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Neste domingo (29), Stefany Sampaio vai entrar no mundo da produção do tomate e mostrar o porquê ele é um grande tesouro da agronomia capixaba.
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NotíciasTranscrição
00:10Morango é um dos principais atrativos do agroturismo em venda nova de imigrante, região serrana do estado.
00:19O turista consegue vivenciar aqui as práticas de fazendas centenárias.
00:24Produtores de Afonso Cláudio investem no cultivo de tomate em estufas.
00:30O sistema permite maior controle da produção e reduz custos.
00:36Como é protegido, então geralmente usa menos agrotóxicos.
00:41Tradição passada por geração em geração.
00:45O socorro de venda nova do imigrante é produto artesanal famoso no estado.
00:52Você não consome uma peça do socorro, você consome a história do produto.
01:01Hoje o nosso destino é venda nova do imigrante.
01:05A 106 quilômetros da capital Vitória, o município se baseia economicamente na agricultura.
01:11A região de Venda Nova atualmente está com aproximadamente 1.500 produtores cadastrados no NAC.
01:17A maioria da população trabalha com agricultura em todos os sentidos.
01:22Várias produções diversificadas, vários tipos de produtos, que vem agregando valor para o município.
01:29O café está em 90% das propriedades.
01:32Mas por aqui também tem produção de hortifruti e grangeiros e a pecuária vem se expandindo.
01:40Venda nova é referência em todo o país.
01:43Aqui é conhecido nacionalmente como a capital do agroturismo.
01:48O turista consegue vivenciar aqui as práticas de fazendas centenárias.
01:53E entrar na história.
01:57Hoje o produtor rural resolveu abrir as portas da propriedade para estar recebendo o turista.
02:03Ele vai encontrar muita coisa boa, muita coisa bonita.
02:07Restaurante de todo tipo, cafés, hospedagem, muito, muito lazer, parques para poder estar visitando.
02:17O povo das montanhas Capixaba está preparado para receber o turista.
02:20O agroturismo no município envolve 70 propriedades.
02:25São 300 famílias e mais de 1.500 pessoas ligadas diretamente ao setor.
02:31O agroturismo gera renda e possibilidade para as comunidades rurais.
02:37Há 10 minutos da Rota do Lagarto, a família Gagno descobriu na cultura do morango uma forma de atrair turistas.
02:44A família produz morango há mais de 20 anos e foi pioneira no agroturismo na região.
02:50Por aqui, o foco não é só no cultivo da fruta.
02:53Eles entenderam que as pessoas queriam conhecer o meio rural e se conectar com ele.
02:59Nós produzimos e eles consomem.
03:02Então, é uma troca de experiência.
03:05Conhecer como é que se produz o alimento do dia a dia para poder fazer essa troca de experiência.
03:12Eles vêm para conhecer a gente aqui e a gente conhece um pouco da história deles lá.
03:17E aí eu falo que é essa conexão que a gente sempre precisa ter entre as pessoas da cidade, do
03:24campo e é uma soma de experiência.
03:25Soma de experiência para os dois lados.
03:45Quando estão em alta colheita, eles retiram entre 2 e 3 mil quilos de morango por mês.
03:5580% das vendas são feitas no sítio mesmo, através do colipag ou da lojinha.
04:02Os outros 20% vão para a produção de bolos e tortas e para vendas externas de morango in natura
04:09ou congelado.
04:10No sistema colipag, o visitante entra na estufa e colhe os próprios morangos.
04:16Havia uma necessidade com as crianças que tinham curiosidade de conhecer uma plantação de morango e aí a gente teve
04:24a ideia de fazer um colipag.
04:26Como as crianças têm muita dificuldade de te colher, nós sugerimos, vamos pegar uma cestinha com uma tesoura e a
04:33gente acaba dando para eles e eles vindo aqui.
04:35Se você quiser pode experimentar, a gente corta assim com o cabinho, entendeu?
04:40E vai colocando, se você quiser cortar ali para você ver.
04:42Vou cortar então aqui. Então o segredo é cortar e não arrancar, mas o danifica.
04:48Isso, amassa o morango e prejudica o pé. Essa é a intenção, porque a criança não tem muita noção, então
04:53a gente precisou adaptar esse sistema de colipag.
04:57O Espírito Santo possui uma área plantada de aproximadamente 300 hectares de morangueiro, com uma produção de mais de 14
05:05mil toneladas de morango.
05:07Boa parte concentrada em Venda Nova, Domingos Martins, Santa Maria de Etibá e Afonso Cláudio.
05:14Os quatro municípios formam a região do Polo do Morango, no Espírito Santo.
05:21Um exemplo de como essa atividade tem gerado rentabilidade no campo é a Isabela, de 20 anos.
05:28Ela terminou o ensino médio e decidiu investir o tempo no negócio da família.
05:33Eu sempre ajudei, mas não ajudava tanto como agora. Aí eu terminei o ensino médio e já comecei a investir
05:39aqui.
05:40E eu escolhi vendo os meus pais, porque sempre foram um exemplo para mim.
05:45E eu vi que eu queria continuar o que eles estavam fazendo.
05:49A minha faculdade agora é o campo, é o morango, é os nossos chalés que estão em construção.
05:55Eu falo que essa é a minha faculdade, eu troquei a faculdade por isso aqui.
05:59Eles investiram em quatro chalés para atender os turistas.
06:03A expectativa com o empreendimento é grande. Já tem até lista de espera.
06:08Como a gente mora aqui a vida toda, a gente vê que é um plano que dá muito certo.
06:15As outras hospedagens por aqui a gente sempre ouviu falar muito bem.
06:19É a procura que mesmo, os nossos turistas sempre procuraram, pediram para a gente estar fazendo.
06:25Então a gente viu que seria uma coisa que teria futuro.
06:27A gente já tem uma lista de esperas, tem muitas pessoas procurando.
06:32E a gente acha que vai ser um sucesso, se Deus quiser.
06:37A agricultura aqui é familiar.
06:40Só quando o serviço aperta que eles contratam alguns diaristas.
06:44Mas por aqui eles também contam com outra ajuda.
06:49Olhando esse cenário, vocês imaginam onde eu estou?
06:52Eu estou em uma estufa de morango.
06:55E essas daqui são as trabalhadoras da Dona Helena.
07:04Isso aqui ficava sempre cheio de mato e a gente não sabia como manter isso limpo.
07:10Aí ganhamos um casal de garnizé.
07:13Bom, vamos colocar esses garnizé aqui na estufa.
07:16Primeiro fica protegido fora dos bichos do acesso, cachorro e outros predadores.
07:22E viemos e trouxemos para a estufa.
07:24E deu super certo.
07:25Hoje eles fazem esse controle aqui.
07:27Vocês podem ver.
07:29A estufa está toda limpinha.
07:31Os insetos também que tiver aqui dentro, eles limpam todos.
07:35E aí eles ficam aqui de boa e fazem todo o trabalho para a gente.
07:39E esses trabalhadores são bons, hein?
07:41São ótimos.
07:42O único custo que eu tenho com eles é uma raçãozinha, uma fubazinha de manhã.
07:46E à tarde a gente vem, fecha o galinheirinho e pronto.
07:49E os bichinhos estão aí, pronto para o dia seguinte.
07:57Produção sustentável que atrai turistas de todo o Brasil para conhecer as belezas capixabas.
08:02O que antes era chamado de arcaico, hoje incentiva a preservação das tradições, da natureza e gera renda.
08:11O espaço que antes só servia para a produção, hoje dá lugar a novas atividades desenvolvidas para estreitar a relação
08:19entre o campo e a cidade.
08:21E tudo isso com muitas delícias.
08:24Um suco de morango bem refrescante.
08:27Nós temos um licorzinho de morango agora para o inverno, que é maravilhoso.
08:32Uma geleinha de morango aqui também, que tem um pouco doce, maravilhosa.
08:36Aqui a gente tem o famoso bombom de morango, que todo mundo já conhece e adora.
08:41Nós temos uma taça que a gente chama de taça da felicidade, que não podia faltar, que é chocolate com
08:46morango.
08:47E a gente tem a nossa famosa torta de morango, que ela é o nosso cargo-chefe e o sucesso
08:53da sobremesa.
08:54E eu quero provar.
08:56Com certeza, vamos provar sim.
08:57Você vai me dar um pedacinho?
08:59Com certeza.
09:01Gente, é muito chique, hein?
09:02E o bom é que é tudo produto regional, né?
09:04Tudo produto regional a gente procura fazer com aquilo que a gente tem na propriedade, você entendeu?
09:10Tudo o mais natural possível.
09:15Gente, eu acho que vou fazer inveja para quem está lá em casa, hein?
09:18Não, não faz não.
09:19Deixa eles virem provar.
09:20Deixa eles virem provar, exatamente.
09:22É fácil.
09:23É fácil poder resolver esse problema, né?
09:25É uma inveja muito gostosa.
09:26É só vim provar.
09:27E podem vim provar.
09:29Ó.
09:29Ó.
09:34E ó, o moranguinho aqui, ó.
09:36Isso aí.
09:39Hum.
09:42A produção capixaba de morango ganhou uma nova página.
09:46Passou da produção do solo para o cultivo semi-hidropônico.
09:50O novo formato ganhou força na região serrana do estado.
09:54E atraiu pessoas de outras áreas também para a atividade.
09:58Como a Priscila, formada em marketing.
10:02Após 17 anos de atuação na área, precisou se recolocar no mercado de trabalho.
10:08Ela encontrou no agro a oportunidade.
10:11De princípio, a gente veio aqui para a região de Alto Caxixe, onde a gente já tinha essa propriedade.
10:16E começamos a reformar a área, né?
10:20A preparar o terreno, porque de princípio era um cantinho que a gente queria ficar
10:24até a gente conseguir estabelecer o nosso sonho.
10:27E o Vitor, ele é da área de pesquisa, de estudo.
10:31Então, ele ficou voltado para essa atividade.
10:34E a gente deslumbrou a vocação aqui da região para o agronegócio, o agroturismo.
10:40Eles sentiram a dificuldade e começaram a visitar as propriedades da redondeza.
10:46Decidiram que a melhor cultura para eles seria o morango.
10:50A região, ela tem vocação para várias culturas, né?
10:54Abacate, hortaliças, tomate, milho.
10:58Então, é uma região com uma área muito rica, né?
11:01Um solo muito rico.
11:03E dentro da nossa pesquisa, a gente identificou que o cultivo de morango
11:08seria um cultivo onde nós estaríamos mais adequados a absorver a técnica,
11:14o conhecimento, né?
11:15A condição do manejo e tudo mais.
11:18Porque, na verdade, nós não somos da área.
11:20A gente teve que se adequar ao negócio, ao tipo de cultura.
11:24E a gente teve muito suporte de parceiros, técnicos da área
11:29que foram nos ajudando, nos apoiando e também rompendo o medo, a insegurança.
11:35Então, nós identificamos no cultivo de morango
11:37uma facilidade para a gente se adequar.
11:40Mas, a escolha exigiu paciência e também busca por mão de obra local e orientação técnica.
11:48Quando ela me procurou, a gente observou que ela não tinha conhecimento,
11:53a gente orientou ela a fazer esse plantio suspenso.
11:57Exige um pouco mais de cuidado,
12:00mas é mais fácil da pessoa estar aprendendo, estar lidando com a planta.
12:04Esse plantio aqui no estado vem crescendo nos últimos quatro anos.
12:10Ele saiu do chão, que era o plantio convencional,
12:13e está passando para as bancadas, no substrato.
12:17Os cultivos semi-hidropônicos representam uma alternativa à cultura convencional.
12:23Garantem produtos de maior qualidade e tamanhos mais uniformes.
12:28A produtividade também é maior e se gasta menos com mão de obra, água e insumos agrícolas,
12:35além de preservar o meio ambiente.
12:37É muita vantagem.
12:39Você tem uma fruta sem contato com o chão,
12:42então você tem uma fruta de melhor qualidade.
12:45A gente consegue ajudar o produtor na fértil irrigação,
12:50na nutrição, que é o mais importante.
12:53Então você vai ter sempre uma produção média.
12:55Você nunca vai ter aquele pico tão alto, outra hora tão baixa.
12:59Você vai manter uma média melhor.
13:01Essa é uma muda de variedade de dia neutro.
13:06A variedade dela é San Andreas.
13:09Por que dessa escolha?
13:11É porque é uma planta mais rústica, com menos incidência de praga, doença,
13:16com uma produtividade muito boa,
13:19e nos últimos dois, três anos é a que melhor tem mostrado resultado produtivo aqui nesse sistema.
13:25Quando se faz esse sistema semi-hidropônico,
13:28é importante conhecer o que está sendo utilizado como substrato agrícola.
13:33Entre os materiais de origem orgânica, destaca-se a turfa,
13:37por apresentar características físicas apropriadas ao cultivo de hortícolas
13:41e pela grande capacidade de retenção de água.
13:44E também se destaca a casca de arroz carbonizada, principalmente visando o enraizamento das estacas.
13:51Essa estrutura permanece aqui durante quatro anos.
13:57Quatro anos é feita uma avaliação nos slabs, que são esses saquinhos brancos aqui.
14:03Dentro dele tem um composto de casca de pinos e palha de arroz.
14:08Essas mudas são substituídas após dois anos,
14:11mas durante três meses a gente faz uma manutenção nas raízes com um produto chamado tufa.
14:20Para se ter uma ideia da importância dessa atividade para a região,
14:24de acordo com dados da Secretaria de Agricultura de Venda Nova,
14:28no município há 35 produtores de morango.
14:31A produção da fruta movimenta na cidade R$ 1,6 milhão.
14:36Dados do Incapé mostram que em 2020 o município produziu 640 toneladas de morango,
14:44sendo uma área colhida de 16 hectares.
14:49Mas a cultura não é de fácil manejo.
14:52É preciso aliar conhecimento com a prática.
14:56Nesse sistema é preciso irrigar e fertirrigar as plantas
15:00por meio de um sistema que forneça nutrientes para aumentar a produtividade.
15:05Dependendo do clima, da umidade, uma série de fatores climáticos,
15:10você faz uma, duas, três, até quatro fertirrigações por dia.
15:16Aqui vocês estão vendo o sistema de gotejo, o gotejamento.
15:21Vê que aqui está dividido por causa que a gente orienta não passar mais que 25 metros a fita,
15:27para você não perder a precisão da fertirrigação.
15:31E essa fertirrigação é onde o produtor tem mais dificuldade,
15:37aonde que a gente tem que estar mais atento para estar orientando eles corretamente.
15:41Porque tudo que a planta precisa de nutriente é colocado diariamente.
15:46Então você tem que fazer uma adubação sempre bem equilibrada.
15:53No momento agora que está num período de mais frio,
15:56a gente trabalha com duas irrigações.
15:58A gente trabalha com dois pulsos,
16:01que um vai ser às sete da manhã e o outro a gente faz às duas da tarde.
16:05Com o terceiro no meio do dia, caso saia um sol e esquente um pouco,
16:09porque a gente tem que manter as plantas lá dentro sempre bem hidratadas.
16:13Aqui a tecnologia facilita e proporciona mais agilidade aos trabalhadores rurais,
16:19possibilitando a automatização de processos que antes seriam feitos de forma manual.
16:24Antes a gente fazia um trabalho tudo manual,
16:27a gente teria o trabalho de estar ligando bomba,
16:30de estar preparando tudo na hora.
16:34Agora com a tecnologia a gente tem uma facilidade melhor.
16:38A gente já pode deixar preparado de um dia para o outro, inclusive,
16:40porque a gente tem um equipamento, um aparelho que já liga a bomba,
16:45já faz os pulsos automaticamente.
16:48Então ela tem facilitado bem o nosso trabalho.
16:50Todos esses cuidados são importantes,
16:53pois o morangueiro é suscetível a diversas doenças e pragas que afetam a planta.
16:57Por isso, o controle deve ser feito sistemático,
17:01especialmente quando o pé é cultivado no solo.
17:05Eu acho que vai ser a salvação do morango,
17:08esse sistema de cultivo semidoprano que a gente chama.
17:10Por quê?
17:10No solo, se tem muitas doenças fúngicas,
17:13que não tem medida de controle,
17:15no dia do produtor vai gastar e não vai controlar.
17:18Então esse sistema aqui é uma salvação para o produtor rural.
17:21E questão também, outra vantagem,
17:23o trabalho em pé,
17:25as doenças praticamente desaparecem da estufa,
17:27você não tem muito problema,
17:29você pode cultivar praticamente a mesma,
17:30dizer que o cultivo sem agrotóxico,
17:32orgânico se quiser,
17:33porque o orgânico não tem dificuldade de fazer,
17:35mas é uma coisa espetacular esse sistema.
17:37Qual eram as doenças que mais atingiam antes os morangos?
17:41O que o produtor morria de medo,
17:43quando falava de morango antigamente?
17:46Antigamente nós tínhamos problemas sérios contra a equinose,
17:48é um fungo que pega nas folhas, pega no fruto,
17:51e o problema é de fungo de solo.
17:52Murcha diversificada, principalmente,
17:53o produtor perdia tudo,
17:55ainda continua a perder,
17:56porque não tem a variedade resistente.
17:57Porque fungo de solo você tem que ter variedade resistente.
17:59Não adianta gastar produto para controlar fungo de solo,
18:02porque não tem controle.
18:03Então esse é o grande ganho,
18:04então esse praticamente desapareceu.
18:06Que esses morangos em campo aberto,
18:08o que acontece?
18:09Quando chove dá muita doença.
18:10O produtor, a dona de casa,
18:13chuva traz doença,
18:14chuva traz doença.
18:15Tem que ser sempre pensar nesse pensamento.
18:18Está protegido, praticamente,
18:19você não tem doença nenhuma.
18:20Aqui não temos nada,
18:21pode olhar e você não vai achar doença aqui dentro.
18:23Por quê?
18:23O processo está produtivo,
18:25está tampado,
18:26foi bem cuidado,
18:27então esse é o processo que acontece.
18:28O controle desses fatores
18:30é condição para que sejam obtidos
18:32morangos frutos com forma regular
18:34e de boa qualidade.
18:36É preciso mão de obra qualificada
18:38e controle fruta a fruta.
18:42Aqui, no sítio,
18:43eles têm morangos frescos,
18:45congelados,
18:46entregam para redes do mercado,
18:48delivrem venda nova
18:49e na Grande Vitória.
18:51A gente faz a colheita,
18:52a gente tem também retirada das folhas,
18:55a gente retira os matos do chão,
18:57rastela,
18:57e tem todo um cuidado aqui dentro.
19:01A gente fornece para supermercados,
19:05também door-to-door,
19:07a Grande Vitória todinha atendida
19:09pelos nossos morangos
19:10frescos e congelados.
19:12A gente tem três classificações de morango,
19:14os clássicos,
19:16os prêmios e os nobres,
19:18e isso tem sido um diferencial,
19:20a turma tem gostado muito.
19:22E você percebeu um nicho de mercado
19:23que às vezes era pouco explorado
19:25pelo produtor de morango.
19:26O que vocês conseguiram identificar?
19:28A gente tem capitaneado
19:29um tipo de comportamento
19:31aqui na região também
19:33que só os grandes produtores faziam.
19:36Essa pegada que minha noiva trouxe
19:38junto com a visão mais business do negócio
19:41fez a gente pegar
19:42parte dos nossos morangos
19:44que precisam dessa questão
19:45de aparência, durabilidade,
19:47maturação também para chegar...
19:49Essa estética, né?
19:50Tem que ter o visual,
19:51não só o gosto, etc.,
19:53tem que ter o visual também
19:54para durar um pouco mais
19:55na gôndola do supermercado
19:57ou na geladeira da dona de casa.
19:59Pelo trabalho que Vitor e Priscila
20:01começaram a realizar,
20:03eles foram procurados
20:04por uma empresa local
20:05que precisava de matéria-prima
20:07para a produção de sucos
20:09à base de laranja
20:10e morangos frescos.
20:11Por ser um produto muito específico,
20:13que é um suco fresco,
20:14não pasteurizado,
20:16sem adição de aditivos,
20:18a gente teria que trabalhar
20:19em uma qualidade muito específica
20:22para a gente conseguir fazer esse produto.
20:24Então a gente veio atrás dos produtores
20:27e encontramos o Vitor
20:29e a Priscila para atender a gente.
20:31A gente conseguiu aqui
20:33um morango selecionado
20:34de tamanho maior,
20:36uma quantidade de polpa muito grande.
20:38eles já se dispuseram
20:41a fazer esse trabalho
20:43de seleção para a gente
20:45e também de adaptar
20:46a sua infraestrutura
20:48para atender aquilo
20:49que a gente precisava.
20:50Como vimos,
20:51cultivar morangos
20:52é mais do que ter
20:53uma simples plantação.
20:54O plantio e a sua produção
20:56diz respeito
20:57à geração de emprego,
20:59fonte de renda
20:59para muitas famílias
21:01e fixação do homem no campo.
21:03Música
21:16Chegou a hora do quadro
21:18Especialista Responde.
21:20Muitos produtores têm dúvidas
21:21se nesse momento de colheita
21:23ainda dá para continuar a adubação.
21:25Henrique, explica essa dúvida para a gente.
21:28É tempo ainda de continuar as adubações?
21:30Stephanie, a gente sabe
21:32que o produtor tem muita dificuldade
21:33na época da colheita
21:34continuar adubando a lavoura.
21:35Mas da mesma forma
21:36que ele continua irrigando a lavoura,
21:38existe sim uma possibilidade
21:39de fazer através
21:40do sistema de vertigação
21:41a adubação.
21:43Então eu sempre falo para o produtor,
21:44a planta é um ser vivo.
21:45Ela continua
21:46tendo as mesmas necessidades.
21:48Ela precisa comer,
21:49beber água,
21:50igual a gente todo dia.
21:51Exatamente.
21:52Logicamente que a gente sabe
21:53que a quantidade
21:54às vezes é muito pequena.
21:55E o produtor acha
21:56que aquilo muitas vezes
21:57é insignificante.
21:58Então ele acaba
21:59tirando a adubação completamente.
22:00Mas o ideal
22:01é que se faça sim
22:02uma complementação
22:03para aquele período
22:04de demanda nutricional
22:05daquela planta
22:06durante o período de colheita.
22:08E aí nesse caso
22:09cabe também ao planejamento.
22:10Então o produtor tem que ficar atento
22:12se vale a pena
22:13colocar na ponta do lado
22:14e fazer aquela contazinha básica
22:16com o especialista do lado,
22:17com o agrônomo,
22:18com algum técnico responsável
22:19e ali chegar a um consenso.
22:21É muito importante
22:22que ele tenha previamente
22:24já análise de solo
22:25para que ele já possa
22:26fazer esse planejamento.
22:27Então antes de começar a colheita
22:29o produtor já pode tirar
22:30as amostras de solo
22:31para mandar para o laboratório
22:33e também as amostras de folha
22:34para ver como que a planta está,
22:36o estado nutricional das plantas
22:37no momento da colheita.
22:38Com isso ele vai conseguir
22:39ter o laudo de solo,
22:41o laudo de folha,
22:42juntar essas duas informações
22:43para já fazer uma previsão
22:45de próxima safra
22:46e até mesmo
22:47a previsão de adubação.
22:48E aí entra naquele ponto importante,
22:51quem se precipita,
22:53faz antes,
22:54vai conseguir ter resultados melhores
22:56depois lá na frente.
22:57Quanto mais cedo você consegue
23:00iniciar a adubação
23:01do próximo ciclo,
23:02mais rápido a planta vai responder.
23:04A gente sabe que essa época
23:05de colheita é uma época de inverno.
23:07A planta cresce menos,
23:08o metabolismo é mais lento,
23:10mas a gente sabe
23:10que ela é extremamente importante
23:12para a florada
23:12que vem por aí.
23:13A gente sabe que tem
23:14três a quatro meses
23:15para a florada,
23:15a planta entrar debilitada
23:17na florada,
23:18com certeza o pegamento
23:19de florada vai ser também ruim.
23:21Muito obrigada, Henrique.
23:23E você?
23:24Tem alguma dúvida?
23:25Gostaria que o especialista
23:26respondesse aqui no programa?
23:28Manda para a gente.
23:29stephanie.folhabisness.com.br
23:32Eu aguardo a sua dúvida.
23:38Colheita de café no Brasil
23:40aberta nesse mês de maio
23:42teve início mais lento.
23:44Até a véspera atingiu
23:46apenas 13% da produção estimada.
23:49Cafeicultores de todo o país
23:51lidam com questões climáticas,
23:54escassez de mão de obra
23:55e muitos aguardam maior maturação
23:58para obter um produto
23:59de melhor qualidade.
24:00No Espírito Santo,
24:02os impactos provocados pelo tempo
24:04foram sentidos com as baixas temperaturas,
24:08ventanias e geadas
24:09em algumas regiões.
24:11Tem produtor que já contabiliza
24:13prejuízo de mais de 3 milhões de reais.
24:17Mais de 50 defensivos agrícolas
24:20recebem registro.
24:22O Departamento de Sanidade Vegetal
24:24e Insumos Agrícolas da Secretaria
24:27de Defesa Agropecuária
24:28publicou nesta semana,
24:30no Diário Oficial,
24:31o registro de 52 defensivos agrícolas
24:35formulados.
24:36Ou seja,
24:36agora os produtos estarão disponíveis
24:39efetivamente para uso
24:41pelos agricultores.
24:4320 são de controle biológico,
24:45sendo que 13 deles
24:46para uso na agricultura orgânica.
24:48O registro é um passo importante
24:51para a construção de produtos
24:52de baixo impacto.
24:55Embargos da China
24:56trazem impactos
24:58para o mercado do boi gordo.
25:00Segundo Safras e Mercado,
25:02frigoríficos exportadores
25:03estão com dificuldades logísticas
25:05em função dos sucessivos embarcos
25:08impostos pelos chineses.
25:10Sem exportar,
25:11a carne fica no país
25:13e mantém os preços estáveis,
25:15já que os frigoríficos
25:16estão em boas condições
25:18para exercer pressão
25:19sobre os pecuaristas
25:20em grande parte do país.
25:24Soretama vai ter loja agropecuária
25:26da Coabriel,
25:27maior cooperativa de café conilão
25:29do Brasil.
25:30Além dos setores de comercialização,
25:32a nova unidade vai oferecer
25:34assistência técnica
25:35e serviços de depósito
25:37de fertilizantes aos produtores.
25:40A inauguração será
25:41na próxima sexta-feira,
25:42dia 3 de junho.
25:45Estamos em Afonso Cláudio,
25:47cidade muito conhecida
25:48pela produção de tomate.
25:50Vamos mostrar para vocês
25:51a rotina de produtores
25:53e mostrar famílias
25:54que dependem dessa atividade.
25:55Acompanhe um pouco
25:57de como funciona
25:58desde o plantio
25:58até a comercialização.
26:02Afonso Cláudio
26:04fica na região
26:05serrana do estado.
26:06No município,
26:07aproximadamente 54%
26:09da população
26:10economicamente ativa
26:11está ligado
26:12às atividades
26:13agropecuárias.
26:14O setor é responsável
26:15por 18% do PIB
26:17da cidade,
26:18de acordo com o IBGE.
26:21Entre as principais culturas,
26:23o tomate,
26:24uma fruta
26:25que requer dedicação,
26:27tecnologia
26:27e altos investimentos.
26:29E nisso,
26:30o Espírito Santo
26:31se destaca.
26:32estamos entre
26:33os principais produtores
26:34do Brasil,
26:35com uma produção
26:36de mais de 164 toneladas,
26:39com alta produtividade
26:41e qualidade dos frutos.
26:43A cultura mais importante
26:44para a região,
26:44aqui da região das montanhas
26:45do Espírito Santo.
26:46Grandes produtores,
26:48tem pequenos produtores também.
26:49Uma cultura desafiante
26:51para o produtor.
26:52Sempre tem muitas mudanças,
26:54de doença,
26:55de praga,
26:56de manejo cultural,
26:57mas é uma cultura
26:58extremamente importante.
26:59O tomate capixaba
27:00tem ganhado fama
27:02nacional
27:02e mudado para melhor
27:04a realidade
27:05de muitos moradores,
27:06como a família Gobe,
27:08que iniciou o plantio
27:10com poucos pés de tomate
27:11e hoje tem mais
27:12de um milhão e meio
27:13de pés.
27:14O gosto pelo plantio
27:16passou de geração
27:17em geração.
27:20Cássio,
27:20com 24 anos,
27:22é a terceira geração
27:23de produtores.
27:24O avô
27:25era cafeicultor
27:26e o pai começou
27:27com cafeicultura,
27:28mas logo percebeu
27:30que tinha oportunidade
27:31no mercado
27:32de hortifruti.
27:33A família
27:34cultiva tomates
27:35há 30 anos.
27:36Um diferencial
27:37aqui da propriedade
27:38é que o pai
27:39do Cássio
27:39foi o primeiro
27:40produtor do Brasil
27:41a utilizar mudas
27:43enxertadas
27:44em campo aberto.
27:45Cássio,
27:46qual é a vantagem
27:47de se utilizar
27:48mudas como essa
27:50a campo?
27:50A primeira coisa
27:51que o enxerto
27:52já vem com
27:53várias existências,
27:54então a tendência
27:56de perder
27:57pela planta
27:59morrer,
28:00essas coisas,
28:01já ameniza
28:04esse fator.
28:05E sendo que
28:06ela sai
28:06com vigor
28:08melhor
28:09e com isso
28:11consegue uma
28:12produtividade
28:12melhor também.
28:16Mudas
28:17que são plantadas
28:18geram renda
28:20ao produtor.
28:21Aqui
28:21são 120 hectares
28:23de plantio
28:24em campo aberto
28:25e 15 hectares
28:26de estufa.
28:27É terra
28:28que não
28:28acaba mais.
28:29A média
28:30de produção
28:31anual
28:31é de 840 mil
28:33toneladas.
28:34Cerca de 80%
28:36é o tomate
28:37italiano
28:38que fala,
28:39que é aquele
28:39compridinho.
28:40É só um dos maiores
28:41produtores
28:41do Espírito Santo
28:42de tomate
28:43italiano.
28:44O tomate
28:45requer um clima
28:46relativamente fresco,
28:48árido,
28:49para dar uma produção
28:50elevada
28:51de primeira qualidade.
28:52mas essa planta
28:54já adaptou-se
28:55a um amplo leque
28:56de condições climáticas,
28:57variando entre
28:58temperada
28:59a quente
29:00e úmida
29:01tropical.
29:02Em Afonso Cloud
29:03região,
29:04encontrou as melhores
29:05condições do estado.
29:06Aqui produz o ano inteiro
29:08com a região
29:08de meio clima,
29:09a gente fala.
29:10Aqui em Afonso Cloud
29:11estão 250,
29:12300 mil de altitude,
29:13você consegue produzir
29:14o ano inteiro.
29:15Na região mais alta,
29:16no Caxiço,
29:17que é 1.000,
29:171.100 metros,
29:18a pessoa não consegue
29:19produzir,
29:19cá do frio.
29:20Aí o pessoal deixa
29:21para a região mais baixa.
29:22Ela vai plantar
29:22lenhares,
29:24colatina,
29:24no período de maio
29:26até setembro.
29:27Porque é muito frio
29:28aqui em cima do tomate,
29:29não gosto de frio.
29:30Aqui nós temos 250
29:31metros de altitude,
29:32é uma condição
29:33bem favorável
29:33para o tomate ainda.
29:34E é por isso
29:35que Afonso Cloud
29:35tanto se destaca, né?
29:36Exatamente.
29:37Afonso Cloud
29:37nessa época do ano
29:38é o município
29:40que mais planta tomate
29:41a nível do Espírito Santo.
29:42O clima é ideal,
29:44mas é preciso
29:45investimento
29:46em nutrição da planta
29:47e ter muita atenção
29:48com o manejo.
29:49As pragas
29:50são uma grande
29:51preocupação dos produtores.
29:53As que mais atingem
29:54as lavouras de tomate
29:55são a minadora
29:56e a traça.
29:57Na região,
29:58já teve agricultor
29:59que perdeu
30:00até 40%
30:01da produção.
30:02Ela faz essa mina
30:03na folha.
30:04Isso se chama minadora, né?
30:05Essa parte mais branca
30:06assada aqui,
30:07você pega a folha
30:08e ela está presente aqui.
30:09Então hoje
30:10a praga mais comum
30:11para nós
30:11é a minadora.
30:13Aqui de Afonso Cloud,
30:14Venda Nova,
30:16o maior dos locais
30:16onde planta tomate
30:17é a minadora
30:18a principal praga.
30:19E como que consegue
30:20controlar?
30:21Aqui a gente tem que usar
30:22alguns inseticidas sistêmicos,
30:23ou inseticidas
30:24de localizado,
30:26de aplicação localizada,
30:28mas aqui
30:28você pode observar
30:29a incidência
30:30está muito baixa, né?
30:32O controle
30:32está sendo muito eficiente,
30:34está fazendo
30:34o manejo integrado,
30:35trocando os princípios
30:37ativos dos produtos.
30:38Aquela história do manejo
30:39vai ter sempre
30:39para observar.
30:40Roda na área,
30:42vem na segunda,
30:43vem na quarta,
30:43vem na sexta.
30:44E tomate é cultura
30:45muito dinâmica.
30:47É diferente
30:47do pão de café,
30:48do eucalipto,
30:49o produtor
30:50tem que estar sempre junto.
30:51Observou as primeiras minas,
30:53faz o produto
30:54se for necessário.
30:55Cássio fica muito atento
30:56aos cuidados
30:57com as pragas
30:58e todo o processo
30:59de cultivo
31:00e colheita.
31:01Só que produzir
31:02em campo aberto assim,
31:03mesmo que bonito aos olhos,
31:05dá muito trabalho.
31:07E Cássio,
31:08vamos provar para esse pessoal
31:09que não é fácil
31:09trabalhar aqui não, né?
31:11Essa subida aqui, gente,
31:12é bruta.
31:20É, gente,
31:21não é trabalho fácil não.
31:23Imagina colher tudo isso
31:24e fazer chegar
31:25até a sua mesa.
31:28Para ter mais controle
31:30da produção
31:30e diminuir custos,
31:32os produtores buscaram
31:33uma nova opção
31:34para incrementar
31:35mais o molho de tomate
31:36e a salada
31:37dos capixabas,
31:38o cultivo
31:39dentro de estufas.
31:42Esse novo sistema
31:43de produção
31:43vem se mostrando
31:44uma ótima alternativa
31:45para quem quer
31:46investir na cultura.
31:49A planta
31:50está menos sujeita
31:52a intempéries climáticas
31:53como chuva,
31:54vento
31:55e grandes oscilações
31:56de temperatura.
31:57E com isso,
31:58é possível aumentar
31:59os ganhos
32:00de produtividade,
32:01elevar a qualidade
32:02e o padrão
32:03da produção.
32:04Como é protegido,
32:06então, geralmente,
32:07usa menos agrotóxicos,
32:09essas coisas assim.
32:10E segundo,
32:11também,
32:12pelo clima, né?
32:14Que, exemplo,
32:14às vezes,
32:14pega chuva,
32:15então, aqui dentro
32:16não molha,
32:17então, você consegue
32:18uma qualidade melhor
32:19do fruto.
32:20Então, aqui você tem
32:21um ambiente,
32:22eu digo,
32:22controlado, né?
32:23Isso, é.
32:24É praticamente
32:25um ambiente controlado,
32:26né?
32:27Onde você consegue
32:30uma qualidade melhor
32:31que, querendo ou não,
32:33você acaba economizando
32:34que você usa
32:35menos produtos químicos, né?
32:37Apesar de ser
32:38o maior custo
32:38de implantação,
32:39as estruturas
32:40são utilizadas
32:41durante vários anos.
32:43Além disso,
32:44há economia expressiva
32:46no uso de fertilizantes
32:47e defensivos agrícolas.
32:49Esse é um processo
32:50que permite
32:51maior precisão
32:52na aplicação,
32:53menor perda
32:54e possibilita
32:55manejos alternativos
32:56de nutrição
32:57e manejo de pragas,
32:59doenças
32:59e plantas invasoras.
33:02Uma das dificuldades
33:04que os produtores
33:05de tomate enfrentam
33:06é a polinização
33:07da flor do tomateiro.
33:09Como nem o vento
33:10nem as abelhas
33:10entram no ambiente
33:11interno da estufa
33:12para polinizar as flores,
33:14os produtores
33:15encontraram
33:16uma solução criativa
33:17e de baixo custo.
33:19Se tivesse em campo
33:21aberto,
33:22a céu aberto,
33:23essa polinização
33:24das florezinhas
33:25aqui,
33:26elas aconteceriam
33:27naturalmente,
33:28então o próprio vento
33:29mesmo balançaria
33:30esses pés
33:31e seria feito
33:31a polinização.
33:33Aqui dentro da estufa
33:34é diferente.
33:35Tem dois modos
33:36de você fazer.
33:38Aqui o sistema
33:39que nós usamos
33:40é balançar o pé
33:41que nós falamos.
33:41todo dia
33:43a pessoa passa
33:44e balança.
33:46Aí balançando
33:47vai balançar a flor
33:49e vai acontecer
33:50a polinização.
33:52Aí vai vingar o fruto.
33:53E o tomate
33:54é uma planta
33:55muito sensível
33:56e requer
33:56alguns cuidados
33:57especiais.
33:58Quais cuidados
33:59vocês têm aqui
34:00na estufa?
34:01Então,
34:02na estufa
34:02geralmente
34:03é desde o processo
34:05que você planta
34:07e por aí
34:08vem todos os cuidados.
34:10questão de nutrição
34:11para manter
34:12uma planta
34:13bem nutrida
34:14para todos os frutos
34:15vingarem e crescerem.
34:17O cuidado também
34:18na hora da colheita
34:19que você não pode
34:19colher de qualquer jeito.
34:21O tomate
34:22como ele é sensível
34:23você não pode
34:23mexer com ele
34:25molhado
34:25senão acaba
34:26entrando alguma doença.
34:30Trabalho de acompanhamento
34:31que é constante.
34:33Do plantio
34:34até a colheita
34:34são em média
34:3570 dias.
34:37E quando chega
34:38a hora da colheita
34:38a equipe
34:39entra em ação.
34:41O trabalho
34:42é minucioso.
34:44A colheita
34:45é toda manual
34:46para que nenhum fruto
34:47seja danificado.
34:50O cultivo
34:51conta com
34:52150 funcionários
34:54registrados
34:55que trabalham
34:55na lida
34:56de área do tomate.
34:57No campo,
34:58na estufa
34:59e no pós-colheita.
35:01Geração de emprego
35:02e renda
35:03para produtores
35:04e também
35:04para os colaboradores.
35:06Gera bastante emprego
35:07que como é roça
35:09tem pouca oportunidade.
35:12Para as pessoas
35:12que não têm
35:14condições
35:15de ir para longe
35:16conseguir
35:17uns estudos
35:19longe
35:19recorrem mais
35:20pelo tomate.
35:22Mas
35:22para onde vai
35:23essa produção colhida?
35:24Sai do campo
35:25e vai para a indústria
35:27de classificação
35:27do tomate
35:28da família.
35:29A cidade vizinha
35:30Venda Nova
35:31do Imigrante
35:32é a principal região
35:33onde são feitas
35:34as vendas
35:34e onde se localizam
35:36as indústrias
35:37de classificação.
35:38Aqui a tecnologia
35:39ajuda os produtores
35:41a praticamente
35:41não tocar mais
35:43no tomate
35:43depois de colhido.
35:44Todo o processo
35:46é automatizado.
35:48Aqui começa
35:48o beneficiamento
35:49do nosso tomate
35:49onde a gente consegue
35:50separar a cor
35:52o tamanho
35:52e aí
35:54botar
35:55para destinar
35:56aos nossos clientes.
35:57O processo
35:58que antes
35:59era manual
35:59hoje é todo
36:00controlado assim
36:02por Luan.
36:02Aos 22 anos
36:04ele conseguiu
36:05emprego
36:05com oportunidade
36:06de crescer
36:07sem precisar
36:08sair da comunidade
36:09em que mora.
36:10Comecei
36:11como funcionário
36:14no cargo
36:15mais inferior
36:16e de acordo
36:17com o meu serviço
36:18eu fui subindo
36:18e agora
36:19estou aqui
36:21tomando conta
36:22da máquina
36:22aqui do barracão.
36:24A família
36:25Gobi
36:25foi a primeira
36:26da região
36:26a comprar
36:27a máquina
36:28de seleção
36:28automática
36:29do Espírito Santo
36:30e com a tecnologia
36:31foi possível
36:32aumentar a qualidade
36:33do produto
36:34fazendo de forma
36:35rápida
36:35e eficiente
36:36a separação
36:37do tomate
36:38por tamanho
36:38e cor.
36:40Antigamente
36:40era tudo na mão
36:41com paninha
36:42e você limpava
36:43o tomate
36:43tudo na mão
36:44com paninha
36:45e botava nas caixas.
36:46Hoje
36:46com a tecnologia
36:47o computador
36:49você consegue
36:49separar tudo
36:50desde
36:51os mais verdes
36:52mais maduros
36:53do tamanho
36:54menor
36:55até o maior
36:56tudo que você quiser
36:57você consegue
36:58separar pela máquina.
36:59A máquina
37:00passa a enxergar
37:01todos os detalhes
37:02da fruta
37:02e entregar
37:03um produto final
37:04classificado
37:05e de alta qualidade.
37:07Os tomates
37:08vão para os supermercados
37:09e Seasa
37:10especialmente
37:10de Vitória
37:11e São Paulo.
37:14Mas a maior
37:15dificuldade aqui
37:16não é na produção
37:18classificação
37:19ou venda.
37:20O tomate capixaba
37:21sempre teve
37:22uma boa visão
37:23lá fora
37:24não só
37:24São Paulo
37:25em si
37:25no Brasil inteiro.
37:26Tomate
37:27tem uma
37:28uma certa facilidade
37:30de entrar
37:31nos mercados
37:32devido a sua cor
37:33a sua temperatura
37:34do Espírito Santo
37:35ajuda muito.
37:38Como vimos
37:39o produtor rural
37:40é um empresário
37:41a céu aberto
37:42que enfrenta
37:43desafios
37:44e alto risco
37:45diário
37:45mas não desanima
37:47e a esperança
37:48de dias melhores
37:49nunca acaba
37:50e por isso
37:51essa nova geração
37:52tem visto aqui
37:53oportunidades.
37:54O pessoal pensava
37:56que o jovem
37:56ficava no campo
37:57ele ia
37:58pegar a enxada
38:00trabalhar duro
38:01assim
38:01agora a tecnologia
38:03está aí
38:03para ajudar
38:04os produtores.
38:09E vamos agora
38:10a cotação
38:11da semana.
38:12O café
38:13Corilon
38:13tipo 7
38:14abriu a segunda-feira
38:16sendo negociado
38:17a R$ 730
38:18e encerrou
38:20a sexta
38:20em R$ 705
38:22a saca
38:23uma queda
38:24de 3,42%
38:26na semana.
38:27O Corilon
38:28tipo 7
38:298
38:29começou a semana
38:30em R$ 728
38:32e encerrou
38:33em queda
38:34por R$ 700
38:35a saca
38:36redução
38:37de 3,85%.
38:39O Corilon
38:40tipo 8
38:41na segunda-feira
38:42foi negociado
38:43em R$ 720
38:44e fechou
38:45a sexta
38:46em R$ 695
38:48queda
38:49de 3,47%
38:51na semana.
38:52A pimenta
38:53do reino
38:54preta B1
38:55começou a semana
38:56R$ 15,50
38:57o quilo
38:58e na sexta
38:59foi cotada
39:00em R$ 15
39:01baixa
39:02de 3,23%
39:04na semana.
39:06Produção
39:06artesanal
39:07de Socol
39:08em venda nova
39:09do imigrante.
39:09No próximo bloco
39:11eu te mostro
39:11essa tradição
39:12entre as famílias
39:13da região.
39:14Até já!
39:15Música
39:17Música
39:18Música
39:31As mãos
39:32são ágeis
39:33Gratiele
39:34sabe de cor
39:35a quantidade de sal
39:36para a carne
39:37receita
39:38que aprendeu
39:39com a avó
39:39Dona Cacilda
39:40uma tradição
39:42que está na família
39:43há cinco gerações.
39:45Música
39:46Cresci vendo Socol
39:48comendo Socol
39:49vendo fazer
39:50desde pequenininha.
39:51Com uma receita caseira
39:53a matriarca
39:54Dona Cacilda
39:55se tornou referência
39:56na produção de Socol
39:57em venda nova.
39:59Filha de um imigrante
40:00italiano
40:01ela transformou
40:02o segredo da família
40:03em atração turística.
40:05Começou a fazer Socol
40:07na dispensa de casa.
40:09Hoje
40:09a iguaria
40:10virou negócio.
40:11A família
40:12produz mais de
40:13600 quilos
40:14por semana.
40:15Mas uma coisa
40:16não muda
40:17a receita
40:18é a mesma
40:19feita de forma
40:21artesanal.
40:23Música
40:25A venda comercial
40:26do Socol
40:27da família
40:27Lourençon
40:28começou de forma
40:29muito inusitada.
40:31José
40:31precisava de uma nova
40:32forma de empreender.
40:34O Socol
40:34sempre esteve na família
40:35mas antes
40:37como era uma comida
40:39nobre
40:40quem comia isso
40:41era só quem?
40:42Pessoas importantes
40:43políticos
40:44padres
40:45amigos
40:46de fora
40:48parentes
40:49que vinha de fora
40:50e a gente não
40:51comia isso
40:52a gente comia
40:53só de vez em quando
40:54uma duas fatias
40:56de Socol
40:56com prato de polenta
40:58embaixo
40:59para poder comer
41:00muita polenta
41:01e pouco Socol.
41:02Depois
41:03de muito tempo
41:04eu comecei
41:07já tomando
41:08uma cerveja
41:09uma cachaçinha
41:10e tal
41:10com os amigos
41:11eu roubava
41:13Socol
41:13da mamãe
41:14para poder
41:15comer com os amigos
41:17e todo mundo
41:18gostava do Socol
41:19e a vida na roça
41:20foi ficando mais difícil
41:22teve três amigos
41:23que me
41:25emprestaram dinheiro
41:27para comprar
41:28cinquenta quilos
41:29de carne
41:30por vez
41:30em três vezes
41:32assim começou
41:33o Socol
41:37A produção aqui
41:38é feita
41:39durante a semana
41:40sábado e domingo
41:42são reservados
41:43para receber
41:43os turistas
41:44em média
41:45quatrocentas pessoas
41:47passam por aqui
41:48o inverno
41:49nas montanhas
41:50é muito famoso
41:51Gratiele
41:52Lourenson
41:53hoje é responsável
41:54pela lojinha
41:55dentro da propriedade
41:57Aqui a gente trabalha
41:58só com produtos
41:58sem conservante
41:59procura pegar
42:00os produtos
42:01por exemplo
42:01berinjela
42:02tomate seco
42:03que a gente faz
42:03a gente tenta
42:04todos os produtores
42:05da região
42:06para manter também
42:07a economia dentro da região
42:08sempre que eu vou criar
42:09uma receita com a minha mãe
42:10eu vou lá
42:11procuro as coisas lá
42:12de Itália
42:12de onde minha região veio
42:13para poder ir agregando
42:15no produto
42:15é sempre assim
42:16O produto que se destaca aqui
42:18é o Socol
42:19que atrai turistas
42:20de diversos lugares
42:21mas também se produz
42:23pasta, geleia
42:25antipastos
42:26licores
42:26dentre outros produtos
42:27do campo
42:28com ingredientes regionais
42:30tudo com aquele gostinho
42:32de coisa da roça
42:35E eu não vou ficar
42:36só contando história
42:37não
42:38eu também tenho
42:38que provar
42:39né
42:39Agora é a hora boa
42:41agora é a melhor
42:41hora da reportagem
42:42E o que a gente tem
42:44aqui então?
42:45Aqui nós temos
42:46todos os sabores
42:47de antipasto
42:48todos que a gente faz
42:49aqui
42:50está aqui para provar
42:51esse daqui
42:52é o nosso tomate seco
42:53que é o primeiro
42:54primeira coisa
42:55que a gente fez
42:56em relação ao antipasto
42:57foi o tomate seco
42:58depois a gente foi
42:59criando as outras coisas
43:00que foram as berinjelas
43:01hoje esses 14 sabores
43:03aqui é tudo receita nossa
43:04a gente cria tudo
43:05tintim por tintim
43:07vai cortando
43:07vai fazendo os testes
43:09Toda nutriência
43:09que chega
43:10tem direito né
43:11pode participar
43:12e provar né
43:13pode ter a degustação
43:15não só dos antipasto
43:16mas do socorro também
43:19O diferencial aqui
43:21é que o turista
43:22não compra apenas
43:23produtos regionais
43:24ele entra na história
43:26da imigração italiana
43:27e a chegada
43:28em nosso estado
43:29Há quadros
43:30que trazem a origem
43:32da família
43:32estampada em fotos
43:34e certificados
43:35de imigração
43:35e uma espécie
43:36de mini museu
43:37com alguns objetos
43:38imóveis
43:39usados pelos primeiros
43:40membros da família
43:41Lourençon
43:42que se estabeleceram
43:43em venda nova
43:44Isso daqui
43:46significa
43:47o início
43:48da nossa história
43:49Aqui está tudo
43:50o que a gente
43:51mostra para o turista
43:52na hora que ele chega
43:53Cada socorro
43:55a cada antipasto
43:56mais o socorro
43:57que tem aquela história toda
43:58na hora que você pega
44:00um socorro na mão
44:00assim
44:01você não está pegando
44:02simplesmente
44:02o produto socorro
44:04você está pegando
44:05assim
44:05a história do seu avô
44:07o sentimento
44:08a alegria
44:09a sua avó
44:10lá trabalhando
44:11você viaja
44:12você viaja
44:13cem anos atrás
44:14Os migrantes
44:15vieram da região
44:17de Veneto
44:18nordeste da Itália
44:19preparavam o socorro
44:21em datas especiais
44:23mas depois
44:24de 1989
44:25com a promoção
44:27do agroturismo
44:28no município
44:29esse aperitivo
44:30ganhou espaço
44:31no mercado
44:31e complementa
44:32a renda
44:33dessas famílias
44:34Hoje
44:35já conta
44:36com certificação
44:36de indicação geográfica
44:38e registros
44:39do serviço
44:40de inspeção
44:40municipal
44:41e federal
44:42para comercialização
44:43do produto
44:44O selo arte
44:45é uma certificação
44:46que aquele produto
44:48é um produto artesanal
44:49hoje aqui no município
44:51a gente tem o serviço
44:52de inspeção municipal
44:52e a gente também
44:54tem a equivalência
44:55com o estado
44:55que é o SUSAF
44:56então devido a esse trabalho
44:58que já vinha sendo desenvolvido
45:00com o produtor
45:00a gente conseguiu
45:02essa contemplação
45:03pelo IDAF
45:04do selo arte
45:05o que possibilita
45:06que esses produtores
45:07vendam produto
45:08no Brasil inteiro
45:09Uma característica
45:10dos estabelecimentos
45:11que tem o SUSAF
45:12que aqui no município
45:13a gente tem
45:14nove estabelecimentos
45:15é que a mão de obra
45:17tem que ser familiar
45:18então ele só pode ter
45:19no máximo
45:20cinco funcionários
45:21isso contribui
45:22para a manutenção
45:23da família no campo
45:24e também
45:25para evitar
45:26o êxodo rural
45:26Para ter uma ideia
45:28da importância
45:29do socorro
45:29para a venda nova
45:30segundo os dados
45:31da prefeitura
45:32em 2021
45:33foram vendidos
45:34aproximadamente
45:3511 mil quilos
45:36de socorro
45:37volume que movimentou
45:39em torno
45:39de 1 milhão
45:40e 200 mil reais
45:44Outra propriedade
45:45da região
45:46que fabrica o socorro
45:47é o sítio
45:48Pedra do Rego
45:49aqui o clima
45:50de montanha
45:51proporcionado
45:52pela altitude
45:53de 1.200 metros
45:54imprime sabor
45:55especial
45:58Carla
45:59filha de produtor rural
46:00se formou
46:01em economia
46:02e aí fez pós-graduação
46:03em gestão
46:04do agronegócio
46:05sempre acreditou
46:07que era possível
46:07ter outras formas
46:08de renda
46:09no meio rural
46:10Quando a gente sai
46:10para estudar
46:11a gente dá
46:11o real valor
46:13à nossa família
46:15e no meu TCC
46:17no meu trabalho final
46:18de conclusão
46:19de curso
46:20eu fiz
46:22sobre a produção
46:23de socorro
46:24e aí me atinou
46:25mais ainda
46:26para
46:29começar a produzir
46:30eu comecei a fazer
46:31as experiências
46:32e produzir
46:34o socorro
46:36Hoje
46:37sua produção
46:38vai para
46:38supermercados
46:39e cervejarias
46:40da região
46:41delicatessen
46:42restaurante
46:43e entrega
46:44um delivery
46:44em venda nova
46:45e aos finais de semana
46:46em pedra azul
46:47O socorro
46:48é um produto
46:49que devido
46:51toda a história
46:52dele
46:52devido todo
46:53o processo produtivo
46:54ele é um produto
46:56que sai caro
46:58Com valor agregado
46:59Com história
47:00Exatamente
47:00Você não consome
47:02uma peça
47:03de socorro
47:04você consome
47:04a história
47:05do produto
47:06Então o que a gente fez?
47:07Vamos levar
47:07até o consumidor
47:08o socorro fatiado
47:10por exemplo
47:11dentro da porção
47:12que o cliente quer
47:15O socorro
47:16a parte mais difícil
47:17do socorro
47:18Stephanie
47:18é cortar
47:20Saber
47:21fazer o corte
47:21correto
47:22Porque se você
47:23não cortar fininho
47:25ele não fica
47:26tão saboroso
47:27Então o socorro fatiado
47:29hoje tem uma saída
47:30muito grande
47:31e a gente faz
47:32as porções
47:33do tamanho
47:33que o cliente quer
47:34Ela produz
47:36de 300 a 400
47:37quilos
47:38de socorro
47:39por mês
47:39Aqui
47:40a produção artesanal
47:41desse aperitivo
47:42teve algumas mudanças
47:44mas preserva a essência
47:46da receita passada
47:47pelos imigrantes
47:49de geração em geração
47:50Cada família
47:51tem seu tempero
47:52e modo de preparo
47:55E agora
47:57seguindo todos os protocolos
47:59com todo o ambiente
48:00higienizado
48:00com as mãos higienizadas
48:02a gente vai começar
48:03então a produção
48:04Muitas famílias
48:06elas têm receitas
48:07diferentes
48:08Então aqui
48:09que a proporção
48:10o segredinho
48:12está aí
48:12Sim
48:13algumas famílias
48:14elas utilizam
48:15outros tipos
48:16de pimenta
48:17algumas colocam
48:18cravo
48:19pimenta
48:20de outros tipos
48:22até a canela
48:24é utilizada
48:25também
48:25para tempero
48:26Enfim
48:27então aí
48:27vai de cada família
48:28incrementar
48:30esse temperinho
48:30aí
48:32Nesse material
48:34o que é isso
48:35que vocês usam
48:35para poder embutir?
48:36Essa daqui
48:37é uma pele
48:38de colágeno
48:40Aqui eu distribuo
48:41o alho
48:42e a pimenta
48:43do reino
48:44pego a peça
48:45do lombo
48:46coloco aqui
48:48corto
48:50essa pele
48:54e vou
48:55embalar
48:57envolver
48:58ela aqui
48:59para depois
49:01embutir
49:02Essa pele
49:03de colágeno
49:04ela é interessante
49:04porque
49:05se algum
49:06consumidor
49:08não souber
49:10que tem
49:11que retirá-la
49:12ela é comestível
49:16E aí
49:17agora a gente
49:18vai para
49:19a parte
49:20de embutir
49:21Então
49:22a tecnologia
49:23o segredo
49:24de como
49:25colocar o seu col
49:25na redinha
49:26é nesse
49:27caninho de PVC
49:28É isso
49:29que faz o seu col
49:30ser artesanal
49:31Ele é
49:32um produto
49:33totalmente manual
49:34artesanal
49:35A gente
49:36coloca a mão
49:37na massa
49:37e é por isso
49:38que é feito
49:38peça por peça
49:40aqui
49:42O embutido
49:43faz parte
49:44da história
49:45de superação
49:46e sucesso
49:46de um povo
49:47Seu Ângelo
49:48pai da Carla
49:49é um dos organizadores
49:51da festa
49:51do Socorro
49:52em Venda Nova
49:53Ele conta
49:54que para os moradores
49:55da comunidade
49:56vivenciar
49:57as raízes
49:57de seus antepassados
49:59é muito importante
50:00Eu sinto
50:01uma grande alegria
50:02porque
50:03eu sou
50:05apaixonado
50:06por nossos antigos
50:07por nossos velhos
50:09porque se você
50:10perceber
50:11além
50:11de culturas
50:13como
50:14o
50:16Socorro
50:18e outras
50:19eles faziam
50:20os trabalhos
50:23deles
50:23artesanais
50:25e eles
50:26preservaram
50:27todas as
50:28cabeceiras
50:29das nossas
50:30propriedades
50:31com mata
50:32você não vê
50:33uma erosão
50:34em Venda Nova
50:36Para as próximas gerações
50:38Seu Ângelo
50:39deixa uma mensagem
50:40muito especial
50:41Eu aprendi
50:43de que
50:44a história
50:46quanto mais
50:47para trás
50:48você conta
50:49mais longe
50:50você joga
50:51é como
50:52o índio
50:53que quanto mais
50:55para trás
50:55ele puxa a flecha
50:56mais longe
50:58ele joga a flecha
50:59quanto mais
51:00nós divulgarmos
51:01e falarmos
51:02das culturas
51:04dos nossos pais
51:05mais longe
51:06ela irá
51:07e ela nunca
51:08vai acabar
51:09E com certeza
51:10essa história
51:11nunca será esquecida
51:13tanto que
51:14é servida
51:14em restaurantes
51:15típicos
51:16de Venda Nova
51:17como prato especial
51:18Regina é uma
51:20das empresárias
51:21da região
51:21e membro
51:22da Asocol
51:23Associação dos
51:25Produtores de Socol
51:26de Venda Nova
51:27do Imigrante
51:27Hoje o Socol
51:28está no Brasil
51:29todo e até
51:30para o mundo
51:31todo também
51:31pode procurar
51:33o Socol
51:33que tem
51:34em Venda Nova
51:35Então é o Socol
51:37daqui
51:37indo para o mundo
51:38todo?
51:38Para o mundo
51:38todo
51:39O Socol
51:40se harmoniza
51:41com bebidas
51:42como vinho
51:42e cervejas
51:43artesanais
51:44da região
51:45Ele pode ser
51:46consumido
51:47puro
51:47com azeite
51:48ou limão
51:49a gosto
51:50e a alta gastronomia
51:52utiliza na composição
51:53de pratos
51:54bem elaborados
51:55como em molhos
51:56coberturas
51:57e recheio
51:58de massas
51:59E o chefe Renato
52:00me convidou
52:01para entrar
52:01dentro da sua cozinha
52:02me deu esse privilégio
52:04E o chefe Renato
52:05o que a gente vai fazer aqui?
52:07Bom, hoje eu vou mostrar
52:08a versatilidade
52:10do Socol
52:10e a utilização
52:12com produtos regionais
52:13aqui de Venda Nova
52:14Você está com o Socol
52:15na mão
52:15e você sabe
52:16que ele para ser consumido
52:16tem que ser bem fininho
52:18Esse é o segredo
52:19na verdade
52:20E daí
52:22quando a gente fatia
52:23o Socol
52:23ele acaba que fica
52:24uma pontinha
52:25Sempre sobra
52:26essa pontinha
52:27e a gente vai utilizar
52:29essa pontinha
52:29justamente
52:30em um dos pratos
52:32Eu vou saltear
52:34ligeiramente
52:35esse Socol
52:36que eu já fatiei
52:38essa pontinha
52:39do Socol
52:39eu fatiei bem fininho
52:42Ele tem que ser
52:43muito rápido
52:43porque senão
52:44ele acaba
52:47roubando
52:47os sabores
52:48aqui do Socol
52:49eu não quero
52:50que aconteça isso
52:52aqui eu já tenho
52:53a nossa massa
52:54pré cozida
53:00E esse barulhinho
53:02é bonito
53:02Esse barulhinho
53:03é o segredo
53:05E aqui
53:07agora eu vou acrescentar
53:08uma fonduta
53:08de queijo
53:09aqui da região
53:13E a gente vai agregar
53:14no nosso prato
53:18Está com cara
53:19que vai ficar bom
53:20esse prato
53:20Muito rápido
53:24o prato
53:24e agora
53:25está pronto
53:26Agora é só montar
53:27e a gente
53:28degustar depois
53:32Uma decoraçãozinha
53:34Olha que charme
53:36A cara de venda nova
53:38mesmo
53:38esse prato
53:38Está bem
53:39Está aqui
53:40a nossa massa
53:42com fonduta
53:43de queijo
53:43e o Socol
53:49E depois
53:50então
53:50desse programa
53:51cheio de cultura
53:53cheio de história
53:54cheio principalmente
53:55de delícias regionais
53:58eu queria te agradecer
54:00chefe
54:00e dizer que agora
54:01chegou a melhor hora
54:02né
54:02Isso
54:03aproveitando também
54:04para te agradecer
54:05e vamos degustar
54:06Vamos degustar então
54:07Pessoal
54:08bom domingo
54:09muito obrigada
54:10por nos acompanhar
54:11até aqui
54:11e eu espero vocês
54:12domingo que vem
54:14Agora é hora de provar
54:15É isso aí
54:20Hum
54:21Hum
54:21Hum
54:22Hum
54:22Hum
54:22Hum
54:23Hum