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Com mediação de Marco Antonio Villa, Visão Crítica promove uma análise aprofundada dos principais acontecimentos do dia. A cada edição, convidados com diferentes perspectivas se reúnem para debater os fatos mais relevantes do cenário político, econômico e social do Brasil e do mundo.
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00:00:00Visão Crítica
00:00:08Olá, estamos começando a nossa visão crítica de hoje, discutindo a questão da eleição já de dois mil e vinte e seis,
00:00:18que na prática a campanha eleitoral já começou em dois mil e vinte e cinco, de forma subrepetitiva,
00:00:23o que é muito natural, por sinal, tendo em vista as disputas que vão ter na esfera estadual e federal,
00:00:28na renovação de toda a Câmara dos Deputados, todas as vinte e sete das federações, as Assembleias Legislativas,
00:00:35Câmara Distrital em Brasília, evidente, e a eleição a dois terços do Senado e da Presidência da República.
00:00:41Então nós vamos fazer esse debate, essa conversa hoje aqui, com três convidados.
00:00:46Temos o deputado federal por São Paulo, Carlos Zaratini, o deputado federal por São Paulo, pela União Brasil, Fernando Marangoni,
00:00:54e o Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas.
00:00:57Eu começaria, deputado Zaratini, colocar para o deputado o seguinte, quais são as perspectivas para vinte e seis?
00:01:04Eu sei que é uma questão complexa falarmos agora tão longe da eleição, e sei também que o processo político é muito dinâmico.
00:01:11Já o Magalhães Pinto dizia isso, é igual nuvem, política, olha para um jeito, está de uma forma, olha, outra vez a nuvem já mudou, né?
00:01:18Mas, apesar dessa dinâmica política, qual é o quadro que o senhor trata, acredita, na eleição mais geral?
00:01:26Ou seja, continuaremos com a polarização, grosso modo, Lula, Bolsonaro?
00:01:31Eu acho que não, viu? Eu acho que nós vamos ter um processo aí de mudança.
00:01:37Primeiro lugar, porque esse julgamento que vai acontecer a partir da semana que vem, ou na semana que vem,
00:01:44o julgamento do chamado núcleo crucial, né?
00:01:47Da tentativa de golpe, encabeçado pelo Bolsonaro, ele vai causar um tremor muito grande aí no bolsonarismo, né?
00:01:59Lógico que é uma derrota jurídica e política que eles vão ter, né?
00:02:04E isso abre espaço para que forças da direita, não propriamente bolsonaristas, se coloquem com mais viabilidade no cenário eleitoral.
00:02:16É muito difícil a família Bolsonaro querer se impor no momento em que o seu principal líder vai estar preso, né?
00:02:26E eu imagino que isso vai acontecer logo.
00:02:28A segunda coisa, né, é que essa polarização que existe hoje, eu acho que ela tende a continuar de uma forma, assim,
00:02:38esquerda contra direita, mas não com as mesmas figuras que a gente tem hoje.
00:02:44Quer dizer, não vai ser Lula contra Bolsonaro.
00:02:46O campo da esquerda está mais organizado, quer dizer, há uma, vamos dizer, todo mundo fechando com o Lula.
00:02:54Quem fechou há quatro anos, há três anos atrás vai continuar com o Lula.
00:02:59E no campo da direita há uma dispersão com vários candidatos.
00:03:03Lógico que o Tarcísio é o nome mais forte, mas os outros nomes estão pleiteando também.
00:03:08Então, eu não sei se isso vai, significa que eles vão até o fim, quem é que vai até o fim, como é que vai se dar essa dinâmica toda,
00:03:16que nós só vamos começar a ter um primeiro desenho em abril do ano que vem, quando fecha o calendário de mudança de partido,
00:03:25e depois em junho, julho, quando vão se dar as convenções, né?
00:03:30Então, eu acho que é um processo ainda a longo, mas eu acho que a tendência é essa força do bolsonarismo, ela diminuir, no meu ponto de vista.
00:03:40Deputado Fernando Marangoni, para o senhor, o senhor acredita que essa polarização, Lulismo, grosso modo, Lulismo, bolsonarismo, permanece em 26?
00:03:49Eu acredito que permanece, mas eu concordo, e aí eu fazendo uma análise aqui, que o Zaraty colocou, eu vejo uma ruptura no campo da direita, né?
00:04:03Se separando aí a extrema direita, o bolsonarismo, num campo da direita mais moderada, onde se inserem aí os governadores no campo da direita, né?
00:04:15Que legitimamente preteiam aí ser o candidato da direita, mas sempre buscando o apoio do Bolsonaro, para que tente uma unidade da extrema direita com a direita,
00:04:27para enfrentar o que o Zaraty falou com o que eu concordo, o que a esquerda hoje está unida, essa unidade da esquerda.
00:04:35Então, mas, enfim, conceitualmente, isso, sem sombra de dúvida, reflete o cenário de polarização, né?
00:04:42Resta saber ali quem vai ser o escolhido do Bolsonaro, né?
00:04:49Para que venha criando uma unidade de direita, porque se de fato vier sem o apoio explícito do Bolsonaro, eu acho que esse é o grande drama que a direita vive hoje, né?
00:05:01Aí há riscos maiores de perder a eleição para o Lula no segundo turno.
00:05:08É, Murilo, Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisa.
00:05:12Pelos levantamentos da Paraná, inclusive dessa semana que eu estava observando, continua, se eu estiver errado, por favor, me corrija,
00:05:21uma polarização muito clara entre Lula e Bolsonaro, né?
00:05:24Nós sabemos, Bolsonaro está presente nas pesquisas, como Lula estava em 2018, para ser rigoroso.
00:05:32Quando Lula, nós sabemos, acabou não podendo ser candidato pelas razões conhecidas de então,
00:05:36e hoje nós sabemos que até o momento, ao menos pelo Tribunal Supereleitoral, o Bolsonaro não será candidato, porque ele é inelegível por oito anos.
00:05:45Porém, ninguém sabe o que possa ocorrer o ano que vem, mas até o momento ele não será candidato e só será lá em 2030.
00:05:52Por isso que ele ainda continua permanecendo nas pesquisas.
00:05:55Eu digo isso porque alguns podem achar que está colocando isso aí para embaralhar o jogo.
00:05:59Não, explicando a quem nos acompanha a razão, inclusive, divulgada no jornal Jovem Pan de ontem a pesquisa.
00:06:05Eu pergunto para você, Murilo, nas pesquisas que a Paraná faz no Brasil inteiro,
00:06:11mantém-se, pelo que eu vejo, a polarização, lulismo, bolsonarismo, e os outros candidatos,
00:06:16eu prefiro dizer bolsonarismo, mas associados a Michele, Bolsonaro, no máximo, Flávio e Tarcísio.
00:06:24Porque os outros, Ratinho Júnior, a presença de Rzema ou de Ronaldo Caiado, são tímidas.
00:06:33Eu pergunto a você, é isso? Nós vamos ficar com essa polarização?
00:06:38Olha, professor, pela realidade de hoje, o que as pesquisas dizem?
00:06:42Que é isso.
00:06:43Ainda há uma polarização, Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:06:47Se a eleição fosse na realidade de hoje, eu não teria dúvida que o candidato do centro-direito ou da direita,
00:06:54certo, teria que ter o apoio do Bolsonaro.
00:06:57Teria muita dificuldade desse candidato furar essa bolha, não sendo.
00:07:01Vamos supor, todos eles resolvem ser candidato.
00:07:05Tarcísio resolve ser Ratinho, resolve ser Caiado, resolve ser, ao meu ver, vai passar ao segundo turno,
00:07:11o candidato apoiado pelo ex-presidente.
00:07:14Por quê? Ele tem bastante voto, ainda tem, como tem rejeição, certo?
00:07:19Mas, numa disputa assim, ele colocaria o candidato dele no segundo turno.
00:07:24Por isso que eu vejo que a decisão desses três candidatos, especificamente,
00:07:28depende demais da decisão do ex-presidente.
00:07:31Não acredito que, se o ex-presidente declarar por A, B ou C, os outros vão disputar a eleição.
00:07:37Eu vejo os três hoje também muito unidos.
00:07:40O que for escolhido, provavelmente, terá o apoio dos outros dois, certo?
00:07:45O que corre-se um risco, para o bem ou para o mal, de nós termos uma eleição no Brasil de primeiro turno, certo?
00:07:52E por que primeiro turno? Só dois candidatos competitivos.
00:07:55Quer dizer, quem fizer 3%, 4% a mais, acaba levando a eleição, certo?
00:08:00Por quê?
00:08:01Porque, eu vejo assim, pela própria dificuldade hoje, de você montar os cenários das pesquisas.
00:08:08Tá, vamos lá. A gente coloca um candidato do MDB, que pode ser que o MDB não vá para lá nem para cá,
00:08:13mas você tem dificuldade de colocar, porque no MDB, quem teria mais chance de voto é a ministra Simone Tebb,
00:08:19mas não acredita que a Simone sairia candidato contra o Lula, porque ela está no governo.
00:08:23Certo? Aí você pega os outros partidos.
00:08:26Como eu te falei, quem mais desses outros partidos lançaria candidato, fora o candidato escolhido pelo Bolsonaro?
00:08:33Então, eu acho muito pouco provável.
00:08:35Eu acho que temos chance de termos uma eleição muito polarizada já no primeiro turno.
00:08:39Se o Bolsonaro decidir apoiar alguém, também existe uma possibilidade dele simplesmente também não se manifestar
00:08:47e deixar o barco, que é uma coisa que ninguém comenta, né?
00:08:49Certo? Que ele pode simplesmente dizer, apoio vários, saiam todos aí, que no segundo turno a gente decide o que faz.
00:08:57Boa sorte a todos. Quer dizer, vamos ver quais serão as cenas dos próximos capítulos.
00:09:02Mas não tenho dúvida que no final vai ser ainda Lula versus o candidato do Bolsonaro.
00:09:07E nós teremos uma eleição, ao nosso ver, muito disputada. Por quê?
00:09:12Que o Lula e o Bolsonaro têm voto? Tem. Só que eles também têm rejeição.
00:09:16Os dois são os mais votados, os dois são os mais rejeitados.
00:09:21Que no Brasil, assim, é até engraçado, né?
00:09:23Que eu brinco com os políticos. É bom você ter rejeição.
00:09:25Porque quem tem voto tem rejeição.
00:09:28Quer dizer, é muito difícil você achar um candidato pouco rejeitado, mas normalmente ele também não tem voto.
00:09:34Pouco voto.
00:09:35Pouco voto. Quer dizer, é uma situação difícil.
00:09:37É interessante ver como, e a quem nos acompanha, que é sempre o papel do Visão Crítica, saber que em processo político eleitoral tem surpresas.
00:09:48Ride o que está ocorrendo, e eu acompanho diariamente a Argentina, o que está ocorrendo na Argentina.
00:09:53Um escândalo, Karina Gate, segundo alguns, tem várias denominações, que envolve comprar de remédios de pessoas portadoras de deficiências especiais.
00:10:03A denúncia é gravíssima, envolve gravações, comissões de 8%, desvio de recursos.
00:10:12Houve incidentes na campanha eleitoral ontem, houve incidentes hoje, né?
00:10:16A campanha eleitoral para a província de Buenos Aires.
00:10:18Depois vai ter também, ainda não é eleição presidencial, mas para a eleição para o Congresso.
00:10:23Então, é aquele quadro que parecia, a princípio, muito fácil para o presidente conseguir uma maioria.
00:10:29E a impressão que dá, no momento, inclusive pesquisas de ontem, é que o quadro está mudando.
00:10:34Então, política, muitas vezes uma questão que ocorre no momento, pode levar a alguma mudança, né?
00:10:39Nós temos inúmeros exemplos sobre isso.
00:10:41E lembrar aqui, só para quem nos acompanha também, é que na última eleição, em 2022, como o Murilo destacou, foi muito disputado.
00:10:48Foi 50,9 a 49,1.
00:10:51O resultado final do segundo turno.
00:10:54Portanto, uma disputa, foi a maior disputa desde 1989, quando foi adotada pela primeira vez a eleição em dois turnos no Brasil, né?
00:11:05Na eleição presidencial.
00:11:06Aí eu coloco ao deputado Zaratini, já que vocês são de São Paulo, vão aproveitar a ocasião e falar de uma questão que também envolve eleição presidencial.
00:11:15Veja como o quadro é embaralhado.
00:11:17Não é fácil, mas envolve eleição presidencial.
00:11:20A questão do governo do Estado.
00:11:21Nós temos pela primeira vez, uma das primeiras vezes, governador não paulista.
00:11:26Por que uma das primeiras vezes?
00:11:28Porque São Paulo foi o único Estado na Primeira República, o único, que teve governadores não nascidos em São Paulo.
00:11:34O Austin Luiz, por exemplo, o Burkirk Lins, Bernardino de Campos, né?
00:11:39Não nasceram em São Paulo.
00:11:41No Rio Grande do Sul era proibido ser governador de Estado, à época chamado presidente, se não tivesse nascido no Rio Grande do Sul.
00:11:48Então, São Paulo sempre foi nesse sentido muito aberto.
00:11:51E lembrar grandes figuras que eram políticas em São Paulo, que não eram, nasceram aqui.
00:11:55Jânio Quadros, Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, e Luiz Inácio Lula da Silva, para dar alguns exemplos de presença da República.
00:12:01Então, São Paulo sempre foi uma coisa muito diferente do resto da federação, pela sua particularidade.
00:12:06Foi global antes da globalização.
00:12:08E temos um governador que não tinha vida política em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas, que acabou tendo um resultado relativamente confortável no segundo turno.
00:12:17Pergunta ao deputado Zaratini.
00:12:19Como é que fica o PT?
00:12:21Lança candidato?
00:12:22Lança candidato só para ter um...
00:12:26O pessoal diz, tem um palanque aqui para o presidente Lula, ou lança um candidato viável, ou lança um candidato que não seja do PT.
00:12:34Como é que fica?
00:12:35Nós temos uma unidade muito boa com o PSB aqui em São Paulo e no Brasil, né?
00:12:41Uma relação muito estreita.
00:12:43O vice-presidente Geraldo Alckmin tem exercido um papel muito importante e agora nessa crise que os Estados Unidos têm se destacado.
00:12:53Foi quatro vezes o governador de Estado.
00:12:56Então, é um nome que a gente considera muito importante e muito bom para uma disputa aqui em São Paulo.
00:13:04Temos o Fernando Haddad, ministro da Fazenda, que já foi prefeito da capital, que foi o último candidato a governador.
00:13:12E que teve um resultado, o melhor resultado da história do PT aqui no Estado de São Paulo.
00:13:19E temos também o Márcio França, que também pleiteia ser candidato a governador, que já foi governador durante um período sucedendo o Geraldo Alckmin.
00:13:30E que também é uma pessoa que conhece bem o Estado, tem disposição, tem vontade.
00:13:36Então, nós temos três bons nomes, no meu modo de ver.
00:13:38Nós vamos buscar chegar num acordo de fechar com o PSB essa chapa, né?
00:13:49Lógico que outros partidos também deverão participar, mas a gente pretende fechar em torno de algum desses três.
00:13:56Então, acho que a gente tem uma boa chance aí.
00:13:58O Tarcísio é um governador que tem tido aprovação pelas pesquisas, mas a quantidade de reclamação que a gente ouve dos prefeitos do interior é fantástica.
00:14:12Lógico que eles não falam em público, porque o governador é o governador.
00:14:16Mas o que a gente ouve de faz convênio e não paga, promete e não cumpre, é muita coisa que tem de reclamação.
00:14:26A situação da segurança pública em São Paulo é lastimável.
00:14:30O povo tem reclamado muito nisso.
00:14:34Nas pesquisas aparece o problema da segurança pública em primeiro lugar.
00:14:39A Polícia Militar de São Paulo ficou muito violenta.
00:14:42Ao mesmo tempo que é violenta, não resolve o problema da segurança pública.
00:14:47Agora, aqui tem ataque a ônibus, roubo de aliança, roubo de celular e nada disso é resolvido pela Polícia Paulista,
00:14:56sob comando do Derrit, que ele escolheu como secretário e dele mesmo.
00:15:01Então, eu acho que a gente tem uma boa chance de disputar.
00:15:03Se o Tarcísio for candidato a presidente, aí eu não sei te dizer como é que vai ser o jogo aí entre os partidos que hoje estão na base do Tarcísio.
00:15:14Realmente, aí talvez o Marangoni aqui responda melhor do que eu.
00:15:19Eu perguntaria justamente ao deputado Marangoni, como é que fica na sua avaliação a eleição aqui para o governo do estado?
00:15:26Tendo em vista que as pesquisas, o governador Tarcísio de Freitas é bem avaliado e nas pesquisas que projetam,
00:15:34e eu depois vou falar isso com o Morelho Hidalgo, para 2026 ele aparece muito bem.
00:15:39Ele é um caso sui generis na política paulista, porque ele apareceu muito recente na política.
00:15:45Se nós lembrarmos o ano de 2022, na prática foi no início do ano de 2022 que o Jair Bolsonaro,
00:15:51então presidente da República, indicou como candidato aqui em São Paulo.
00:15:56No momento que havia uma carência, vamos dizer assim, de candidatos viáveis.
00:16:00É bom lembrar que o candidato à reeleição, Rodrigo Garcia, foi muito mal no processo eleitoral,
00:16:06que tinha sido vice-governador de João Dória.
00:16:09Eu recordo isso porque o Brasil esquece o que ocorreu ontem.
00:16:11Então eu sempre faço questão de lembrar um pouquinho a história.
00:16:14Passo para o deputado Marangoni.
00:16:16Como é que fica na sua avaliação o quadro para a sucessão ao Palácio dos Bandeirantes?
00:16:20Bom, eu vejo todas as suas colocações, professor Vila, reflexo e fruto da polarização que a gente veio vivendo nas últimas eleições.
00:16:30Então o fato da eleição do governo do estado de São Paulo, o Rodrigo, candidato a governador,
00:16:38governador em exercício, governador na máquina, com muita entrega, com muitos números positivos,
00:16:46foi de fato esmagado por essa polarização naquele processo.
00:16:52Eu acho que isso deve se repetir, como a gente falou, exemplo da eleição presidencial,
00:16:57isso deve se repetir aqui no estado de São Paulo.
00:16:59Então quando a gente vê o governador Tarcísio com a grande popularidade que está, com a aprovação que está no governo,
00:17:05a gente vai ter uma candidatura aí, o Zaratini traz aqui a busca da unidade da esquerda em torno de uma candidatura
00:17:12e aí até sem predileção de sigla, se será o PT à frente ou se será o PSB,
00:17:20vai se organizar também no campo da direita aquele candidato que o Tarcísio colocar a mão, sem sombra de dúvida.
00:17:27Tem alguns candidatos players, o próprio Rodrigo Garcia, o prefeito Ricardo Nunes.
00:17:33O vice-governador.
00:17:33O vice-governador, o filiço, que naturalmente, se o Tarcísio não disputar ou for candidato a presidente,
00:17:42ele vai ser governador, então também é um candidato legítimo.
00:17:47Agora, eu acho que o candidato, se o Tarcísio for candidato a presidente,
00:17:51o candidato que ele colocar a mão aqui, vence as eleições, não vou dizer claro, sempre com muita tranquilidade,
00:17:59mas eu acredito que vence as eleições.
00:18:02Murilo, pela Paraná Pesquisas, foram ditas várias simulações sobre eleição aqui em São Paulo, né?
00:18:09E os nomes são viáveis, pelo que eu vejo, eu vou passar a questão para você,
00:18:15são poucos nomes viáveis.
00:18:18Evidentemente que o Instituto de Pesquisa, o Paraná sempre tem muito cuidado,
00:18:21acerta até as vírgulas dos resultados, não é fácil acertar vírgula,
00:18:25mas acertar as vírgulas.
00:18:27Aparece ali alguns candidatos pouco viáveis, que eu olho assim, eu falo assim,
00:18:33mas eleição é surpreendente, já teve coisas de candidatos que não eram viáveis.
00:18:37Como é que fica no levantamento que a Paraná tem sobre o Estado de São Paulo
00:18:41para a sucessão ao Palácio do Bariantes o ano que vem?
00:18:43Quais são os candidatos, dependendo do cenário, claro, mas que são viáveis
00:18:47para que efetivamente a gente pode falar, não, esse poderá ou não chegar ao segundo turno?
00:18:53Olha, professor, a gente divulgou uma pesquisa na semana passada.
00:18:55É como que a gente vê a eleição em São Paulo.
00:18:58Se o governador Tarcísio, se a eleição fosse hoje, na realidade de hoje,
00:19:02o governador Tarcísio teria muita chance de vencer as eleições no primeiro turno.
00:19:07Então eu vejo um quadro com o Tarcísio disputando,
00:19:10eu vejo da coligação que o deputado já te falou,
00:19:14eu acho muito difícil, certo, para eles.
00:19:17Então eu dificilmente consigo ver tanto o Alckmin quanto o Haddad,
00:19:21que são os dois nomes mais fortes dessa coligação,
00:19:24querendo disputar contra o Tarcísio.
00:19:26Por quê?
00:19:26Eu vou explicar isso um pouquinho mais para frente.
00:19:29Ao mesmo tempo, se o Tarcísio não for, eu vejo que a eleição em São Paulo,
00:19:33ela abre, ela fica atrativa.
00:19:36Aí eu já vejo para o Geraldo Alckmin uma boa chance,
00:19:39vejo para o Haddad também chance, certo?
00:19:42E para o candidato do Tarcísio, hoje,
00:19:44como que a gente analisa pelos nomes testados?
00:19:46O mais forte, fora o Tarcísio, é o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
00:19:51É bem mais forte, eleitoralmente falando.
00:19:53Mas vamos levar em conta que o vice-governador assume o governo.
00:19:57Ele viraria governador.
00:19:59E é um direito natural também querer disputar a reeleição.
00:20:03Certo?
00:20:03Então, ao meu ver, na realidade de hoje,
00:20:06o Tarcísio teria esses dois nomes, com mais panche.
00:20:10Ao mesmo tempo, tem a eleição do Senado,
00:20:12que hoje você vê tanto o Geraldo Alckmin num cenário,
00:20:15quanto o Fernando Haddad liderando as pesquisas do Senado.
00:20:19Então, eu fico imaginando assim.
00:20:20Vamos supor que, por algum motivo, o Lula diga para o Geraldo,
00:20:24eu preciso de você lá em São Paulo.
00:20:26Certo?
00:20:27Então, eu fico pensando.
00:20:27O Geraldo vai dizer assim,
00:20:29mas para enfrentar o Tarcísio é difícil,
00:20:30mas para o Senado eu vou.
00:20:32E o Haddad é a mesma coisa.
00:20:33Para o Senado eu vou.
00:20:34Põe o Geraldo para o governo,
00:20:35um querendo empurrar o outro.
00:20:37Então, é uma situação difícil,
00:20:39mas eu acho que esse quadro vai depender
00:20:41da posição do governador Tarcísio.
00:20:45Qual vai ser a posição?
00:20:46Tarcísio, candidato a presidente,
00:20:47eu acho que a oposição,
00:20:50ela vai abrir os olhos para a eleição de São Paulo,
00:20:52que existe chance.
00:20:53O governo, eu vejo que o Tarcísio,
00:20:56nesse momento, o candidato também tem um favoritismo.
00:20:58Mas para o Senado, uma eleição muito aberta,
00:21:00muito difícil.
00:21:02A coligação de oposição não fazer uma vaga.
00:21:05Pela realidade de hoje.
00:21:06Só que aí vai ter uma briga.
00:21:08Porque quem são os mais viáveis?
00:21:09Haddad e Geraldo, certo?
00:21:11Quer dizer, então, vamos ver como fica para frente.
00:21:14Mas não tenho dúvida que vai depender demais
00:21:16de qual vai ser a decisão do governador Tarcísio.
00:21:19E o problema, professor Vila,
00:21:20ao meu ver, essa decisão de Tarcísio presidente,
00:21:24se ele vai à presidência, se ele vai disputar a reeleição,
00:21:26ela não vai se dar esse ano.
00:21:28O mais provável é que isso seja levado mais para frente.
00:21:32E isso vai trazer uma insegurança,
00:21:33tanto para a eleição nacional,
00:21:35quanto para a eleição aqui em São Paulo,
00:21:36muito grande, que deixa a eleição aberta.
00:21:38Eu vou aproveitar só esse gancho rapidamente,
00:21:42eu sei que quem nos acompanha é do Brasil inteiro,
00:21:44mas o eleitorado de São Paulo representa aproximadamente
00:21:4822,5% do eleitorado nacional.
00:21:51Então, necessariamente, em algumas questões,
00:21:53temos de tocar de São Paulo.
00:21:54Eu vou voltar à questão da eleição presidencial.
00:21:57Então, só pegar o gancho, a questão das duas vagas para o Senado.
00:22:02Como é que elas ficam na sua opinião, Zaratini?
00:22:06Porque na última eleição tivemos uma surpresa.
00:22:09Para mim foi uma surpresa a eleição do astronauta.
00:22:12Eu até brinco, com todo o respeito a ele, evidentemente,
00:22:15que a família mora no Texas.
00:22:17E os Estados Unidos, cada estado tem dois senadores.
00:22:21São 50 estados, são 100 senadores.
00:22:23Mas os Texas têm três.
00:22:25Dois em Washington e em Brasília, né?
00:22:27Que é um astronauta.
00:22:29Com todo o respeito ao senhor, né?
00:22:30Todo o respeito.
00:22:31E eu conheço a história de São Paulo com a palma da minha mão, viu?
00:22:35Desde 1532.
00:22:36Então, eu não estou falando coisa de alegre, não.
00:22:40Então, foi uma surpresa,
00:22:41porque parecia que o Marcos França seria eleito três dias antes.
00:22:43Aí, caiu do espaço sideral.
00:22:48O astronauta, ele foi eleito.
00:22:49Bem, e a questão que se discute, deputado Zaraty, deputado Marangoni e Murilo Hidalgo,
00:22:56é que a renovação dois terços do Senado não é como a do passado.
00:23:00Porque envolve uma questão política central.
00:23:03A possibilidade de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal.
00:23:07Essa, no fundo, é a questão central da eleição do Senado.
00:23:09Você que nos acompanha, não pense que essas discussões estruturais...
00:23:13Não, não, não, não.
00:23:15O Senado tem várias atribuições.
00:23:17São 11, se não me engano.
00:23:18Precisa dar uma olhada, 11 ou 13 lá na Constituição.
00:23:21E uma delas é a questão do impedimento de ministros do Supremo Tribunal Federal,
00:23:26do Supremo Tribunal de Justiça, etc.
00:23:28Mas a questão central é o Supremo Tribunal Federal.
00:23:31Então, vai ser uma disputa muito grande, a renovação de dois terços.
00:23:35Como é que fica esse quadro em São Paulo?
00:23:36Porque em São Paulo sempre teve, mais ou menos,
00:23:39alguém um pouco mais à esquerda, alguém um pouco mais à direita, né?
00:23:42Isso foi se repetindo, grosso modo, nas últimas eleições, quando tinham duas vagas.
00:23:49Agora, eu sei que envolve a questão do Palácio dos Bandeirantes,
00:23:53a vice-presidência da República também e o Senado, está tudo amarrado.
00:23:57Mas, quer dizer, o PT tem um candidato viável para o Senado?
00:24:01Se o Fernando Haddad, por exemplo, não for candidato, for candidato ao governo,
00:24:04quais são os quadros que o campo da centro-esquerda,
00:24:08se é que o PT vai buscar uma aliança mais ao centro, teria para o Senado?
00:24:13Olha, nós temos vários candidatos, vários nomes,
00:24:16não com a mesma projeção do Haddad, do Alckmin e do Márcio,
00:24:21que já, Márcio e o Alckmin já foram governadores,
00:24:26obviamente isso dá uma interlocução muito ampla,
00:24:29o Haddad já foi prefeito de São Paulo e ministro, né?
00:24:33Então, mas nós temos nomes, o próprio Edinho, que hoje é nosso presidente nacional,
00:24:38é um nome que tem uma penetração no interior, né?
00:24:42Além do PT ter a força que tem na grande São Paulo,
00:24:45ele tem uma penetração no interior, né?
00:24:48Então, temos o Padilha, que é ministro da Saúde, né?
00:24:52É uma pessoa que também está realizando muito aí, inclusive no estado de São Paulo.
00:24:57Então, com relação com muitos prefeitos aí.
00:24:59Então, a gente tem condições de ter um nome que, de fato, forme uma dobrada, né?
00:25:05A gente fala dobrada, quer dizer, dois candidatos com força suficiente
00:25:10para disputar as duas vagas e, logicamente, aí é aquela...
00:25:15Essa eleição de dois candidatos com o eleitor tendo dois votos,
00:25:20eu diria para você que é uma das eleições mais difíceis da gente prever o resultado.
00:25:24porque o eleitor tende a ter um primeiro voto, que é quem ele realmente quer eleger,
00:25:31e o segundo voto, ele pode, às vezes, dar o voto para a chapa contrária, entende?
00:25:36Porque ele fala, não, mas eu gosto daquele cara lá que não tem nada a ver com o que ele votou em primeiro.
00:25:42Então, às vezes, acontece situações que ganham alguém que ninguém estava prevendo, né?
00:25:47Mas eu acho que a política, como tem a polarização, né?
00:25:54Essa polarização também pode levar a uma definição mais clara do eleitor.
00:26:00Deputado Marangô, no campo da centro-direita, na sua avaliação,
00:26:04quais seriam os candidatos prováveis para o Senado e com viabilidade eleitoral?
00:26:09Porque muitas vezes você tem bom candidato, mas a gente sabe que eleitoralmente ele tem problemas.
00:26:14E algumas vezes você consegue combinar um bom candidato com um potencial eleitoral.
00:26:19Na sua avaliação, quem poderia ser?
00:26:21Bom, eu concordo muito com o Murilo, eu acho que, e também com o afago histórico,
00:26:28eu acho que vai se repetir, eu acho que a gente deve eleger um no campo da esquerda
00:26:31e um no campo da direita aqui em São Paulo, né?
00:26:35Principalmente também, por conta dessa polarização,
00:26:38claro que o candidato da direita vai ter uma facilidade muito maior,
00:26:42sendo o Tarcísio candidato a governador, é natural, né?
00:26:46Eu acho que a disputa vai ser muito dentro de casa, né, Zarantino?
00:26:49Eu acho que é isso, quem vai ser o ponta de lança mesmo no Senado, né?
00:26:55Para pegar uma vaga em quem vai ser aqui da direita.
00:27:00A gente tem Derrite, todos esses candidatos aí que hoje se colocam
00:27:05como possíveis candidatos a governador, o presidente da Assembleia, André do Prado,
00:27:09o nosso ex-governador, Rodrigo Garcia, né?
00:27:12Então, são players que estão aí, o presidente do MDB, Baleia Rossi, também a gente já ouviu.
00:27:17Eu acho que o Estado de São Paulo, no campo do centro de direita, tem bastante nome.
00:27:20Aí vai também muito de quem o Tarcísio ter como o candidato dele principal.
00:27:29Nas pesquisas da Paraná, Murilo, qual o cenário que se desenha com candidatos viáveis eleitoralmente?
00:27:37Eu digo isso porque o interior de São Paulo, que em certo momento da história
00:27:41teve muita importância na história paulista, foi perdendo espaço, por uma série de razões.
00:27:46E os políticos foram se concentrando na região metropolitana,
00:27:50que são cerca de três dúzias de municípios, né?
00:27:53Cerca de 36, 35, 39, né?
00:27:5539, né? São 39 municípios.
00:27:57Então, como é que fica? Quais são os candidatos viáveis nesse momento?
00:28:04Eu sei que nós estamos distantes, depende de uma série de alianças, mas pelos levantamentos da Paraná.
00:28:09Olha, professor, nessa pesquisa que nós fizemos, quem que a gente testou para o Senado, tá?
00:28:14Nós testamos os dois nomes mais fortes do centro, centro-esquerda, seria Haddad e Geraldo Alckmin.
00:28:21Eu vejo assim, eu falo até brincando, vai ser uma briga boa lá, certo?
00:28:25Porque eu acho que a chance é muito boa de fazer um senador, tá?
00:28:29E do outro lado, o que a gente testou?
00:28:32A gente fez um cenário com o Eduardo Bolsonaro, que até há pouco tempo era pré-candidato ao Senado.
00:28:37Hoje eu não sei qual vai ser a situação dele, se ele vem disputar, se ele não vem,
00:28:41se ele vai querer disputar a presidência, se ele vai, o que que se consegue ser candidato.
00:28:45Tem toda uma situação e um cenário sem o Eduardo Bolsonaro, quem aparece em segundo lugar é o secretário de Segurança Pública, o Derrite.
00:28:54Que, ao meu ver, também já está se postando como candidato, certo?
00:28:58Basta saber se esse campo vai abraçar a candidatura dele.
00:29:01Como o Zartini falou, a eleição do Senado é a mais difícil para o Instituto de Pesquisa quando é duas vagas.
00:29:07Eu cito um exemplo, você tem hoje em torno de 130% das pessoas votando com dois votos.
00:29:12No dia da eleição, 40% do eleitorado escolheu um candidato.
00:29:16Então, não tem como o Instituto de Pesquisa pegar aquilo que o Zartini falou.
00:29:19Às vezes o cara vai votar no Haddad e no Derrite.
00:29:22Certo? Quer dizer, ele não faz essa ligação que o mundo político faz.
00:29:26Quer dizer, é uma eleição muito em aberta com o segundo voto.
00:29:30Agora, o conselho que a gente dá para os candidatos hoje é tentar fechar o segundo voto.
00:29:35É um risco para qualquer candidato e com um nome forte só.
00:29:38Certo? Porque ele pode ter o primeiro voto e muito pouco do segundo voto.
00:29:43O que pode dificultar.
00:29:44No meu modo de ver, sempre uma chapa.
00:29:47Tem que ser dois nomes fortes.
00:29:49Isso.
00:29:49Isso é o ideal.
00:29:50Você ter uma aliança de dois nomes fortes.
00:29:53Porque, evidente, você pode não eleger os dois, mas pelo menos você diminui a chance do segundo voto
00:29:59e para fortalecer um candidato forte do outro lado.
00:30:02Olha, me citou uma lembrança aqui.
00:30:04Tem muitos estados que vivem a realidade de São Paulo.
00:30:08Para você ver hoje a dificuldade que é ser senador.
00:30:11Os dois senadores de São Paulo que estão renovando seus mandatos
00:30:14estão muito mal nas pesquisas.
00:30:17Eles não existem nas pesquisas.
00:30:19Que é a senadora Mara Gabrilli e o Jordano.
00:30:21Eles não existem nas pesquisas.
00:30:23Você pega no Paraná, você tem lá Flávio Arnes e Ourovisto.
00:30:28E não existem nas pesquisas.
00:30:29São dois senadores que estão terminando o mandato.
00:30:33Para você ver como o Senado hoje também é uma máquina de moe carne lá.
00:30:36Parece que eles têm muita projeção, muita projeção.
00:30:40Mas é muito difícil em alguns estados a situação dos atuais senadores.
00:30:45Certo?
00:30:46É por isso que eu disse, até que a disputa vai ser dentro de casa.
00:30:48Por exemplo, se sai um Eduardo e um Deitch, disputa é dentro de casa.
00:30:52Disputa é dentro de casa.
00:30:53Por exemplo, se saísse Alckmin e Haddad.
00:30:55Haddad, disputa é dentro de casa.
00:30:56Disputa é dentro de casa.
00:30:57São aliados, mas...
00:30:59Mas o meu adversário tem que ganhar dele.
00:31:01Exato.
00:31:02É interessante esse quadro.
00:31:04E só lembrando dois fatos, porque o visão crítica sempre tem esse papel de lembrar as
00:31:08questões históricas.
00:31:10Na Assembleia Nacional Constituinte, olha o nível de São Paulo, nós tínhamos três
00:31:14senadores.
00:31:15Severo Gomes, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas.
00:31:18Alguma coisa aconteceu de errado com o nosso Estado.
00:31:21Pense na hora de votar.
00:31:23E uma lembrança interessante, falando de Senado, há um caso sui gêneros.
00:31:28Desde 1960 até agora, só um senador foi três vezes reconduzido.
00:31:32Eduardo Suplicy, em 1990, 98 e 2006.
00:31:36E era uma vagação, que é um fenômeno interessante de ser discutido, ver como é que ninguém conseguiu
00:31:47no Estado de São Paulo ter três recondições, ter se eleito três vezes consecutivamente ser
00:31:52senador por São Paulo.
00:31:53Então, são as particularidades do Estado e como que política é uma questão complexa
00:31:58e estão sendo bem destacadas aqui pelos nossos convidados.
00:32:00Mas voltando à questão nacional.
00:32:03A questão que eu coloco, no caso da possível condenação penal, não agora eleitoral, do
00:32:09ex-presidente Jair Bolsonaro, o julgamento começa dia 2 e vai até provavelmente dia 12.
00:32:15Não está certo, mas é em torno disso.
00:32:18Vai depender de algumas condicionantes no decorrer do andar do julgamento.
00:32:21O título indica, ele é acusado de cinco crimes, é réu em cinco crimes, e três deles são
00:32:29as penas muito severas, e que ele seja condenado a regime fechado.
00:32:35É bastante provável que isso ocorra.
00:32:36Se vai recorrer ao plenário ou não, se poderá ter isso ou não, vai ser uma discussão
00:32:40regimental e provavelmente não ocorrerá.
00:32:43Vai ser a decisão soberana da primeira turma.
00:32:46É assim que eu presumo que deva ocorrer.
00:32:48Não sou pitonista, mas acho que a minha é esse.
00:32:50Com a condenação penal do ex-presidente, a regime fechado, que depois poderá ser
00:32:55de prisão domiciliar, mas inicialmente numa prisão, pode registrar.
00:32:59Segundo, tem a questão eleitoral.
00:33:02Ele tem os seus direitos políticos suspensos por oito anos.
00:33:06Aí voltamos a essa questão que nós tocamos de passagem.
00:33:09Eu sei que sem fazer futurologia.
00:33:11Que Jair Bolsonaro é uma liderança nacional é inegável.
00:33:14Se alguém pode não gostar do Bolsonaro, isso não tem nenhum problema, né?
00:33:18Mas ele é uma liderança nacional.
00:33:20As pesquisas mostram isso, as manivações de rua, os contatos, os candidatos que o procuram e tal.
00:33:26A pergunta que eu coloco ao Zaratini é o seguinte.
00:33:29O que é melhor para o Lula ter como adversário?
00:33:32Alguém da família Bolsonaro, a esposa, um dos filhos, ter Tarcísio, os outros, com todo respeito,
00:33:44não me parece candidatos viáveis eleitorais, né?
00:33:47Com todo respeito ao senhor Rosema, Caiado, Ratinho, para esse momento histórico, não me parece viável.
00:33:53O que seria melhor para o PT?
00:33:55É difícil dizer o que é melhor, né?
00:33:58Eu não gosto muito dessa raciocínio.
00:34:00Mas o que eu entendo?
00:34:02Eu acho que a família Bolsonaro, ela entrou num beco muito sem saída, entende?
00:34:08Essa ação que o Eduardo Bolsonaro teve nos Estados Unidos de provocar uma crise entre o governo Trump e o Brasil,
00:34:20essa retaliação, um verdadeiro bloqueio comercial, porque uma tarifa de 50% é um bloqueio comercial.
00:34:29E é lógico que isso ele está fazendo em vários países no mundo, mas contra o Brasil não foi uma questão comercial, econômica.
00:34:37Foi uma questão política.
00:34:39Foi a razão do bloqueio ao Brasil, foi o processo contra Bolsonaro.
00:34:45Então, eu acho que isso vai reverter negativamente a qualquer nome Bolsonaro.
00:34:53Então, a minha expectativa é que esse...
00:34:56Lógico, vai manter essa liderança que você citou, vai manter altos números na pesquisa, mas enfraquecendo.
00:35:03Acho que o governador Tarcísio também cometeu um grande erro quando botou aquele bonezinho.
00:35:09Aquele bonezinho vai ser lembrado na campanha eleitoral inteira, certo?
00:35:14Aquilo ali foi um erro político dele muito grande.
00:35:18Explica, por favor.
00:35:19Ah, o bonezinho, né?
00:35:20Ele usou o bonezinho do Trump, do MAGA, né?
00:35:24Make America Great Again.
00:35:27Quer dizer, faça a América forte novamente.
00:35:31Então, eu acho que essa posição que resultou num movimento contra o Brasil vai ter um preço.
00:35:41Vai ter um preço político.
00:35:42Então, eu não acho que a família Bolsonaro vá se dar bem aí.
00:35:48Vai ter força.
00:35:49Como disse aqui o Marangoni, eles, logicamente, a transferência de voto é muito importante.
00:35:56Agora, o Tarcísio, se ele ficar nesse jogo, né?
00:36:02De levantar o bonequinho do Bolsonaro, ficar lá se grudando no Bolsonaro, ele vai também ter prejuízo, né?
00:36:11Porque ele vai junto.
00:36:12Então, eu acho que, assim, vai ter um momento aqui que tem que desgrudar essa...
00:36:16Ou se afastar, pelo menos, um pouco dessa situação que está colocada hoje.
00:36:23Porque o bolsonarismo vai levar a um conflito ainda maior entre Estados Unidos e Brasil.
00:36:30E isso vai ser visto pelo povo brasileiro como uma agressão.
00:36:34Como já está havendo e as pesquisas estão mostrando isso.
00:36:37Deputado Marangoni, União Brasil é uma federação com o progressista, União Progressista, né?
00:36:44E Santo André, nós estávamos conversando antes.
00:36:46Eu morei muito tempo em Santo André.
00:36:47Minha família é de São Bernardo.
00:36:49E eu gosto muito de Santo André.
00:36:51Fico me lembrando.
00:36:52Quando a gente começa a ficar com idade, a gente começa a recordar muito a infância e a adolescência.
00:36:56Fico me lembrando os jogos de futebol, as brigas com o time da AGM lá na Avenida Goiás.
00:37:03Umas confusões em São Caetano e tal.
00:37:06Mas Santo André foi, durante um período, um domínio do PT incontestável.
00:37:10Foi a prefeitura, vereadores, deputados estaduais, deputados federais.
00:37:15Vamos lembrar, 2002, né?
00:37:17Deputados como...
00:37:18Sumiu, por causa da CPMI dos Correios, de toda aquela crise, depois do Mensalão,
00:37:23que deu na sua penal 470, o professor Luizinho, por exemplo, né?
00:37:26Era uma liderança expressiva no Congresso Nacional.
00:37:30Essa presença do PT em Santo André, ela desapareceu nos tempos, nos anos mais recentes, né?
00:37:36E foram sendo construídas as novas lideranças, entre as quais o senhor.
00:37:40Nesse campo, deputado, no caso aí de uma eleição de apoiar um candidato de centro-direita,
00:37:48não sei se é por aí que o senhor achar melhor.
00:37:51Mas qual seria o candidato?
00:37:52Como é que seria esse perfil?
00:37:53Porque Santo André foi uma cidade industrial.
00:37:56Quando eu era pequeno lá, tinha lá, tinha tudo, né?
00:37:59Pirelli, Faires, todas as grandes empresas, era uma grande...
00:38:03Hoje, parte do ABC é uma área de serviços, né?
00:38:05Foi mudando o perfil.
00:38:07Essas medidas do governo Trump podem atingir, eu não sei, por isso que eu estou perguntando ao senhor,
00:38:12podem atingir também Santo André, eu não sei, economia andreense, de alguma forma.
00:38:17Dia 8 de abril, né?
00:38:18Fundação de Santo André.
00:38:20A gente cantava o I no grupo escolar.
00:38:22Faz tempo isso, me lembrei agora.
00:38:24Eu pergunto ao senhor, como é que fica essa questão de um candidato?
00:38:28Quer dizer, qual é o perfil de um candidato para se antepor à candidatura Lula, né?
00:38:34Que é candidato à eleição, como todos nós sabemos.
00:38:37Nessa configuração, inclusive, onde o senhor tem uma forte presença eleitoral, que é a cidade de Santo André.
00:38:41Bom, eu queria, acho que, começar, Vila, pelo seguinte, eu acho que está perceptível que o que era o campo da direita só,
00:38:51o que era uma coisa só em torno do Bolsonaro, hoje e aí, a partir dos últimos acontecimentos, né?
00:38:57A partir da ida para o Eduardo, para os Estados Unidos, enfim, e aí a minha visão é que o interesse americano, ele é comercial.
00:39:08Eu acho que os Estados Unidos estão unindo o útil ao agradável, né?
00:39:11Então, eu acho que o Eduardo aí errou muito, porque levantou uma bola para os Estados Unidos,
00:39:17para que ele pudesse ali ter narrativas de interferência comercial com o Brasil.
00:39:21Eu acho que a preocupação é muito além disso.
00:39:24Eu acho que a preocupação é com o BRICS, enfim.
00:39:26Mas, sem entrar no campo econômico, eu acho que hoje a gente tem...
00:39:32E aí, eu estava até conversando um pouquinho com o Murilo, né?
00:39:34Quando a gente vê algumas pesquisas recentes, você vê num segundo turno, num cenário de segundo turno, por exemplo,
00:39:41e aqui, ficando restrito aí a Michele e Tarcísio, né?
00:39:45Nesses nomes que foram colocados, aqueles mais ligados...
00:39:50A oscilação é muito pequena, não dá para a gente falar com exatidão, né?
00:39:55Mas aqueles mais ligados ao Bolsonaro diretamente, que refletem a extrema direita,
00:40:02perdem um pouquinho para o Tarcísio, que já tem um perfil, que ele já traz um perfil de uma direita moderada.
00:40:12Então, eu acho que teve reflexos no campo da direita, nas ações que foram feitas e que estão sendo feitas, né?
00:40:21Pelo Eduardo, enfim, com o Trump, que traz, eu acho que, uma eleição mais, quer dizer,
00:40:29mais confortável para um candidato do espectro aqui da direita, do centro-direita moderado, né?
00:40:36Como, por exemplo, o Tarcísio.
00:40:40Então, eu acho que deve caminhar.
00:40:43A gente sabe, vão ter fatos aqui, a gente sabe que o Bolsonaro está fora da ONU, né?
00:40:48Agora, vão ter fatores que, para a minha visão, vão ser decisivos na eleição,
00:40:54dentro dessa polarização e dentro dessa oscilação tão pequena, né?
00:40:58O que vai acontecer com o presidente Bolsonaro, como será esse julgamento,
00:41:05quais vão ser as consequências e o desempenho do Brasil com relação ao tarifácio, né?
00:41:11E como vai ser o impacto social disso.
00:41:15Eventualmente, você pode ter, e eu não sei se o Murilo está medindo isso já,
00:41:19ou seja, há tempo, né?
00:41:20Mas se você tem uma comoção social muito grande com a condenação,
00:41:23Enfim, eu acho que são detalhes que vão acabar fazendo com que essa oscilação leve para um lado ou para o outro.
00:41:31Mas eu acredito que o centro-direita aí é a candidatura mais viável.
00:41:36Murilo, justamente pegando esse gancho, eu estava puxando aqui pela memória.
00:41:41A partir, só lembrar quem nos acompanha, em 1989 teve dois turnos.
00:41:46O segundo turno foi Fernando Collor e Lula.
00:41:48As eleições de 1994, 1998, elas foram vencidas no primeiro turno para o Fernando Henrique Cardoso.
00:41:56Em 2002, o segundo turno foi entre Lula e Serra, mas o primeiro turno foi disputado.
00:42:01Provavelmente tenha sido, eu estou tentando lembrar rapidamente,
00:42:03das últimas eleições, um primeiro turno que teve algumas oscilações.
00:42:07Em certo momento, o Ciro chegando à segunda, aí tinha o Garotinho.
00:42:10Eram, fundamentalmente, os quatro candidatos.
00:42:13Mas o Ciro cometeu um erro terrível quando beijou a mão do ACM.
00:42:16É uma longa história que eu não vou contar aqui, mas a história está registrada.
00:42:21Em 2006, nós tínhamos, fundamentalmente, a eleição Lula-Alckmin.
00:42:27O Alckmin, no segundo turno, que é um fato raro na história, teve menos votos que no primeiro.
00:42:32Ele foi ao segundo turno, mas teve menos votos que no primeiro.
00:42:34E o Lula venceu, foi reeleito.
00:42:36Em 2010, a disputa foi de uma candidata do governo contra José Serra.
00:42:43Serra teve 44% dos votos e a candidata oficial teve 56%.
00:42:49Aí, a disputa foi grande em 2014, mas próxima ali, entre Dilma e Aécio.
00:42:57E em 2018, já são as suas eleições mais recentes, com o segundo turno.
00:43:01Eu coloco a seguinte questão para você, Murilo.
00:43:04Parece que nós somos fadados à polarização.
00:43:06Quando nós poderemos ter candidatos viáveis no primeiro turno?
00:43:09Dois ou três ou quatro?
00:43:11Eu sei que isso não é pitoniza, mas as pesquisas mostram isso, né?
00:43:15Nós não temos essa possibilidade que em outros países, eu acompanho eleições presidenciais,
00:43:20muitas, a França, inclusive, a última eleição, você tinha três, quatro candidatos disputando ali
00:43:25para ver, né, quem inventou o segundo turno foi a França, a Constituição de 1958.
00:43:30Aqui não.
00:43:31Parece que nos últimos tempos, como você lembrou, o primeiro turno é o segundo, né?
00:43:36Olha, professor, existe uma coisa, fazer um comparativo com a eleição americana,
00:43:39onde ele tem dois partidos, né?
00:43:41Aqui tem dois polos, tem vários partidos e dois polos, certo?
00:43:45Então, o que você vê?
00:43:47A gente vê essa eleição ainda, ao meu ver, ao meu ver não, é um fato,
00:43:52é a última eleição Lula-Bolsonaro.
00:43:55O Bolsonaro não vai estar na urna, não vai estar disputando,
00:43:58mas ainda vai ter uma força para indicar um candidato, apoiar um candidato.
00:44:01Então, a gente veja que o Lula ser reeleito, ele não é mais candidato.
00:44:05Provavelmente, pela idade também, ele não esperaria mais quatro anos para ter um quinto mandato.
00:44:11Então, a gente enxerga que é a última eleição entre Lula e Bolsonaro.
00:44:16Então, eu acho que 2030 a eleição abre.
00:44:19Abre e se envolve.
00:44:20Acho que para 2030 muita gente vai se animar.
00:44:23Lógico, se o candidato do centro-direita ganhar as eleições, ele vai à reeleição, certo?
00:44:28O que fecha um pouco a porta para quem é de centro-direita.
00:44:31Mas abre para a esquerda, porque provavelmente a gente não terá mais Lula, certo?
00:44:35Então, muita gente vai querer esse espaço.
00:44:39Então, essa eleição, felizmente ou infelizmente, eu ainda a vejo muito polarizada em cima de duas candidaturas, certo?
00:44:47Para o bem ou para o mal, é isso que temos, tá?
00:44:50Agora, o que pode fazer isso mudar, na verdade, assim?
00:44:54O que faria a eleição no Brasil?
00:44:56Ela tomar outro ar.
00:44:57Se diria a chance é zero, eu não vejo que a chance é zero.
00:45:00Qual seria uma chance de mudança?
00:45:02Tarcísio, candidato do centro-direita, e o Lula, por algum motivo, dizendo não vou à reeleição.
00:45:08Aí, eu acho que a eleição de 2030, ela vem para 26.
00:45:11Mas, muito pouco provável esse quadro, ao meu ver, do Lula abrir mão de não ser candidato, certo?
00:45:16Mas, seria a única forma de 30 vir para 26, não ter alguém da família Bolsonaro disputando,
00:45:22e, ao mesmo tempo, o Lula, por algum motivo, dizer não vou mais, certo?
00:45:26Aí, eu acho que a eleição, ela abre, e aí, sim, eu acho que muitos candidatos podem até se animar a disputar essas eleições.
00:45:34Se tirar um dos polos.
00:45:35Se tirar um dos polos, exatamente.
00:45:37Vamos ver, mas, como disse para vocês aqui, muito pouco provável.
00:45:41Olhando, Zaratini, as pesquisas, e agora mesmo, nós estamos observando a pesquisa Paraná,
00:45:49a desaprovação do presidente Lula é superior à aprovação.
00:45:54Ela é um quadro muito diferente dos governos Lula 1 e Lula 2, entre 2003 a 2010.
00:46:00Há uma diminuição dessa desaprovação, mas ela ainda é superior à aprovação.
00:46:07Se essa tendência vai continuar, eu não sei.
00:46:10Mas, é claro, isso.
00:46:12O que é isso, todas as pesquisas reforçam, que a desaprovação é superior à aprovação.
00:46:18Deputado, o senhor explica como isso?
00:46:20Como isso, dentro do que a leitura do PT tem, é que é um bom governo,
00:46:24evidentemente, não vai alguém do governo dizer que é um mau governo,
00:46:28acredita que fez uma série de realizações, programas sociais, isso e aquilo.
00:46:32O senhor acredita nessa desaprovação aqui?
00:46:35Primeiro, eu acho que tem uma situação de polarização política,
00:46:40que se a gente pegar todas as pesquisas, estão clivadas por essa polarização política.
00:46:46Você pega qualquer tema que seja tema de disputa, ele divide praticamente ao meio.
00:46:53Às vezes, mais para lá, menos para cá, mas divide praticamente ao meio o país.
00:46:59Então, esse é um primeiro problema.
00:47:01Depois, o governo teve, no início do ano, um problema de aumento do custo de vida,
00:47:07que elevou a desaprovação.
00:47:09Então, essa elevação do custo de vida, que não foi tanto assim,
00:47:13porque nós não vivemos nenhum período de hiperinflação, de crescimento desordenado,
00:47:19nada disso.
00:47:20Nós tivemos um aumento de preços de alimentos, que resultou numa desaprovação.
00:47:26Agora que nós estamos tendo uma redução dos preços de alimentos,
00:47:30você vê que está melhorando a avaliação do governo.
00:47:34Então, são fatores...
00:47:36O primeiro fator, eu acho que pesa muito, é esse.
00:47:39Pesa muito a polarização política,
00:47:41pesa muito as condições de vida da população mais pobre do Brasil,
00:47:46que, quando melhora um pouco, ela tende a voltar para o leito do presidente Lula.
00:47:53Então, eu acho que isso vai depender muito de como vai estar esse conjunto de questões.
00:47:57A minha expectativa é que nós vamos estar, no final desse ano e no ano que vem,
00:48:03numa situação melhor do ponto de vista econômico-social.
00:48:08nós vamos ter, eu acredito que vai ser aprovado essa questão do imposto de renda,
00:48:13tem alguns deputados que falam,
00:48:16não, nós vamos aprovar a isenção até 5 mil e vamos rejeitar a cobrança de imposto
00:48:23para quem ganha mais de 50 mil.
00:48:28Ora, se fizer isso, inviabiliza, o governo vai ter que vetar, vai ter que vetar.
00:48:34Agora, o governo também vai dizer quem foi o responsável por impedir
00:48:38que 27 milhões de pessoas tivessem redução do imposto de renda
00:48:42em troca de que 140 mil iam pagar apenas 10% do seu rendimento.
00:48:49Então, isso aí, quer dizer, se cometerem esse erro,
00:48:53eu acho muito ruim para o povo brasileiro se acontecer isso,
00:48:56mas se cometerem esse erro, para o Lula vai ser uma avenida política.
00:49:03Então, eu acho que a gente vai depender de como vão se dar esses fatos agora,
00:49:07mas eu vejo uma tendência favorável ao governo daqui para frente.
00:49:12Deputado Marangoni, na base política do senhor, nos contatos com os seus eleitores,
00:49:17o senhor deve identificar, creio eu, se presumo, críticas ao governo Lula.
00:49:22O senhor acredita a desaprovação, está superior à aprovação aqui?
00:49:29Quais são os fatores essenciais nesse contato que o senhor tem com as suas bases políticas?
00:49:35Olha, Vila, eu acho que o Murilo pode comprovar isso com números.
00:49:39O que eu vejo é que hoje, cada vez mais cenário de desaprovação e aprovação do governo
00:49:44está se atrelando menos a cenário eleitoral,
00:49:48porque quando a gente tem uma disputa polarizada do jeito que nós temos,
00:49:54vira simplesmente uma guerra de narrativa superficial.
00:49:59Hoje a gente está vivendo uma disputa de narrativa ideológica,
00:50:02pura e simplesmente, o que faz com que as pessoas desconectem
00:50:05o seu voto de entrega, de gestão, de resultado de governo.
00:50:12Então, eu acho que os números que você citou aí,
00:50:15a população hoje não está olhando muito a gestão,
00:50:19mas sim escolhendo o lado da sua narrativa.
00:50:24Então, eu tenho um pouco dessa visão e estou sentindo isso muito no eleitorado.
00:50:30fruto dessa polarização.
00:50:34Então, não me interessa, pouco me interessa.
00:50:36A gente viu isso acontecer na disputa do governo do estado de São Paulo com o Rodrigo Garcia.
00:50:41Números maravilhosos de entrega, uma gestão excepcional
00:50:45e ninguém quis ouvir sequer o que foi feito ou o que se fazia.
00:50:51Era ali o candidato Lula e o candidato Bolsonaro.
00:50:54Então, eu acho que a gente sofre isso novamente.
00:50:57Então, eu não acredito muito hoje na relação da aprovação e desaprovação do governo
00:51:04com as intenções eleitorais.
00:51:08Eu não sei se o Murilo concorda comigo.
00:51:10Murilo, justamente sobre isso, eu acompanho as pesquisas da Paraná e tal.
00:51:14É possível imputar a desaprovação especialmente?
00:51:19Que há uma queda, eu vi, inclusive, na última pesquisa, uma leve queda.
00:51:24Não sei se será uma tendência ou não, isso o futuro vai dizer.
00:51:28Mas, fundamentalmente, essa desaprovação tem como base o quê?
00:51:32Olha, professor, tem uma coisa que chama a atenção.
00:51:35Desde o governo Bolsonaro com a pandemia.
00:51:38Certo?
00:51:39Então, você passou o governo Bolsonaro um bom tempo que a aprovação e a desaprovação dele
00:51:43se dava em cima da pandemia.
00:51:45Esqueceram os problemas, por exemplo.
00:51:47A pandemia tinha a ver com saúde, mas problemas de saúde, educação, mobilidade,
00:51:51muitas coisas, social, se discutiu muito pouco.
00:51:54Isso voltou na eleição.
00:51:56Se a gente for ver o governo Lula 3, teve o 8 de janeiro e agora o tarifácio.
00:52:01O Lula voltou a subir no tarifácio.
00:52:04Então, com a tarifácio, com o que aconteceu com o tarifácio nos Estados Unidos,
00:52:07a popularidade do Lula subiu, certo?
00:52:10Em cima de uma narrativa, lógico, extremamente positiva para ele.
00:52:14As pesquisas mostram isso.
00:52:16Ele subiu em cima disso.
00:52:17Mas, para o bem ou para o mal do Lula, uma coisa é muito clara.
00:52:21Nesse governo, não se discute, por exemplo, índice de educação, saúde, segurança, social.
00:52:28Até hoje não tem espaço na mídia para se falar disso.
00:52:30A mídia do governo Lula, não que ele provocou isso, mas foi extremamente em cima do 8 de janeiro,
00:52:37do ex-presidente e agora do tarifácio.
00:52:40Que nem a gente fala, na eleição a gente vai saber, não só do Lula, do Tarcísio, do Ratinho, do Caiado,
00:52:46como foi o desempenho deles em educação, saúde, social, se melhorou, se piorou.
00:52:52Isso não está sendo discutido agora.
00:52:54Por exemplo, os governos passados, Lula falava muito de Minha Casa Minha Vida.
00:52:58Eu não sei te dizer se foi feito mais ou menos.
00:53:01Não tem espaço para falar.
00:53:03Não tem espaço.
00:53:05Todo o espaço da mídia hoje, professor, é em cima do tarifácio, como foi em cima do 8 de janeiro.
00:53:11Eu faço um exemplo do ministro Padilha.
00:53:13Há quanto tempo que você não vê uma entrevista do ministro Padilha?
00:53:17Por exemplo, a saúde é uma coisa fundamental para os brasileiros.
00:53:19Ninguém sabe se está fazendo ou não está fazendo.
00:53:21Não tem espaço para ele falar.
00:53:22Porque o espaço, o que é?
00:53:24O tarifácio, o julgamento.
00:53:26Não tem espaço para se falar das ações do governo.
00:53:29Eu acho que o Lula sofreu um pouco em cima da popularidade dele, em cima disso.
00:53:33Sobrou pouco espaço para falar das ações do governo, porque não sai daquele assunto.
00:53:39Desses três assuntos que eu falei.
00:53:41Mas isso vai vir na televisão, vai vir na campanha.
00:53:44Na campanha a gente também vai ver se o Tarcísio foi um bom governador na saúde, na educação, na segurança.
00:53:49Também não tem espaço.
00:53:50Isso a gente vai discutir quando?
00:53:52Na campanha.
00:53:54E eu acho que a falta de espaço é porque você não tem ouvinte.
00:53:58Porque ninguém quer ouvir.
00:53:59Ninguém quer ouvir.
00:53:59Ninguém quer ouvir.
00:54:00O que é o pior.
00:54:01O que é o pior.
00:54:01É estranho isso.
00:54:02Estamos chegando, caminhando para o final.
00:54:04Eu sempre brinco, o nosso adversário é o tempo.
00:54:07É terrível o tempo.
00:54:08Tem um grande locutor esportivo que tem um fragmento pré-socrático.
00:54:13O tempo passa.
00:54:15Parece o Heráclito.
00:54:16Era o Fiori Gilioti.
00:54:17Que dava uma angústia, uma agonia, quando o teu time estava perdendo ou ganhando no finalzinho.
00:54:21Você ficava ouvindo aquilo, uau, tal.
00:54:26Então, só temos um minuto para cada um.
00:54:28Eu peço, por favor, que parece debate eleitoral.
00:54:31Um minuto.
00:54:32O deputado Carlos Zaratini.
00:54:34O que é um governo de centro-esquerda?
00:54:37O governo de centro-esquerda é um governo que se preocupa com três coisas, basicamente.
00:54:42Primeiro, se preocupa com programas sociais, com atendimento social da maioria da população.
00:54:49Segunda coisa, que se preocupa com o desenvolvimento econômico, crescimento econômico.
00:54:54Segunda coisa, com a democracia.
00:54:56Certo?
00:54:57E a terceira coisa, com a soberania nacional.
00:55:00Isso é um governo de centro-esquerda.
00:55:01Ele junta esses três pontos.
00:55:04É a tradição da centro-esquerda no Brasil.
00:55:07É unir esses três pontos.
00:55:08Se você pegar desde do que foi o governo de João Goulart,
00:55:14do que foi a luta democrática contra a ditadura,
00:55:18do que foram os governos de Sarney, Fernando Henrique,
00:55:23e até hoje o que é o governo Lula.
00:55:24São esses três pontos que juntam a centro-esquerda.
00:55:28Deputado Fernando Marangô, né?
00:55:30E, grosso modo, o senhor definiria um governo de centro-esquerda com quais características?
00:55:36Bom, eu primeiro já não gosto muito dessa divisão.
00:55:40Eu acho que isso já deveria ter ficado no passado.
00:55:42A gente está num país que tem a décima maior economia,
00:55:44aliada a uma das maiores desigualdades do mundo.
00:55:46É um país com recortes regionais ímpares.
00:55:49Então, a gente tem que fazer política com ciência e com bom senso.
00:55:54Eu acho que o centro democrático, partindo do centro-esquerda com determinados valores,
00:56:00e também do centro-direita, as soluções para o Brasil devem sair daí.
00:56:04No centro-direita, a gente tem aí, obviamente, algumas diferenças na questão econômica,
00:56:09na máquina administrativa, as concessões, as privatizações, ou seja, uma eficiência,
00:56:15um enxugamento da máquina administrativa, redução de despesas obrigatórias,
00:56:20meta fiscal e políticas claras de desenvolvimento, com menos impostos e etc.
00:56:25E a gente vê uma política mais à esquerda, uma política de um Estado maior,
00:56:31de um Estado mais provedor.
00:56:32Eu acho que essa é a diferença essencial dos dois campos.
00:56:35E eu termino dizendo que, infelizmente, hoje, aquela máxima de Maquiavel está se tornando muito clara.
00:56:42A política é o campo onde a verdade se curva à utilidade
00:56:47e a massa acredita no mentiroso que a faz se sentir menos idiota.
00:56:52Infelizmente, é isso que a gente está vendo no Brasil hoje.
00:56:55Murilo, e dar um indo para o final para você de forma mais sucinta.
00:57:00O entrevistado da Paranapesquisa sabe o que é direito, sabe o que é esquerdo?
00:57:06Esse é um problema.
00:57:08Eu vi os dois deputados falando aqui.
00:57:11Mas, no final, o que vai valer, não só para o Lula, para os governadores que vão para a reeleição,
00:57:16o eleitor faz uma avaliação.
00:57:18O candidato Lula, o candidato, por exemplo, Tarcísio, se for ao governo do Estado,
00:57:22eles merecem ser reeleitos?
00:57:24Eles foram bem?
00:57:25Isso, na verdade, é o que vai valer no final.
00:57:27É o que eles vão contar no horário da televisão, quando começar a campanha,
00:57:31por que eu devo ficar mais quatro anos?
00:57:33Ou não.
00:57:33Se a população vê que ele fez um bom governo para aquilo que ele quer, ele permanece.
00:57:39Senão, a população tira.
00:57:41E, assim, nunca esquecendo, principalmente para o governo federal,
00:57:44o que vale, o deputado Zártinho falou, é o bolso.
00:57:48No final, o supermercado tem um peso muito grande.
00:57:51Por exemplo, ele foi prejudicado que no começo os preços subiram.
00:57:54Agora os preços estão acabando.
00:57:55Mas daqui a um ano, como estarão os preços?
00:57:57Isso eu acho que vai valer muito para uma decisão final do eleitor.
00:58:01Como que está o custo de vida das pessoas?
00:58:03As pessoas estão bem?
00:58:04Elas melhoraram?
00:58:05Isso é que vai pesar se tanto o Lula quanto os governadores devem permanecer ou não.
00:58:11Como ainda temos 30 segundos, eu não vou perguntar para o Murilo,
00:58:15porque isso eu o colocaria em situação difícil, não cabe ele opinar isso.
00:58:19Mas aos deputados, uma coisa, pode ser meio abanal, meio aboba que eu estou colocando,
00:58:24mas bem rápido, sim ou não, por favor, deputado Zaratinho,
00:58:29o senhor concorda com as últimas decisões do Supremo Tribunal Federal,
00:58:33especialmente do ministro Alexandre Moraes?
00:58:35Concordo.
00:58:36Plenamente?
00:58:37Concordo, plenamente.
00:58:38Deputado Marangoni, o senhor também?
00:58:3930 segundos é muito pouco.
00:58:41Eu acho que a gente está vivendo um excesso de todas as instituições.
00:58:46E esse desequilíbrio, houve um desequilíbrio pelo Poder Executivo,
00:58:51agora, por paridade de armas, está havendo um desequilíbrio por parte do Judiciário
00:58:56e agora vem o Legislativo também com a PEC, aí das garantias, enfim.
00:59:00Então, eu acho que está todo mundo brigando um pouquinho acima da régua.
00:59:04Eu acho que por isso o Brasil deve buscar um líder estadista.
00:59:08E eu rezo para que o eleitor faça a escolha com base no que o Murilo falou.
00:59:14Olha, eu sempre falo que o Visão Crítica tem esse objetivo,
00:59:17é de qualificar a reflexão sobre o Brasil, é debater ideias, ter propostas distintas,
00:59:22mas lembrar que democracia é convivência de contrários,
00:59:25no interior da democracia, da Constituição e do Estado Democrático e Direito.
00:59:29É isso que é democracia.
00:59:31E o Visão Crítica se esforça por fazer isso,
00:59:33e eu acho que está fazendo muito bem.
00:59:34Não por causa minha, não.
00:59:35É por causa dos convidados que entendem essa visão de mundo e debate
00:59:39e apresentam suas ideias.
00:59:40E cabe a vocês, o ano que vem, pensar muito bem.
00:59:43E lembre-se que o Legislativo é tão importante como o Executivo, hein?
00:59:47Não vem com essa história...
00:59:48Eu vou votar o deputado de Saldão na última hora,
00:59:50o federal na última hora, o senador...
00:59:52E só lembra do governador do presidente e depois não reclama, hein?
00:59:56Então, eu queria agradecer muito, muito mesmo ao deputado Carlos Zaratini,
00:59:59deputado federal aqui pelo PT de São Paulo,
01:00:02ao deputado Fernando Marangoni, do União Brasil aqui de São Paulo,
01:00:05ao Murilo Dago, nosso colega, sempre debatendo aqui,
01:00:08com o diretor da Paraná Pesquisa e agradecer principalmente a vocês
01:00:11e lembrar que amanhã estaremos...
01:00:14Amanhã é sexta-feira, eu estava até esquecendo.
01:00:17Nós estaremos às vinte e duas horas, mas só vale a verdade.
01:00:20Não vou falar com quem, uma bela entrevista com os maiores juristas do Brasil.
01:00:24E na terça-feira que vem, nesse mesmo horário, visão crítica.
01:00:28Até.
01:00:28A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente
01:00:34a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
01:00:41Realização Jovem Pan
01:00:43Realização Jovem Pan
01:00:44E aí
01:00:48E aí
01:00:50E aí
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