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Cristiano Beraldo analisa a atuação da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) no julgamento de Jair Bolsonaro (PL-RJ), questionando se houve manipulação do processo, e debate os limites das instituições e a falta de imparcialidade.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/kRtuxlgIUy8

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Transcrição
00:00Pois é, o Dávila menciona uma avaliação feita pelo André Marcília e em dado momento ele fala sobre pesca probatória.
00:10E as defesas passaram então justamente a criticar essa chamada pesca probatória com a defesa do general Heleno,
00:17acusando a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República de recortar diversos trechos para criar provas.
00:25A gente também tem esse trecho, vamos acompanhar.
00:26...meras alegações sem arcabouço probatório.
00:32E aqui, excelências, nós usamos um termo forte, porque foi indução a erro, sim, por parte da Polícia Federal para com o Ministério Público.
00:41Por quê? Assim ficou apresentada, essa é uma foto, um print screen, como se diz,
00:48da como a Polícia Federal apresentou a agenda.
00:51Agenda, que na verdade não é agenda.
00:52Uma foto da... onde seria essa réu de diretrizes estratégicas e as escritas ao lado.
00:58E vejamos, excelências, que é curioso, porque a Polícia Federal coloca
01:01figura 33, figura 34.
01:06Como se fosse um encadeamento lógico de ideias.
01:10Olha que curioso.
01:11As páginas onde está esse réu de diretrizes estratégicas e aquela questão de se o MJ acionar a AGU, estão 100 páginas de distância uma da outra.
01:25Pai, mas elas têm vínculo, é óbvio.
01:28É óbvio.
01:28Com todas as vênias, mas se nós pegarmos um livro, começo e fim, 100 páginas de distância, não tem noção, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
01:39É isso, seguimos nos itens que foram pontuados pelo doutor Milanês, acusando, inclusive, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República
01:47de fabricarem provas contra os réus.
01:51Nessa exposição feita pelo advogado, passar para o Cristiano Beraldo, ele apresenta, inclusive, um documento que indica uma indução ao erro por parte da Polícia Federal.
02:04Foi uma apresentação em que ele consegue reunir uma porção de violações, erros que foram cometidos ao longo do processo, né, Beraldo?
02:13Zé Caniato, e a gente vê que muitas vezes esses erros acontecem em investigações, mas quando eles chegam ao judiciário,
02:23em várias circunstâncias, na história recente do Brasil, qualquer erro cometido pela Polícia Federal,
02:31qualquer informação que chega, digamos assim, torta às mãos do judiciário, podem servir de desculpa
02:40para que aquela investigação caia por terra.
02:44Essa não caiu porque havia ali, claramente, um alinhamento de interesses.
02:49Olha só que loucura estamos vivendo hoje.
02:52É uma situação em que a Lava Jato, por exemplo,
02:56que foi uma operação que aconteceu com base,
03:00não apenas em delações premiadas, e foram muitas,
03:02mas a Lava Jato aconteceu com base em vídeos, gravações, dinheiro encontrado,
03:11não só em malas, aliás, as dezenas de milhões de reais encontradas em malas,
03:16mas também dinheiro em contas escondidas mundo afora.
03:21Tudo isso aconteceu.
03:22E qual foi a acusação feita contra a Lava Jato?
03:25Por essas pessoas, as simpatizantes dos corruptos criminosos que foram alcançados pela Lava Jato.
03:30Ah, houve ali um alinhamento.
03:33Estavam ali o Ministério Público e o juiz responsável pelo caso,
03:38que era o juiz Sérgio Moro,
03:40estavam alinhados para se movimentarem contra os réus.
03:45Ora, ali na primeira instância, as decisões tomadas, elas foram desafiadas.
03:51Tanto no tribunal em Porto Alegre, quanto em Brasília.
03:55E, inicialmente, sentenças foram sendo confirmadas.
03:59Até que, depois, tudo caiu por terra.
04:03E, quando a gente olha agora para este caso específico,
04:07e não estou querendo desmerecer ou classificar e colocar categorias de crimes,
04:13mas eu acredito que atentado contra a democracia maior que existe
04:20é usar dinheiro roubado do povo brasileiro para influenciar resultado de eleição.
04:25campanhas que foram vencidas com dinheiro fruto de crime roubado de empresas públicas e fundos de pensão.
04:34Isso, para mim, é destruir a democracia brasileira.
04:37É tirar do oponente a oportunidade de vencer a eleição,
04:41de jogar um jogo lícito nas eleições.
04:44Pois bem, aqui não.
04:46Aqui parece que é tudo uma catástrofe e os fins que interessam somente aquelas pessoas que estão ali
04:54justificam os meios que estão sendo utilizados, não apenas para coletar provas,
04:59não apenas para direcionar o Ministério Público,
05:02não apenas para direcionar o julgamento,
05:04mas, sobretudo, para chegarmos nessa circunstância em que algo tão grandioso e tão importante de um lado
05:13não precisa sequer ser julgado pelo pleno, pelos 11 ministros que compõem a Suprema Corte Brasileira.
05:20Da mesma forma que esta situação tão importante, tão historicamente relevante para o Brasil,
05:32ela também vai sendo julgada sem que nenhuma das figuras ali envolvidas
05:37que movem a ação, ou já moveram a ação contra Jair Bolsonaro,
05:44essas pessoas não se dão por impedidas.
05:47O juiz que é citado como vítima do complô está ali julgando o caso.
05:52Então, Caniato, a gente vai somando todas essas peças
05:55e a gente simplesmente tem que se desanimar,
05:59porque esse é o sentimento que esse julgamento está despertando.
06:03Não está se despertando nenhuma paixão pela soberania nacional,
06:09pela bandeira brasileira, pela democracia brasileira, não.
06:12Esse julgamento terá como resultado o absoluto desânimo do brasileiro
06:18e a total descrença no judiciário brasileiro.
06:21É assim que eu vejo o que está acontecendo.
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