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Mais um episódio do programa Agro Business, Stefany Sampaio, desta vez, mostra a colheita de mexerica que começa em agosto em Afonso Cláudio, no Espírito Santo.
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NotíciasTranscrição
00:01Música
00:09Colheita da mexerica Pocan começa em agosto em Afonso Cláudio,
00:14enquanto em outras cidades a safra já está no fim.
00:18Música
00:19Aqui nós chegamos a ter 3 graus e isso acentua essa acidez e o teor de açúcar dela.
00:28O estado produz mais de 35 mil mudas por ano, um setor em expansão que garante a qualidade das lavouras.
00:37Música
00:39A muda vai se tornar o fator de multiplicação do trabalho.
00:43A importância da análise de solo antes de começar um cultivo. Especialista dá as dicas.
00:51Música
00:52Antes de fazer qualquer adubação, a análise de solo é extremamente importante.
00:57A agricultura familiar está presente em 75% das propriedades rurais do estado.
01:03E nós vamos conhecer a história de famílias que vivem do campo.
01:08Música
01:10Todo mundo ajuda a todo mundo.
01:12De produtor de alho a café especial.
01:15Família de Afonso Cláudio cultiva arábica de alta qualidade.
01:26Música
01:32Estamos em Afonso Cláudio.
01:35E hoje vamos mostrar um produtor de café arábica que resolveu investir na produção de café de alta qualidade.
01:43Música
01:46O café é uma tradição da família Del Pupo.
01:49A cultura que vem do tempo dos avós, hoje corresponde a maior parte da propriedade.
01:56Dos 67 hectares, 47 são de arábica.
02:00A família de Afonso Cláudio chegou a cultivar alho, mas o café era mais rentável.
02:05Meu pai pegou, comprou e adquiriu esse terreno com a ideia de plantar alho.
02:10E na época, como o café estava sendo uma cultura rentável, ele decidiu plantar café em algumas áreas.
02:17Então, com um pouco o início ali no plantio, ele viu que era rentável, que era viável.
02:23Foi se apaixonando pela cultura, então acabou deixando de plantar o alho e cultivando o café.
02:30A gente foi pegando ali, aprendendo, trabalhando, aprendendo e achou bem rentável, legal.
02:36Então, a gente acaba que demos continuidade, fomos aperfeiçoando, buscando melhorias para a propriedade,
02:44mais investimentos, mecanização nas áreas.
02:49Música
02:51Vai Anki não quis ficar apenas no café tradicional.
02:55Descobriu uma forma de agregar valor ao grão.
02:58Passou a produzir café especial, com um nível superior de qualidade.
03:03São 83 pontos acima.
03:06A gente foi melhorando as máquinas, o serviço, então a gente viu que a gente já estava fazendo um café
03:12especial,
03:13uma qualidade padrão, automaticamente.
03:18E aqui vocês têm esse diferencial, né?
03:20Vocês conseguem fazer qualidade em alto volume.
03:22Exatamente, às vezes um fala assim, ah, mas no café 82, 83 pontos, não é difícil de fazer.
03:28Mas quando você se fala de uma colheita de rissa total da lavoura, né?
03:36E uma quantidade de 40, 50 hectares, já se torna difícil.
03:44O café especial exige um processo de cuidado maior e uma seleção de fruto mais apurada, o que leva ao
03:53custo de produção.
03:55Apesar do aumento, ele tem mais valor de mercado.
03:59A partir do momento que você planta, até você colher, são dois anos, o arábica.
04:04Então, aí você pega, quando ele começa a produzir, é feita a colheita.
04:08Depois a gente pega na roça, leva para o despolpador, é feito um processo de seleção dos frutos, né?
04:14São dois anos para colher.
04:16E geralmente, quando a secagem é feita na estufa,
04:19geralmente são 15 dias a partir do momento que ele entra na estufa,
04:23para poder secar e estar pronto para ser beneficiado.
04:30Vai Anki viu tanto potencial que investiu até em um despolpador.
04:35Um processo de 4 a 5 horas que permite elevar ainda mais a qualidade do café.
04:41Agiliza o tempo de processo dele.
04:45Ele não fica tanto tempo ali esperando para ser processado.
04:48Porque um dos segredos para você ter um café bom é quanto mais rápido você processar ele,
04:54e quanto mais rápido você sair com ele da roça, passar no despolpador, fazer a secagem,
05:00você evita que o grão possa entrar em processo de fermentação,
05:06uma fermentação maléfica para o café.
05:15O trabalho por aqui não para.
05:17É época de colheita.
05:20Mais de 30 pessoas trabalham na retirada dos grãos.
05:23E mesmo entardecendo, a lida continua.
05:27É hora de processar o café que foi colhido hoje durante o dia.
05:32Nesta máquina vai ser feita a separação dos grãos maduros e dos grãos verdes.
05:37É aqui que se aumenta a qualidade do café produzido na lavoura.
05:45O café chega da roça e cai direto em uma caixa.
05:49O café, neste momento, está misturado com folhas, terra, pedra.
05:55Mas ainda não dá para saber o que está maduro e o que está verde.
06:05É separado os cafés cerejas e os verdes dos cafés que têm algum defeito,
06:10que tiveram uma má formação, que foram furados por algum inseto,
06:15que no caso da broca, a broca do café.
06:18E depois esse café vai para o esmagador,
06:21onde é separado o café verde do café que é 100% cereja.
06:25Aí ele é esmagado, onde o pergaminho sai de dentro do grão,
06:30de dentro da casca.
06:32Depois é retirado a casca e, por final, ele vai para uma caixa de degoma,
06:36onde ele fica de molho na água até no dia seguinte
06:40para soltar todo o mel para agilizar na secagem.
06:46O caminho na máquina é longo.
06:49Primeiro saem as folhas e as impurezas.
06:52Depois chega a hora de separar o café.
06:58O que boia é o café com defeito.
07:00O que pode ser um café mal formado, com broca,
07:04ou que já passou do ponto de maturação.
07:07O que passa para a próxima fase é o verde e o cereja.
07:11Esse café é bem vermelhinho.
07:17O vermelho segue para o processo de despoupamento.
07:21Aqui, o objetivo é ter os melhores cafés.
07:25Aqui a gente consegue obter uma qualidade melhor,
07:28separando os frutos que tiveram uma má formação,
07:32os frutos que tiveram uma interferência de algum inseto ali,
07:36que foi prejudicado,
07:38ou algum fruto que mesmo passou da hora de colher,
07:41como a gente não faz a colheta seletiva.
07:43quando a gente consegue separar ele com as máquinas.
07:49Trabalho que vale a pena.
07:51O resultado sairá na xícara com um bom e delicioso café.
08:10Espírito Santo é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil.
08:14A cultura centenária traz inovação.
08:17Tem produtor produzindo até aguardente de cacau.
08:23A produção deste fruto, que dá origem ao chocolate,
08:27produz também muitas riquezas.
08:31O estado é o terceiro maior produtor de cacau do Brasil,
08:35ficando atrás do Pará e da Bahia.
08:37A produção capixaba vem crescendo não apenas em quantidade,
08:41mas principalmente em qualidade.
08:46Hoje a gente tem mais de 50 municípios do estado do Espírito Santo
08:50com atividade de cacauicultura.
08:52Então, isso está crescendo.
08:54O produtor tem tomado gosto pela cultura.
08:57Isso é interessante por conta que, basicamente,
09:00o Espírito Santo é café e leite.
09:02Então, a cacauicultura, no setor de fruticultura,
09:05tem tomado conta de mais um pedacinho da propriedade.
09:09Isso é importante para o produtor,
09:10porque ele diversifica a renda, ele diversifica a produção dele ali,
09:13ele distribui melhor a sua renda.
09:16E foi esse mercado que atraiu o André.
09:18Engenheiro da área STI, viu a oportunidade de agregar mais valor
09:22à produção de cacau da família
09:24e aliar a paixão da fabricação de destilados.
09:27Eu fazia destilados em casa, como um hobby, como um passatempo.
09:31E aí, então, surgiu, através da família da minha esposa,
09:36que é produtora de cacau aqui em Linhares,
09:38a demanda para, assim, aproveitar melhor o fruto.
09:41Para você aproveitar as outras partes do fruto.
09:44E aí, então, eu tive a ideia de tentar criar um destilado à base de cacau.
09:48Bom, tudo bem. Como é que você destila cacau?
09:50Eu tive que pesquisar na internet...
09:53Achou muita coisa?
09:54Nada. Não achei nada.
09:56Todo conhecimento de fermentação que existe do cacau
09:59é voltado para a fermentação da amêndoa.
10:01para você fazer o chocolate.
10:03Então, eu tive que, realmente, começar a pesquisar,
10:06pesquisar a questão das leveduras,
10:08fazer todo um trabalho de pesquisa.
10:10E aí, então, eu fiz a primeira destilação teste.
10:12E deu certo.
10:14Ele e a esposa perceberam que dava para sair do extrativismo
10:18rumo à renovação, à modernização e ao profissionalismo.
10:24A produção da aguardente depende de um processo cuidadoso.
10:28O primeiro passo após os procedimentos em campo é a fermentação do cacau.
10:32O que será aproveitado aqui é a mucilagem.
10:37A amêndoa do cacau está, neste momento, passando por um processo de fermentação.
10:42A bebida também passa por um processo de fermentação.
10:45É um processo diferente.
10:47A fermentação da bebida tem características diferentes da fermentação da amêndoa.
10:52Eles fecharam uma parceria com uma destilaria de linhares que deu vida à aguardente.
10:57Já são 2 mil litros produzidos.
11:00E cada garrafa é vendida, em média, por R$ 210.
11:03Como a gente está iniciando uma coisa inteiramente nova, a gente está quebrando uma série de paradigmas,
11:09está tendo que criar todo um processo de fabricação, o custo da bebida ainda é alto.
11:14Preço médio, bom, aí depende da localidade, depende do local que é vendido.
11:18Tem alguns lugares que conseguem fazer um preço mais baixo,
11:21tem outros que já não conseguem mais fazer um preço baixo.
11:24Você pode encontrar mais barato, você pode encontrar um pouco mais caro.
11:28Depende do local em que você compra.
11:30A pandemia afetou a produção da fábrica, que precisou diminuir o ritmo da produção.
11:36Mas o mercado internacional já descobriu a bebida.
11:39E essa é uma das principais apostas dos produtores para 2022.
11:45A gente mandou amostras para os Estados Unidos,
11:47a gente mandou amostras para a Alemanha, Suíça, Bélgica, Itália, Portugal.
11:53Também já mandamos amostras para Singapura e Japão.
11:56Então o pessoal está gostando muito e já estamos iniciando o processo de negociação para exportar.
12:04O produto tem chamado a atenção fora do Brasil, mas por aqui ele também tem adeptos.
12:10A venda é feita pela internet para todo o país.
12:14Aqui no estado, a aguardente de cacau é comercializada principalmente em supermercados de Linhares
12:20e em alguns da Grande Vitória.
12:22A bebida trouxe mais renda aos produtores e ainda é sustentável.
12:28A principal lição que fica é o seguinte, uma ideia pode se tornar um bom negócio,
12:35mas obviamente que isso demanda persistência, isso demanda esforço,
12:39isso demanda organização, planejamento, demanda foco.
12:44Então você não precisa copiar ideias, crie a sua própria ideia.
12:48O cacau é um fruto que ele é completo.
12:51O cacau tem muito a dar a você.
13:02O Espírito Santo tem uma produção anual de mais de 35 milhões de mudas por ano.
13:08Um mercado que movimenta milhões e envolve várias partes da cadeia produtiva,
13:13desde produtores, agrônomos, técnicos e viveristas.
13:25É pelas mudas que tudo começa.
13:28A escolha certa garante uma boa colheita.
13:32Seu Eduardo é produtor rural há quase 30 anos.
13:35E sabe que os lucros na lavoura dependem, entre outros fatores, da qualidade das mudas compradas.
13:42Quando a gente escolhe uma área para plantar, principalmente áreas novas,
13:46a gente quer substituir com material superior.
13:48O material superior é o primeiro passo da decisão de uma instalação no plantio.
13:52A gente procura informações dessa muda, desse material.
13:57E depois que a gente vai escolher o viveiro, na hora de comprar o viveiro,
14:01como comprar desse viveiro.
14:03Vai em visita ao viveiro, olha, reconhece as pessoas do viveiro,
14:08vê quais mudas que estão saindo, como estão saindo aqueles lotes,
14:11para procurar um lote mais uniforme possível.
14:15A propriedade, a propriedade, tem cerca de 500 hectares.
14:20E só em 2021 foram produzidas 1.830 toneladas de banana e 3.000 sacas de café conilon.
14:29Cada muda plantada aqui é o futuro da fazenda.
14:33A gente quer trazer uma muda com o mínimo problema possível dentro da nossa área.
14:38Se é uma área nobre, virgem, que está instalando uma lavoura nova,
14:42a gente quer trazer problemas antigos de lavoura.
14:47No campo, são inúmeras as culturas que necessitam diretamente do cultivo de mudas
14:52para serem plantadas, como o café, o citro, frutíferas como goiaba,
14:58manga, abacate, além de hortaliças e plantas ornamentais.
15:06Seu João também se preocupa com as mudas.
15:09Sabe que um erro na implantação da lavoura terá reflexos por muitos anos.
15:15Nós já tivemos aqui um problema sério em mudas que veio junto com as outras.
15:22Umas mudas de uma dona Niquim, uma banana que não teve comércio.
15:26E nós tivemos um problema muito sério.
15:28Muito sério porque mexeu no bolso da gente.
15:35Assim como o João, muitos agricultores enfrentam dificuldades.
15:40Mesmo o Brasil sendo um dos maiores produtores mundiais de banana
15:44e contar com a evolução das técnicas de propagação,
15:48muitos plantios comerciais ainda utilizam mudas de péssima qualidade.
15:53Retiradas de bananais em produção com diversos tipos de pragas e doenças.
15:58A gente tem que ter um cuidado na hora de selecionar a muda
16:03e plantar com o maior cuidado que é na época certa,
16:08que quando a irrigação já está toda montada, aí a gente faz o plantio.
16:13E aqui a gente vê, João, uma uniformidade das suas plantas.
16:16A gente vê plantas com nove meses de assadias, né?
16:20Você vê aí a qualidade da banana que a gente está vendo.
16:23Isso, então, é resultado de uma muda de alta qualidade?
16:26Isso.
16:27Pode ter certeza, porque tem várias variedades.
16:30A gente escolheu essa variedade aqui,
16:32porque é uma variedade que se adaptou melhor ao nosso terreno,
16:36que por coincidência ou não, mas o nosso terreno é muito acidentado, né?
16:42E esse aí é o resultado que a gente está tendo nessa produção.
16:47Você está vendo com nove meses, a gente já vai tirar essa banana aqui com dez meses.
16:51Ela já vai sair para o mercado, né?
16:53Primeiro cacho.
16:55E eu acho que está um resultado muito bom.
17:00O crescente aumento da procura por mudas de bananeiras de novas cultivares
17:05e com elevada qualidade fitossanitária
17:07tem estimulado o surgimento de viveristas especializados na produção de mudas no Brasil.
17:14Para atender a necessidade de mercado,
17:17Guilhermino, um dos viveristas da região, começou o negócio.
17:21Através de muita pesquisa e conhecer o que plantava na minha região, na minha cidade
17:27e no estado do Espírito Santo,
17:29eu fui procurar os melhores cultivares e os melhores potenciais.
17:33Então, o maior diferencial que eu vejo, que eu descobri,
17:38é a gente conseguir levar a qualidade genética para o produtor, sabe?
17:43Porque a muda vai se tornar o fator de multiplicação do trabalho dele.
17:55Uma técnica muito utilizada é a de micropropagação.
17:59A gente está aí com o principal carro-chefe, que é café.
18:02Dentro do café, café arábica e café conilon, clonal.
18:06E aqui a gente está diante de muda de banana,
18:11que para a nossa região, plantar muda através de sistemas de micropropagação em vitro
18:17foi uma grande inovação, com uma grande possibilidade de agregar produção.
18:23Isso é um produto que vai gerar em torno de 25% a mais de produção para o produtor.
18:33A criação de mudas em viveiro é uma prática valorizada no setor do agronegócio.
18:39O trabalho é criterioso.
18:41É preciso atender muitas legislações.
18:45Regras que garantem a qualidade do material produzido, comercializado e utilizado em todo o território nacional.
18:53O controle de pragas e doenças, que tem que ser feito preventivamente, de uma forma efetiva.
18:59Adubações, a parte de nutrição.
19:01Hoje a gente já evoluiu, está num estágio mais avançado,
19:03com a utilização de precursores hormonais, matéria orgânica líquida, hormônios,
19:08para atingir a máxima qualidade final das mudas.
19:12A gente tem algumas outras preocupações com o monitoramento de algumas doenças
19:16que são preocupantes, que não podem sair em hipótese nenhuma do viveiro,
19:21que são as doenças de solo, risoctônia e fusariose.
19:24E a outra preocupação são com os nematóides, do gênero meloidógeni.
19:28Esse, inclusive, tem uma legislação própria,
19:30que a gente tem que coletar a amostra das raízes para testar que essas mudas não têm.
19:34Os viveiros, para começarem a produção de mudas comercialmente,
19:38seja de qualquer espécie para nível comercial,
19:42tem que ser registrados no Ministério da Agricultura,
19:44no Registro Nacional de Sementes e Mudas, no Renazen,
19:48no CREA, que fiscaliza a atuação do profissional que vai da assistência técnica,
19:52e alguns viveiros que comercializarem para fora do Estado,
19:55também no IDAF, para a gente poder emitir o CFO,
19:58que é o Certificado de Fiscalização de Origem.
20:05O Certificado Fitosanitário de Origem, o CFO,
20:09é uma exigência federal para o transporte de mudas dentro do Espírito Santo.
20:14atestando a sanidade da carga e evitando doenças.
20:21O controle é feito desde a origem da semente plantada
20:25até a água que será usada na irrigação.
20:28Tudo pode influenciar na qualidade da muda produzida,
20:32como, por exemplo, na cultura do café arábica,
20:35que utiliza duas sementes por sacola para ter certeza que a muda
20:39apresenta condições de raízes e porte para aguentar a futura produção.
20:44A gente vê que a gente plantou aqui, ainda está nessa fase,
20:47vai vir uma seleção, duas sementes.
20:49Por que a gente planta duas sementes?
20:51Para ficar exatamente com...
20:53Isso aqui é o peão, a raiz pivotante.
20:56Para que essa raiz fique bem retinha mesmo,
20:59isso é uma qualidade, sabe, da muda.
21:03E ela tem um bom desenvolvimento do sistema radicular,
21:06porque depois vai vir duas mudas.
21:09A gente vai pegar a melhor e vai eliminar a segunda.
21:13Então vai ter uma nova seleção para garantir uma muda de maior qualidade.
21:17Isso aqui é a muda de café arábica,
21:19que também vai produzir uma boa muda
21:25e é uma cultura muito significativa.
21:27A gente está aqui também na região das montanhas do Espírito Santo,
21:30produzem bons cafés.
21:32Isso aqui, certamente, vai ir para um produtor
21:35que vai produzir um café premiado.
21:40Outra técnica utilizada é o plantio de jardins clonais
21:44dentro dos próprios terrenos dos viveiros.
21:47Uma prática simples de formação de campos de multiplicação,
21:51que garante certeza da qualidade dos materiais genéticos.
21:55Hoje aqui a gente tem a implantação
21:57de dois campos de plantas de produção
22:00com o objetivo de produzir mudas de melhor qualidade.
22:04Porque dessa forma nós conseguimos nutrir melhor as plantas,
22:08acompanhar melhor as plantas que vão dar origem a esse material,
22:11consequentemente, tendo materiais genéticos
22:14de melhor qualidade.
22:15Algum tempo atrás, era muito comum
22:18os viveristas coletarem,
22:20ainda tem alguns que fazem isso,
22:22coletarem seus materiais genéticos
22:24em lavouras aleatórias de produtores,
22:27lavouras de produção comercial.
22:29Nem sempre essas lavouras vão estar bem nutridas,
22:31bem adubadas e com controle fitossanitário em dia.
22:37O futuro passa por aqui.
22:40Cada muda dessa em breve movimentará o agro
22:43e produzirá alimento para a população
22:45e renda para os produtores capixabas.
23:06Chegou a hora do quadro e o especialista responde.
23:09Muitos produtores têm dúvida na hora de fazer uma nutrição das suas lavouras
23:14e pecam principalmente porque falta uma coisinha tão barata
23:18e que muitos produtores deixam de lado.
23:21Tiago, o que acontece com pequenos produtores especialmente?
23:24Na verdade, o agricultor deixa de fazer análise de solo,
23:28que é como se fosse o exame que a gente faz no nosso corpo.
23:31A análise de solo hoje custa 30, 35 reais
23:33e o produtor deixa de fazer ela
23:35e às vezes acaba gastando mais de 3 mil, 5 mil reais no hectare de terra
23:39com a adubação errada, na hora errada, com a formulação errada,
23:43enfim, sendo que é muito barato para ele estar fazendo.
23:46Então, o produtor tem que ter na consciência dele
23:49que antes de fazer qualquer adubação,
23:51a análise de solo é extremamente importante.
23:54Não é se vai fazer ou se não vai fazer, deve fazer.
23:58Um problema que a gente tem é que tem aqueles produtores
24:00que ainda pagam os 30 ou 35 reais para fazer análise de solo.
24:06Quando um engenheiro agrônomo, um técnico responsável dele
24:09recomenda, ele acha caro, ele acha que vai gastar muito
24:12e acaba não executando.
24:14Quando ele não executa, ele está dando um tiro no próprio pé
24:17porque a produção dele também vai ser baixa.
24:20Exemplo, a gente tem produtores que ainda não fazem análise de solo,
24:25vai no vizinho, o vizinho fala que fulano é bom, ciclano é bom
24:29e vai no comércio e compra.
24:31Sendo que se a gente tiver dois canteiros aqui de hortaliça,
24:34que é um próximo ao outro,
24:35se a gente tirar amostragem de solo em um canteiro,
24:37se a gente tirar em outro e mandar para análise,
24:39vai dar diferença.
24:41Então, como que não vai dar diferença na propriedade do vizinho
24:44que está a 1,2 km aqui para a minha propriedade?
24:46E eu gostei muito do seu exemplo,
24:49é que você falou a respeito do exame de sangue nosso humano, né?
24:52A gente tem que pensar sempre que a planta,
24:54ela é como se fosse a gente mesmo, né?
24:57Precisa comer, beber água.
24:59A planta, assim como nós,
25:01precisa também dessas coisas que parecem que são supérfluas,
25:03mas não são importantes,
25:05para trazer nutrientes para a planta que são diferentes.
25:08E que aí vão ajudar a gente a ficar mais forte
25:11e a planta também a produzir muito mais, né, Tiago?
25:14E tudo que é em excesso faz mal, igual para a gente.
25:17Então, assim, às vezes você não faz a sua análise de solo,
25:19joga determinado produto em excesso
25:21e falta o outro que é importante.
25:23Então, assim, tudo em excesso faz até mais mal do que a falta.
25:27Então, não tem conversa.
25:28Na verdade, nós temos que deixar isso cravado aqui,
25:31a importância da análise de solo na vida do agricultor.
25:34É, e eu acho também que qualquer amadorismo também já não cabe mais no agro.
25:38Não, não cabe.
25:39No custo que a gente tem hoje de produção,
25:41já não cabe mais esse amadorismo de não fazer, no mínimo, uma análise de solo.
25:45Hoje a gente tem, por exemplo, uma fonte de fósforo que era muito barato, né,
25:49assim, comum comprar e barato,
25:51hoje passa de 12 mil reais a tonelada.
25:53Isso gasta muito por hectare.
25:55Então, assim, amadorismo realmente não entra, não entra, não tem jeito.
25:59Tiago, muito obrigada.
26:01Eu que agradeço.
26:01Vou responder as dúvidas.
26:02E você, produtor?
26:04Tem dúvida?
26:05Manda pra gente que a gente responde aqui no programa.
26:07Basta mandar pro e-mail stefani.com.br.
26:12Eu aguardo a sua dúvida.
26:17Uma das cidades mais antigas do país, São Mateus.
26:21Localizada no norte do Espírito Santo,
26:23é o segundo maior município capixaba.
26:26Com mais de 2 mil quilômetros quadrados,
26:29São Mateus possui um parque industrial que movimenta a economia do município,
26:33do Estado e do Brasil.
26:36São Mateus também é conhecida pelas especiarias.
26:39Inclusive, é o maior produtor e exportador do mundo de pimenta rosa,
26:45o fruto da arueira.
26:46São Mateus se tornou a capital da especiaria.
26:49E hoje nós temos esse lugar da pimenta rosa na nossa região,
26:53como carro-chefe da nossa renda.
26:55Com a chegada da identificação geográfica, o reconhecimento desse produto,
26:59sabemos que cada dia podemos melhorar.
27:02A pimenta rosa, como qualquer pimenta,
27:04ela realça o sabor na culinária.
27:07Mas tem uma diferença, né?
27:09Vou comentar.
27:10A diferença é que ela não tem ardência.
27:12Ela é só adocicada, deliciosa.
27:14Pois é, e ela é muito boa em algumas carnes, carnes brancas.
27:17Hum, peixinho, frango, carne suína.
27:21Hum, delícia.
27:22E ela tem outras propriedades também.
27:24É usada também na farmacologia.
27:26Sim, fazem cosméticos.
27:29Pois é, repelente, sabonete.
27:31Um monte de coisa.
27:32E também o óleo, produzindo óleo sem sal da pimenta rosa.
27:36E também fazendo algumas pomadinhas.
27:38Então a gente já aproveita para se curar mesmo.
27:40A gente consegue ajudar as pessoas ainda a tirar um dinheirinho
27:43para se sustentar aí durante o período do ano que vai passando.
27:48A arueira apresenta alta produtividade.
27:50Dependendo das técnicas de manejo,
27:52uma planta de 3 a 5 anos pode produzir até 8 quilos.
27:56Acima de 7 anos, a produção pode chegar a 20 quilos de fruto por planta.
28:02Esse produto vem transformando a nossa região.
28:06Hoje nós estamos, vamos colher em média,
28:08de 2 mil a 3 mil toneladas aqui na nossa região.
28:13Desenvolvimento em São Mateus envolve geração de empregos.
28:17Seja na área urbana ou na rural.
28:30Estamos em venda nova do imigrante.
28:33Por aqui é muito comum o cultivo de mexerica pocã.
28:37Mas essa propriedade tem algo diferente.
28:40Por aqui a mexerica é colhida de forma mais tardia.
28:47Casca bem laranja e sabor docinho.
28:52Com certeza nos últimos meses você viu muito dessa fruta por aí.
28:58A safra da tangerina pocã, mais conhecida aqui no estado por mexerica,
29:03já está no fim.
29:05Encontrar uma lavoura cheia como essa no final de julho e início de agosto
29:09não é tão comum.
29:16A colheita da mexerica normalmente acontece entre maio a julho.
29:22Mas na fazenda São Lourenço, em venda nova do imigrante,
29:25a colheita é tardia.
29:27A família cultiva fruta há mais de 40 anos.
29:31Estão bonitos assim, vocês estão vendo a coloração do fruto
29:37devido à altitude que nós estamos aqui,
29:40que é em torno de mil a mil e cem metros.
29:43Isso dá uma coloração diferenciada para o fruto
29:45e ele aguenta muito mais tempo no pé maduro.
29:50Aguenta aqui ainda em torno de 15 a 20 dias aqui no pé.
29:54E é o período de entre safra,
29:56quando a maioria dos produtores não tem,
29:59já estão acabando a colheita.
30:01E nós começamos a colheita.
30:08Na propriedade, alguns manejos são feitos
30:12para manter a sanidade das plantas.
30:15O espaçamento de 5 por 6 por conta da umidade
30:18e as podas são os pontos principais.
30:21Nós temos uma umidade muito alta nessa região.
30:24Então, quanto mais ocorrer o vento,
30:27a planta estiver mais aberta,
30:30onde pega mais sol,
30:32isso é importante para evitar doenças fúngicas.
30:37E aqui vocês fazem algum controle para doenças fúngicas?
30:41Olha, a gente tem utilizado pouca coisa,
30:44mas é essa abertura mesmo que ajuda muito.
30:48Além de fazer as podas que fazem com que o sol
30:51pegue o interior da planta,
30:53é onde a grande parte dos fungos ficam.
30:59Encontrar um pé de mexerica carregado desse jeito
31:01por aqui não é novidade, não.
31:03Esse pé tem 4 a 5 anos.
31:05E olha só a qualidade dessa mexerica.
31:08Mas a colheita não é somente puxar, não.
31:11Aqui é preciso usar a tesoura de poda.
31:19Mas vocês sabem que eu gosto mesmo é da prática, né?
31:22Dona Maria, então me ensina, por favor,
31:24como é que faz isso daqui?
31:26A gente vai colocar a pineira assim,
31:28aí você pega o fruto e corta com a tesoura
31:31para ficar com o cabinho.
31:33Aí tem altura do cabinho?
31:35Tem que cortar muito, deixar muito?
31:36Tem algum segredo?
31:37Não, não pode tirar muito grande, né?
31:39Tem que tirar sempre menor.
31:41Menor que conseguir, né?
31:43E olha, tem umas mexericas aqui que estão bonitas, hein?
31:46Olha só.
31:47Sim, e doce, né?
31:53Esse procedimento é muito importante,
31:56pois garante que o fruto chegue sadio
31:58e sem doenças na casa do consumidor final.
32:01É importante por duas razões.
32:04Primeiro, né, mantém a planta,
32:06a planta no caso aqui é a mexerica, sem problema.
32:09E segundo, o que acontece?
32:11Se eu tirar o cabinho, que nós estamos vendo aqui, ó,
32:13o fungo vai penetrar nesse fungo
32:16que é muito comum na mexerica.
32:17Quando a dona de cá levar pra casa,
32:19dois, três dias, vai acontecer isso.
32:20Vai acontecer no final, vai ficar assim, ó.
32:23Então a gente chama esse fungo aí,
32:24o fungo verde, tem o verde, tem o azul.
32:27É um fungo muito prejudicial pro campo,
32:29principalmente pro consumidor final.
32:30Com dois, três dias em casa,
32:32pro dressa todo.
32:33Vai acontecer isso aqui.
32:38É um dos problemas maiores
32:40que a gente enfrenta nessa região alta,
32:42devido a que nós seguramos o fruto
32:46mais tempo no pé, né,
32:48com essa coloração amarela.
32:49E é nesse período de coloração amarela
32:52que a mosca da fruta, ela ataca o fruto.
32:56Então a gente faz um monitoramento
32:58com essa armadilha, usando produtos biológicos, né,
33:02que é um produto atrativo das moscas.
33:04De acordo com a quantidade de inseto
33:07que caí aqui de mosca,
33:08a gente faz um pincelamento, né,
33:12com produtos biológicos em volta do pomar.
33:21A mexerica, assim como os demais frutos cítricos,
33:25é do tipo não climatérico,
33:27ou seja, não amadurece após a colheita.
33:31Por isso, é importante observar o ponto ideal
33:34da retirada do pé.
33:36Seu José fica atento ao ponto de maturação.
33:39Se os frutos forem colhidos totalmente maduros,
33:43ocorrerá a redução da vida útil
33:45e dificuldade no manuseio e transporte.
33:49Isso gera perdas.
33:51Além de colher com cuidado,
33:53é preciso fazer a classificação.
33:56Aqui nós estamos fazendo a seleção.
33:58Um tamanho de médio a grande
34:01e aqui o tamanho de médio a pequeno.
34:06Então, cada mercado,
34:08igual um fruto igual esse aqui,
34:10a gente já descarta.
34:11Aqui não coloca porque sabe que durante a viagem
34:14ele vai aguentar muito pouco tempo.
34:17Então, é descartado esses frutos.
34:19Vocês veem aí o padrão.
34:21A coloração é totalmente diferente
34:24da coloração da região baixa.
34:27Ela é um alaranjado mais intensificado.
34:30Você vê que parece que passou uma cera.
34:34Isso é devido ao clima daqui, ao frio.
34:37Isso tem tudo a ver.
34:42A mexerica é fonte fundamental de renda
34:45de diversos agricultores da região sul-serrana do estado.
34:51Uma história que começou no final da década de 80,
34:54com a implantação dos primeiros pomares de mexerica polcã.
35:03Para se ter uma ideia da importância desta cultura para a região,
35:06a mexerica tem uma área plantada de 1.528 hectares,
35:11com uma produção de 24 mil toneladas por ano,
35:15um rendimento de 12 milhões de reais.
35:17Mais de 80% da produção capixaba se concentra em sete municípios produtores,
35:23que integram o Polo da Tangerina,
35:26Marechal Floriano, Santa Leopoldina,
35:29Conceição do Castelo,
35:31Muniz Freire,
35:32Venda Nova do Imigrante,
35:34Domingos Martins,
35:35Santa Maria de Getibá.
35:36A região tem potencial para a cultura,
35:40pelo clima e altitude,
35:42características que fazem com que o ciclo natural da colheita seja mais longo,
35:48fornecendo frutas frescas e de alta qualidade para o mercado.
35:54O custo de produção nessa região mais alta,
35:57ele é um custo mais alto.
35:59Então, só de ver um fruto tão bonito e vocês sorrindo,
36:05é muito prazeroso para o produtor saber que ele está fazendo um produto de qualidade
36:10e que as pessoas estão saboreando.
36:30E vamos agora ao giro de notícias da semana.
36:39As exportações de carne de frango devem aumentarem até 6% nesse ano.
36:45Já a carne suína deve ter recuo de cerca de 3% nas exportações no ano,
36:51enquanto a disponibilidade da carne em solo brasileiro
36:55deve ser 9% maior do que o registrado em 2021.
37:00Os dados foram divulgados nesta quinta-feira
37:03pela Associação Brasileira de Proteína Animal.
37:07As exportações da piscicultura brasileira dobraram em valores financeiros
37:13e aumentaram 14% em toneladas.
37:16Comparando o primeiro semestre desse ano com o mesmo período de 2021,
37:22foram 14 milhões de dólares entre janeiro e junho,
37:26frente a 7 milhões no ano passado.
37:29Já em toneladas, foram quase 5 mil nos primeiros seis meses deste ano
37:34e 4.300 no mesmo período de 2021.
37:39Os aumentos se devem ao crescimento das exportações de produtos
37:43que têm maior valor agregado,
37:46sobretudo os filés congelados,
37:48que tiveram alta de 544% no volume financeiro
37:52e 571% na quantidade vendida para fora do país.
37:59Frente fria chega ao Espírito Santo após semanas com calor atípico para o nosso inverno.
38:05De acordo com os meteorologistas do Incapé,
38:08há previsão de chuva fraca nas regiões Sul, Serrana e Grande Vitória.
38:13A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ventos fortes
38:17que podem chegar a 60 quilômetros por hora nos próximos dias.
38:21Produtores, fiquem atentos!
38:25Apesar do avanço da colheita da temporada brasileira 2022-2023 de café arábica,
38:32os negócios seguem ritmo muito lento no mercado físico,
38:36de acordo com o CPEA.
38:37Isso porque os futuros do Arábica oscilaram significativamente
38:42na Bolsa de Nova Iorque nos últimos dias.
38:44E com isso, a maior parte dos vendedores se retirou do mercado,
38:49adotando uma postura mais cautelosa.
38:53A VIX Logística desenvolveu, no Espírito Santo,
38:57o primeiro trator autônomo do Brasil
38:59para transporte de cargas aéreas industriais.
39:03O veículo, conhecido como Galileu, possui nível 4 de automação.
39:08Ele é capaz de se locomover sozinho
39:11e consegue tracionar cargas de altos volumes,
39:15acima de 800 toneladas.
39:18Utiliza computadores, receptores de GPS,
39:22ferramentas de georreferenciamento,
39:24tecnologia inovadora no país e com poucos concorrentes no mundo.
39:29O Galileu pode atuar em diversos setores,
39:33inclusive do agronegócio.
39:41A agricultura familiar está presente em mais de 75%
39:45das propriedades no Espírito Santo.
39:48E hoje, viemos até Afonso Cláudio mostrar famílias
39:51que se dedicam a essa atividade.
39:58Pai, mãe e filhos, todos juntos na produção.
40:06Seu Benício e Dona Lucimara criaram os filhos com trabalho na roça.
40:11E hoje os dois seguem os passos dos pais.
40:14Um orgulho para o casal.
40:16Trabalhar junto com a família é muito bom, né?
40:18É satisfatório, gente, que está todo mundo junto.
40:20Então é ótimo, agora um filho sai para um lado,
40:23outro sai para o outro,
40:23fica todo mundo separado da família, né?
40:26Mas é muito bom trabalhar,
40:28é muito gratificante mesmo em trabalhar em família.
40:30Hoje, se você não tem a sua família,
40:32você está sozinho, porque não tem companheiro, né?
40:36E hoje aqui, todo mundo ajuda todo mundo.
40:38Sim, todo mundo ajuda todo mundo.
40:45Aqui eles produzem de tudo um pouco.
40:47Produz café, produz tomate, pimentão, repolho, milho, feijão,
40:52tudo eu planto, né?
40:54Esse ano mesmo eu estou quebrando,
40:55o quê?
40:55Mil e 500 sacos de milho seco, né?
40:58Então a gente trabalha bastante, graças a Deus.
41:03A policultura é uma das principais e mais importantes características da agricultura familiar.
41:11Significa que o plantio é feito com diversos tipos de alimentos,
41:15diferente da monocultura, que foca na produção de um único produto.
41:25Para ser considerada agricultura familiar,
41:28deve-se utilizar as atividades econômicas mão de obra da própria família.
41:33E a propriedade não pode ser maior que quatro módulos fiscais.
41:37A direção do empreendimento agropecuário deve ser realizada por membros da família.
41:43Além disso, uma parte mínima da renda precisa ser gerada pela propriedade rural.
41:49A agricultura familiar é tudo nesse país nosso,
41:52porque se é agricultura familiar, o povo da cidade, o doutor lá, ele não consegue comer.
41:59A agricultura familiar foi reconhecida como profissão do Brasil
42:03a partir da aprovação de uma lei em 2006.
42:07A legislação definiu parâmetros para permitir o acesso a programas governamentais de incentivo
42:13a essa prática agrícola, como linhas de crédito, assistência técnica
42:17e programa de aquisição de alimentos.
42:20A agricultura familiar, hoje em dia, é o que movimenta o Estado,
42:23o que põe comida no prato de muita gente, tanto na cidade quanto no interior.
42:28E também um quesito importante seria segurar mais esse jovem no campo,
42:32porque antigamente a gente observava muito êxodo rural.
42:39A agricultura familiar corresponde a 77% dos produtores rurais do Brasil,
42:46ocupa 23% das áreas de produção e emprega 67% do total de trabalhadores no campo.
42:55É um setor importante para o país.
42:58No caso de Alfonso Cláudio, é muito forte essa parte da agricultura no nosso município.
43:02A maioria aqui é formada por agricultores familiares mesmo.
43:07É o que gera renda no interior do município e também o que fortalece o comércio da cidade.
43:14É o carro-chefe da nossa agricultura mesmo.
43:19O agricultor familiar tem uma relação muito próxima com a terra, com o local de trabalho e moradia.
43:26A produção é equilibrada entre os alimentos destinados à subsistência da família e os vendidos ao mercado.
43:34Valores que seu Benício passou para o filho Vinícius.
43:38Hoje, com 21 anos, o jovem já toca a própria lavoura.
43:42Muito bom, gratificante que você sabe que você está colhendo uma coisa que você produziu, né?
43:49Pelo seu esforço.
43:50Eu tenho uma estufa de tomate que eu planto e eu toco a lavoura de café.
43:58E o resto eu ajudo com o meu pai.
44:01Trabalho com ele, trabalho com a família também.
44:07A filha Júlia até quis sair para trabalhar fora durante um ano, mas logo percebeu que o lugar dela é
44:14no campo.
44:15Júlia já teve a experiência, né, de trabalhar fora e resolver voltar.
44:19Conta um pouquinho pra gente como é que foi essa história, Júlia.
44:22É, no ano de 2021 eu tive a experiência de sair de casa, fui morar sozinha, trabalhei um ano no
44:27setor público.
44:28Foi uma experiência boa porque abriu um leque de conhecimentos enorme, né?
44:33Porém, eu vi que o meu lugar é aqui.
44:35É no campo, junto com a minha família, trabalhando no que é meu, investindo no meu futuro.
44:43Há cerca de um ano e meio, a família resolveu parar de plantar os tomates em campo aberto e investiu
44:49no cultivo em estufas.
44:50Essa é a primeira colheita.
44:52E os resultados têm sido gratificantes e desafiadores.
44:56Muita gente faz estufa, trabalha com a estufa, mas não dá certo.
45:00A gente aqui deu certo, porém é um investimento muito alto.
45:03A gente tem o problema com a questão da comercialização, porque devido à demanda da oferta e da procura,
45:10às vezes a gente aqui está com o tomate debaixo do galpão sobrando e não acha quem comprar, né?
45:15E o preço vai lá embaixo, um real o quilo.
45:18Então, é bem complicado, porque hoje em dia, devido ao valor dos insumos, está muito complicado produzir.
45:27Mas, os desafios não são motivos para desistir.
45:31Seu Rodolfo e dona Etelvina sabem bem disso.
45:35O casal produz café arábica convencional e especial.
45:39Eu falo que café, a minha paixão, é a minha vida.
45:43Eu amo mexer com café.
45:45A gente aqui, depois que a gente começou a agregar valor ao café despulpado,
45:53agregar valor, fazer um café diferenciado, a vida das famílias melhorou muito.
45:58Em questão financeira.
45:59E também é importante aqui que a família trabalha, né?
46:02A gente trabalha pai, mãe, filho, no dia a dia.
46:07Uns vão para a roça, uns pegam em casa, no terreiro.
46:11Mas melhorou muito a vida da gente.
46:16Dona Etelvina é vice-presidente da Associação das Mulheres Empreendedoras
46:22da Agricultura Familiar de Vila Pontões.
46:25Ela conta que o que mantém as famílias na região é a agricultura.
46:29Uma coisa que a gente lutou muito para conseguir.
46:33A gente mantém ela com muita dificuldade, mas estamos ali.
46:37As mulheres estão perseverantes.
46:40A associação também foi um meio de se tornar mais fácil para a gente as provas de café.
46:45Hoje os provadores vêm até a nossa associação para provar o café.
46:50Não só das mulheres, mas de toda a comunidade.
46:52Então a gente está ajudando a toda uma comunidade.
46:55Isso é muito gratificante.
46:57O filho William, de 22 anos, fez curso de técnico agrícola
47:01e quer continuar na propriedade da família.
47:04Quando eu saí para estudar, eu percebi que tinha muitas coisas novas
47:08que eu podia trazer para a propriedade.
47:10E através do estudo e realizando tudo que eu realizei na escola,
47:14eu percebi que a produção de café de qualidade seria uma coisa interessante
47:17para me implementar na minha propriedade.
47:20Então eu resolvi fazer isso e graças a Deus vai dando certo.
47:23E estou aqui até hoje.
47:27O irmão Wellington é jogador de futebol profissional.
47:31Se não fosse a bola, também ficaria na roça.
47:34Para ele, a agricultura é fundamental para manter famílias unidas e gerar renda.
47:39É um sonho em ser jogador.
47:42Eu atuo atualmente no Rio Branco de Venda Nova,
47:45que é um grande sonho de se tornar um atleta profissional de futebol.
47:50E aí, se não fosse esse amor só pelo futebol aí, eu acho que teria que continuar no campo.
47:54Sim.
47:54Continuar no campo, ajudar a família e continuar levando essa agricultura familiar
48:02mais para frente em decorrer dos anos.
48:08A propriedade da família tem 16,1 hectares.
48:13Cerca de 12 são de área plantada de café.
48:16A ultimativa para a colheita desse ano é de uma produção de 600 sacas de arábica.
48:22E por aqui, tem até cafés especiais de quase 90 pontos.
48:26Nós produzimos hoje o Comuna, o Bebida Dura Natural e o Café Especial.
48:32São três qualidades de cafés.
48:34E quantos pontos vocês já conseguiram no café de vocês aqui?
48:3787 pontos.
48:38E isso é mais renda também para a família?
48:40Sim, mais renda para a família.
48:42Mais trabalho e renda, né? Os dois, na mesma proporção.
48:45Verdade.
48:46Porque dá trabalho, mas no final...
48:49Compensa.
48:53Mão de obra de fora por aqui, apenas em época de colheita.
48:58Muita família, né?
48:59Muita família, família todos juntos.
49:02E onde você, se ter sua mão de obra familiar, o custo da produção, ela diminui.
49:08Porque se você hoje, no patamar que está a agricultura,
49:12se você for tudo mão de obra contratada, não vai te sobrar muitas grandes coisas, né?
49:19E agora com a agricultura familiar, está todo mundo junto e vai todo mundo crescendo junto.
49:36No próximo bloco, vamos mostrar a tecnologia avançada e a força no agro em Aracruz, norte do estado.
49:43Até já!
49:53Música
50:04Aracruz, único município do Espírito Santo com aldeias indígenas Tupiniquim e Guaranis.
50:10Tem 47 quilômetros de praia, reserva natural e um dos maiores manguezais da América Latina.
50:16A reserva de desenvolvimento sustentável municipal Piraquê Assu e Piraquê Mirim está localizada em Santa Cruz, distrito de Aracruz.
50:26É lá que o rio deságua.
50:28Há 300 metros da praia as pessoas chegam aqui na fonte do Caju e, periodicamente, ela passa por análises de
50:35pureza da sua água,
50:36além de limpeza aqui no espaço.
50:38Mas essa aqui não é qualquer fonte de água, não.
50:41As pessoas juram que essa é a fonte da juventude.
50:46Seu Admar, o senhor, então, toma água aqui na fonte do Caju?
50:49Desde quando eu nasci.
50:51E recomenda?
50:52Pode tomar água que não tem problema.
50:54E essa lenda que diz que essa aqui é a fonte da juventude, é verdade?
50:58É, olha o meu cabelo.
51:04Outro atrativo de Aracruz é o etnoturismo com os indígenas.
51:08Muitos vivem em Coqueral de Aracruz, local onde está Copiguá, cooperativa de agricultores indígenas Tupiniquim-Guarani de Aracruz.
51:16Aqui, eles organizam e viabilizam a comercialização de produtos agroecológicos produzidos em terras indígenas.
51:24O destaque é o mel de abelhas sem ferrão, a ouro-sul amarela, nativa da região.
51:30Para a gente teve uma mudança significativa, né?
51:34Tanto por parte cultural, que era uma prática que sempre teve no nosso território.
51:43Não como hoje, né?
51:44Hoje a gente usa uma tecnologia de manejo bem avançada do que era feito no passado.
51:49Mas, para a gente, foi um impacto bem positivo na questão do resgate, na questão do sustentável e com foco
51:59de geração de renda mesmo para a grego da renda das famílias.
52:0370 famílias de 12 aldeias fazem parte da Copiguá.
52:09O resgate da ancestralidade dos povos indígenas de Aracruz se deve a um trabalho realizado por uma grande empresa da
52:16região.
52:17Foi com o apoio da Suzano que eles se capacitaram.
52:21Hoje a gente trabalha com apoio na parte de gestão dessa cooperativa e também nessa frente de comercialização do artesanato,
52:29meliponicultura e também de coletores de sementes.
52:33A Suzano é a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo e uma das maiores produtoras de papéis da
52:39América Latina, com 11 fábricas espalhadas pelo Brasil.
52:43Uma delas está aqui, em Aracruz.
52:46Com foco na sustentabilidade, a empresa, além de gerar emprego e divisas para a região, incentiva a agricultura familiar.
52:53As refeições servidas no restaurante são adquiridas direto dos produtores locais, por meio de parceria com a cooperativa de agricultores
53:02familiares, a CAF.
53:03Eles fazem entrega três vezes por semana.
53:06Isso chega a ter uma renda mensal de 15 mil reais para a cooperativa.
53:13Tragam verduras, frutas desses cooperados.
53:17E isso é importante porque há essa junção do interesse de desenvolver a cooperativa no território e essa parceria junto
53:26a Suzano, dizendo que hoje o importante é gerar valor compartilhado.
53:32Aracruz, uma cidade que tem na água, do rio, da praia e do mar, seu grande atrativo econômico.
53:43O Agro Business de hoje fica por aqui, mas eu queria agradecer a sua companhia e te desejar um excelente
53:50dia.
53:50Eu te espero domingo que vem aqui no programa.
53:53Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
54:00E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.
54:05E também no meu Instagram pessoal, stefani.agronomia.
54:09Eu espero vocês nas redes sociais.