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  • há 2 dias
Mais um episódio do programa Agro Business.

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Transcrição
00:03Música
00:09Produtores usam técnicas de polinização para ter craviolas o ano inteiro.
00:17Um pincelzinho, né? Passar tudo direitinho para poder a fruta vingar.
00:21Para evitar desperdício com frutas que não eram comercializadas,
00:25produtores criam fábricas de polpa em laranja da terra.
00:32O que antes era desperdício por não conseguir vender tudo,
00:35hoje é sinônimo de sustentabilidade, inovação e coragem para se investir nesse ramo de negócio.
00:41Família de São Gabriel da Palha investe na fabricação de chocolates artesanais.
00:49Não tem amargor, não tem destringência, ele ficou um chocolate bem saboroso.
00:54Afonso Cláudio é o maior produtor de goiaba vermelha do estado.
01:0180% da minha produção vai para o norte e no nordeste do país.
01:06Novas tecnologias são destaque em feira de agronegócio da Coabriel.
01:12Música
01:13Expositores colocam aqui novos produtos e tecnologias disponíveis aos produtores rurais.
01:25Estamos em São Gabriel da Palha.
01:28Aqui, uma família resolveu sair do tradicional.
01:31Além de plantar café, também tem investido na cultura do cacau,
01:35produzindo desde mudas até chocolate.
01:48Música
01:49A gente tinha a cultura só de café na nossa região.
01:58E como a propriedade é pequena, a gente sentia dificuldades em passar o ano só com café.
02:04Aí a gente resolveu apelar para uma cultura que produz o ano todo.
02:09A cultura do cacau, você planta mudinha, só depois de uns seis meses, que parece umas florzinhas, muito poucas.
02:19Aí depois de um ano e meio já começa a parecer umas frutinhas.
02:22Mas a primeira coletinha começa depois dos dois anos e meio.
02:25Aí daí para frente é só alegria, né?
02:27A gente vai podando, adubando, irrigando.
02:29Tem que ir cuidando do bichinho, que é igual a um amor, né?
02:32Tem que dar carinho para ele ir crescendo.
02:34E ele produzir essas frutas tão bonitas, né?
02:38Música
02:40Após iniciar o cultivo do cacau, ele pensou ainda mais alto.
02:45Produzir chocolate.
02:46Um sonho antigo que sempre parecia muito distante.
02:50Mas foi durante a procura por uma máquina de quebra de cacau que o sonho começou a tomar forma.
02:56Só que produzir chocolate não era tão fácil como o casal imaginava.
03:01Era preciso buscar orientação e conhecimento.
03:06Comecei a perceber que fazer chocolate era mais complicado, né?
03:09Era só colocar o cacau na máquina que ia sair uma delícia, né?
03:13Aí começou a busca.
03:14Vários cursos, tentativa e erro e assim foi.
03:19Até que a gente aprendeu, não.
03:22Está evoluindo todo dia.
03:23Está todo dia aprendendo coisa nova, né?
03:27Música
03:28Foi durante os cursos de capacitação que viram que era preciso, na verdade, voltar ao início do processo.
03:36A preocupação tinha que ser desde as mudas e a escolha das variedades.
03:41Música
03:42A gente começou a mexer com cacau, mas a gente começou a mexer com cacau de semente.
03:48E viu que tinha muita dificuldade de encontrar uma muda de qualidade para você comprar, né?
03:51Que vai dar o cacau e vai dar o chocolate de qualidade também.
03:54Então a gente resolveu, então, montar um viveiro.
03:57No início começou pequeno, né?
03:59E hoje em dia a gente produz as nossas próprias mudas e também vende para quem precisa, né?
04:04A gente entendeu que existia uma oportunidade aí na região de fazer as mudas, né?
04:10Música
04:12O cacau é colhido manualmente duas vezes por ano.
04:16A gente escolhe o maduro e o passado também.
04:18Só que a gente, na hora lá da pocagem, a gente montou, no mesmo dia tem que pocar e tirar
04:24da lavoura.
04:25Aí a gente escolhe, vai fazendo a escolha nas vasilhas, o maduro no ponto e o brotado, o podre ou
04:34o mais verde separa.
04:35Porque o chocolate só dá bom se for o penteosbar, né?
04:39Só dá bom se for o maduro no ponto.
04:41A polpa branca lembra bastante outros frutos tropicais, como graviola, fruta do conde, cupuaçu e lixia.
04:50Possui aroma floral e semente de cor arrocheada.
04:55Características que não lembram nada o chocolate, não é mesmo?
05:00Música
05:02A matéria-prima do chocolate é justamente a semente do fruto.
05:07No entanto, para adquirir o sabor e o aroma do chocolate, vários processos precisam ser realizados.
05:14Depois de colhido o cacau e selecionado, a gente traz eles para esses bujão aqui.
05:21Aí a gente faz aquele tipo de fermentação assim.
05:23Fica 24 horas sem revolver ele nenhuma vez.
05:27Após 24 horas, a gente vai uma vez por dia, mexe ele completamente.
05:31E sempre monitorando. A gente monitora a temperatura, a gente monitora se está acontecendo algum proliferamento de fungos.
05:40Isso aí vai.
05:41Até a gente fazer lá o teste do corte e ver que tem uma grande quantidade de semente já com
05:48boa fermentação.
05:52A etapa de fermentação da semente é de vital importância para a redução do amargor e da distringência do fruto,
06:00bem como para o desenvolvimento dos sabores, aroma e cor do chocolate.
06:06Durante essa fase, iniciam-se importantes transformações físicas, bioquímicas e estruturais das sementes do cacau.
06:14Fermentação é a semente aglomerada que ela vai ter um processo de esquenta através das bactérias.
06:24Elas vão consumir o açúcar que tem no cacau e aí ele vai esquentar a temperatura até de 50 graus.
06:31Aí que quando ele esquenta bastante, isso acontece o processo que é a mortandade do bruto, né?
06:38Onde ele deixa de ser semente e vira amêndoa.
06:44E por aqui, eles resolveram inovar em um processo de fermentação não aeróbica.
06:50Onde a gente não permite que o ar entre aqui dentro enquanto está fermentando.
06:54A gente coloca a semente aqui dentro do mesmo jeito, catado, com o processo de maturação correta.
07:01Aí a gente deixa daqui até 15 dias.
07:03Esse sistema aqui ainda está em meio teste, é a segunda vez que a gente está fazendo.
07:07A gente já fez um chocolate 70% e assim, ele ficou bem suave mesmo.
07:13Não tem amargor, não tem destringência.
07:16Ele ficou um chocolate bem saboroso.
07:22Tudo isso para a obtenção das melhores amêndoas de cacau.
07:26Pois são elas que seguirão para a indústria de chocolate.
07:29Que fica ali mesmo, dentro da propriedade.
07:32Fernanda é responsável por essa etapa.
07:36Aqui dentro o chocolate vai ficar batendo por volta de 72 horas.
07:41A gente sempre monitora a temperatura, a umidade.
07:46Depois disso, sai daqui de dentro o chocolate pronto.
07:49A gente leva para a temperagem e a moldagem das barras.
07:52E quantos quilos que aguenta essa melange?
07:55Essa nossa, até 15 quilos.
07:58E aí então é legal que é uma alternativa para pequenos produtores também, né?
08:01Exato. Existem elas de vários tamanhos.
08:03Desde 3 quilos, essa nossa, ela comporta até 15 quilos.
08:08Eles têm capacidade de produzir 200 quilos por mês.
08:12E ficam atentos a cada etapa.
08:15Cada escolha aqui interfere no sabor do chocolate que chega ao consumidor.
08:20E por isso, os chocolates artesanais são tão especiais.
08:24Da amêndoa até a barra.
08:26Tudo é feito dentro da propriedade.
08:29Com um conceito chamado de Bintubá, que significa da amêndoa à barra.
08:38De uma simples produção de 500 pés de cacau,
08:42hoje, uma marca, indústria, um viveiro e muitas conquistas.
08:48Desde a melhoria do plantio até hoje chegar e ter uma marca, ter viveiro,
08:56enfim, ter essa água indústria é um orgulho muito grande.
09:00Mas muito obrigada por me receber também, viu?
09:02Aqui na sua propriedade.
09:03Eu que agradeço.
09:05Volte sempre.
09:06Mas você não pode morrer aqui sem provar o nosso chocolate, né?
09:09Gente, vou ter que fazer esse sacrifício de provar o chocolate.
09:13Se o cheiro é bom, o gosto, então, hein?
09:19Aprovado.
09:19Aprovado.
09:20Obrigada.
09:37Ela é uma fruta que, se bem manejada, pode produzir o ano inteiro.
09:41Pode ser consumida in natura, em sucos, em sorvetes ou cremes.
09:45Estou falando da graviola, que além de todos esses benefícios, também gera renda para produtores rurais.
09:52Nossa equipe foi conhecer uma família que cultiva a graviola há mais de uma década.
09:59Para quem gosta, só de ver esse suco branquinho e geladinho sendo servido no copo, dá até água na boca,
10:06não é?
10:06O suco da graviola é uma delícia, mas dá para fazer várias receitas com ela, a exemplo de sorvete, creme
10:14e até chá para tratamento.
10:16Além de todas as propriedades nutritivas, como potássio, vitamina C, entre outras, a fruta também é sinônimo de fonte de
10:23renda.
10:27Quem se beneficia da graviola há pelo menos 15 anos é o casal Jocimar e Sirlene Tavares.
10:33Eles trabalham em uma propriedade familiar no município de Laranjo da Terra.
10:38Hoje mesmo, a minha esposa não sabe mexer com outra coisa a não ser a graviola.
10:42A gente já sabe a rotina, como é que funciona, do dia a dia.
10:45Porque a gente trabalha aqui, não assim como um patrão empregado.
10:50Eu venho para a roça aqui sabendo o que eu vou fazer na roça, entendeu?
10:53Eu já chego, já sei o que eu tenho que fazer.
10:58A fruta, se bem cuidada, dá o ano inteiro, mas requer dedicação e muito trabalho manual.
11:05O agricultor precisa abrir cada botão da flor com um pincel e polinizar manualmente o fruto para que ele não
11:12venha nascer torto.
11:13Um processo que acontece principalmente no inverno, já que não há polinização nessa época.
11:19Muito, como se diz, minicioso, requer mais paciência, então é uma coisa mais difícil da graviola.
11:27Catar a flor num dia, colher a flor, aí no outro dia tem que tirar o pólen, aí com um
11:32pincelzinho, passar tudo direitinho,
11:34para poder a fruta vingar bonita, igual tem nos pés aí, então é mais complicado.
11:40Outro cuidado é durante o processo do crescimento.
11:43É preciso utilizar alguns produtos naturais para afastar as pragas e ainda embalar cada fruta em sacos plásticos e de
11:51papel.
11:51Não é tão simples, para quem vê a fruta lá no mercado, lá bonita, não sabe o processo que vai
11:58chegar até ela chegar naquele tipo lá, né?
12:00Porque a gente, o processo dela é, o manejo dela é molhar, né? A adubação, bem com esterco, é a
12:07parte do patrão que se passa para a gente,
12:08e nós ainda com a parte de polonizar. Polonizar, aí em sacolar, façam venda em sacolar ela, fazer o fruto
12:15ficar bonito para poder vender, né?
12:20Para garantir a qualidade do fruto, o produtor conta com a ajuda técnica do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica
12:27e Extensão Rural, o INCAPER.
12:30Auxílio importante desde o início do plantio até a prevenção de pragas, doenças e a colheita.
12:36O ciclo da graviola, ele é, acaba uma fruta que produz o ano inteiro, né? Só que ela tem uma
12:43concentração de floração, né?
12:46Que é justamente agora, agosto e setembro, e que vão chegar com essas frutas aí, novembro, dezembro e janeiro, né?
12:53O plantio, a gente sempre busca plantar ela nos meses frescos, porque ela tem muito problema de escaldadura do tronco
13:06devido ao sol.
13:08Então a gente busca, assim, plantar ela para a formação nos meses ali de abril, maio, né? Para fazer o
13:15plantio.
13:16E da mesma forma, as podas que são um pouquinho mais drásticas, a gente também faz nessa época, né?
13:21Que é de abril, maio, junho, né? Porque é um período mais fresco.
13:26E no verão a gente faz poda mais de limpeza e contenção do crescimento dela, né?
13:35E por falar em orientações, quando se planta e colhe graviola, Anderson do INCAPER também alerta para outros cuidados que
13:43o produtor deve ter.
13:44Um dos grandes desafios que a gente tem na região serrana é que existem anos, né?
13:52Que é determinada época, a gente tem uma incidência de temperatura um pouquinho menor,
13:56e aí você acaba tendo uma queda de folha, uma queda de fruto devido a baixas temperaturas, né?
14:02Quanto à questão aí de pragas e doenças, né?
14:07Como praga, a gente tem muito ataque aí da vespa da semente, né?
14:12Ataque de ácaro, né?
14:14E a broca do tronco, né?
14:17São as principais pragas aí que a gente encontra na graviola.
14:21E temos tido uma certa incidência aí nos últimos anos da lagartinha do botão floral também, né?
14:28Que não era praga, mas veio a aumentar muito a população e tem dado um certo prejuízo, né?
14:34Porque afetou a flor, afetou diretamente a produção de frutas, né?
14:41Na propriedade que seu Jô se trabalha, são quatro tipos de graviola.
14:45A criola, a blanca, a lisa e a morada.
14:49Cada uma com o destino certo.
14:51Seja o mercado, a fábrica de polpa ou de doces.
15:01O asadinho característico dessa fruta aqui tá encontrando o paladar de muita gente.
15:06Só aqui em Laranja da Terra são 39 mil toneladas, produzidas e vendidas todos os anos.
15:12É um mercado que tá encontrando escoamento tanto no Seasa de Vitória quanto no Rio de Janeiro.
15:16Mas olha, se a gente olhar para os cenários e para os números nacionais,
15:20a graviola, em média, rende 25 milhões de reais só com a sua produção.
15:29Hoje, uma caixa com 10 quilos da fruta é vendida para o mercador por 30 reais.
15:35Nas Seas da Grande Vitória, é possível encontrar a unidade da fruta por 4,40,
15:40já que não estamos na época da safra.
15:42Por ano, só em Laranja da Terra, são produzidas 1.650 toneladas da fruta.
15:48Mas ela também é encontrada em Afonso Cláudio, Itarana e São Roque do Canaã.
15:53Uma fruta que precisa ser boa do pé para que o produto seja de qualidade.
15:58A graviola tem...
16:00Eu sinto nela assim, eu vejo na qualidade dela.
16:03Só olhando para a fruta, ou se eu pegando nela mesmo, você sabe o ponto dela.
16:08Porque tem a graviola que está aqui, que está uma graviola grande, amarela,
16:12mas não é que está amarela, que está boa de catar.
16:14Ela não está no ponto de catar.
16:15Você tem que ver o tipo dela para ela chegar no mercado,
16:18lá dela ficar lá, não pretiar, mas madurar de acordo com o que tem que ser madurada mesmo,
16:22entendeu? Sem o veneno.
16:27Vinda da região amazônica do Brasil e com adaptabilidade em climas tropicais,
16:32a graviola está começando no cenário agrocapixaba.
16:35No coração do casal Jocimar e Sirlene já tem espaço garantido.
16:40O que eu tenho hoje, eu agradeço a baiana com a graviola.
16:44Eu tenho casa, casa boa, tenho carro bom.
16:47O médico particular, eu levo um menino, a gente precisa de médico particular,
16:51é graças aqui à graviola que a gente tem aqui.
16:54O tomate e quiabo, na época que a gente mexia, não tinha lá muito preço, né?
16:58Aí quando a gente começou na graviola, então o que a gente tem, a casa, o carro,
17:03as coisas que a gente tem, foi conquistado com a graviola.
17:18E vamos agora ao quadro Especialista Responde.
17:22Hoje eu estou tendo a honra de entrevistar nesse quadro o professor Molião,
17:26que é referência em todo o país.
17:29Professor Molião, qual é a importância do produtor rural,
17:32tanto do Brasil quanto de fora, se preocupar com a questão climática?
17:36O clima e a previsão de clima, ela é estratégica,
17:41não só para você se planejar,
17:45no sentido de ter uma boa produtividade, custos menores,
17:50como também na questão de mercado.
17:53Se eu sei com antecedência, por exemplo, que no ano que vem,
17:58os Estados Unidos, de dezembro a março, vai ter um inverno rigoroso,
18:03então eu já posso prever que eles vão plantar fora do prazo,
18:10fora da chamada janela de plantio.
18:12E com isso, quando o fogo estiver próximo da colheita,
18:16eles já estão sujeitos a ter geadas antecipadas, até mesmo nevasca.
18:23Então, o clima é estratégico nesse aspecto que,
18:27primeiro, você planejar o que vai plantar.
18:31A longo prazo, você planejar o que você vai investir.
18:36E, no sentido de agronegócio, que hoje é globalizado,
18:44então, prevê o mercado.
18:46Esse aquecimento que tem sido atribuído ao homem,
18:50queimando petróleo e carvão mineral,
18:53emitindo gás carbônico na atmosfera,
18:56esse aquecimento terminou.
18:58Então, nós entramos agora num período de resfriamento
19:02que deve durar, provavelmente, até 2035.
19:082006 a 2035.
19:11Antecipando isso, a gente já pode ver
19:13que os países fora dos trópicos
19:15vão ter grandes problemas com a sua produção.
19:20Então, o produtor brasileiro tem que dar alerta
19:22para ocupar esse nicho,
19:24ocupar esse espaço
19:25com essa visão
19:27de que
19:29os outros países vão produzir menos,
19:32a população
19:34cresce.
19:35Então, em 2040, nós vamos estar
19:37com 9 bilhões de pessoas no mundo.
19:39E quem é que sobra para produzir
19:41alimentos?
19:43Nós, o Brasil, né?
19:45Eu tenho certeza
19:46que nós,
19:49no Brasil, os produtores rurais,
19:51vão ter grande sucesso.
19:52Professor, muito obrigada pela sua entrevista
19:55com certeza esse quadro, gente,
19:57vai ficar marcado aí.
19:59E você, tem alguma dúvida?
20:00Manda para a gente
20:01que a gente responde aqui no programa.
20:03Basta mandar para o e-mail
20:05stephanie.com.br
20:08Eu aguardo a sua dúvida.
20:14Agora vamos até Laranja da Terra,
20:16conhecer a produção do Seu Dério.
20:18Ele encontrou uma solução
20:20para o desperdício de frutas
20:21que não eram comercializadas.
20:23Junto com a família,
20:24abriu uma indústria de polpas.
20:26E agora, nada é perdido.
20:33É no sítio, em Laranja da Terra,
20:35distante 190 quilômetros de Vitória,
20:37que o Seu Dério se dedica
20:39à produção de frutas.
20:41São 71 hectares de pasto e lavoura,
20:44terra onde são cultivados
20:451.200 pés de graviola
20:47e 500 de cajá,
20:49frutas que estão na época.
20:50Mas por aqui,
20:51também há espaço para
20:53300 pés de pitanga e acerola,
20:55além de 500 de goiaba,
20:57que já começa a florear.
20:59Tudo começou há 25 anos atrás.
21:01Meus irmãos começaram com um prontinho de fruta,
21:03que era graviola e banana.
21:04E depois, quando eu cresci,
21:07comecei a trabalhar com eles.
21:08Aí a gente começou,
21:09intensificou o plantio de graviola.
21:11E hoje a gente trabalha com cajá,
21:13acerola, goiaba e pitanga.
21:15São as frutas que a gente colhe
21:16aqui na propriedade.
21:17Meus pais, antigamente,
21:18trabalhavam com milho, feijão,
21:20essas coisas, meus irmãos.
21:21Mas aí, com o passar do tempo,
21:22começou com o trabalho de fruticultura.
21:31A propriedade familiar foi crescendo.
21:34E com isso,
21:35as terras também foram sendo loteadas
21:37para que mais famílias pudessem trabalhar.
21:39O cuidado com cada fruta
21:41vem ganhando uma ajuda profissional
21:43do Instituto Capixaba de Pesquisa,
21:46Assistência Técnica
21:47e Extensão Rural,
21:48o INCAPER,
21:49que visita as propriedades
21:51para dar dicas e orientações
21:52de como aumentar a produtividade
21:54e ficar longe das pragas.
21:57Quando a gente pega aqui
21:58a realidade da fruticultura,
22:00a gente precisa trabalhar
22:03diferenciado com a questão
22:04de resíduos de agrotóxico.
22:06Porque na fruticultura,
22:07nós temos poucos produtos defensivos
22:10que têm registro.
22:13Então, a gente tem que buscar,
22:15às vezes, um trabalho mais agroecológico,
22:17um trabalho com menos defensivo
22:21devido a essa dificuldade
22:22em ter produto registrado.
22:24Como a gente trabalha com fruta,
22:25a gente tenta trabalhar
22:25com coisas saudáveis.
22:26A gente não usa nenhum processo químico
22:28e a gente tenta a fruta natural,
22:30como que seja aquele tirado
22:32no cantinho do quintal de casa lá,
22:34que você pode pegar só e comer,
22:36lavar um pouquinho,
22:37tiver sujeirinha,
22:37e pode consumir sem ter com risco.
22:44E foi trabalhando com a diversidade de frutas
22:47para não colocar em risco o negócio
22:48que Dere e os irmãos começaram a comercializar
22:51para a Seasa de Vitória
22:52e até a do Rio de Janeiro.
22:54As frutas que a gente colhe aqui,
22:56a graviola, em torno de 30%,
22:58a gente manda para a fábrica de polpa.
23:01E o restante vai para o mercado in natura,
23:03que é o mercado de Seasa
23:04que a gente manda para o Espírito Santo,
23:05Rio de Janeiro,
23:06e chega alguma época do ano de São Paulo também.
23:08Só que ainda havia um problema.
23:10Nem todas as frutas eram vendidas
23:12e o desperdício era grande,
23:14mesmo com todos os cuidados.
23:19Amarelinha desse jeito aqui,
23:21a cajamanga do sítio do Seu Dere
23:23já tem um destino certo,
23:24a mesa do consumidor,
23:25que pode chegar tanto de forma in natura
23:27quanto de polpa de frutas.
23:28Isso mesmo, ele junto com a família
23:30abriu uma fábrica de beneficiamento
23:32para a polpa de frutas naturais.
23:34O que antes era desperdício
23:36por não conseguir vender tudo,
23:37hoje é sinônimo de sustentabilidade,
23:40inovação e coragem
23:41para se investir nesse ramo de negócio.
23:47A fábrica familiar começou há sete anos
23:50com poucas polpas.
23:51Hoje, são 11 funcionários
23:54de uma produção de 2 mil quilos
23:55de polpa de fruta por dia.
23:58Ao todo, são 18 sabores,
24:00tanto das frutas que vêm da roça
24:02da família Nitzel,
24:03quanto de outros produtores.
24:05O abacaxi mesmo vem de marataíses,
24:08o maracujá do norte do estado,
24:11o morango de Santa Maria de Getibá,
24:13a manga de Afonso Cláudio,
24:15parcerias que fazem girar
24:17a economia capixaba.
24:18A nossa indústria de polpa começou
24:20pela necessidade que havia na roça
24:22com o desperdício da graviola.
24:24A fruta madurava no pé,
24:25caía e tinha aquele desperdício.
24:27Aí, utilizando essa necessidade,
24:30e pela demanda do mercado
24:31que existia no mercado,
24:32surgiu a ideia de montar
24:33a indústria de polpa,
24:34polpa show aqui em Laranja da Terra.
24:36Aí foi a partir disso que tudo começou,
24:38a necessidade e a oportunidade, né?
24:40A oportunidade de otimizar mais
24:42a nossa produção,
24:43uma oportunidade para melhorar
24:44a nossa fonte de renda.
24:45Até chegar à sua mesa,
24:47o suco de polpa natural
24:48e sem conservantes
24:50passa por várias etapas.
24:52As frutas chegam nesse galpão.
24:54Depois, são colocadas na esteira,
24:56onde se faz a seleção
24:57das melhores espécies.
24:59Elas passam também por duas lavagens
25:02de água e cloro,
25:03para depois caírem nessa máquina aqui,
25:05imensa, chamada de despolpa.
25:08Aqui, se separam as cascas da polpa.
25:11Nada é perdido.
25:12Enquanto a polpa vai para esse outro tonel,
25:14as cascas vão servir de adubo
25:17para as plantas.
25:21Existe ainda essa outra máquina
25:23que separa as sementes.
25:25Depois, o suco da polpa
25:26vai para o envasamento
25:28nas sacolinhas de plástico
25:29e, por último,
25:30para a câmera fria.
25:31Aqui, elas ficam guardadas
25:33até serem enviadas
25:35para os mercados
25:36e parceiros comerciais.
25:40As etapas que a gente acabou de ver
25:42aqui nessa fábrica
25:43em laranja da terra
25:43representam um quadro muito maior,
25:45o quadro do nosso país.
25:46De acordo com o último censo,
25:48o agropecuário,
25:49são mais de 25 mil estabelecimentos
25:51que produzem a polpa da fruta.
25:52Um crescimento,
25:53em uma média nacional,
25:54de 37 mil toneladas ano.
25:57Já quando o recorte é aqui
25:58para o Espírito Santo,
25:59são mais de 200 estabelecimentos,
26:01200 indústrias,
26:02fábricas de grande e pequeno porte,
26:03que juntas produzem
26:041.400 toneladas ano.
26:06Um negócio que vem crescendo.
26:08Existe uma grande demanda
26:09de polpa no país.
26:11Tem a necessidade pessoal
26:13que vem escolhendo
26:14pela vida mais saudável,
26:15essas coisas.
26:16Então, isso vai trazendo
26:17uma demanda maior.
26:18Então, um ramo,
26:19um ramo de negócio
26:20vem crescendo bastante
26:20no país.
26:21E eu vejo que futuramente
26:22vai só aumentar.
26:24Mais pessoas estão procurando
26:25a qualidade de vida melhor.
26:26Então, tende a consumir
26:27mais suco de polpa natural.
26:28Então, vocês estão com
26:29boas expectativas?
26:30Sim.
26:38Um crescimento que favorece
26:40agricultores, empreendedores
26:42e funcionários da empresa.
26:43O Hermes trabalha aqui
26:45há cinco anos
26:46e conta o que já conquistou
26:48com a carteira assinada.
26:49A gente vai construindo,
26:50a gente vai conquistando
26:52bastante coisas pessoais.
26:53Eu comprei minha moto,
26:54eu consegui carteira,
26:56casa própria.
26:57A gente vai crescendo,
26:58junto com a indústria
26:59e pessoalmente.
27:06Mais saudável,
27:08nutritiva e sustentável.
27:09A produção de polpas naturais
27:11ajuda não apenas
27:12a saúde humana,
27:13mas a economia
27:15do homem do campo,
27:16que vende e se delicia
27:18com as frutas fresquinhas.
27:20Gosto muito de comer fruta.
27:21Eu gosto de comer a graviola,
27:22quando está madura,
27:23o cajá.
27:24Eu gosto muito
27:24da fruta de cajá,
27:25acerola.
27:25Sempre que eu estou
27:25na propriedade de aqui
27:26e tem fruta madura,
27:27eu estou comendo um cajá,
27:28uma acerola,
27:29uma pitanga.
27:30E o suco é diário,
27:32quase todo dia eu tomo suco.
27:34Eu gosto muito de suco de manga,
27:35suco de graviola,
27:35suco de cajá,
27:36que são os meus preferidos.
27:52Estamos em Alto Rio Novo.
27:54Aqui, a produtora investiu
27:56na diversificação
27:57e apostou na cultura do abacate.
28:02Por mais de uma década,
28:04a Nilce produziu café,
28:06laranja e mexerica no sítio.
28:08Mas, há cerca de dois anos e meio,
28:11percebeu que o plantio do abacate
28:13era mais vantajoso.
28:14É um produto muito bom,
28:17uma cultura também de fácil manejo.
28:20Então, investimos em quatro variedades
28:22do abacate.
28:23O abacate,
28:25o mini abacate,
28:26que é o avocado,
28:27o chamado também de rás.
28:29E mais três ou quatro variedades.
28:31Temos a mata nativa,
28:33aqui nos fundos.
28:35Nós preservamos tanto a mata
28:37quanto os animais que estão aqui.
28:39Temos algumas frutas.
28:41Temos a pitanga,
28:42banana e as outras frutas
28:44que não estão à venda,
28:45só para os animais,
28:46que a gente tem a preocupação
28:48do meio ambiente,
28:49resgatar.
28:50Alimentar também eles, né?
28:51Isso, claro,
28:52tem que alimentar.
28:53Então, foi essa a nossa história.
28:56Estamos satisfeitos com o projeto.
28:57O projeto está dando certo.
29:02A agricultora investiu em 3 mil pés.
29:05Os abacates são vendidos em natura
29:08e para a fabricação de azeite.
29:11Esse azeite produzido pelo abacate,
29:13ele ainda é melhor do que o da oliva.
29:15Lógico, o azeite de oliva
29:16é maravilhoso também.
29:17Só que o abacate,
29:19você pode fazer a fritura
29:20que não há gordura,
29:21não fica gordura,
29:22o óleo saturado.
29:24Então, ele é sempre bom
29:26em todas as propriedades.
29:27Tanto o óleo,
29:28então, o abacate
29:29que a gente não tem o consumo
29:31só da fruta in natura,
29:34a gente pode transformar também
29:36em azeite.
29:37Aí você não perde, né?
29:39Fica aí completo.
29:40Fica completo.
29:44A produção de abacate
29:45é uma cultura
29:46que tem se destacado
29:48no estado.
29:49É produzido principalmente
29:51na região serrana,
29:53onde a fruta tem grande demanda
29:55e um bom valor de mercado.
29:57Uma planta de abacate,
29:58a partir dos cinco anos,
29:59no auge da sua produção,
30:01ela vai produzir no mínimo
30:02500 quilos por planta.
30:03Podemos produzir mais,
30:04mas se a gente fazer essa conta,
30:05500 quilos,
30:06vai dar 25 caixas
30:08de 20 quilos.
30:09Quando a gente multiplica
30:10por 50 reais,
30:12a gente passa de mil reais
30:13por planta.
30:14Então, qual cultura
30:15que proporciona isso
30:16para o agricultor?
30:17Muito difícil.
30:21As variedades de abacate
30:23mais comum
30:24são primavera,
30:25geada,
30:26margarida
30:27e avocado.
30:28A escolha depende
30:29de qual mercado
30:31o produtor quer atuar
30:32e a finalidade do plantio.
30:34Porque antes,
30:35a gente levava
30:35de acordo com o que produzia.
30:37Então, assim,
30:37plantou-se esse abacate
30:39vindo mudas
30:40de um viveiro lógico
30:41de procedência
30:42com variedades
30:43que se adaptam
30:44àquela determinada região,
30:46àquele determinado clima.
30:47O Estado tem
30:50propriedades
30:50a 300, 200 metros
30:52de altitude,
30:52mas também tem
30:53a 900 mil metros
30:54de altitude.
30:54Então, assim,
30:55existe cultivar
30:56específico
30:56para cada região.
30:57Entre os cuidados,
30:59é preciso pensar
31:00em manejos
31:01adequados para a cultura.
31:03O que antes
31:04era feito
31:05de forma amadora,
31:06hoje tem-se
31:07profissionalizado.
31:09Do jeito que ele se formava,
31:10ele ia, tá certo?
31:11E hoje, hoje não.
31:12Hoje a gente faz
31:12a poda de formação,
31:14que é de forma de cálice.
31:15Então, de acordo
31:16com o adensamento
31:17do seu plantio,
31:18que você vai conduzir
31:19as galhas,
31:20as hastes
31:20desse abacate.
31:22A produção,
31:23com isso,
31:23com a genética
31:25mais moderna,
31:26genética com maior
31:28produtividade,
31:29hoje,
31:30então você tem
31:32abacate que produz
31:33antes.
31:34Abacate produzia
31:35muito depois,
31:36hoje é enxerto,
31:36então com três anos
31:37já começa a produzir.
31:38Esse abacate aqui
31:39tem dois anos
31:40e três meses
31:41na plantação,
31:41a produtora já colheu.
31:43Então, assim,
31:43para a gente,
31:44isso é inovador,
31:45que antes não existia.
31:46E aí tem gente
31:46que olha um abacate
31:47desse e fala,
31:47tá com defeito esse abacate,
31:49tá mal formado,
31:50pequenininho.
31:50Mas também não, né?
31:51Até mesmo
31:52esse tamanho de abacate
31:53acaba sendo
31:54um novo mercado
31:55que tem surgido.
31:56Esse abacate,
31:57hoje,
31:57é o abacate mais caro
31:59que existe.
31:59É o abacate de exportação,
32:01é o avocado.
32:02Então,
32:02esse tamanho dele
32:03é o ideal.
32:04Então, às vezes,
32:05a pessoa olha no mercado,
32:06acha feio e tal,
32:08mas tem pessoas
32:08que pagam caro
32:09por um fruto desse.
32:13Para se ter uma ideia
32:14da importância do abacate,
32:16a produção brasileira
32:17já é considerada
32:18uma das maiores do mundo.
32:21Ocupa a sexta posição
32:22no ranking internacional.
32:24De acordo com o IBGE,
32:26a área de plantio
32:27saltou de 10,9 mil hectares
32:30em 2016
32:31para 16,4 mil hectares
32:34em 2020.
32:3598% desta produção
32:37é exportada.
32:44É para fora do país
32:46que Nilce pretende enviar
32:48os abacates que produz.
32:50A agricultora já está
32:52até buscando certificação
32:54internacional.
32:55A gente vai dando asas
32:56aos sonhos
32:56para se tornar realidade.
32:58Nós estamos buscando
32:59realmente
33:00uma certificação
33:01que é o Global Gap
33:02para o nosso cultivo
33:04para exportação.
33:06Trabalhar com a exportação
33:08tanto do fruto in natura
33:09quanto o azeite.
33:11Isso são nossos planos
33:12para o futuro.
33:16O abacate garante renda
33:18ao produtor
33:19e faz muito bem
33:20a saúde de quem o consome.
33:22Ajuda a reduzir
33:24a pressão arterial,
33:25faz bem ao coração,
33:26diminui a absorção
33:27do colesterol.
33:28São diversos benefícios.
33:31Mas tem o problema.
33:33Poucas pessoas
33:34sabem escolher
33:35o abacate correto.
33:36O avocado, por exemplo,
33:38tem um diferencial.
33:41Ele sempre tem
33:43essa característica
33:44enrugadinha,
33:45mesmo ele maduro.
33:46Ele vai ficar enrugadinho
33:48e ele sempre mais durinho.
33:49Então as pessoas
33:50têm a mania de pegar
33:51o fruto e apertar.
33:52Ele não vai ficar
33:53tão macio.
33:54Ele não é macio
33:55igual o outro.
33:56Esse aqui está verde.
33:58E esse daqui?
33:59Esse aqui já começou
34:00o processo de maturação.
34:02Ele está de vez.
34:03Ele vai aparecer
34:03umas pintinhas azuis.
34:06E que esse daqui
34:07não é estragado.
34:07Muita gente de casa
34:08pode achar que é estragado,
34:09mas não.
34:10Faz parte.
34:10Faz parte de todo o processo.
34:12Ele vai ficando verde
34:13com as manchas azuis.
34:14Depois passa para ser
34:16o marrom,
34:17para ter todo o marronzinho.
34:18E o finalmente,
34:20quando ele está maduro,
34:20ele vai estar todo marronzinho.
34:22O cabinho mais sequinho aqui.
34:24E não vai ficar macio de tudo.
34:26Esse abacate é usado
34:28para o guacamole
34:29e para outras saladas.
34:30Mas o paladar dele
34:32é mais para salgado.
34:33Mas nada importa
34:34de você comer a fruta
34:36do jeito que...
34:38de preferência.
34:39Então aqui nós preparamos também
34:40o guacamole,
34:41que é feito
34:43com esse abacate.
34:45Então vamos provar?
34:46Vamos provar.
34:47Bora lá provar?
34:54Hum!
34:56É muito gostoso.
34:57Vale a pena.
34:58Não é?
34:59Aprovado.
35:05E vamos agora
35:07ao giro de notícias
35:08da semana.
35:14O mercado de café
35:16continua vivendo dias
35:18de intensa volatilidade
35:20para os preços.
35:21Ao mesmo tempo,
35:22o setor passa por queda
35:24contínua dos estoques
35:26certificados da ICE.
35:27Chegou ao menor nível
35:29em 23 anos,
35:31com 700 mil sacas.
35:33Há um ano,
35:34o volume foi em torno
35:35de 2 milhões de sacas.
35:37Analistas de mercado
35:38não acreditam
35:39que haverá recomposição
35:41dos volumes
35:41em curto prazo.
35:43A receita
35:45com exportações brasileiras
35:46de carne bovina
35:47registrou
35:48crescimento
35:49de 45,5%
35:51no acumulado
35:52dos sete primeiros
35:53meses do ano
35:54em comparação
35:55ao mesmo período
35:56de 2021.
35:57Os dados
35:58foram levantados
35:59pela Secretaria
36:00de Comércio Exterior
36:02e mostram
36:03que de janeiro
36:03a julho
36:04o faturamento
36:05com as vendas
36:06chegou a 7 bilhões
36:07de dólares.
36:08Ano passado,
36:09foram 5 bilhões
36:10nesse mesmo período.
36:13Cinco produtos
36:14usados
36:15como insumos
36:16industriais
36:16passarão a entrar
36:18no Brasil
36:18com o menor imposto
36:19de importação
36:20por um ano.
36:21A medida
36:22foi aprovada
36:23na última quarta-feira
36:24em reunião
36:25extraordinária
36:26do Comitê Executivo
36:27de Gestão
36:28da Câmara
36:28de Comércio Exterior.
36:30A determinação
36:31abrange
36:32glifosato
36:33e quatro tipos
36:34de resina plástica
36:35usadas na produção.
36:36O Ministério
36:38da Economia
36:38informou
36:39que a medida
36:40tem como objetivo
36:41enfrentar problemas
36:42de abastecimento
36:43em certas
36:44cadeias produtivas
36:45com diferentes
36:46graus
36:47de severidade
36:48e de significativos
36:50aumentos
36:50de custos
36:51nos insumos
36:52de outras cadeias.
36:55Cafeicultores
36:56já podem acessar
36:57financiamentos
36:58do Funcafé
36:59em 12 instituições
37:01financeiras.
37:02As linhas
37:02de crédito
37:03disponíveis
37:04são destinadas
37:05para financiamento
37:06dos tratos
37:07culturais
37:07da lavoura,
37:08armazenagem,
37:10comercialização,
37:11recuperação
37:12de cafezais
37:12danificados
37:13por fenômenos
37:14queimáticos.
37:15Ao todo,
37:16foram disponibilizados
37:17R$ 6 bilhões
37:18para a safra
37:202022-2023.
37:22A taxa de juros
37:23está limitada
37:24em 11%.
37:25As inscrições
37:27para o oitavo
37:28concurso municipal
37:29de cafés
37:30de qualidade
37:31de UNA
37:31estão abertas
37:32até o dia 26 de agosto.
37:35Podem ser feitas
37:36na sede
37:37da Secretaria
37:37de Agricultura
37:38do município.
37:39O concurso
37:40vai distribuir
37:41um total
37:41de R$ 45 mil
37:43em premiações.
37:44São três categorias,
37:46via úmida,
37:47via seca
37:48e fermentado.
37:50Cada agricultor
37:51poderá se inscrever
37:52em apenas
37:52uma categoria.
37:57Agora,
37:58vamos falar
37:59de goiaba,
38:00uma fruta comum
38:01na mesa
38:01do brasileiro.
38:02Em Afonso Cláudio
38:03tem produtor
38:04que investe
38:04na cultura
38:05e já vende
38:06até mesmo
38:06para o norte
38:07e nordeste
38:08do país.
38:11Olha que mesa
38:12mais variada
38:13que a dona Marlene
38:13preparou
38:14para a equipe
38:15do Agrobusiness.
38:16Em comum,
38:17um ingrediente
38:18que é o xodó dela,
38:19a goiaba.
38:20É a fruta in natura,
38:22suco,
38:23doce,
38:24geleia,
38:24no pão ou no bolo.
38:26Tudo é gostoso
38:27só de olhar,
38:27não é mesmo?
38:32Essa paixão
38:33pela goiaba vermelha
38:34começou há cerca
38:35de 20 anos
38:36quando a dona Marlene
38:37e o esposo,
38:38que trabalhavam
38:39com hortifruti,
38:40decidiram apostar
38:41em uma nova cultura.
38:42Os anos foram se passando
38:44e a família
38:44se tornou
38:45a maior parceira rural.
38:47Os irmãos,
38:48cunhados
38:48e filhos
38:49se envolveram
38:50no plantio
38:50e colheita
38:51da goiaba.
38:52Hoje,
38:53são 1.500 pés,
38:55o que rende,
38:55em média,
38:56150 quilos
38:57por planta adulta
38:58todos os anos.
39:00Minha família,
39:01nós conseguimos
39:02se erguer
39:03através da goiaba.
39:05Nós começamos
39:06vendendo
39:07com uma estradinha
39:08a goiaba,
39:09depois conseguimos
39:10comprar um carrinho
39:11um pouquinho maior,
39:12até conseguir chegar
39:14a comprar um caminhão.
39:15É um cultivo
39:16de roda de casa,
39:18que a gente pode
39:19estar trabalhando
39:19em família.
39:20Aí, aqui,
39:21os filhos foram crescendo,
39:23foram aprendendo
39:24a trabalhar.
39:26Inclusive,
39:27os filhos casaram
39:28e já trouxe
39:29as esposas
39:29também para ajudar
39:31no cultivo
39:32da goiaba.
39:33E, assim,
39:34nós lá vamos
39:35trabalhando
39:35com esse mercado
39:37da goiaba.
39:42Para ter uma renda
39:43contínua,
39:44já que as goiabeiras
39:45demoram,
39:45em média,
39:46de seis a sete meses
39:47para dar o fruto,
39:48Dona Marlene
39:49realiza a poda
39:50programada
39:50e o raleio
39:51para grupos
39:52de 50 e 50 pés.
39:53O raleio
39:55é quando os frutos
39:55são selecionados
39:56entre perfeitos
39:57e defeituosos,
39:58ficando no pé
39:59somente os mais bonitos.
40:01Tudo é feito
40:02de maneira manual,
40:03até mesmo
40:03para não machucar
40:04a árvore
40:05e o fruto
40:05e, assim,
40:06ter uma goiaba
40:07do tipo cortibel,
40:08sempre docinha
40:10e bem nutritiva.
40:11A goiaba
40:12é um fruto sensível,
40:14né?
40:14Nós precisamos
40:15estar cuidando dela
40:17desde a poda
40:19até chegar
40:21nessa fase
40:22que ela está aqui,
40:23que é uma fase
40:23de colheita.
40:26Aí,
40:26primeiro vem a poda,
40:27depois vem,
40:28ela brota muito,
40:29aí a gente tem
40:30que estar fazendo,
40:32desbrotando um pouco,
40:33né?
40:33Para não dar
40:33tanto galho.
40:38Natural de clima tropical
40:39e solo areno-argiloso,
40:42sempre bem drenado
40:43e enriquecido
40:43com matéria orgânica,
40:45a goiaba gosta
40:46de muita água
40:47para se desenvolver.
40:48O cuidado dela
40:49também precisa ser
40:50bem minucioso,
40:51porque tem praga
40:52que traz grande
40:53prejuízo econômico
40:54na cultura da goiabeira.
40:56O agrônomo
40:57André Paraíso
40:58explica um pouco
40:59do que pode ser encontrado
41:00e como combater
41:01tais pragas.
41:02Essas goiabas aqui
41:03eu separei
41:04onde tem ataque
41:06de tripes
41:06e ataque de ácaro.
41:08E aqui também
41:09na planta
41:09eu tenho
41:09alguns pontos
41:10onde ela está
41:11sofrendo,
41:12já sofreu
41:13um ataque de psilídeo,
41:14né?
41:14O psilídeo é uma praga
41:15muito difícil
41:15de ser combatida,
41:16porque ele se esconde
41:18nas bordas da folha,
41:19onde ele vai causando
41:20a lesão,
41:21a folha vai enroscando
41:22e ele fica ali dentro.
41:23Então é difícil
41:24de você tirar
41:24do local.
41:25E aí o veneno
41:26não chega
41:28aonde deve chegar.
41:29E aí
41:29é onde
41:30os erros acontecem,
41:32que você vai
41:33excedendo
41:34o número de veneno
41:35porque você
41:36não está vendo
41:37eficiência
41:38e aí você tem
41:38técnicas
41:39que você pode utilizar,
41:41igual a utilização
41:42do enxofre
41:43na cauda
41:44dos locais
41:45que você
41:45desaloja
41:46a praga
41:46desse local
41:47e você
41:48consegue pegar
41:49a praga
41:49e resolver
41:50o problema.
41:55Se bem cuidada,
41:57André afirma
41:57que a produção
41:58sempre será alta
41:59e as propriedades
42:00nutritivas,
42:01que são importantes
42:02para a ingestão humana,
42:03estarão garantidas.
42:05Geralmente você
42:06produz ela em área
42:07de planície,
42:08assim,
42:08de baixada,
42:09né?
42:09Porque é para ficar
42:10mais fácil,
42:10né?
42:10A condução.
42:11O solo,
42:12geralmente,
42:13ele tem que ser um pouco
42:13mais arenoso,
42:14uma região mais quente,
42:16né?
42:17Você investe na irrigação
42:18porque a goiaba
42:18gosta muito de água,
42:20apesar de ter que ter
42:21uma boa drenabilidade
42:22no solo.
42:24É,
42:24está sempre fazendo
42:25a nage de solo
42:25anualmente, né?
42:26A cada ciclo
42:27de sete,
42:28sete meses,
42:29você faz a nage de solo
42:30para saber o que você
42:31precisa de repor,
42:32de questão nutricional
42:33para manter a planta
42:34sempre bem nutrida.
42:40Hoje o Espírito Santo
42:41é o oitavo maior
42:42produtor de goiaba
42:43do Brasil.
42:44Daqui são produzidas
42:45mais de 9 mil toneladas
42:47da fruta
42:47todos os anos,
42:48com um valor de produção
42:49que ultrapassa
42:50os 21 milhões de reais.
42:52E olha,
42:52é Afonso Claudio
42:53a maior representante
42:54do estado.
42:55Daqui as frutas saem
42:56e ganham o mercado capixaba,
42:57mas também conquistam
42:59outros mercados
43:00em outros estados,
43:01como Pernambuco,
43:02Maranhão,
43:03Rondônia
43:03e até o Amapá.
43:09Na propriedade
43:10da Dona Marlene,
43:11o trabalho é feito
43:12para que nada se perca
43:13e chegue cada vez
43:15mais longe.
43:16Depois da retirada
43:17do fruto,
43:17a goiaba é levada
43:19para o barracão,
43:20onde é selecionada
43:21por tamanho,
43:22cor e ponto
43:23de amadurecimento.
43:24Depois,
43:25ele é colocado
43:25em caixas específicas
43:27para cada fornecedor.
43:28Essa mesma,
43:29de 2,5 kg,
43:30vai para o Pará.
43:31Já essas outras goiabas
43:33aqui,
43:33que ficaram amarelinhas,
43:35ficarão para servir
43:36para a fábrica de doces.
43:42O gosto que a Dona Marlene
43:43sente colhendo a fruta
43:45do pé
43:45é algo que ela quer levar
43:47para o paladar
43:48de muita gente.
43:49Como todo dia.
43:50Às vezes a gente está
43:51catando,
43:51bate a fome,
43:52a primeira fruta
43:53que tem na frente
43:54é a goiaba.
43:55Então vai a goiaba.
44:00Quem também está
44:01neste ramo
44:02é o produtor
44:03Kleber Valim Ramos.
44:04O papel da goiaba
44:05na minha vida
44:06foi a transformação.
44:07Durante 20 anos
44:09eu sempre fui agricultor,
44:11desde que nasci.
44:13Atuei em outras áreas
44:15da agricultura
44:17e eu tinha a goiaba
44:18como segunda fonte de renda.
44:20A partir daí,
44:22outras coisas foram,
44:24às vezes,
44:25dava lucro,
44:26dava prejuízo,
44:27você fechava o ano
44:28no vermelho,
44:29outras vezes,
44:30não conseguia fechar o ano
44:33do jeito que a gente esperava,
44:35não permitia ter muitos sonhos.
44:37E a goiaba,
44:37como segunda fonte de renda,
44:38ela veio aumentando.
44:41E chegou um ponto
44:42que eu percebi
44:43que eu tinha que invertir
44:44na goiaba
44:45porque logo, logo
44:47ia ser a minha primeira
44:47e principal fonte de renda
44:49da minha família.
44:50Então, a partir daí,
44:52foi só a goiaba.
44:56Nas duas propriedades dele,
44:58existem mil pés de goiaba
45:00em diferentes estágios.
45:01Tem os pés ainda bebezinhos,
45:04que acabaram de ser plantados.
45:05Tem também os que passaram
45:07pela poda mais drástica
45:08e já estão com os botões florais.
45:10A terceira fase da goiabeira
45:12é a da frutificação,
45:14seguida assim
45:15pela fase do raleio.
45:17A quinta e última fase
45:18é a mais esperada
45:20por qualquer agricultor,
45:21a da colheita.
45:22Nós temos o goiaba o ano todo.
45:24Três vezes por semana
45:26nós temos o goiaba
45:26no mercado aí
45:27pelo Brasil afora.
45:29São vários tipos
45:31porque são fases,
45:32são talhões, né?
45:33Nós fazemos aqui
45:34poda programada
45:35para ter o ano inteiro.
45:41Hoje, a produção alcança
45:43não apenas o Espírito Santo
45:44com a Seasa
45:45e alguns supermercados,
45:46mas o mercado
45:47de outros estados.
45:49Hoje, 80% da minha produção
45:50ela vai para o norte
45:51e no odeste do país.
45:53Pará, Rondônia,
45:55Amapá, Pernambuco,
45:57Tocantins,
45:58toda essa região aí.
46:00Estamos tentando aumentar
46:01cada dia, cada ano,
46:03gradativamente,
46:04porque o mercado hoje
46:06nós não conseguimos
46:08atender o mercado
46:09que temos, não.
46:10Hoje, falta goiaba
46:12para o nosso mercado.
46:14A tendência é crescer.
46:19Seja na roça do Kleber
46:21ou da Dona Marlene,
46:22goiaba tem para todo mundo.
46:24E olha, por aqui
46:25já se aprende a gostar
46:26dessa fruta
46:27desde pequeno.
46:28Não é mesmo, meninas?
46:30Tem gosto de doce
46:31e azedinho com esporte.
46:33Ah, é?
46:34E o suco tem gosto de quê?
46:37É docinho?
46:38É.
46:38É?
46:39Você gosta de goiaba?
46:41Gosto.
46:49Vamos agora
46:50às cotações da semana.
46:52O café Conilon tipo 7
46:54abriu a segunda-feira
46:55na Coabriel,
46:56sendo negociado
46:58a R$ 710,00 a saca
47:00e fechou a sexta
47:01em R$ 700,00.
47:03Uma queda de 1,4%
47:06na semana.
47:06O Conilon tipo 7,8
47:08começou a semana
47:09em R$ 705,00
47:11e na sexta
47:12a saca estava
47:13R$ 20,00 a menos.
47:15Ficou em R$ 695,00.
47:18A queda foi de 1,41%
47:21na semana.
47:22O Conilon tipo 8
47:24na Coabriel
47:24na segunda-feira
47:26foi negociado
47:27em R$ 700,00.
47:28Já na sexta-feira
47:29R$ 690,00 a saca.
47:32Baixa de 1,42%
47:35na semana.
47:36Não houve mercado
47:37da pimenta do reino preto
47:39B1 nesta semana.
47:43Feira de Agronegócios
47:45atrai mais de 12 mil visitantes
47:47em São Gabriel da Palha.
47:48No próximo bloco,
47:50eu te mostro.
47:51Até já!
48:09A Coabriel é a principal cooperativa
48:12de café Conilon do Brasil
48:13que resolveu criar uma feira
48:15para conectar produtores
48:16ao ambiente de inovação
48:18e tecnologia.
48:22A falta de mão de obra
48:24é um dos grandes desafios
48:25para os produtores capixabas,
48:27especialmente na cultura do café.
48:30Com a baixa oferta
48:32de trabalhadores rurais,
48:33muitos cafeicultores
48:34estão buscando mecanizar a lavoura,
48:37desde a colheita
48:38até o processamento do grão.
48:40A tecnologia te traz facilidade,
48:42te traz comodidade,
48:44a redução de custo,
48:46mesmo que seja uma mão de obra familiar,
48:50mas tem um custo.
48:52Você tem que computar isso
48:54no final do processo,
48:56senão as pessoas
48:57estão apanadas ao fracasso.
48:58Então, precisa investir,
49:01precisa buscar melhoria
49:02e aumentar a produtividade
49:04com áreas menores,
49:06com menor custo e maior produção.
49:07A mecanização,
49:09principalmente com a agricultura
49:10de precisão,
49:11tem evoluído muito,
49:12mesmo dos pequenos
49:13aos grandes produtores.
49:18A mecanização
49:19foi um dos destaques
49:21da segunda-feira
49:22de agronegócio
49:23da Coabriel,
49:24realizada entre os dias
49:2528 e 30 de julho,
49:28em São Gabriel da Palha.
49:29Um centro de negócio
49:30com 16 lojas
49:32da Coabriel,
49:33no Espírito Santo
49:33e na Bahia,
49:34foi montado.
49:35Além de seis agências financeiras.
49:38Desde sempre,
49:39a gente teve a parceria
49:40com a Coabriel,
49:41aqui em São Gabriel da Palha,
49:42e o Cicobi não podia
49:43ficar de fora
49:44dessa maior feira
49:47do agronegócio
49:48do Espírito Santo.
49:52Mais de 12 mil pessoas
49:54estiveram na feira,
49:55entre os cooperados
49:57e suas famílias,
49:58produtores,
49:59pesquisadores
50:00e estudantes.
50:01Uma oportunidade
50:02de troca de experiências,
50:04conhecimento
50:05e de fazer negócios.
50:07Nesses eventos
50:07que a gente tem
50:08a oportunidade
50:09de poder mostrar
50:11as nossas tecnologias,
50:12demonstrar aos agricultores
50:14o que tem de melhor,
50:15de mais avançado
50:16e ajudar o agricultor
50:18nessa jornada
50:19de transformação
50:20e de crescimento.
50:23Mais de 65 expositores
50:26colocam aqui
50:27novos produtos
50:27e tecnologias
50:29disponíveis
50:29aos produtores rurais.
50:30O Bahia,
50:31como a empresa tradicional
50:32de 150 anos
50:33no mercado
50:34e tradicional também
50:35na cafeicultura,
50:36a gente não poderia
50:37deixar de apoiar
50:38a cafeicultura
50:38com nilon do capixaba.
50:40Então estamos aqui
50:40para a gente trazer
50:41as nossas inovações,
50:43agregar conhecimento
50:44para o produtor capixaba
50:45de café com nilon
50:47e fazer negócios,
50:48fazer bons negócios.
50:49É uma oportunidade
50:50de a gente trazer,
50:52divulgar
50:52a nossa tecnologia.
50:54É um evento
50:55muito técnico
50:56e de muita participação
50:59dos produtores.
51:03O evento
51:04movimentou
51:05mais de 194 milhões
51:07em negócios
51:08e se consolidou
51:09com a maior feira
51:10de agronegócio,
51:11Capixaba.
51:12O número
51:13de negócios gerados
51:14foi seis vezes maior
51:15do que o registrado
51:16na primeira edição
51:17em 2019.
51:19O objetivo principal
51:20da feira
51:21é a gente oferecer
51:22ao nosso produtor
51:23tudo o que ele precisa
51:25para conduzir
51:26a atividade dele
51:27num só lugar.
51:28Então aqui
51:29ele pode visitar
51:30os inúmeros estandes
51:31que existem por aqui,
51:33buscar aquilo
51:34que interessa para ele,
51:35aquilo que é necessário
51:36para ele,
51:38fazer as cotações,
51:39o melhor custo-benefício
51:41e fazer os seus negócios.
51:45A feira tem o propósito
51:47de trazer conhecimento
51:48e orientar o cooperado
51:49a tomar as decisões
51:51de forma mais assertiva.
51:52Esse ano,
51:53a programação
51:54contou com duas palestras,
51:56com temas relacionados
51:57à perspectiva do clima
51:59e à importância
52:00do agronegócio
52:01e do café
52:01no desenvolvimento
52:03do Brasil.
52:04Um dos palestrantes
52:05foi Luiz Carlos Molion,
52:07considerado a maior
52:08autoridade brasileira
52:10em matéria de clima.
52:11Hoje,
52:12o clima
52:12é estratégico
52:13em termos
52:15de agronegócio.
52:17Se você conseguir
52:18prever
52:19com antecedência
52:20que, por exemplo,
52:21os Estados Unidos,
52:23ou a Europa,
52:24ou a China,
52:24vão ter uma quebra,
52:26como eles são
52:27grandes produtores,
52:28qualquer pequena
52:29quebra que eles têm
52:30representa uma quantidade
52:32muito grande.
52:33E, certamente,
52:35o Brasil sempre foi,
52:36ao longo de mais de 100 anos,
52:38um grande exportador
52:40de café,
52:41dependia muito
52:42do Arábica,
52:43mas hoje
52:44o Conilon
52:46está tomando
52:47o seu lugar.
52:48Então,
52:49acho que o produtor
52:50tem essa sensibilidade
52:53de ver que,
52:54realmente,
52:55hoje,
52:56o conhecimento
52:57antecipado
52:58que ele tem
52:58do clima
52:59permite
53:00que ele se planeje
53:02melhor
53:03e que tenha
53:04uma produção
53:06com custo menor.
53:11Conhecimento,
53:12tecnologia,
53:13inovação
53:13e um momento
53:14de descontração
53:15com a família unida.
53:17Tudo que a gente
53:17está vendo aqui hoje,
53:18eu não tenho dúvida,
53:19a tecnologia não para,
53:20gente.
53:21E nós temos
53:22que acompanhar
53:23e temos a responsabilidade,
53:25enquanto cooperativa,
53:26de trazer conhecimento,
53:28de trazer aqui pessoas
53:29que sabem,
53:30sabem muito,
53:31para passar isso
53:31para o produtor,
53:32para que ele tome
53:33sempre as melhores decisões,
53:34para pensar sempre
53:36no menor custo
53:37de produção dele.
53:38Então, assim,
53:39responsabilidade
53:40da cooperativa,
53:41colocar conhecimento,
53:42a decisão
53:42é sempre do produtor,
53:43se ele vai comprar,
53:44o que vai comprar
53:45e quando vai comprar.
53:57O AgroBusiness
53:59fica por aqui.
54:00Muito obrigada
54:01pela sua companhia.
54:02Tenha um excelente dia
54:04e até domingo que vem.
54:05Eu te espero.
54:06Para saber mais
54:07sobre o mundo agro,
54:08confira a coluna
54:09AgroBusiness
54:10no folhavitoria.com.br
54:13e no nosso canal
54:14no YouTube,
54:15Instagram,
54:16arroba FolhaBusiness
54:17e também
54:18no meu Instagram pessoal,
54:20stefani.agronomia.
54:22Eu espero vocês
54:23nas redes sociais.
54:24tchau, tchau, tchau, tchau.
54:29E aí, tchau.
54:30Tchau, tchau.

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