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Agro Business
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00:00Música
00:08Queda na exportação da pimenta do reino capixaba.
00:12Produtores precisam combater a salmonela.
00:18O mercado de pimenta está em queda, queda vertiginosa,
00:22principalmente devido ao impedimento das exportações para a Europa pela questão da salmonela.
00:27Pepino é uma alternativa de retorno rápido para agricultores familiares de laranja da terra.
00:36A pessoa foi procurando produto e o produto é bom, vendido, entende?
00:41Colheita de azeitonas em Santa Tereza deve aumentar na próxima safra,
00:45mas produtores estão preocupados em como será feita a extração do azeite.
00:56Música
00:57Ela vai ser de fundamental importância para garantir essa qualidade do azeite.
01:02Casal de Santa Leopoldina investe na criação de cabras.
01:06Música
01:08É um mercado promissor, é um negócio que dá para você viver dele.
01:15A Rota das Três Santas, um passeio em meio ao verde e naturezas.
01:23Estamos abertos a todas as pessoas que querem curtir essa natureza
01:26e tomar um banho nessa deliciosa cachoeira.
01:30Música
01:34Estamos na época da florada das oliveiras no Espírito Santo.
01:38Por aqui, essas flores em breve virarão azeitona.
01:42Mas produtores do Espírito Santo estão preocupados com a extração de azeite
01:48que deve ocorrer de janeiro a março deste ano.
01:51Por enquanto, ainda não se tem equipamento suficiente para atender a demanda.
01:57Música
02:03Música
02:05Seu Jonas é um dos produtores que investiu no cultivo de oliveiras no Espírito Santo.
02:10Começou o plantio para substituir uma área de eucalipto.
02:15Hoje, os pés de azeitona já estão com cinco anos
02:18e ocupam três hectares e meio da propriedade que fica em Santa Tereza.
02:23Eu estava desanimado com o eucalipto, porque eu não queria mais produzir eucalipto aqui.
02:27Teria essa nova cultura com possibilidade de obter algum lucro no futuro.
02:33Aí eu abracei essa causa também.
02:35E outra, eu mandei pesquisando, a produção nacional é muito pequena em relação ao que a gente importa, né?
02:44No caso.
02:45Então é uma coisa que tem um potencial para a gente cultivar.
02:53Música
02:54Assim como ele, Ricardo também tinha uma área de eucalipto.
02:58E ao buscar uma alternativa de diversificação, encontrou na cultura das oliveiras uma boa fonte de renda.
03:05É uma cultura que exige um planejamento adequado, estudos, né?
03:11Ter a muda adequada, a nutrição e preparar o terreno, que é muito importante, né?
03:17O eucalipto a gente acabou cortando, depois fazendo uma, a gente chama de destoca,
03:23que é a retirada das raízes, para ter um solo mais livre, para fazer essa plantação das oliveiras.
03:29Então foi a partir daí que a gente planejou e trabalhou nesse sentido.
03:34E vocês perceberam que sozinho não dava para fazer muita coisa, né?
03:38E aí foi preciso fazer a união de uma associação.
03:41Exatamente.
03:42Então, a partir de 2018, nós criamos a Associação dos Oliveicultores do Estado do Espírito Santo.
03:49É uma associação que abrange todos os produtores rurais da região de montanha,
03:54que são aptas a produzirem as oliveiras.
03:59Música
04:00O plantio de azeitonas está em expansão no Espírito Santo.
04:04O Estado ocupa aproximadamente 300 hectares de área plantada.
04:09São mais de 130 produtores em 17 municípios.
04:14Nós fizemos um estudo e nós temos em torno de 23 municípios com regiões aptas
04:19para que a gente possa fazer o cultivo das azeitonas.
04:23Oliveicultura no Brasil é uma cultura muito nova, né?
04:26Os primeiros plantios foram realizados na região de Maria da Fé, em Minas Gerais.
04:31E hoje, através de pesquisas da Epamig, pesquisas da Exalc, USP,
04:36onde nós já fizemos diversos treinamentos para a gente estar se capacitando,
04:40para trazer as informações para o Estado do Espírito Santo,
04:42a gente tem bons resultados e as pesquisas ainda continuam
04:47e a gente precisa, no Estado do Espírito Santo, avançar nessas pesquisas
04:50e na orientação técnica aos produtores.
04:53Música
04:54A olivicultura é promissora, mas o produtor precisa de paciência.
05:00A primeira colheita só é feita a partir do quarto ano de implantação da lavoura.
05:06No início, a produtividade é de 2,5 toneladas por hectare
05:11e a partir do sexto ano, a produção chega a 10 toneladas,
05:15com rendimento médio de 1.600 litros de azeite por hectare.
05:20Música
05:21Uma cultura que encontrou clima adequado em nossa região,
05:26mas que hoje ainda enfrenta alguns desafios,
05:28principalmente no controle de pragas e também adequação de manejos
05:32para fortalecimento da cultura em nossa região.
05:35Música
05:37Produtores e Incapé trabalham juntos.
05:39O Instituto tem incentivado e fomentado a atividade de olivicultura,
05:45viabiliza a aquisição de mudas,
05:47elaboração de projetos financeiros para alavancar a cultura
05:50e leva a orientações técnicas para os produtores,
05:54especialmente sobre manejo da cultura.
05:56A gente adota o plantio de amendoim e forrageiro na oliveira,
06:01em diversas culturas, para que a gente faça uma conservação do solo,
06:05para a gente auxiliar na conservação do solo.
06:08Ele melhora a infiltração da água, da chuva,
06:11faz essa cobertura, além de trazer o nutriente para o solo,
06:14e também a incidência direta da luz solar,
06:17porque tanto as gotas da chuva fragmentam o solo,
06:21como a incidência da luz solar também interfere na microbiologia do solo.
06:27E aí, para quem não conhece, vamos baixar aqui para a gente poder mostrar para o pessoal de casa,
06:31que de fato parece uma grama, né?
06:33Ele vai entrando em toda a lavoura,
06:35e mais aqui para vocês isso traz benefícios, né?
06:39De tempos em tempos a gente faz a roçagem desse material,
06:42e esse material é incorporado no solo como uma fonte de nitrogênio.
06:46E aí a matéria orgânica para o solo, o solo fica feliz e também ajuda a questão de plantas daninhas
06:52no solo.
06:53Ele faz esse controle, né?
06:55Auxilia no controle das plantas daninhas,
06:57e aí o produtor diminui as roçagens.
07:00O produtor que quer investir nas oliveiras deve ficar atento aos detalhes.
07:05Entre eles, o plantio em áreas com altitude superior a 800 metros.
07:10Essa é uma atividade rústica, perene e tolerante à seca.
07:16O principal produto derivado das oliveiras é o azeite.
07:20Os agricultores produzem um azeite genuíno, com características típicas da nossa região.
07:27Um azeite com aroma e sabores diferenciados, e principalmente de baixa acidez.
07:34A primeira experiência já mostrou que a região tem potencial.
07:38Essa primeira produção nossa desse ano, a gente conseguiu um azeite de 0,14 de acidez,
07:45que é um dos itens que te traz a qualidade de um azeite extra virgem.
07:51É a rapidez pós-colheita, ou seja, você colheu e imediatamente você vai processar.
07:59Então isso aí é um dos fatores de sucesso para a gente ter um azeite de altíssima qualidade aqui no
08:05estado.
08:08Entre os desafios da fabricação do azeite, a falta de investimento.
08:13Essa é a maior preocupação dos produtores e da Associação de Olivicultores do estado.
08:19Como processar o azeite produzido aqui?
08:22A floração esse ano está bem mais intensa e maior do que a do ano passado.
08:28E a gente está muito preocupado com a nossa produção do azeite, a extração do azeite das azeitonas.
08:38Porque o azeite, ele quanto mais fresco é melhor.
08:44Então, a partir do momento que você colheu e você puder fazer a extração imediatamente,
08:51vai ser fundamental para manter essa qualidade que a gente já vem conseguindo.
08:57Nós precisamos muito desse suporte e ajuda do governo do estado.
09:01A qualidade do azeite depende muito dessa rapidez pós-colheita.
09:09E a máquina de extração de azeite aqui para a nossa agroindústria vai ser de fundamental importância
09:14para garantir essa qualidade do azeite aqui no Espírito Santo.
09:22Melhorias essenciais para a expansão da fabricação de azeite no município.
09:26O cultivo das azeitonas gera renda e contribui para potencializar o turismo rural na região.
09:33Santa Tereza tem um potencial muito grande para o agroturismo.
09:37E a gente recebe, assim, todos os finais de semana, muita gente.
09:41E a gente acredita que esse plantio de oliveiras também vai ser um grande atrativo.
09:47Que as pessoas vão poder vir aqui participar da colheita da oliveira,
09:51depois ver processar esse azeite.
09:54O município, ele disponibilizou um espaço bem adequado para isso,
09:58porque é um espaço que o turista vai chegar, é todo asfaltado, é na chegada do município.
10:02Aí a nossa intenção é construir uma agroindústria que esteja toda a frente de vidro
10:08para os turistas poderem ver esse processamento.
10:11E também já fizemos um pedido ao governo do estado,
10:15por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, dos equipamentos para processarem.
10:20Então, enquanto a gente não consegue construir esse local apropriado,
10:24o município também já disponibilizou um imóvel,
10:27já está fazendo as adequações para receber esse equipamento.
10:32Uma cultura linda, cheia de flores,
10:35e que em breve estará produzindo, literalmente, frutos aqui em nosso estado.
10:40É uma planta milenária aí, né?
10:44Tem lugar que você passa pelo mundo aí, tem planta de 2 mil anos, 3 mil anos.
10:49Então, é um legado também que a gente vai deixar.
11:05Você já experimentou leite de cabra?
11:08O que achou do sabor?
11:10Um casal de Santa Leopoldina resolveu investir na caproneocultura
11:14após o filho mais novo ter intolerância a leite de vaca.
11:17Hoje, eles produzem leite e também fazem diversos produtos.
11:21Tem até sabonete.
11:29O carinho é grande pelos animais.
11:31Fernando não só alimenta, dá água, vê se eles estão doentes,
11:35mas faz carinho, olha nos olhos, conversa e passa a mão.
11:40Como se fosse gente.
11:41As cabras são igual criança, igual ser humano.
11:45Deu fome, tem que comer, deu sede, tem que beber,
11:48precisa de um remédio, precisa de uma vitamina.
11:51Tem que gostar das bichinhas, porque se não gostar, você não vai a lugar nenhum, não.
11:56Fernando já se sustentava como produtor de banana e café,
12:00mas foi depois que o filho teve intolerância ao leite da vaca
12:03que ele decidiu apostar na caproneocultura.
12:06Eu comecei a produzir um leite para ele e daí começou a sobrar um pouco de leite,
12:11oferecia para um para outro e nesse de oferecer assim foi aparecendo mais gente que precisava.
12:18E aí eu fui arrumando mais cabra e aí cada vez aumentando mais a demanda.
12:23Aí chegou num ponto que eu estava com bastante cabra, bastante leite,
12:26deu uma parada no leite, na venda do leite.
12:28Aí eu fiz, comecei a fazer os queijos.
12:30No início, apenas uma cabra.
12:33Hoje, são oito em período de lactação, 12 filhotes,
12:37quatro no período pré-parto e três novilhas,
12:40os cabritinhos que passaram dos 60 dias de vida.
12:45As cabras e os bodes são criados em sistema de confinamento.
12:49A reprodução é toda por monta natural.
12:52Com o rebanho que traz rentabilidade para a casa,
12:55as cabras são da raça saném, que é a principal raça leiteira do Brasil,
12:59e a parda alpina, que gera quatro crias a cada três anos.
13:03Tem investimento, estão melhorando, procurando genética,
13:07melhorando cada vez mais as coisas.
13:09Mas é um mercado promissor.
13:12É um negócio que dá para você viver dele.
13:16Só que para isso você tem que quebrar vários mitos e investir um pouco.
13:20Não é uma coisa que você vai investir pouquinho e você vai tirar muito.
13:24É uma coisa que você tem que ter um certo carinho por aquilo ali,
13:27porque senão o seu dinheiro vai embora também.
13:29E o leite está sendo mais aceito pela sociedade?
13:32Porque o leite de cabra é um pouco mais forte.
13:34Esse mito já é de vários anos atrás, já que vem.
13:39Porque as pessoas criavam o reprodutor, o bode, junto com as cabras.
13:45E daí ficava aquele cheiro, aquele aroma.
13:49E eu já dei muito leite para as pessoas provarem,
13:53para poder quebrar esse mito.
13:55E aí vai indo.
13:57E a pessoa pega e começa a procurar de novo para comprar.
14:01Porque vê que não é aquele negócio que elas pensavam que era.
14:06A caprinocultura brasileira é mais difundida nas regiões norte e nordeste,
14:11sendo a produção direcionada mais para os programas de distribuição de alimentos,
14:15como a merenda escolar.
14:16A Paraíba é o estado que mais produz leite de cabra no país.
14:20Já a região sudeste brasileira é a segunda maior bacia leiteira,
14:24de acordo com dados do IBGE.
14:26No Espírito Santo, não há dados sobre essa cultura.
14:29A gente não tem uma assistência fácil aqui.
14:34Inclusive, a ração que eu uso aqui hoje, ela vem de Minas.
14:37Há praticamente 600 quilômetros de lonjura.
14:39Então, muitos produtos, medicamentos e tal, a gente usa de gado para a cabra.
14:45Porque é o normal.
14:46E você não consegue um sal mineral, alguma coisa específica para a cabra.
14:53A retirada do leite da cabra acontece sempre duas vezes no dia.
14:57No comecinho da manhã e no final da tarde.
14:59Depois que o leite foi retirado, ele vai para um outro compartimento da casa
15:03para ser coado e beneficiado por todo o processo de higienização.
15:07A produção aqui é totalmente familiar.
15:09E olha, os produtos bem diferentes.
15:15É leite integral, queijo, doce de leite, leite condensado, leite cremoso e até sabonete.
15:23Isso mesmo, sabonete de leite de cabra.
15:26Será que a pele fica lisinha?
15:28Não é que eu faço não, mas é bastante bom.
15:32E ele espuma bastante e está tendo bastante pedido também.
15:39O Estado já não oferece muito esse produto, então muita gente não conhece, né?
15:45Então, estamos começando agora a divulgar os produtos e quem está adquirindo os produtos está gostando bastante.
15:53Quem entra em ação para fazer toda essa variedade é a esposa do Fernando, a Gisele.
15:59Ela usa a criatividade e a vontade de aprender para conseguir vender os produtos que vêm dos caprinos.
16:05Se de vaca a gente consegue fazer, o de cabra também, né?
16:08Aí eu fui testando, fui conseguindo ter os pontos e consegui fazer.
16:13Qual que é o mais difícil de ser feito?
16:15O doce de pedaço é o mais difícil de fazer, por conta do processo.
16:20Aí tem que mexer o tempo todo, não pode deixar parado, senão queima também, né?
16:25E perde o ponto.
16:27E para ficar em pedaço tem que mexer até que ele esfriar.
16:33E é bem pesado, né?
16:39O leite de cabra é um alimento que possui alto valor nutricional, com maior digestibilidade.
16:45Ou seja, ele é mais digestivo e também tem o menor potencial de dar alergias, quando comparado ao leite de
16:51vaca.
16:52O leite de cabra é o terceiro leite mais consumido no mundo.
16:56O que ele tem de diferente do leite de vaca?
16:58O leite de cabra, ele tem menor quantidade de caseína.
17:02Então, como ele tem uma melhor quantidade de caseína, a gente vai ter uma digestibilidade muito melhor.
17:09Para pessoas que têm intolerância ou algum problema com relação ao leite de vaca.
17:17Embora ainda se configure com um mercado pouco explorado no Brasil e no Espírito Santo,
17:22a produção de leite de cabra e seus derivados apresentam um elevado potencial de crescimento.
17:27Na família Bartia, em Santa Leopoldina, eles querem aumentar a produção e a diversidade dos produtos.
17:33E fazem um convite para quem ainda não experimentou.
17:36Quem não conhece, quiser conhecer, né?
17:39É só entrar em contato com a gente.
17:41Porque a gente, às vezes, igual sabonete, a gente dá amostra para ver se a pessoa vai gostar, né?
17:46Então, quem quiser, é só procurar a gente.
18:10Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
18:13E hoje nós vamos falar sobre nutrição.
18:15Muitos produtores têm dúvida na hora de escolher as suas dubações.
18:18Por isso mesmo, eu estou aqui hoje com a Samara.
18:21Samara, quais ferramentas que os produtores podem utilizar para ajudar na tomada de decisão?
18:26Stephanie, a análise de solo é a principal ferramenta.
18:29O produtor tem a base da adubação que ele vai fazer na sua lavoura.
18:34Então, o período de fazer a análise de solo, normalmente, é antes da colheita, né?
18:38Ou durante a colheita.
18:39Para quando terminar a colheita, o produtor já está ali com a recomendação pronta
18:42e iniciar a nutrição da lavoura para o próximo ciclo.
18:45Nesse momento agora de florada, pós-florada, o produtor pode fazer o monitoramento das suas adubações com análise de folha.
18:54A análise de folha vai mostrar para ele se a adubação que ele está fazendo realmente está sendo absorvida pela
19:00planta
19:01e se precisa fazer algum ajuste nas adubações que ele está fazendo via a fertigação ou a lanço
19:06para poder corrigir e continuar ali com as adubações.
19:10E por não ser uma análise que todo produtor faça, Samara, explica um pouquinho para a gente como é feita
19:15essa análise.
19:16O produtor vai dividir a propriedade dele em talhões homogêneos, procurar ali lavouros que estão no mesmo padrão de produtividade,
19:25de produção.
19:26E vai dividir os talhões, não muito grandes, talhões de dois, três hectares no máximo.
19:32E vai fazer essa coleta de forma aleatória, da mesma forma que faz a análise de solo, né?
19:37Em zigue-zague, em heme, rodando toda a lavoura, tentando tirar de todos os colones que tem na área.
19:43E ele vai escolher um ramo produtivo, ele vai escolher, a gente fala que é o ramo do terço médio
19:49da planta.
19:50Ele vai contar da ponta para dentro o terceiro ou o quarto par de folhas.
19:56Vai coletar dos dois lados da planta, de forma aleatória, né?
20:00Em toda a lavoura, em todo o talhão.
20:02Coletar na parte da manhã.
20:03E aí, Samara, quando a gente fala, né, dá essa dica para o produtor, a gente está dando para ele
20:07uma solução cara ou uma solução que é acessível a todo mundo?
20:11É uma solução barata, porque a análise de folha não custa caro.
20:15Eu acredito que hoje, no máximo, em uns 50 reais, uma amostra de folha vai estar custando.
20:21E esse resultado pode trazer uma economia na adubação que o produtor vai estar fazendo.
20:27Tanto de redução, como de ajuste, né?
20:30Se ele está jogando mais ou menos algum nutriente, vai estar desbalanceado a nutrição.
20:35Então, isso vai sair economicamente não viável, né?
20:39Então, a análise de folha vai trazer esse ajuste do manejo de nutrição da lavoura.
20:45Samara, muito obrigada por tirar nossas dúvidas.
20:47Fica aí a dica para o produtor, né?
20:48Fique atento, conheça seu solo, conheça sua planta.
20:52E, de fato, comece a também economizar.
20:54E, pessoal de casa, se você tiver alguma dúvida, manda para a gente que a gente responde aqui no programa.
21:00Basta mandar para o meu e-mail, stephanie.com.br.
21:04Eu aguardo a sua dúvida.
21:09Estamos em Laranja da Terra.
21:11Para mostrar para vocês uma família que tem cultivado pepino e pimentão.
21:16Vamos mostrar o quanto eles têm invertido na cultura e quais são as suas principais dificuldades.
21:20O pepino daqui e o pimentão têm ido para todo o Brasil.
21:30Na propriedade de 20 hectares, em Laranja da Terra, a família toda trabalha junta.
21:39Por aqui, as mulheres estão totalmente envolvidas na atividade e dão duro no campo.
21:46Eu, mas a minha nora, minha filha, nós gostam de fazer esse serviço.
21:51Nós começamos domingo até sábado, vai vazando direto.
21:55Domingo a domingo.
21:57Só para para almoçar e já vai no serviço de novo.
22:01Porque é os meses mais complicados.
22:04Você planta, você tem que cultivar, né?
22:06Você tem que agoiar.
22:07Aí fica direto aí no meio.
22:09Muito serviço.
22:10Mas, graças a bom Deus que está dando tudo certo e sempre uma boa recompensa que sai, né?
22:21Bruniele tem sua produção com a sogra.
22:24Aqui, elas dividem o trabalho e também o lucro.
22:28Tem três anos que a gente está...
22:31Fez a sociedade que a gente está plantando e colhendo, divide o serviço, o lucro.
22:36Tudo eu e minha sogra.
22:38E aí, assim, no auge do serviço, aí a gente tem quem que ajude a gente.
22:43E aí, nesse momento, quantas pessoas mais ou menos têm que ajudar vocês nessa área?
22:48A gente utiliza as pessoas mesmo para acolher.
22:51Porque do restante do serviço, a gente conseguiu ir dando conta.
22:58O pepino aqui é uma alternativa de retorno rápido.
23:02Tem grande importância econômica e social dentro do agronegócio de hortaliças no Brasil.
23:09É muito apreciado e consumido na mesa dos brasileiros.
23:12O pepino é uma cultura, assim, de ciclo rápido, né?
23:16Onde o agricultor, ele...
23:20Toda vez que ele precisa fazer um dinheirinho mais rápido, geralmente ele parte para o pepino, né?
23:24Porque 40 dias já começam a aparecer alguns frutos, né?
23:29Com 90, 120 dias aí já vai chegando ao final do ciclo, né?
23:36Além do pepino, na propriedade da família se produz de tudo um pouco.
23:41Tem também inhames, pimentão e está na época de colheita de algumas culturas.
23:47E as expectativas são as melhores.
23:50De pimentão, a família espera encher 8 mil caixas.
23:53E do pepino japonês, 6 mil caixas.
23:56É uma área que tem 14 mil pés, eu acredito que vai chegar a umas 8 mil caixas.
24:02Dependendo do clima também, né?
24:04Que pode ser que dá um vento ou um graniz, Deus ajuda que não aconteça, né?
24:08Mas pode acontecer, já está em 6 mil e 500 e poucas caixas.
24:13Eu pretendo chegar a 8 mil caixas nesse pedaço de pimentão aqui.
24:17E aí, esse você tocou num ponto muito legal para quem está aí em casa começar a entender.
24:22Você como agricultor aqui, principalmente quando a gente fala de culturas de ciclo curto,
24:28a variação de preço é sempre uma coisa que acontece, né?
24:31Todo ano não dá para saber quanto que vai ganhar, qual é a rentabilidade da cultura.
24:35Não, isso aí não dá para saber, não.
24:37Tem momentos, sempre costuma ser no começo do mês o preço melhorar um pouco,
24:42porque acho que a dona de casa deixa para comprar no começo do mês, quando recebe o salário, né?
24:46E depois chega meado do mês e começa a ficar ruim a venda.
24:52A cultura do pimentão leva 60 dias para a produção.
24:56Já o pepino são cerca de 35 dias.
25:00Tudo depende do clima.
25:02A plantação ocorre apenas de março a novembro.
25:06Nos outros meses, a temperatura é muito elevada.
25:10E com o forte calor, tanto o pepino quanto o pimentão perdem a qualidade exigida pelo mercado.
25:17Devido às altas temperaturas, né?
25:19Que causam muito abortamento na cultura.
25:22Então ele requer uma temperatura um pouquinho mais fresca, né?
25:26Nas regiões de clima quente.
25:28No entanto, nas partes mais altas, já começa o ciclo lá nesse período agora,
25:33que vai de agosto em diante, né?
25:37Então dá essa alternância.
25:42Produzir alimento não é fácil.
25:45Uma das dificuldades que a família enfrenta é o aumento do custo na produção.
25:50Nem o bambu e o barbante estão com o mesmo preço.
25:53Quanto mais, os insumos.
25:56Esse barbante aqui, ó, era 17 reais o rolo.
25:59Hoje já está em 40.
26:01Então o preço da verdura não está acompanhando isso aí.
26:05Tanto isso como os adubos, os defensivos.
26:08Isso aí tudo subiu quase três vezes mais depois dessa pandemia.
26:12E acabou que a verdura quase continua no mesmo preço de 20 anos atrás.
26:18Então isso aí é uma dificuldade muito grande para quem trabalha na roça, né?
26:22Que vive do campo, né?
26:25A mão de obra também é uma das dificuldades encontradas no campo pelos produtores.
26:32Principalmente, pois a colheita aqui é toda manual.
26:35Um dos gargalos na produção de olerícolas é a mão de obra, né?
26:41E hoje a gente roda o estado de norte a sul aí.
26:46A gente se depara com o produtor questionando a dificuldade que tem sido encontrar essa mão de obra para trabalhar.
26:52Porque são culturas que produzem muito.
26:54Para você ter uma ideia, o pimentão, você tem uma produção média aí em torno aí de 500, 600 caixas
27:02para cada mil pé, né?
27:04E tem produtores aí que conseguem até um pouquinho mais do que isso.
27:09Então quando você começa a botar esse número, né?
27:12A gente está aqui na propriedade aqui mesmo que está em torno aí de 20 mil pés de pimentão.
27:17Então se você fosse botar esse número aí de 600 caixas, dariam 12 mil caixas.
27:23Olha que volume de mão de obra que você gasta.
27:28E por aqui, tudo é rastreado.
27:31Mesmo sendo uma pequena propriedade, o controle é rigoroso e tem até QR Code em todas as caixas.
27:38Aqui no caso eu colo uma etiqueta, lá eles sabem o meu número e lá eles identificam esse produto.
27:46Aí quem chega no supermercado vai ter o QR Code, bota o celular e vê aonde foi produzido.
27:53Isso aí é muito legal que cabe inibindo, talvez alguém usar algum agrotóxico a mais ou alguma coisa parecida, uma
28:02mercadoria ruim.
28:03Vai saber direitinho de onde que veio essa mercadoria, né?
28:06E esse pimentão, ele é todo enrastreado.
28:12Simone é responsável por embalar e etiquetar tudo.
28:16Daqui, nada sai sem uma identificação.
28:20Segurança para quem compra e para quem vende.
28:23Tem que identificar as caixas para saber de cada produtor que entrega lá as suas verduras.
28:29E tem que ser tudo bonitinho no padrão.
28:33É bem cuidado, bem adubado e aí dá uns frutos bonitos.
28:41Os agricultores até se surpreendem com o avanço da rastreabilidade e o quanto hoje em dia os produtos daqui vão
28:49para longe.
28:50A família envia 90% para o estado do Paraná e 10% para São Paulo.
28:56E o senhor imaginava que o que você produz aqui ia para tão longe assim?
29:01Eu não imaginava não.
29:02Primeiro era esse asa Espírito Santo, né?
29:04E o trem foi melhorando, né?
29:06A pessoa foi procurando produto e o produto é bom, vendido, não tem?
29:11É qualidade, não tem?
29:14Aí eu vou agora e achar um lugar para vender para fora, não tem?
29:17O comprador também é bom, dá valor ao produtor.
29:29Bloqueio dos caminhoneiros e rodovias de todo o país afetam o abastecimento do SEASA de Cariacica.
29:35Esse e outros assuntos você confere agora no Giro de Notícias da Semana.
29:44As interdições realizadas em diversos pontos de rodovias federais e estaduais durante o protesto de caminhoneiros
29:52fizeram com que cerca de 90% dos produtos que vêm de fora do Espírito Santo
29:58não fossem entregues no Centro de Abastecimento do Estado, SEASA.
30:03A situação foi normalizada na última quinta-feira, mas o atraso na entrega fez com que muitos produtos
30:10que são colhidos antes de madurar, por conta da logística do transporte entre a plantação e o consumidor final,
30:18amadurecessem.
30:19Por isso, a expectativa é que os preços caiam nos próximos dias.
30:24Duas operações de combate a fraudes tributárias no ramo do café foram deflagradas na última sexta-feira,
30:32Segundo a Receita Federal, a terceira fase da Operação Expresso tem alvos no Espírito Santo, Paraná e Minas Gerais.
30:41Ao todo, são 20 mandados de busca e apreensão de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
30:47Aqui no Estado, os mandados foram cumpridos em Colatina e Guaçuí.
30:52São alvos da operação grandes empresas capixabas, identificadas como as reais vendedoras do café para o Paraná,
31:01que viabilizavam a fraude.
31:03A Receita Federal estima a omissão de 200 milhões de reais em impostos federais pelos contribuintes envolvidos no esquema criminoso.
31:14A receita das exportações brasileiras de carne de frango, tanto in natura quanto processada,
31:21somaram em outubro 822 milhões de dólares, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal.
31:29O número é 15% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
31:35O volume embarcado no último mês alcançou 394 mil toneladas.
31:41No acumulado do ano, a receita das importações da carne de frango já é 29,3% maior que o
31:49ano passado.
31:51Os fertilizantes importados pelo Brasil tiveram, em 2022, a maior variação de preço em mais de 20 anos.
32:00A média de preço dos fertilizantes na parcial até setembro foi de R$ 3,39 o quilo,
32:07valor mais que o dobro da média praticada no mesmo período de 2021, que foi de R$ 1,64
32:14o quilo.
32:16Especialistas afirmam que o mercado de fertilizantes está bastante instável,
32:21por conta principalmente de questões relacionadas ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
32:28Terminam hoje as inscrições para o CNA Jovem.
32:31O prazo havia sido prorrogado.
32:33O programa de lideranças no setor agropecuário é voltado para pessoas com idade entre 22 e 30 anos,
32:41com curso técnico ou superior completo.
32:44As inscrições podem ser feitas no site cnajovem.org.br.
32:53Diante das exigências para exportação, produtores de São Mateus passam por novos desafios.
33:00O alto custo de produção, o preço e a salmonela.
33:06Essas pimentas vão fazer um ano agora, mas a história da família do produtor Erasmo com a especiaria já passa
33:14de 50 anos.
33:20Na propriedade de 22 hectares em São Mateus, norte do estado, 5 hectares são destinados à pimenta do reino.
33:28Nós temos a variedade bragantina, que é predominante inclusive no estado,
33:33e temos também uma área com a pimenta cotonadã broto branco,
33:38que é uma variedade que foi desenvolvida ou descoberta por produtores rurais.
33:44Não existe nenhuma pesquisa científica ainda em cima dessa variedade.
33:48Nós somos totalmente dependentes de várias combinações.
33:53Um mercado aquecido lá fora, que adquira a nossa pimenta,
33:57um câmbio que a gente consiga fazer essa troca do dólar para o real,
34:02que traga uma rentabilidade,
34:04e o preço é um preço de mercado, ele é um preço internacional.
34:08Então essas são variáveis que não estão no controle do produtor.
34:12Nos últimos anos, o produtor tem enfrentado desafios.
34:15Alto valor dos insumos, preço baixo e salmonella.
34:20A salmonella é uma bactéria, causa doença conhecida como salmonellose,
34:27que basicamente é uma infecção intestinal.
34:30Essa infecção é mais prejudicial a pessoas idosas, com baixa imunidade e crianças também.
34:40Então, a nível mundial, o maior problema de saúde pública é a presença de salmonella nos alimentos.
34:47A pimenta nossa tem sido detectada a presença dessa bactéria,
34:53que é uma enterobactéria, que está presente no intestino dos seres humanos e animais,
34:58especialmente as aves.
35:01O mercado internacional está cada vez mais exigente por uma matéria-prima com mais qualidade e segurança.
35:09O mercado de pimenta está em queda, uma queda vertiginosa,
35:13principalmente devido ao impedimento das exportações para a Europa,
35:17pela questão da salmonella.
35:18O produtor agora é o protagonista dessa situação,
35:21é o único capaz de reverter esse cenário de queda de pimenta.
35:25Seria o caso de implementar as práticas, de boas práticas agrícolas,
35:31evitando a contaminação de sua pimenta com salmonella.
35:35Isso está na mão, principalmente, do produtor.
35:37A segunda etapa poderia ser a COPEBAC, junto com outros órgãos,
35:42criar um esterilizador de pimenta,
35:44para que a pimenta brasileira já saia daqui esterilizada.
35:49Vários produtores estão passando por esse problema.
35:53Seu Mário também viu os custos aumentarem e o preço não acompanhar.
35:59O desafio agora é se adequar às exigências do mercado.
36:03Se por muito tempo os produtores não se preocupavam porque tinham o comprador certo,
36:09hoje não tem mais jeito.
36:11Tivemos muitos momentos bons, ruins, e hoje estamos ruins.
36:16A minha média sempre foi de 30 a 40 mil quilos.
36:19Hoje minha média está a 30 mil quilos, seca.
36:24Então eu já tive pimenta de 30, 32 reais.
36:27E hoje nós estamos aí, tivemos vários preços, de 30, 20, 25,
36:32hoje nós estamos de 10 reais.
36:3410 reais hoje é um preço muito defasado, pelos custos de produção.
36:42Mário produz pimenta do reino desde a década de 92 e já passou por todas as fases da pimenta.
36:49Período de seca, período de alta e de baixa do preço.
36:53Sabe bem que o mercado da pimenta do reino varia muito.
36:57E agora é necessário agradar principalmente o mercado europeu,
37:02já que boa parte da produção vai para fora do país.
37:05O preço caiu muito.
37:08Agora acho que o mercado se apertou, quer dizer, agora nós temos que melhorar,
37:15temos que fazer por onde, porque senão a gente não vai conseguir vender nosso produto
37:19e vai ficar difícil para o nosso sustento.
37:25O Espírito Santo é o maior produtor de pimenta do reino do país.
37:29São 60 mil toneladas por ano.
37:32Só em São Mateus são produzidas em média 25 toneladas por ano.
37:37O município é reconhecido como a capital estadual das especiarias.
37:41A expectativa esse ano, que vem crescendo ano a ano a produção de pimenta no estado,
37:46é que atingimos o nível de 62 mil toneladas,
37:51trazendo um rendimento na sua cadeia como um todo de um bilhão de reais
37:56e que envolve 16 mil produtores.
38:00Então dá para perceber como essa produção de pimenta se espalha no estado
38:05com pequenos e médios produtores e ainda mais agregando,
38:09juntamente com a produção do café com nilon,
38:12ajudando a formar uma economia mais sustentável,
38:15aproveitamento melhor de mão de obra.
38:18Então isso é um patrimônio do estado que tem que ser preservado.
38:24O principal destino da pimenta capixaba é a exportação.
38:28Os maiores compradores são da União Europeia, Vietnã e Estados Unidos.
38:33Mas entre janeiro de 2018 a agosto de 2020,
38:37contaminações por salmonela na pimenta brasileira começaram a ficar mais fortes.
38:42São mais de 92 notificações no sistema de alerta rápido da comunidade europeia,
38:49o que gerou uma queda de mais de 50% do valor.
38:53Para combater esse problema, são necessárias boas práticas a campo.
38:57Nosso dever de casa é trabalhar com a limpeza dos baldes,
39:01quando a gente vai fazer a colheita, fazer essa assepsia nos baldes,
39:06com produtos à base de cloro principalmente.
39:11A sacaria a gente tenta, na maioria das vezes, utilizar sacos novos,
39:16que não tenham contaminação.
39:18E também no terreiro a gente hoje vem aplicando um sanitizante,
39:23assim que você faz, espalha essa pimenta no terreiro,
39:26fazer uma aplicação de um sanitizante à base de cloro para tentar mitigar.
39:33E depois, quando a pimenta está seca, fazer o armazenamento em local apropriado,
39:38onde não tenha contato com animais.
39:41As técnicas de esterilização são comumente utilizadas com o objetivo
39:46de garantir níveis adequados de segurança em alimentos,
39:50eliminando os micro-organismos.
39:53A Secretaria de Agricultura de São Mateus escreveu um projeto que já foi aprovado
39:59e, em breve, receberá a primeira máquina de esterilizar a pimenta do reino.
40:03Esse esterilizador, ele tira a salmonela.
40:07É extremamente importante na fase final.
40:11Com isso, a gente vai ganhar um certificado de qualidade,
40:15zero salmonela, que é muito importante para a gente.
40:20Nós vamos ganhar um mercado novamente.
40:22Além disso, a gente tem que continuar com o trabalho de boas práticas.
40:26Não é só a salmonela que a gente fica fora do mercado.
40:30É pesticidas, é os maus cuidados.
40:32A gente tem que fazer um produto de qualidade.
40:35Nós estamos conscientizando os nossos produtores,
40:37os nossos pequenos agricultores, para a gente ganhar força,
40:40porque sozinhos nós não fazemos nada.
40:42Temos que ter parcerias com as associações, com as cooperativas,
40:46para a gente cansar um objetivo maior.
40:50Enquanto a máquina não chega, os produtores podem aplicar as boas práticas
40:55e atividades simples e acessíveis para evitar e melhorar a qualidade do produto.
41:01A contaminação pode acontecer desde o plantio, colheita, transporte
41:06e até nos containers para exportação.
41:09Uma das medidas de controle é cercar a área de secagem dos grãos
41:13ou utilizar estufas para evitar o contato com pequenos animais.
41:18A secagem natural preserva a qualidade e as características do grão.
41:23Além da sanitização que a gente vem fazendo aqui na unidade,
41:27também elevar essa pimenta.
41:29Hoje ela está no chão, daqui uns dias a gente vai ter ela suspensa em bancadas.
41:36E por que fazer essa troca?
41:38Olha, é importante. Como a gente falou, a melhoria é contínua.
41:42Então a gente não sabe tudo, sempre é um aprendizado,
41:45todo dia vem tecnologia nova e o mercado exige isso.
41:49Essa mudança de cultura, mudança de comportamento do produtor.
41:55Práticas simples que ajudam o município de São Mateus,
41:59mas também produtores de todo o Estado,
42:02a permitirem que as exportações sejam retomadas com força
42:06e que possamos voltar a ver a pimenta do reino capixaba ganhando o mundo.
42:11O futuro a longo prazo é muito promissor.
42:15A tendência é que nossa produção melhore,
42:18que as práticas agrícolas sejam implementadas,
42:21que o esterilizador seja montado
42:23e então nós teremos uma pimenta de qualidade,
42:26voltando a atuar como um grande player no mercado.
42:29Pimenta colheu, secou, já vai para o prato.
42:33Então tem que ser muito bem cuidada,
42:36que é um produto nosso,
42:38de nosso tempero, de nossa conservação, de nossos alimentos.
42:53Agora vamos para Santa Leopoldina.
42:56A 46 quilômetros de Vitória,
42:58o município faz parte da Rota das Três Santas
43:01e guarda tesouros naturais.
43:03Um passeio em meio à natureza e a cachoeira.
43:10Conhecida como uma das primeiras colônias do Estado,
43:13Santa Leopoldina é pequena,
43:14mas guarda grandes tesouros quando a gente fala em agroturismo.
43:18O primeiro destino de hoje é a Cachoeira do Mocha Fongo.
43:21Para chegar lá é rapidinho,
43:23apenas 10 minutos do centro da cidade.
43:25E se o caminho te estressou de alguma maneira,
43:28é só chegar que o portal do local já te dá paz.
43:33A propriedade é particular,
43:35mas para entrar paga baratinho, 15 reais.
43:38O local possui bar e restaurante
43:40e quartos de pousada para quem quiser pernoitar.
43:44Dona Maristela é uma das administradoras do local
43:46e cuida para que a cachoeira seja agradável a todos os turistas.
43:50A propriedade já pertence à família há mais de 90 anos,
43:53que está na família.
43:55E há 7 anos, 8 anos,
43:57eu resolvi voltar de Minas Gerais
43:59para trabalhar aqui junto com o meu irmão Luiz,
44:02que ele cuida da parte dos alimentos, das hortaliças.
44:05E eu fiquei com a parte do turismo,
44:08do bar, restaurante,
44:09e essa beleza dessa cachoeira aqui
44:11para receber o público turista mesmo.
44:15Para quem se hospeda durante a semana,
44:18o local fica praticamente particular.
44:20Mas a cachoeira só fica aberta para os diaristas
44:23aos finais de semana.
44:25Seja como for,
44:26aproveitar essa delícia da natureza
44:28revitaliza qualquer pessoa.
44:33Para chegar na primeira e maior queda d'água,
44:36basta caminhar por 5 minutos na mata.
44:38Mas olha,
44:39tem regrinhas para aproveitar tudo isso.
44:41A gente pede, obviamente,
44:43o bom senso de cada usuário,
44:46bem como respeitar as outras pessoas.
44:49Não fazer churrasco,
44:51não fazer camping.
44:52A gente tem segurança orientando
44:54onde é perigoso,
44:55onde não é,
44:55o que pode e o que não pode fazer.
44:58A água que desce na cachoeira
45:00vem do rio Crubichá.
45:01Com a volta das chuvas,
45:02a vazão também deve amantar.
45:04Convite para um domingo
45:05recebendo massagem nas costas, hein?
45:08E pensar que tudo isso aqui
45:09já foi pasto para boi e vaca.
45:12Antigamente, na época do meu vô,
45:14era pasto e ele fazia cana.
45:16Então era um moinho de cana
45:18que tinha aqui dentro,
45:18a mata toda que você consegue ver,
45:20a maior parte era pasto.
45:22Então ficou bastante tempo sem mexer,
45:24a natureza voltou.
45:25Quando minha mãe voltou de Minas
45:27para reabrir isso aqui,
45:27ela fez um projeto maior
45:29de reflorestamento
45:30para ajudar a natureza a se desenvolver.
45:32E desde então a gente fechou
45:34todas as trilhas que tinham
45:35para a natureza poder
45:37ficar cada vez melhor.
45:39É só vir para relaxar
45:40e aproveitar essa natureza, né?
45:42Exatamente.
45:42Estamos abertos a todas as pessoas
45:44que querem curtir essa natureza
45:45e tomar um banho
45:46nessa deliciosa cachoeira.
45:50Aproveita bem, Rodrigo.
45:51Você deixou a gente com vontade, viu?
45:53Mas não dá tempo
45:54para entrar na água ainda.
45:56Nós temos mais dois pontos
45:57para conhecer aqui em Santa Leopoldina.
45:59O nosso próximo destino
46:00fica a 10 quilômetros.
46:02E tem a ver com a tradição da cidade.
46:04As estradas são boas.
46:06Por isso a gente chega rápido.
46:08Depois daquele banho de cachoeira,
46:10bateu aquela fome, sabe?
46:11E nada melhor
46:12para a gente fazer um lanche rápido
46:13e gostoso,
46:14forrar o estômago,
46:15do que comer um biscoitinho, né?
46:17Nessa nossa segunda parada,
46:19a gente vai comer bem.
46:20Vai comer biscoito caseiro.
46:23Aqui na cozinha da Dulce,
46:24ela produz vários biscoitos doces,
46:26várias gostosuras.
46:28Chegou a hora da gente conhecer
46:29essa história
46:30e provar um biscoitinho também.
46:34Dulce vendia de tudo
46:36um pouco na feira.
46:37Mas depois de alguns pedidos,
46:38ela decidiu focar apenas
46:40na produção de biscoitos doces caseiros.
46:43Comecei lá no manteigado,
46:45aí fazia o casadinho de trigo,
46:48aí depois veio uma moça
46:50aqui me pedindo
46:52um casadinho sem glúten
46:54para o filho dela,
46:55que gostava muito,
46:56que aí não poderia comer nada
46:57quando tinha glúten, né?
46:59Aí a gente inventou essa receita
47:01do casadinho de maisena.
47:03Deu muito certo.
47:07Toda produção é vendida
47:09em padarias e supermercados da região.
47:11Apesar dos valores das matérias-primas
47:13estarem mais caros,
47:15o pacote de meio quilo
47:16gira em torno de 20 reais.
47:18Entre os sabores dos biscoitos
47:20estão amanteigado,
47:21maisena,
47:22bolachinha de limão,
47:24gengibre,
47:24coco,
47:25polvilho,
47:26um mais gostoso
47:27que o outro.
47:28E sabe por quê?
47:29Tem muito amor e carinho.
47:46Depois desse biscoitinho
47:48que deve estar uma delícia,
47:49nossa equipe vai pegar
47:51e estragar novamente.
47:52Daqui a pouco eu te mostro.
47:54Mas agora vamos conferir
47:55como ficou o mercado de café
47:57essa semana.
47:58O café com nilon tipo 7
48:00abriu a semana
48:01em 570 reais a saca
48:04e terminou em 540.
48:07Uma queda de 5,2% na semana.
48:10O conilon tipo 7,8
48:12começou a segunda-feira
48:14sendo negociado a 565 reais.
48:17Já na sexta,
48:18estava em 535 reais a saca.
48:22Queda de 5,3% na semana.
48:25O conilon tipo 8
48:26abriu a segunda em 560 reais.
48:29foi caindo
48:30e na sexta-feira
48:32estava em 530 reais a saca.
48:34Queda de 5,3% na semana.
48:38Não tivemos cotação na quarta
48:40por conta do feriado.
48:43Intervalo e no próximo bloco
48:45a gente continua a explorar
48:46o agroturismo em Santa Leopoldina.
48:49Eu te adianto que vai ter
48:50mais cachoeiras e paisagens
48:52que vão te fazer ter vontade
48:53de ir pra lá.
48:54Mas segura aí,
48:55eu volto no instante só.
49:13O agrobusiness está de volta.
49:15Você já ouviu falar
49:17da cachoeira Véu de Noiva?
49:19Ela é linda
49:20e faz parte da Rota do Agroturismo
49:22de Santa Leopoldina.
49:23Bora continuar nosso passeio?
49:29Hora de conhecer
49:30um dos principais pontos turísticos
49:32de Santa Leopoldina.
49:33A cidade que em 1884
49:36era chamada de
49:37Cachoeiro de Santa Leopoldina
49:39tem nas quedas d'água
49:40a principal atração turística
49:42aqui da cidade.
49:43E olha,
49:44apesar da economia do município
49:45vir principalmente da agricultura,
49:48o turismo está crescendo.
49:51Santa Leopoldina hoje faz parte
49:52do circuito turístico
49:53Três Santas.
49:54É um circuito que contempla
49:56Santa Leopoldina,
49:57Santa Maria de Getibá
49:58e Santa Tereza.
50:00A gente conseguiu agora,
50:01através de uma parceria
50:02com o governo do estado,
50:04toda a sinalização turística
50:05para o município,
50:06que foram implantadas
50:08na sede, no interior.
50:09Então, hoje,
50:10todo cidadão,
50:11todo turista,
50:11todo visitante
50:12que vem a Santa Leopoldina
50:13tem o fácil acesso
50:14e com toda a ampla cobertura
50:17de facilidade de informação
50:19para chegar no empreendimento.
50:21Na estrada,
50:23as placas indicam
50:23a direção da cachoeira
50:24Véu de Noiva.
50:25Para chegar lá,
50:26é preciso pegar o caminho
50:27do imigrante
50:28que liga Santa Leopoldina
50:30a Santa Tereza
50:31e Santa Maria de Getibá.
50:33Entre uma curva e outra,
50:34dá para apreciar bem a paisagem.
50:42Chegamos
50:42e valeu a pena o caminho.
50:44Que lugar maravilhoso, gente!
50:46Só de olhar
50:46já traz calmaria.
50:48O Véu de Noiva
50:49Cachoeira Parque
50:49é particular.
50:50Os preços aqui
50:51são variados
50:52e bem acessíveis.
50:53Dá para passar o dia,
50:54acampar,
50:55passar o final de semana,
50:57tem suítes,
50:58restaurante,
50:58piscinas naturais,
50:59parquinho para as crianças.
51:01Ufa,
51:01quanta coisa!
51:03São R$12,00 por pessoa
51:04para passar o dia
51:05no parque.
51:06Visita de uma hora
51:07R$5,00 por pessoa.
51:09Vem família,
51:10vem grupos,
51:12aí vem para passar o dia,
51:13para se hospedar,
51:16para acampar.
51:17Nada melhor que fugir
51:18da cidade e dos estresses
51:19e vir passar um dia aqui, né?
51:21Sim,
51:21nada melhor.
51:25Para chegar na famosa
51:26Cachoeira Véu de Noiva,
51:27que tem 70 metros de altura,
51:30é preciso fazer
51:31uma trilha ecológica
51:32de 20 minutos.
51:33Não é liberado
51:34tomar banho na cachoeira
51:35por questões de segurança,
51:37mas os cliques das fotos,
51:38este sim,
51:39são super liberados.
51:41tem nem como vir aqui
51:42e não registrar,
51:43você não acha?
51:47A gente vai terminar
51:48essa matéria
51:48nesse estilo aqui,
51:49ó,
51:50grande estilo.
51:51Melhor seria
51:51se eu já estivesse
51:52aproveitando essa água,
51:53mas daqui a pouco
51:53vou colocar uma bermuda
51:54e, ó,
51:55te bufo para a água.
51:57Gente,
51:57Santa Leopoldina
51:58te convida,
51:59você vir passar
51:59um domingo inteiro,
52:00um sábado,
52:01um feriado,
52:02nas cachoeiras da região.
52:03Tem muita coisa
52:04boa por aqui.
52:05E olha,
52:06o agroturismo capixaba
52:07tem uma diversidade
52:08incrível,
52:09você tem que aproveitar.
52:10Eu vou encerrar por aqui
52:11dizendo um tchau,
52:12porque, ó,
52:13a água está me convidando.
52:35Que vida boa, hein, Mairon?
52:37Nosso estado, de fato,
52:39tem muitas belezas
52:40para que a gente possa mostrar.
52:41E essa é a nossa missão
52:43aqui no AgroBusiness.
52:44Mostrar o que acontece
52:45do lado de dentro
52:46da porteira.
52:47E domingo que vem
52:48tem mais.
52:49Eu te espero
52:50um excelente dia
52:51e uma boa semana.
52:53Para saber mais
52:54sobre o mundo agro,
52:55confira a coluna
52:56AgroBusiness
52:57no folhavitoria.com.br
53:00e no nosso canal
53:01no YouTube
53:02e Instagram
53:02arroba
53:03FolhaBusiness
53:04e também
53:05no meu Instagram pessoal
53:06stefani.agronomia.
53:08Eu espero vocês
53:10nas redes sociais.
53:13E aí
53:14Tchau.
53:14Tchau.
53:14Tchau.
53:15Tchau.
53:15Tchau.
53:15Tchau.
53:15Tchau.