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As chuvas no Brasil derrubaram contratos futuros do café arábica em Nova York e aumentaram a expectativa de safra robusta em 2026. Gil Barabach, especialista em café, analisou os efeitos do clima, das tarifas dos EUA e do papel do Brasil no mercado.

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Transcrição
00:00Estamos de volta ao vivo, direto com o nosso Momento Agro, porque o período de chuvas em regiões brasileiras,
00:12produtoras de café, fez com que os contratos futuros do café arábica caíssem nessa semana na Bolsa de Nova York.
00:19O Brasil é o maior exportador mundial da commodity e as precipitações aumentam as perspectivas de uma safra mais robusta em 2026.
00:28A gente vai entender mais do que se pode esperar da safra, do preço da commodity aqui no Brasil.
00:34A conversa é com o especialista no mercado de café, de safras e mercado, Gil Barabac.
00:38Tudo bem? Boa tarde, bem-vindo.
00:41Oi, boa tarde, Natália. Obrigado pelo convite.
00:44A gente que agradece a sua disponibilidade, Gil.
00:46Felipe Machado, nosso analista, vai participar da conversa também.
00:50Bom, então a gente está falando aqui de uma mudança nos preços do café arábica,
00:54que recuaram lá em Nova York, depois do início dessas chuvas em Minas Gerais, em outras regiões também.
01:00Essa mudança climática, então, Gil, ela causa um impacto imediato nos contratos futuros?
01:06Conta para a gente como que é essa dinâmica, por favor.
01:09Bom, essa dinâmica é o seguinte.
01:12A gente está vivendo um momento no mercado de café de preocupação com o abastecimento.
01:17Então, existe pouco café, os estoques estão baixos.
01:20Isso justifica essa alta que a gente viu nos preços do ano passado e persiste nesse começo do ano.
01:25Então, a chegada das chuvas aqui no Brasil, ela começa a o quê?
01:31A trazer uma perspectiva melhor para a próxima safra brasileira de café.
01:35E isso aí alivia um pouco esse estresse do abastecimento que a gente vê no mercado internacional.
01:41Então, quer dizer, o efeito das chuvas é o quê?
01:43Criar uma expectativa mais positiva para a próxima safra brasileira.
01:47E daí, com isso, melhorar o cenário futuro em relação ao abastecimento de café.
01:54Obrigada pela explicação, Felipe.
01:56Legal, Gil. Boa tarde.
01:57Gil, é claro que a gente tem que comemorar o aumento dessa safra,
02:01uma produção maior do que no ano passado e tudo mais.
02:06Agora, a gente vai ter mercado para tudo isso,
02:08porque é um dos grandes clientes do Brasil e os Estados Unidos.
02:10E a gente ainda está com aquele problema de exportação, de tarifas e tudo mais.
02:15Essa safra, ela pode ter algum lado negativo de ter uma safra tão grande, por exemplo?
02:20Bom, Felipe, primeiro o seguinte.
02:23As chuvas, elas tiram, aliviam um pouco do estresse,
02:27mas não é uma garantia ainda que a gente vai ter uma safra grande no ano que vem.
02:30Tem bastante coisa para andar no meio do caminho.
02:32Essas chuvas, elas têm que persistir nos próximos meses,
02:35o desenvolvimento da lavoura tem que ser positiva,
02:38e uma colheita também positiva no ano que vem.
02:40Dentro de um cenário de recuperação gradual da produção.
02:44Então, a gente sai de uma situação de aperto
02:46e, se tiver, confirmar uma safra boa para o ano que vem para o Brasil,
02:50você começa a aliviar esse quadro.
02:53Mas a questão dos Estados Unidos é extremamente importante.
02:55Por quê?
02:56Porque hoje, um dos fatores que também ajudou,
02:59que tem ajudado a subir os preços do café,
03:01é justamente essa situação norte-americana.
03:05as tarifas muito altas em relação ao café brasileiro.
03:08Então, a indústria americana, ela não consegue comprar do Brasil,
03:12porque a tarifa de 50% tornou proibitivo o café brasileiro no mercado americano,
03:17e ele vai buscar café em outras origens.
03:20E isso tem gerado o quê?
03:21Uma agressividade de compra e uma sensação
03:25de que você tem um aquecimento de consumo muito grande,
03:29de demanda muito grande, puxado pelos Estados Unidos.
03:31Isso também ajuda a manter o mercado valorizado
03:36e também a questão de que existe essa expectativa
03:44de que o café brasileiro entre nessa lista de isenção.
03:48Então, um fator é que essa questão dos Estados Unidos,
03:53da tarifa dos Estados Unidos,
03:54também é um fator que suaviza esse efeito.
03:57Então, de um lado, você tem a chegada das chuvas
04:00e uma perspectiva de produção melhor para o Brasil no ano que vem.
04:03Por outro lado, você tem essa demanda agressiva
04:06de curto prazo dos Estados Unidos.
04:08E isso ajuda a equilibrar e o efeito sobre os preços é suavizado.
04:15Com esse sinal negativo de clima,
04:17mas é suavizado por conta dessa demanda agressiva dos Estados Unidos.
04:20E, de certa forma, essa situação dos Estados Unidos,
04:23aqui para o Brasil, como esse ano,
04:26essa safra que a gente já colheu é uma safra pequena,
04:29de certa forma, essa compra menor do Brasil,
04:33dos Estados Unidos de café brasileiro,
04:35por conta da safra menor,
04:37ela consegue se equilibrar um pouco melhor.
04:40Se a gente tivesse uma safra grande esse ano,
04:42ia ter um efeito muito pior
04:44em relação ao mercado para o produtor brasileiro.
04:46Eu queria te ouvir sobre a questão da formação de preço internacional
04:51dessa commodity, Gil,
04:52porque a gente sabe que o Brasil é um produtor hiperrelevante,
04:56maior, tem um peso enorme,
04:57mas a gente é tomador, formador de preço ou tomador de preço?
05:01Qual é o papel do Brasil hoje?
05:04Bom, normalmente, quem forma preço são os consumidores,
05:08quem compra, quem vende é tomador de preço.
05:11Mas, na verdade, o Brasil é um player muito importante no mercado de café.
05:16Então, quer dizer, notícias que vêm do Brasil,
05:19a gente está falando do maior produtor de café do mundo,
05:21o maior exportador de café do mundo.
05:23Então, qualquer notícia que venha do Brasil
05:24em relação à produção, positiva ou negativa,
05:27ela tem um efeito muito grande no preço internacional do café.
05:30Então, nesse sentido,
05:32o Brasil tem uma relevância muito grande no cenário internacional.
05:36Ele faz preço da seguinte forma,
05:38uma safra grande no Brasil,
05:41ele joga contra os preços,
05:42uma safra pequena no Brasil joga a favor dos preços internacionais.
05:45Nesse sentido, ele serve de direcional de preços no mercado internacional.
05:50E a gente vem de anos,
05:51são cinco anos que o Brasil não consegue ter uma produção
05:55dentro do seu potencial,
05:57por questões climáticas.
05:59Ora, geada, depois seca,
06:01a gente vem por cinco anos
06:02sem atingir o nosso potencial de produção de arábica.
06:05E isso vem se refletindo nos preços internacionais.
06:09Por isso, o café atingiu esses níveis recordes
06:11que a gente viu na Bolsa e vem refletindo também
06:14para o consumidor final.
06:16Felipe, mais uma coisa.
06:17Gil, você falou uma coisa que me chamou a atenção.
06:19Você falou que os Estados Unidos estão com essa coisa da tarifa.
06:22Os Estados Unidos estão buscando
06:23cafés em outros mercados.
06:26Mas o Brasil é o maior produtor de arábica.
06:28A Colômbia não consegue atender o mercado americano,
06:30apesar de ser o segundo maior produtor.
06:32e também os produtores do Sudeste Asiático
06:35produzem mais robusta.
06:37Eles estão buscando onde?
06:38Eles estão mudando o blend do café americano
06:40ou eles estão comprando na Colômbia um pouco mais
06:44e tentando abastecer o mercado com o café colombiano?
06:47Bom, eles estão utilizando os estoques
06:49que eles têm de café do Brasil ao máximo
06:52e estão buscando suavizar um pouco
06:55essa necessidade de café, buscando em outras origens.
06:57Isso que você falou é perfeito, Felipe.
06:59Por quê?
06:59Porque nenhum fornecedor, nenhum fornecedor de café no mundo
07:02tem condições de atender o que o Brasil atende
07:06aos Estados Unidos.
07:06São 7, 8 milhões de sacas.
07:08Não tem.
07:09O segundo fornecedor de café para os Estados Unidos
07:11são a Colômbia.
07:12É o café colombiano.
07:14Só que eles já estão no limite de fornecimento
07:18de café para os Estados Unidos
07:19e não têm condições de abastecer
07:21esses 7, 8 milhões que o Brasil atende.
07:24Então, o que a indústria americana está fazendo nesse momento?
07:27E isso tem gerado, tem dado sustentação
07:30para os preços no mercado internacional.
07:32O que é o quê?
07:32Ela está buscando café nessas outras origens
07:34e tentando buscar o que ela pode desse café.
07:36Comprando também cafés que estão dentro de estoques,
07:41em bolsa.
07:42Ou seja, a gente vê o quê?
07:43Uma agitação muito grande da indústria americana
07:46buscando alternativa em relação ao café brasileiro.
07:49E isso passa a sensação,
07:51traz uma sensação para o mercado internacional
07:53de comprador muito agressivo.
07:56Mas, lógico, como você falou,
07:58não tem condições da indústria americana
08:01abastecer todo esse café que ela compra do Brasil
08:03das outras origens.
08:05Ou ela vai...
08:07Tem duas alternativas.
08:09Ou ela vai trazer mais café robusta,
08:11daí vai alterar o blend do café
08:14no mercado norte-americano.
08:17E isso aí pode ter um efeito em relação
08:18à queixa por parte do consumidor.
08:20Então, vai alterar de uma forma mais consistente,
08:22porque ela vai buscar robusta na Ásia,
08:24até Conilon e robusta aqui no Brasil.
08:26Do Brasil, não.
08:27Ela vai buscar na Ásia esse café.
08:30Ou ela vai comprar café de outras origens
08:33pagando um preço mais caro,
08:34que é isso que a gente está observando.
08:36Então, ela está indo na Colômbia,
08:37como tem pouco café,
08:38para ela conseguir abastecer,
08:40trazer um pouco de café da Colômbia,
08:42ela está o quê?
08:43Pagando ágios cada vez maiores.
08:45Mesma coisa para a América Central,
08:47mesma coisa para a África.
08:48Então, resumindo,
08:50essa situação para a indústria americana
08:52é de encarecimento do custo dela,
08:54porque ela está trazendo matéria-prima mais cara
08:56e quando traz outras matérias-primas,
08:58ela altera a blend.
08:59Ou ela altera a qualidade,
09:01ou ela aumenta o seu custo.
09:03E isso aí, fatalmente,
09:05tem um efeito de médio e longo prazo
09:08em relação ao consumo.
09:09Então, essa é a principal preocupação
09:11da indústria americana.
09:12Por isso, o lobby muito pesado
09:15em relação ao café entrar nessa lista de isenções.
09:18Existe uma expectativa,
09:20a última semana foi mais positiva
09:21nas relações Brasil-Estados Unidos.
09:24Enfim, você cria essa expectativa,
09:27mas, por enquanto,
09:28não existe essa realidade.
09:30E o que existe é um comprador,
09:32uma indústria americana muito agressiva
09:34em outras origens fora do Brasil.
09:36E isso bate e ajuda
09:38a manter o preço do café sustentado,
09:40principalmente na Bolsa de Nova Iorque.
09:41Quero agradecer demais, Gil Barabac,
09:44especialista no mercado de café,
09:46de safras e mercado,
09:47pela participação aqui ao vivo com a gente.
09:50Vamos acompanhar, então,
09:50as cenas dos próximos capítulos aí.
09:52Obrigada, viu, Gil?
09:54Boa tarde, bom fim de semana.
09:55Boa tarde, bom fim de semana.
10:02emergency.
10:03E aí
10:03E aí
10:08E aí
10:10E aí
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