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Agro Business
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00:00Música
00:09Começa a vacinação contra a febre afitosa.
00:12Esta será a última imunização do gado no Espírito Santo.
00:17Música
00:19A partir da próxima vacinação, que seria em maio, a gente não vai precisar mais vacinar.
00:25Música
00:26Intabilidade no mercado de café. Enquanto a exportação do café solúvel aumentou, os preços totais do grão caíram pela metade.
00:36Música
00:37Apesar da queda, o Espírito Santo vai aumentar em 4,3% a produção do café conilon este ano.
00:44Projeto de fruticultura incentiva agricultores familiares a cultivarem cajamanga não em linhares.
00:52Música
00:53Além de ser uma planta de pequeno porte, ele tem um sabor mais adocicado.
00:58Intercâmbio de conhecimento. Especialistas de café da Rússia e de outros países participam de evento em venda nova do imigrante.
01:08Música
01:09Eles também estão comprando cafés dos produtores, sem falar também no intercâmbio cultural.
01:14Da lavoura à mesa do consumidor. Na semana em que se comemora o dia do trigo, nossa equipe vai mostrar
01:21o caminho que o cereal percorre aqui no estado.
01:24Música
01:26A base hoje da planificação é o que?
01:32Música
01:35A cafeicultura é a principal atividade agrícola do Espírito Santo.
01:39Gera emprego e renda para muita gente aqui.
01:42A produção de conilon aumentou em 4,3% este ano e as exportações de café solúvel tiveram alta de
01:4930%.
01:52Música
01:57O Espírito Santo é o segundo maior produtor brasileiro de café, com expressiva produção de arábica e conilon.
02:05São 402 mil hectares em 77 municípios do estado.
02:10Só não tem plantio do grão na nossa capital Vitória.
02:13A atividade cafeira é responsável por 37% do PIB agrícola capixaba e quase 70% da produção brasileira.
02:22Para quem produz café nessas terras do Brasil, o cenário é bem positivo.
02:28Música
02:28Henrique Slope é produtor de café especial e este ano vendeu seu produto para mais de 15 países.
02:35O Espírito Santo se qualificou a produção dele.
02:38Então hoje a gente tem uma situação de qualidade que eu diria que é top 10, top 3 do Brasil
02:44tranquilamente.
02:45Então o café capixaba está colocado no mundo como um café de especialidade, especial.
02:50Aqui é uma transição do Espírito Santo ter café de ou conilon ou arábica e houve um aumento de produção
02:56nossa.
02:57Música
02:58De acordo com o Centro de Comércio de Café de Vitória, as exportações de café solúvel registraram um aumento de
03:0530% no mês de setembro deste ano.
03:07Apesar dos bons indicadores, a exportação total de café pelo Espírito Santo em 2022 acumula uma queda de 54%
03:17em comparação com o mesmo volume de exportação do ano passado.
03:21O secretário de Agricultura explica alguns motivos para esses índices tão baixos.
03:26Principalmente devido a maior produção do conilon, que enfrentou uma maior competitividade também com o café robusta do Vietnã, o
03:38nosso principal concorrente.
03:40Outro fator que fez com que as exportações reduzissem foi a pouca oferta do arábica aqui no Brasil, decorrente principalmente
03:50da geada ocorrida em 2021.
03:52Quando o mercado nos dá uma margem de resultado satisfatória ou antes não vista, temos que acelerar o processo de
04:01venda e segurar nos momentos de queda.
04:04Arábica bebida acima de R$ 1.000 e conilon acima de R$ 580, R$ 600 ainda são
04:12preços que dá para praticar.
04:14O cuidado é não esperar que esses preços caiam tanto e continuemos retendo café, perdendo o market share para o
04:22Vietnã.
04:24Presente em todas as regiões do estado e de maneira bem diversificada, os cafeicultores, principalmente os que ficam nas regiões
04:31mais altas, têm investido forte na qualidade da produção.
04:35Os resultados já estão aparecendo.
04:37A venda de cafés especiais bateu a casa de R$ 1 bilhão este ano.
04:42Apesar da queda nas exportações do café de maneira geral, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento,
04:48o Espírito Santo vai aumentar em 4,3% a produção do café conilon este ano, em relação ao ano
04:54passado, uma estimativa de mais de 12 milhões de sacas.
04:58Só o Espírito Santo é responsável por 68% da produção nacional deste tipo de grão.
05:04Nós temos aí a única região com expressivas produções de conilon e arábica no mundo.
05:11Tornou-se uma das mais competitivas do mundo e também com qualidade.
05:17Então, 25% da produção do Brasil, do café do Brasil, está aqui no Espírito Santo, 8% da produção
05:25mundial.
05:25Nós temos mais de 140 mil famílias envolvidas, mais de 65 mil propriedades.
05:35O Espírito Santo é o principal produtor nacional de conilon, que é o café de regiões mais quentes, normalmente plantado
05:42abaixo de 500 metros de altitude.
05:45Só que a aposta nessa variedade tem feito agricultores até de terras mais frias tentarem cultivar o conilon também.
05:51O Fabiano é de Venda Nova do Imigrante, na região das Montanhas Capixabas, onde as temperaturas variam entre 12 e
05:5930 graus.
06:00Aqui para nós ainda é muito novo, porque a gente é do Arábica, né?
06:02Somos do Arábica, lugar de 750 de altitude.
06:05Estamos começando agora, que a gente já torra um pouco de Arábica, vamos começar a torrar o conilon também.
06:10A ideia é inovar, né?
06:13O conilon já estão começando a tomar ele, o pessoal já está criando o hábito de tomar o conilon.
06:18Por que não testar o conilon na altitude?
06:21As chuvas ocorridas nos estágios de plantio e que são fundamentais para o seu crescimento,
06:26as temperaturas próximas do ideal e o uso de fertilizantes de alto desempenho
06:31foram responsáveis pelo crescimento desta safra de conilon.
06:35Ele está com dois anos e meio de plantado e teve a primeira colheita, safra 22.
06:40Superou as expectativas, deu 50 sacas por hectare na primeira colheita.
06:44E a expectativa para a próxima?
06:4660 sacas por hectare.
06:50De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, em todas as regiões produtoras de café do país,
06:57houve um aumento de área cultivada com o café conilon em relação à safra do ano passado.
07:02O destaque vai para o Espírito Santo e Rondônia, no norte do Brasil,
07:06que registraram acréscimos de 4,3% e 2,9% respectivamente.
07:12Para o Fabiano, a expectativa é fazer dar certo o café conilon, mesmo em terras mais frias.
07:18A tendência é que ele vai se adaptar e tem tudo para só melhorar.
07:23A expectativa, então, é crescimento desta produção?
07:26Crescimento de produção.
07:36Produtores de Cajamanga, Anão e Linhares estão satisfeitos com a colheita.
07:41O programa municipal de fruticultura por aqui já tem dois anos
07:45e as plantas, mesmo pequenas, já estão carregadas.
07:51Um pé tão pequenininho e carregado de frutos.
07:56Assim é o Cajamanga, Anão, uma nova cultura implantada no município de Linhares, norte do estado.
08:04Treze produtores receberam incentivo e participam do plantio da fruta.
08:11Uma das propriedades é o Sítio Farias, de 13 hectares.
08:16Nestas terras, se plantava apenas café e seringa, mas o Cajá surgiu com uma possibilidade barata de diversificação.
08:24Quando surgiu a ideia de vir o Cajá, o patrão optou por nós tirar a seringa e colocar o Cajá.
08:33Várias pessoas plantou.
08:35Então, foi através de reunião, todo mundo ali se conectando, obtendo conhecimento junto e um passando conhecimento de um para
08:43o outro.
08:44O Cajá é bom de plantio. Não dá muito trabalho e tem saída certa.
08:50Em uma porção pequena da terra, uma renda que antes não existia.
08:55É uma cultura assim, que a mão de obra dela não dá tanta mão de obra, né?
08:59Hoje a gente vende tanto para o comércio como polpa, né? A fruta para a polpa ou ela no comércio
09:07mesmo.
09:07Então, tipo assim, deu certo. Hoje nós não temos dificuldade para poder vender a fruta.
09:14É uma nova cultura que chega para que eles possam consociar com as culturas principais da propriedade.
09:19A fonte de renda adicional que essa cultura está gerando em pequenas áreas, eles estão rentabilizando o uso da terra.
09:25Então, a gente observa todos esses produtores do polo já colhendo há mais de um ano e meio, há mais
09:31de um ano, na verdade, essas frutas
09:32e estabelecendo essa parceria com o mercado.
09:35Então, hoje a gente tem supermercados da cidade, né?
09:38Dois, três supermercados que já vendem rotineiramente esse Cajá de produtores de linhares, fábricas de polpa que estão comprando o
09:45Cajá desses produtores, né?
09:47Feira livre, merenda escolar, essa aproximação está ocorrendo e hoje eles têm mercados consolidados.
09:53E isso remunera a família rural.
09:57Marcos é o responsável pela colheita da propriedade.
10:01Cole duas vezes por semana e criou até um sistema para ajudar na hora da retirada dos frutos.
10:06Eu peguei esse vasilhame, né? E hortei ele, botei essa alça em manual e aí eu vou puxando e vou
10:14catando, vou puxando e vou catando e é melhor do que o balde.
10:18E antes eu catava no balde, o balde eu tinha que ficar parando, rodeando, aí tinha muito contratempo.
10:24Aí eu inventei esse suportezinho, esse treinó, né? De bujão, para poder me adiantar na colheita.
10:34A colheita é toda manual. Cada pé produz agora no início 25 a 30 quilos por planta, mas a expectativa
10:44é que a produção aumente a cada ano.
10:46É uma lavoura que produz bem, sempre produzindo. E essa perspectiva vai crescendo, vai aumentando de acordo com o ano.
10:55No exemplo, segundo ano a gente espera aí ter uma produtividade de 35 quilos por planta.
11:01Terceiro ano a gente aumenta a perspectiva para poder ter aí uns 45 quilos por planta.
11:12Atualmente no Polo Farias, região como é chamada a primeira comunidade a fazer o plantio em Linhares, foi plantado em
11:1910 hectares, 15.500 mudas de cajá manganão.
11:23A atividade já rendeu uma colheita de mais de 400 toneladas.
11:28A escolha dessa fruta se deu baseada em alguns critérios, alguns estudos que foram feitos na elaboração desse programa.
11:35Primeiro a viabilidade técnica da região, condição de clima, de sol, essa aptidão agronômica para que haja, para que houvesse
11:42o êxito dessa cultura.
11:44Isso foi constatado. E depois a viabilidade de mercado, o ponto de vista da aceitação dessa fruta no mercado, a
11:49baixa oferta regional, os potenciais compradores.
11:53Então esses foram os elementos principais para que se definisse a escolha do cajá manganão.
11:59Um fruto pequenininho, mas de muito sabor. E é lógico né gente, que eu não ia ficar aqui só gravando
12:06não.
12:07Também tenho que provar como é que está a doçura desse cajá.
12:17Docinho, aprovado.
12:19O cajá manganão tem um sabor único, diferente do cajá convencional.
12:24Além de ser uma planta de pequeno porte, ele tem um sabor mais adocicado.
12:30Igor também foi um produtor que resolveu entrar no projeto. Com 22 anos, fez curso de técnico agropecuário.
12:38E mesmo com a proposta de emprego fora, escolheu ficar na propriedade da família.
12:43A decisão de se manter aqui veio junto com a nova cultura do cajá.
12:48No início foi meio um tiro no escuro né. Não tínhamos mercado, o cajá começou a produzir muito novo, mas
12:55hoje já temos o mercado.
12:58Temos o mercado até para fora né. Mas por questões de logísticas, preferimos optar pelo mercado interno, dentro de Linhares
13:06mesmo né.
13:07Mas já tivemos venda para Minas, já tivemos venda para São Paulo né. E alguns outros produtores de Salvador, tivemos
13:16visitantes da Bélgica também querendo a nossa fruta.
13:21A produção está tão boa que ele resolveu até ampliar a área. Agora vai produzir ainda mais qualidade. O cajá
13:30manganão premium.
13:32Aqui mesmo na propriedade nós já expandimos a área, visando também atender um outro mercado, que é principalmente o de
13:39mesa.
13:40Temos esse cajá, o manga, né, o cajá manganão. E agora implantamos o cajá manganão premium, específico para a mesa,
13:47que ele dá um padrão maior do que essa fruta aqui.
13:53E você acha que sobra cajá? Nada disso. Por aqui as frutas estão disputadas e o preço compensa.
14:02O cajá hoje in natura para a mesa está na faixa dos seus 3 reais o quilo, né. E o
14:07cajá para a polpa de fruta está 2 reais.
14:10E isso no início não era assim não, né. No início muitos produtores ficaram assustados, né, que o preço era
14:15um pouco menor.
14:16Mas a tendência agora é o consumidor aprender a comer cajá de mesa e de fato aumentar as vendas.
14:23Sim. A ideia até com a expansão diária, né, trazendo um cajá especificamente de mesa e deixando essa outra lavoura
14:31visando a polpa de frutas.
14:34Para fazer dar certo, o Programa Municipal de Fruticultura, além das mudas, leva também aos produtores em formação.
14:42Pedro é um dos técnicos da Prefeitura que atende os produtores e orienta sobre os manejos adequados para produzir com
14:50qualidade.
14:51A poda, por exemplo, precisa ser feita duas vezes por ano, principalmente para tornar a copa da frutífera mais baixa.
14:59A partir que a gente já colheu esse primeiro cacho, a gente vem, já corta e assim já vai dar
15:04lugar a outros cachos de novo e assim vai durante o ano todo.
15:08Ela é uma planta que se estende bastante a sua produção. Então, daqui para frente é só sucesso, né.
15:15Vão cortando os galhos que já vão secando, você vai colhendo os galhos automaticamente que já vão secando e vai
15:21dando espaço a novos produtos para já poder sair a nova produção.
15:25O Cajá Manganão apresenta bom desempenho em regiões com temperaturas médias entre 23 e 24,5 graus Celsius e umidade
15:36relativa do ar elevada.
15:38Quanto ao índice polviométrico anual, ele deve se manter em 1.100 a 2.000 milímetros.
15:45Uma planta rústica, mas que precisa ser cuidada.
15:48Ela é uma cultura que é bem resistente à seca. Aqui a gente está num local mais elevado.
15:54Então, o período chuvoso aqui também varia muito na região. Nesse momento a gente está passando por um período bom
16:00de chuva.
16:01Então, aí a gente consegue passar entre uma a duas semanas essa irrigação tranquila, o Cajá é bem resistente à
16:06seca.
16:07Mas, normalmente, aqui a irrigação é feita uma vez na semana, um período aí de 30 a 40 minutos de
16:12irrigação na bailarina.
16:16Uma cultura em alta, com grande potencial para ajudar produtores na diversificação agrícola e diminuir a monocultura dentro do município.
16:27A gente hoje produz café, pimenta e cajá. Na minha opinião, é importante a gente ter essa diversificação de culturas
16:35na propriedade, principalmente na agricultura familiar.
16:38Porque quando um produto ressarcia o outro, quando um produto está em queda, o outro talvez está em alta.
16:45Então, o produtor não fica em um mar isolado. O produtor tem sempre uma estabilidade.
17:03Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
17:06Muitos produtores têm dúvidas na hora de saber o que é um café especial.
17:09Por isso mesmo, eu estou aqui com o degustador Tássio, que vai me explicar, Tássio, quais são as características que
17:15dizem que um café é especial.
17:17Então, a característica principal de um café especial é a doçura e a acidez.
17:21Então, é muito importante o produtor preparar o seu lote e levar esse café para uma análise sensorial dentro de
17:27um laboratório,
17:28onde ele vai ter que seguir todo o parâmetro de uma torre adequada, moagem, tipo de água,
17:33para que esse café possa receber essas informações da forma mais adequada possível.
17:37E, dessa forma, caracterizar o seu perfil aromático, aquilo que busca, aquilo que vai agradar o mercado,
17:43que está caracterizando os cafés especiais, como doçura, acidez, corpo, dentre outros atributos que são mensurados pelos provadores.
17:51Tássio, eu sempre falo que muitos produtores já produzem café especial e, às vezes, nem sabem, né?
17:56Está perdendo dinheiro, gente, tem que conhecer o café.
17:59E o que o produtor que está em casa pode fazer aí para descobrir mais coisas sobre os seus cafés?
18:04Então, é importante ele estar sempre atento a todas as informações que tem de novas tecnologias,
18:10fazendo um bom manejo do seu cafeiro, para que esse possa trazer para os frutos a melhor qualidade,
18:15aquilo que tem na sua região, que a gente chama de terroir.
18:18Muitos produtores desconhecem essas informações e deixam de ter essas expressões nas xícaras.
18:24Então, é muito importante fazer todo o manejo do café, para que, de fato, a xícara da sua propriedade
18:28possa expressar a melhor qualidade, caracterizando os cafés especiais, que tanto agradam e são valorizados pelo mercado.
18:35Muito bom, muito obrigada, Tássia.
18:37Eu espero muito que um dia, né, seja comum a gente falar sobre café especial, né?
18:41Que o que a gente mais tem no nosso estado sejam cafés especiais, cafés premiados,
18:46cafés principalmente reconhecidos aí pela sua qualidade.
18:50Muito obrigada.
18:51E você de casa, tem dúvida?
18:53Manda para a gente que a gente responde aqui no programa.
18:56Basta mandar para o meu e-mail, stephanie.com.br.
19:00Eu aguardo a sua dúvida.
19:05Novembro é mês de vacinação contra a febre afetosa.
19:08A expectativa é que as doses sejam aplicadas em pelo menos 2 milhões de animais aqui no Espírito Santo.
19:15Esta será a última campanha de vacinação contra a febre afetosa aqui no estado.
19:22Em dia de vacinação, é assim.
19:24O gado fica mais atento e é preciso cuidado no manejo do animal.
19:29Apesar deste tamanho todo, eles são sensíveis e se estressam bem fácil.
19:33Mas vacinar é necessário e um processo rápido.
19:36A vacina aqui é a responsabilidade, né?
19:39Tanto para a saúde do animal, para a saúde dos vaqueiros aqui e para quem for adquirir essa carne amanhã
19:43ou depois.
19:44A parceriedade do gado está 100%.
19:46Todo ano a gente faz as vacinas que são necessárias.
19:49E não dá, como se diz, muita doença porque a vacina está tudo em dias.
19:57Meurix faz o trabalho de vaqueiro há mais de 20 anos.
20:00Foi do tempo que, para vacinar, era necessário pegar o boi no laço.
20:04Hoje é mais tranquilo.
20:05Exigência até do próprio mercado e para a segurança do profissional.
20:09Trazer o animal com menos estresse possível.
20:12Tentar passar aqui menos estresse também, sem machucar.
20:16Porque para a segurança do animal, para a gente, da equipe de curral.
20:20E movimentar menos o gado num dia de vacinação.
20:25Na lista das vacinas de hoje, para o rebanho, está de febre afitosa.
20:30A doença viral, que deixa o gado sem comer e com feridas pelo corpo, tornando impróprio para o consumo humano,
20:36é combatida por meio da vacinação.
20:38Ela é obrigatória para todas as idades.
20:41Vacina de febre afitosa, assim como todas as outras que a gente tem no calendário sanitário dos animais,
20:46dos bovinos, no caso aqui, ela é utilizada para causar uma imunidade.
20:51Para a gente ter essa imunidade nos animais e evitar, eventualmente, caso o animal seja desafiado com a doença,
20:59dele ter a doença, dele expressar os sintomas da doença.
21:03A febre afitosa em si, ela é uma doença viral.
21:07Ela está muito caracterizada em vesículas que são formadas nos bovinos.
21:11Principalmente na região da boca, na região das falanges.
21:14Nós precisamos lembrar que a maioria dos animais, eles vão ser assintomáticos.
21:18A principal importância dessa doença é porque ela é uma doença de caráter econômico.
21:22Então, por exemplo, o Brasil é um país exportador de carne bovina.
21:26Então, hoje, se, graças a Deus, a gente não tem, mas se eventualmente vier a ter um caso,
21:32então as barreiras impostas por outros países importadores para o Brasil seriam muito severas.
21:41No Espírito Santo e em outros cinco estados, além do Distrito Federal,
21:45esta será a última campanha contra a febre afitosa.
21:48Em maio, o Ministério da Pecuária suspendeu a vacina nesses locais a partir de janeiro de 2023.
21:54A expectativa é que sejam vacinados em torno de 2 milhões de animais agora em novembro,
22:00distribuídos em 30 mil propriedades rurais aqui do estado.
22:04A etapa de vacinação contra a febre afitosa no Espírito Santo, ela iniciou dia 1º de novembro,
22:08vai até o dia 30, né?
22:12Nesse período, devem ser vacinados bovinos e bubalinos, né?
22:16Bois e búfalos de todas as idades.
22:18É importantíssimo a participação em março do produtor rural realizando a vacinação dos rebanhos
22:25para que tenhamos um nível de proteção contra a doença muito alto no nosso estado,
22:31tendo em vista que nós somos um dos sete estados autorizados a parar de vacinar contra a febre afitosa em
22:362023.
22:37O programa de controle e erradicação da febre afitosa aqui no estado começou em 1971
22:43e o último caso registrado dessa doença aconteceu em 1995, lá era Cruz, na região norte.
22:49Em 2001, o Espírito Santo alcançou o patamar de ser uma zona livre da febre afitosa com o auxílio da
22:56vacina.
22:56O objetivo agora é se ver livre totalmente da febre afitosa, dessa doença, ser uma zona livre sem a vacinação.
23:04O objetivo é que a gente comece a trabalhar a partir do próximo ano, em 2023.
23:08Para que isso aconteça, como nós vamos passar por um novo procedimento, né?
23:12Deixando de vacinar os animais e deixando de contar com a proteção que a vacina traz,
23:19precisaremos cada vez mais da atenção do produtor rural ao seu rebanho, né?
23:23Ao seu patrimônio, que ele observe sempre, assim como os tratadores dos animais,
23:29observem sinais clínicos da doença, sintomas compatíveis com a febre afitosa,
23:34não só nos bois e búlculas, também como nos suínos, caprinos, ovinos.
23:38Tudo isso é importante do produtor, tratador, estar vigilante e notificar e cuidar imediatamente
23:44qualquer suspeita de ocorrência da doença.
23:48Nesta fazenda em Cariacica, que tem 1.126 cabeças de gado, distribuídas em 1.084 hectares,
23:55saúde animal é coisa séria.
23:57Lucas explica que todo cuidado na hora do transporte, aplicação e prestação de contas da vacina
24:03é muito importante.
24:05A primeira indicação que a gente tem é sempre, durante a aplicação,
24:09a vacina ser guardada em temperatura de 0 a 5 graus, temperatura de refrigeração.
24:16É uma vacina que precisa de refrigeração.
24:18Então, toda vez que você for aplicar, pegou a pistola de aplicação, aplicou, volta para o gelo.
24:24Segundo, tem que ter muita sanidade.
24:28A vacina tem que ser manipulada na forma mais higiênica possível.
24:33Para evitar, posteriormente, de ter algum tipo de abscesso, algum tipo de lesão no animal,
24:38causando prejuízos econômicos e prejuízos de saúde para o animal.
24:44Terceiro ponto, o manipulador dessa doença, o vaqueiro que está ali operando,
24:49ele tem que ter uma certa habilidade, tem que ter uma certa experiência.
24:53O local de aplicação, a contenção dos animais.
24:56Então, isso é extremamente importante para a gente ter, primeiro, não ter nenhum tipo de acidente
25:02causando uma lesão ao animal ou ao aplicador.
25:05Segundo, é para a gente ter uma efetiva imunização dos animais.
25:09E existe algum local certo para aplicar a vacina?
25:12Sim. A gente indica sempre fazer a vacinação na região da tábua do pescoço,
25:16que é uma região que causa menos lesão, que, eventualmente, se tiver algum tipo de reação,
25:23ela vai ser retirada lá no frigorífico, na carcaça, de forma mais fácil
25:27e que cause menos prejuízo econômico para o produtor, para o frigorífico, para a cadeia em geral.
25:32O pecuarista deve comprar as doses da vacina nas lojas credenciadas pelo IDAF.
25:36Cada dose custa em torno de R$ 1,25.
25:40Depois da aplicação, é importante que o produtor comunique ao IDAF sobre a vacinação
25:45e fique atento às reações do imunizante no animal.
25:49Como a gente aproveita o manejo que já dá quatro tipos de vacina,
25:53então tem animal que dá a reação.
25:56Tem animal que vai amanhã ser deitado, amanhã,
25:58vamos acompanhar de pé, se precisar o trago para perto do curral para vigiar melhor.
26:03E tem animal que não dá a reação. Tranquilo.
26:06E aí vocês fazem o que quando ele começa a dar reação? Que reações são essas?
26:10Não, tenta fazer um, dá um pouco.
26:12Ele vai gesticular, como a vacina é aplicada em local específico,
26:17de acordo com que ele vai andando, ele vai sozinho se massageando.
26:21A vacina vai diluindo, no caso, inchar um pouco.
26:24Quando chega a dar a reação, tem animal que deita.
26:27Deita, fica deitado quietinho, que ele não quer se movimentar,
26:29porque deu a reação, no caso, enche um pouco.
26:34Mesmo obtendo a condição de suspender a vacinação,
26:37os estados ainda precisam manter as ações sanitárias que darão suporte à retirada da vacina.
26:42Juntas, essas sete unidades da federação contabilizam um rebanho superior a 113 milhões de bovinos e bubalinos,
26:50e respondem pela maior parte das exportações brasileiras de carne.
26:54Desde 2001, a gente é livre, já é considerado pela OIE como livre da doença.
26:59Porém, o Espírito Santo, ele tem a vacinação desde então.
27:03Então, a gente já tem uma imunidade de rebanho, né?
27:07E a partir da próxima vacinação, que seria em maio, a gente não vai precisar mais vacinar.
27:13Pela OIE, a gente ainda tem a caracterização de livre com vacinação.
27:17Porém, a gente não vai vacinar para chegar no ponto de realmente ser caracterizado pela OIE como livre sem vacinação.
27:24Isso é uma parte normal do cronograma.
27:26Primeiro você tira a vacina, vê como é que está a imunidade do rebanho,
27:30para posteriormente a OIE caracterizar a gente como livre sem vacinação.
27:33Então, os cuidados que a gente tem que ter é não receber animal de fora sem GTA,
27:39animais que vieram de origem, que já são de animais vacinados, que tenham controle.
27:43É isso que a gente, basicamente, como produtor rural e como técnico, tem que observar.
27:47É ter esse controle de tráfego de animais.
27:52Nos próximos anos, outros estados do país também serão liberados da vacinação contra a afitosa.
27:58Até 2026, o Brasil buscará o reconhecimento de ser uma zona livre de febre afitosa sem a vacinação.
28:05Cada estado está sendo avaliado pelo Ministério da Pecuária,
28:08com base no seu sistema de vigilância e ações de defesa agropecuária.
28:21A cultura do Inhame em Santa Leopoldina, região Serrano do Estado, é muito forte.
28:27Representa boa parte da economia do município, que gira em torno da agricultura.
28:32Nas próximas semanas, será tempo de colheita.
28:35E nossa equipe foi até lá conferir.
28:40As plantações de Inhame se destacam de longe.
28:43Com folhas largas, esse tubérculo é rico no Complexo B
28:46e faz parte da agricultura brasileira desde os tempos do descobrimento do país.
28:51Perovaz de Caminha mesmo, em uma das suas cartas a Portugal, escreveu
28:55muito Inhame e outras sementes que na terra há e os índios comem.
29:02Em Santa Leopoldina, na região Serrana do Estado, a cultura do Inhame atravessa gerações.
29:07E as plantações são feitas em comunidade.
29:10Seu Herildo cuida da lavoura de Inhame há pelo menos 30 anos.
29:14No começo foi mais difícil, porque era tudo manual, você entendeu?
29:17Depois, com o tempo, a gente já conseguiu um tratorzinho para dar terra nas lavouras, você entendeu?
29:22Mas já foi melhorando.
29:23Hoje já tem as máquinas para lavar Inhame.
29:25Bem mais fácil do que de primeiro a gente fazer tudo na mão.
29:30De pai para filho, Herildo ensinou Fernando a também cultivar esse tubéculo.
29:35Cada ida ao campo era uma verdadeira aula.
29:37É o Inhame atravessando gerações.
29:40Fui crescendo nesse meio aí, vim aprendendo já de berço com isso aí
29:45e a gente tem que dar continuidade no trabalho.
29:47Isso já veio desde o meu final da avó.
29:50Quando o meu final da avó tinha uma combizinha azul que ia junto com o meu pai para ser asa.
29:55E hoje já se desenvolveu muito mais.
29:57Hoje já tem caminhão, tem trator, tem máquina.
29:59A gente consegue fazer o serviço muito mais fácil.
30:01O que você aprendeu nesses anos todos aí, plantando e colhendo Inhame?
30:05Bom, a gente tem que aprender o seguinte.
30:08A gente tem que trabalhar todo dia para a gente ter o sustento da gente.
30:12A gente não tem jeito.
30:15Na roça você tem que trabalhar, tem que pegar e fazer, investir.
30:18Tem que saber administrar.
30:19Senão você não consegue ter uma renda correta.
30:23Porque é uma coisa que você ganha um dinheiro, por exemplo, entre dois, três, seis meses de cultivo.
30:28Você recebe esse dinheiro, acaba uns dois meses ali no final da colheita.
30:32Mas você só vai plantar de novo ou ter outro dinheiro daqui seis, oito meses ou um ano.
30:37Então você tem que aprender a administrar esse dinheiro para você conseguir plantar de novo.
30:42O cultivo do Inhame faz parte de um mix de hortifruti e grangeiros
30:46produzidos quase que exclusivamente pela agricultura familiar.
30:50A oferta do Inhame é praticamente anual, dada a característica da sua rusticidade.
30:55Entretanto, nos meses de dezembro e janeiro, há uma entre safra na oferta do produto.
31:00Quando nós colhe, geralmente nós não plantamos.
31:02Nós plantamos só, nós deixamos entrar no mato a vagem, aí depois nós roçamos ela, aí preparamos de novo.
31:08Nós não plantamos Inhame não, porque é um período de muita chuva, época de outubro e novembro,
31:13que agora nós começamos a colheita.
31:15Aí nós não plantamos Inhame agora, entendeu?
31:17Porque aí é muito quente também, ele não produz bem na terra quente.
31:20Nós vamos começar a plantar a terra em maio, para plantar mais junho, julho de novo.
31:26Na comunidade Cavu, em Santa Leopoldina, região serrana do estado,
31:30a produção do Inhame é bem tradicional e por aqui eles conhecem bem a planta.
31:35A gente vive desse daí todo ano.
31:36É um vício que a gente tem, eu acho.
31:39Todo ano tem que fazer a mesma coisa.
31:42Parece que quando um planta, se um planta 10 sacos, eu vou plantar 20, entendeu?
31:45Aqui é assim, enquanto que nós não encher as vagas, nós não sossegamos.
31:49Ele diz que o preço do Inhame está bom, mas a balança é bem variável durante o ano.
31:54Hoje o preço do Inhame está na vagem de 120, 130 até,
31:58mas a gente não sabe daqui a 15 dias ou 20 dias se vai estar mais ou menos.
32:03A gente trouxe para ficar nesse preço, mas se abaixar, a gente também tem que se contentar.
32:08E aí vocês têm que equilibrar as contas depois, que às vezes o preço está bom, às vezes não está.
32:13Sim, é o que eu falo, a gente investe uns 15 ou 20 mil, talvez para fazer 50,
32:18mas esses 50 a gente tem que viver de novo.
32:21Daí a pouco a gente vende as mudas e vai ter que comprar de novo.
32:23A gente acha que ganhou 30, mas já vai gastar daqui a 30 de novo para investir na lavoura.
32:30Originário da África, o Inhame vem de uma palavra de origem senegalesa, que significa para comer.
32:36Essa raiz possui um alto teor calórico e é rica em proteínas e sais minerais.
32:41Uma boa produção começa com a preparação do solo e a utilização de bons adubos.
32:46Nós aqui preparamos com o trator, nós vem muitas vezes com o arado,
32:52depois vem com a rotativa, que é para afinar a terra,
32:56depois nós vem com o riscador, que é para poder fazer os riscos, as valas,
33:01para poder começar a fazer o plantio de Inhame.
33:05Tem que ter todo esse processo para se plantar Inhame?
33:07Exatamente, tem que ter esse processo todo para poder fazer a preparação do solo,
33:12para poder efetuar o plantio.
33:16Se no calendário da vida, a final de ano, é sinônimo de colheita dos nossos sonhos,
33:21a gente colher aquilo que plantou lá desde janeiro, regou e plantou com tanto carinho,
33:25na cultura do Inhame essa máxima é muito certa,
33:28é tempo de colheita do Inhame aqui no Espírito Santo.
33:31De acordo com o Incaper, só no ano passado foram colhidas 100 toneladas essa raiz,
33:36um valor de produção que ultrapassa os 150 mil reais.
33:42Para tentar melhorar a produção e a logística do Inhame,
33:45que é vendido para o SEASA da Grande Vitória, os agricultores estão se organizando,
33:49querem abrir uma associação e as expectativas são boas.
33:53A gente está se organizando um pouquinho, porque para trazer benfeitorias para a gente,
34:00porque as coisas estão difíceis na roça, então a gente está se organizando,
34:05tem um mês e meio, entendeu?
34:07Para a gente criar essa associação aí, mas estamos engateando ainda.
34:11Vocês querem o que com essa associação de produtores locais?
34:16Minimizar os custos, os custos da produção estão muito altos e se ajudar um ao outro
34:24para conseguir produzir sempre, todo ano, bem.
34:31Desafios que juntos os produtores pretendem superar e assim aumentar as vendas e o lucro.
34:37Até porque o Inhame daqui...
34:39O melhor que está tendo, o melhor do Brasil, o Inhame do Cavu.
34:42Vale a pena comprar?
34:44Vale a pena. Pode comprar que eu garanto.
34:56E vamos agora ao Giro de Notícias da Semana.
35:07Quadrilha que extraía pau-brasil ilegalmente é alvo de operação no Espírito Santo.
35:13Trinta e um mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Domingos Martins,
35:18Santa Tereza, Linhares, Sua Neiva e Aracruz.
35:22Outros seis mandados foram cumpridos do Rio de Janeiro, Bahia e Alagoas.
35:26As investigações apontaram que o grupo criminoso utilizava o pau-brasil
35:31para fabricar instrumentos musicais e acessórios como arcos de violino.
35:36Segundo a Polícia Federal, a organização era formada por extratores de madeira,
35:42artesãos e empresários.
35:44Os instrumentos eram enviados principalmente para os Estados Unidos e Europa.
35:49A estimativa é que o grupo tenha lucrado mais de 370 milhões de reais.
35:56A Pimenta do Reino do Espírito Santo recebeu o reconhecimento de indicação de procedência
36:02para uma área geográfica que abrange 29 municípios do Norte Capixaba.
36:08O registro foi publicado na Revista da Propriedade Industrial,
36:12do Instituto da Propriedade Industrial, nesta semana.
36:15As IGs são conferidas a produtos ou serviços característicos do seu local de origem,
36:21que têm identidade própria, diferente de outros produtos que existam no mercado.
36:26A Pimenta do Reino é a especiaria mais consumida no mundo
36:30e, atualmente, o Estado está entre os maiores produtores brasileiros da Pimenta do Reino.
36:36O maior produtor capixaba é o município de São Mateus.
36:41Nova cultivar de banana da terra é desenvolvida pelo Programa de Melhoramento da Embrapa.
36:48Entre os diferenciais, a BR-Sterranã tem alta produtividade.
36:53O número de pencas e de frutos é maior quando comparado a outras variedades,
36:58além de qualidades sensoriais e alimentares superiores.
37:02Inicialmente, a cultivar está sendo recomendada para plantio no Mato Grosso e Vale do Ribeiro, em São Paulo.
37:10O próximo passo da pesquisa é validar a cultivar para outras regiões brasileiras.
37:16As cooperativas do agro vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional.
37:23Segundo o Anuário do Cooperativismo Capixaba,
37:25Só em 2021, foram exportadas 2.500 toneladas de pimentas do reino preto e branca,
37:33pimenta rosa e cravo da Índia,
37:35um faturamento de 50 milhões de reais.
37:38Do total exportado, 91,8% foram somente de pimenta do reino,
37:44produzidas pelas cooperativas capixabas.
37:47A Associação dos Exportadores de Pimentas e Especiarias, a ASEP,
37:51estima que o Estado foi responsável por quase 55% do total de exportações brasileiras do produto em 2021.
38:05Estudiosos de cinco países diferentes se reúnem em Venda Nova do Migrante
38:09para conhecer os cafés capixabas.
38:12Dentro dos assuntos abordados, questões econômicas, produtivas
38:16e principalmente a qualidade do nosso café produzido aqui.
38:19Eles puderam conhecer propriedades e ver como a ciência tem ajudado a produzir cafés de excelente qualidade.
38:28O Espírito Santo é conhecido por produzir cafés de excelência.
38:33Somos o maior produtor de Conilon do Brasil e segundo o maior produtor de café do país.
38:39Com os olhares estrangeiros voltados para cá,
38:41o Estado recebeu na última semana uma edição especial do Vila dos Torradores,
38:46um evento de coordenação russa que promove intercâmbio de conhecimento
38:50entre torradores mestres, especialistas em café e o mercado.
38:57Inicialmente, a ideia do projeto The Roasted Village
39:00era ajudar os proprietários no processo de torra do café.
39:05Depois nós convidamos o professor Lucas para nos auxiliar na Rússia
39:08e entendemos a necessidade de trazer o projeto para o Brasil.
39:11Em 2017, fomos até a Rússia para fazer uma apresentação dos cafés canéforos do Espírito Santo,
39:18em 2018 novamente, e esse ano ela resolveu inovar, trazer o evento para o Brasil
39:24e realizar essa edição dentro do Instituto.
39:28O local escolhido para receber o grupo foi Venda Nova do Imigrante,
39:32capital do agroturismo nacional, terra de bons cafés e município
39:36onde a ciência tem tido bom diálogo com produtores de café especial do Estado.
39:41Palestras aconteceram na sede do IFES.
39:44Quando a gente recebe pesquisadores de fora do Estado, de fora do Brasil,
39:50a gente está contribuindo com a internacionalização,
39:54nós estamos trazendo as tecnologias que eles utilizam lá para aprender e incorporar aqui,
40:00estamos passando para eles as nossas tecnologias que são utilizadas e desenvolvidas aqui no campus
40:05e isso pode ser passado para os produtores que são atendidos pelo laboratório de café.
40:18O evento reuniu pessoas de diversas partes do mundo.
40:23Rússia, República Tcheca, Kavaquistão, Etiópia, El Salvador.
40:28Ao todo, 15 estrangeiros vieram para cá.
40:31Trouxemos aqui especialistas em marcas e também conhecedores do processo de venda de café e os torradores.
40:39E o nosso objetivo é compartilhar conhecimento para que os torradores pudessem não só trazer um café torrado,
40:46mas também trazer a experiência do café torrado e o terroir, que para nós é tão importante.
40:51Gente em busca de conhecer a região e também saber mais sobre como são produzidos os nossos cafés.
41:00A imersão durou a semana inteira.
41:03Os visitantes tiveram a oportunidade de se atualizar sobre questões econômicas, produtivas,
41:09posicionamento de marca, torra, qualidade, marketing, ou seja,
41:14assuntos importantes para melhorar cada vez mais a imagem e qualidade dos cafés especiais.
41:20Para nós, aqui na nossa região, é extremamente importante receber esse tipo de evento,
41:25porque eles também estão comprando cafés dos produtores.
41:29E sem falar também no intercâmbio cultural, porque também existem produtores da América Central
41:34que estão aqui participando conosco e compartilhando as palestras, as informações.
41:40Então acaba sendo um grande intercâmbio para os estudantes, para nós que somos professores, pesquisadores,
41:45e para os produtores dessa região.
41:50Oportunidade de mostrar ao mundo o que fazemos aqui e fortalecer cada vez mais os produtores.
41:56A Coabriel, maior cooperativa de café Conilon do Brasil, é uma das empresas apoiadoras da iniciativa.
42:03A gente tem a oportunidade de mostrar o que a gente tem feito de melhor em termos de qualidade do
42:09café Canéfora,
42:10o Conilon do Espírito Santo.
42:14Por muito tempo, se achou que os Canéforas não davam café de qualidade.
42:18E hoje, o nosso país ganha cada vez mais espaço e valorização.
42:23Para nós, brasileiros, mostrar toda a diversidade e a qualidade dos nossos cafés
42:28é uma oportunidade única, porque são compradores e são influenciadores da cadeia internacionalmente.
42:35E para a gente é muito interessante saber qual é a demanda que o mercado tem.
42:41Será que os nossos cafés podem suprir essas demandas?
42:44E em relação aos Canéforas finos, que era Conilon e Robusta, que é uma grande novidade,
42:50tem sido maravilhosa a experiência.
42:52E a gente tem visto que esses cafés têm superado as expectativas deles.
42:58Para os produtores, uma boa oportunidade de mostrar ao mundo a variedade de sabores do Brasil
43:04e o quanto temos investido em qualidade e nos cuidados com a sustentabilidade.
43:10Nós temos cafés com suas especificidades em cada regiões do Brasil.
43:16E a Amazônia é um desses terroir que a gente chama de produção de cafés e agora produção de cafés
43:24especiais.
43:25Então, assim, para nós, de Rondônia, é importante comunicar essa diversidade que existe na Amazônia
43:33e mostrar ao mundo que a gente tem, sim, qualidade com sustentabilidade e com altas produtividades.
43:40O evento também concretiza o que o IFES já faz há algum tempo.
43:45O laboratório do Instituto atende diariamente produtores de todo o Estado
43:50e é referência no suporte na elevação da qualidade.
43:53A gente acompanha o produtor desde a colheita, na verdade, desde o cultivo, acompanhamento da planta e tal,
44:01a colheita, toda a parte de processamento, então, fornecendo orientação da melhor forma de processamento,
44:09das melhores ferramentas a utilizar para processar esse café, beneficiar.
44:14E depois a gente, vamos dizer assim, no final da cadeia, a gente analisa o café obtido por meio de
44:20análises químicas
44:22juntamente com a análise sensorial.
44:24Então, são análises que andam juntas para a gente tentar obter um café de melhor qualidade.
44:32Uma excelente oportunidade para quem visitou o nosso Estado e para nós
44:37é o café do Espírito Santo, cada vez mais mostrando o seu valor.
44:41Todo o processo de produção, da semente até o expresso.
44:45Então, é uma honra ter eles aqui, é um prazer.
44:48E eu acho que a gente tem que investir nesse tipo de evento,
44:51um evento focado em resultado, que vai trazer resultado custado com certeza.
44:57Está mostrando a inovação do IFES, né?
44:59Todo o trabalho que eles fazem aqui, que é fantástico.
45:01Eu tenho poucos lugares no planeta, igual essa entidade, né?
45:06É um esforço coletivo daqui da comunidade, de Vendanova e da região.
45:11E como um todo, é muito legal ver essa juventude aí, liderando esse processo de mudança no café.
45:17A cultura brasileira é movida ao café, né?
45:21E também o crescimento brasileiro também.
45:23Então, eu tenho certeza que vão sair bons negócios daqui.
45:27E a gente está muito feliz de vir representar a Rondônia no estado que é o berço da nossa cafeicultura.
45:32Porque o Robusto Amazônico, na sua base genética, tem tanto o Conilon quanto o Robusto.
45:36Então, foram os imigrantes daqui, as pessoas daqui, mas também levaram a genética.
45:40Então, a gente é muito grato aos capixabas por ter feito esse trabalho tão belo pra gente,
45:44que está engrandecendo e enriquecendo a Rondônia também.
45:55Vamos agora às cotações da semana.
45:58O Conilon Tipo 7 abriu a semana sendo cotado a R$ 530,00, se manteve estável e fechou também
46:06em R$ 530,00.
46:08O Conilon Tipo 7,8 abriu e encerrou a semana com a mesma cotação.
46:14A saca foi negociada a R$ 525,00.
46:18O Conilon Tipo 8 também manteve estabilidade.
46:22De acordo com a cotação da Coabriel, na segunda-feira até a sexta, foi cotada em R$ 520,00
46:29a saca.
46:31E no próximo bloco, nós vamos mostrar qual o caminho que o trigo percorre até chegar na sua mesa.
46:38Até já!
46:56Do grão ao pão.
46:58Você já viu como o trigo se torna farinha para fazer os nossos pãezinhos de cada dia?
47:04Na semana em que se comemora o dia desse cereal,
47:07nossa equipe foi conhecer o processo no único moinho de trigo do estado.
47:14Os caminhões chegam carregados.
47:17O grão que veio pelo porto de Vitória é levado para um depósito em Vila Velha
47:21e, a depender da necessidade, é trazido aqui para o moinho que fica na capital.
47:25Esse ducto, que recebe o trigo, pode puxar até 110 toneladas por hora.
47:31Cada caminhão despeja carga em cinco minutinhos.
47:40Dos ductos, o trigo é levado para os diferentes compartimentos,
47:44onde serão feitas as etapas de limpeza e moagem do grão.
47:48A matéria-prima utilizada nesta indústria vem toda da Argentina.
47:52Por ano, são seis navios, cerca de 30 mil toneladas de trigo.
47:57Nós compramos o trigo hoje 100% da Argentina.
48:01É muito complicado para a gente trazer trigo nacional devido à questão logística e custo.
48:06Nós temos produção em alguns centros, como o Rio Grande do Sul, Paraná.
48:13E esse trigo é até um trigo de boa qualidade,
48:16mas para chegar em Vitória o custo é muito mais elevado do que você trazer um navio da Argentina.
48:24Atualmente, 50% do trigo utilizado no Brasil vem importado de outros países,
48:30a maior parte da Argentina.
48:31Mas o nosso país também produz trigo de boa qualidade.
48:35Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo, a Abitrigo,
48:38o Brasil pode produzir até 10 milhões de toneladas de trigo neste ano.
48:43Os estados com maior produção são Paraná, Rio Grande do Sul e a região centro-oeste do país.
48:49O mercado de grãos, trigo, tem crescido.
48:53Isso é algo bem positivo em matéria de produção.
48:57Porém, a questão de qualidade, dependendo da safra, coloca isso aí em xeque.
49:05Esse ano nós temos uma produção boa,
49:07mas já tem sinalizado aí um percentual dessa massa de grão produzida no Brasil
49:12que está sendo direcionado para a fábrica de ração devido à qualidade inferior.
49:17Não na sua totalidade, é lógico, mas um percentual significativo.
49:21Mas temos crescido em áreas de produção de trigo e temos aumentado bem o volume
49:29e a tendência é que isso aí venha a aumentar cada vez mais.
49:34E pelas terras capixabas também já tem plantio de trigo.
49:38Ele ainda está em fase experimental.
49:40Vem lá de Pinheiros, o norte do estado,
49:42e a produção já foi usada aqui, no moinho dessa indústria em Vitória.
49:46Nós fizemos os testes com esse trigo e é um trigo de qualidade superior,
49:52um trigo bom para panificação e agora é torcer para que isso vá à frente
49:56e aumente cada vez mais a área de plantio e também a qualidade.
50:00Neste, que é o único moinho do estado do Espírito Santo,
50:03a capacidade de produção na moagem é de 10 toneladas por mês.
50:07Todo trigo que chega aqui é beneficiado.
50:09Parte vira farelo para ração e a outra farinha de trigo,
50:12quer seja industrial ou doméstica, uma matéria-prima que é muito bem aproveitada.
50:19Depois da recepção, o grão passa pela limpeza e moagem, tudo mecanizado.
50:24Essas peneiras retiram os resíduos que acabam vindo na colheita e no transporte.
50:28Depois, o grão é umidificado e vai para o processo de moagem.
50:35De cada grão, 78% é aproveitado para a industrialização da farinha ou farelo.
50:41Os outros 22% são casca e vão para a mistura de farelo e ração animal.
50:46Da parte industrializada, 30% vira farinha de trigo doméstica.
50:50O restante se torna farinha industrial, mistura para bolo ou mesmo farelo.
50:55Como o nosso negócio é mais na área de panificação,
50:58nosso trigo tem que ter uma proteína acima de 12%,
51:03tem que ter uma quantidade de glúten, que seja um glúten de qualidade,
51:09com percentual interessante para a área de panificação.
51:12Nós temos que ter um W, que trabalha a força da massa também significativo,
51:19para dentro desse contexto da área de panificação, você ter bons produtos
51:24que vão explorar bem essas características do grão e você vai ter resultados muito positivos.
51:32E por falar em qualidade, a gente sente na linha final desta produção,
51:37quando a gente prova o pão fresquinho de cada dia.
51:40A farinha que saiu lá do moinho é matéria-prima para diversos alimentos.
51:44Nesta padaria em Vila Velha, são usados 70 sacos de 25 quilos por semana.
51:50Tudo vai trigo.
51:51Tudo que a gente produz hoje é em cima do trigo,
51:53por mais que tenha ido para onde sem lactose,
51:56tenha o sem glúten, mas a gente acaba...
51:57A base hoje da panificação é o trigo.
52:02Como a farinha de trigo é base para quase tudo,
52:05Carlos reclama que o preço está ficando caro,
52:07o que acaba influenciando no valor repassado ao cliente.
52:10O trigo veio aumentando cada dia mais.
52:13Eu acho que de seis meses atrás não estava tão caro assim.
52:17E junto com o aumento do combustível, ele acabou vindo sumir.
52:20Eu acho que às vezes até por semana teve aumento.
52:22Às vezes segurava no meio, mas constantemente vinha subindo direto.
52:26Isso sem parar.
52:29No dia a dia de trabalho em uma cozinha industrial,
52:32ter uma farinha de trigo que renda e deixe o produto fresquinho
52:35é essencial para o processo.
52:37Você tem que manusear, tem que pegar, ver como é que ele está,
52:41se está áspero, se está fino, se está muito fininho.
52:43Quando ele está muito áspero, ele não está com uma boa qualidade,
52:46mas quando ele está mais fininho um pouco,
52:48tipo, bem fino, ele está bom.
52:53Das lavouras amarelinhas ao grão no moinho,
52:56da farinha de trigo na massa ao pão fresquinho.
52:59O caminho que o grão percorre é grande,
53:01e hoje quase todos os alimentos precisam de trigo.
53:04E com tanta importância assim na nossa mesa,
53:07tem um dia só dele.
53:08Na última quinta-feira foi comemorado o dia do trigo.
53:11E bem, se você ficou com fome aprendendo essa história toda,
53:15aproveita um lanche então.
53:19O Agro Business de hoje fica por aqui.
53:22Muito obrigada pela sua companhia com a gente em mais um domingo.
53:26Semana que vem eu estou aqui de novo e eu te espero.
53:28Para saber mais sobre o mundo agro,
53:31confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
53:35E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.
53:40E também no meu Instagram pessoal, stefani.agronomia.
53:44Eu espero vocês nas redes sociais.
53:46E aí