Em entrevista, o procurador Roberto Livianu (MPSP) comentou a aprovação da PEC da Blindagem na Câmara. O texto é visto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um "esvaziamento" de investigações. Segundo Livianu, a proposta viola a Constituição Federal.
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NotíciasTranscrição
00:00lá no Supremo Tribunal Federal, que já tem opiniões jurídicas a respeito da blindagem
00:06aprovada ontem em dois turnos na Câmara dos Deputados.
00:09Janaína Camelo, boa noite, bem-vinda.
00:13Pois é, Cobaia, acho muito boa noite pra você também, boa noite a todo mundo que tá assistindo a gente aqui na Jovem Pan News.
00:19Olha só, um dia depois ali da Câmara dos Deputados aprovar a PEC da blindagem,
00:22alguns ministros aqui do Supremo deram decisões hoje que pode acabar acirrando um pouco ali a relação com o Congresso Nacional.
00:29Olha só, uma das decisões foi partir do ministro decano, o ministro Gilmar Mendes.
00:34Ele pediu informações pra Presidência da República e pro Congresso Nacional com relação ao rito do processo de impeachment de um ministro no STF.
00:43E essas informações vão basear ali, eventual decisão dele, em cima de duas ações que foram protocoladas aqui no STF ontem,
00:52no dia que foi aprovada a PEC da blindagem, questionando trechos da lei do impeachment.
00:57E aí o ministro, ele acabou, a relatoria dessas duas ações acabaram sendo distribuídas por ministro,
01:04porque ele é relator de uma outra ação com um tema ali semelhante.
01:09Bom, hoje, só pra explicar bem rapidamente, compete ao Senado Federal abrir o processo,
01:13julgar um processo de impeachment contra o ministro do STF com relação a crimes de responsabilidade.
01:19E qualquer cidadão pode apresentar essa denúncia.
01:22Em paralelo a isso, é bom lembrar também que lá no Congresso tem ali, tramita uma proposta, né,
01:27pra aumentar o rol de crimes de responsabilidade que podem levar o ministro do STF a um processo de impeachment.
01:33Essas ações, essas duas ações foram apresentadas, uma pela Associação de Magistrados Brasileiros,
01:38a outra pelo Partido Solidariedade.
01:41Uma das questões questionadas é em relação ao número de votos que são exigidos hoje
01:45pra se abrir ali um processo de impeachment contra o ministro do STF, que é de maioria simples do Senado.
01:52E aí essas ações, elas pedem que sejam exigidas, na verdade, que seja exigido o número de votos qualificados,
01:59um quórum qualificado de maioria de três terços, de dois terços do Senado,
02:04da mesma forma como funciona quando é aprovada ali a indicação pro ministro do STF.
02:09Além disso, também essas ações pedem ali que quem pode apresentar um pedido de denúncia contra o ministro do STF
02:15pra que seja aberto um processo de impeachment, seja apenas a Procuradoria-Geral da República,
02:21segundo ali as ações, alegando que a atuação de um ministro do Supremo exige maior rigor.
02:26Então essas duas ações estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
02:30E aí, além disso, também, como eu acho, ele deu cinco dias pra que a Advocacia-Geral da União e a PGR
02:37também se manifestem logo depois que essas informações chegarem aqui ao STF,
02:42chegarem ao processo, essas informações que ele pediu hoje à presidência da República e ao Congresso Nacional.
02:48Essa é uma decisão que partiu hoje do ministro Gilmar Mendes, hoje no início da noite.
02:53Outra decisão de hoje também que chamou uma atenção ali, depois do dia de ontem no Congresso Nacional,
02:58é do ministro Flávio Dino, dentro daquelas três ações que questionam a legalidade das emendas impositivas,
03:05das emendas parlamentares, das emendas PIX, por exemplo.
03:08Uma das ações diz, por exemplo, que o Congresso Nacional continua ali praticando o orçamento secreto, né,
03:14que é ilegal, que o Supremo considerou inconstitucional.
03:17Dentro dessas ações que o ministro tem dado todas as decisões dele envolvendo emendas parlamentares,
03:22ontem mesmo ele deu mais uma ali, né, suspendendo várias emendas parlamentares,
03:26emendas PIX, no caso, que foram indicadas entre 2020 e 2024.
03:30Hoje também ele deu mais uma decisão ali ao TCU pedindo, e a AGU pedindo 15 dias
03:35para que estabeleçam um cronograma e apresente um cronograma de fiscalização das emendas PIX, enfim.
03:41E aí hoje o ministro, dentro dessas três ações, ele pediu que a AGU e a PGR também se manifestem
03:48em 15 dias a respeito dessas três ações, porque aí depois que houver essa manifestação,
03:54o ministro pretende, sim, liberar esses processos para julgamento.
03:58E aí a gente pode ver um julgamento em breve aqui no Supremo Tribunal Federal
04:02com relação à legalidade de emendas parlamentares.
04:06Só lembrando também, Kobayashi, que aqui, recentemente, no STF, passou a tramitar vários processos ali
04:11com relação à investigação ali de desvio de emendas parlamentares,
04:15de recursos de emendas parlamentares envolvendo autoridades com foro privilegiado, né,
04:19envolvendo parlamentares, tem ao menos 26 processos entre inquéritos, petições ali
04:26de investigações da Polícia Federal no âmbito do Supremo Tribunal Federal
04:30envolvendo parlamentares sobre desvio de emendas parlamentares, especialmente de emendas PIX.
04:38Kobayashi.
04:38Muito obrigado, Janaína Camelo, ao vivo diretamente de Brasília, do STF.
04:42Daqui a pouco você volta com outras informações.
04:45E sobre a chamada PEC da blindagem, que nos falava a Janaína Camelo,
04:49a gente conversa agora com o Roberto Liviano, procurador de justiça do Ministério Público de São Paulo,
04:53presidente do Instituto Não Aceito Corrupção,
04:55sempre conosco aqui na Jovem Pan, nos ajudando a entender melhor esses temas todos.
04:59Doutor Liviano, boa noite, bem-vindo.
05:01Obrigado pelo convite, Kobayashi, sempre uma alegria poder dialogar sobre esses temas tão importantes para o país.
05:09Doutor Roberto Liviano, como o senhor, como representante do Instituto Não Aceito Corrupção,
05:14que tem feito já um trabalho de muito tempo pela transparência, pela publicidade dos atos,
05:20pela responsabilização de quem possa estar praticando algum ato ilícito,
05:25como você recebe esta aprovação na Câmara dos Deputados da PEC da blindagem?
05:30Quais são os seus apontamentos a respeito disso?
05:33Uma atrocidade, Kobayashi, uma atrocidade, uma das maiores, dos tempos mais recentes,
05:42por uma série de razões.
05:44Esta PEC que foi aprovada pela Câmara, inclusive, está se fazendo uma manobra
05:51para que essa autorização que se quer impor,
05:55para que os senhores parlamentares possam ser investigados por crimes,
05:59seja por voto secreto, ela viola frontalmente a Constituição de várias maneiras.
06:07Ela fere o princípio da separação dos poderes,
06:10ela fere o princípio da isonomia constitucional,
06:14ela fere o princípio segundo o qual nenhuma lesão a direitos
06:18deve ser, necessariamente precisa ser submetida ao exame do poder judiciário.
06:25E ela cria, na verdade, uma casta de indivíduos que se colocam acima do bem e do mal.
06:33Deuses, verdadeiros deuses que se posicionam num paraíso
06:39em que quaisquer crimes que sejam cometidos,
06:43esses crimes só seriam investigados se suas majestades autorizassem.
06:50Vamos imaginar o seguinte, um deputado resolve pegar uma metralhadora e mata 100 pessoas.
06:58Somente esses crimes serão apurados se os seus pares autorizam.
07:04Se os seus pares dizem não, esses crimes ficam impunes.
07:08Se um senador estupra 200 mulheres, se o Senado não autorizar,
07:13esses 200 estupros ficam impunes.
07:16Isso é uma atrocidade, isso é uma aberração,
07:19isso não tem absolutamente cobertura pela nossa Constituição.
07:24Isso é uma verdadeira ignomínia contra a ordem jurídica.
07:28Não tem cobertura legal a esse tipo de coisa.
07:31Doutor Liviano, um outro ponto que chamou muito a atenção
07:33foi a ampliação do foro privilegiado
07:35para também abranger os líderes partidários, os presidentes de partido.
07:41Quando a sociedade, aparentemente, pede pela redução do foro privilegiado,
07:47a PEC da blindagem diz justamente o contrário, né?
07:50Em vez de restringir, amplia.
07:52Como é que você vê este ponto específico da PEC?
07:55Pois é.
07:56O foro privilegiado, que é uma ferramenta, a meu ver, ultrapassada e antidemocrática,
08:04ela existe para garantir prerrogativa de funções públicas.
08:09O presidente de partido não exerce nenhuma função pública
08:12e os partidos têm se notabilizado pela falta de compromisso com integridade,
08:18pela falta de transparência.
08:20Então, essa, a meu ver, é mais uma aberração,
08:24porque até ontem esses senhores se diziam contrários ao foro privilegiado,
08:29que eles queriam reduzir os privilégios,
08:32e agora, dentro deste pacote, eles estão, na verdade, ampliando o foro.
08:38O Supremo, em decisão recente, estendeu o foro aos ex-ocupantes de cargos.
08:45Fala-se que, no Brasil, 54 mil pessoas têm direito ao foro,
08:49e agora está se querendo estender aos presidentes de partidos,
08:53partidos que se notabilizam pela falta do compromisso com integridade,
08:57pela falta da transparência, pela falta da democracia intrapartidária.
09:02Isso é um verdadeiro absurdo.
09:03As pessoas não se deram conta ainda, Kobayashi, do seguinte.
09:06Esta decisão, se a PEC da blindagem fosse aprovada,
09:11esse verdadeiro salvo conduto para o crime,
09:14significaria, na verdade, um tapete vermelho
09:18para as lideranças do crime organizado.
09:21Significaria o seguinte.
09:23Senhores do crime organizado, venham para o Senado,
09:26venham para a Câmara,
09:28que aqui os senhores não serão molestados.
09:31Existem assentos reservados aos senhores aqui,
09:35na Câmara e no Senado,
09:37quaisquer que sejam os crimes que os senhores cometam,
09:40que aqui ninguém os molestará.
09:43Aqui ninguém os perturbará,
09:45porque qualquer tipo de investigação depende do nosso aval.
09:48Então, senhores líderes das facções criminosas,
09:52venham para cá,
09:53que aqui há lugar para os senhores,
09:54e os senhores serão aqui muito bem tratados
09:57e não serão incomodados.
09:59Essa é a mensagem que a Câmara dos Deputados
10:02está emitindo para o país.
10:04É um tapa na cara da sociedade brasileira
10:07a aprovação desta PEC da blindagem,
10:10que muitos já estão chamando de PEC da bandidagem.
10:15E, senhor, é do Ministério Público,
10:16bem sabe que não é raro aí,
10:18às vezes, as investigações,
10:19principalmente do GAECA,
10:20aqui do Ministério Público de São Paulo,
10:21identificar um ou outro faccionado
10:23tentando entrar justamente em cargos eletivos,
10:25prefeituras, câmeras municipais,
10:27e, por que não, também no Congresso Nacional.
10:29Doutor Roberto Liviano,
10:31procurador de justiça do Ministério Público de São Paulo,
10:33presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.
10:35Quero agradecer demais, mais uma vez,
10:37a sua participação conosco aqui no Jornal Jovem Pan.
10:40Uma honra te receber.
10:42Sempre é uma honra.
10:43Quero convidar quem quiser continuar esse debate,
10:45me siga no Instagram,
10:46Roberto Liviano Oficial.
10:49e é grave, especialmente, que isso ocorra,
10:51logo depois do assassinato covarde
10:53do delegado Rui Ferraz Fontes,
10:57na última segunda-feira,
10:59e logo depois da celebração
11:00do Dia Internacional da Democracia.
11:03Tudo isso é muito grave,
11:04tudo isso é muito lamentável,
11:06que o Senado cumpra o seu papel na República,
11:09já que nós somos bicamerais.
11:11Tomara que o Senado obstrua esta aprovação.
11:14Obrigado e um forte abraço a todos.
11:15Um abraço.
11:17Inclusive, sobre essa informação,
11:18o assassinato do ex-delegado-geral
11:20da Polícia Civil de São Paulo,
11:21daqui a pouco teremos informações atualizadas
11:24a respeito da investigação.
11:26Agora eu quero chamar os nossos comentaristas.
11:27A Dora, a Priscila e o Túlio
11:29para analisar esse pacote de informações aí.
11:32Agora eu quero começar de lá para cá.
11:33Túlio Nassa, como é que você vê
11:34esse debate todo da PEC, da blindagem?
11:38Parece que tem um apego muito grande,
11:40principalmente do Centrão,
11:41com a possibilidade da votação secreta.
11:44Como é que você vê isso em específico?
11:46Faz bem?
11:47Dá liberdade para o parlamentar
11:49ou vai contra a publicidade,
11:51a transparência de quem recebe dinheiro público?
11:53Fala para a gente sua opinião.
11:55Túlio Nassa.
11:57Olha, Koba, isso é o óbvio ululante.
11:59Não faz nada bem.
12:01Por quê?
12:02Porque os parlamentares
12:03são representantes do povo.
12:05O mínimo que eles devem
12:07é respeito e também prestar conta
12:09sobre as suas atuações.
12:11E aonde que o povo consegue controlar
12:13as atuações dos deputados,
12:14senão pelos seus votos,
12:16por aquilo que eles decidem
12:17na sua função legislativa,
12:18na sua função de legislar.
12:20Então retirar do direito do povo
12:23de saber em que o deputado está votando
12:25é uma morte terrível para a democracia.
12:28Agora, de outro lado, Koba,
12:29existe aí também uma outra camada
12:32nessa situação, né?
12:33Porque a nossa Constituição
12:34diz em verso e prosa
12:35que os poderes devem ser
12:37independentes e harmônicos entre si.
12:39Não é bom que nem o Supremo
12:40se é gigante em relação ao Congresso
12:42e nem o Legislativo,
12:44o Congresso, no caso,
12:45se é gigante em relação ao Supremo.
12:46Questões como fala dos deputados,
12:49briga por projetos, por ideias,
12:52tudo isso deve realmente ser blindado.
12:54Agora, o que eles estão fazendo,
12:56esse texto,
12:57é realmente inaceitável.
12:59A diferença do veneno e do remédio
13:01é a dose.
13:01E a dose está muito exagerada, Koba.
13:04Quero a opinião também da Priscila Silveira
13:06a respeito desse tema todo,
13:08porque, de alguma maneira,
13:09conversa também, né, Priscila,
13:11com o assunto de hoje, né?
13:13Essa PEC da blindagem de ontem,
13:14as manobras de hoje
13:15a respeito da votação secreta ou não,
13:18e isso também pode estar
13:19na mesa de negociação,
13:21apoios cumpridos e não cumpridos
13:23que podem levar à votação,
13:26daqui a pouco,
13:27da urgência do PL da Anistia.
13:29Como é que você vê,
13:30Priscila Silveira?
13:32Sim, Koba,
13:32eu vejo como uma manobra ali
13:34para poder barganhar também
13:36situações ligadas à PEC da Anistia,
13:38mas é bom a gente lembrar
13:39que essa prerrogativa e premium,
13:42né, digamos assim,
13:43essa votação secreta,
13:45probabilidade ali de prisão em flagrante
13:48só em casos de autorização,
13:50a gente traz uma evidente colocação
13:54dentro dessa perseguição,
13:56porque quando a gente tem
13:57uma questão ligada
13:58à contrariedade dessa PEC aí da...
14:01O Túlio colocou PEC,
14:03o Roberto, né,
14:04Liviano trouxe aqui
14:05PEC da bandidagem ali,
14:07a gente tem uma sensação
14:08de uma plena impunidade.
14:10Por quê?
14:11Porque a gente tem
14:12o princípio da transparência,
14:14o Estado como um todo,
14:16ele deve agir dentro,
14:17a gente colocou essas pessoas lá
14:18dentro de um Estado democrático
14:19de direito.
14:20Existem ali princípios e garantias
14:22da nossa Constituição Federal,
14:24Kubayashi,
14:25que são evidentemente ali
14:27violados.
14:28Não só o princípio da igualdade,
14:30quando eles colocam ali
14:31uma prerrogativa premium,
14:32assim dizendo, né,
14:33ou também ali nesse PEC aí
14:35da blindagem premium,
14:36eles já têm a prerrogativa de foro
14:38que outrora eles quiseram debater.
14:41Por quê?
14:41Porque há uma fundamentação
14:42de um ativismo judicial.
14:44O que eles estão querendo
14:45com essa PEC?
14:46Que eles não sejam investigados,
14:48que o STF não faça qualquer controle
14:50a respeito de preceitos criminosos
14:52eventualmente praticados
14:54pelos parlamentares.
14:55Então isso fere, sim,
14:57a isonomia da questão processual,
15:00da igualdade processual,
15:02mas não só isso,
15:03fere a divisão dos poderes.
15:05Por quê?
15:05Porque o STF não é,
15:07não tem ativismo judicial,
15:08preserva-se ali sim
15:09a democracia,
15:10sem que isso,
15:12e é importante até a gente dizer
15:13que até o ministro Barroso
15:14hoje mesmo disse
15:15que não é A contra o B,
15:18são provas,
15:19quando o STF, por exemplo,
15:20ele manifesta
15:21dentro dos autos,
15:23dentro de uma prova,
15:24não é contra o deputado A,
15:25contra o deputado B,
15:27e sim dentro do jogo,
15:29dentro das linhas do jogo.
15:31Então, Kobayashi,
15:32assim, terminando,
15:33eu acho que a gente tem,
15:34obviamente,
15:35pessoas que são favoráveis,
15:36dizendo que há ali
15:37um ativismo judicial,
15:39e por causa disso
15:39os deputados fariam
15:40essa PEC aí,
15:42é premium,
15:42mas eles já têm
15:43essa prerrogativa de foro,
15:45que até pouco tempo
15:46eles estavam achando ruim
15:47de ter ali julgamentos
15:49pelo STF
15:50em virtude de poucos recursos
15:52e outras coisas
15:52que lhes são tiradas
15:53em razão dessa prerrogativa,
15:55que agora eles querem ampliar
15:56de forma irrestrita e ampla.
15:59Odora Kramer,
16:00a pressão,
16:01a repercussão
16:01dessa aprovação de ontem
16:03pode pressionar
16:04o Senado Federal
16:05a segurar essa pauta,
16:07a não levar adiante?
16:08Será que o Davi Alcolumbre
16:09tem o poder de evitar
16:12pautar isso mesmo
16:13com pressão do centrão?
16:15E aí, Dora?
16:15Mas ele não está sozinho,
16:18não sei se o Davi Alcolumbre
16:19qual é a posição,
16:20porque até agora
16:21ele não foi muito claro
16:22sobre isso.
16:24Agora,
16:24há senadores importantes,
16:26há, por exemplo,
16:27o Renan Calheiros,
16:28o Renan Calheiros
16:29foi presidente da Casa
16:30mais de uma vez,
16:31o Otto Lenkar,
16:32que é o presidente
16:33da Comissão de Positão
16:34e Justiça,
16:35com posições
16:36muito firmes,
16:38dizendo que por ali
16:39não passa.
16:40E há realmente
16:41uma pressão,
16:42porque a repercussão
16:43foi péssima,
16:45é óbvio que isso aí
16:47é um clímax
16:49de um conjunto
16:50de uma obra
16:51que está acontecendo
16:52muito séria no Congresso,
16:54é uma coisa muito importante,
16:56porque no Estado de Direito,
16:58que é o nosso,
16:59instituições precisam
17:00ser preservadas
17:02e não podem ser desmoralizadas,
17:05e o Congresso vem
17:06tomando várias iniciativas
17:10que não têm nada a ver
17:11com o interesse público,
17:13é a PEC da blindagem,
17:14é o motim
17:15de deputados,
17:17é o uso de emendas,
17:18impróprio de uso
17:19da emenda,
17:20é o aumento
17:21do número
17:22de deputados,
17:23é a indicação
17:24de um deputado
17:25que mora nos Estados Unidos
17:26para ser líder,
17:28mediante uma manobra,
17:30enfim,
17:30uma série de coisas
17:31que desmoralizam
17:32o próprio Congresso.
17:33do número 12,
17:34é o uso de agrícola,
17:35é o uso de agrícola,
17:35é o uso de agrícola,
17:36o uso do mundo,
17:36é o uso de agrícola,
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