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  • há 2 horas
Agro Business - Episódio 14

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Notícias
Transcrição
00:00Música
00:11Sistema agroflorestal aumenta a produção da área de plantio.
00:15Vamos conhecer tipos de cultura que podem ser plantados com café.
00:21Música
00:22Uma das vantagens que a gente tem aqui no SAF é o conforto térmico de trabalhar entre as árvores, na
00:28sombra.
00:29A redução do mato nas entrelinhas.
00:31Em busca de conhecimento, capixabas vão ao Pará participar de festival de chocolate e cacau.
00:40Música
00:40O que tem de novidade para a gente poder aproveitar também a utilizar essas novidades lá no Espírito Santo.
00:49Inverno começa, mas aqui no estado a estação mais fria do ano será um pouco diferente.
00:58Música
00:59Nós devemos ter aí um inverno com temperaturas um pouco acima da média no Espírito Santo.
01:03Elas são pequenininhas e trabalhadeiras.
01:07Produzem um alimento cheio de benefícios à saúde.
01:11No IFES de Vitória, alunos estudam as abelhas sem ferrão.
01:28Música
01:29Família de venda nova do imigrante trocou a cevada pelo caldo da mandioca.
01:34E não é que deu certo?
01:37Música
01:38A gente casou essas duas coisas, né?
01:41A modernidade do processo da cerveja atual com a ancestralidade do processo indígena.
01:46E aí nasceu a cerveja de mandioca.
01:50Música
01:52O agrobusiness vai para o intervalo rapidinho.
01:55Não saia daí, eu volto já.
01:59Música
02:07Produtores Capixabas participam de Festival Internacional do Chocolate e Cacau em Altamira, no Pará.
02:18Música
02:21Elpídio é produtor rural de Santa Leopoldina.
02:25Cultiva cacau há quase 40 anos.
02:28Mas não fica parado no tempo.
02:30Está sempre em busca de novas informações e tendências da cultura.
02:36Eu vim conhecer o que o Pará está fazendo, o que os produtores de cacau aqui do Pará estão apresentando
02:43e o que tem de novidade para a gente poder aproveitar também a utilizar essas novidades lá no Espírito Santo.
02:50Assim como o Elpídio, outros cacauicultores capixabas estiveram no maior festival da América Latina de chocolate e cacau.
02:59Impacta diretamente na cadeia produtiva, em quem produz cacau, quem produz chocolate,
03:04quem produz co-produtos do cacau, toda a engrenagem transversal de turismo e economia.
03:10Então esse impacto vem transformando todo o conceito de quem consome e quem produz chocolate e cacau no país.
03:14Uma feira que movimentou mais de 5 milhões de reais em negócios no município de Altamira, no Pará.
03:22O evento reuniu empresários, produtores, chocolatiers, chefes de cozinha renomados entre os dias 15 e 18 de junho.
03:32A gente começa do zero no primeiro dia até a finalização no último dia com os olhos do público aqui
03:38acompanhando tudo.
03:39E eu acho que isso é o mais difícil, né? Todo mundo olhando pra você na expectativa. O que vai
03:43sair daí?
03:44E afinal, o que é essa escultura?
03:47Essa escultura aqui é uma anatomia humana, né? Uma figura religiosa aqui da cidade.
03:52E o mais complicado aqui são os detalhes, né? Tem que fazer anatomia humana.
03:57E ele tá encostado em uma árvore totalmente de chocolate.
04:00E aqui é chocolate maciço.
04:02Então é um cilindro que eu tive que encher de chocolate.
04:06Desenvolver essa estrutura pra dar continuidade nos outros dias até o último dia.
04:10A gente tá trabalhando aqui com 100 quilos de chocolate.
04:16A cacauicultora apaixonada, Maria, viu na fruta a inspiração para criar uma marca própria.
04:22Sou uma produtora, né? E também agora tô agregando mais essa profissão estilista.
04:29As nossas frutas regionais, né? Estampadas, colocadas nos tecidos, tá sendo assim extremamente aprovado, né?
04:37Não só aqui na nossa região, no nosso estado, mas como em outros estados.
04:42E também já estamos colocando até nos exteriores, na Europa, não é?
04:48Almir, que fez engenharia agronômica em Alegre e hoje é professor da Universidade Federal do Oeste da Bahia,
04:55veio para uma oficina sobre agrofloresta e como pensar o cacau do futuro.
05:01Para ele, o Espírito Santo pode se inspirar nas diversas iniciativas que vêm sendo realizadas na Amazônia.
05:09A gente tem a possibilidade de ver aqui no Pará sistemas agroflorestais bem originais.
05:15Acredito que a posição do Espírito Santo estimula para que os agricultores em sistemas mais equilibrados
05:25possam fazer valer uma cacauicultura diferenciada no universo capixaba.
05:32E não tem como vir na Transamazônica e não conhecer uma propriedade de cacau.
05:38Vamos comigo?
05:41José e Verônica são produtores em Brasil Novo, região norte do Pará.
05:46Produzem em média 6 toneladas do fruto por ano, em 10 mil pés.
05:52A família entrou para o top 3 de melhores amêndoas do país em 2021.
05:57A qualidade do nosso cacau estava atendendo o mercado.
06:01Então, para a gente poder testar e provar isso, nós mandamos uma amostra
06:05para concorrer ao nível nacional do melhor cacau do Brasil.
06:07E conseguimos a colocação de terceiro melhor cacau do Brasil, de categoria blend,
06:13que é a mistura de todos os cacaus.
06:15Depois disso, houve uma virada de chave.
06:18Ou seja, a gente fez a verticalização dessa amêndoa, transformando em chocolate.
06:24Criamos a nossa marca e a gente transformou essa amêndoa de qualidade também em chocolate.
06:29O Pará é o atual líder na produção nacional.
06:34Um levantamento de 2022, divulgado pelo IBGE, mostra que o Estado já responde por 50,68% de toda a
06:43produção brasileira.
06:45Nós temos aqui uma característica peculiar de produção, também somada à floresta, somada ao saber dos nossos ribeirinhos,
06:53somada ao saber dos nossos povos indígenas, somada de 11 etnias, que também produzem cacau, plantam cacau, fazem artesanato baseado
07:01no cacau.
07:02A força do Estado na cultura do cacau atrai produtores de todo o país, como capixaba Ademir.
07:09Ele se mudou para o Pará para produzir cacau e hoje é presidente da cooperativa Água Industrial da Transamazônica.
07:17A Copa Trans faz a venda do cacau commodity e tem até marca de chocolate.
07:24Ademir acredita que o cacau tem viabilidade para se tornar referência em preservação e verticalização.
07:31Não há necessidade nenhuma de desmatar mais nada, você já tem terra desmatada suficiente para fazer uma transformação econômica
07:37quatro ou cinco vezes maior a partir do cacau.
07:40Tanto como a amêndoa, no estilo de você melhorar a área, na tecnologia, de sair desses 120 milhões de quilos
07:46para 300 milhões, talvez nos próximos cinco anos, com tecnologia, tratos culturais.
07:51E na modalidade de fortalecer a atividade econômica, na linha da verticalização.
07:55Está testado por 13 anos, que você agrega valor, você gera renda, você traz vida digna para o produtor,
08:02distribui essa renda em muitas famílias, transforma o Estado.
08:08Uma tendência ainda pouco encontrada no Espírito Santo, mas que pode ser potencializada através da introdução
08:16de tecnologias modernas, práticas de manejo sustentáveis e conservação da mata atlântica.
08:23A cacauicultura vai muito além disso tudo que a gente está falando.
08:28Ela vai para a medicina, ela vai para a farmácia.
08:30Então o Espírito Santo pode fazer da biologia uma cacauicultura diferenciada para o Brasil e para o mundo.
08:37Os produtores de cacau do Espírito Santo podem se inspirarem na organização,
08:42utilizar a organização, nossa organização de produtores da Acau,
08:46para podermos criar um fundo semelhante ao fundo que tem aqui do cacau, aqui no Pará,
08:51que dá todo o suporte à cacultura paraense, inclusive patrocinando a produção e distribuição de sementes híbridas de cacau.
08:58Falando sobre inspiração, os capixabas já podem se preparar.
09:03Em agosto, o Festival Internacional do Chocolate Cacau chega em terras capixabas.
09:09Será realizado pelo segundo ano em Linhares.
09:12Para quem não sabe, o Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil.
09:17São mais de 8 mil toneladas por ano.
09:21Só em Linhares está mais de 70% da produção estadual.
09:26A primeira edição em Linhares do Espírito Santo já foi um sucesso.
09:30Foram mais de 30 mil pessoas, praticamente todas as marcas de chocolate do estado.
09:34A expectativa é aumentar público, exposição, produtos.
09:50Chegou a hora do quadro, o especialista responde.
09:53E como a gente está chegando na época da colheita, recebemos uma pergunta lá direto de Marilândia.
09:58O produtor Paulo perguntou, durante a colheita, devo irrigar?
10:03E aí eu passo a bola para você, Ana Paula.
10:05É preciso irrigar ou não durante a colheita?
10:07Deve continuar a irrigação, sim.
10:09Principalmente pensando na manutenção da copa para a próxima safra.
10:13Não só irrigações, mas também as adubações, fertilizações, consequentemente.
10:19Para garantir um bom desenvolvimento da copa para a safra seguinte.
10:22Para que não ocorra travamento da copa durante esse período da safra.
10:26E aí eu sempre falo o seguinte.
10:28Nós gostamos de comer todo dia, né?
10:31E a planta também.
10:32Então quanto mais a gente fraciona, ou quanto mais a gente deixa essa alimentação e água constante,
10:38mais a planta também vai responder para a gente.
10:40Com certeza, né?
10:41A planta precisa de nutrição diariamente, né?
10:45Se for possível dessa forma, né?
10:47Que seja feito assim.
10:49Ou se não, uma vez na semana, pelo menos.
10:52Mas se for todo dia, melhor ainda.
10:53Da mesma forma que nós humanos precisamos nos alimentar.
10:56E aí tem uma questão, né?
10:58Muita gente acha, né?
10:59Ah, não, mas a planta já vai estar estressada.
11:01Deixa ela no estresse total, então.
11:03Mas é o contrário, né?
11:04Quando a gente mantém, então, a irrigação e a nutrição.
11:08Ou os dois juntos, né?
11:09Com a nutri-irrigação ou a fete-irrigação.
11:11A gente favorece, né?
11:13E aí a gente começa a diminuir vários outros problemas também, né?
11:16Com certeza.
11:17A planta não fica debilitada, né?
11:20Para favorecer a incidência de patógenos e pragas, né?
11:23Que venham a ocorrer na lavoura.
11:24Então, acaba melhorando em outros aspectos também.
11:28Ó, muito obrigada por responder.
11:30É sempre um privilégio abrir esse espaço aí para outras agrônomas, assim como eu também.
11:34Mulher, é sempre muito bom.
11:35E, Paulinho, espero que a gente tenha aí respondido a sua pergunta.
11:39E você de casa?
11:40Se tiver alguma dúvida, manda para o nosso e-mail que a gente te responde aqui no programa.
11:44Basta mandar para stephanie.com.br.
11:48Eu aguardo a sua dúvida.
11:50Agora vamos às cotações do café e da pimenta do reino.
11:54O café com nylon abriu a semana sendo negociado a 695 reais.
12:00Na sexta estava em 670 reais a saca.
12:04Uma queda de 3,59% na semana.
12:08O café com nylon tipo 7,8 abriu a segunda-feira em 690 reais.
12:13Foi caindo e na sexta fechou em 665 reais.
12:18Uma queda de 3,62% na semana.
12:21A pimenta do reino preto A B1 abriu a semana sendo negociada a 13,25 reais.
12:28Na sexta caiu para 12 reais.
12:31Queda de 9,44% na semana.
12:36Os sistemas agroflorestais, os SAFs, têm ajudado produtores rurais a aumentar a produção,
12:43cultivando duas culturas na mesma área.
12:45Nossa equipe foi até Cachoeiro, na Fazenda Experimental do Incapé, para conhecer mais sobre esse sistema.
12:55Do alto dá para ver que a plantação não é de uma única cultura.
12:59O café predomina, mas tem banana, pupunha, gliricídia, engar.
13:03Juntas elas fazem parte de um experimento do Incapé de sistema agroflorestal, o SAF.
13:08Aqui a gente tem cinco cultivos diferentes.
13:13Então nós temos o café consorciado com a pupunha, que a gente está vendo aqui.
13:18Ali atrás tem o café com a gliricídia, depois tem com a bananeira, com o ingá.
13:24E lá na frente tem o quinto sistema, que é o café solteiro.
13:28A ideia é que essa unidade permita uma comparação entre esses diferentes tipos de sistemas.
13:35Então são sistemas agroflorestais simples, com apenas duas plantas associadas.
13:41O café e mais uma outra planta.
13:46Há diferenças de nomenclatura quando o café, por exemplo, é cultivado sozinho, com outras plantas e com árvores.
13:52O João explica para a gente.
13:54Quando a gente fala que o cultivo é solteiro, ele tem uma planta só.
13:58Pode ser café, banana, palmito, laranja.
14:01Quando eu misturo duas plantas, que pode ser, por exemplo, café e feijão, ou café e banana, eu tenho um
14:08consórcio.
14:09E quando entra uma árvore no meio, a gente chama de sistema agroflorestal.
14:15Resumidamente, sistema agroflorestal, eu tenho um consórcio de duas ou mais plantas,
14:23sendo que uma tem que ser uma espécie, tem que ser uma árvore.
14:30Esse experimento de SAF do Incapé está em uma área de 6 mil metros quadrados.
14:35Aqui os pesquisadores comprovam a sustentabilidade ambiental e econômica do sistema.
14:42Uma vantagem que agrada quem trabalha na lavoura é o conforto térmico proporcionado pelas árvores.
14:48A Rita é extensionista do Incapé aposentada e também esposa do João.
14:52Na pandemia, ela colocou a mão na massa junto com as filhas e veio aqui ajudar na colheita.
14:56Rita, quais benefícios que você viu?
14:59Bom, com certeza uma área assim, mais sombreada, muito mais cômodo, menos cansativo o trabalho fica e mais prazeroso, com
15:09certeza.
15:10O sol está forte e a gente está aqui na sombra.
15:12Isso, olha que beleza aqui embaixo do pé de engar, né?
15:17Quem também aproveita a sombra é a Vanessa, que faz de tudo um pouco na plantação.
15:22Ela é diuna e vem de 15 em 15 dias trabalhar na fazenda.
15:25Uma das vantagens que a gente tem aqui no SAF é o conforto térmico de trabalhar entre as árvores, na
15:31sombra.
15:31A redução do mato nas entrelinhas, tanto no engar quanto na pupunha, que é observado com mais frequência.
15:37Aqui a gente tem o cultivo orgânico, mas o agricultor que quiser implantar o SAF na propriedade dele,
15:44ele vai ter uma redução considerável de agrotóxicos e adubos químicos.
15:50Por causa do aposto de materiais das árvores, as folhas que estão dispostas no chão.
15:56É um exemplo da pupunha e da banana, que quando a gente faz a colheita,
15:59o material, como é o pseudocal ali da banana, as folhas, a gente deixa disposto na área
16:05para fornecer os nutrientes e para ajudar na umidade do solo.
16:11Pesquisas da UFES, do IFES e do INCAPER já foram feitas na plantação, que teve início em 2013.
16:17O pesquisador cita alguns resultados.
16:19Dois experimentos foram desenvolvidos aqui de qualidade de café.
16:23O café de melhor qualidade foi associado com a glicídia.
16:28Os sistemas mais produtivos de café são os sistemas com pupunha e ingá.
16:36Eles aumentam a produtividade do café em aproximadamente 30%.
16:42Se eu plantar uma outra cultura com o café, ela vai competir com o café e tirar nutrientes dele.
16:50Só que aqui, você olhando essa pupunha, mesmo tendo a pupunha, o café produziu 30% a mais.
16:57Então, a gente tem uma ideia de que a pupunha é uma planta companheira do café.
17:01E do ingá, vocês imaginam por que que tem essa produtividade mais alta?
17:05A ideia com o ingá é que ela é uma planta que a gente faz três podas por ano.
17:10Então, aquela matéria orgânica dela que cai vai ficar sobre o solo e liberar os nutrientes.
17:17Como ela é uma planta fixadora de nitrogênio e o nitrogênio é um insumo importante, ela fornece esse nitrogênio.
17:24E há uma outra questão, que quando a gente faz a poda da árvore, parte das raízes dela morrem, porque
17:32a raiz acompanha a copa.
17:34Então, você faz a poda, morre parte das raízes.
17:37Então, à medida que eu faço a poda, eu diminuo a competição com o café.
17:42No Espírito Santo, o João conta que um sistema agroflorestal muito antigo é o cacau na cabruca, mais comum na
17:49região norte.
17:50Falando de consórcio com outras culturas, é comum cultivo de café com banana, abacate e com palmito.
17:56E qual é a dica para quem deseja começar?
17:58A primeira coisa é ele começar com pouco e experimentar.
18:03Porque o manejo é diferente, consórcio é sinônimo de casamento.
18:10Então, tem manejo para duas culturas diferentes.
18:14Muitas vezes a gente vê a pessoa fazer o manejo inadequado.
18:18Então, se a cultura principal é o café, se o manejo foi inadequado ou a cultura foi inadequada, associada ali,
18:25o café pode baixar a produção.
18:27Agora, a pessoa tem que se preparar para fazer a poda.
18:30Então, a primeira coisa é visitar outras experiências.
18:35Começar com pequenas áreas e ir dominando o sistema.
18:40Então, planta uma pequena área hoje, outra amanhã e tal.
18:44E se a pessoa já conhece, já tem sistemas implantados nessa região, ela acha que pode adotar, vai.
18:51Mas tem que ter domínio daquele sistema, aprender como manejar o sistema.
18:57Para o produtor que está pensando em aderir ao SAF na propriedade, um incentivo a mais é o cuidado com
19:03o meio ambiente.
19:04Uma questão muito importante é que as árvores, ou as plantas leguminosas, no caso específico nossas árvores, elas fixam o
19:12nitrogênio que vem do ar.
19:13Que é o adubo mais caro.
19:15Quando a gente está plantando essas espécies, a gente está buscando fixar o nitrogênio e diminuir essa ureia ou sulfato
19:25de amônio.
19:25Para produzir ureia ou sulfato de amônio, gasta muito petróleo e gás natural.
19:30Então, a gente já começa a fazer um bem para o meio ambiente aí.
19:34É a natureza contribuindo para a própria natureza.
19:39Hora de conferir o Giro de Notícias da Semana.
19:49Mais uma morte por febre maculosa foi registrada no Espírito Santo.
19:53O caso foi em Conceição da Barra.
19:56De acordo com a Secretaria de Saúde, é a terceira morte provocada pela doença no Estado.
20:02Os outros dois óbitos foram em Colatina e Barra de São Francisco.
20:07Esse ano, foram registrados 10 casos da doença.
20:11A febre maculosa é causada por uma bactéria transmitida pela picada de um carrapato contaminado.
20:18Os sintomas da doença são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e manchas avermelhadas.
20:26A Comissão de Educação do Senado aprovou na última terça-feira, em uma decisão definitiva,
20:32o projeto de lei que atribui à venda nova do imigrante o título de Capital Nacional do Agroturismo.
20:39Com uma população de mais de 25 mil habitantes, o município se destaca na fabricação de produtos artesanais.
20:46A Fazenda Giori, que produz café robusta biodinâmico, venceu a primeira edição da premiação inédita da BioBrasil Fé e da
20:57Naturaltech,
20:58consideradas as maiores feiras de produtos orgânicos e naturais da América Latina.
21:03Localizada em Cachoeiro de Itapemirim, a propriedade ficou em primeiro lugar na categoria Bebidas.
21:10Ao todo, foram 483 produtos inscritos e 121 marcas cadastradas em quatro categorias.
21:21Alunos do IFES de Vitória fazem estudos com abelhas sem ferrão.
21:26O projeto já ganhou até prêmios.
21:32Olhando de perto, elas são ainda mais encantadoras.
21:35Repara nas construções que as abelhas fazem dentro desses abrigos.
21:40Uma perfeição.
21:43As abelhas são objeto de estudo de alunos do IFES de Vitória.
21:47Há cinco anos nasceu o Meliponifes.
21:49É um projeto que trabalha com abelhas nativas sem ferrão.
21:53Nós estamos trabalhando com diversidade de abelhas, valorizando a fauna nativa aqui do Estado do Espírito Santo
21:59e também as propriedades e recursos produzidos pelas abelhas.
22:05O projeto conta com 16 alunos bolsistas e dois voluntários.
22:09E já ganhou nove prêmios, com diferentes trabalhos.
22:13A maioria é composta por estudantes do ensino médio.
22:15Recentemente, uma parceria do IFES com a Associação dos Meliponicultores do Estado foi formalizada.
22:21O que a gente quer unir? O criador com a ciência.
22:25Aquela necessidade.
22:27Porque na criação de abelhas sem ferrão, ainda existem muitas interrogações a serem respondidas.
22:34Eles trazem esse lado que a gente, na associação, não tem.
22:39Então, como associado, a gente tem as abelhas.
22:43A gente conhece muito da biologia daquela espécie, das espécies.
22:48Mas a gente precisa também do olhar científico para o que a gente tem.
22:53A gente precisa de algumas comprovações.
22:56A gente quer respostas.
22:57Então, nada como uma parceria acadêmica envolvida com a gente.
23:03Nesse parque em Vitória, muitas plantas que servem de alimento para as abelhas.
23:07E criadores de abelhas sem ferrão deixam algumas caixas aqui.
23:10E essas abelhas serão estudadas pelos alunos do IFES.
23:14Primeiro, a gente traz as amostras para o laboratório, identifica as espécies e faz a análise microbiológica do mel.
23:22Na análise microbiológica do mel, a gente vai avaliar os potenciais antimicrobianos do mel.
23:29E isso significa que no futuro, algumas moléculas vão poder ser estudadas para produzir novos medicamentos.
23:38Uma aluna analisou o mel de abelhas com e sem ferrão e chegou a resultados promissores.
23:44Inclusive, ela foi convidada para apresentar o trabalho em uma amostra no Rio Grande do Sul.
23:48Eu peguei o mel e a gente testou ele contra duas cepas de bactérias que causam infecção intestinal.
23:55E aí o resultado foi que uma das cepas foi morta, a outra não.
23:59Mas quando você compara o mel de abelhas sem ferrão com o mel de abelhas com ferrão,
24:05o mel de abelhas sem ferrão se torna melhor para efeitos antibióticos.
24:10O registro visual das abelhas também faz parte da iniciativa.
24:14A Lívia foi a responsável por reunir todas as imagens capturadas.
24:18Eu entrei no projeto no ano passado, no ano de 2022.
24:21Realizei uma iniciação científica júnior.
24:24Nela foi feita a fotodocumentação das fotografias autorais que o Meliponifes possui.
24:30Eu separei, cataloguei, analisei as imagens para facilitar uma possível divulgação do próprio projeto,
24:37das imagens que a gente possui, de como isso poderia ser produzido de outras maneiras,
24:43como histórias em quadrinhos, gifs, reels, stories, próprias pesquisas científicas, enfim,
24:52a gente utilizar o que é nosso para o projeto crescer.
24:55Um dos trabalhos é focado nos estudantes de escolas públicas de Linhares.
24:59O responsável por ele é o Christian.
25:01É uma contação de história entre duas abelhas, uma abelha com ferrão e outra abelha sem ferrão,
25:07a jataí, que elas conversam sobre o modo de vida delas, como que elas vivem, como que elas se defendem,
25:13como que elas saem para coletar os alimentos.
25:16Sua ideia também é levar essa historinha para as escolas de Linhares.
25:19Sim, e que seja contada a história pelos professores para alunos e que a partir dessa história em quadrinhos
25:26seja utilizado diferentes conteúdos que eles trabalham em sala.
25:33Vendo todas essas iniciativas, você já parou para pensar qual é a importância das abelhas?
25:38Elas são essenciais para a natureza.
25:40São animais polinizadores, isso significa que elas são responsáveis pela reprodução das plantas com flores
25:49e sem a polinização, portanto, essas plantas não produziriam seus frutos
25:53e aí a gente não teria a continuidade da existência dessas plantas.
25:57Então, nós dependemos, não só nós seres humanos,
26:01mas todo o planeta Terra depende das abelhas para a manutenção dessas áreas.
26:07O nosso estado tem muitas abelhas nativas.
26:10O Adailton, que entende bem do assunto, explica melhor para a gente sobre elas.
26:14Nós temos uma diversidade maior do que qualquer estado brasileiro,
26:20porque nós temos aqui, só aqui, quase 15% das espécies que são manejáveis no Brasil.
26:29A mais criada, mais cultivada, mais comercializada entre nós é a Oruçua Amarela.
26:35Mas aqui no Espírito Santo, nós temos uma abelha que a gente, ela é endêmica do estado,
26:41só existe aqui no estado e é a Oruçua Capixaba.
26:45É a mais bela, a mais robusta, a mais produtiva entre as melíponas.
26:51Ela tem uma coloração que é chamada, inclusive, de Oruçua Negra, Oruçua Cinzenta,
26:56por causa da coloração dela.
26:58Ela é uma das abelhas mais bonitas que a gente pode ter, embora que tenha muitas outras abelhas bonitas.
27:05E é linda e também é capixaba.
27:07É capixaba, então nós temos que valorizar, né?
27:11As abelhas sem ferrão, elas constroem potes.
27:15E as com ferrão tem aquele favo que a gente já conhece mais.
27:18E aqui eu vou ter o privilégio de experimentar o mel dessa abelha sem ferrão direto do pote.
27:23Veja bem, o mel dela é bem mais ralinho, mais liquefeito.
27:28Experimenta aí.
27:30Aí, ó.
27:31O cinegrafista também tem direito.
27:36Nossa, realmente ela é bem docinha, né? Como o mel, mas assim é bem líquido, né?
27:41E com a certeza de que você está tomando aqui um mel puro,
27:45porque aqui não há uma alimentação que a gente faz nas épocas de período fraco de floradas, né?
27:53Aqui elas estão mais de cinco meses sem receber nenhuma alimentação externa, somente da flora natural.
28:01A parceria do IFES com os associados da AME ainda promete muitos resultados,
28:06com benefícios para a ciência e para os criadores.
28:09Direto do ambiente dela, seu Adailton conta o que as abelhas podem nos oferecer e deixa um recado.
28:14Cera, própolis, geoprópolis, é altamente gastronômico.
28:20As cozinhas de grandes chefes utilizam como adereço nas suas alimentações.
28:28Então, é uma gama muito grande.
28:30Nós temos que ter as abelhas para poder continuar essa cadeia do meio ambiente que a gente precisa preservar, tá?
28:38E a abelha não faz mal, a abelha faz mel.
28:45O inverno começou na última quarta-feira,
28:49mas aqui no estado a estação mais fria do ano vai ser um pouco diferente.
28:55O inverno no Espírito Santo promete trazer surpresas neste ano, de acordo com a Climatempo.
29:02As previsões são de volume de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para a estação,
29:09ou seja, o inverno não será tão frio para os capixabas.
29:13Outros sistemas característicos da estação, como massas de ar polar, inversões térmicas e nevoeiros,
29:20devem ocorrer com menor frequência.
29:23As temperaturas vão variar entre 10 e 25 graus na região serrana
29:28e entre 15 e 28 graus nas outras áreas do estado.
29:32O meteorologista explica que as alterações climáticas sofrem a influência do fenômeno El Ninho.
29:38É um fenômeno de aquecimento nas águas do Oceano Pacífico na faixa equatorial
29:42e ele traz aí uma condição de temperaturas que tendem a ficar mais altas do que o normal
29:47sobre grande parte do Brasil.
29:49E nesse ano também, por conta disso, e por conta também das águas mais quentes no Oceano Atlântico,
29:54nós devemos ter aí um inverno com temperaturas um pouco acima da média no Espírito Santo.
29:59Sem tantas passagens de frentes frias, elas vão continuar passando pelo estado,
30:04mas principalmente na segunda metade do inverno, então agosto, setembro,
30:09mas elas serão menos numerosas.
30:11Então isso vai fazer com que as temperaturas fiquem um pouco acima do normal,
30:15com mais dias de calor do que o esperado para essa época do ano.
30:22Hoje estamos em Venda Nova do Imigrante,
30:25para te mostrar a primeira cerveja artesanal feita com base de mandioca.
30:32A mandioca, base alimentar de muitos brasileiros,
30:37agora é ingrediente de cerveja.
30:40A cerveja de caldo mandioca, ela nasce numa busca pela originalidade da cerveja brasileira,
30:47porque os indígenas já faziam cerveja utilizando a mandioca.
30:51A gente casou essas duas coisas, a modernidade do processo da cerveja atual,
30:55com a ancestralidade do processo indígena, e aí nasceu a cerveja de mandioca.
31:02A família de Venda Nova do Imigrante decidiu inovar.
31:07Eles cozinharam a leguminosa, pegaram o caldo e tiraram o fermento.
31:12O próximo passo foi adicionar o mosto e colocar no barril de carvalho.
31:17A manikauai traz o sabor regional.
31:20É fermentada com leveduras e micro-organismos locais das montanhas capixabas.
31:27A cerveja que se você tentar reproduzir lá a 300 metros daqui, não vai ficar igual,
31:31porque é uma expressão realmente do lugar.
31:34E com o insumo daqui, com a mandioca, a água daqui,
31:37e a microbiota daqui, a gente deixa ela sete meses em barril de carvalho,
31:41ela cria essa cerveja super especial.
31:43Uma cerveja leve, seca e com sabor cítrico de frutas amarelas.
31:50Tem também um toque amadeirado do barril, com 5,5% de teor alcoólico.
31:57A bebida é o resultado do projeto Manipoera,
32:01da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal Abra Serva,
32:06que envolve mais de 70 cervejarias de todo o país.
32:11A cervejaria Pivo é a única do Espírito Santo envolvida no projeto.
32:18Uma cerveja que surgiu para complementar um trabalho que eles já faziam de valorizar o campo.
32:25Tem esse conceito de cervejaria rural, que é ambientar o nosso cliente com a propriedade.
32:31Então, quem vem aqui visitar a gente vai sentir muito isso integrado.
32:37É o gramado onde as crianças vão poder correr,
32:39todo o espaço que a gente criou para poder receber.
32:42Aqui era também um terreiro, né?
32:43Aqui era um terreiro de café da propriedade.
32:45Então, tinha uma estufa aqui, um terreiro,
32:47e a gente foi transformando.
32:49A gente produzia cerveja aqui artesanalmente para a gente.
32:53E como isso foi depois mudando, a gente foi crescendo a nossa produção,
32:57a gente teve o start de transformar aqui no jardim para poder receber as pessoas.
33:04São fabricados de 2 mil a 2.500 mil litros de cerveja por mês.
33:10E por aqui tem sempre um novo sabor.
33:13A jabuticabinha, feita com jabuticabas da propriedade,
33:17é a nova aposta da família.
33:19A gente casa muito a nossa produção de acordo com o que a gente tem de fruta da época, da
33:24estação.
33:25Então, a gente faz todo esse cronograma aí para a gente poder se planejar
33:28para quando vir a temporada, o cliente, a pessoa que vem aqui no nosso jardim,
33:33ela ter essa variedade de cerveja nas torneiras.
33:38A cervejaria já foi até premiada no maior evento cervejeiro do país,
33:45realizado no início desse ano.
33:47A gente estava presente no festival, com a cervejaria, com o stand,
33:51com as pessoas provando e conhecendo a nossa cerveja,
33:53e dentro do CBC, que é o concurso brasileiro,
33:56onde a gente conseguiu ter essa medalha.
33:59Conquista que inspira outras cervejarias do estado
34:02e mostra que as cervejas artesanais capixabas
34:06estão entrando cada vez mais fortes no ranking nacional e mundial.
34:11O Espírito Santo, nos últimos três anos,
34:13é o estado que mais cresce o número de cervejarias.
34:15A gente cresce uma média de 55% ano sobre ano.
34:19A média nacional é só 12%.
34:21A gente não está crescendo só em quantidade, também em qualidade.
34:24A gente conseguiu a maior quantidade de medalhas do estado
34:28no último concurso brasileiro de cerveja.
34:31E a cervejaria do Espírito Santo está se despontando aí como uma das...
34:35É a revelação nacional.
34:36Sem dúvida, o Brasil todo está olhando para as cervejarias daqui.
34:39E a gente tem respondido com quantidade, qualidade,
34:42um movimento muito consolidado.
34:44A gente ficou muito feliz de fazer parte dele.
34:47Mais que fabricar cerveja,
34:49existe uma preocupação com a economia circular
34:52e o desenvolvimento do agroturismo consciente.
34:56Todo malte que é resíduo sólido que sai dessa panela,
35:01a gente direciona para produtores,
35:03para alimentação do gado, para a grande de porco.
35:06Então, tudo que é gerado de resíduo aqui,
35:11a gente busca dar essa destinação.
35:14Sabores diferentes que encantam quem chega aqui,
35:18um pouco resistente a provar algo novo.
35:22Nós tentamos deixar a pessoa curiosa com o processo, né?
35:25O nosso processo é um processo que não é toda outra cervejaria que faz,
35:29que é um tipo de fermentação espontânea,
35:31e com produtos locais,
35:33que nós conseguimos colher a mandioca,
35:35que isso aí já desperta uma curiosidade muito grande no cliente.
35:39E quando a galera toma essa cerveja,
35:43é praticamente apaixonante,
35:45porque realmente ela está vivendo essa experiência aqui no nosso jardim,
35:49e ela está tomando uma cerveja que é completamente exclusiva do nosso jardim.
35:53Dentro do copo de quem bebe uma piva,
35:55vai sempre um pedacinho da nossa propriedade.
36:00Então, sempre a gente faz cerveja com café,
36:03com amora, com jabuticaba,
36:05e agora com a mandioca.
36:11O Magro Business de hoje fica por aqui.
36:14Queria te agradecer a companhia em mais um domingo.
36:17A gente sempre te mostra mais sobre o nosso estado,
36:20que é tão rico.
36:21Tenha um excelente dia,
36:23e eu te espero semana que vem.
36:25Para saber mais sobre o mundo agro,
36:27confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
36:32e no nosso canal no YouTube,
36:34Instagram,
36:35arroba Folha Business.
36:36E aí
36:37E aí
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36:41E aí

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