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Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomam nesta terça-feira (09) o julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo central da suposta trama golpista. O julgamento está previsto para acabar nesta sexta-feira (12). Henrique Krigner e Mano Ferreira opinaram.

Assista o programa na íntegra: https://youtube.com/live/kalveLOMc4U

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Transcrição
00:00A gente segue daqui contando também informações sobre o Supremo Tribunal Federal que retoma amanhã o julgamento do núcleo muito importante em toda essa investigação considerada justamente uma tentativa de golpe de Estado e os envolvidos, os que organizaram todo esse esquema.
00:17O julgamento acontece em meio a várias discussões sobre a anistia, inclusive. Vamos acompanhar essas imagens? Na verdade, toda essa discussão, e aí eu chamo os nossos comentaristas antes de assistirmos esta reportagem, porque de fato, na última semana, os advogados realizaram várias defesas, várias alegações.
00:41Quero ouvir, inclusive, a análise do Mano Ferreira, Mano, porque a gente viu durante essa sustentação oral os advogados afastando ali nessa ligação com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, considerado um nome importante em todo esse esquema diante da investigação, e agora é o resultado.
01:03Será que, de fato, os ministros foram convencidos que algum dos réus, algum dos acusados, de fato, não atuou diretamente, não tinha a intenção em dar um golpe de Estado, ou dificilmente a ideia da acusação será alterada, Mano?
01:20Olha, Bruno, é bastante difícil que a gente veja uma alteração, que alguém consiga se salvar dessa denúncia. Há dois aspectos para a gente separar. Um é o aspecto processual, onde há diversas críticas, inclusive, de professores renomados, como o professor Gustavo Badaró, da USP, a respeito do acesso às provas de procedimentos que são muito importantes para o devido processo legal.
01:50Esse é um aspecto. Mas um outro aspecto é o que diz respeito ao mérito. Nem mesmo os advogados negam que os fatos apontados pela Polícia Federal e pela denúncia elaborada pelo Ministério Público são graves.
02:07Nem mesmo os advogados negam que houve, sim, tratativas de um plano de golpe de Estado no Brasil. O que cada um dos advogados tenta o tempo todo é afastar os indícios de autoria ou grau de responsabilidade dos seus respectivos clientes.
02:28O ponto é que não estamos falando de um tema menor. Estamos falando de uma situação de pessoas que criaram um plano para dar um golpe de Estado. E a história do Brasil precisa nos ensinar.
02:44Por diversas vezes, fomos pela estratégia da anistia. Em 1961, houve uma tentativa de golpe de Estado. Os envolvidos não foram punidos. Eles voltaram a cometer crimes e conseguiram ter sucesso em sua empreitada golpista em 1964.
03:03Precisamos aprender como país. Não podemos contemporizar com golpismo, porque a impunidade é o fermento da criminalidade.
03:16Henrique Kriegner, eu quero ouvir a sua análise em relação aos advogados, ao nível desses advogados que foram indicados para realizarem várias defesas de oito réus.
03:28Olhando os rostos, a gente lembra que eles já estiveram fazendo a defesa de outros réus também, ligados a escândalos do governo Lula anterior, ligados a escândalos no governo de Dilma Rousseff, escândalos do Mensalão, outros casos que repercutiram nacionalmente e agora estão defendendo nomes ligados à direita, ligados a uma suposta tentativa de golpe de Estado.
03:55O que faz, de fato, esses militares recorrerem a esses advogados que fizeram essas mesmas defesas lá no Supremo Tribunal Federal ou em outras instâncias em relação a outros escândalos?
04:09É uma confiança de que eles conseguiriam reverter esse resultado de uma eventual condenação?
04:14É uma tentativa, né, Bruno? Na verdade, é uma estratégia clássica da defesa procurar advogados que tenham, de alguma maneira, uma proximidade ou com determinado juiz ou mesmo com aquela instância onde o processo vai ser julgado.
04:31E esses advogados, como você bem citou, alguns deles até com uma trajetória política, né, tendo sido eleitos para cargos eletivos e também outros ocupando cargos designados aí como secretários em governos estaduais, enfim,
04:45Eles fizeram questão de mostrar, alguns deles fizeram questão de mostrar a sua proximidade, admiração e até idolatria, se a gente puder colocar assim, como foi no caso do advogado Torres, né, que foi senador no passado também
05:02E que colocou muitos adjetivos ali, elogiosos, mais de 15 minutos apresentando seus elogios para depois iniciar sua peça de defesa que também contou com mais elogios aos membros da Suprema Corte
05:15Isso mostra muito que esse julgamento já passou da parte técnica, alguém que for analisar o mérito técnico desse julgamento vai ficar escandalizado
05:25Porque são vários os problemas, são vários os erros, são vários também os momentos em que a lisura do processo foi deixada de lado em prol de uma narrativa política ou mesmo de um comentário posicionamento politizado
05:39E esse é o julgamento que nós temos em mãos agora, então eu não diria que é uma garantia de que isso vai acontecer, mas é uma tentativa
05:47Diante de um julgamento tão politizado como esse, por que não recorrer a advogados que talvez consigam surfar nessa onda para conseguir um resultado mais próximo
05:57Essa deve ter sido a lógica desses que recorreram a esses ex-políticos para os defenderem, Bruno
06:03As incertezas de um julgamento amanhã no STF será retomado, julgamento muito importante na reta final com a leitura dos votos
06:13Na verdade, o último voto será o do ministro Zanin, essa é a primeira turma do Supremo Tribunal Federal
06:21São cinco ministros, ministros novos que não estiveram em outros julgamentos e agora de fato julgando então este caso
06:29Que também é algo muito novo, que nunca aconteceu de um ex-presidente ser julgado no STF
06:35Ligado a uma suposta tentativa de golpe de Estado, algo que entra para a história da República
06:42De fato, a gente vai acompanhar a história sendo escrita ao vivo e em tempo real aqui na Jovem Pan
06:48De fato, a gente vai acompanhar a história de um ex-presidente ser julgado no STF
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