Pular para o playerIr para o conteúdo principal
As políticas de imigração de Donald Trump provocaram forte recuo no turismo internacional. Em entrevista ao Money Times Brasil, Marcos Arbaitman, presidente do grupo Arbaitman, analisou os impactos das restrições de visto e da retórica política sobre os brasileiros e canadenses que deixaram de visitar os EUA.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasil

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E as decisões do presidente dos Estados Unidos com planos de deportação em massa,
00:04restrição na entrada para estrangeiros, têm afastado os viajantes do país.
00:09Só no mês de abril, as visitas de canadenses, o maior grupo historicamente a visitar os Estados Unidos,
00:14vizinhos inclusive, já recuaram 20% nos voos e 35% nas travessias terrestres.
00:21Os brasileiros também resolveram brecar um pouco essas visitas ao país de Donald Trump.
00:26Entre janeiro e abril, as viagens para a terra do Tio Sam já caíram 21,2%.
00:32Vamos repercutir esse impacto agora conversando ao vivo com o Marcos Arbettmann.
00:36Ele é presidente do grupo Arbettmann e é uma empresa do segmento de turismo, né, Marcos?
00:43Muito boa tarde, seja bem-vindo aqui ao Money Times.
00:46Muito bom, boa tarde, Natália, Felipe.
00:49Na verdade, Arbettmann.
00:51Ah, muito obrigada.
00:52Meu bisavô, meu bisavô era alemão, Arbeit, quer dizer trabalho.
00:58Man quer dizer homem, Workman, quer dizer homem do trabalho.
01:02Portanto, você veio, saiu da empresa, vem para cá, mas vamos continuar trabalhando.
01:08Excelente.
01:09Muito bom estar participando aqui com vocês.
01:12A gente que agradece.
01:13Muito obrigada, viu, pela correção.
01:15Na próxima eu vou tentar falar direitinho.
01:16E, senhor Marcos, bom, a gente tem falado e mostrado muito aqui, né, no Money Times e no Times Brasil, a retórica, as políticas de migração do governo Donald Trump, que então, trouxemos números agora, tem de fato afastado turistas internacionais dos Estados Unidos.
01:33Como que o senhor vê esse impacto?
01:35É uma coisa de curto prazo ou a longo prazo isso pode afetar o setor de turismo americano?
01:43Porque quando a gente fala de uma queda de 1%, a gente está falando de muitos milhões de dólares na prática, né?
01:48É bom, é verdade, Natália, mas nós acabamos de voltar a semana passada de Nova York porque estava havendo lá uma série de eventos em que o Brasil participava, a despedida do maestro João Carlos Martins, os eventos Homem do Ano, a Lidy fez um evento, várias, mas você sabe qual foi a nossa dificuldade com uma agência de viagens que está há 60 anos no mercado?
02:18Conseguiram um lugar no avião para Nova York, tantas companhias estão voando, este mês de maio foi um mês de recorde das nossas viagens para Nova York, mas realmente houve uma queda, maiormente de canadenses que estão um pouco aborrecidos com o presidente Trump,
02:42que criou taxas para os produtos canadenses que não havia antes, as indústrias americanas se mudaram para o Canadá, para o México, porque a mão de obra é muito mais barata, no México é um terço do que paga um operário americano,
03:04então diminuiu o número de pessoas de forma legal que queiram visitar Nova York, vindos do Canadá, do México e até do Brasil por mais uma razão, apesar da enorme procura que existe hoje.
03:22Os consulados e embaixadas estão criando muita dificuldade para conceder o primeiro visto e quando é o segundo visto, qualquer probleminha já evitam de dar o visto, além do lado político,
03:40que o governo americano não está se entendendo muito com o governo brasileiro, que a gente espera aconteça e venha normalizar.
03:51Felipe, só pergunta para o senhor Marcos.
03:53Boa tarde, senhor Arbeitmann. A gente viu que, assim, em relação a, eu imagino que executivos, isso não tem realmente tido muita diferença,
04:02mas em relação aos estudantes, por exemplo, que devem ser um grande nicho, né, de estudantes brasileiros indo para os Estados Unidos,
04:08isso daí, como é que está sendo essa, qual é a diferença? E também a questão, como é que o senhor vê a questão da imigração americana passar a ver as redes sociais das pessoas, né?
04:19Isso é uma determinação recente que agora você tem que mostrar, se você for exigido, tem que mostrar as redes sociais para eles avaliarem se dão o visto ou não, se deixam entrar ou não.
04:29Como é que o senhor vê isso? Como é que o senhor classificaria essa mudança na política externa americana?
04:34Primeiro, Felipe, tem que ver que grande parte, 80%, das pessoas que estão viajando para os Estados Unidos, já tem o visto.
04:45O visto é dado por cinco anos, dez anos, ainda tem o visto.
04:49O visto novo é que está havendo muita dificuldade.
04:53Para estudantes, a decisão do governo Trump é limitar ao máximo, porque ele também está escolhendo para que tipo de faculdade ele está pedindo ir.
05:05Por exemplo, se pedir que vai fazer um curso na Harvard, é quase certo que ele não vai conceder o visto, por razões de ordem interna americana.
05:15Mas houve realmente um decréscimo.
05:18Nós estamos estimando entre 11% e 12% para turistas normais, mas cerca de 18% quando se trata de fazer cursos nos Estados Unidos.
05:32O visto está muito mais difícil de conseguir e tem que ser por uma instituição que esteja em bom relacionamento com o governo americano.
05:42Olha que coisa. E, senhor Marcos, no caso dos brasileiros comuns, turistas comuns, que vão lá para passear, que vão na Disney, que vão para Nova York, enfim, não necessariamente para estudar.
05:53O senhor tem notado também essa diminuição na frequência?
05:57E aí, o que está por trás?
06:00É preocupação? É medo? É antipatia?
06:04Ou tem a ver também com essa questão aérea, que eu achei muito curioso o senhor comentar, que aparentemente tem menos voos, e aí também fica caro?
06:12Bom, mas você sabe, Natália, o que tem acontecido?
06:16Nós vamos muito para os Estados Unidos, temos uma empresa lá, e o mercado é muito grande em direção aos Estados Unidos, como todo mundo sabe.
06:25No entanto, agora é um pouco diferente a imagem por causa do relacionamento político entre uns e outros,
06:34e o governo do Trump está limitando muito a concessão de vistos a médio prazo.
06:42Isto pode ir se corrigindo, mesmo porque os Estados Unidos têm, a nível de turistas, 77 milhões de turistas do exterior por ano.
06:55O Brasil tem 6 milhões e 200, e nós temos até mais atrações, pelo menos eles não têm nada parecido com o Rio de Janeiro, com as belezas que o Brasil tem,
07:09mas tem estrutura cultural, artística, e é tradicional do brasileiro querer fazer uma visita aos Estados Unidos.
07:19Olha a estátua da liberdade, mas hoje já não há tanta liberdade na concessão dos vistos, e caindo o visto, evidente que cai o número de passageiros.
07:32No entanto, não houve ainda uma única companhia aérea, das 26 que transmitam com uma escala ou diretamente para os Estados Unidos,
07:44ainda não houve nenhuma que tenha cancelado voos. Ao contrário, eles têm colocado mais voos porque nós estamos do que a gente chama de alta estação,
07:55que aumenta ainda mais em julho por causa das férias aqui do Brasil.
08:00Muita gente que quer ir para os Estados Unidos, se já tem o visto, não terá problema nenhum.
08:05Mas se não tem, para tirar o visto, vai ser bem mais difícil do que vinha sendo.
08:12Sra. Baitman, eu também conheço a carreira do senhor há muito tempo e sei que tem uma ligação forte com o esporte.
08:20Eu queria saber como é que está esse intercâmbio na parte do esporte.
08:23Os Estados Unidos estão recebendo atletas brasileiros e enviando também para outros países.
08:28Isso mudou alguma coisa ou essa relação continua igual?
08:31Não, essa relação continua igual.
08:33Felipe, eu tive a felicidade durante oito anos de ser secretário de esportes e turismo do governo sério, honesto e correto de Mário Covas.
08:45E a gente precisa realmente de governo sério e honesto para desenvolver.
08:49No entanto, ainda ontem assisti o voleibol feminino americano jogando contra o Brasil.
08:57E nós ganhamos nos Estados Unidos.
09:00No vôleibol feminino não é fácil.
09:03O intercâmbio de esporte não diminuiu.
09:06Pelo contrário, até acredito que esteja aumentando o fluxo, a vontade de brasileiros
09:13disputar partidas de diversos esportes nos Estados Unidos e americanos que têm vindo ao Brasil.
09:21Porque não há problema de americano querer vir para o Brasil.
09:25Mesmo assim, agora eles precisam de um visto.
09:28Na verdade, não dá para comparar entre turismo americano e turismo brasileiro,
09:34mesmo porque há um dado recente.
09:37Há uma estimativa, Natália e Felipe,
09:40que 1 milhão e 300 mil brasileiros, de forma ilegal, estão morando nos Estados Unidos.
09:48Em Miami, se você anda pelas ruas, você ouve ou em espanhol ou em português,
09:56e até nas lojas onde eles falam, we speak English.
10:00Precisa dizer que lá fala inglês também,
10:02porque a língua oficial lá ou é português ou é espanhol.
10:06Em Miami, por exemplo, onde vivem cerca de 360, a estimativa,
10:12360 mil brasileiros.
10:14Em todos os Estados Unidos, 1 milhão e 300.
10:17Não se sabe até o número de americanos que tenham vindo para o Brasil
10:23de forma ilegal e ficado aqui.
10:26Acho que não existe nenhum caso,
10:28porque se o americano vem para trabalho,
10:31existem tantas empresas americanas,
10:33e todas precisam dar trabalho para essas pessoas que vêm de fora,
10:38a obtenção do visto é muito fácil em relação ao americano para vir ao Brasil.
10:43Hoje, para um brasileiro ir aos Estados Unidos,
10:47está muito mais difícil pelas restrições que Donald Trump impôs.
10:54Não só ao Brasil.
10:55ontem ele deu uma relação de 12 países que nem peçam, dos 12 países,
11:02nem peçam visto o que não vai ser concedido.
11:05Há uma relação enorme.
11:06Vocês devem ter visto, está em todos os jornais.
11:09Ele está criando algumas dificuldades.
11:12Você vê que ele não se entende hoje nem com o Elon Musk.
11:14Porque o Elon Musk, que é o homem mais rico,
11:18um dos mais ricos do mundo, se não for o mais,
11:20ele tem interesses comerciais que não são exatamente os interesses do governo americano.
11:27E esse desencontro é natural, o que cria dificuldade para o turismo.
11:34Maravilha.
11:35Quero agradecer demais o senhor Marcos I. Bytman,
11:38presidente do grupo I. Bytman.
11:40Falei certinho agora?
11:41Espero que sim.
11:42Falou certinho.
11:43Arbeitman, Arbeitman.
11:46Quer dizer, Arbeit, trabalho.
11:49Man, homem do trabalho.
11:50Estou no ramo há 60 anos, graças a Deus.
11:55As empresas estão crescendo.
11:57Temos hoje 540 profissionais e suas famílias trabalhando conosco.
12:03E se Deus quiser, o número vai aumentar.
12:06O Brasil precisa de progresso, avanço, seriedade, honestidade.
12:13E não existir mais a corrupção.
12:16É isso aí.
12:16Exatamente.
12:17Parabéns pela trajetória, viu?
12:18E volto sempre, por favor, aqui ao Money Times.
12:21Boa tarde para o senhor.
12:22Um enorme prazer.
12:25Obrigada.
12:25Boa tarde.
12:26Boa tarde, Felipe, Natália.
12:28Muito boa tarde.
12:29Obrigada.
12:29Boa tarde.
12:30Obrigada.
12:31Obrigada.
12:31Obrigada.
12:31Obrigada.
12:31Obrigada.
12:31Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:32Obrigada.
12:33Obrigada.
12:33Obrigada.
12:33Obrigada.
12:33Obrigada.
12:33Obrigada.
12:34Obrigada.
12:35Obrigada.
12:35Obrigada.
12:35Obrigada.
12:35Obrigada.
12:36Obrigada.
12:36Obrigada.
12:37Obrigada.
12:37Obrigada.
12:37Obrigada.
12:37Obrigada.
12:38Obrigada.
12:39Obrigada.
12:39Obrigada.
12:39Obrigada.
12:41Obrigada.
Comentários

Recomendado