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Agro Business 2023 - Episódio 24
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NotíciasTranscrição
00:12Música
00:14Capim seco, gado com pouco alimento.
00:19É a época do ano que a pastagem está seca, não tem quase chuva.
00:25Música
00:26A solução, plantio de mudas.
00:30Estamos agora aguardando a desidratação desse capim, né?
00:34A retirada da água por completo, para logo depois ele ser enfardado
00:39e a gente armazenar para atender aos produtores aí nessa época fria, seca.
00:48Buracos.
00:50Estrada de chão.
00:52Música
00:53O dia a dia no campo.
00:56Nós entramos em qualquer lugar, saímos de qualquer lugar, pode estar chovendo, pode estar do jeito que for.
01:04Música
01:05Um plantio diferente.
01:09Parece até uma floresta.
01:13As taiobas são gigantes.
01:17Dois e vinte e quatro está dando aqui, ó.
01:20E geralmente um caule tem que tamanho?
01:23Na região aqui é o baixo, a gente vê aqui é um metro de altura, um metro e meio.
01:28Ela com a folha e tudo, não o caule, né? Mas a planta é completa.
01:32Por isso que ela dá mais de três metros, não é isso?
01:34Isso, ela chega a atingir três metros e meio, mais ou menos, até mais um pouquinho.
01:39Mas qual é o segredo?
01:43Música
01:43Da lavoura para o prato.
01:46A rainha de hoje é a taioba.
01:48A gente vai usar o treguilho, que eu já dei uma hidratada, depois eu explico melhor.
01:53E alguns temperos base.
01:54Alho, cebola, sal, pimenta.
01:57Ao invés da hortelã, a gente vai usar a salsa hoje, mas é totalmente opcional.
02:01E no final eu gosto de jogar um pouquinho de shoyu, porque ele dá uma elevada no sabor.
02:06Olá, bom dia!
02:08O programa Agro Business está no ar.
02:10O inverno é a época do ano em que o capim fica mais seco.
02:15Prejuízo na alimentação do gado.
02:17Mas produtores de linhares viram nesse problema uma oportunidade.
02:22Estão produzindo diferentes tipos de capim.
02:26E o negócio está dando muito certo.
02:28E no programa Agro Business, vamos ter também reportagens sobre veículos.
02:34Mas o que eles têm a ver com o meio rural?
02:36Ter o carro certo faz toda a diferença no dia a dia do campo.
02:41E nossa equipe foi até Barra de São Francisco conhecer a produção de taiobas.
02:46É impressionante o tamanho das hortaliças do seu José Roberto.
02:51E tem muito mais.
02:53Eu vou para o intervalo rapidinho, mas eu já volto.
03:16Segurança e agilidade.
03:18As caminhonetes de grande porte são de suma importância para os produtores rurais.
03:26Seu Mauro é produtor rural há 40 anos.
03:30Cultiva cacau, milho, feijão e trabalha ainda com pecuária na Ilha do Barão, em Linhares, norte do estado.
03:38A quantidade de cacau que nós produzimos aqui, ela oscila muito.
03:44Ela oscila muito de ano para ano.
03:47Tem ano que chove muito, melhora.
03:49Tem ano que chove menos, obviamente é menor.
03:52Vivemos do que fazemos.
03:55Então, por isso que nós trabalhamos todos os dias.
03:58Cacau, arroz e feijão.
03:59Até arroz e acorique.
04:03Toda essa produção precisa de produtos, como defensivos.
04:08E para levar os insumos até o campo, o produtor investiu em um carro maior, mais alto e com carroceria.
04:16E tem que ter motor potente para dar conta das estradas de chão e com lama.
04:27A caminhonete é um carro essencial, não é só para mim, para todos.
04:32Usamos esse tipo de caminhonete desde 2008.
04:37Então, hoje, se me faltar essa caminhonete, apesar de ter a minha idade, eu me sinto perdida.
04:44Me sinto velho, mas velho ainda.
04:46Então, com essa caminhonete eu estou novo, eu estou perfeito.
04:50É um carro espetacular, um carro bonito, um carro bom, não quebra.
04:55Nós entramos em qualquer lugar, saímos de qualquer lugar, pode estar chovendo, pode estar do jeito que for.
05:02Se tiver até uma tora no meio da estrada, a gente pega um cabo de aço, bota nessa tora, te
05:08puxa.
05:09E sem problema nenhum.
05:11Então, para que trocar?
05:13Para que mexer no time que está ganhando?
05:16Bora conhecer mais de perto o carro usado pela família Rossoni?
05:21Dietrich, por que esse carro é o queridinho dos produtores rurais?
05:25Esse modelo aqui é um dos mais procurados devido ao design dele, que ele é muito bonito,
05:31um design bem bacana e também bem tecnológico.
05:34É um carro que vai lidar tanto bem com o campo, que é o caso da família Rossoni,
05:38quanto para quem vai dirigir aqui na cidade.
05:40É um carro que vem desde os faróis em LED, sistema de refrigeração de bancos,
05:44para quem deixa o carro lá no sol, se chegou no carro, você vai refrigerar os bancos,
05:48então rapidinho vai dar aquele conforto, entendeu?
05:50Então, é um carro muito procurado devido a isso.
05:52Além dele, ele tem uma suspensão muito boa para carregar tanto carga,
05:56para você andar em planícias alagadas, para você, questão da tração 4x4,
06:01para você descer em beira de lagoa, descer em beira de rio.
06:03Então, é um carro que vai atender muito bem em todos os tipos de terreno.
06:07A Hilux é um carro grande, alto e com carroceria.
06:12O veículo caiu no gosto dos produtores rurais, justamente por ajudar muito no dia a dia do campo e da
06:19cidade.
06:20Essa aqui, além de capacidade de carga para mil quilos, ele vai ter o conforto de estar andando,
06:24uma durabilidade e resistência dos veículos Toyota em si, entendeu?
06:28Com a longevidade, questão de durabilidade do motor, e tem um conforto para a família,
06:32que carrega ali e transporta até 5 pessoas, mais o trabalho dia a dia.
06:36Um carro que vem com 7 airbags, sistema de leitor de faixa, assistente de frenagem autônoma,
06:41sistema de câmera 360, para auxiliar aqui, principalmente no estacionamento aqui na área urbana.
06:47Vem câmera embaixo de cada retrovisor, frente e trás.
06:49E é claro que eu fiz o test drive e senti na pele essa experiência.
07:14O tempo esfria e o capim fica mais seco, o que prejudica a alimentação dos animais.
07:20Mas tem produtor rural aqui no estado que viu desse problema uma oportunidade
07:24e produz diferentes tipos de capim para vender nessa época do ano.
07:32Estamos em Linhares, no norte do estado, em uma fazenda que produz 3 tipos de capim.
07:37O negócio dos irmãos Eduardo e Felipe é uma alternativa para produtores, de modo especial no inverno.
07:43Aqui a gente está nesse espaço, a gente já está pisando um capim que você vende, né?
07:46Verdade. Estamos aqui pisando sobre um campo de Tifton, 85, uma gramínea muito utilizada aí
07:55por diversos pecuaristas, pessoal que cria cavalos, gado, leiteiro, carneiro.
08:04E aqui ele já foi cortado?
08:05Aqui nós já fizemos o processo de corte dele.
08:09Estamos agora aguardando a desidratação desse capim, né?
08:13A retirada da água por completo, para logo depois ele ser enfardado e a gente armazenar
08:19para atender aos produtores aí nessa época fria, seca, onde as pastagens dão uma adormecida aí muito grande.
08:27E atrás da gente também tem outro tipo de capim.
08:30Isso. Atrás a gente temos aqui o BRS Curumi, que é um capim maravilhoso,
08:37desenvolvido pela Embrapa também, com o objetivo de fornecer muita massa verde
08:43para os animais pastarem.
08:49Eduardo, e a gente chegou nesse grandão aqui atrás da gente, né?
08:53Que é o terceiro tipo de capim que você cultiva.
08:55Verdade. E essa aqui é uma maravilha, desenvolvido pela Embrapa, né?
08:59Que é o BRS Capiaçu Elefante, né?
09:02Então ele é bem gigante, ele tem essa estrutura bem elevada.
09:07Daí a grande vantagem dele de produzir muita massa verde em pouco espaço de terra.
09:14Então é um capim desenvolvido para pequenos produtores mesmo,
09:17que queiram explorar o máximo potencial da sua propriedade.
09:23Com as mudas já plantadas e o capim cortado,
09:26o Felipe explica como o Tifton é preparado até a comercialização.
09:30Aqui foi feito o processo de corte, né?
09:33A gente passa com a máquina, faz o corte,
09:36e aí depois vem o processo de desidratação.
09:40Então tem outra máquina que passa, faz a virada no capim
09:43para ele desidratar todo por igual.
09:46Após essa desidratação, a gente faz a fenagem,
09:49onde passa com outra máquina, fazendo os fardos,
09:53e daí vai para o galpão para serem armazenados e depois ser vendidos.
09:58E vocês vendem para que estados?
09:59É para fora do estado também, aqui para o Espírito Santo?
10:02Vendemos uma boa parte para o Espírito Santo,
10:04Bahia, Rio de Janeiro e Minas.
10:10Depois que sai do campo, o capim vem para cá,
10:12onde ele é armazenado e depois comercializado.
10:20E aí, Eduardo, os produtores ou vêm aqui buscar ou vocês entregam, né?
10:25Exatamente, Laiber.
10:26Ou a gente faz muita entrega aqui na própria propriedade mesmo,
10:31ou dependendo da quantidade, já freta o caminhão
10:35e entrega para o produtor onde ele realmente tiver a necessidade de consumo.
10:41Então, esse aqui é o fim do processo de qual capim?
10:44Esse aqui é o fim do processo do Tifto 85,
10:46onde ele já foi desidratado e ele já foi amarrado em fardos,
10:53pesando de 11 a 13 quilos,
10:56onde ele já vai poder ir para o destino final
10:58e ser armazenado em uma outra propriedade.
11:01Já está prontinho, né?
11:02Já está prontinho.
11:03É que eu aguento pegar?
11:04Aguento, não é tão pesado assim, não.
11:06Não, não dá para pegar.
11:12Bem ao lado, a trama e a faceira estão de olho na movimentação na fazenda.
11:16E será que elas vão comer comigo?
11:19E os animais adoram. Vamos lá?
11:22Vem fama?
11:25Não é nem confiança para mim, não.
11:27Ah, mas é que minha amiga veio, ó.
11:34Pode fazer carinho nela?
11:36Bora.
11:41E foi justamente pelo amor aos cavalos que o negócio dos irmãos nasceu.
11:46O Eduardo estava me contando por que ele começou a trabalhar com esses diferentes tipos de capim.
11:51Tem a ver com o amor pelos animais, né?
11:53É verdade, Laila.
11:55É uma coisa de infância, né?
11:56Quando eu era menor, não podia ter.
11:59Eu falei, não, mas agora a gente vai poder ter.
12:02E aí sim, foi que a gente começou a nossa criação e começou a desenvolver.
12:07Esse trabalho aí com os capim.
12:09E está explicado, né, gente?
12:11Porque olha que coisa mais linda.
12:12E a faceira é puro carinho.
12:14É puro carinho.
12:15Ela nasceu aqui em casa.
12:17Assim que nasceu, a gente pegou ela no colo.
12:20Fez toda uma desensibilização.
12:22Aqui a gente trabalha muito com doma racional.
12:27Tratando bem os animais, sempre preservando o bem-estar, né?
12:31Parabéns, viu?
12:32Porque elas são lindas demais.
12:35Olha, foi difícil continuar o nosso dia longe da faceira.
12:39Mas seguimos para uma propriedade na região que utiliza dois tipos de capim comprados dos irmãos Porto.
12:46Quem nos recebeu foi o Jerônimo, que é vaqueiro e cuida da alimentação dos animais.
12:51E o trabalho do Jerônimo começa aqui, né?
12:53Sim.
12:54O que você faz aqui de manhã?
12:55Aqui de manhã eu corto o capim, né?
12:57Levo para a picadeira.
12:59Aí coloco um pouco para as vacas, um pouco para os carneiros, um pouco para os porcos e para as
13:04galinhas.
13:05Então faz alegria de um monte de gente.
13:06Um monte de gente.
13:07Um monte de bicho.
13:09É a hora que eles mais gostam, né?
13:11Que tem um alimento fresquinho, verdinho, né?
13:15Pronto para eles.
13:16Sim.
13:25E a gente vê o trabalho lá do campo, aquele trabalho pesado, né?
13:28Todo dia sol a sol.
13:30O restato é aqui, ó.
13:31O coração está comendo, a hora boa delas aqui.
13:33É, agora nesse momento é o que elas mais gostam, chegar para se alimentar, né?
13:40Para comer o capim açu picadinho.
13:43Jerônimo, nessa época do ano que geralmente está mais frio, fica mais seco, né?
13:47O pasto.
13:48É importante ter essa alimentação aqui?
13:50Ter essa plantação para elas?
13:52Para ter o alimento?
13:53Sim, é muito importante porque é a época do ano que a pastagem está seca, né?
13:59Não tem quase chuva e o capim açu, por ser um capim que desenvolve muito bem, para estar
14:04picando e colocando para elas no coxo, né?
14:07E aí apresenta para a gente quem está aqui fazendo o lanche da tarde.
14:09Aqui é a Suzana, isso aqui é a jardineira, a Negona, Fortuna, Princesa, o boi que é o
14:16Birelo, Coração e a Morena.
14:19Está todo mundo aqui para o lanche.
14:23Saindo do curral, a chegada do capiaçu no galinheiro é motivo de festa, e não apenas
14:29para as galinhas.
14:30Na propriedade, além do gado, as galinhas e os porcos também comem o capim.
14:34Elas gostam desse alimento?
14:36Gostam, muito.
14:37Você falou que tem muita proteína?
14:39Tem muita proteína.
14:40É um capim verde, né?
14:42Saboroso, você pode ver que elas vieram logo para comer.
14:46E o porquinho foi o primeiro a chegar.
14:47O que ele está fazendo aqui perdido?
14:50Alguém prendeu eles aqui.
14:53A gente está em uma parte que tem outro tipo de capim.
14:56Sim, esse é o curumim.
14:58Os carneiros gostam muito.
15:00E eles estão desse jeito porque os carneiros comem direto aqui, né?
15:03É, de tanto comer.
15:05A gente tentou dar o capiaçu para os carneiros, mas não deu muito certo.
15:08É.
15:09Eles estranham a gente ou porque eles não gostam muito dele triturado?
15:12Eles estranham a gente e também não gostam dele triturado.
15:15Se você cortar só as palhas verdes e colocar para eles, eles comem melhor do que assim.
15:19E já o curumim, não.
15:20O curumim já se prefere a natura do jeito que está aqui.
15:23E aí a plantação está desse jeito aqui por obra deles.
15:26Eles estão bem ali atrás.
15:27Isso.
15:28Mas eles são exigentes, né?
15:30Estão, são.
15:31Mas o importante é isso.
15:32O gado, o carneiro, o porco, a galinha estão todos alimentados.
15:40Perdura fresquinha na gôndola.
15:43Até parece que saiu direto do pé para o mercado.
15:47Mas o caminho entre o campo e a mesa do consumidor é longo.
15:52O produto passa por diversas etapas.
15:57A fruta chega no caminhão.
16:02É separada e selecionada.
16:05Em seguida, vai direto para supermercados da Grande Vitória e também para o SEASA,
16:11onde será distribuído para os municípios capixabas e também fora do estado.
16:17Trabalho feito todos os dias para garantir que não falte alimento para a população.
16:24Empresas capixabas são destaque quando o assunto é agronegócio e logística de alimentos.
16:31O produtor, na maioria dos casos, ele é fidelizado, ele entrega a mercadoria aqui.
16:37Nós fazemos toda a parte de seleção, de classificação desse produto aqui.
16:42E hoje nós distribuímos esses produtos em duas grandes redes de supermercado capixabas,
16:49que representam 63 lojas de varejo de supermercado aqui.
16:55Não só na Grande Vitória, mas em todo o estado do Espírito Santo.
17:00Para mostrar essa cadeia tão importante para pessoas tanto do agro quanto de outros setores,
17:06o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo, o IBF Espírito Santo,
17:12fez uma visita técnica à empresa Extra Frutti, em Viana.
17:17Aproximar um grupo que tem pensado no agronegócio do estado do Espírito Santo,
17:22a realidade, qual é o impacto do pequeno produtor até chegar no centro de distribuição como esse do Extra Frutti.
17:30O IBF Agro foi pensado justamente para fomentar o conhecimento, não só financeiro, nem só econômico,
17:36mas também em gestão, por exemplo, em sucessão familiar dentro do agronegócio.
17:41Então esse grupo hoje está aqui visitando, realmente, vendo o impacto do trabalho lá do campo
17:47e chegando até a mesa realmente de quem consome o produto do campo.
17:54Guilhermino é viverista e produtor rural.
17:56Ficou encantado em ver como o Espírito Santo tem empresas do agro com alta qualidade e tecnologia.
18:03A gente vê um centro de logística altamente tecnológico e moderno, né?
18:08Para atender com rapidez e agilidade que precisa esse setor de frutas, legumes e verduras.
18:15Interessante o potencial logístico dessa empresa, que eu sei que trabalhava com frutas, maçã, por exemplo, da Argentina,
18:22mas não sabia que trazia produtos, frutas, uvas da França.
18:27Trazia alimentos de parte do mundo para justamente garantir que a gente tenha fruta o ano todo na mesa, na
18:34nossa mesa.
18:38Conhecer mais de perto o processo ajuda os produtores a entender mais sobre economia, finanças e gestão.
18:46Um dos principais objetivos do IBF hoje é difundir conhecimento qualificado na área de finanças, economia e gestão empresarial.
18:53E a gente promove isso através de debates nessas temáticas e também de networking qualificado entre os membros associados.
19:01Filho de produtores do sul do estado, o advogado Pedro viu na visita uma oportunidade de aprender e aplicar na
19:09propriedade da família.
19:11A minha família hoje trabalha com café e leite e nós trabalhamos com minimamente processados também.
19:17A ideia que eles tiveram de entregar diretamente para o supermercado foi muito diferenciada, né?
19:23Hoje nós temos uma venda muito local ou para os atravessadores, no caso do café.
19:29Fazer esse processamento, entregar talvez diretamente para o consumidor, seja algo que pode aumentar muito a lucratividade do negócio.
19:45Vamos agora conferir as cotações do café e da pimenta do reino.
19:50O café conilon tipo 7 abriu a semana sendo negociado em R$ 615, foi subindo e na sexta fechou
19:59em R$ 625 a saca, uma alta de 1,62% na semana.
20:06O café conilon tipo 7,8 na segunda foi cotado a R$ 610, também subiu, na sexta estava em
20:14R$ 620 a saca, alta de 1,63% na semana.
20:21A pimenta do reino preta B1, de acordo com o levantamento da Coabriel, manteve estabilidade nesta semana, R$ 13
20:30,00.
20:33Hoje eu vou começar a matéria no meio de uma floresta.
20:36Aqui as hortaliças passam dos 3 metros de altura.
20:40Já conseguiu identificar qual é?
20:42Eu estou em Barra de São Francisco e vou contar essa história para vocês.
20:47O sítio do seu Zé Roberto fica no noroeste do Espírito Santo e rouba a cena quando o assunto é
20:53a taioba.
20:56Dizem que para mexer com a terra tem que ter a mão boa.
20:59Olha, vou dizer para vocês, então acho que a mão do seu Zé não é boa não, é ótima, porque
21:03olha o tamanho das taiobas aqui atrás.
21:05Tudo bem, seu Zé?
21:06Tudo bom, graças a Deus.
21:08Conta para mim como o senhor começou a plantar taioba, se surpreendeu com esse tamanho todo.
21:12Olha, foi há mais ou menos uns 4 a 5 anos atrás que eu iniciei o plantio, ganhei 6 mudinhas,
21:17né?
21:18Iniciei em uma partezinha pequena da propriedade, em uma outra horta que eu trabalho perto da minha casa.
21:23E aí vi que ela cresceu bastante, aí resolvi transferir para essa área que eu estou trabalhando hoje atualmente.
21:29E deu certo demais, né?
21:30Graças a Deus, sim.
21:31O senhor se surpreendeu quando viu que ela foi crescendo, crescendo, crescendo?
21:35Sim, eu observei que as pessoas que trabalham vizinhas e propriedades vizinhas não conseguem atingir esse padrão que está aqui.
21:44E aí eu comecei a olhar que ela é diferenciada.
21:49O seu Zé Roberto produz 120 feixes de taioba por semana.
21:53Vem de cada um a 4 reais.
21:55Na propriedade, são cerca de mil pés da hortaliça.
21:58Mas o que será que ele faz para ter um resultado tão diferente?
22:03E aí todo mundo quer saber, né?
22:05Qual é esse segredo para a taioba ficar desse tamanho?
22:09Olha, com a minha experiência, com a minha gratidão, primeiramente a Deus.
22:13Minha gratidão a Deus, que é Ele que tudo faz.
22:15Eu simplesmente desenvolvi as práticas que eu adquiri nos cursos, né?
22:21Eu trabalho aqui com o desenvolvimento totalmente orgânico.
22:25Trabalho com o EM, né?
22:27Que é uma essência mãe que a gente conhece nos cursos que a gente faz aí, com a bioenergética, homeopatia.
22:35E o que seria esse EM?
22:37O EM é uma essência que a gente captura os fungos, as bactérias na mata, traz para casa e desenvolve
22:45elas em litros para a gente estar equilibrando o solo.
22:49E aí o senhor vai pulverizando aqui na lavoura?
22:51Isso.
22:51Isso. Quando eu vou iniciar o plantio, eu coloco a matéria orgânica e trabalho pulverizando as essências mais, no caso
22:58é a OEM, para desenvolver a cultura ali na propriedade, na terra, no solo.
23:04Então agora a gente vai conhecer mais, vai entrar dentro da plantação e o senhor vai contando mais coisas que
23:09faz para a gente, tá bom?
23:10Ok.
23:11Então vamos lá?
23:13À medida que vamos caminhando, parece que estamos num mundo encantado das taiobas.
23:18Elas realmente são gigantes.
23:20A gente já está no meio da plantação e olha o tamanho dessa taioba.
23:24A gente até se esconde, ó, na frente dela aqui, porque é muito grande.
23:29Seu José, vamos medir?
23:30Vamos.
23:33E o senhor José me falou que ainda tem maiores do que essa.
23:36Tem bem maiores.
23:38Essa deu um metro e dois.
23:40Gente, olha isso.
23:43Um metro e dois é muito grande.
23:45E agora a gente vai medir o caule dela.
23:47Isso.
23:48Então vamos lá, seu José.
23:51Dois e vinte e quatro está dando aqui, ó.
23:54E geralmente um caule tem que tamanho?
23:56Na região aqui é o baixo, a gente vê aqui um metro de altura, um metro e meio.
24:01Ela com a folha e tudo, não o caule, né?
24:03Mas a planta é completa.
24:05Por isso que ela dá mais de três metros, não é isso?
24:08Isso.
24:08Ela chega a atingir três metros e meio, mais ou menos, até mais um pouquinho.
24:13E seu José, o senhor respeita também as fases da lua?
24:15Me explica um pouco.
24:16Sim, aqui na propriedade a gente respeita a fase lunar, que faz parte do calendário da biodinâmica.
24:23A gente obedece muito essas regras.
24:26Quando é a lua boa para plantar?
24:28Ou para colher, tem alguma diferença?
24:30Não, na colheita não.
24:31Agora para plantar, eu sempre gosto de plantar ela na lua crescente.
24:36O manejo deu muito certo.
24:38Como será a reação das pessoas quando vêem uma taioba tão grande?
24:43Olha, para muitas pessoas, é bem surpresa, né?
24:46Que tem o costume de ver folhas pequenas, né?
24:48Quando vê uma folha grande, aí comentam, né?
24:51Realmente eles assustam, né?
24:53Olha, realmente é gigante.
24:55E o senhor vende onde a taioba?
24:56Ela está sendo levada para a feira.
24:58A gente vende na OCS, né?
25:01No grupo Campo e Cidade.
25:03Às quintas-feiras a gente entrega para as famílias aqui no município.
25:07E pessoas vêm aqui buscar também.
25:10E ó, que não é fácil chegar até aqui, viu?
25:12A estrada, ela é difícil.
25:14É difícil, difícil o acesso.
25:15Mas graças a Deus está fluindo bem.
25:17Mexe, vira, aparece alguém querendo, né?
25:20Então o senhor José virou o homem da taioba gigante de Barra de São Francisco.
25:23Menina, colocaram esse apelido aí e está colando.
25:26E é verdade, viu?
25:28Uma outra coisa que eu reparei aqui, ó.
25:29Se a gente se mexe um pouquinho, o solo, ele é argiloso.
25:33E aí fica fofinho desse jeito, assim, igual eu estou pisando.
25:35Isso aqui é a matéria orgânica, né?
25:37Que está por cima, mas ele é bem macio.
25:40E o que é essa matéria orgânica?
25:42Como que ela contribui para a plantação?
25:44Ela é a base, né?
25:46A matéria orgânica, ela traz equilíbrio para o solo, né?
25:48Ela é a vida do solo.
25:52O engenheiro agrônomo que acompanha o seu Zé Roberto é o João Marcos.
25:56Ele explica os possíveis motivos para essa produção ser tão diferenciada.
26:00João, o que tem de especial nessa propriedade?
26:03Essa propriedade aqui do Zé Roberto, né?
26:05É uma das propriedades integrantes da OCS Barra de São Francisco.
26:09Que é a Organização de Controle Social, né?
26:12Que possui a certificação de produção orgânica.
26:15O Zé Roberto, ele vem trabalhando ao longo de aproximadamente 10 anos, né?
26:19Com esse manejo agroecológico aqui na propriedade.
26:22E essa forma de trabalho, né?
26:24Que ele vem empregando aqui, tem propiciado, né?
26:27O bom desenvolvimento das culturas aqui na propriedade dele, né?
26:30Então, é um conjunto de fatores que tem ocasionado, né?
26:34Esse bom desenvolvimento das plantas.
26:37Ele emprega bastante matéria orgânica, né?
26:40Condiciona o solo, né?
26:41Boas condições físicas e químicas, né?
26:44Deste solo.
26:45Quer dizer, é um conjunto de fatores, né?
26:47Que ele observa e isso condiciona a boa produção aqui na propriedade, né?
26:53E é comum ter taioba desse tamanho ou é realmente algo muito diferente?
26:57É algo especial aqui na propriedade do Zé Roberto.
27:00Não é muito comum, né?
27:02Você vê esse desenvolvimento todo da taioba, né?
27:04O que a gente observa aí, elas atingirem um metro, um metro e pouquinho.
27:08Isso já com a folha, né?
27:09Já com a folha.
27:11Daí aqui, a gente, como a gente pôde medir e observar, né?
27:14Até três metros e meio, né?
27:16Então, realmente é uma condição especial que elas atingiram aqui, nessa propriedade.
27:21E não só a taioba cresce tanto aqui, né, João Marcos?
27:24Tem outras hortaliças que também se desenvolvem muito.
27:27É a cultura da beterraba, né?
27:28Que atingiu mais de dois quilos uma raiz.
27:32Então, a couve e, enfim, outras hortaliças também.
27:36Muito bonito de se ver, né?
27:38O resultado de um bom trabalho, né?
27:42Do cultivo bem desenvolvido, né?
27:46É bonito mesmo, João.
27:47Com esse tamanho todo, o Incapé pretende estudar esse solo?
27:51A gente pretende, sim, fazer uma análise, né, desse solo.
27:55Uma análise química para ver os teores, né, os nutrientes que contém aqui.
28:00Também, de repente, incrementar algum trabalho de pesquisa, né?
28:03Em função do clima, da altitude aqui, né?
28:07Que, de repente, possa estar influenciando também nesse desenvolvimento aqui das culturas.
28:14Em todo o Espírito Santo, a produção é de cerca de 123 toneladas de taioba por ano,
28:19em uma área de 17 hectares.
28:21O valor bruto da produção de taioba foi estimado em quase 500 mil reais em 2021.
28:27Último dado divulgado pela Secretaria de Agricultura.
28:32Agora que já conhecemos essa plantação especial,
28:35seguimos do sítio do seu Zé Roberto para a Colatina.
28:39Aprender uma receita de quibe de taioba.
28:42Estou aqui com a chefe Alessandra e a gente vai aprender a fazer um quibe de taioba.
28:46Quais são os ingredientes?
28:47A rainha de hoje é a taioba.
28:49A gente vai usar o triguilho, que eu já dei uma hidratada, depois eu explico melhor.
28:53E alguns temperos base.
28:55Alho, cebola, sal, pimenta.
28:58Ao invés da hortelã, a gente vai usar a salsa hoje, mas é totalmente opcional.
29:02E no final, eu gosto de jogar um pouquinho de shoyu, porque ele dá uma elevada no sabor.
29:07Beleza! E como a gente começa?
29:09Bora lá!
29:09Primeiro, a gente vai começar a dar uma escaldada nessa taioba, que é coisa muito simples.
29:15A água já estava fervendo, né?
29:16A água já estava fervendo, para adiantar, né?
29:19E a gente vai colocar aqui, tá vendo como ela murcha?
29:22Sim.
29:23Então tem que ser uma quantidade um pouco maior, porque senão a gente não vai ter ela na receita.
29:29Para a gente conseguir visualizar a taioba.
29:31Exatamente.
29:32É bem rapidinho.
29:33É bem rápido.
29:34É como se a gente falasse um escaldar mesmo.
29:38Eu gosto sempre de entrar com a cebola, porque se a gente entrar direto com o alho, ele costuma queimar.
29:43A gente pode colocar um pouquinho de azeite.
29:46Que aí vai do gosto da pessoa, né?
29:48Isso, esse azeite é com ervas, mas você pode usar a qual você quiser.
29:52Aí aqui, eu já vou espremer ela aqui mesmo, ó.
29:56Não precisa ficar escorrendo, nada disso.
30:04Um pouquinho de sal.
30:07Aí vai a gosto da pessoa também.
30:09A gosto da pessoa.
30:11Um pouquinho de pimenta do reino.
30:19Agora o nosso ingrediente bem opcional, que é o shoyu.
30:26Ele tem um sabor umami, que é muito parecido com o da taioba.
30:30Então ele vai ressaltar o que a gente quer e vai unificar os sabores também.
30:38E aí a salsa vai já junto com o brilho.
30:40A salsa, quando eu desligar, eu misturo lá.
30:43Porque ela não aceita calor.
30:45É uma erva que não aceita calor.
30:47Eu não sabia disso.
30:48Se eu colocar, além dela perder a cor, ela ainda costuma dar um amargo, o que a gente chama.
30:53Então o ideal é sempre depois que a gente desligar o fogo.
30:57E nesse caso eu vou já misturar ali com os ingredientes.
31:00Agora a gente só vai dar uma picada nelas, para não ficar muito grande e ficar muito desproporcional ao treguilho.
31:07E aí a gente já mistura todos os ingredientes e forno.
31:21Eu vou jogar a salsinha.
31:24Para dar um sabor.
31:26O fogo já desligado, né?
31:27O fogo já desligado.
31:29Pode colocar que ela não vai mudar nem de sabor, nem de cor.
31:33E realmente só vai dar aquele gosto que a gente quer.
31:38A água já está verdinha.
31:40Já está verdinha.
31:41Eu já tinha hidratado num outro caldo, né?
31:44Mas eu quis aproveitar para dar mais sabor.
31:47Está vendo que ele fica bem úmido?
31:48Sim.
31:49Que isso que vai dar a liga necessária que a gente precisa.
31:52Aqui também, gente, dá para fazer ele recheado, tá?
31:56Se vocês quiserem colocar algum tipo de recheio, algum queijo.
32:03Receita pronta?
32:04Receita pronta.
32:05Agora forno, uma média de 30 a 40 minutos.
32:08Então vamos lá colocar no forno.
32:09Vamos lá.
32:1730 minutos depois, nossa receita está pronta.
32:20Agora vamos provar, né?
32:22Isso, vamos lá.
32:30Está bem quente.
32:38Gostou?
32:39Diferente, né?
32:41Mas o que sobressai ainda...
32:43Não, e um tempero muito bom.
32:46Sério, está uma delícia.
32:47Eu vou comer mais.
32:48Ó, eu nem sabia se eu gostava ou não de taioba, mas está muito aprovado.
32:58Gente, ficou muito bom mesmo.
33:00Chefe, muito obrigada.
33:01Eu que agradeço o convite, foi um prazer.
33:04Espero que vocês reproduzam e me marquem lá, marquem essa receita que eu acho que vai fazer muito sucesso.
33:10E eu vou continuar comendo.
33:11Eu também.
33:17Boa pedida para o seu domingo, né?
33:21Provavelmente você não tem aí as taiobas do seu José Roberto.
33:25Mas fica a dica da receita.
33:27Eu fiquei impressionada com o tamanho dessas taiobas.
33:31Mais uma curiosidade do Espírito Santo para vocês.
33:34Semana que vem, eu estou de volta.
33:36Tenha um excelente dia e um bom domingo para você.
33:39Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br.
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