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A Starbucks está considerando vender uma fatia de sua operação na China, avaliada em até US$ 10 bilhões. Em entrevista à CNBC, Shaun Rein, analista do China Market Research Group, explicou como a companhia perdeu espaço no país e enfrenta uma ofensiva da rival chinesa Luckin Coffee, que já chegou aos EUA.

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Transcrição
00:00Cafézinho bilionário. A Starbucks China atrai propostas que avaliam a rede de cafés em até 10 bilhões de dólares.
00:08Isso significa que potenciais compradores ou parceiros estão interessados em pagar até essa quantia pelo negócio da Starbucks na China.
00:17A empresa está avaliando as ofertas, como os interessados querem estruturar o negócio e também os planos que eles têm depois que a venda for efetivada.
00:25Mas a Starbucks quer continuar presente e com participação significativa na China.
00:29Diz que apenas quer fazer um acordo que tenha sentido para a empresa e também para os parceiros locais.
00:35As negociações avançam enquanto um concorrente chinês, a Look & Coffee, abre duas lojas em Nova York.
00:45A Starbucks na China está com problemas sérios, foi o que afirmou um analista do China Market Research Group numa entrevista para a CNBC.
00:53Ele explicou por que a Starbucks está cometendo o que ele chamou de erros estratégicos na China. Vamos conferir.
00:59Se a ênfase for realmente no valor do consumidor chinês, a Starbucks está tendo um desempenho inferior.
01:06O que isso está lhe dizendo sobre os gastos discricionários, Sean?
01:10Bem, o valor é o termo real, e fico feliz que você tenha tocado no assunto.
01:17As famílias chinesas ainda têm 20 trilhões de dólares em poupança, tudo em depósitos a prazo.
01:23Eles não estão investindo em ações, não estão comprando imóveis, estão apenas investindo e obtendo juros de 1% ou 2% em depósitos a prazo.
01:32Mas ainda têm dinheiro, só não estão gastando em certas categorias.
01:37Porque, como você acabou de dizer, muitas das grandes empresas, como a BYD, a Xiaomi e a Xiaopeng, estão dando descontos.
01:45Então, os consumidores chineses estão esperando para ver antes de comprar na maioria das categorias.
01:51Mas, em algumas categorias, eles gastam dinheiro, como em roupas esportivas.
01:55Você pode ver que Roca, Lululemon e Yon estão todas em alta.
02:00Agora, quando se trata do Starbucks, acho que o Starbucks está cometendo grandes erros estratégicos na China.
02:07E eles têm feito isso nos últimos 5 ou 6 anos, francamente.
02:11Não é por causa do baixo consumo, é porque eles perderam o posicionamento da marca.
02:15O Starbucks costumava ser um luxo em um copo.
02:18Você costumava entrar no Starbucks, conversar com o barista e ter um lugar agradável para sentar.
02:23Eu costumava ver muitos operários da construção civil há 20 anos.
02:28Eles faziam fila e gastavam o equivalente a 3 dias de salário para conseguir uma xícara do Starbucks.
02:34Para ter luxo em uma xícara e mostrar ao mundo que eram sofisticados.
02:38Nos últimos 5, 6 anos, o Starbucks continuou caro.
02:43Mas suas lojas são terríveis.
02:45Sabe, entrei em uma Starbucks há duas semanas e 40% dos itens do cardápio,
02:50os cafés de alta qualidade não estavam vendendo.
02:53Então foi uma experiência muito ruim.
02:55E o que a Starbucks está tentando fazer é cortar preços.
02:59Como uma empresa americana, você não pode competir com empresas chinesas em preço.
03:04Eles vão para margens menores.
03:06Eles precisam dobrar a aposta em uma experiência mais premium na loja,
03:10um café melhor e realmente recuperar aquela sensação de luxo
03:14em uma xícara que eles tinham uma década atrás.
03:16Estou muito pessimista em relação ao Starbucks neste momento.
03:22É terrivelmente mal administrado na China.
03:25E se uma empresa de capital aberto os comprar, que eu seja o CEO,
03:28porque acho que posso recuperar o Starbucks na China.
03:31Você fez uma previsão bastante clara.
03:35Se a Starbucks não conseguir vencer na China, não conseguirá sobreviver nos Estados Unidos.
03:40O que o leva a essa conclusão?
03:43Bem, quero dizer, é a questão dos preços.
03:45Na verdade, acabei de voltar dos Estados Unidos ontem.
03:48Estive em Boston ontem.
03:49Como você pode ver, a inflação ainda é um grande problema,
03:52embora os preços dos ovos tenham caído, embora os preços da gasolina tenham caído.
03:56Quando conversei com americanos na última semana,
03:59os consumidores americanos me falaram sobre o alto preço de tudo.
04:02Eles disseram que estavam preocupados com as tarifas,
04:04estavam preocupados com a incerteza e a natureza inconstante da tomada de decisões de Trump.
04:09Ninguém confiava em Scott B. ou Scott Bizant para administrar a economia.
04:14Portanto, eles também estão procurando economizar seus dólares.
04:17Agora, a Luckin, a grande empresa doméstica de café da China,
04:20acaba de entrar no mercado americano.
04:22E acho que a Luckin pode se sair muito bem se conseguir competir em preço com a Starbucks,
04:26porque o consumidor americano, assim como o consumidor chinês,
04:30francamente, está sofrendo.
04:32A principal diferença entre os dois é que quando os chineses sofrem, eles economizam.
04:36Quando os americanos sofrem, eles saem e gastam em experiências e em álcool
04:40para tentar se sentir melhor consigo mesmos.
04:43Rodrigo, parece que o cafezinho da Starbucks está meio aguado.
04:46Está um coffee break, viu?
04:47Olha só, a Starbucks está enfrentando problemas na China e com a China.
04:53Olha só que situação curiosa.
04:55Porque na China, onde é o segundo maior mercado de Starbucks no mundo,
04:59só perde para os Estados Unidos,
05:01Starbucks está vendo a concorrência aumentar e aí planeja até vender parte da sua operação.
05:06No início, tinha um plano de vender uma participação minoritária da sua operação na China.
05:12Só que aí começou a repensar esse plano e agora estuda vender até uma participação majoritária.
05:19E quem pode comprar essas ações do Starbucks na China?
05:23Outra cafeteria?
05:24Não.
05:24Quem está no radar ali, quem está interessado, são fundos de private equity,
05:29fundos que entendem que, se tomarem o controle da operação do Starbucks na China,
05:33podem manter a marca da empresa, uma marca muito forte, mas tentar recuperar a companhia,
05:39tentar fazer alguns ajustes financeiros.
05:42Vamos passar de China para os Estados Unidos, onde o Starbucks também está enfrentando problemas
05:47com empresas chinesas.
05:49Porque a Lucky Coffee, como a gente viu na reportagem, está desembarcando em Nova York,
05:53está abrindo lojas em Nova York e aí isso vai colocar mais pressão na companhia.
05:58É uma companhia que já enfrenta problemas financeiros sérios.
06:01No ano passado, trocou seu CEO, começou a reavaliar sua estratégia, Marcelo,
06:06até para reduzir o seu cardápio, deixar a sua operação um pouquinho mais enxuta
06:10e também até cortou alguns gastos.
06:12Por exemplo, antes você ia no Starbucks, você ficava na internet lá o dia inteiro.
06:15Tinha muita gente que ia tomar um café e ficava lá trabalhando 9, 10 horas,
06:19não consumia nada.
06:20O Starbucks acabou com essa farra, digamos assim.
06:23Agora tem um limite de tempo que você pode ficar conectado ali no Wi-Fi da companhia,
06:27está reformulando o seu cardápio.
06:29Comprar também, né?
06:30É, exatamente.
06:31Você tem que consumir.
06:32Mas você não ganha senha.
06:33É, e é o justo, né?
06:34Você não vai ir numa cafeteria só para utilizar a internet,
06:37também não chega a ser de bom tom, digamos assim.
06:41Então, Starbucks tentando reformular a sua operação.
06:44Chegou até a demitir mais de 1.100 trabalhadores corporativos da sede do Starbucks.
06:50Vamos ver se vai dar certo.
06:52Por enquanto, está enfrentando problemas na China e com a China.
06:56Está certo.
06:57Obrigado, Rodrigo.
06:57Obrigado.
06:59Obrigado.
07:00Obrigado.
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