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O deputado federal Alberto Fraga (PL) analisa o avanço da PEC da Segurança na Câmara e as polêmicas sobre o endurecimento de penas, como prisão perpétua e fim da progressão de regime. O parlamentar critica o governo e o PT por tentarem misturar ideologia em um assunto essencial, além de defender a verba carimbada para a segurança, nos moldes de Saúde e Educação.


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Transcrição
00:00O presidente da Câmara, Hugo Mota, anuncia que o Colégio de Líderes
00:03deve debater na próxima semana a PEC da Segurança Pública.
00:07E o nosso entrevistado agora é o deputado Alberto Fraga, do PL do Distrito Federal,
00:11mais uma vez participando da programação da Jovem Pan.
00:14Tudo bem, deputado? Como sempre, bem-vindo. Boa noite.
00:17Obrigado, Tiago. Boa noite.
00:18Muito obrigado.
00:19Deputado, aquela pergunta básica.
00:21Por mais que haverá essa discussão na semana que vem,
00:24existe espaço para uma aprovação dessa PEC
00:27que tanta discussão vem trazendo, principalmente entre governo e os estados.
00:34A aprovação é possível ainda nesse ano de 2025, deputado?
00:38Eu acredito que sim.
00:40Porque a PEC, da maneira como ela foi para o Congresso,
00:43é evidente que nós não poderíamos aprová-la.
00:47Mas o relator, o deputado Mendonça, está fazendo um belo trabalho,
00:52ouvindo muita gente importante para participar.
00:55Por último, agora vamos ouvir os governadores,
00:59está faltando o de Goiás e o de Minas Gerais e o do Rio de Janeiro,
01:03para que a gente possa formar um juízo de valor
01:06e apresentar os pontos que verdadeiramente vai, vamos dizer assim,
01:13proporcionar mudanças da segurança pública para beneficiar o povo brasileiro.
01:19Entre eles, os pontos que eu acho que o Mendonça vai colocar,
01:24e que eu sei que são polêmicos,
01:26é a prisão perpétua, ele está querendo colocar na PEC,
01:30está querendo colocar também a redução da maioridade penal,
01:35o fim da progressão de regime para os crimes hediondos, para crimes violentos,
01:41a verba carimbada para a segurança pública,
01:44nos mesmos moldes de saúde e educação,
01:47até hoje não entendemos por que que não existe essa verba carimbada,
01:52precisamos consertar, na verdade, retirar a exclusividade que o governo federal queria
02:00que a Polícia Federal tivesse para combater o crime organizado,
02:04e nós sabemos que isso aí, 70% dos crimes, dos faccionados, das prisões contra o crime organizado,
02:15são feitos pelas polícias militares e civis.
02:18Então, como é que você retira o poder dessas pessoas
02:21para colocar na mão de uma Polícia Federal,
02:25que não tem efetivo para atuar da forma, vamos dizer assim,
02:30eficiente em todo o país?
02:32Então, esses pontos eu acredito que o Mendonça Filho vai colocar em votação,
02:38e esses pontos têm total apoio,
02:41eu acho que nós aprovamos sem nenhum problema.
02:44Tem pontos polêmicos, é verdade.
02:46Como, por exemplo, a questão das polícias municipais.
02:50Essas aí estão causando uma inquietude muito grande nas polícias militares,
02:56e a gente espera chegar no entendimento, chegar num bom termo.
03:00Nós entendemos que a sobreposição, a interferência,
03:06a invasão nas competências das polícias militares,
03:09pelas polícias municipais, isso vai causar uma certa inquietude,
03:14e eu digo, desarmonia lá na ponta da linha,
03:18que aí vai prejudicar demais as atividades de segurança pública.
03:22Eu queria perguntar para o senhor o seguinte,
03:24sobre o PL antifacção, recentemente, né,
03:27houve mudanças, e o governo não gostou das alterações,
03:32tentou voltar para o documento original.
03:35O senhor acha que com a PEC da segurança pode acontecer a mesma coisa?
03:38O governo discordar desses pontos que estão sendo propostos
03:42pelo deputado Mendonça Filho?
03:44Tiago, o governo não tem voto para modificar esses pontos.
03:49Na verdade, a gente conta com o apoio dos partidos de centro,
03:53e o PT, que resiste muito no endurecimento de penas,
04:00o projeto antifacção do governo que ele mandou para o Congresso Nacional,
04:04ele reduzia as penas dos faccionados.
04:07Ele criava uma categoria privilegiada de faccionado,
04:11reduzindo penas de um a três anos,
04:13quer dizer, nós, na contramão de tudo que nós defendemos,
04:17que é o endurecimento das penas.
04:19Por isso que o relatório do deputado Derrit, o substitutivo,
04:24colocou penas variando de 20 a 40 anos de prisão.
04:29Então, o governo não queria, mas não teve voto para barrar.
04:34Então, ficou num discurso inócuo,
04:37ficou num discurso atacando o relator,
04:42ou porque, dizendo que fazia parte do governo do Tarcísio e tal,
04:47misturando, colocando ideologia política
04:50num assunto tão sério que é segurança pública.
04:53Então, a grande verdade é essa.
04:54O governo não tem votos para poder se manifestar
04:58com relação à segurança pública.
05:00Deputado, como é que ficam as competências, por exemplo,
05:03da Polícia Federal, num possível novo relatório da PEC da Segurança?
05:09Porque essa foi uma queda de braço na discussão do PL Antifacção, não é?
05:16É, e aí vem a primeira narrativa que o governo criou,
05:21dizendo que nós estávamos te asfixiando a Polícia Federal financeiramente,
05:27que é uma grande mentira.
05:28O que nós colocamos é o seguinte,
05:30quem participa da operação,
05:33naqueles bens apreendidos,
05:35aqueles objetos apreendidos,
05:38fica com quem está na operação.
05:41É uma divisão salomônica.
05:43O que nós não podemos é botar a Polícia Estadual
05:45trabalhando, pegando os traficantes,
05:49apreendendo bens, apreendendo dinheiro,
05:53e aí vai para a Polícia Federal.
05:54Quer dizer, é uma polícia trabalhando para outra?
05:57Não, nós colocamos que,
05:59quando a Polícia Militar ou a Polícia Civil fizer a apreensão,
06:03aí vai para o fundo da Polícia Civil, da Polícia Militar,
06:06e não para o fundo da Polícia Federal,
06:08como o governo queria.
06:10Ele queria que as polícias estaduais trabalhassem
06:12e mandassem para o fundo da Polícia Federal,
06:15que já é um fundo bastante, vamos dizer,
06:18volumoso, né?
06:19E que ela até merece.
06:22Agora, cada um faz no seu quadrado,
06:24cada um trabalha para adquirir aquilo que é produto do seu trabalho.
06:31Então, não era justo a PM trabalhar
06:34e aí o dinheiro vai para o fundo da Polícia Federal.
06:39Foi isso que nós tiramos.
06:40Colocamos igual para todo mundo.
06:42Se isso é asfixiar,
06:44não mexermos em um tostão do FUNPOL,
06:47da Polícia Federal.
06:48Mas o governo, que não tinha discurso
06:50e não tinha voto para,
06:53vamos dizer assim, aprovar o projeto dele,
06:56ficou inventando essa história,
06:58até mesmo tentando levar, jogar a Polícia Federal
07:01contra os parlamentares.
07:03Mas não colou.
07:04A Polícia Federal sabe muito bem
07:06que não foi retirado um centavo
07:08dos recursos da Polícia Federal.
07:10O deputado, o senhor falou numa das respostas,
07:13comparando até com saúde e educação,
07:16uma espécie de piso nacional da segurança pública.
07:19Como que esses recursos seriam colocados nessa espécie de fundo?
07:23Quem que faria a gestão desse fundo?
07:26Qual que é a ideia desse grupo de trabalho, deputado?
07:30Ô, Tiago, existe um Fundo Nacional de Segurança Pública.
07:33Sim.
07:34Esse Fundo Nacional de Segurança Pública
07:36é gerido pelo governo federal.
07:39Agora, a gente sabe,
07:41eles se orgulham em dizer
07:42que o Fundo de Segurança Pública
07:45tem um bilhão.
07:47E eu digo,
07:47o que é um bilhão de reais
07:49para 27 estados?
07:51Para 27 polícias,
07:53civil, militar?
07:54É nada.
07:56Então,
07:56o que é que nós queremos?
07:58Colocar numa verba carimbada
07:59com os recursos
08:00oriundos das BETs?
08:02Eu acho que é suficiente
08:04para que as polícias militares
08:06parem de andar com o Pires na mão,
08:08que é isso que acontece.
08:10Os governantes,
08:11os governadores,
08:12sempre com o Pires na mão.
08:13E quando consegue,
08:15é um recurso
08:16pequeno,
08:17que não dá para comprar
08:18viaturas equipadas,
08:20armamento adequado
08:22e por aí vai.
08:23Quer dizer,
08:23eu acho que
08:24no momento em que tiver
08:25uma verba carimbada
08:27com recursos
08:28oriundos
08:29da própria União,
08:30não tem problema.
08:31Agora,
08:32desde que seja distribuído,
08:34desde que seja distribuído
08:35de forma equitativa
08:36para que as polícias estaduais
08:38possam desempenhar
08:39as suas atividades.
08:41Hoje,
08:42a gente sabe
08:43que os crimes federais,
08:44a grande maioria dele,
08:46é,
08:47vamos dizer assim,
08:48são combatidos
08:49pelas polícias estaduais.
08:51Então,
08:52não é justo
08:52a gente
08:53colocar só os louros
08:56para a polícia federal.
08:57É uma grande polícia,
08:59é uma polícia
08:59que trabalha muito bem,
09:01mas as polícias militares
09:03e civis
09:04têm a sua parcela
09:05e o seu quinhão
09:06na segurança pública
09:07e são muito importantes
09:08e precisam
09:09de recursos.
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