- há 2 dias
Reveja o programa exibido no dia 15 de maio de 2022.
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Música
00:11Você sabe de onde vem o peixe que consome?
00:14No programa de hoje vamos mostrar o caminho do pescado até chegar a sua mesa.
00:20Tudo manual.
00:21Itapemirim, na região sul, tem um dos maiores portos pesqueiros do estado
00:26e uma das maiores empresas de atum do mundo.
00:29São 6 toneladas de atum por ano.
00:32Depois que esse peixe chega, ele é classificado.
00:35Música
00:36O plantio de abacaxi é destaque em Maratais.
00:40Geração de emprego e renda na região.
00:43O fruto produzido no município é conhecido pelo seu sabor.
00:47É doce, é doce como mel.
00:50Música
00:51Os produtores de Marilândia, noroeste do estado, já começaram a colheita do café Corilom.
00:56O grão tem trazido ótimos resultados com o auxílio das pesquisas e da ciência.
01:01É uma segurança o plantar esses materiais.
01:30Música
01:31A economia do município gira em torno da cana-de-açúcar, da produção de leite e da pesca.
01:37E é sobre ela que nós vamos falar.
01:40Itapemirim é a capital estadual do atum.
01:57Música
01:57Tem pier para a costagem das embarcações, pier de apoio, área técnica, estaleiro para fábricas de barco.
02:06São mais de 7 milhões de metros quadrados.
02:10Itapemirim, hoje, a pesca é a segunda maior produção do nosso município.
02:15Só perdemos por petróleo.
02:18A pesca é o que mais gera emprego, o que mais gera renda.
02:22Tem os atravessadores, a família, hoje, aqui do nosso distrito, vive da pesca.
02:2890% do distrito, pelo menos aqui de Itaipava, sobrevive da pesca.
02:34Aqui, cerca de 400 barcos pesqueiros ancoram e partem.
02:39A cada viagem, que dura mais de 15 dias em alto mar,
02:43as embarcações chegam carregadas com várias espécies de peixe.
02:47Só de atum, trazem, em média, 10 toneladas.
02:50Nós somos os maiores produtores do Brasil em pesca artesanal de atum.
02:55É tudo manual, por isso que se chama artesanal.
02:57Não é industrial, que é um espinhel longo que se larga.
03:01É tudo na mão mesmo, com um nalho bem fininho, um anzol pequeno.
03:04É de ficar, às vezes, ali, duas horas na lateral do barco, ali, para se matar o peixe.
03:10Porque ele corre, ele quer fugir, você tem que dar linha, deixar ele correr um pouco,
03:14porque senão estoura o nalho, porque é muito fino.
03:16É bater no peito mesmo e ficar feliz com isso, porque nós somos o primeiro no Brasil, nessa área aí.
03:26Em terra firme, começa a negociação.
03:29Leva quem paga mais.
03:31Não há compradores específicos.
03:34Os clientes que conseguem negociar melhor no dia garantem o pescado.
03:38Os peixes aqui são vendidos tanto para pessoas físicas, quanto para a indústria local ou para fora do estado.
03:50O atum movimenta a economia da cidade.
03:54Segundo dados da prefeitura, Itapemirim produz entre 2 e 3 toneladas de atum por ano.
04:02A pesca do atum é uma tradição no município e é passada por gerações.
04:08Seu João está há mais de 50 anos nessa atividade.
04:12Dentro dos 12 anos que eu trabalho nessa vida de pesca aí, que é a minha vida e meu ganha
04:18-pão, é isso aí.
04:20No disfarço dessa vida que estou hoje, traz o sustento da minha família.
04:26Está trazendo até hoje.
04:27Mesmo que ainda artesanal, a pesca em alto mar se modernizou.
04:32Agora os barcos são equipados com GPS, sonares, sensores que indicam onde está o cardume de peixe.
04:40Tecnologia aliada à experiência desses homens formados pelo mar.
04:46Mudanças que favorecem o sucesso da pesca, aumentando significativamente a produtividade.
04:52Antigamente era tudo, como se diz, era tudo manualzinho.
04:56Agora é tudo digital, é tudo elétrico, né?
04:59Tem previsão de tempo, tem tudo no barco, né?
05:03Os aparelhos bons, piloto, que antigamente era tudo aqui.
05:06Agora é tudo na... você não bota a mão em mais nada, fica só olhando.
05:09Trabalha mais aqui com esse aparelho aqui, que é um piloto.
05:12E esse aqui, que é um... chama joystick, que é para governar o barco.
05:16Faz a função desse daqui, bem mais prático, né? Para mim, principalmente.
05:20E para achar o peixe, como é que vocês fazem hoje em dia?
05:23Tem o... um aparelho que... não é que localiza o peixe, mas facilita a temperatura da água,
05:32com a clorofila, onde que vai mostrar as posições, o cara vai já...
05:37com 50% de cima de ter peixe ali.
05:43O apoio aos pescadores vem da terra.
05:47Elander e um amigo viram uma oportunidade.
05:50Criaram uma rádio costeira para estabelecer a comunicação
05:53entre as embarcações do mar e a população na cidade.
05:57Desde familiares dos pescadores até a empresa de origem dos barcos.
06:06Estou te copiando bem.
06:09Vou dar uma radinha, previsão, para você.
06:10A gente tem embarcações do Espírito Santo, pescadores de Itapemirim,
06:15de todo o Espírito Santo, trabalhando no Rio de Janeiro,
06:19trabalhando em Itajaí, em Rio Grande.
06:21E eles passam diariamente as notícias para a gente.
06:24E a gente tem a informação na Bahia.
06:26Então a gente tem pescadores no nosso estado, espalhados no Brasil todo.
06:37O negócio tem hoje 278 embarcações afiliadas
06:43e faz transmissão para barco de todas as regiões brasileiras.
06:47Eles são considerados anjos da guarda desses homens do mar.
06:52O trabalho deles ajuda a salvar vidas.
06:55emitem avisos sobre a previsão do tempo detalhada,
06:59sísmica, área de exclusão, meio ambiente e segurança.
07:03E por aqui a informação vale ouro.
07:06Por isso, eles contam com um site e redes sociais,
07:09onde são publicadas diariamente informações sobre as embarcações.
07:13Esse é um programa que a gente usa para auxiliar os pescadores em alto mar.
07:17Nele a gente consegue ver vento em tempo real.
07:21A gente tem aqui vaga de mar, direção da vaga,
07:25corrente marítima, vento com rajada.
07:28Então tem todas as informações para auxiliar o pescador em alto mar.
07:32Isso é do Brasil todo.
07:34A gente consegue ver a corrente marítima,
07:36não só do Espírito Santo, como do Brasil todo.
07:38Por aqui, aparece de tudo.
07:42Desde notícia boa, como o nascimento de um filho,
07:45até situações inusitadas.
07:47Teve um recado que a gente passou para o tripulante,
07:51era recém-casado.
07:54A gente foi e informou a ele que a esposa dele tinha largado,
08:01tinha ido embora, tinha ido embora para a casa da mãe com outro homem,
08:05tinha largado ele.
08:06Enquanto isso, o cara no mar, a gente teve que passar esse recado para o rapaz.
08:11Na hora, o barco já foi para a terra para tentar resolver essa situação.
08:16Não sei como está essa situação hoje, mas foi muito inusitado.
08:20A gente nunca esperava passar uma notícia dessa.
08:29A produção pesqueira em Itapemirim abastece o mercado interno e externo.
08:34No distrito de Itaipava, está uma das maiores empresas de exportação de pescado do Brasil.
08:40A produção total da indústria hoje, ela gira em torno de 500 toneladas a mês,
08:47na casa de 6 mil toneladas a ano.
08:49E temos também uma capacidade de armazenagem que é quase que o dobro disso.
08:56É justamente para a gente poder manter e regular o mercado.
09:00Tem essa sazonalidade.
09:02O Dourado, por exemplo, tem essa particularidade.
09:04O Dourado acontece de agosto, normalmente, a início de janeiro.
09:11Depois, praticamente, ele desaparece.
09:13Então, se você tem um estoque, você consegue controlar.
09:24Dourado, meca, atum.
09:27O peixe que chega aqui vem direto do terminal de Itaipava e de outros portos de todo o Brasil.
09:33Afinal, a produção é grande.
09:36Esse peixe, ele vem tanto do litoral aqui, como da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina.
09:44Essas costas todas aí, chega produto para a gente.
09:47De capitais mais distantes, assim, chega em torno de um dia, um dia e meio, dois dias.
09:51Esse selo conta a espécie do peixe, no caso, o tamanho dele, a data que ele chegou na empresa
09:59e leva também com ele o lote dele.
10:01No caso, através desse lote, que a gente sabe de qual barro que veio, de onde que veio,
10:05que hora que chegou, e aonde, aí a gente já começa a ver aonde que foi pescado e assim por
10:11diante.
10:12E esse rótulo vai acompanhar eles durante todo o processo?
10:15Até a mesa do consumidor.
10:29Depois que esse peixe chega, ele é classificado entre exportação e mercado interno
10:34e vai passar por um processo de higienização, para que assim possa entrar dentro da indústria.
10:44No setor do mercado interno, o peixe pode ser congelado, filetado, vendido fresco.
10:51A procura do cliente vai dizer o que será feito.
10:55Os peixes manipulados aqui vão para várias regiões do Brasil.
11:00Estados como São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
11:05Tem três procedimentos. Ele entra para o pedido inteiro, que vai para a grande rede de supermercado.
11:13Desse pedido, ele sai para o filé também e para congelamento.
11:19Ele é enviscerado e é congelado inteiro.
11:24E esse peixe fresco, qual o caminho também que ele pode percorrer aqui dentro?
11:29Então, aqui dentro, ele vai para a mesa de filetagem.
11:34Ele faz filé, faz lombo para a rede de supermercado.
11:39E é congelado para o norte, para o nordeste.
11:43Isso aí depende da demanda dos pedidos.
11:47Para a exportação, o produto tem prazo de apenas 48 horas,
11:52desde a saída da fábrica até a chegada ao aeroporto do país de destino.
11:57Os pescados, de modo geral, são exportados para os Estados Unidos,
12:02França, Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha.
12:07É de tapemirim para o mundo.
12:10A exportação é a qualidade número um do pescado.
12:14O primeiro processo é a evisceração.
12:18O pescado, ele entra e aqui é manipulado a evisceração.
12:21A segunda etapa é a classificação.
12:24É onde vamos dar um pente fino no pescado,
12:27para que ele possa chegar ao cliente com totalmente qualidade.
12:31Por ser um produto muito perecível, os cuidados precisam ser redobrados.
12:37Cada país tem critérios a serem cumpridos.
12:41Esse daqui é uma classificação que a gente tem interna,
12:44e para os clientes, é uma amostra aqui de cada produto que ele está levando com a libra.
12:51Por exemplo, esse peixe.
12:53Ele tem 30,4 kg e a qualidade dele é uma amostra para o cliente.
12:59A coloração da linha de sangue, que é essa,
13:02ela tem que estar totalmente avermelhada,
13:04uma carne mais firme e branca.
13:10Assim que são embalados, os peixes vão para o túnel de congelamento,
13:15que tem a capacidade para uma produção de até 20 toneladas por dia.
13:20É muito peixe, viu?
13:22O nosso produto tem capacidade de ficar armazenado dois anos.
13:25Por conta do frio, consegue atingir a menos 35, menos 40 negativo,
13:30e consegue manter o produto durante dois anos armazenado.
13:34Todo o processo precisa ser rastreado para manter a qualidade em cada etapa,
13:40desde a entrada do peixe na fábrica.
13:43Para cada barco que chega, a gente tem um lote.
13:46E ele finaliza aqui.
13:47Com isso, a gente consegue pegar todo o processo do nosso pescado.
13:50Se a gente tiver qualquer tipo de problema,
13:52a nossa rastreadibilidade encontra esse problema.
13:55A empresa, que já tem 27 anos, gera renda, emprego e oportunidade para moradores na região.
14:03Só na fábrica, são 210 funcionários.
14:07Mas em toda a cadeia produtiva, 2 mil famílias da região são beneficiadas.
14:12Eu sou de Piuma, né?
14:14Sou de Piuma aqui na cidadezinha vizinha.
14:17Aí saio todo dia, venho para cá, trabalho e volto à noitezinha.
14:20E o senhor acha que a pesca é importante aqui para a região?
14:23Sim, muito importante.
14:24Aqui é um porto pesqueiro, né?
14:25Então, a pesca dá muito emprego dentro do município de Itapemirim.
14:29Desde o início da minha trajetória, comecei no congelado, né?
14:33Vim, passei pela exportação e agora estou na mesa de filé há 8 anos.
14:39E a senhora, então, trabalha com carinho aqui?
14:41Muito carinho, muito carinho.
14:48Mercado em expansão e os planos para o futuro são grandes.
14:52É um mercado crescente.
14:53Cada dia mais, pessoas saudáveis pedem produtos saudáveis.
14:59E eu acho que o peixe está no topo dessa cadeia.
15:03A gente vem observando em 2007, o consumo per capita do peixe estava aí na casa de 6%.
15:12Hoje nós temos aí 14%, em torno disso, 14%, 15%.
15:16Então, é uma coisa fantástica.
15:18A carne de boi realmente está no topo da cadeia.
15:23Mas a gente vê que há realmente uma projeção.
15:27Até o final desse ano, eu espero estar pelo menos aí na casa de 21%.
15:45Muitos produtores têm acreditado na diversificação para agregar valor à sua propriedade.
15:50E uma das alternativas tem sido a cultura do cacau.
15:53Mas quais pontos são fundamentais na hora de implementar essa cultura?
15:57Fui buscar a resposta com o especialista do Incapé, Lucas Calavans.
16:07O básico para a cultura do cacau ali, eu poderia destacar o seguinte, profundidade de solo, profundidade efetiva do sistema
16:14radicular.
16:15Ele tem que ter uma profundidade aí entre um e dois metros de profundidade, um e meio aí.
16:21Um já é o limite, um metro de profundidade.
16:23Então, assim, se o solo tem um impedimento, seja por rocha, semento físico ou impedimento químico,
16:31acima de um metro de profundidade, então já vai dar problema.
16:34Essa questão, outra questão que tem que ficar atento é a questão da pluviosidade.
16:39Ou chuva ou água para irrigação.
16:41Então, tem que ter água.
16:42O cacau é uma cultura que requer água.
16:44Ele precisa de água para poder responder à produtividade e a planta crescer bem.
16:48Uma outra situação é a questão de vento.
16:53O excesso de vento para o cacau é tão prejudicial quanto a famigerada vassoura de bruxa que bateu na gente
17:00há anos atrás.
17:01Hoje a gente já tem materiais resistentes à vassoura de bruxa, então já é uma etapa quase que vencida nisso
17:07aí.
17:07Mas a questão do vento, você tem que ficar preocupado, porque são diversos contatos que a gente recebe com fotos,
17:16vídeos.
17:17O que é isso? É uma praga, uma doença?
17:19E quando a gente vai avaliar direitinho, é o vento estragando a cultura do cacau.
17:23Então, esses são os pontos que eu destacaria aí para se desenvolver a cultura, se você quer implementar o cacau
17:30na sua região.
17:31E você, tem alguma dúvida?
17:33Gostaria que um especialista te respondesse aqui no programa?
17:36Envia para a gente, stephanie.folhabusiness.com.br
17:41Chegou a hora de conferir a cotação do café e do boi gordo.
17:45Na sexta-feira, no Espírito Santo, a rouba do boi gordo à vista foi negociada a R$ 277,00.
17:53Na Bahia Sul, R$ 278,50 e em Minas Gerais, R$ 279,00.
17:59O mercado aqui no estado e em Minas se manteve estável.
18:03Na Bahia, apresentou baixa de 0,71%.
18:08No centro do comércio do café de Vitória, o Arábica Bebida Dura abriu a segunda-feira a R$ 1
18:14.161,00
18:15e encerrou a sexta em R$ 1.158,00 a saca.
18:20Uma queda de 0,26% na semana.
18:24A saca do Arábica Bebida Rio foi negociada na segunda a R$ 1.048,00 e na sexta a
18:30R$ 1.053,00.
18:32Alta de 0,48%.
18:35O Conilon Tipo 78 abriu na segunda-feira, sendo negociado a R$ 730,00 e fechou na sexta em
18:43R$ 724,00 a saca.
18:46Uma queda de 0,82% na semana.
18:49Na Coabriel, o Conilon foi cotado a R$ 745,00 na segunda-feira e fechou a semana em R
18:57$ 727,00 a saca.
19:00Baixa de 2,42% na semana.
19:04Marataízes é cercado por plantio de abacaxi.
19:07Gera emprego e renda para centenas de famílias da região.
19:11No próximo bloco, eu te mostro o cultivo.
19:14Até já!
19:28Você já viu alguém vendendo abacaxi e dizendo
19:32Abacaxi de Marataízes, doce, doce como um mel?
19:36Para descobrir se essa fruta tão famosa é tão gostosa assim,
19:40vamos até o município de Marataízes, um importante polo da fruta aqui no estado.
19:51Marataízes é um balneário da região sul do Espírito Santo.
19:55Distante, 127 quilômetros da capital do estado, Vitória,
19:59o município tem uma população de pouco mais de 36 mil habitantes.
20:04A economia gira em torno da plantação de abacaxi, da pesca oceânica e do turismo.
20:15Atualmente, mais de 27% do setor de empregos gira em torno das atividades agropecuárias.
20:21Por aqui, quem não planta, vende ou trabalha com abacaxi de alguma forma.
20:27Eu trabalho com abacaxi já há 10 anos aqui na estrada.
20:31Graças a Deus, me sinto bem, me sinto feliz de estar aqui trabalhando,
20:35que é um dom que eu tenho.
20:37Aqui a gente trabalha, a gente conhece o pessoal,
20:40meu pessoal lá de Cachoeira, Tapimirim, de Vitória,
20:43tudo passa aqui, tudo compra com a gente aqui.
20:45Dá preferência a gente aqui, porque o abacaxi daqui de Marataízes é o melhor que tem.
20:50E vai para todos os estados, vai para Belo Horizonte, vai para Minas, vai para São Paulo,
20:55vai para Vitória, vai para todos os estados aqui.
21:04Hum, docinho como o mel mesmo, hein?
21:09O seu austerlite também está sempre com um sorriso no rosto, recebendo os turistas.
21:16Ele já foi produtor, mas hoje só comercializa.
21:20Tenho muito freguês, graças a Deus, minha filha, tenho muito freguês aqui.
21:24Ele comprou a primeira vez, atendeu bem o freguês, o freguês fica satisfeito.
21:27Eles estão aqui na beira da estrada todos os dias, faça chuva ou faça sol,
21:34para atender os clientes. E eles chegam.
21:37Eu dou preferência aos produtores locais, né, que produzem e vendem sem atravessador.
21:42Mais barato, mais prático, eu acho que mais humano.
21:47E o senhor é de onde?
21:48Da de Minas Gerais.
21:50Ainda está passeando aqui, Marataízes.
21:53Abacaxi!
21:53Aí, o prazer que a gente tem é comprar um abacaxi daqui, que é o maior abacaxi que existe.
21:58O mineiro adora abacaxi de Marataízes.
22:01Quem passa pela estrada de Marataízes já percebe o potencial da região para o cultivo da fruta.
22:08São centenas de pés por todos os lados.
22:11A maioria dos produtores rurais hoje trabalham com o abacaxi.
22:13É a cultura mais forte do nosso município.
22:16Marataízes hoje, inclusive, é conhecido no Brasil todo, né, o abacaxi.
22:19A terra do abacaxi que é doce, doce, doce. Parece que tem mel, né?
22:22E os nossos produtores trabalham assim, levam esse abacaxi para a nossa região sudeste aqui toda, praticamente.
22:28Minas, Rio, São Paulo.
22:31Roda muito.
22:31Tem produtores que vão para outros lugares também.
22:33E todo esse recurso que eles capitam fora, né, vem para o município.
22:37A gente produz entre 35 a 40 milhões de frutos por ano.
22:40Na época em que chega a lavoura, a cultura de abacaxi está saindo, né, a gente chega a época de
22:45safra,
22:46a gente tem um aumento no nosso comércio, é o momento em que eles trocam de carro, é o momento
22:51em que fazem grandes negócios, né.
22:54Então, assim, é o momento em que chega o dinheiro no município de Marataízes.
22:57E é esse produtor quem traz isso.
23:00A cultura de abacaxi hoje é o forte de Marataízes hoje.
23:05Em todo o estado, segundo o Incapé, a área é cultivada de aproximadamente 4.600 hectares,
23:12com uma produção anual de 41 mil toneladas.
23:1660% desta área está em Marataízes.
23:20O Brasil é o segundo maior produtor de abacaxi do mundo.
23:32Os principais produtos da industrialização do abacaxi, tanto no Brasil quanto no exterior,
23:38são as frutas em caldas, sucos e geleias.
23:42Em Marataízes, o abacaxi é comercializado 100% in natura.
23:47Os produtores plantam, colhem e vendem as frutas para os comerciantes,
23:52sejam eles feirantes ou supermercados, que vão vender para os consumidores finais.
23:58Só que esse processo é bem longo.
24:04Estamos no sítio Canaã, interior de Marataízes.
24:08Aqui são produzidos por safra 500 mil abacaxis.
24:13É muita terra cultivada.
24:17Hoje, nós estamos mais ou menos produzindo uma média de 1,5 milhão, 2 milhões de espécies de abacaxi.
24:24Eu e meus irmãos.
24:26Tem altos e baixos.
24:27Às vezes, a gente sai sorrindo, às vezes sai chorando,
24:34porque nem sempre a produção do abacaxi nos propõe frutos 100% de qualidade.
24:40Ao decorrer do tempo, o produtor passa por períodos de seca,
24:45às vezes as doenças atacam mais, mas é o que toca a nossa vida.
24:50Os produtores da região precisam ter uma ligação bem forte com os céus.
24:56Acreditem, pois não se usa irrigação nesse mar de abacaxi.
25:00A água aqui vem da chuva.
25:03Aqui, para vocês, vocês trabalham sem irrigação.
25:06Então, gente, não é aquela mangueirinha que estaria se polinizando água para a planta,
25:12ou aquele canhão que a gente normalmente utiliza.
25:15Aqui, a gente chama de sequeiro.
25:18Exatamente.
25:19É porque nós aqui, se a gente fosse fazer uma irrigação em toda a lavoura,
25:26não teria condições, porque não é em todo lugar que se tem água por perto.
25:29Então, o que acontece?
25:30A gente faz a nossa parte e o Papai do Céu faz a dele.
25:33E no final dá tudo certo.
25:36O abacaxi é um autêntico produto de regiões tropicais e subtropicais,
25:42com uma faixa de temperatura adequada de 22 graus a 32 graus Celsius.
25:47A agricultura apresenta vários desafios.
25:51Um deles é a mão de obra.
25:53Desde o plantio até a colheita, todo o processo é manual.
25:57Eles precisam plantar, fazer a cobertura para a proteção do sol,
26:02fazer o manejo diário e colher no momento certo.
26:06O abacaxi é uma fruta muito sensível.
26:09A gente tem que cuidar para evitar que a doença entre no início,
26:14que todo procedimento se cuida no princípio.
26:18Depois não tem jeito mais.
26:19A vida toda é assim, né, Silmanoel?
26:21Em todo sentido, né?
26:23Então, o que acontece?
26:23A gente faz muita aplicação cuidando da lavoura para não entrar uma doença
26:28que muitos aqui conhecem como o amarelão.
26:30Mas, na verdade, é aquela coxinilha.
26:32É ela que ataca a raiz e dali gera o pé amarelado.
26:36Quando esse pé começa a ficar amarelado, dificilmente vai recuperar ele.
26:40Então, por isso que para se ter uma boa roça, uma boa muda,
26:45você tem que cuidar.
26:46Se não cuidar, a doença entra.
26:52A produção de abacaxi ocorre o ano inteiro,
26:56mas é comum haver diferença nos preços da fruta
26:59de acordo com o mês e estado de consumo.
27:02E tem uma característica boa.
27:04Do mesmo pé que produz a fruta, é possível tirar a muda.
27:08E muita gente, Silmanoel, acha que é só pegar a coroa que a gente fala e plantar.
27:15Isso é verdade ou é mito?
27:17Olha, isso é mito.
27:18Porque se a gente for fazer um prantio de coroa,
27:21você nunca vai conseguir fazer uma lavoura nunca.
27:24Porque o certo é que isso aqui é descartável.
27:27Acabou de colher, tem que descartar ela.
27:28Só vai aproveitar a fruta.
27:30Agora, para fazer um prantio de abacaxi,
27:32a gente tem que utilizar essa muda,
27:34que é a que produz do lado da fruta.
27:37Essa mudinha aqui.
27:38Essa sim vai dar abacaxi, gente.
27:41Então, essa daqui é a muda que vai formar esse pé de abacaxi desse tamanho
27:45com um certo ponto de um ano a um ano e dois meses de prantio.
27:49E aí, Silmanoel, só para a gente também explicar para o pessoal que está em casa.
27:53O abacaxi dá quantas vezes no ano?
27:56Dá uma vez só?
27:57Como que funciona o ciclo do abacaxi?
28:00Olha, o ciclo do abacaxi é o seguinte.
28:02Quando a gente faz uma lavoura,
28:04aí a gente escolhe.
28:06Quer acelerar o metabolismo da planta?
28:08Aí você vai investir mais na parte de adubo e na parte de foliar.
28:11Isso faz com que a gente antecipa a safra do abacaxi.
28:16O que acontece?
28:17Nós estamos num período que não é safra.
28:19Nós estamos numa entre safra.
28:21Mas estamos colhendo bastante fruta nessa época.
28:24Para explicar para quem está em casa,
28:26a safra é aquele período que todo ano vai dar abacaxi, né?
28:30Em alta quantidade, porque o ciclo vai estar completo ali.
28:33A entre safra é aquele momento que a planta talvez estaria descansando, né?
28:36Para ficar mais fácil para quem está em casa.
28:38Estaria descansando.
28:40Mas o que o senhor Manuel está falando é que na entre safra desse ano,
28:43aqui na sua lavoura,
28:45mesmo a planta descansando,
28:46ela está querendo produzir muito fruto para o senhor.
28:48Exatamente.
28:50Porque o período de safra,
28:52na nossa região aqui de Marataísa,
28:54é de agosto até dezembro.
28:56Tudo que se produz de janeiro até agosto é uma entre safra.
28:59Essas mudas devem ser plantadas entre o fim do período seco e o início do período chuvoso.
29:06Mas o plantio pode ocorrer em qualquer época do ano se houver irrigação no local.
29:11O produtor deve sempre optar por solos bem drenados,
29:15não sujeitos a encharcamento,
29:17de textura arena argilosa ou leve,
29:20com pH entre 4,5 e 5.
29:23É necessário que haja matéria orgânica com teor superior a 1% e boa fertilidade,
29:30com elevados teores de potássio.
29:32A fruta precisa ficar bem docinha.
29:36Tratar dessa fruta, deixar ela esperar o tempo certo,
29:39que é o que faz o bactírio ficar doce,
29:42não é simplesmente o lugar.
29:45Embora as nossas terras, aqui de Marataísa,
29:48o nosso clima, tropical,
29:50isso ajuda muito no sabor, faz ele ficar docinho.
29:53A massa fica amarela, porque tem calor e tem chuva,
29:57no tempo certo.
29:59Mas depende também de algo mais, que é o tempo.
30:02Você não pode colher ele antes da época,
30:04tem que colher no tempo correto.
30:06Para ela ficar uma lavoura produtiva e que dê rendimento,
30:11a gente tem que preparar o terreno,
30:13tem que passar pelo preparo do terreno todinho,
30:17tem que cortar a muda, transportar para o terreno.
30:19Lá a gente tem que selecionar a muda da maior, da menor.
30:23E aí entra com o trator, faz o suco,
30:26após o suco já entra a equipe de prantinho,
30:29com o adubo de cova e a gente faz a adubação de cova,
30:32que é o adubo de subsolo que a gente faz,
30:35para puxar a raiz,
30:36e ali faz todo o processo do prantinho do abacaxi.
30:39Acabou de fazer o prantinho,
30:41aí vem com os procedimentos de cuidar do solo,
30:43para não deixar entrar o mato,
30:46tem que fazer aplicações foliares nas folhas,
30:48para poder a fruta fruir, crescer,
30:52ter um bom rendimento,
30:54produzir um abacaxi de qualidade.
30:55O conhecimento e experiência com a cultura
30:59facilitam o manejo da plantação.
31:01Os irmãos Manuel, José e Lúcio
31:04começaram juntos a lida no campo.
31:07E de revendedores de abacaxi,
31:09se tornaram produtores.
31:12Quando a gente era criança,
31:16a gente sempre acompanhava meu pai na roça, na lavoura,
31:18sempre tinha alguma tarefinha para poder fazer,
31:21para poder depois ir para a escola.
31:22Eu estudava, e meu pai sofreu um acidente em 89,
31:27e lá eu tive que parar de estudar,
31:30eu e meus irmãos,
31:31para poder a gente sustentar a casa.
31:34Trabalhando para os outros,
31:36nós passamos também a viajar com o abacaxi.
31:40Na época a gente levava para o Rio de Janeiro,
31:43comprava aqui e vendia lá.
31:46A produção do abacaxi,
31:47ela não só mudou a nossa história,
31:50como a de todo mundo aqui de Marateleza.
31:52Boa parte.
31:57Inspirados no trabalho do pai,
31:59eles perceberam que somente sujando a butina e produzindo,
32:02conseguiriam alcançar os objetivos.
32:05E hoje são exemplos de como a união e a força
32:09podem ser aliados para conseguir avançar na agricultura.
32:13de Marataízes ou de qualquer lugar onde estiverem.
32:21Tradição de famílias da região há décadas.
32:25Marataízes é pioneiro no plantio de abacaxi no país.
32:29A primeira plantação foi em 1950.
32:33E até hoje, 72 anos depois,
32:35o município segue com a economia girando em torno da fruta.
32:39Seu Arcelino, com 82 anos, viu como tudo começou.
32:44Recorda com saudade dessa época.
32:47No passado, os filhos tinham que trabalhar com os pais.
32:52Tinha que trabalhar juntos.
32:53E todo mundo chegasse pela manhã,
32:56tomava o café,
32:57o café da manhã,
32:59aí comia e ir para a roça.
33:01E levantou para a roça.
33:03Foi uma coisa muito gostosa mesmo,
33:08que não existia.
33:10Aí o povo começou a plantar aqui abacaxi
33:13e começou a colher o abacaxi
33:16e o abacaxi foi crescendo.
33:18E hoje o abacaxi chama abacaxi pérola,
33:22de tão doce, igual a meu.
33:24São um dos melhores abacaxis que existem.
33:27Hoje, ele não planta mais,
33:29mas passou a profissão para os filhos.
33:32Do legado que ele deixou para a gente
33:35e ver toda a dificuldade que ele teve
33:39e a gente saber do que ele passou.
33:47E hoje a gente pode plantar um abacaxi
33:51em alta escala.
33:54A minha família toda é produtora.
33:57Nós somos da famosa agricultura familiar.
34:02A gente se mantém disso, né?
34:06Graças a Deus.
34:07Nós temos colhido abacaxi de alta qualidade
34:10aqui na região.
34:12Abacaxi natural.
34:13Não tinha produto nenhum.
34:15O abacaxi é doce como mel.
34:28A safra oficial do abacaxi começa em agosto.
34:32Agora é o período do café.
34:34Acabou de começar a nossa colheita.
34:36Veja no Giro de Notícias da semana.
34:46Começa a época de colheita do café Conilon.
34:49A data oficial de abertura da colheita,
34:52segundo lei estadual, foi nesse sábado.
34:55A produção brasileira de café na safra 2022-2023
35:00deve chegar a 61 milhões de sacas,
35:05segundo estimativa de levantamento da safra em mercado.
35:10Brasil caminha para a produção recorde de milho,
35:13apesar de quebra na segunda safra.
35:16A área total de milho deve alcançar 21 milhões de hectares,
35:21alta de 6,87% no comparativo anual.
35:26Os preços tendem a continuar impulsionados pela redução de oferta
35:31gerada pela quebra do ano passado,
35:34pela frustração na safra do verão 2021-2022
35:38e ainda pela influência internacional devido à guerra na Ucrânia,
35:43importante fornecedora do cereal.
35:47A Secretaria da Agricultura prorrogou as inscrições
35:51para o quarto edital do Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar,
35:56O prazo agora vai até dia 9 de junho.
35:59O edital está disponível no site
36:01ceag.s.gov.br
36:07Alterações climáticas provocam recuo de 10,6%
36:12na safra de cana 2021-2022.
36:15O quarto levantamento sobre a cana-de-açúcar,
36:19divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento,
36:22aponta para uma produção total de cana de 585 milhões de toneladas.
36:29O volume representa uma queda de quase 11%
36:32em relação à colheita registrada na temporada passada.
36:36Entre as causas para a redução estão as condições climáticas adversas
36:41da estiagem durante o ciclo produtivo nas lavouras
36:45às baixas temperaturas registradas no meio do ano passado.
36:49O café é um dos principais produtos da nossa agricultura.
36:54Somos o maior produtor de conilon do Brasil.
36:57E no próximo bloco eu vou te mostrar como está o início da colheita
37:00em Marilândia, noroeste do estado.
37:17Você, sabe o caminho que o café faz até chegar na sua mesa?
37:21Estamos em Marilândia para te contar a importância do café para o nosso estado
37:25e também o quanto que as pesquisas e a ciência ajudam na produção do grão.
37:31Um café quentinho para acordar.
37:35É assim que começa o dia de muitos brasileiros.
37:39O café é a segunda bebida mais consumida no país.
37:43Só perde para a água.
37:46Mas você sabe por quantas mãos passa um café até chegar na xícara?
37:51O caminho é longo.
37:56Tudo começa com a escolha da muda.
37:59Ela precisa ser de boa procedência e qualidade.
38:02O plantio deve ser feito durante o período de chuvas.
38:06O solo tem que estar úmido.
38:12Estamos no período de colheita.
38:15A florada, que ocorreu na primavera, entre os meses de setembro e novembro,
38:19já deu origem ao fruto.
38:21O início da colheita do café varia de acordo com a região,
38:25mas em média é feita sete meses após a florada.
38:29No Espírito Santo, 14 de maio, por lei estadual,
38:33é o dia de começar a colheita do conilon.
38:35A medida evita que o café seja retirado antes da hora,
38:39garantindo assim qualidade aos grãos.
38:47Qualidade que os agricultores capixabas conhecem bem.
38:51O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil.
38:5575% de toda a produção nacional sai daqui.
38:59A atividade cafeira é responsável por 35% do PIB capixaba.
39:04A cafeicultura do Espírito Santo é importante porque ela atinge os pequenos produtores,
39:09os médios e os grandes.
39:10Então, a tecnologia está para todos.
39:12E sabendo que 70% da nossa cafeicultura é de base familiar,
39:17de mão de obra familiar.
39:19Isso, a renda fica na família, a renda fica no município, a renda fica no estado.
39:23E isso, a cafeicultura distribui o recurso financeiro aí mesmo,
39:30porque é uma atividade muito manual ainda, mas com técnicas.
39:35Então, assim, ela depende muito da parte da família envolvida.
39:39Então, assim, ela movimenta a cadeia financeira também da região.
39:45As lavouras de café estão praticamente em todos os municípios capixabas.
39:50Só não tem plantio na capital, Vitória.
39:53O cultivo é feito em sua maioria por produtores de base familiar,
39:58como o seu João, que é a terceira geração de cafeicultores no sítio São José.
40:04Começou desde a época do meu avô, né?
40:08Olha, eu estou com 63 anos, desde que eu me entendo por gente.
40:13Quando eu era menininho, eu puxava café da roça com meu pai com um boi.
40:16E até hoje, hoje até eu que sou mais responsável pela propriedade,
40:21da área agrícola, e continuo.
40:24Espero passar para minha filha também.
40:26O que nós temos até hoje, nós devemos o café.
40:31Desde pequeno, foi criado em propriedade de café.
40:35Atualmente, a produção dele está entre 700 e 800 sacas de café com nilon por ano.
40:42Mas nem sempre foi assim.
40:44Quando nós assumimos mesmo aqui, a produção mais ou menos
40:49era na faixa de 25 a 30 sacas por hectare.
40:54Hoje, nós já chegamos a produzir, em café de semente que nós tínhamos aí,
40:59com as tecnologias que eles passaram para a gente,
41:03nós chegamos a produzir 120 sacas já.
41:09Esses resultados só são possíveis através da ciência.
41:13As descobertas de pesquisadores trouxeram desenvolvimento de plantas superiores.
41:18O custo de implantação é relativamente baixo e de fácil aplicação pelos produtores.
41:24Toda pesquisa é com o objetivo de entregar a tecnologia aplicada ao produtor,
41:31com que essa tecnologia seja usada, não fique engavetada, não gera artigos.
41:36Não vai ter utilidade, né?
41:39Isso, pesquisa que tenha utilidade.
41:40Basicamente, o que norteia nossas pesquisas é um levantamento que os produtores trazem para a gente,
41:49os extensionistas, a gente faz fórum de pesquisa e extensão, levanta as demandas dos produtores
41:54e com essas demandas a gente traça linhas de pesquisa para solucionar os problemas dos produtores.
42:01Toda pesquisa surge de uma dúvida, né?
42:03Qual é o melhor fertilizante?
42:07Qual é o melhor controle de praga e doença?
42:09Qual é o melhor clone?
42:11Então, a partir dessas demandas, dessas dúvidas, se não tem nada pesquisado no Conilão,
42:17que a gente tem confiança de recomendar para o produtor,
42:20a gente pega e monta um projeto de pesquisa.
42:29Na Fazenda Experimental do Incapé, em Marilândia, muitas pesquisas são feitas na prática.
42:35É um laboratório ao ar livre.
42:38O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural é uma autarquia ligada ao governo do Estado.
42:46Foi criado justamente para auxiliar os produtores.
42:50Tem unidades em todos os municípios capixabas.
42:53No campo, são realizadas pesquisas com os cruzamentos entre as melhores plantas.
42:59O objetivo é produzir pés de café com uma genética melhor.
43:03Uma planta de uma mata dessa aí, qualquer espécie nativa,
43:08ela suportou ao longo do tempo uma evolução, ela sobreviveu a partir de várias adversidades.
43:15A planta de café é a mesma forma.
43:17No melhoramento, o que a gente busca?
43:19É meio que conduzir a planta, conduzir esse melhoramento, forçar a seleção natural para trazer benefícios ao homem.
43:29Encontrar plantas que produzem com menor recurso, com menos quantidade de água,
43:35que consigam produzir mesmo em uma época de estresse hídrico, de muita seca,
43:40consigam produzir com menos aplicação de defensivos, produzir plantas mais resistentes, tolerantes a pragas e doenças.
43:49E assim, a questão da biotecnologia que vem hoje, nós estamos também começando a utilizar essa biotecnologia
43:56para entender realmente a genética e como a gente consiga, vamos dizer, otimizar o programa,
44:03produzir clones com maior precisão na relação que a gente está buscando, com mais velocidade.
44:09E assim, vocês só venham somar e venham contribuir para a gente produz, encontre plantas cada vez mais produtivas, cada
44:18vez mais econômicas.
44:22Hoje, uma das grandes preocupações dos pesquisadores está na busca de novos materiais genéticos.
44:28É comum produtores trazerem muda de outros estados.
44:32Mas é preciso cautela, para que essa cultura tão rentável na região não sofra as consequências.
44:38Esses materiais novos que vêm de fora, principalmente Rondônia, a gente colocou em área experimental.
44:44O que é área experimental? Onde a gente conduz os nossos experimentos normais para avaliar uma futura variedade.
44:51Então, aqui estão sendo testados 29 materiais de Rondônia.
44:54Então, assim, com o passar do tempo, daqui mais três coletas, porque nessa aqui nós estamos indo para a segunda
45:00coleta,
45:00e é muito prematura a gente estar indicando, só que nós sabemos que Rondônia está numa região amazônica
45:06e Espírito Santo está numa região litorânea.
45:09Então, há uma condição climática um pouco diferente.
45:12Mas também nós não podemos dizer que isso também não vale a pena o produtor plantar pouca coisa.
45:18Então, é um momento de cautela, onde a gente pede sempre aos produtores
45:22para não entrar de cabeça nos materiais que a gente não conhece ainda.
45:32Entre as pesquisas realizadas na fazenda, o terraceamento.
45:36Ela consiste na construção de terraços em formato de escada,
45:40muito parecido com o que acontece nos plantios de arroz na China e vinícolas na França.
45:46A prática tem auxiliado os produtores no combate à erosão e facilitado a entrada de máquinas nos cafezais.
45:53Entre linha de café, a gente faz uma estradinha.
45:57É como se fosse uma pequena estradinha mesmo.
45:59Estrada essa de que largura?
46:01Então, aqui a gente pode ver, né?
46:02Uma área plana, a gente tem um talude subindo e ali em cima outra área plana, certo?
46:10Então, a gente faz a estradinha, planta o café no talude.
46:15Talude é o, vamos dizer, o barranco que fica, né?
46:18E faz uma outra estradinha.
46:20Ah, qual o tamanho dessa estradinha aqui em torno aí de um metro e meio?
46:23Não precisa mais que isso.
46:25Por quê?
46:25Quanto mais você abrir o terraço, mais você vai precisar de cortar a terra e aterrar para você tornar a
46:32área plana.
46:32Por que um metro e meio?
46:34Um metro e meio porque os tratores hoje, cafeiros,
46:37eles têm aí variando de 90, um metro e 10, um metro e 20.
46:40Então, isso é perfeitamente viável para o trânsito de máquinas aqui com segurança.
46:47O terraceamento vem sendo usado por vários cafeicultores que têm plantações em áreas de morro.
46:53É uma alternativa para aumentar a competitividade e reduzir os custos com a colheita manual.
46:59Nós estamos avaliando isso em relação à compactação do solo,
47:02qual que é a diferença em relação ao desenvolvimento da planta, né?
47:06Que corta e a terra, como que isso influencia no solo, né?
47:10Na compactação, na porosidade, na infiltração de água, na retenção de água, na redução da erosão, né?
47:17E a gente está avaliando isso tudo.
47:18A gente já está publicando, o Incapé já está lançando algumas cartilhas.
47:21É uma técnica para a gente buscar viabilidade, buscar melhor produtividade, menor custo para o produtor e aliado à sustentabilidade,
47:30né?
47:33O melhoramento genético do cafeiro também é uma das áreas de pesquisa do Incapé.
47:39O sucesso na utilização de uma cultivar clonal melhorada está associado à produção de mudas de qualidade.
47:45Para disponibilizá-las ao produtor capixaba, foi necessário criar uma técnica para a multiplicação rápida das cultivares melhoradas,
47:54ou seja, das melhores plantas.
47:57E como a gente viu, a pesquisa é um processo de longo prazo.
48:02Marconi, quanto tempo demorou para chegar esse material genético aqui e onde a gente está?
48:07No viveiro, né? Da fazenda experimental de Marilândia.
48:10E desses materiais de qual etapa?
48:12Então, lá nos campos experimentais que a gente estava, a gente avalia por um período de no mínimo quatro colhetas,
48:18mas a gente gosta de trabalhar com quatro colhetas, fazer a poda para ver se o material se comporta bem
48:23a poda
48:24e avaliar mais uma colheta.
48:26Então, pelo menos aí seis colhetas, né?
48:28Nessas seis colhetas, nos campos aí de competição clonal, que a gente quantifica, né?
48:34Ver a produção, ver todas as características deles,
48:37a gente identifica em cada experimento quais são os melhores clones.
48:42Então, os materiais que a gente tem aqui são materiais igual ou superior,
48:47geralmente superior em alguma coisa.
48:49Ah, não é superior em produção, mas superior em resistência, em alguma coisa.
48:55Técnica que gera resultados a campo.
48:58O produtor João vê na prática o quanto as pesquisas ajudam na tomada de decisões
49:04e no aumento de lucro da propriedade.
49:08Na época do meu pai, que ele começou com o café borbom, que a gente falava aqui,
49:13que tinha que derrubar no chão, derrissar, que a gente falava,
49:18depois juntava, jogava dentro d'água, lavar, peneirava, aí secava para apilar.
49:25Hoje não, hoje tem isso daqui, se você apanhar todos os clones separados um do outro,
49:30você apanha só o pé amadurinho, por causa das pesquisas que a gente tem hoje, né?
49:34Seu João é um exemplo de como a ciência mudou a história da cafeicultura capexaba.
49:40O café é renda, amor e tradição.
49:44E para encerrar essa matéria tão gostosa, do jeito que a gente gosta,
49:47falando de café, que é tão importante para o nosso estado,
49:50Seu João me fez um convite. Qual foi o convite, Seu João?
49:52Eu estou precisando de funcionário para colher o café, arrumei uma funcionária, está aqui no material.
49:57Meu Deus do céu! Será que eu sei, Seu João? Vamos ver, vamos ver se eu sei.
50:11Mas para baixo ou está bom assim, Seu João?
50:17Não pode jogar no chão, né?
50:20Não pode desperdiçar, né?
50:33Boa colheita a todos os cafeicultores do estado!
50:39O Agro Business deste domingo fica por aqui.
50:43Obrigada pela sua companhia. Um ótimo dia!
50:46Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
50:53E no nosso canal no Youtube, Instagram, arroba Folha Business.
50:58E também no meu Instagram pessoal, stefani.agronomia.
51:02Eu espero vocês nas redes sociais.
51:04E também no nosso canal no Facebook, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram,
51:05Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram,
51:05Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram,
51:05Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram,
51:05Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram,
51:05Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram, Instagram
51:10A CIDADE NO BRASIL