
23:35Agora,
23:35por que os parlamentares,
23:36e daqui a pouco
23:37nós vamos ter o break,
23:38um pequeno break
23:41para quem nos acompanha,
23:43daqui uns três minutos,
23:45por que os parlamentares,
23:47porque uma coisa
23:48é a questão histórica
23:49de preservar
23:49o mandato parlamentar
23:50da ação
23:51dos poderosos
23:53de ocasião,
23:54então,
23:54historicamente,
23:55foi uma luta
23:55à defesa da imunidade
23:57parlamentar.
23:58Outra coisa
23:59é para
24:00as questões
24:02levantadas,
24:02que inclusive
24:03que violam
24:03o artigo 5º
24:04da Constituição,
24:05que envolve até
24:06acusados de tortura,
24:08de pedofilia,
24:09de racismo,
24:10de inúmeros crimes,
24:11assassinatos,
24:12como foi lembrado,
24:13de tudo,
24:13não é um crime
24:14no campo das ideias,
24:15no campo do discurso,
24:17da divergência,
24:18não,
24:18é tudo,
24:19tudo vai ter de passar
24:20necessariamente
24:21pela autorização inicial
24:22de uma das casas,
24:23se é o deputado
24:24ou o senador,
24:25e em votação
24:27secreta,
24:29que foi o que vigorou
24:30entre 1988
24:31e 2001,
24:33e nesses 13 anos,
24:35tudo pelo breve
24:36levantamento feito,
24:37um parlamentar só
24:38que foi processado
24:39em 13 anos,
24:40só para vocês verem
24:41como essa questão
24:42é uma questão complexa.
24:43Então,
24:43eu passo ao deputado
24:44uma resposta rápida
24:46para a gente ver
24:46depois para o nosso break,
24:48na sua opinião,
24:50o porquê disso,
24:52quer dizer,
24:53por que nós chegamos
24:54nesse ponto
24:55quando ainda
24:56nós temos
24:56um setor majoritário
24:58hoje na Câmara
24:59dos Deputados
25:00é o setor
25:00conservador
25:01ou extremista,
25:02como queiram
25:03dominar,
25:04denominar,
25:05mas por que
25:05tanto receio
25:07de eventuais crimes
25:09que podem cometer,
25:10tem a questão
25:11das emendas,
25:12será que o foco
25:13central é a questão
25:13das emendas?
25:15É uma parte só.
25:16Sim.
25:17Essa pergunta
25:18que você fez,
25:19ela é essencial
25:20porque alguns
25:22tentam pelo menos
25:23buscar uma justificativa
25:25para isso.
25:26e eles vão
25:27na história
25:27buscar,
25:28você tem razão,
25:30eles vão buscar
25:30na história
25:31da ditadura,
25:32então eles pensam
25:33que pessoas
25:35como eu
25:35que ficou
25:3621 anos
25:37lutando contra a ditadura,
25:3910 da clandestinidade
25:41na cadeia,
25:42na tortura,
25:43no doicode
25:44e fui condenado
25:45há 3 anos
25:46por organizar
25:46partido político
25:47ilegal,
25:48veja,
25:49em 78,
25:50até eu brinco
25:51com os nossos
25:53bolsonaristas
25:54de extrema direita
25:55e falam assim,
25:56se pessoas como eu
25:58não tivessem lutado
25:59naquele tempo,
26:00vocês não estariam
26:01aqui no congresso,
26:02o congresso vai estar
26:02fechado,
26:04então foi isso
26:04que aconteceu,
26:05como você vai fazer
26:06o break,
26:06eu vou tocar
26:07só agora,
26:08no caso
26:08Márcio Moreira Alves,
26:10que eu era...
26:11Vamos entrar
26:12e fazer o break
26:13porque o caso
26:14Márcio Moreira Alves
26:15foi em 1968,
26:17era um jornalista
26:18do Correio da Manhã,
26:19eleito deputado
26:20de 66,
26:21pela Guarabara,
26:22que era a cidade
26:22do Rio de Janeiro,
26:23que foi um estado
26:25entre 1960 e 1975
26:27e foi o caso emblemático
26:29que precede o AI-5.
26:30Vamos ao break,
26:31o deputado volta
26:32e parece que nós
26:33estamos conseguindo
26:34numa luta da produção
26:35que está de parabéns,
26:37vamos conseguir
26:38que uma parlamentar
26:39que votou a favor
26:40da PEC da blindagem
26:41entre daqui a pouquinho.
26:43Vamos rezar aos céus,
26:44vamos ao break e tal.
26:45Visão Crítica
26:55Aproveite condição única
26:57para garantir
26:58seu Jeep Renegade
26:59Longitude 2026.
27:01Só este mês,
27:02taxa zero em 36 vezes,
27:04mais supervalorização
27:05do seu usado na troca.
27:07Oferta sim,
27:08só existe uma.
27:09Jeep,
27:09só existe um.
27:11Jovem Pão Esportes,
27:13com você,
27:13aonde estiver.
27:16Já pensou em turbinar
27:17a comunicação do seu negócio
27:19com o poder
27:19da inteligência artificial?
27:21Como criar mais conteúdo
27:22sem estourar o orçamento?
27:24Com a Samp,
27:25você revoluciona
27:26a forma de produzir conteúdo.
27:28Transforme relatórios
27:30em newsletters,
27:31PDFs em gráficos,
27:33vídeos em notícias
27:34e notícias em posts
27:36para as redes sociais.
27:37Acesse
27:38samp.ai
27:40e descubra
27:41o poder
27:42da inteligência artificial
27:43na comunicação
27:44do seu negócio.
27:46Por trás
27:47de todo
27:48bom garfo
27:49tem um Excel
27:50aberto.
27:50Hoje eu estou com ele,
27:52Daniel Souzo.
27:54E eu percebi
27:55que eu era muito bom
27:56com dados.
27:57Eu entro nas brisas,
27:57eu tipo,
27:58quantas vezes eu já escovi
27:58o dente na vida,
27:59sabe?
28:00Tipo assim...
28:00Maravilhoso,
28:01curiosidades aleatórias
28:02que você tem,
28:03sei.
28:04Sabe,
28:04eu queria muito
28:05ter esse número.
28:05Eu ia ficar surpreso
28:06ou será que não?
28:07em off
28:08amanhã
28:09às onze da noite
28:10aqui na Jovem Pan.
28:19Visão Crítica
28:20Olá,
28:23como prometido,
28:24estamos de volta.
28:25Justamente eu interrompi
28:27o deputado
28:27quando ele ia
28:28fazer uma referência
28:30ao jornalista
28:31Márcio Moreira Alves,
28:32o episódio que precede
28:34o adicional
28:34número cinco.
28:35Vamos lá, deputado,
28:36por favor.
28:37Então,
28:38Vila,
28:39nós tínhamos naquele momento
28:40em 68
28:41uma reação forte
28:43ao regime
28:44porque eles não tinham
28:45dado o golpe
28:46sobre o golpe
28:47que é o AI-5
28:48que foi em dezembro,
28:5013 de dezembro
28:51de 68.
28:53O que aconteceu?
28:54O congresso
28:55estava aberto,
28:56já tinha se caçado
28:57muita gente
28:58em 64
28:58pelo adicional
28:59número um ou dois
29:00e o Márcio Moreira Alves
29:03era um daqueles
29:04deputados autênticos
29:05como era o Chico
29:06Pinto,
29:07Lisânia Asmaciel.
29:08Eu acompanhava como estudante
29:10na época de engenharia
29:12e o Márcio Moreira
29:13fez um discurso
29:14contundente
29:15contra o regime militar.
29:17Ele, inclusive,
29:17colocou uma questão
29:18que é o seguinte,
29:19os cadetes
29:20do exército brasileiro
29:21nem deveriam dançar
29:23com...
29:24as moças
29:24não deveriam dançar
29:25com os cadetes.
29:26Eles ficaram
29:27o pé da vida, né?
29:29Então,
29:30aí foi o quê?
29:30pediram
29:31para que
29:32naquela época
29:34a Constituição
29:35estabelecer...
29:36Constituição antiga,
29:37antiga.
29:38É a Constituição de 67, é.
29:40Isso,
29:40estabeleciam o seguinte,
29:41que para...
29:42tinha que ter a licença
29:43da Câmara
29:44para iniciar o processo.
29:45Isso.
29:45que é exatamente
29:46o que eles votaram hoje.
29:47Qual é a questão aqui?
29:48É o tempo histórico.
29:50Essa que é a questão.
29:51Então,
29:52o Márcio Moreira Alves
29:53falou essa frase,
29:56o Congresso
29:57já tinha uma resistência
30:00ao regime militar,
30:00era muito,
30:01muita opressão.
30:03Então,
30:03quando foi posto
30:04em julgamento,
30:05o processo
30:06foi derrubado.
30:08E o dia seguinte,
30:09eles fecharam
30:11o Congresso.
30:12Isso é ditadura.
30:13Isso é ditadura.
30:16Eu queria só lembrar a vocês,
30:17fazer um adendo ao deputado,
30:19que o discurso foi,
30:22acho que no dia 5,
30:23sem ser chato,
30:23o historiador tem de situar
30:255 de setembro de 68,
30:27antecedendo o dia 7,
30:29e a referência
30:30foi a Grécia Antiga,
30:31as mulheres
30:32que não recebiam
30:33os seus maridos
30:34quando derrotados.
30:36E o Márcio Moreira Alves,
30:38do MDB Antigo,
30:39que nós temos dois partidos
30:40nesse momento,
30:41Arena,
30:42Aliança Renovadora Nacional,
30:44Movimento Democrático Brasileiro,
30:45que foram criados
30:46quando foram extintos
30:47os partidos
30:47pelo OE2,
30:49em outubro de 1965.
30:51Nós tínhamos 13 partidos,
30:52foi imposto
30:53à força o bipartidarismo.
30:54Bem,
30:55e foi exigido,
30:57então,
30:57que a Câmara
30:58autorizasse.
30:59E ficou célebre
31:00o discurso
31:00do deputado federal
31:01Mário Covas,
31:03que era o deputado
31:03do MDB,
31:04a base dele era
31:05a Baixada Santista,
31:06naquela época,
31:07e que faz um discurso
31:08que vocês encontram
31:09no YouTube.
31:11Um discurso
31:11servos de não,
31:12nós vamos dizer não,
31:14nós não autorizamos.
31:15E a Câmara
31:17disse não.
31:18O regime,
31:19o presidente Costa e Silva,
31:21no Rio de Janeiro,
31:21no Palácio das Laranjeiras,
31:23se reuniu
31:24com o seu gabinete,
31:25com o seu ministério,
31:26no dia 13 de dezembro
31:27de 68,
31:29e aí impôs
31:30o ato mais autoritário
31:31da história brasileira
31:33republicana,
31:34que é o ato
31:35institucional número 5.
31:36que o presidente
31:36podia fazer
31:37absolutamente tudo.
31:38Não só,
31:38o que já é muito,
31:39caçar parlamentares
31:40e vereador,
31:41deputado federal,
31:42prefeito,
31:43governador,
31:44as pessoas,
31:45aposentar compulsoriamente,
31:46como aposentou
31:47dezenas de professores
31:48universitários,
31:50por exemplo,
31:50Fernando Henrique Cardoso,
31:52Otaviano,
31:52Paul Singer.
31:54No Supremo Tribunal Federal,
31:56três ministros,
31:56Hermes Lima,
31:57Evandro Lise Silva,
31:58e Vitor Nunes Leal,
32:02que era um brilhante
32:03autor de um clássico
32:04chamado Coralismo
32:05do Estado de Voto
32:05e um grande especialista
32:06em habeas corpus,
32:08deu um poder absoluto
32:09ao presidente da República.
32:10Fechou o Congresso,
32:11só reabriram
32:12no ano seguinte
32:14para uma eleição,
32:15entre aspas,
32:15do Médicos,
32:16que era candidato único,
32:17fecharam outra vez
32:18e reabriram depois
32:20em 1970.
32:22Então,
32:23isso é ditadura.
32:24É quando você,
32:26os parlamentares,
32:27deixaram ter mudado
32:28a sociedade parlamentar,
32:29podiam ser caçados,
32:30podiam ser presos,
32:31muitos foram presos,
32:33muitos foram torturados,
32:35obrigados ao exílio,
32:36outros desapareceram,
32:38sequer seus corpos
32:39foram entregues
32:40às suas famílias.
32:41Vamos lembrar alguém,
32:42lembrar aí o caso célebre,
32:44até por causa agora
32:44do filme,
32:45o deputado Rubens Paiva,
32:46que não sei se vocês sabem,
32:47era deputado por São Paulo,
32:49pelo antigo PTB
32:50aqui por São Paulo
32:52e que vocês acompanharam
32:54o belíssimo filme
32:55que mostra a tragédia
32:57que foi esse dia
32:59em relação ao deputado
33:00Rubens Paiva,
33:01como fizeram em relação
33:02a outros parlamentares.
33:03E rapidamente,
33:04sem ser chato,
33:04mas estamos aguardando também
33:06o outro parlamentar
33:07que vai falar em defesa
33:09da PEC,
33:11o Chico Pinto citado
33:13foi também,
33:14ele fez um discurso
33:15contra o general Pinochet
33:17que estava visitando o Brasil
33:18em março de 74,
33:21quando da posse
33:22de Ernesto Geis.
33:22veio aqui,
33:24seis meses antes
33:25tinha ocorrido o golpe
33:26sanguinário
33:26no Chile
33:27de 11 de setembro,
33:29que nós já citamos
33:29outro dia aqui,
33:30de 73.
33:31A data de condenação
33:33dos golpistas.
33:34Dos golpistas.
33:34Nós lembramos,
33:35falando,
33:35olha como a história
33:36da América Latina,
33:3752 anos depois,
33:39como é que a história mudou.
33:40E lembrar que
33:41brasileiros foram mortos
33:42lá no Chile
33:43com o auxílio
33:44da Polícia Política Brasileira
33:45no Estado Nacional,
33:47que virou um campo
33:47de concentração.
33:49então todo esse contexto
33:54era o deputado Chico Pim
33:55pela Bahia,
33:56a base dele era
33:57a Feira de Santana,
33:59que é na entrada do sertão,
34:00na boca do sertão,
34:01e ele foi não só caçado,
34:04como foi preso,
34:05condenado à prisão.
34:07E escreveu seus artigos,
34:08eu não me esqueço
34:08porque eu era assinante,
34:10no jornal O Movimento,
34:11que era um semanário
34:12da imprensa independente,
34:13que foi fundamental,
34:14que existiu durante cinco anos,
34:16entre 75 e 80,
34:17e era censurado
34:18toda semana.
34:19Então, isso eu coloco,
34:21deputado,
34:21só para historiar as pessoas,
34:23os mais jovens,
34:24para saber o que é ditadura,
34:26acompanhar,
34:27nós sempre falamos aqui
34:28das censuras aos filmes,
34:30da censura aos programas
34:31de televisão,
34:32novelas,
34:33festivais,
34:34por exemplo,
34:36se não tem uma imagem
34:37do Geraldo André
34:38cantando,
34:38caminhando no Maracanazinho,
34:40nem só o som,
34:41que sumiram com a imagem,
34:42pode procurar,
34:43porque não existe a imagem
34:44que apagaram,
34:45desapareceram,
34:46no Festival Internacional
34:48da Canção Fase Nacional.
34:50Que foi a música
34:50que acabou ficando
34:51em segundo lugar,
34:52que o primeiro ganhou
34:53o Sabiá,
34:53do Chico Barco e do Tom Jobim.
34:54Estou dando esses detalhes
34:55para mostrar
34:56até que ponto
34:57chegava o regime,
34:58que era desde o desaparecimento
35:00dos seus inimigos políticos,
35:02com prisões arbitrais,
35:03sem processo,
35:04morte,
35:04até você,
35:06num simples festival
35:07internacional da canção,
35:10você ter censura,
35:11ter repressão.
35:12E o que era a vida
35:13de parlamentar,
35:14quantos parlamentares
35:15não foram eleitos?
35:15prefeitos,
35:16Esmeraldo Tarquini
35:17em Santos,
35:18vão lembrar,
35:19por exemplo,
35:20foi cassado,
35:20em Santos.
35:22E eu poderia citar
35:23um número enorme
35:24de parlamentares,
35:26foram centenas
35:27que sofreram
35:28o arbítrio
35:28do regime de Tardão,
35:29isso é ditadura.
35:30O que nós vemos agora,
35:32desde 5 de outubro de 88,
35:34é um momento
35:34de maior liberdade,
35:35plenas e liberdade democrática.
35:37Desculpe essa longa intervenção,
35:38deputado,
35:39mas era para
35:40também deixar
35:41situar os nossos
35:42parlamentares,
35:43eu estou aguardando
35:44a defensora,
35:45uma deputada defensora
35:46que diz que vai
35:47conversar conosco
35:47e com toda liberdade
35:49expor a sua opinião
35:50e conversar conosco,
35:52conversar com o deputado
35:53Ivan Valente.
35:55O deputado,
35:56então,
35:56fez referência,
35:58por favor.
35:58Eu queria concluir
36:00o meu raciocínio.
36:01Sim, claro,
36:01claro,
36:02como não?
36:02Então,
36:02a partir do momento
36:03que você tem,
36:05Vila,
36:06essa cassação
36:09e esse formato
36:11que estava na Constituinte,
36:13que estava
36:15na Constituição
36:16anterior,
36:17que era isso,
36:18você tinha que ter
36:19licença da Câmara
36:20para iniciar um processo,
36:22e aconteceu isso
36:23com o Márcio Moreira Alves,
36:25como você viveu
36:26desde 68,
36:29o AICIC foi derrubado,
36:31continuou,
36:32nós só fomos mexer
36:33nisso na Constituinte,
36:35e a Constituinte
36:36manteve o espírito
36:37da resistência
36:39à ditadura,
36:40porque quando você falava
36:42em caçar um deputado,
36:44você estava falando
36:45em liberdade,
36:46você estava falando
36:47em defesa da democracia,
36:49em defesa de um projeto
36:50de nação,
36:51em defesa
36:51do povo brasileiro,
36:53esses é que eram
36:54os castigados.
36:56É por isso
36:56que a Constituição
36:58de 88,
36:59ela traz
37:00de 68
37:02ainda isso.
37:03O que acontece
37:04logo em seguida?
37:05quando em 2001,
37:08eles foram fazer
37:09um balanço,
37:10tinha 180,
37:12como você falou,
37:13casos,
37:14só um,
37:15que eu acho
37:15que era um caso
37:16de assassinato,
37:17se eu não me engano,
37:18e teve também,
37:19eu vou contar
37:19para vocês,
37:21nenhum foi,
37:23não abriram
37:23o processo,
37:24não se abria
37:25o processo,
37:25aí falou,
37:26não,
37:26isso aqui é uma
37:27excrescência
37:29que acabou ficando
37:30pela realidade,
37:32porque nós já
37:32estávamos vivendo
37:33no pós-constituinte
37:36da democracia,
37:37vem eleição direta,
37:38vem,
37:38e o que aconteceu?
37:40Em 2001,
37:41eles revisaram
37:42e abriram
37:43o sistema atual,
37:45quer dizer,
37:45o Supremo Tribunal
37:46Federal
37:47pode abrir
37:48o processo,
37:49sim,
37:49entendeu,
37:50se é um crime comum,
37:51e etc.
37:52Eu cito o caso
37:53do deputado
37:54Ildebrando Pascoal,
37:56aquele que usava
37:57a motosserra
37:58para assassinar
37:59pessoas no Acre,
38:01não se conseguiu
38:02abrir o processo
38:03contra ele,
38:04ele só foi condenado
38:05quando ele perdeu
38:06o mandato
38:06e pegou
38:07100 anos de prisão,
38:09100 anos de prisão,
38:10esse é o maior,
38:12é o maior exemplo
38:14do que estava a Câmara,
38:16corrupção,
38:17assassinato,
38:18por isso que se fez isso,
38:20então,
38:20o que eles querem voltar?
38:22Como?
38:22Agora tem uma ditadura,
38:24eu quero voltar,
38:26entende?
38:27Eu quero voltar
38:27àqueles tempos
38:28que eu estou sendo
38:28perseguido
38:29pelo Alexandre Moraes,
38:30eu estou sendo
38:31perseguido
38:31pelo Supremo
38:32Tribunal Federal,
38:33como assim?
38:35Aqui tem o devido
38:36processo legal,
38:37tem o direito
38:38de defesa,
38:40tem a Polícia Federal,
38:41tem uma PGR
38:42que investiga,
38:43que abre a ação penal,
38:45se ela não abre
38:46a ação penal,
38:47entende?
38:48Dificilmente
38:49o Supremo
38:50avança,
38:51e nós tivemos
38:52gente
38:52da PGR
38:54como o senhor
38:54Augusto Aras,
38:55que não foi capaz
38:57de abrir
38:58qualquer processo
39:00sobre
39:01o bolsonarista,
39:03diga-se de passagem,
39:04sobre a questão
39:05da pandemia
39:06e da CPI
39:07e da Covid,
39:08que agora o Flávio
39:09Dino está querendo
39:10abrir.
39:11Ora,
39:12não,
39:13agora não,
39:13se analisa,
39:14às vezes a PGR
39:15aceita,
39:16outras vezes ela não aceita,
39:17a Polícia Federal
39:18está investigando,
39:19nós não temos
39:20uma Polícia Política
39:21Federal,
39:22como tem,
39:23a Polícia Federal
39:24era igual
39:25o Doicode,
39:26entendeu?
39:26Assim como a Polícia Civil
39:27com o senhor Fleury
39:28aqui,
39:29era todo mundo
39:30a serviço da repressão,
39:32da tortura
39:32e da matança.
39:33Isso não,
39:34hoje nós temos
39:35uma política
39:35mais profissionalizada,
39:38e eu não digo
39:38que ela,
39:39veja,
39:40o cidadão
39:41tem a sua consciência,
39:42agora,
39:43o respeito
39:44à instituição,
39:45o profissionalismo
39:46é que deve vigir,
39:47o republicanismo.
39:48Então,
39:49o que está acontecendo?
39:50Eles querem colocar,
39:51os radicais
39:53da extrema direita,
39:54querem colocar o seguinte,
39:55nós estamos em perigo,
39:57porque estão abrindo
39:58processos contra a gente.
39:59É o caso
40:00do Daniel Silveira.
40:01Eu era do Conselho
40:02de Ética,
40:03o que o Daniel Silveira
40:04fez,
40:05não fica impune
40:06em nenhum país.
40:08Ele achou
40:08que era
40:09a casa da mãe Joana.
40:10O Bolsonaro,
40:11ao fazer o discurso
40:13de 21,
40:14de 7 de setembro,
40:15aqui na Paulista,
40:16e falar,
40:17não atenderei
40:18mais a nenhuma decisão
40:19da justiça
40:20canalha
40:21Alexandre de Moraes.
40:25E depois o Temer
40:25foi salvar ele
40:26e ele fez o arregaço,
40:28que a gente chama.
40:29Senão,
40:29ele devia ter perdido
40:30o mandato ali.
40:32O que estava acontecendo
40:34de fato?
40:35O que era aquilo,
40:36Vila?
40:36Esse jeito,
40:37pegar uma caminhonete
40:38na porta do quartel
40:40general,
40:40forte a paixo,
40:42vocês entendem,
40:43entendam que esse país
40:45não vai pro comunismo,
40:47porque...
40:48Que comunismo?
40:49Do que esse cara
40:50está falando?
40:50Está falando de se
40:51perpetuar no poder.
40:53Foi golpe continuado
40:54desde o primeiro dia
40:56de governo Bolsonaro
40:58e não aceitou o resultado
40:59das urnas que ele ganhou.
41:01Ele falou que ganhou
41:02no primeiro turno.
41:04É o trumpismo,
41:05é o Steve Bannon,
41:06são as fake news.
41:08Entende?
41:08Eles pegaram um sistema
41:10de mentiras.
41:11Sistema.
41:12gabinete do ódio.
41:14Aí abre a CPI
41:16do gabinete do ódio,
41:18das milícias digitais,
41:20eles enlouquecem,
41:21porque eles vivem disso.
41:23Eles não fazem
41:24um debate aberto.
41:26Eu sinto saudades
41:27dos programas que tinham
41:29lá,
41:29da Maria Lídia,
41:30então,
41:30que a gente tinha
41:31quatro deputados lá,
41:33aquele mais fortão
41:34que eu esqueço,
41:35o nome lá na Record,
41:36eu acho.
41:37É o debate na Gaceta,
41:39era todo mundo.
41:40Isso.
41:40Vamos sair da crise.
41:41Vamos sair da crise
41:42e tal.
41:43Você debatia
41:44quatro deputados,
41:45deputadas,
41:47era um negócio
41:48mais livre,
41:49como eu estou falando.
41:50Surgiu o PSDB,
41:52o Mário Covas,
41:54que você citou,
41:55foi cassado também.
41:56Foi cassado depois.
41:56Assim como o Rubens Paiva,
41:58foi deputado cassado
41:59do PSDB.
42:00Cassado também
42:01pelo regime.
42:02Eu queria só lembrar
42:03quem nos acompanha.
42:04Você está aí,
42:04só para concluir,
42:05eu queria te falar o seguinte,
42:07então,
42:07qual é o raciocínio
42:08daqueles que querem
42:09fazer debate ideológico?
42:10Não estou falando nem só,
42:11aqueles que roubam mesmo,
42:14entende?
42:15Que tem negócios
42:16e negociatas,
42:17que nunca fizeram
42:18o discurso da tribuna,
42:19entendeu?
42:20Que não vão
42:21para as comissões.
42:23Então,
42:23o negócio ali
42:25é poder,
42:26entende?
42:27É poder e dinheiro.
42:29E agora,
42:30pelo Arthur Lira,
42:31por essa turma,
42:32é criar
42:33um
42:34semi-presidencialismo.
42:37Entende?
42:37que você,
42:38o poder executivo,
42:40é refém.
42:40Aí entram as emendas
42:41parlamentares.
42:42Eles não dependem mais.
42:44Essa é uma questão,
42:46eu acho que o importante
42:47é vocês que nos acompanham,
42:48só lembrando,
42:49como ele
42:50se dizia muito
42:52no rádio,
42:53na TV também,
42:54você tem uma audiência
42:55rotativa.
42:55Então,
42:56o Visão Crítica
42:57de Quinta,
42:58as Quintas,
42:59quase sempre,
43:00busca trazer um deputado
43:01da situação,
43:02um da oposição,
43:03para debater
43:04de forma democrática
43:06e sempre o fez
43:06e sempre continuaremos fazendo.
43:09Hoje,
43:09infelizmente,
43:10apesar de todos os esforços
43:11da nossa produção,
43:12eu estou aguardando
43:13ver se uma deputada
43:14que é possível,
43:15que diz que
43:16participarei
43:17do nosso programa,
43:18teve 53 convites.
43:20Quer dizer,
43:20foi,
43:21portanto,
43:21não pensa,
43:22foi um,
43:22dois,
43:23três.
43:23E falamos,
43:24olha,
43:24se não puder vir aqui,
43:25que nós queríamos
43:26uma conversa presidencial,
43:27poder entrar remoto,
43:29inclusive de São Paulo,
43:30também,
43:30inclusive do PT,
43:31que nós convidamos também.
43:33É bom lembrar,
43:34nós convidamos,
43:35mas disseram que não,
43:36que votaram a favor
43:38da PEC e da blindagem,
43:40mas não queriam comparecer
43:42aqui no programa
43:43por uma série de razões.
43:45E nós já tínhamos convidado
43:46alguém que votou não,
43:47que é o deputado Ivan Valente.
43:49Então,
43:49não é por falta de esforços
43:50que vocês não estão tendo
43:52esse contraponto.
43:53Eu queria só lembrar também,
43:54um segundo ponto,
43:56que para quem é mais jovem
43:57e para quem também
43:58não acompanha história,
43:59o regime militar
44:00fez uma primeira condição
44:01que foi de 67,
44:02que foi votada
44:03a toque de caixa.
44:04Mais ou menos no Natal,
44:06no início,
44:07quase no Natal de 66,
44:09mandou um projeto
44:09para o governo
44:10e deu para o Congresso Nacional
44:12e deu um prazo
44:12muito exíguo,
44:13tão exíguo
44:14que o presidente do Congresso,
44:15Auro Morandrade,
44:16aqui de São Paulo,
44:17senador,
44:18foi obrigado,
44:19porque o prazo
44:19estava estourando,
44:20a atrasar o relógio
44:21dentro do Congresso Nacional,
44:23porque estava chegando
44:24meia-noite
44:25e teria de ser aprovado
44:26até aquele momento
44:27a construção
44:28que o regime militar
44:29tinha encaminhado.
44:30E ele atrasou o relógio
44:31meia hora,
44:32uma coisa meio patética,
44:33mas é verdade,
44:34para conseguir aprovar.
44:35Aprovar a Constituição de 67,
44:36que mesmo
44:37com todos os cuidados
44:39colocados ali
44:40pelos defensores,
44:43já tinha arena e MDB
44:44nessa época,
44:45mesmo assim
44:46dava alguns direitos
44:47aos parlamentares.
44:48mas veio o ato
44:50constitucional nº 5
44:51em 68
44:51e aí extinguiu.
44:54E em seguida,
44:55em 69,
44:56veio a emenda
44:56constitucional nº 1
44:57de 69,
44:59que retirou
45:00o que tinha
45:00da Constituição de 67
45:02e um pouco de garantias
45:03e fez uma alteração
45:04que,
45:04para alguns constitucionalistas,
45:06a emenda constitucional
45:07nº 1 de 69
45:08é uma nova Constituição
45:09que refez
45:10toda a Constituição de 67.
45:12E no conjunto,
45:13para não me estender
45:13nessa questão constitucional,
45:15foram 17 atos
45:17constitucionais
45:18dezenas de atos
45:20complementares,
45:21centenas de decretos-leis.
45:23Então,
45:24e essa parafernália,
45:26ela termina
45:26com a redemocratização
45:28e especialmente
45:28quando vem
45:30a promulgação
45:30da Constituição Cidadã
45:31de 5 de outubro
45:33de 88.
45:34Então,
45:34nós tivemos
45:35um momento de transição
45:36em 1985
45:37com a eleição
45:38de Tancredo
45:39e posse de Sardê
45:40tendo em vista
45:40a doença
45:41na véspera
45:42da posse
45:42de Tancredo Neves.
45:43Um momento
45:44em que se
45:44fazíamos a transição
45:47ainda com o
45:47sob a ége
45:48de grande parte
45:49da legislação
45:50autoritária
45:50produzida durante
45:51o regime militar
45:52até chegarmos
45:54à Constituição
45:56de 1988.
45:58Então,
45:58que garante
45:59esses amplos direitos.
46:00Então,
46:00quando falo em ditadura
46:01para vocês,
46:02é importante você
46:03perguntar assim,
46:04o que é ditadura?
46:05E aí,
46:05a pessoa definir
46:06e você olhar
46:07que país você vive.
46:08A Constituição,
46:09funcionamento,
46:09os poderes.
46:10Se tem comunismo,
46:11você procura
46:12onde está o Partido Comunista
46:13e onde está a socialização
46:15dos meios de produção
46:16e onde não há espaço
46:17para qualquer tipo
46:18de oposição.
46:19Como você não vai encontrar,
46:21então você pode dizer o seguinte,
46:22aqui não deve ser comunismo
46:23porque não tem nada
46:25dos preceitos mínimos
46:27do ABC do comunismo,
46:28aqui do Bucari
46:29e do Preu Brasensco,
46:31resumindo de uma forma
46:32muito primária
46:33para vocês.
46:34E também,
46:34aqui é uma democracia
46:35como nunca vivemos
46:37na história do Brasil.
46:39Então,
46:39essa que é a grande questão.
46:40E a Constituição,
46:42por fim,
46:42eu vou passar ao deputado,
46:43o artigo 37
46:44diz sobre os atos.
46:47Tem de ser da legalidade,
46:49da impessoalidade,
46:51da moralidade,
46:52da publicidade
46:53e da eficiência.
46:54Então,
46:54quando o ministro Flavio Dini
46:56exige a publicidade
46:57das emendas,
46:59que são recursos meus,
47:01seus,
47:01nossos,
47:02é a exigência constitucional.
47:04Ele não está transcendendo
47:06o texto constitucional.
47:07E grande parte
47:08desse conflito
47:10que está ocorrendo agora,
47:11não é, deputado.
47:11É porque muito dinheiro.
47:13Hoje,
47:13um deputado,
47:14a possibilidade dele ser reeleito
47:15é muito grande.
47:17É remota a possibilidade
47:18de uma renovação congressual
47:19quando um parlamentar
47:21tem, por ano,
47:22alguns,
47:2350 milhões de reais
47:24para emendas.
47:25Em quatro anos,
47:26200 milhões,
47:27alguns parlamentares.
47:29E recursos
47:30que a gente não sabe
47:31o que acontece com eles
47:33quando chega lá
47:33na ponta final.
47:35E sem que o parlamento
47:36tenha responsabilidade
47:37de governo.
47:38Se é assim,
47:38faz o parlamentarismo
47:40puro, então.
47:41Aí você tem responsabilidade
47:42parlamentar e no executivo.
47:44Mas não,
47:45você fica com o dinheiro
47:46e empurra
47:47ao executivo
47:48a responsabilidade
47:49da administração do país.
47:51Esse é um problema,
47:52né, deputado?
47:52Certamente.
47:54Eu acho que
47:54esse momento
47:56que a gente está vivendo,
47:58eu estou imaginando
47:59como é que está impactando
48:01essas
48:02votações
48:04dessa semana.
48:05porque 80%
48:08das pesquisas
48:09já estavam dando isso.
48:11Era contrário.
48:13E tem essa blindagem
48:14no parlamentar.
48:15Ou seja,
48:16o que representa
48:17o povo
48:18não é mais
48:19cidadão
48:21do que qualquer
48:21outro cidadão.
48:23A não ser
48:23pela sua representação,
48:25pelas suas palavras,
48:26atos e opiniões
48:28e votos.
48:29Então,
48:30não,
48:31ele quer estar
48:32acima de tudo
48:33para não ser processado,
48:35investigado
48:35para nada.
48:37E está se vendo.
48:39Inclusive,
48:40hoje mesmo
48:41apareceu uma grande
48:41denúncia aí
48:42que não sei onde vai dar.
48:44Que é essa
48:45do presidente
48:45do União Brasil,
48:48do...
48:49Agora,
48:50União Progressista.
48:51União Progressista,
48:52junto com
48:53o
48:55Ciro Nogueira,
48:56acusado por um
48:57piloto de ser
48:59sócio
49:01de uma empresa
49:02de jatos,
49:03entende?
49:04Do PCC.
49:06Nós estamos
49:07descobrindo coisas
49:08extraordinárias.
49:10Aquela questão
49:11do PIX,
49:13entende?
49:13Levou
49:14a posição
49:16da Receita Federal,
49:18que foi muito
49:19explorada
49:20pelo deputado
49:21Nicolas,
49:23entende?
49:23Que ele
49:24causou
49:25um pânico
49:26no ambulante,
49:27no cidadão
49:28comum,
49:29entende?
49:30No vendedor,
49:31no pequeno
49:32comércio,
49:33achando que ia ter
49:34mais taxação.
49:34Não tinha nada
49:36no projeto
49:36sobre isso.
49:38Ele quis
49:39criar o pânico
49:40para dizer
49:41que o governo
49:42atual
49:42fica taxando
49:43e tal.
49:44O que aconteceu?
49:44O governo,
49:45veja,
49:46não tem como
49:47responder a uma
49:48miria
49:49de milhões
49:51de mensagens,
49:54entende?
49:54Que criam
49:55as fake news,
49:56entende?
49:57Que espalham
49:58as fake news.
49:59Agora,
50:00nós vimos
50:01quem foram
50:02as beneficiárias
50:03desse pânico
50:04que deu na população.
50:05As fintechs,
50:06que tem o seu cartãozinho
50:08lá,
50:09estão na Faria Lima.
50:1124 empresas
50:12de uma vez só,
50:14todos nos
50:14grandes edifícios
50:16da Faria Lima
50:17e está aparecendo
50:18de novo o PCC.
50:19O PCC está
50:20em todas,
50:22entende?
50:22Então,
50:23o crime organizado
50:24está aí.
50:24Agora,
50:25quando você chega
50:25na Comissão de Segurança
50:26Pública,
50:27Vila,
50:28entende?
50:29Pessoas totalmente
50:30desqualificadas,
50:31eles não querem
50:32discutir segurança.
50:34Para eles,
50:34é bandido bom,
50:35é bandido morto.
50:37Só no caso
50:37do Bolsonaro.
50:39Bandido
50:39preso,
50:42entendeu?
50:42Tem que ser solto,
50:43que é o caso
50:44do Bolsonaro,
50:45entendeu?
50:45Então,
50:46veja,
50:47eles não querem,
50:48eles alegaram
50:49que existia
50:50uma,
50:51assim,
50:52vocês querem tirar
50:53o poder do Estado,
50:54inclusive o governador
50:55está aqui,
50:57entende?
50:58Não,
50:58não é,
50:59a emenda constitucional,
51:02a PEC,
51:03a PEC da Segurança,
51:04ela só quer criar
51:05uma articulação,
51:08entende?
51:09Que é da Constituição,
51:11dos entes federados,
51:12articulação,
51:13como é o SUS,
51:15entendeu?
51:15como é o SUS,
51:17entende?
51:17Que é você articular
51:19União,
51:21Estados e Municípios,
51:22entendeu?
51:23Ter o financiamento,
51:25ter o planejamento
51:26unificado
51:27para o crime organizado,
51:29que se nacionalizou
51:30e se internacionalizou,
51:32se você não unifica,
51:34se você não bota
51:35a Polícia Civil,
51:36a Polícia Militar dos Estados
51:37e a Polícia Federal,
51:39entende?
51:40a Polícia Rodoviária Federal
51:43também,
51:44está aí as drogas
51:45e outras coisas,
51:47você não desarticula
51:49mais essas quadrilhas.
51:51Eu queria só colocar
51:52uma questão,
51:52deputado,
51:53que nós estamos indo
51:53para o final,
51:54só lembrar você
51:55que nos acompanha
51:56outra vez,
51:57que infelizmente
51:59a produção
52:00se esforçou
52:02para diabo
52:02e tinha uma pessoa
52:04que tinha dito
52:05que está na CPI,
52:06CPMI do INSS,
52:07que ia até,
52:08uma parlamentar
52:09que ia até falar,
52:10etc,
52:10tal,
52:10e hoje,
52:11com isso daqui,
52:12vocês sabem
52:13que é muito fácil,
52:13se você quer falar,
52:15você põe um foninho
52:15aqui,
52:16aqui,
52:17e você fala
52:17a hora que você quiser,
52:19quando você não quer falar
52:20é por outras razões,
52:21né?
52:22Só lembrar a questão
52:23do PIX,
52:24que vocês lembram
52:25que nós discutimos aqui,
52:27já falamos aqui
52:28no programa,
52:29que quem é adversário
52:30do PIX é a Casa Branca
52:31dos Estados Unidos,
52:32por causa da revolução
52:33que o PIX trouxe
52:35e prejudica os interesses
52:36de grandes empresas
52:37do mercado financeiro
52:39norte-americano
52:40que estão presentes
52:41aqui no Brasil
52:41através de cartões
52:42de crédito,
52:43que são os grandes
52:44prejudicados,
52:45o crime organizado,
52:47e aí agora as operações
52:49mostraram que uma fintech,
52:51é só lembrar vocês,
52:52não é um banco,
52:54agora há um desejo
52:55que o Banco Central
52:56tenha uma presença maior
52:58na fiscalização das fintechs,
53:00para que elas não operem
53:02num espaço meio vazio
53:03da legislação,
53:04favorecendo,
53:07segundo o levantamento
53:08do portal Metrópolis,
53:09creio de ontem,
53:1055 bilhões nessa brincadeira,
53:1355 bilhões de reais,
53:15vocês imaginam o que é isso,
53:17então,
53:18e quem estava contra o PIX
53:19era o rapaz lá de Minas Gerais,
53:21então nós temos uma tria
53:22fantástica,
53:24que eu já assisti
53:24essas duas anteriores,
53:26e não havia qualquer intuito
53:27de ter uma intervenção
53:28na vida do cidadão,
53:29do pequeno comerciante,
53:31nada disso,
53:31era regular essa circulação
53:33dessa invenção brasileira,
53:35que a Indonésia tinha também,
53:37criou a sua,
53:38mas a Casa Branca
53:38obrigou por pressões
53:40contra o governo da Indonésia,
53:41para que eles acabassem
53:42com o PIX,
53:43senão teria mais
53:44um tarifácio também
53:45da Indonésia,
53:46e nós aqui,
53:47ainda bem,
53:48e o governo brasileiro,
53:49e acho que todos os brasileiros
53:50querem a permanência do PIX,
53:52que mostrou como facilita
53:53as transações,
53:54mas precisa ter controle
53:55para evitar que aquilo
53:57que é bom para você,
53:58para mim,
53:59e para nós,
53:59acabam favorecendo
54:00o crime organizado.
54:02Faltam dois minutos,
54:03deputado,
54:03e eu queria que o senhor,
54:04por favor,
54:04sintetizasse.
54:05O senhor acredita
54:06que no Senado Federal
54:07vai para o Senado,
54:08a PEC,
54:09eu sei que não é fazer futurologia,
54:13mas na conjuntura
54:14do que o senhor acompanha,
54:15o Brasil,
54:15o Senado está ali do lado,
54:17vocês se conversam,
54:19com o andamento
54:19vai ser o mesmo
54:20que na Câmara?
54:22Eu acho que esta PEC
54:23não deve passar no Senado
54:25por vários motivos.
54:27Primeiro,
54:27porque o senador,
54:29ele é cargo majoritário,
54:31entende?
54:32E ele sabe
54:33que ele precisa se eleger
54:35é mais difícil.
54:36Segundo,
54:37para formar uma maioria
54:38de 49,
54:40que é o necessário,
54:41não é simples,
54:42mas o principal agora
54:44é a repercussão
54:45que está tendo,
54:46é o desgaste.
54:48É isso,
54:48é o resultado
54:49dos seus convites.
54:5153 convites,
54:52os caras votaram,
54:54360 deputados de cara,
54:56não quer nenhum
54:56vir debater,
54:58uma questão que nós
54:59debatemos no plenário
55:00ontem,
55:01então,
55:01eu acho que tem,
55:03assim mesmo,
55:04é com a anistia,
55:04a anistia também
55:05não passa,
55:06Vila,
55:07ela não passa,
55:09a anistia geral,
55:09a anistia é uma fantasia
55:11e não é pauta do povo,
55:13a pauta do povo
55:14é outra,
55:15é melhorias,
55:16entendeu?
55:16é ter recurso,
55:19é ter emprego,
55:20é ter distribuição de renda,
55:22entende?
55:22É ter futuro na educação,
55:24isso é que interessa.
55:26Então,
55:26na verdade,
55:27é uma grande fantasia,
55:29a extrema direita brasileira
55:31foi derrotada,
55:32entende?
55:33A impunidade,
55:34a tutela militar,
55:35receberam um tremendo golpe
55:37com o julgamento
55:38de 11 de setembro,
55:39entende?
55:40Então,
55:40essa PEC da blindagem
55:42é uma resposta
55:44do Centrão
55:45mais a extrema direita
55:46para fustigar,
55:48entende?
55:48O Supremo Tribunal Federal,
55:51entende?
55:51Causar um caos político
55:53e econômico,
55:54entende?
55:55Porque não passa
55:56as agendas positivas,
55:58como é a do Imposto de Renda,
55:59que vai atingir
56:0117 milhões de pessoas.
56:03Para passar ontem,
56:04o PL,
56:05da deputada Bia Kic,
56:07votou contra,
56:09entende?
56:10Diminuiu a conta de luz
56:11para 60 milhões de pessoas,
56:13entende?
56:14Então,
56:14o que está acontecendo lá
56:16vai ter uma resposta
56:17da sociedade,
56:19não adianta ter maioria
56:20na Câmara,
56:21porque esta pauta
56:22é contra o povo.
56:25Não interessa
56:26a maioria
56:27da população,
56:28por mais que eles
56:29mantenham
56:30a mentira
56:31e as fake news
56:33a todo vapor
56:34nas redes sociais.
56:35Nós acreditamos
56:36na democracia brasileira.
56:38Eu queria agradecer
56:39muito o deputado
56:40Ivan Valente
56:40ter comparecido
56:41ao nosso programa,
56:42a lamentar,
56:44e não foi por falta
56:45de esforço
56:45da produção,
56:46né?
56:48Daqueles que defenderam
56:49a PEC da blindagem
56:51na Câmara dos Deputados,
56:52apesar de todos os esforços,
56:53mais de 50 convites,
56:55e foi impossível
56:56até entrar de forma
56:57remota, né?
56:58Remota é quando a pessoa
56:59está num outro local
57:00e não aqui no estúdio,
57:01e lembrar vocês
57:03que amanhã
57:03o Só Vale a Verdade
57:04às 22 horas,
57:06nós temos uma entrevista,
57:08não vou dizer com quem,
57:09mas com um brilhante jurista,
57:11presidiu a Suprema Corte,
57:13foi ministro da Suprema Corte,
57:15e nós vamos discutir
57:16fundamentalmente
57:17isso daqui,
57:17a Constituição,
57:19a realidade brasileira,
57:21o julgamento do Bolsonaro,
57:22as perspectivas do Brasil,
57:24e como defender
57:25sempre a democracia brasileira.
57:28Vocês vão gostar muito
57:29dessa entrevista,
57:30Só Vale a Verdade
57:31e amanhã às 22 horas.
57:33Até.
57:35A opinião dos nossos comentaristas
57:37não reflete necessariamente
57:39a opinião do Grupo Jovem Pan
57:41de Comunicação.
57:46Realização Jovem Pan
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