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  • há 5 horas
Agro Business 2023 - Episódio 22

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Notícias
Transcrição
00:01Música
00:14Uma forma diferente de plantar o abacaxi.
00:20O cultivo é feito em cima da lona.
00:24É plantio intercalado, viu?
00:26Ela tem que colocar a muda maiores junto com as maiores, as menores.
00:31Aí vai diminuindo bastante.
00:32Você pega a muda aqui e põe aqui.
00:36Você põe aqui.
00:37A técnica traz bons resultados.
00:41A muda fica mais uniforme e aí ela vai produzir um fruto com melhor qualidade.
00:49Conhecimento e inovação.
00:52Música
00:54Capixabas vão ao sul do país participar de Semana da Engenharia.
00:59O nosso Brasil é rico de profissionais altamente capacitados.
01:02Profissionais que estão necessitando dessa interação e dessa troca de ideias.
01:08Música
01:10Aventura em meio a uma propriedade rural.
01:14Música
01:14Descida por entre pedras.
01:17Nem um pouco confortável, para falar a verdade, mas eu vou descer e eu já estou pronta aqui, Paulo.
01:23Que bom. Vamos ver o que você vai achar quando chegar lá embaixo.
01:27Medo e escuridão.
01:30Lá embaixo, uma adega.
01:33O vinho, para ele ser um vinho bem conservado, ele precisa de temperatura controlada, escuridão e umidade.
01:40Isso a gente encontrou dentro da caverna aqui, de forma tudo natural.
01:45Olá, bom dia. O agrobusiness está no ar.
01:48No programa de hoje, a gente vai te mostrar o cultivo de abacaxi no norte do Espírito Santo.
01:53Um projeto de Incapé tem trazido benefícios para os produtores, que podem até colher fora da safra.
02:00E tem benefícios também para o consumidor.
02:03Engenheiros agrônomos capixabas participam de congresso em Gramado, no sul do país.
02:08E eu embarquei nessa viagem.
02:10E hoje, nós vamos mostrar a produção de vinhos em Domingos Martins, região serrana do estado.
02:16Mas por lá, as garrafas são guardadas a 30 metros de profundidade.
02:21Daqui a pouco, eu te mostro. Eu volto já.
02:25Música
02:37Engenheiros capixabas participam de maior encontro de engenharia do país.
02:44Música
02:44Felipe é engenheiro agrônomo em Linhares. Está sempre em busca de novos conhecimentos.
02:51O que mais me chamou a atenção é a interação profissional técnica.
02:55O nosso Brasil, ele é rico de profissionais altamente capacitados.
02:59Profissionais que estão necessitando dessa interação e dessa troca de ideias.
03:04Felipe faz parte de um grupo grande de capixabas.
03:08E eu também estava nessa turma.
03:11Fomos em aproximadamente 450 engenheiros.
03:15Do Espírito Santo, direto para Gramado, no Rio Grande do Sul.
03:19Se tem uma coisa que a gente pode destacar no evento é a tecnologia.
03:24Muitas palestras sobre inteligência artificial e metaverso fizeram parte da programação.
03:30Eu fiquei muito feliz de ver esses avanços que a gente está tendo e a forma como a gente está
03:33comunicando.
03:34A importância da tecnologia e inovação, tanto nas engenharias, na agronomia.
03:38A gente falou muito agora.
03:40A gente está com cada vez mais uma capacidade analítica, de análise de dados.
03:43Cada vez mais dados, automação de processos.
03:45Muita palestra sobre inteligência artificial.
03:47Então, assim, achei fantástico.
03:49A Semana da Engenharia foi realizada entre os dias 8 e 11 deste mês.
03:54Reuniu mais de 5 mil pessoas de todos os estados do país.
03:59A atualização e o aperfeiçoamento foram os principais motivos que atraíram tantos engenheiros para Gramado.
04:06É fantástico. Eu acho que a importância de uma só E.A. é o momento da gente trocar experiências.
04:12Da gente ter pessoas de norte a sul e aqui trazer para nós nessa ebulição que foi esses dias aqui
04:18da 78ª só E.A.
04:20O evento estimula as discussões sobre os avanços tecnológicos, inovações e ações necessárias para garantir um desenvolvimento sustentável e responsável
04:31aqui no país e fora também.
04:33A gente que é formado na engenharia, nas geossciências, geralmente a gente estuda muito a parte técnica.
04:39Esquece de falar da comunicação.
04:40Que é isso que a gente está fazendo aqui agora.
04:43Que muitas vezes isso vai levar você a vender mais, ser mais relevante no mercado, ter um diferencial.
04:49Então isso para mim foi o mais importante, que chamou mais a minha atenção e que é o que eu
04:54vou focar mais na minha área.
04:56Um assunto que também teve dedicação especial foi a equidade de gênero, com atenção especial ao programa Mulher.
05:04A importância é a gente poder proporcionar que mais mulheres participem cada vez mais.
05:09E a gente faz vários eventos, a gente também dá curso online, a gente faz o dia especial para as
05:15mulheres, também dá engenheira.
05:17Então a gente proporciona muita coisa legal para que todas elas participem e estejam mais perto.
05:22Pelo evento, era possível ver o quanto cresceu a participação das mulheres na engenharia nos últimos anos e o quanto
05:29elas estão ocupando lugares de liderança.
05:32Com certeza a gente volta mais empolgada, a gente volta com mais energia e a gente volta querendo mostrar isso
05:37para as mulheres que estão lá.
05:38A gente quer incentivar essas mulheres, a gente quer trazer elas para esses eventos, para ocupar o espaço, para elas
05:46perderem aquela insegurança.
05:48O que a gente vai levar para o Espírito Santo é tudo isso, esses insights que a gente aprendeu aqui,
05:52para incentivar essas mulheres, para nós ocuparmos mais esses espaços.
06:02Cultivo de abacaxi na lona, no norte do Espírito Santo.
06:05Hoje a gente está em Soretama para conhecer um projeto que traz benefícios para o produtor e também para o
06:11consumidor.
06:14Rodeada pela mata, a Fazenda Experimental do Incapéria é o nosso primeiro destino no município.
06:19Aqui a Sara, que é pesquisadora do Instituto, vai nos contar como funciona o projeto de incentivo à cultura do
06:25abacaxi no norte de Capixaba.
06:27Até que a tecnologia chegue no agricultor, a gente tem três etapas.
06:31A primeira etapa é do desenvolvimento da tecnologia.
06:34Com a tecnologia desenvolvida, veio a segunda etapa, que era de validação da tecnologia para o agricultor.
06:41Então, a gente fez esse projeto voltado para o cultivo do abacaxi em três municípios, aqui no norte do estado.
06:49Foi em Boa Esperança, Bucurici e em Soretama, onde a gente trouxe a técnica que a gente desenvolveu aqui para
06:56experimentar no agricultor.
06:58Então, viu que deu certo o plano de manejo, funcionou bem.
07:01A gente foi para a terceira etapa, que é a que a gente está agora, que é de capacitação.
07:07Capacitação de agricultores, de técnicos, extensionistas e estudantes envolvidos na abacaxicultura.
07:15Uma das vantagens para os produtores é colher fora da safra e, assim, ganhar mais.
07:20O cultivo do abacaxi, normalmente, ele ocorre com 18 meses.
07:24A gente conseguiu reduzir para 14 meses.
07:27Além disso, a gente conseguiu deslocar a colheita do fruto para uma época de maior vantagem para o agricultor.
07:33Então, no final do ano, que é o período de safra, lá para novembro, dezembro, ele chega a pagar 70
07:39centavos o abacaxi.
07:41Quando a gente consegue deslocar essa colheita para o meio do ano, junho, julho, ele consegue ganhar R$ 3
07:47,00 por fruto.
07:47Esse plano de manejo, ele envolve o plantio numa época adequada, que seria abril, maio,
07:54dez meses depois do plantio, fazer a indução floral para conseguir produzir o abacaxi nessa época do ano de junho
08:02e julho.
08:03Vamos acompanhar o passo a passo na plantação.
08:06Agora a gente está na parte prática do projeto, que é onde o abacaxi mesmo vai ser plantado.
08:10Isso. Primeiro a gente faz o preparo da área, você vê que fica sem ter torrões, fica uma área bem
08:18limpa.
08:20Logo após, a gente vai iniciar com a plastificadora, que é aquele implemento onde ele já vai preparar o canteiro.
08:27Então, é um canteiro mais elevado e durante o preparo desse canteiro, ele já distribui os canos de irrigação.
08:35Então, a máquina é preparada para até três canos de irrigação.
08:39Aqui no Estado do Espírito Santo, a gente ainda tem poucos agricultores que utilizam essa técnica.
08:44Você acaba reduzindo em 70% a demanda com a capina durante o ciclo de cultivo do abacaxi.
08:51O segundo objetivo é para reduzir a quantidade de água.
08:54Então, você consegue reduzir em até 50% o uso da irrigação.
08:58Além disso, você tem o desenvolvimento das mudas muito mais uniforme,
09:02porque o abacaxi é plantado sem raiz.
09:06Então, esse ambiente úmido e protegido, ele consegue desenvolver muito melhor o sistema radicular.
09:13Então, a muda fica mais uniforme e aí ela vai produzir um fruto com melhor qualidade.
09:18Beleza, então vamos acompanhar agora?
09:19Isso.
09:23Já com as mudas nas mãos, o seu Oswaldo explica como é feito o plantio.
09:27Seu Oswaldo, experiência não falta para o senhor no cultivo do abacaxi.
09:31O que o senhor está achando desse cultivo?
09:32É 80% menos de trabalho que a gente tem, porque no anterior avião convencional era muito mais difícil.
09:41E esse agora, a gente tem uma facilidade muito grande.
09:44E também amanhã, se precisar também de retornar, a gente vai ter a lona aí já no local, entendeu?
09:52E pode fazer outro plantio também.
09:55Porque sem a lona, como é que seria o trabalho do senhor?
09:57Um trabalho muito forçado, muito forte, muito duro.
10:01Hoje não, hoje melhorou, 80% melhorou.
10:04Então, demonstra para a gente, fazendo um favor?
10:06Sim.
10:07Obrigada.
10:08A gente pegando as maiores, a gente faz isso aqui primeiro, o processo primeiro é esse.
10:12O primeiro processo.
10:15É plantio intercalado, viu?
10:18Tem que colocar a muda maiores junto com as maiores.
10:21Essa menor, aí vai diminuindo, baixando.
10:23Você pega a muda aqui e põe aqui.
10:27Você põe aqui.
10:34Com esse tipo de cultivo em lona, o uso de agrotóxicos é menor.
10:38Bom tanto para quem produz, quanto para quem consome.
10:41Esse projeto, ele visava também difundir o abacaxi Vitória,
10:45que é uma cultivar de abacaxi desenvolvido no estado do Espírito Santo
10:50e que ela é resistente à fusariose.
10:52Então, você não precisa fazer o uso de fungicida.
10:56Então, reduz a nível de zero o uso de fungicida no cultivo do abacaxi.
11:05No estado, segundo dados da Secretaria de Agricultura,
11:08a área cultivada é de aproximadamente 2.239 hectares de abacaxi,
11:13com uma produção anual de 41 milhões de frutos.
11:16Os números são referentes ao ano de 2021.
11:19A cultura gera em torno de 9 mil empregos e envolve agricultores de base familiar.
11:24Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy são os maiores produtores.
11:28E há uma tendência de expansão da cultura no norte do estado.
11:32Falando nisso, será que os produtores se interessaram pelo projeto?
11:36Os produtores, de forma geral, aceitam muito bem.
11:39Mas toda tecnologia, quando ela é nova, ela demora um pouquinho de tempo para o pessoal aceitar.
11:45Mas quem já plantou, quem tem usado, tem repetido plantio, economiza água, economiza energia elétrica.
11:53Então, sim, são vantagens, são uma série de vantagens.
11:55Além da cultura estar no limpo, você está em cima de uma lona.
12:00E a irrigação passa por baixo da lona, né?
12:02A irrigação é uma fértil irrigação, então é uma irrigação toda manejada.
12:07O adubo vai na água e, através da água, é injetado diretamente no pé da planta.
12:12Cerca de 30 produtores estão fazendo o cultivo.
12:15Um deles é o Zenildo, que começou com 4 mil pés de abacaxi e hoje dobrou o plantio.
12:21Tem 8 mil pés.
12:22Além de agricultor, ele é dono de uma agroindústria na região.
12:25E só neste ano já conseguiu processar cerca de uma tonelada de polpa da fruta.
12:31Para capinar, a parte sem lona, foi bem difícil no começo.
12:35E com a lona, qual o benefício que você viu? O que melhorou na sua vida?
12:39A mão de obra diminuiu bastante. A irrigação, mais ou menos, diminuiu uns 50%.
12:44E o padrão da roça, né? Fica mais bonita, mais verde.
12:49Ele fica mais padrão e a fruta dele dá uma fruta maior.
12:51E aqui você faz o que na propriedade? Que tipo de cultivo você tem?
12:55Você trabalha numa agroindústria também?
12:57Sim, tem a agroindústria acerol, tem plantado, 200 pés de goiaba e o abacaxi.
13:06Zenildo, seu abacaxi vai virar polpa, né? E para quem você vende?
13:10Vai para o PNAE, que vai para o município, para as escolas do município.
13:16Em uma área da propriedade, o Zenildo plantou o abacaxi em consórcio com a acerola.
13:21Ele fez um aproveitamento de área, que a gente chama de consórcio.
13:24Então, ele plantou a acerola e nas linhas ele aproveitou para plantar o abacaxi,
13:29usando toda a tecnologia que já está disponível.
13:31No caso, ele cultiva em Mauchin, ele fez tudo certinho.
13:35Futuramente, essa acerola vai crescer e esse abacaxi vai ter que sair daqui.
13:40Porém, ele tem a lavoura de café ao lado, que pode ser renovada.
13:43Então, o abacaxi pode ocupar esse espaço também nas entrelinhas do café.
13:47E o interessante do projeto é porque vai se adaptando de acordo com a necessidade do produtor.
13:52Exatamente.
13:53Apesar de ser uma tecnologia desenvolvida, que tem começo, meio e fim,
13:56mas o produtor tem as suas necessidades, cada um tem diferente uma da outra.
14:01Então, também a tecnologia permite isso, de se readaptar e se reinventar.
14:07Ainda na plantação, dá para notar a diferença do abacaxi plantado com e sem a lona.
14:13Podemos observar que ele plantado sem a lona,
14:18são mudas do mesmo tamanho, plantadas no mesmo dia.
14:20Dá para observar que tem menos sanidade, são as mudas menores, mais amareladas.
14:26E dá para a gente observar muito bem o mato, o mato de difícil manejo.
14:32E do lado, a gente pode observar, sem mato, umas mudas com muito mais vigor vegetativo,
14:38umas mudas com muito mais sanidade.
14:41Ou seja, se uma doença ou uma praga for atacar esse abacaxi,
14:46com certeza, esse que está aqui, fora do malte, fora da lona,
14:50vai estar muito mais susceptível ao ataque de pragas e doenças.
14:55A lona não é utilizada apenas no cultivo do abacaxi.
14:59Nós já mostramos aqui no programa essa técnica com mamão e também com café.
15:03A gente tem, inclusive, acompanhado uma lavoura experimental,
15:08onde a gente está acompanhando todo o desenvolvimento do mamoeiro,
15:12cultivado na lona, e essa técnica também está sendo trazida para o café.
15:16Essa lona, para quem está acompanhando a gente em casa,
15:19explica um pouquinho sobre esse material, que tipo de material pode ser usado na lona.
15:23Ele é um material já adaptado para esse tipo de cultivo,
15:26que é o malching, que a gente chama.
15:27Ele é utilizado para cultivo de morango,
15:30então deixar os morangos sem contato direto com a terra.
15:34Então, é um material que já é pronto para esse tipo de cultivo,
15:38embora já tenha no mercado os materiais que são biodegradáveis.
15:41Ele dura na lavoura três anos com tranquilidade, sem causar nenhuma avaria.
15:49De volta à nossa conversa com o Zenildo.
15:52Ele lembra que a ideia de plantar abacaxi foi vista com certa desconfiança por algumas pessoas,
15:57mas valeu a pena arriscar.
15:59Ele falou, rapaz, um abacaxi, como que é uma fruta só, o pessoal tira muito, né?
16:03Passa um, tira outro.
16:04Falou, rapaz, você vai colher abacaxi não, você vai plantar.
16:07Mas colheu.
16:09Colheu, está dando certo.
16:17Chegou a hora do quadro, o especialista responde.
16:20E nosso assunto hoje é fogo.
16:22Muitos produtores têm dúvida de como manejar,
16:25se é possível utilizar ou não o fogo para ajudar.
16:28E também, principalmente, se pode ou não pode.
16:31Sim, é possível.
16:32No entanto, existem algumas restrições.
16:34O uso do fogo é muito perigoso.
16:37Então, a preocupação do Estado por meio do IDAF é justamente garantir a segurança desse manejo, desse uso.
16:43Nos meses, é importante dizer que nos meses de maio até final de outubro, o uso do fogo é proibido.
16:48Essa é uma estratégia que o IDAF adota para poder contribuir para a segurança do uso do fogo nas propriedades
16:55rurais.
16:55Se o produtor necessitar do uso do fogo, ele precisa se dirigir a uma das gerências do IDAF,
17:01que estão presentes em todos os municípios do Espírito Santo, e fazer o requerimento lá dentro da gerência com os
17:06colegas.
17:07E por que a gente tem tanta essa preocupação com o fogo, Jesus?
17:10Por que é tão importante o produtor avisar e a gente conseguir ter esse controle?
17:14É basicamente para a segurança, porque, principalmente, como eu disse,
17:18que o uso do fogo é proibido agora de maio a final de outubro,
17:21é porque a segurança do uso do fogo nesse período é reduzida.
17:26Você tem um período com menos chuvas, mais seco, então, portanto,
17:30quando você vai fazer uma queimada controlada, uma queima controlada,
17:33é importante você tomar alguns cuidados técnicos, como, por exemplo, eu posso citar o uso de aceiros,
17:37que vão evitar que o fogo saia da propriedade e vá para outras regiões.
17:42E, então, é basicamente esse controle, esse cuidado com o meio ambiente,
17:45com a segurança das propriedades ao redor dos imóveis rurais.
17:48E eu acho que vale, então, a pena a gente falar para quem está em casa também,
17:52em quais momentos é permitido a utilização de fogo, né?
17:55É, sempre que possível o produtor deve evitar o uso do fogo,
17:58mas ele é, sim, permitido em algumas situações, como, por exemplo, na despalha da cana-de-açúcar,
18:03ou também para renovação de pastagens, implantação de pastagens,
18:06ou para eliminação de pragas e doenças agrícolas,
18:09mediante o laudo de um profissional de engenharia agrônomo,
18:11que ateste a necessidade do uso do fogo naquele local.
18:15Jesus, queria te agradecer, muito obrigada por mais uma vez esclarecer nossas dúvidas.
18:19Com certeza a gente precisa olhar o IDAF como um órgão de controle e defesa também do nosso estado, né?
18:26É muito bom ter pessoas como vocês atuando e ajudando também os produtores rurais.
18:30E você de casa, tem alguma dúvida?
18:32Manda para a gente que a gente te responde aqui no programa.
18:35Basta mandar para o meu e-mail,
18:37eu aguardo a sua dúvida.
18:42Vamos agora ao giro de notícias da semana.
18:50Produtores, indústrias e exportadores de café já podem solicitar as linhas de crédito
18:57do Fundo de Defesa da Economia Cafeira, o FUNCAFÉ, para a safra 2023-2024.
19:03Serão ofertados 6,3 bilhões de reais nesta temporada.
19:09Na última quinta-feira, foi realizada a assinatura dos contratos com os agentes financeiros habilitados.
19:16A notícia anima o setor capixaba.
19:18O Espírito Santo é o maior produtor de café conelô do país.
19:23É responsável por 70% da produção nacional.
19:27Espírito Santo teve um salto de 33,8% na produção de grãos.
19:33De acordo com o levantamento da Conab, a produtividade capixaba avançou de 2.123 quilos por hectare
19:41para 2.477 por hectare.
19:46O milho é o grão de maior destaque no estado.
19:49A produção está projetada para crescer de 35 mil toneladas para 50 mil esse ano.
19:57Está acabando o prazo para cacauicultores participarem da sétima edição do concurso de qualidade de amêndoas de cacau capixaba.
20:06Os interessados têm até o dia 28 de agosto para entregar as amostras.
20:11As inscrições são realizadas na sede da Secretaria Municipal de Agricultura e nos escritórios locais do Incapé.
20:19Serão três categorias, inclusive para produtores de outros municípios.
20:24O primeiro lugar em cada categoria receberá 5 mil em prêmios.
20:34Vamos agora conferir as cotações do café e da pimenta do reino.
20:39O café Conilon Tipo 7 abriu a segunda-feira, sendo negociado a R$ 635,00.
20:45Na sexta, foi cotado a R$ 620,00 a saca.
20:49Uma queda de 2,36% na semana.
20:53O café Conilon Tipo 7,8 na segunda estava em R$ 630,00, foi caindo e encerrou a semana
21:01em R$ 615,00 a saca.
21:03Uma queda de 2,38%.
21:06A pimenta do reino preta B1 manteve estabilidade, R$ 13,50.
21:16Mel, caverna e vinho.
21:18Essas três palavras têm tudo a ver com o passeio que a gente vai fazer hoje em Domingos Martins.
21:24Tem também uma certa dose de aventura.
21:27Vem comigo!
21:29O caminho pela BR-262 já é um encanto.
21:33Mostra como o Espírito Santo é lindo.
21:35De Vitória até a propriedade, que fica no distrito de Aracê, são 87 quilômetros.
21:41Saindo da rodovia, há um trecho de asfalto e depois estrada de chão.
21:45As belas paisagens continuam no trajeto.
21:48Com muito verde e animais no campo.
21:55Chegamos ao apiário Gierinha.
21:57Por aqui, o mel e o madega dentro da caverna são as grandes atrações.
22:02Na entrada da propriedade, que fica aqui em Aracê,
22:05Ana Júlia vai contar pra gente quem costuma visitar o local.
22:08Bom, vem muitas pessoas.
22:09Vem pessoas de fora do Brasil, vem pessoas dos Estados Unidos,
22:13vem pessoas da Itália, Rio Grande do Sul.
22:16Essa Itália, né? Tem um pouco de um sotaque de alguém?
22:19Tem, sou italiana.
22:21Dá pra gente perceber.
22:22Isso.
22:23Você também falou que vem de outros estados, né? Baianos.
22:26Vem da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo.
22:31E o que as pessoas mais gostam de fazer aqui?
22:33Ah, gostam do ambiente, da natureza, é lugar tranquilo.
22:37E a caverna faz sucesso?
22:39Faz, faz sucesso.
22:41Muitos aventureiros gostam de vir na caverna e gostam da aventura.
22:46Antes de seguir para a caverna, passamos na lojinha,
22:49que tem mel e produtos à base de mel por todo lado.
22:53A história da família com o agroturismo começou com o mel.
22:57Sim, a gente começou em cerca de 2006 trabalhando com o mel.
23:02E hoje você produz qual quantidade de mel, que tipos?
23:06Então, hoje a nossa produção de mel, a gente trabalha em torno de uma tonelada e meia ano da nossa
23:11produção.
23:12E depois a gente complementa com parceiros.
23:14E quem visita a propriedade pode comprar o mel aqui também, né?
23:18Sim, a gente tem esse espaço que a gente está na nossa lojinha,
23:20onde a gente recebe os visitantes.
23:22E o forte da renda de vocês está concentrado no mel,
23:25porque vocês também fornecem para escolas, não é isso?
23:27Sim, a gente faz uma parceria com a cooperativa,
23:30que distribui o mel na merenda escolar do estado inteiro.
23:33E as abelhas que você tem aqui, você tem uma noção da quantidade, que tipos de abelhas?
23:38Então, a gente trabalha hoje com a apis melífera, né?
23:41Que é a abelha com ferrão, a gente tem cerca de 70 colmeias.
23:44E a gente tem também umas 40 colmeias de abelhas sem ferrão.
23:48E dessas tem uma que é capixaba?
23:50Sim, temos a melipona capixaba, que ela é endêmica aqui da região serrana do Espírito Santo.
23:55E eu posso experimentar o mel dela?
23:57Pode.
23:58Então a gente vai lá experimentar.
24:02Bem perto da loja, ficam algumas colmeias de abelhas sem ferrão, como a capixaba.
24:08Já estou pronta para experimentar o mel.
24:10Que bom!
24:12E você tem uma curiosidade sobre essa abelha, né?
24:14Sim, ela usa a terra para fazer as vedações da colmeia.
24:18Então quando a gente vê aqui a tampa, ela fecha a colmeia com a terra,
24:22porém ela traz sementes de plantas nessa terra,
24:26que acaba nascendo a planta dentro da colmeia.
24:28E é uma característica só dela ou outras abelhas também fazem isso?
24:32As outras abelhas usam a terra também, mas para trazer a semente, geralmente é mais essa espécie,
24:38que é a melipona capixaba.
24:39E agora eu vou experimentar?
24:40Agora você vai experimentar o mel.
24:42É sem ferrão, então estou aqui tranquila.
24:48Doce, doce, doce, né?
24:49Igual o mel.
24:51É realmente muito docinha.
24:53Ela é tão docinha que chega assim, a queimar um pouco a garganta.
24:57É porque o mel dela, como ela é uma abelha nativa da região,
25:01ela usa mais a mata atlântica para a produção do mel.
25:04Então é um mel um pouco mais forte, eu vou dizer assim.
25:07Um mel mais selecionado, mais maduro.
25:11Mel experimentado, começo a me preparar para conhecer a adega.
25:14Segurança é a palavra-chave.
25:16O proprietário busca a autorização do corpo de bombeiros para funcionar
25:20e segue as orientações dadas pelos militares.
25:24O primeiro passo para conhecer a caverna é assinar um termo de responsabilidade, é isso?
25:29Isso mesmo.
25:30É porque nesse termo a gente pega algumas informações do visitante,
25:34questões de saúde, contatos,
25:36e a gente também dá as instruções dos riscos que podem acontecer nesse passeio.
25:41Quais são esses riscos?
25:42Então, a gente está em um ambiente natural, no meio de uma parte da mata atlântica,
25:47então a gente corre risco de picadas de inseto, cobras, aranhas, escorpiões.
25:51Ai meu Deus!
25:52E também dentro da caverna que a gente tem, pode acontecer um ambiente escorregadio,
25:57então pode a pessoa escorregar, alguma pequena pedra se deslocar e acabar se machucando.
26:02Mas se Deus quiser não vai acontecer nada e a gente vai seguir para lá agora
26:05para fazer a caminhada até chegar na caverna.
26:07Isso aí, é uma caminhadinha de 350 metros.
26:12Saímos da sede e começamos a subir.
26:14A caverna fica em uma altitude de 1.200 metros.
26:18Apesar do sol, é friozinho na região.
26:22Depois de 350 metros de caminhada, a gente chegou aqui na parte da escadaria, né?
26:28São quantos degraus?
26:29Aproximadamente 50.
26:30E aqui a gente já desce e chega direto lá na caverna?
26:33A gente chega agora no centro de apoio que a gente tem, onde a gente dá as últimas informações
26:37e faz os ajustes dos equipamentos, capacetes, testas, lanternas, todos para depois a gente fazer a descida.
26:43Olho para a caverna e penso, o que será que tem aí dentro?
26:47Só consigo imaginar alguns animais.
26:50Afinal, são 30 metros de profundidade e é bem escuro.
26:54E aí, vocês acham que eu tive coragem de descer?
26:58Nem um pouco confortável, para falar a verdade, mas eu vou descer e hoje eu estou pronta aqui, Paulo.
27:04Que bom! Vamos ver o que você vai achar quando chegar lá embaixo.
27:06Paulo, cuida de mim nessa descida, hein?
27:08Então agora a gente vai começar a descer, vamos lá?
27:11Com as mãos nas cordas e os pés firmes, lá vou eu.
27:17A parte boa é que a descida é dividida em etapas.
27:20Dá para pegar um fôlego e continuar.
27:22Além disso, não parece que o local é tão alto.
27:30Por enquanto, tudo bem.
27:31Te confesso, Paulo, que eu achei que ia ser um pouco mais puxado.
27:35Não, as imagens parecem um pouquinho mais difíceis, mas quando a gente chega aqui é mais tranquilo.
27:38Acho que eu vim preparada para o pior.
27:40É, a gente sempre tenta dificultar um pouquinho para a pessoa já vim preparada.
27:45Agora a gente vai para a última etapa para chegar mesmo na adega.
27:48Isso, a gente já está aqui um pouquinho superior, agora a gente desce mais um top para a gente poder
27:53chegar na adega.
27:54E gente, uma coisa que eu percebi que é legal é o uso do capacete, como é importante, porque a
27:58gente encosta mesmo nas pedras.
28:00Sim, tanto o capacete quanto o luva e as cordas também de apoio.
28:04Então, vamos continuar.
28:10Pronto, chegamos na adega subterrânea.
28:14Caverna natural, né Paulo?
28:16E o que tem aqui? Mostra para mim.
28:18Então, aqui a gente tem os vinhos secos e suaves e temos umas cachaças envelhecidas também.
28:23Isso aqui, há mais de 25 anos atrás, a gente captava a água da nascente e a nossa nascente secou.
28:29Então, a gente veio tentar captar a água mais para cima, dentro desses buracos que a gente falava.
28:34E foi onde a gente chegou aqui e descobriu essa caverna, a mais de 30 metros de profundidade.
28:38Entre as pedras, a gente se ajeita para conhecer mais sobre os vinhos.
28:42E tem muita história curiosa sobre esse espaço, que foi aberto ao público em 2021.
28:48Você tem ideia de quantas pessoas já passaram por aqui?
28:50Aproximadamente, acho que 200 pessoas, que tiveram coragem.
28:53E eu ia te perguntar, o que já aconteceu de curioso dos visitantes?
28:57Ah, já aconteceu de pessoa chegar aqui e falar que esperava um espaço gourmet, dentro de uma caverna.
29:04E outras coisas, assim, também, que acontece muito, a pessoa chega toda empolgada para descer
29:09e na hora que chega e se depara com a caverna, amarela e não desce.
29:13Vai vendo aquele visual lindo, né?
29:15Aí quando vê, assim, nossa, é escuro, funda e fica com medo.
29:19Em relação ao vinho mesmo, à bebida, tem alguma característica pelo fato dele ficar aqui,
29:25o sabor é diferente, tem mais qualidade?
29:28Sim, o vinho, ele é um produto que está em constante transformação do ambiente que ele está.
29:33Então, o vinho, para ele ser um vinho bem conservado, ele precisa de temperatura controlada, escuridão e umidade.
29:41Isso a gente encontrou dentro da caverna aqui, de forma tudo natural.
29:45Entendi, então a gente vai apagar a nossa luz para você estar em casa, entender como é escuro aqui dentro.
29:52É, Paulo, escuridão total.
29:53Escuridão total.
29:54E é disso que o vinho gosta.
29:56Disso que o vinho precisa, para melhorar a qualidade dele.
29:59Mas eu não gosto não, liga de novo, Léo.
30:03Paulo, me fala um pouco mais sobre o vinho que fica aqui dentro.
30:06Então, esse vinho, ele está aqui desde janeiro de 2020, então já tem quase três anos e meio que ele
30:12está aqui dentro.
30:13Ele é um vinho fabricado com uvas aqui da região, é um blend de uva de mesa.
30:18Ele é um vinho o quê? Seco, suave?
30:20A gente tem ele seco e suave.
30:22E quanto custa uma garrafa dessa?
30:23Hoje ela está em torno de 100 reais.
30:25Porque dá um trabalhinho, né? Para trazer garrafa aqui.
30:28Dá um trabalho e também foi uma quantidade limitada, né?
30:31A gente desceu apenas com 300 garrafas dessa primeira remessa.
30:34E tem muita saída? As pessoas que vêm aqui costumam levar esse vinho?
30:37Sim, os apreciadores que gostam, na maioria das vezes levam.
30:41Ele é produzido aqui na nossa agroindústria, que a gente tem, logo na chegada da propriedade, na lojinha, do lado
30:47da loja.
30:48E a gente produz ele lá, engarrafa e traz ele engarrafado para envelhecer aqui dentro.
30:53Então a uva é da região, vocês produzem aqui dentro e aí ele fica armazenado dentro da caverna.
30:59Isso mesmo.
31:01Nem parece que estamos debaixo da terra.
31:04E pensar que já teve visitante que veio de salto alto.
31:08Bem, aí a aventura da caverna ficou para outra ocasião.
31:13Gente, eu vou compartilhar com vocês um pouco da minha experiência.
31:15Quando eu desci, o Paulo já tinha falado para a gente usar uma roupa confortável, né Paulo?
31:20E você tem até algumas coisas que já aconteceram aqui em relação à roupa.
31:23Já aconteceu de chegar pessoas de salto alto, mulheres de salto alto, com vestidos jeans, querendo descer na caverna.
31:29Não é uma coisa legal, né?
31:31Tem que ter uma roupa confortável, uma calça comprida, uma blusa de manga comprida, alguma coisa assim, um tênis antiderrapante,
31:38né?
31:38Para facilitar.
31:39Agora, tem uma questão também, que é a quantidade de pessoas e quanto tempo elas podem ficar aqui dentro.
31:43Sim, a gente desce no máximo com cinco pessoas por vez e um tempo aqui de 15 a 20 minutos
31:49aqui dentro da caverna.
31:51Por uma questão de oxigenação, né?
31:52Sim, são orientações do corpo de bombeiros, que é para não ter um risco de saturar o oxigênio, porque a
31:58troca de oxigênio aqui dentro é muito lenta.
32:00E quem visita aqui a caverna tem a oportunidade de experimentar o vinho, degustar, né Paulo?
32:05Sim, com certeza. A gente faz a degustação dos vinhos aqui embaixo.
32:08Só que eu não tomo bebida alcoólica, então o Paulo teve o cuidado de trazer um suco de uva, que
32:13é produzido aqui também na propriedade, para eu poder experimentar.
32:18Então pode colocar aqui.
32:23Olha, caprichou, hein?
32:28Muito bom, gente. Uma delícia. Vou até tomar um leite.
32:34Consegui cumprir o meu desafio de descer até aqui.
32:37E você, ficou com vontade de ter essa experiência?
32:40O apiário funciona todos os dias, das 7 da manhã às 5 da tarde.
32:45O passeio na caverna custa R$ 60,00 por pessoa.
32:48A descida em si dura em média 10 minutos.
32:50Mas isso depende de cada um.
32:52A página deles na internet tem mais informações.
32:57A gente está aqui, então, esperando vocês de casa, que tiveram interesse em conhecer, passar por uma experiência,
33:03dentro de uma caverna, tomar um vinho dentro da caverna, sentir o clima.
33:07A gente está aguardando vocês aqui.
33:08Essa foi a minha primeira vez na caverna e, ó, valeu a experiência.
33:12Muito obrigada, viu?
33:13De nada, a gente que agradece.
33:19E você, topa encarar esse desafio?
33:22A Laila garantiu que é uma experiência incrível.
33:25Já imaginou descer 30 metros em uma caverna?
33:29Eu fiquei morrendo de vontade.
33:30Fica aí mais uma dica do agroturismo no nosso estado.
33:34No meio que vem tem mais.
33:35Tenha um excelente dia e eu te espero semana que vem.
33:38Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br
33:45E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.
33:50E também no meu Instagram pessoal.
33:52Eu espero vocês nas redes sociais.
33:54Tchau.
33:56Tchau.

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