- há 2 dias
Mais um episódio do programa Agro Business.
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NotíciasTranscrição
00:03Música
00:09Doença causa danos em até 100% das lavouras de conilon.
00:14Cufis desenvolve pesquisas para combater a murcha de fusário.
00:19Música
00:21Aqui a gente tem o cancro e aqui nesses pozinhos brancos a gente tem os esporos da fusário.
00:26Se não controlado pode causar muito prejuízo para o produtor.
00:30O uso de tecnologia e melhoramento genético beneficiam criações de Nelore no estado.
00:37Música
00:38Investir em Nelore é certeza de retorno e de rentabilidade.
00:44Cafeicultores investem no plantio de clones de Rondônia, mas ainda existem muitas dúvidas.
00:51Música
00:52A gente vem acompanhando para ver como é que é em relação a crescimento, resistência a pragas e doenças.
00:59Rio Novo do Sul é a capital capixaba da Jussara, um fruto bem parecido com o açaí.
01:06Música
01:08Quem conhece pela primeira vez vai querer sempre. É o açaí capixaba.
01:13O agroturismo em Viana, um roteiro de mata preservada, cachoeiras e piscinas com águas correntes.
01:22Música
01:23As pessoas chegam aqui e conseguem ter contato com a natureza, contato com os bichos.
01:29Música
01:33Uma doença tem afetado lavouras de café conilon em todo o estado, causando dano de até 100% nas lavouras.
01:40Vamos até a UF de Alegre mostrar um pouco como pode ser prevenido e como podemos tratar a murcha do
01:46fusário.
01:47Música
01:52Seu César e Dona Ana Lúcia são produtores de Jerônimo Monteiro, região sul do estado.
01:59O sítio do casal tem 5 hectares.
02:01Eu atualmente produzo aqui café, café conilon, café arábica e um pouco também de tangerina.
02:07Produzo café especial também, para melhorar o rendimento da propriedade no caso.
02:13E César, ser produtor rural não é fácil, né? Sempre tem um desafio diferente.
02:18Ah, é difícil, né? Você está em céu aberto, né? Então aí você tem muitos...
02:22O clima, doença, muitos problemas, né? Aparece na cultura.
02:27Música
02:29O produtor começou a identificar em 2018 um amarelecimento e morte de algumas plantas.
02:36Só que ele não sabia o que estava afetando a lavoura.
02:40Então, comecei a observar algum galho, né?
02:44Murchando, algumas rupturas, assim, aparecendo no lugar que a gente corta a café e faz a poda.
02:49Aí começou a morrer, assim, uma parte, assim, um galho e, posteriormente, morrendo toda a planta, né?
02:55Aí, então, aí, apareceu os pessoal da universidade aí fazendo a pesquisa.
02:59Estava fazendo, na verdade, uma pesquisa de ferrugem, né?
03:02E começaram a observar isso e pegar esses galhos, né? E levar para o laboratório, para ver o que estava
03:07acontecendo.
03:08Aí, chegaram à conclusão que é o tal do fusário, a murcha do fusário, né?
03:12Música
03:13A murcha de fusário é uma doença fúngica que tem atingido muitas lavouras por todo o estado.
03:20O pesquisador, William Burke, professor da UFIS de Alegre, foi quem detectou a doença na propriedade.
03:27Nós chegamos ao isolamento do próprio fusário, fizemos lá o postulado de Koch, que seria para poder conseguir realmente identificar
03:34o agente teológico, o agente causado à doença.
03:36E encontramos aí o fusário causando a doença, então, que nós chamamos de murcha de fusário, né? Do café de
03:42Curilon.
03:43E publicamos isso numa revista de renome da área da filopatologia, a Plant Disease, em 2018.
03:48E aí, isso foi o primeiro estudo que mostrava que a nossa região estava sendo afetada por esse fundo.
03:53Isso, então, a partir disso, a gente começou a desenvolver outros trabalhos agora, para poder buscar aí ferramentas para o
03:59produtor conseguir manejar, né?
04:01Então, foi o start, foi o início que nós tivemos para poder estar desenvolvendo aí nossos trabalhos com a nossa
04:05equipe.
04:07Música
04:09Combater a murcha de fusário é bem difícil.
04:12O produtor César conta que ela começou atingindo as plantas aos poucos e está se expandindo para outras lavouras da
04:20propriedade.
04:21O tamanho do prejuízo ainda não dá para ser calculado.
04:26Essa lavoura aqui é uma lavoura mais nova, né?
04:28Uma lavoura de segunda colheita.
04:30Uma lavoura que já apresenta, assim, alguns sintomas, né?
04:33Desse problema de lavoura.
04:35Essa planta aqui mesmo já está um pouco meia murchando nessa haste.
04:38E já tem também os cancros ali, né?
04:40Que é um sinal que já está começando a aparecer também esse problema aqui nessa lavoura.
04:45Que é uma lavoura, assim, boa de produtividade ainda, mas já está apresentando alguns sintomas já de fusário, no caso,
04:51né?
04:53E uma preocupação que a gente tem de mostrar essa doença aqui para vocês no programa
04:57é porque a gente está falando de um fungo que acaba se disseminando aí, né?
05:00Em todas as lavouras.
05:02Então, aqui a gente tem o cancro e aqui, nesses pozinhos brancos, a gente tem os esporos da fusário.
05:07Se não controlado, pode causar muito prejuízo para o produtor.
05:10A redução do vigor, murcha, seca dos ramos, até chegar na morte das plantas por completo.
05:18Nós temos clones que são mais suscetíveis.
05:21O que é isso?
05:21Eles ocorrem mais a doença e temos clones que ocorrem menos a doença, né?
05:25O caso de alguns clones muito suscetíveis.
05:27Nós temos o LB1, K61, o MP3, o 12V, o 02, que o pessoal fala bastante.
05:33Então, esses clones, eles são mais suscetíveis.
05:34Nesses clones, o produtor, ele vai visualizar a planta perdendo vigor, perdendo a questão da dominância pical, o crescimento.
05:41A planta, ela vai começar a amarelecer, murchar e também ocorre a formação de cancros, né?
05:48Tanto no ramo plagiotrópico quanto o ortoatrópico.
05:50E isso vai resultar, com o tempo, a morte daquela arte, a morte daquele ramo e isso vai levar a
05:56um prejuízo ao produtor.
05:57Então, se ele começar a observar os sintomas já de murcha, amarelecimento e a presença desses cancros,
06:02e já ele pode ficar atento que pode estar relacionado com a fusariose, com a murcha de fusário, aí em
06:07cafeiro-conilon.
06:09A ciência auxilia produtores rurais a achar soluções para problemas que eles enfrentam na lavoura.
06:15No caso da murcha de fusário, nós podemos ver aqui pesquisadores achando formas diferentes de manejo.
06:21Um dos alunos que está desde o início das pesquisas é o Matheus.
06:25Ele faz o doutorado avaliando 36 clones de robusta e conilon.
06:30O trabalho é inocular, que significa colocar a doença na planta.
06:36Aqueles clones que são amplamente utilizados em campo, que têm elevada produtividade,
06:41nós trazemos então para o nosso laboratório e verificamos se ele tem resistência, algum nível de resistência à murcha de
06:46fusário.
06:47E aí, Matheus, para quem está em casa entender, né?
06:49Essa resistência então seria que todas as plantas podem pegar a doença,
06:53mas aquela que vai sofrer mais quando pegar a doença, seria isso?
06:56Isso. Então, no caso aqui dos nossos clones, o que a gente já observou até o momento é que a
07:01doença ocorre em todos os 36 clones que a gente está estudando.
07:04Mas ela ocorre em diferentes níveis. Então, a doença ocorre mais em uns clones do que em outros.
07:10A ideia é saber como a planta reage, verificar clones mais resistentes ao fungo e encontrar a melhor forma de
07:18manejo e controle.
07:20Fusário é uma doença de tecido vascular, que é o tecido que leva a seiva da planta.
07:26A gente tem que colocar o plugue ou a doença, o patógeno, diretamente em contato com esse tecido, que é
07:31onde ele vai inocular.
07:33A gente fez um corte no caule do café e nesse corte nós vamos colocar o plugue da doença, no
07:38caso, que é um disco de micélio, que é o patógeno que a gente está vendo aqui.
07:42Essa planta aqui, no caso, é uma muda de LB1, que é uma muda extremamente suscetível à murcha de fusário.
07:48Nesse caso aqui, nós já sabemos que a doença vai ocorrer em elevada intensidade.
07:53Entretanto, nós estamos testando diversos outros clones que possivelmente tenham algum tipo de resistência, ou que a doença não ocorra,
08:00ou que ocorra em menor intensidade.
08:03Então, nós esperamos que essas mudas, esses clones que ocorrem a doença em menor intensidade, sejam levadas para campo futuramente,
08:11e sejam uma das metodologias de manejo que se adequarão ao controle da murcha de fusário.
08:19Trabalho que demanda dedicação e estudo de diversos pesquisadores, como o William e o Matheus,
08:26que, para achar o melhor manejo correto da doença, têm desenvolvido estudos dentro do Laboratório de Epidemiologia e Doenças de
08:34Plantas Agrícolas e Florestais,
08:36na Universidade Federal do Espírito Santo, Campus Alegre.
08:41Aqui nós temos uma placa onde nós utilizamos o controle biológico, que é uma bactéria que a gente chama de
08:46bacilos.
08:47Se nós observarmos, vocês conseguem visualizar que o fungo está concentrado bem no centro.
08:52Ou seja, a dose que nós utilizamos aqui, ela foi eficaz e foi eficiente.
08:56Ela promoveu o controle desse patógeno aqui.
08:59Aqui nós temos um outro controle biológico, que é feito com fungo, que é a tricoderma.
09:04Então, observa também que esse verde em volta é o tricoderma, que é um fungo que faz o controle biológico.
09:10E no centro nós temos o fusário, que causa a doença.
09:13Então, também inibiu o crescimento aqui do fungo que causa a fusariose.
09:17Então, esse método de controle é interessante a gente falar que está in vitro, né, por enquanto.
09:21E agora nós temos que levar isso para muda e também para campo.
09:27Apesar de estudos, pouco se conhece sobre a murcha de fusário.
09:31Pesquisas como essa ajudam os cafeicultores e trazem esperança de dias melhores.
09:38E o senhor acha que no futuro vai ter uma solução para esse problema?
09:42Tomara, né?
09:42A gente espera, né?
09:43Tomara que esteja uma solução.
09:44Tomara que esteja alguma coisa aí no futuro.
10:02O uso de tecnologia e melhoramento genético tem beneficiado a criação de Nelore aqui no estado.
10:08A raça representa 80% do gado de corte brasileiro e ganha importante nas feiras de exposição que voltaram a
10:16acontecer de forma presencial.
10:21No meio do gado, eles se destacam.
10:24Uma raça forte que chegou ao Brasil há mais de 150 anos e que hoje tem presença certa no mercado
10:31nacional, internacional e nas balanças comerciais.
10:35Um tipo de gado que a cada ano ganha mais importância.
10:40O mercado agropecuário abre um leque muito grande de negócios.
10:44E o Espírito Santo, apesar de ser pequeno em sua extensão territorial, tem uma representatividade muito forte em qualidade da
10:50pecuária, por exemplo.
10:52Hoje a nossa equipe veio aqui até uma fazenda em Vila Velha, na Grande Vitória, para mostrar e conhecer mais
10:57de uma das raças mais representativas do mercado de corte.
11:00Eu estou falando do boi Nelore, da vaca Nelore, dessa raça, que é considerado um dos patrimônios genéticos da bovinocultura.
11:11Forte, de características marcantes como a pelagem, o formato da cabeça, uma musculatura mais compacta e distribuída e temperamento dócil.
11:20A raça Nelore é responsável hoje por cerca de 80% da produção de carne bovina no Brasil.
11:27E o país é considerado o segundo maior produtor e o maior exportador mundial, de acordo com a Associação dos
11:34Criadores de Nelore do Brasil.
11:36Uma raça que tem presença garantida no mercado financeiro.
11:40Nelore hoje é um sinônimo da pecuária brasileira.
11:44Então, investir em Nelore é certeza de retorno e de rentabilidade.
11:51Tanto no Nelore puro, como no Nelore acasalado com outras raças, que são os cruzamentos industriais.
12:04Apesar do Espírito Santo ter apenas 1% da população bovina brasileira, o Estado desponta em qualidade do Nelore.
12:12O gado de corte em terras capixabas acumula 1 milhão e 280 mil espécies que são de pura raça,
12:19graças ao melhoramento genético e aos investimentos que acontecem com a tecnologia.
12:24São animais adaptados, rústicos, resistentes a ecto e endoparasitas.
12:32E animais com grande fertilidade, com potencial de reprodução muito grande.
12:40E dessa forma, são animais que são criados de uma forma muito mais fácil.
12:47E por isso que prosperam, prosperam em número, em quantidade do rebanho.
12:55Durante a 19ª edição do Expo em Nel, considerada a maior exposição de Nelore do Estado
13:01e que traz pecuaristas até de fora do país,
13:05151 animais de pura origem foram registrados para participar do evento e concorrer a prêmios.
13:11Na avaliação, os técnicos ficam atentos a todos os detalhes
13:15e ganha aquele que tiver um bom trabalho de melhoramento genético.
13:19Quando a gente fala em melhoramento genético, a primeira coisa que a gente tem que sempre pensar
13:24é manter as características que são inerentes da raça.
13:28E isso a gente julga a partir da caracterização racial.
13:32Existe um padrão estabelecido pela BCZ com as características do Nelore
13:36e isso tem que ser levado em consideração para que a gente possa preservar as características produtivas desses animais.
13:43Em um segundo momento, nós estamos julgando a produtividade desses animais.
13:47Seria o quê?
13:48Nós estamos buscando os animais com melhor comprimento, com mais volume de carne,
13:51um animal que tem mais capacidade, mais eficiência para produzir mais carne em menos tempo.
14:01E se o melhoramento genético é papel fundamental para um bom desempenho e de economia do boi que vai para
14:07o abate,
14:07o produtor de Nelore precisa investir de maneira contínua em apoio técnico e avaliação do gado,
14:13já que as pesquisas científicas com as novas descobertas não param de acontecer.
14:18O criador valoriza o gado em até milhões de reais.
14:21São animais que demandam um maior investimento, são animais que demandam um maior profissionalismo, digamos assim.
14:30Nesse aspecto, eles são animais mais valorizados, sim, são animais mais caros,
14:34mas são realmente os animais que vão transmitir essa genética.
14:38Sempre interessante procurar ajuda técnica, sempre interessante procurar uma assessoria
14:43para fazer melhoramento de pastagem, para trabalhar com a nutrição dos animais,
14:48para ter um controle sanitário ideal, para melhorar o seu rebanho.
14:52Então, os técnicos especializados, cada um em sua área, sempre são muito importantes
14:57para uma pecuária de corte eficiente.
15:04Uma outra característica importante para o bom desempenho de reprodutores de pura origem,
15:09para que eles possam produzir uma boa quantidade de sêmen,
15:12ou mesmo cubram as vacas em estação de monta, é cuidar da alimentação.
15:17A gestão da pastagem é essencial para o aumento da produtividade,
15:22características de uma pecuária tecnificada.
15:25A carne produzida em pastagens também é uma carne de um sabor mais interessante,
15:32um sabor mais agradável à alimentação, à degustação, já pensando numa carne gourmet.
15:38Mas o importante da pastagem é justamente ter um alimento competitivo
15:44para que se possa produzir uma carne a preço justo,
15:49tanto para a população do nosso país, a população brasileira, o mercado interno,
15:53quanto vários países do mundo, são mais de 100 países alimentados pela carne bovina brasileira.
16:01Seja para criação, manejo ou venda para o corte,
16:05a raça Nelore é um bom exemplo de como o melhoramento genético pode valorizar a raça
16:11e trazer lucratividade para o produtor.
16:13E o mercado está com boas expectativas para ainda este ano.
16:17Estamos entrando na entre-safra, que é o período de maior dificuldade para os pecuaristas,
16:24mas também é o período em que os preços atingem um patamar maior.
16:31Acreditamos que até outubro deveremos ter um bom reajuste no preço atual da rouba bovina.
16:39Então, dessa forma, apesar de termos uma defasagem de alimentação, de nutrição para esses animais,
16:49e dessa forma devemos ter um custo operacional maior com a nutrição dos animais,
16:55mas teremos também um valor da rouba bem maior e satisfatório para o setor pecuário.
17:22Chegou a hora do quadro, o especialista responde.
17:25Muitos produtores têm dúvida na hora de fazer um plantio de robusto amazônico,
17:29um cone que vocês sabem aí que está meio que na moda hoje em dia.
17:33Marcelo, onde nós estamos?
17:34A gente está em uma unidade dedicada à observação de genéticas selecionadas pela Embrapa de Rondônia.
17:40Então, o intuito aqui é a gente avaliar a performance desses clones, desses genótipos,
17:46no clima do Espírito Santo.
17:49E também, um detalhe importante, que eles estão submetidos a um manejo nutricional bem refinado.
17:56Então, também é uma oportunidade de a gente conhecer melhor a dinâmica,
18:03a nutricional de demanda, de aporte de nutrientes por essa genética,
18:09e como ela se relaciona nesse ambiente capixaba.
18:13E isso é muito importante, porque muitos produtores aí, às vezes, plantam sem conhecimento.
18:17E, de fato, a gente não sabe como que essas plantas vão se adaptar.
18:21Elas podem até ser um colibão, mas na nossa região pode não se adaptar tão bem. Por que isso?
18:25Exatamente. Como você tem uma característica meteorológica diferenciada em relação à umidade relativa do ar,
18:35temperatura, amplitude térmica, dia versus noite.
18:38Então, é esperado, não seria estranho observar diferenças de lá para cá, em Rondônia, em comparação com o Espírito Santo.
18:46E aí, fala para mim, nesse experimento que vocês estão fazendo aqui, nessa unidade, o que vocês estão avaliando?
18:52Então, a gente avalia a parte morfológica, o desenrolar do crescimento no decorrer do tempo,
18:59na formação aqui, no caso desse café, que a gente iniciou como muda, como plantio.
19:04Então, desde esse momento inicial, a gente vem acompanhando para ver como é que é,
19:09em relação a crescimento, resistência a pragas e doenças, vigor,
19:15assim como parâmetros biométricos mesmo, para a gente definir o potencial produtivo.
19:23Então, a cada tempo que passa, a gente vai conhecendo mais e mais esses materiais.
19:27E agora a gente está com um ano só, mas futuramente a gente vai conseguir até mesmo avaliar a parte
19:32da colheita, né?
19:32Exatamente.
19:33E eu espero voltar aqui, viu? Muito obrigada, Marcel.
19:36Pessoal, tem alguma dúvida ainda sobre o escone de Rondônia ou sobre alguma outra questão que você quer uma resposta?
19:42Manda para a gente que a gente responde aqui no programa.
19:44Basta mandar para o nosso e-mail, stephanie.com.br.
19:49Eu aguardo a sua dúvida.
19:51O Espírito Santo é o quinto maior produtor de cocoanão do Brasil.
19:55E aqui no norte do estado, aqui se encontra boa parte dos coqueirais.
19:59Hoje, viemos até Linhares conhecer mais sobre essa fruta.
20:06A beleza e a capacidade de produzir uma água docinha e fresca são as principais características do coqueiro anão.
20:17Apesar do nome anão, esta é uma árvore capaz de atingir de 10 a 12 metros de altura.
20:23Na grande maioria do Brasil, a gente trabalha com o coqueiro anão, que é o coco verde.
20:29Ele é anão, não porque ele não vai crescer, porque ele cresce lentamente.
20:33Você vai ter plantas que ainda são colhidas ao nível do chão aqui, no facão.
20:38E vai ter plantas que precisam de uma ferramenta para colher, porque ela vai crescendo.
20:42Então, aqui ela está com 2 metros e meio, 2 a 3 metros de altura.
20:48Mas essa planta pode chegar a 10, 12 metros de altura.
20:51Então, nós estamos nessa fase de transição.
20:53Mas é coqueiro anão, coco verde, que a gente produz aqui e produz no todo o norte do Espírito Santo.
21:00O originário do sudeste asiático, encontrou no clima tropical do Brasil excelentes condições de cultivo.
21:08Na fazenda, Dona Helena, 25 hectares são de coqueiros, que produzem cerca de um milhão de frutos por ano.
21:20O Espírito Santo se destaca como importante produtor de coco da variedade anã.
21:26Somos o quinto estado no ranking nacional, com uma área plantada de 187 mil hectares.
21:33Produção presente na maioria dos municípios capixabas, principalmente na região norte do estado.
21:43O coco nesta plantação está com 7 anos e tem uma boa produção.
21:49A rentabilidade da lavoura depende da idade da planta e do manejo.
21:53A gente planta o coco, mais ou menos com a partir do seu terceiro ano, você começa a colher.
21:58É claro que nos primeiros anos de produção, a colheita é mais fraca.
22:03Então, você vai produzir menos coco por ano.
22:06Na medida que vai ficando a planta mais velha, que vai ganhando idade, você começa a aumentar a sua colheita
22:11e melhorar a sua produção de frutos por planta ano.
22:15Então, se citar como exemplo a propriedade, essa lavoura aqui foi plantada no final de 2015, novembro e dezembro de
22:242015.
22:25Ela entrou em produção no início de 2019.
22:29Então, nós tivemos o primeiro ano de 2019, com o primeiro ano de produção, 2020.
22:34E aí a produção, ano após ano, ela vem melhorando.
22:40Por aqui, não pode ser qualquer mão de obra.
22:43São necessários profissionais capacitados e técnica.
22:48O processo de colheita, a planta nessa altura aí, já depende de um gancho e uma foice.
22:54Então, tem que ser em dois, que os meninos vão fazer ali agora para você estar vendo.
22:59E aí, então, um vai puxar?
23:01Um vai escorar no gancho e o outro vai cortar com uma foice.
23:05E ali é uma situação que pode ser até perigosa, né?
23:07Por isso, então, usa o capacete, né? Para proteger a cabeça.
23:10Com certeza.
23:11Tem que ter uma proteção na cabeça, porque uma cocada dessa aí é doída.
23:16A fase da colheita é muito importante.
23:20Pequenas falhas aqui podem representar risco a todo investimento feito na lavoura.
23:26A qualidade do fruto depende diretamente dessa etapa.
23:31Os cocos destinados ao consumo in natura de água devem ser colhidos de maneira geral
23:37com uma idade entre sete e oito meses, por apresentar maior volume de água e maiores concentrações de açúcares.
23:45A quantidade de água está relacionada com o desenvolvimento da planta.
23:50Quanto maior for a árvore, maior é a necessidade de rega.
23:54A planta do coco, na nossa região, no Espírito Santo,
23:58que não é tão exigente porque não tem tanta luz, não tem tanta temperatura como no Nordeste,
24:02nós trabalhamos algo em torno de 200 litros de água planta a dia.
24:05Porém, o estande do coco, a gente fala algo em torno de 200 plantas por hectare.
24:11Basicamente, 200 litros de planta a dia, adubação mensal e uma ferramenta que a gente brinca no coco.
24:21Tão importante quanto a água, outra coisa, o coco gosta de facão.
24:24Facão, como assim facão?
24:26Quanto mais...
24:27Tirar.
24:28Mais ele dá.
24:29Quanto mais você produz, quanto mais a fruta sai na época certa,
24:33seis meses da flor até o fruto.
24:36Uma vez no inverno, sete, no verão, cinco.
24:38Quanto mais em dia você está no corte, não deixa passar, mais ele produz.
24:44Já são mais de sete anos cultivando coco na propriedade.
24:48Mas a história da família Duarte começou bem antes.
24:52O seu antenor lembra de quando Linhares tinha apenas a cultura do cacau.
24:57O princípio de tudo foi meu pai, vindo de Aracruz, e formou aqui uma lavoura de cacau.
25:04Entendeu?
25:04Isso foi no final da década de 30.
25:08E a gente vivia do cacau, o leite e o feijão.
25:11Depois disso, veio a vassoura de bruxo, que exterminou o cacau.
25:17E aí veio essa diversificação, né?
25:20Para ter um pouco de coco, ainda tinha o pivô central, ainda tinha o gado de leite.
25:26Mas o princípio todo foi o cacau.
25:29Hoje, ele vê o quanto a cidade se desenvolveu em diversificação de culturas
25:33e o quanto vale a pena ser produtor rural.
25:37Aqui que meu pai criou toda a família, aqui que nós fizemos toda a nossa vida.
25:42Daqui que saiu quem é engenheiro, quem é professor, entendeu?
25:46Toda a família foi criada com o sustento dela, dessa propriedade.
25:52Por isso nós gostamos dela, por isso nós queremos ficar nela enquanto tivermos vida.
26:10Você conhece e já foi na Central de Abastecimento do Espírito Santo?
26:14A CEAS é responsável pela comercialização dos hortifruti-grangeiros aqui do estado
26:19e também um dos principais pontos de encontro entre o produtor rural e o comerciante,
26:24tanto da capital quanto do interior.
26:26É de lá que saem os produtos fresquinhos que chegam à nossa mesa.
26:30Eu acompanhei um dia na CEAS da Grande Vitória e preparei uma reportagem especial pra você.
26:38Ainda é madrugada e o movimento já é intenso.
26:45As pessoas trabalham rápidas, ordenadas e já sabem para onde vão.
26:49É caixa pra cá, mercadoria pra lá, gente arrumando e entregador gritando.
26:59Essa é a Central de Abastecimento do Espírito Santo, a famosa CEASA.
27:04Aqui os portões abrem às quatro e meia da manhã para o público,
27:08mas os vendedores de frutas, verduras, hortaliças e flores já estão no galpão desde o dia anterior.
27:14Quando o cliente chega, já está tudo prontinho.
27:17A mercadoria tem destino certo e não há tempo a perder.
27:21Precisa chegar ainda fresquinha no comércio e na mesa do consumidor.
27:26Essa é uma dinâmica que Érico já vive há 11 anos.
27:29A partir de quatro e meia da manhã começa esse movimento frenético que vocês estão vendo aqui.
27:34A produção, a compra começa direto, vai até meio dia.
27:41A CEASA existe há 45 anos no Espírito Santo.
27:45A principal unidade está localizada em Cariacica.
27:48Existem outras duas, em Cachoeiro de Itapemirim e Colatina.
27:52Na principal CEASA da Grande Vitória, os números impressionam.
27:56São 3.200 vendedores cadastrados que podem comercializar os produtos da Pedra,
28:02o principal espaço de comercialização.
28:04No lado externo, são mais de 100 lojas.
28:07Para preencher todos esses espaços de venda, diariamente cerca de 3 mil carros e caminhões
28:13trazem 1 milhão e 400 quilos de alimentos.
28:18E olha, tem cliente para tudo isso, viu?
28:21Por aqui passam em média 10 mil pessoas todos os dias.
28:25Aqui a gente compra de tudo, né?
28:28Eu trabalho com quilom, é muita coisa.
28:31É tomate, vagem, pepino, agora na época mexerica, pocã e vai.
28:37É tudo.
28:38Eu faço CEASA no dia.
28:42E quando se fala em CEASA, a gente costuma lembrar muito de preço, não é?
28:46Aqui, todos os dias, os valores dos hortifruti são atualizados e postados no site da instituição
28:53para que o cidadão tenha acesso.
28:55O preço de muitos produtos subiu nos últimos meses, resultado da alta da inflação, aumento
29:01dos insumos agrícolas e do diesel.
29:03Os vilões da vez são o ovo, a caixa está custando 160 reais.
29:08O tomático, a caixa de 20 quilos, a 65 reais.
29:12E a banana, que não está na época, está saindo de 70 a 80 reais, a depender do tipo.
29:19Mas olha, tem folhagem barata, viu?
29:21A caixa do repolho está custando 10 reais.
29:24A cenoura, 30.
29:25E a alface, por apenas 12 reais.
29:29Seria ideal você aí, de casa, você reunir a sua família, os seus amigos aí, e vir aqui
29:35para a CEASA.
29:36A CEASA está aberta a partir de 4 e meia da manhã, está aberta para comercialização,
29:40você pode vir, você não paga, você paga somente 5 reais em portaria se você tiver
29:44de carro, ou você pode entrar a pé, você pode vir e comprar sua mercadoria aqui e você
29:49vai economizar bastante.
29:53Na CEASA, é possível encontrar uma variedade muito grande de produtos.
29:57Mais de 50% dos hortifruti grangeiros vem da cidade de Santa Maria de Getibá, mas por
30:04aqui tem representatividade de quase todos os municípios do Espírito Santo.
30:08Tem também alimento que vem de outras regiões e até de outros países.
30:13Vem da China, vem da Argentina, da Noruega, vem do Chile, até dos Estados Unidos vem alguma
30:19mercadoria para cá.
30:23Quem trabalha por aqui há 10 anos é a dona Marcélia Otto.
30:26Ela comercializa folhagens.
30:28Vem uma vez por semana de Santa Maria de Getibá para expor e vender a sua produção, que
30:33é familiar.
30:34É da minha roça mesmo.
30:35E é você que colhe?
30:36É.
30:37Nós mesmo.
30:38A senhora e quem mais que colhe?
30:40Eu e meu marido e o meu filho, que metade do dia está em casa, trabalha e metade do dia
30:45ele estuda.
30:46Quanto é que estão os preços das suas mercadorias?
30:49Hoje a gente está vendendo guenta, salsa, 50 centavos o máximo.
30:53A cebolinha é 3 por 2, a caixa de afasto hoje está dando uns 10 reais, né?
30:58Dá muito barato.
30:59A couve também.
31:04Vira a CEAS é uma verdadeira experiência, viu?
31:06Aqui tudo é muito rápido.
31:07As pessoas compram, vendem, vão embora.
31:09Mas olha, se aqui é lugar de negócios, a CEAS também tem muitas histórias.
31:15Muitas.
31:15Tem histórias boas, histórias ruins.
31:17Eu falo que isso aqui é uma terapia.
31:19CEAS é uma terapia.
31:21Você não entra em depressão quem trabalha aqui.
31:22É, porque eu estou sempre sorridente, por causa do meu trabalho.
31:26Dona Zemá trabalha na CEAS há 28 anos.
31:29Profissão que já leva para a vida.
31:31E se na banca tem uma boa conversa, também tem variedade de produto.
31:36Estou vendo batata, cebola, laranja, várias coisas, ovos.
31:40Então onde vem essa mercadoria?
31:42Ovo vem de Santa Maria, laranja vem do Sergipe.
31:48Variedade e qualidade que Josiel fica de olho antes de comprar.
31:52Ele vem buscar frutas em Cariacica para revender em São Mateus, no norte do estado.
31:58Eu comprava muito por preço.
31:59Eu tomava muito prejuízo.
32:00Levava, chegava lá, não prestava, o freguês não comprava, eu jogava muito fora.
32:04Descartava muita coisa.
32:06Aí hoje, minha mercadoria que eu levo, eu vendo 90%.
32:09Porque eu escolho sempre o preço e qualidade.
32:14Olha, agora já são 7h30 da manhã, o movimento começa a ficar mais tranquilo aqui na CEAS.
32:18Só que ainda tem muita mercadoria.
32:20E aí começa aquela fase dos preços mais baixos.
32:23É bom para quem compra, bom para quem vende, porque a ordem aqui é limpar as barracas.
32:28A gente tem que abaixar o preço, né?
32:31Botar o preço lá embaixo e muitas das vezes mais tarde fazer doações, né?
32:35O que não dá é voltar para casa com isso.
32:37Não, a gente tem que limpar as caixas e deixar aqui mesmo.
32:41Não tem como voltar.
32:41Até porque essa mercadoria, ela estraga, né?
32:45Outra coisa não estraga, mas isso aqui não aproveita mesmo.
32:49Nem para outro dia não aproveita.
32:51Então a gente abaixa o preço, bem lá embaixo, e depois acaba fazendo doações.
33:02Seja para comprar, vender, revender ou doar, a CEAS é um ponto de encontro e comércio
33:08muito importante para a economia do Estado.
33:11E se você ainda não conhece, o convite está feito.
33:14Ela fica aberta de segunda a sábado a partir das 4h30 da manhã.
33:17Para entrar de carro ou caminhão, precisa pagar estacionamento.
33:21É vir e viver essa aventura.
33:34Confira agora o Giros Notícias da semana.
33:43O Espírito Santo está em estado de atenção pela falta de chuva.
33:48O governo, por meio da Agência Estadual de Recursos Hídricos, publicou o decreto nesta segunda-feira.
33:55A estiagem prolongada tem afetado lavouras, pastos, barragens e rios no território capixaba.
34:02A região sul é a que mais sofre com a seca.
34:06A festa do abacaxi de Marataízes, que celebra a data da colheita na cidade, teve que ser suspensa.
34:14A carne bovina voltou a entrar na lista de compras dos brasileiros.
34:19No mês de julho, o produto registrou queda no preço, com destaque para o filé mignon e a fraldinha.
34:25De acordo com o Índice de Preços dos Supermercados, dos 15 cortes monitorados,
34:3110 registraram valores mais baixos.
34:33O acumulado do ano ainda soma uma alta de 4,71%, mas já são dois meses de queda.
34:410,56% em julho e 1,38% em junho.
34:47O fungicida com o ingrediente ativo Carbendazin e produtos à base dele estão proibidos de forma definitiva no Brasil.
34:56Foi o que decidiu com unanimidade a diretoria da Anvisa durante reunião extraordinária.
35:01Em junho desse ano, a agência já havia suspendido o uso, mas de forma temporária,
35:07enquanto finalizava o processo de revalidação do defensivo agrícola no país.
35:12O fungicida era utilizado em culturas como citros, feijão, soja e trigo.
35:17A Anvisa explica que o Carbendazin apresenta danos à saúde da população e dos trabalhadores rurais.
35:25Entre em vigor, a partir do dia 1º de setembro, o Plano Setorial para a Adaptação à Mudança do Clima
35:32e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, o ABC+, isso para o período de 2020 a 2030.
35:39A portaria que detalha a política setorial foi publicada no Diário Oficial.
35:44O Plano ABC+, tem como meta promover a adaptação à mudança do clima
35:49e o controle das emissões de gases de efeito estufa na agropecuária brasileira.
35:55Começou na última segunda-feira o período para entrega da Declaração do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural de 2022.
36:04O prazo vai até o dia 30 de setembro.
36:06As informações devem ser enviadas por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR,
36:13disponível no site da Receita Federal ou pelo Receita Net.
36:19A Jussara é uma palmeira nativa da Mata Atlântica.
36:24Do tronco é possível extrair palmito de ótima qualidade.
36:28Do fruto é possível extrair a polpa.
36:30O açaí de Jussara tem muitas propriedades nutricionais
36:34e traz emprego para muita gente de Rio Novo do Sul.
36:38Conheça mais sobre esse coquinho roxinho, que é uma delícia.
36:47Ele está entre as preferências nacionais.
36:49O açaí, como a gente conhece bem, vendido em quase toda a esquina,
36:54vem do norte do país.
36:55Mas você já ouviu falar do açaí Jussara?
36:58Isso mesmo, a Jussara é uma palmeira nativa da Mata Atlântica,
37:02aqui da nossa região,
37:03que dá tanto palmito quanto fruto,
37:06que pode virar uma deliciosa polpa de açaí.
37:12Rio Novo do Sul é a capital capixaba da Jussara.
37:16O município é o que mais produz e comercializa o fruto dessa árvore,
37:20seguido por Santa Tereza, de acordo com dados do Encapé.
37:23Rio Novo do Sul produz 200 mil toneladas por mês
37:28durante o período da safra, que vai de abril a agosto.
37:31Hoje, a produção na alta produtividade, na época da colheita,
37:36chega a ser 10 toneladas por dia,
37:38as duas agroindústrias, o beneficiamento das duas agroindústrias.
37:42Totalizando uma média de 200 mil toneladas por mês,
37:46no auge da colheita da Jussara.
37:48O município de Rio Novo está representando a capital da Jussara no Espírito Santo
37:51e a gente pretende dar ainda mais assistência técnica,
37:54apoio aos produtores,
37:55para implantar ainda mais a Jussara nas propriedades rurais,
38:00tendo viés ambiental e viés econômico.
38:05Também chamado de palmito doce,
38:08isara ou açaí da Mata Atlântica,
38:10por aqui a gente chama de açaí capixaba mesmo.
38:13A planta cresce bastante
38:15e para colher o fruto é preciso de uma foice,
38:18um trabalho bem artesanal.
38:25Entre plantar e a primeira colheita,
38:27a Jussara demora de 6 a 7 anos.
38:30Depois, ela dá frutos anualmente.
38:32Costuma crescer melhor perto de outras culturas.
38:36Os cachos amadurecem aos poucos
38:38e, de acordo com uma instrução normativa
38:40criada em 2013 pelo Incaper,
38:42o fruto não pode ser colhido 100%.
38:45Um ou dois cachos devem ser deixados na planta
38:48para manter a produção.
38:52Para quem não conhece bem,
38:54dá até para confundir a Jussara com açaí.
38:57Eu mesmo conheci essa novidade hoje.
38:59A Jussara, assim parecida com açaí,
39:01são essas frutinhas aqui, pequenininhas.
39:03Elas são bem resistentes,
39:04deixam a mão toda roxa.
39:06E elas se fixam nesses ramos aqui.
39:09Basta bater que a fruta já sai.
39:11Mas a principal diferença do açaí
39:13que vem da Amazônia, lá do norte do Brasil,
39:15para a Jussara, para a Palmeira Jussara,
39:17que é da Mata Atlântica,
39:18é que elas são plantas únicas.
39:20Elas não perfilam.
39:22Às vezes, até existe que alguns estipes
39:24vêm juntos, junto com os irmãos.
39:26Eles vêm casados.
39:27Mas a principal diferença
39:29é que ela acaba não perfilando,
39:31sendo uma planta única
39:32aqui da nossa região.
39:39Na propriedade de Seu Vicente,
39:41que tem 19 hectares,
39:43o trabalho com a Jussara
39:44vem de pai para filho.
39:46São 35 anos nessa convivência
39:48do homem com a planta.
39:50Com os 50 mil pés da Palmeira Jussara,
39:52na alta estação,
39:54se colhe até meia tonelada por dia.
39:57É uma planta bastante resistente,
39:58onde não exige
39:59grandes cuidados culturais.
40:02é uma roçada por ano,
40:04para evitar que o mar
40:06tenha competição muito com ela.
40:08Mas ela se adapta bem
40:09entre outras plantas,
40:11outras plantas nativas.
40:13Pode também se cultivar,
40:16consorciar com café,
40:17com banana,
40:18com cacau,
40:19com cupuaçu
40:20e com outras plantas
40:23da agrofloresta.
40:30Do sítio para a indústria,
40:32o beneficiamento do fruto
40:33é feito por agroindústrias
40:35da região mesmo.
40:36Na indústria dos Bortolote,
40:38a Jussara processada
40:39vem tanto da propriedade rural
40:41da família,
40:42quanto de outros 70 produtores
40:44de Rio Novo do Sul,
40:46Iconha,
40:47Alfredo Chaves,
40:48Piuma,
40:49Vargem Alta,
40:50Alegre
40:50e Venda Nova do Imigrante.
40:55A empresa trabalha
40:57com Jussara e Açaí.
40:59Só de Jussara
41:00são 450 toneladas de polpa
41:02que vão para sorveterias
41:04e mercados.
41:05Hoje nós temos
41:06uma produção mensal
41:07de aproximadamente
41:0710 toneladas
41:09de polpa de Jussara,
41:10sendo que é
41:11a barra de 1 kg
41:12e a polpa fracionada.
41:14Nós atendemos
41:15todo o estado do Espírito Santo,
41:17Rio de Janeiro,
41:18Bahia e Minas Gerais.
41:19O público-chefe,
41:20o mesmo carro-chefe,
41:21são as açaiteirias
41:23e sorveterias.
41:24Porém,
41:25agora a gente está atendendo
41:26também o ramo
41:26de supermercado.
41:28Está tendo uma procura
41:28muito grande
41:29por parte desse público agora.
41:35O fruto dessa palmeira
41:36ainda não está registrado
41:38no Ministério da Agricultura.
41:39Por isso,
41:40alguns produtores
41:41ainda comercializam
41:42como açaí no mercado.
41:44Contudo,
41:45em Capera,
41:45que no Espírito Santo,
41:46tem trabalhado
41:47para valorizar a Jussara
41:48e distinguir bem
41:49os dois frutos.
41:51Desde 2013,
41:52existe essa instrução
41:53normativa sobre a Jussara,
41:55tanto para a colheita
41:56quanto para o beneficiamento.
41:58É um produto
41:59ainda artesanal.
42:00As propriedades que tem
42:02são propriedades rurais,
42:03pequenas famílias
42:04que produzem.
42:05Então,
42:06ele não é comercializado
42:07em grande escala, não.
42:08Mas está tendo
42:09uma aceitação muito boa, sim.
42:14A fruta
42:15chega na indústria
42:16e passa pela seleção.
42:18Depois,
42:18vem a higienização
42:19e o processo
42:20de amolecimento
42:21com água morna.
42:23O próximo passo
42:24é a despoupadeira,
42:25seguida da embaladeira
42:27e, por último,
42:28o envasamento.
42:29A polpa roxinha
42:30está pronta
42:31e pode virar
42:32creme,
42:33batida,
42:34geleia,
42:34bolo
42:35e até macarrão.
42:37Olha,
42:37seja qual for o preparo,
42:39o açaí Jussara
42:40traz muitos benefícios
42:41para quem consome.
42:43Ele é riquíssimo
42:44em vitamina E,
42:45é riquíssimo
42:46em antocianinas,
42:48é riquíssimo
42:48em cálcio,
42:49é riquíssimo
42:50em potássio.
42:51A gente tem
42:52uma melhora
42:53na saúde cardiovascular
42:54de modo geral
42:55na questão da oxigenação,
42:57na questão do controle
42:58de pressão arterial.
42:59A gente previne
43:00o envelhecimento
43:02por conta de ser rico
43:03em vitamina E,
43:05a questão do intestinal
43:07por conta
43:08da presença
43:09das fibras,
43:09porque ele é muito
43:10rico em fibras.
43:14Já sabemos
43:14que faz bem
43:15a saúde.
43:16Vimos a colheita,
43:17a polpa sendo preparada,
43:19agora a gente
43:20precisa provar
43:20esse sabor,
43:21não é mesmo?
43:22Quem preparou
43:23esse suco
43:23foi a Dona Maria,
43:24esposa do seu Vicente.
43:26Dona Maria,
43:27você gosta desse suco?
43:28Eu gosto dele
43:29com um pouquinho
43:29de limão,
43:30um pouquinho de laranja,
43:32mas aí vai
43:32do gosto
43:33de cada um.
43:33Dá para fazer
43:34vitamina também?
43:35Dá para fazer
43:35vitamina,
43:36coloca bastante
43:37coisa,
43:38banana,
43:40o que a pessoa
43:41quiser colocar,
43:43granola,
43:44biscoito
43:45e assim por diante.
43:46Fica um café
43:47reforçado, né?
43:48Fica um café
43:49reforçado.
43:49Vamos experimentar,
43:50então?
43:51A senhora preparou
43:51esse suco para a gente,
43:52vamos experimentar?
43:53Eu vou servir
43:53a senhora,
43:54tá bom?
43:55Tá bom.
43:55A senhora fez o suco,
43:56mas eu vou servir
43:57a senhora.
43:58Olha só,
43:59ele parece
43:59bem consistente
44:00forte, hein?
44:04Vamos experimentar?
44:06Vamos,
44:07vamos fazer o tintim?
44:07Vamos fazer o tintim?
44:09Pronto.
44:15Muito gostoso,
44:17é leve.
44:17Para a saúde,
44:19claro, né?
44:20E para o coração,
44:22e deixar a gente
44:23mais novo, né?
44:24É?
44:24A senhora está nova
44:26e com coração bom,
44:26então, viu?
44:28E sempre sorridente.
44:34Quem conhece
44:35pela primeira vez
44:36vai querer sempre.
44:37É o açaí capixaba.
44:51Confira agora
44:52as cotações da semana.
44:53O café conelão
44:55tipo 7
44:55abriu a segunda-feira
44:57na Coabriel,
44:57sendo negociado
44:59a setecentos e cinco reais.
45:01Fechou a semana
45:02em setecentos e dez.
45:03Uma alta
45:04de zero vírgula
45:05setenta por cento
45:06na semana.
45:07O conelão tipo 7
45:088 começou
45:09a segunda-feira
45:10em setecentos reais.
45:11E na sexta,
45:13a saca foi cotada
45:14em setecentos e cinco reais.
45:16Alta de zero vírgula
45:17setenta e um por cento.
45:18O conelão tipo 8
45:20na Coabriel,
45:21na segunda-feira,
45:22foi negociado
45:23em seiscentos e noventa e cinco reais.
45:25Na sexta,
45:26setecentos reais
45:27a saca.
45:28Uma alta
45:28de zero vírgula
45:29setenta e dois por cento
45:31na semana.
45:34Entre Vitória,
45:35nossa capital,
45:35e Domingos Martins,
45:37Viena apresenta
45:38muitas opções
45:38quando a gente fala
45:39em agroturismo.
45:41São cachoeiras
45:42e piscinas
45:42de águas correntes
45:44que fazem parte
45:44do roteiro
45:45deste município.
45:52Localizado na região
45:53metropolitana
45:54de Vitória,
45:55a 22 quilômetros
45:56da capital,
45:57Viena é cortada
45:58pelas principais
45:59BRs do estado,
46:00a 101
46:01e a 262.
46:02O município
46:04é reconhecido
46:04como o portal
46:05das montanhas capixabas,
46:07devido a sua proximidade
46:08com a região
46:09serrana do estado.
46:10E por aqui,
46:11existem muitas opções
46:13de lazer.
46:13Hoje a gente vai conhecer
46:15a área do agroturismo.
46:20Nossa primeira parada
46:21é no Mirante da Biquinha,
46:23localizada no quilômetro 26
46:25da BR-262,
46:26sentido Viena,
46:28Domingos Martins.
46:29O local leva esse nome
46:31pela fonte de água mineral
46:32que oferece gratuitamente
46:34e pela vista
46:35para as serras da região.
46:37O local foi revitalizado
46:39há pelo menos um ano
46:40e pretende ser
46:41um ponto certo
46:42de parada
46:43para quem está indo
46:44para a capital
46:45ou para o interior.
46:50Temos vários pontos turísticos,
46:52vários segmentos
46:53na cidade.
46:54Nós temos o turismo
46:54de aventura,
46:56Vale das Cachoeiras,
46:57muitos restaurantes
46:59que trabalham
46:59com agroturismo
47:00nas nossas áreas rurais.
47:02A Biquinha,
47:02esse ponto
47:03que a gente está aqui,
47:04que é praticamente
47:04o portal
47:05das montanhas capixabas,
47:07que tem uma proximidade
47:07muito grande
47:08com as montanhas
47:09e para quem vai também
47:10para a região metropolitana.
47:11Enfim,
47:12Viana tem muitos pontos turísticos
47:14interessantes
47:14para serem explorados
47:15para os nossos turistas.
47:19De acordo com o último censo
47:21agropecuário do Incaper,
47:23o turismo representa
47:243% do PIB de Viana
47:26e são os investimentos
47:28que pretendem valorizar
47:30mais essa área.
47:31O mirante da Biquinha
47:32é um exemplo.
47:33Aqui,
47:33a pessoa pode sentar-se,
47:35descansar um pouco
47:36da viagem,
47:37tirar uma foto
47:38e ainda se refrescar.
47:42Pegar uma aguinha fresquinha,
47:44né?
47:44De graça,
47:45que a natureza dá para nós.
47:48Muito boa,
47:49vale a pena provar.
47:54Caio é motorista
47:55e viaja sempre
47:56de Mariana,
47:57em Minas Gerais,
47:57para Vitória,
47:58aqui no Espírito Santo.
48:00O mirante da Biquinha,
48:01em Viana,
48:02é parada obrigatória.
48:03Eu faço esse percurso aqui
48:05já tem praticamente
48:06uns 3 a 4 anos.
48:08e varia muito
48:09por semana,
48:10por mês, né?
48:11Sempre eu dou uma paradinha
48:12aqui nesse mirante
48:14aqui de Viana
48:15para tomar uma aguinha,
48:17tomar um ar fresco,
48:18ver a paisagem
48:19e a tendência é só melhoria.
48:21Eu estava vendo aqui agora,
48:22colocou um calibrador aí,
48:23que ajuda muito também
48:25a gente que está
48:26no passeio,
48:27na rodovia,
48:28faz uma falta
48:30e geralmente também
48:31eu venho com
48:33uns companheiros novatos,
48:35sempre faço essa parada aqui
48:37para eles também
48:38ver a paisagem,
48:39a natureza, né?
48:45Agora,
48:45a gente segue viagem
48:46para mais um paraíso
48:47no meio da mata.
48:49Pegando a 262,
48:50sentido Vitória,
48:51a gente vira
48:52na terceira esquerda
48:53e segue por uma estrada
48:54de terra.
48:55Assim que avistamos
48:56a placa indicativa,
48:58a gente já pode entrar.
48:59O destino
49:00são as cachoeiras
49:01do Aloysio.
49:03Mais um pouco
49:03e a gente já chega.
49:13O local é um verdadeiro oásis.
49:15Para entrar,
49:16o valor por pessoa
49:17custa 10 reais.
49:19Já para quem quer acampar,
49:20custa 25 por barraca
49:22a pernoite.
49:23Tem dois alqueires
49:24de muita mata,
49:26trilhas e água,
49:27com espaço
49:28para passar o dia
49:29e comer.
49:30Olha,
49:30pode até fazer churrasco,
49:32mas o som
49:33tem que ser ambiente, viu?
49:34No verão,
49:36o local chega a receber
49:37500 pessoas
49:38por final de semana.
49:39Já no inverno,
49:40a média fica
49:41em 100 pessoas.
49:42A gente abriu
49:43esse espaço,
49:44começou a cobrar
49:44uma entradinha
49:45e, de repente,
49:47começou a vir gente,
49:47gente, gente, gente.
49:49E aí,
49:50a gente foi incrementando,
49:51fazendo churrasqueiras,
49:53fazendo um barzinho,
49:55aos domingos,
49:56a gente funciona.
49:57Graças a Deus,
49:58a gente tem
49:58um bom público aqui.
50:03Pela falta de chuva
50:04desde março deste ano,
50:06a vazão da água
50:07nas cachoeiras
50:08está bem baixa
50:09e o ambiente
50:09se modifica.
50:10Mas, olha,
50:11ainda tem como
50:12aproveitar e relaxar.
50:14O local entre as árvores
50:15é bem fresquinho
50:16e o barulho da água
50:17convida para reflexão.
50:20O silêncio é total,
50:22a gente preservou bem,
50:24as pessoas chegam aqui,
50:25conseguem ter contato
50:27com a natureza,
50:27contato com os bichos.
50:29Aqui agora eles não estão,
50:30mas geralmente
50:31quando tem gente,
50:31os sauzinhos,
50:32os macaquinhos,
50:33descem todos,
50:33dão banana para comer
50:35na boca dos animais.
50:36Quando chega aqui,
50:37dá para esquecer
50:38todos os seus problemas.
50:45Um outro convite
50:47para você fazer
50:47aqui nas cachoeiras
50:48do Aloysio
50:49é você participar
50:49de uma caminhada
50:50em mata fechada.
50:51Hoje eu não vim preparado,
50:52estou de calça jeans,
50:54mas você vindo,
50:54coloca uma calça taquetel,
50:55uma bermuda,
50:56passa repelente,
50:57olha,
50:57pé na estrada,
50:59são 40 minutinhos,
51:00uma caminhada moderada,
51:01leve,
51:02para você aproveitar
51:03essa mata,
51:05respirar fundo,
51:06tirar muitas fotos
51:07e olha só,
51:08no meio do caminho
51:08tem 12 quedas de cachoeira.
51:11Que convite recusável,
51:12né?
51:12Vamos lá?
51:19O Mairon tem razão,
51:21é um convite
51:22irrecusável mesmo.
51:24As lindas cachoeiras,
51:25o mirante
51:26com fonte de água mineral
51:28e Viana tem muito mais.
51:30No próximo bloco,
51:31a gente te mostra.
51:32Até já!
51:51A gente já está de volta
51:52aqui no Agrobusiness
51:53para continuar passeando
51:54por Viana.
51:55Agora eu te convido
51:56para ir comigo
51:57para mais uma parada.
52:04O próximo destino
52:05são as piscinas
52:06do Seu Zé Maria,
52:07que ficam bem perto
52:08das cachoeiras.
52:10Para entrar,
52:10também custa
52:11R$ 10,00 por pessoa.
52:13Preço acessível
52:14para a quantidade
52:15de opções
52:15que se encontra.
52:17Tem parquinho
52:17para as crianças,
52:19campo para o futebol,
52:20espaço para descansar
52:22e apreciar a natureza
52:23e as mais queridas,
52:24piscinas de águas
52:25naturais e correntes.
52:27Ao todo,
52:28são cinco
52:29de diferentes tamanhos
52:30e com profundidades leves.
52:32A mais funda
52:33chega a 1,40m.
52:34Ela é uma água corrente,
52:36ela entra e sai,
52:37é como se a piscina,
52:38elas são naturais,
52:39é como se a piscina
52:40fosse um reservatório.
52:42E essas piscinas,
52:43nós também,
52:43o rio que alimenta
52:45as águas delas,
52:45nós fazemos
52:46com a prefeitura
52:47a análise da água
52:48dessas piscinas.
52:49Então,
52:50ela é uma água pura.
52:51A gente tem todo
52:52o cuidado
52:53com a questão ambiental,
52:54é feita a limpeza
52:55para não prejudicar
52:57o meio ambiente também.
53:01Entre novembro e março,
53:03passam pelo local
53:04cerca de 300 pessoas.
53:06Já nesta época
53:07de inverno,
53:07o número de visitantes
53:09chega a 50 apenas.
53:10As piscinas do
53:11Seu Zé Maria
53:12também servem
53:13para grupos
53:14que querem acampar
53:15ou igrejas
53:16que fazem batizados.
53:17Opções que não faltam
53:19nesse pedacinho do céu.
53:20É um convite
53:21para vir e relaxar.
53:22Pode vir,
53:23que eu tenho certeza
53:24que a pessoa
53:25vai se sentir em casa,
53:26é um ambiente familiar.
53:27Todo mundo que vem
53:28sempre elogia.
53:29É um negócio
53:29muito bacana.
53:30As pessoas vão gostar
53:31muito do ambiente.
53:35Por hoje,
53:36encerramos o nosso
53:37dia de passeios.
53:38Mas o convite
53:39fica aberto
53:40para você vir,
53:41conhecer,
53:42aproveitar
53:43e relaxar
53:44em meio à natureza
53:45de Viana.
53:54O AgroBusiness
53:56de hoje
53:56fica por aqui.
53:57Mas eu queria
53:58agradecer
53:59a sua companhia
54:00e dizer que eu te espero
54:01domingo que vem.
54:02Para saber mais
54:03sobre o mundo agro,
54:05confira a coluna
54:06AgroBusiness
54:07no folhavitoria.com.br
54:09e no nosso canal
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54:12arroba
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54:19nas redes sociais.