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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e dos demais sete réus do julgamento do 8 de Janeiro por oito anos. Os especialistas Dora Kramer e Cristiano Vilela explicam como essa determinação será aplicada na prática, tendo em vista que o ex-presidente já estava inelegível, apontando que pode existir sobreposição de penas.

Confira o julgamento na íntegra: https://youtube.com/live/k7HIV7pPfIM

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Transcrição
00:00Olha só, fixadas as condenações dos réus por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal,
00:07o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros sete aliados só poderão disputar cargos públicos
00:12depois do cumprimento das respectivas penas, alinhando-se à lei da ficha limpa.
00:18A gente repercutiu há pouco com o Cristiano Villela, que é advogado eleitoralista.
00:22Surgiu uma grande dúvida, Villela. Você precisa esclarecer para o nosso público, para a nossa audiência.
00:26Ele já estava inelegível. O ex-presidente Jair Bolsonaro já estava inelegível por oito anos.
00:31Agora, por força da decisão proferida há pouco pelo ministro Alexandre de Moraes, mais oito anos de inelegibilidade.
00:38A dúvida da audiência é a seguinte. São 16 anos, portanto, ou elas caminham paralelamente? Explica pra gente.
00:45Exatamente. Como elas caminham em paralelo. É oito anos para cada uma dessas condenações.
00:49Então, a partir dessa condenação agora, é que conta os oito anos dessas.
00:53A partir da outra condenação, conta os oito anos daquela.
00:58Em algum período, haverá uma sobreposição dessas duas condenações.
01:02Então, em termos práticos, esse número vai acabar aumentando um pouco, para 10 anos, alguma coisa nesse sentido,
01:08por conta dessa sobreposição.
01:10Algo que vale destacar é que nós temos uma alteração legislativa que foi aprovada no Congresso Nacional
01:16está aguardando a apreciação do presidente da República, a sanção presidencial,
01:22que vai no sentido de colocar um limitador.
01:25Ou seja, pode haver diversas condenações, mas ninguém permanecerá por mais de 12 anos inelegível.
01:33Talvez isso acabe não influenciando diretamente no caso de Bolsonaro,
01:37porque o cálculo dele vai ficar um pouco abaixo disso.
01:40Mas, havendo outras condenações, e caso de outras pessoas que têm várias condenações,
01:46ficará sempre esse limitador, caso seja aprovado, sancionado pelo presidente Lula,
01:51haverá sempre esse limitador de 12 anos.
01:54Lembrando, Dora, que esse limitador de 12 anos aí, poderá, no futuro, de alguma maneira,
02:00beneficiar ou não o Jair Bolsonaro.
02:02Lembrando que o Bolsonaro ainda é investigado no inquérito agora que corre contra o Eduardo Bolsonaro,
02:09justamente pelas ações dele contra Donald Trump,
02:12que é o inquérito sobre golpe de Estado de novo,
02:15de obstrução de justiça e de coação no curso do processo.
02:19Este inquérito ainda em fase de investigação, não há nem denúncia, nem se tornou réu por isso.
02:26E é justamente neste inquérito que o presidente Bolsonaro cumpre a prisão domiciliar.
02:31Bolsonaro não está preso agora por esse processo onde foi condenado.
02:36Está preso na investigação.
02:38Então, se essa investigação demorar uns dois, três, quatro anos para virar processo, condenação,
02:44aí o Bolsonaro seria beneficiado por um projeto que está na mesa do presidente Lula.
02:48Dora Kramer.
02:49Ô, companhia, na cadeia, por 27 anos, beneficiado como?
02:53Ué, esses 12 anos, isso aí é lei da picha limpa.
02:57E a outra coisa, são os 27 anos e três meses que ele acabou de receber.
03:03Então, beneficiado o quê?
03:06Porque, primeiro, eu tinha pensado, e aí pela explicação do Vilela, acho que não é,
03:10eu tinha pensado, falei, e oito anos, mas 27, são 35, inelegível.
03:14Mas já entendi, Vilela, não é essa conta.
03:17Essa conta minha está completamente errada.
03:20Mas, de qualquer maneira, eu pego os 27, durante os 27 e três meses, ele está inelegível.
03:28Então, pronto, se entram 12, 14, 8, 10 aí no meio, não interessa.
03:35Interessa, você vai pelo mais.
03:38Ele está 27 anos inelegível.
03:40E é com essa realidade, agora, que os projetos eleitorais, o campo ideológico dele vai ter que lidar.
03:48Porque agora não dá para ficar dizendo para o eleitorado aquela ficção de que, não, o TSE pode rever,
03:56que aí muda a composição.
03:58Mentira.
03:59E aí ele vai ficar elegível?
04:01Não, acabou.
04:02Não vai ficar elegível mais.
04:04Então, esse campo vai ter que, agora, desde já, se não quiser ficar perdendo tempo,
04:11deixando o presidente Lula sozinho aí na campanha, né?
04:16Campanha antecipada, diga-se, e com o uso da máquina deslavado,
04:21agora, a direita vai ter que dar um jeito.
04:24Porque essa historinha de que vai ficar inelegível amanhã ou depois, acabou.
04:29Odora, eu até diria que você tem razão.
04:31Se não fosse o fato dele já estar inelegível, isso é pré-candidato a presidente.
04:36No ano que vem, né?
04:36Aparecer nas pesquisas e tal.
04:38Ou seja, do ponto de vista do discurso político, você não acha que isso é até aproveitado ou não?
04:44Não, porque tem o discurso político, ele tem que bater com a realidade.
04:48Porque, senão, o Lula também ficou dizendo que ia ser candidato.
04:54Registrou a candidatura.
04:56E aí o Haddad, vamos lembrar, era vice dele desse registro.
04:59Aí, 30 dias antes, em setembro, ele foi, renunciou à candidatura, o Haddad assumiu e perdeu.
05:07Tá certo?
05:08Porque não deu tempo, ficou ali aquela ficção de Lula e Lula e Lula.
05:12Então, a fantasia do discurso tem limite.
05:16Porque tem uma coisinha que chama-se realidade, fatos.
05:21E contra essa, sabemos, diz o dito, não há argumento.
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