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  • há 2 dias
Para falar sobre os novos investimentos em tecnologia na saúde capixaba, o apresentador Ricardo Frizera conversa com o CEO da Rede Meridional, Antonio Benjamin, e com os diretores Fábio Frank e Marcus Leitão. A empresa realiza 1 milhão de atendimentos por ano, 50 mil cirurgias, gera direta e indiretamente mais de 10 mil empregos e pretende ser a terceira maior rede de saúde do Brasil.

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00:07Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business. Meu nome é Ricardo Frizeira e eu vou te acompanhar
00:12aqui pelos próximos domingos. O propósito do programa é contar as trajetórias das lideranças
00:17que constroem o nosso PIB e mostrar as potencialidades do Espírito Santo. A liderança de hoje faz um
00:25milhão de atendimentos por ano, 50 mil cirurgias, emprega direta e indiretamente, 10 mil pessoas.
00:33Hoje eu estou aqui com o CEO da Rede Meridional, o doutor Antônio Benjamin. Benjamin, muito obrigado
00:38pela entrevista, é um prazer ter você aqui. A ideia aqui é contar primeiro um pouco da sua história,
00:43como é que você começou a empreender, na realidade você é médico, como é que você começou a empreender
00:48e como chegou até essa estrutura que tem hoje?
00:53Ricardo, primeiro eu queria agradecer o convite, é um prazer para a gente estar aqui falando um pouco
00:58da gente e também do nosso negócio, um negócio que muitas vezes é desconhecido do público,
01:03o público enxerga o nosso negócio de outra maneira. Infelizmente a maioria que usa, usa no momento
01:11que não queria, uma experiência que às vezes na primeira, o contato não é das melhores,
01:16porque normalmente a gente atende 90% das pessoas, são pessoas doentes, né?
01:22Eu brinco que normalmente quem quer estar em hospital é quem vai ganhar neném, que vai fazer cirurgia plástica.
01:27Esses dois querem estar e são as pessoas mais felizes que estão no hospital.
01:32O resto estão por motivo de doença dele ou de um parente, né?
01:34Então eu sou médico, eu formei em 89 aqui na Hermescan, fiz residência no hospital das clínicas aqui de Vitória,
01:43depois fiz cirurgia geral, depois eu fui para a Universidade Federal do Rio de Janeiro, fundão, fiz cirurgia vascular,
01:49depois voltei para cá. Cheguei aqui em 95, de volta da residência e começamos já em 96, eu pensei em
01:58fazer alguma coisa.
01:59Na verdade, desde a residência que eu já pensava em que eu queria fazer alguma coisa, que não só ser
02:05médico dentro da medicina.
02:07E em 96 a gente adquiriu o terreno do nosso primeiro hospital, que é o Hospital Meridional de Cariacica.
02:11Eu voltei da residência em 95 de janeiro, em setembro de 96 nós compramos o terreno, eu e um grupo
02:15de médicos,
02:17e aí fizemos projeto, etc. Em 98 começamos a obra e em 2001 inauguramos o Hospital Meridional de Cariacica.
02:24Antigamente era o Meridional, que era o único, quando nós começamos, hoje a gente tem alguns hospitais que chamam Meridional,
02:30por isso que de lá passou a chamar Meridional de Cariacica.
02:33Hoje aqui no estado são sete hospitais, em torno de 700 leitos, a gente tem dois hospitais em Cariacica,
02:40o Meridional e o São Francisco, dois em Vila Velha, o Prado da Costa e o São Luís,
02:46um na Serra, que é o antigo metropolitano, que agora chama Meridional Serra,
02:50um em Vitória, que é uma daquela maternidade de Santa Ursa, que está passando por todo um retrofite,
02:54depois eu vou falar um pouco, que vai chamar Meridional Vitória,
02:57e um em São Mateus, no norte, que chama Meridional São Mateus.
03:01Agora, eu venho de uma família de médicos, é difícil a gente ver médicos empreendendo.
03:07Como é que foi essa tomada de decisão de sair da medicina puramente para realmente ser CEO de um grupo?
03:15A gente normalmente vê médicos fazendo alguns investimentos, investindo em imóveis, investindo em hospitais,
03:22mas indo, de fato, para o corpo executivo, é um negócio um pouco raro de ver.
03:29E como é que foi essa virada de chave? Você é que teve essa virada de chave?
03:33Teve sim, Ricardo, e para mim foi muito natural.
03:35Foi quase que como se fosse uma trajetória que aconteceria de alguma maneira naturalmente quando eu entrei nisso aí.
03:42Óbvio que eu não via isso lá atrás, em 2001, quando o hospital me inaugurou ainda, não me enxergava no
03:46executivo.
03:48Na verdade, o hospital, como quase todos os hospitais, na década de 90 e de 2000, foram hospitais de médicos.
03:57Os hospitais no Brasil privados, começaram aí nos anos 50, 60, eram praticamente hospitais filantrópicos.
04:03Eram santas casas, hospitais evangélicos, hospitais ligados a algum tipo de religião.
04:09Praticamente todos, nos anos 50 e 60.
04:11Foi quando surgiram os planos de saúde por aí nos anos 60.
04:16E aí começou então os hospitais privados.
04:18Aí terão uma época de transição, de NSS, Fundo Rural, não sei o que, e para hospital privado.
04:26E logo depois dos hospitais de igrejas, de religiosos, começou os hospitais de um médico.
04:32Aqui em Vitória, por exemplo, a gente teve o Hospital São José, da família do Dr. Benício, depois tivemos a
04:37maternidade do Dr. Arnaldo.
04:39Alguns médicos, ícones, eles acabavam naturalmente fazendo o Hospital, etc.
04:45Mas de uma maneira muito amadora.
04:47Sim.
04:47Então isso evoluiu nos anos 60.
04:50Quando chegou nos anos 70, anos 80, não era mais possível um médico sozinho conseguir fazer um hospital.
04:55Porque já tinha muita subespecialidade.
04:58O médico não dominava uma gama de procedimentos.
05:03Por outro lado, começou a chegar muitos especialistas, bem formadas.
05:06Então a ginecologia hoje, por exemplo, o cara faz um pedacinho da ginecologia.
05:10Tem 10 pessoas fazendo ginecologia, cada um um pedaço.
05:14Então não foi mais possível um médico de nome renomado poder fazer isso.
05:18Então começou os médicos a se juntar para fazer os pais de médicos.
05:21Isso foi um boom no Brasil entre os anos 80 e 90.
05:25Aqui no Espírito Santo a gente tem uma série de exemplos disso.
05:29E isso durou dos anos 80 até mais ou menos 2010.
05:35Como é assim mesmo, vem os tempos e tempos, as coisas mudam.
05:40E então veio os hospais religiosos, santas casas, hospitais, de um médico, hospital familiar,
05:45depois de grupo de médico.
05:47E nos anos 2010 para cá começou os hospais em presa.
05:50Esses modelos foram chegando no seu limite.
05:55Então hoje, pelo novo modelo de negócio, na minha opinião, não é mais possível esse tipo de hospital.
06:01Então todos os pais estão na migração de hospitais familiares, ou hospitais filantrópicos,
06:06ou hospitais de médico para hospitais de empresa.
06:09Realmente o negócio é serviço como empresa.
06:11É a profissionalização do setor de saúde então.
06:13Isso acontece no Brasil inteiro, não só aqui no Espírito Santo.
06:15No Brasil todo.
06:16E o nosso segmento, prestação de serviço, especificamente,
06:19prestação de serviço hospitalar, foi o último.
06:22Porque é o mais complexo.
06:24Então, o hospital é uma coisa extremamente complexa.
06:26É uma empresa que trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano, não para nunca.
06:33É o hospital que você faz o que você quiser, 1º de janeiro, 25 de dezembro, carnaval, natal.
06:39Então não é uma empresa simples.
06:41E você lida com um público.
06:44O seu principal ativo é muito diferenciado, que é o médico.
06:48O médico tem uma formação hoje em média 12 anos para começar a trabalhar.
06:52Imagina uma pessoa ficar 6 anos de faculdade, 6 anos de residência.
06:55Sofrido, hein?
06:56É complicado.
06:57Então, não é simples administrar essa turma toda.
07:00Eu sou médico, eu posso falar com mais tranquilidade.
07:03E agora nós estamos nessa.
07:04Já estamos em empresas que, como todo negócio está se consolidando,
07:08governança, ganhar escala, capilaridade.
07:13Então, nós estamos no meio aí do furacão, de uma mudança que já aconteceu em outros países
07:18e agora está acontecendo aqui no Brasil e aqui no Espírito Santo.
07:21Qual foi a principal dificuldade nessa transição de hospital de médicos para hospital de empresa?
07:28Qual é a principal dificuldade, barreira que você encontrou?
07:30São várias, cara.
07:31Primeiro, eu, por exemplo, eu caminhei na minha residência em 1995, trabalhei como médico de 1995 a 2010.
07:42Em 2010, 2012, eu tive que largar.
07:45Não dava mais espaço para me fazer medicina e continuar gerindo.
07:49Em 2012, eu já tinha quatro hospitais.
07:52Já eram uns 300 leitos.
07:53Não dava para me continuar administrando 300 leitos.
07:561.500, 2.000 funcionários fazendo medicina de manhã.
07:59Hoje são quantos leitos?
08:00Hoje são 700 leitos.
08:01Tá.
08:02Aqui...
08:03Ao todo.
08:03Espírito Santo inteiro.
08:04Espírito Santo são 700 e 150 fora.
08:06São 800 e poucos leitos no Brasil.
08:09Então, não dava para continuar fazendo isso.
08:11Uma parte médica, uma parte gestor, então eu tive que fazer a opção.
08:14Foi muito tranquilo para mim fazê-la.
08:16Então, praticamente, praticamente, não abandonei a medicina assistencial, parte clínica,
08:21e tornei gestor da área de saúde.
08:23Aí vem um monte de desafios, né?
08:25E o maior deles são os médicos.
08:28A gente, quando tem a formação médica, normalmente o médico é o centro da atenção.
08:34Normalmente, as pessoas vão no hospital, em algum lugar, procurar médico.
08:38E é verdade.
08:39É ele que, no final, é quem vai dar todo o sentido e a evolução e a orientação do tratamento.
08:48Não é nenhuma outra pessoa que não é um médico.
08:49Então, essa turma, entender que eles continuam sendo, realmente, o principal ativo de qualquer hospital,
08:57é mais que ele tem que coexistir com os demais.
09:02Enfermeiro, fonoaudiólogo, dentista, os executivos, psicólogo, e o paciente sempre no centro das atenções.
09:10E entender que isso é bom para eles também, né?
09:13Essa evolução.
09:14Eles, como o principal ator aí do tratamento médico hospitalar,
09:19mais coexistir com as demais pessoas e ceder um pouco a alguma coisa ou outra.
09:23E ter mais esse espírito, realmente, de organização, de governança, né?
09:29De horário, né?
09:30As pessoas estão muito exigentes.
09:32Antes, você ia no consultório de um médico, ficava três horas esperando, achava normal, né?
09:36Hoje é complicado.
09:37As pessoas ficam meia hora, uma hora esperando, não querem mais.
09:41O tempo ficou muito corrido, né?
09:43Os médicos precisam entender isso.
09:44Eu sou médico, eu sei a dificuldade.
09:46Às vezes, o cara é cirurgião, que está operando, a cirurgia atrasa.
09:49Não tem como ele chegar no consultório no horário, né?
09:51Sim.
09:51Às vezes, o paciente entende, às vezes, não.
09:54Chega no pronto-socorro, a pessoa quer ser atendida logo.
09:56Às vezes, nem está com um problema tão grave.
09:58Mas é normal, é o dia a dia, corrida, é isso mesmo.
10:01Nós temos que tentar atender as expectativas.
10:03Então, é colocar isso tudo dentro do mesmo cesto.
10:07E, no final, a gente tem a obrigação de dar resultado.
10:10Porque o hospital tem que ser caro com uma empresa normal, que tem que ter resultado no final do exercício.
10:15Tem que dar lucro, né?
10:16Senão, você não tem capacidade de reinvestir, de manter atualizado.
10:20Todo negócio precisa dar lucro para se sustentar, né?
10:22É natural.
10:23Mas, na saúde, é complicado, às vezes, falar isso.
10:25As pessoas encaram uma maneira um pouco errada.
10:28Sem dúvida nenhuma.
10:30Isso aí.
10:30Por quê?
10:31Porque é a vida da filantropia, cara.
10:32As hospitais começaram nos anos 20, com as santas casas, era tudo filantrópico, ninguém pagava.
10:38Antigamente, você tinha INSS ou Fundo Rural.
10:41Quem tinha grana pagava do bolso.
10:43Então, a cultura nossa é de não pagar, não gastar com a saúde.
10:46Entendeu?
10:47Então, é complicado mesmo.
10:48Tem que ser aos poucos, as pessoas têm que entender.
10:50O sistema de saúde público no Brasil é muito ruim.
10:52Então, na realidade, é uma contradição.
10:54Porque as pessoas, para buscarem, realmente, atendimento, via de regra, um bom atendimento,
11:00vão precisar de um hospital privado.
11:01Sem dúvida nenhuma.
11:03Eu brinco, que eu falava assim, em algum momento eu falei com algumas pessoas,
11:07falaram, Benjamin, você é doido?
11:08Eu falei, não, cara.
11:09A pessoa falou assim, eu tenho que ir no hospital.
11:12Que hospital que eu vou?
11:13As pessoas não têm muita referência no hospital que ele vai.
11:17Tem uma pesquisa que fala, uma pesquisa do Albert Einstein, que é um dos melhores hospitais
11:22do Brasil e do mundo, que 80%, 70%, 80% da clientela do hospital, e é assim lá, mora
11:28a 5 quilômetros de distância do hospital.
11:30Então, se você está a um raio de 5 quilômetros, você vai ver que 80% da clientela daquele hospital
11:35está a 5 quilômetros do hospital.
11:37Quando o hospital tem algum desempenho extraordinário em alguma área de atuação, normalmente
11:42ela acaba galinhando clientes mais distante, mas normalmente o grosso, que é o dia a dia,
11:48é ali de perto.
11:49Então é fundamental você tratar bem aquele público no seu entorno.
11:53Ou seja, os hospitais têm que entender que eles são um ativo, que eles são um emprestador
11:59de serviço local.
12:01E voltado para o cliente.
12:02Voltado para o cliente e o cliente daquela micro região dele.
12:05Sempre vão ser os principais, os mais importantes usuários deles.
12:09São aqueles usuários que vão manter o negócio, porque vão várias vezes no mesmo hospital,
12:14no mesmo lugar.
12:15Diferente de uma pessoa que mora a 30 quilômetros do seu hospital, ele vai especificamente no
12:19seu hospital.
12:20Por exemplo, nós temos um hospital nosso, que só nós fazemos transplante de fígado,
12:24só nós fazemos transplante de osso, a grande maioria dos transplantes de coração a gente
12:28que faz, pâncreas.
12:30Então, para esse tipo de tratamento, as pessoas saem do sul, do norte, da Bahia e vão para
12:34o nosso hospital.
12:35Mas se ele tiver que fazer uma cirurgia de vesícula, ou se ele quebrar o braço, ele
12:39não vai no nosso hospital, ele não vai andar 50 quilômetros, porque tem outros hospitais
12:42bons também perto dele.
12:44Então, a nossa clientela ali, que está todo dia, que realmente banca o hospital e sustenta
12:49o hospital, é quem mora perto da gente.
12:51Então, esse é o nosso público preferencial.
12:53E assim, tem outro hospital do outro lado, aí tem outro na Serra, tem outro em Vila Velha
12:57e assim vai.
12:58Agora, tem um outro motivo que eu, como consumidor, olharia se eu fosse para um hospital, que
13:02é a saúde financeira daquele hospital.
13:04O hospital tem o front, que é o que nós, pacientes, quando nós vamos como pacientes,
13:09como usuários, nós vemos.
13:10Que é aquele atendimento, aquele acolhimento, às vezes o hospital limpo, bonito, as pessoas
13:17bem vestidas e tal.
13:18Mas tem o submundo do hospital que nós, usuários, não enxergamos.
13:22Que é como é que está a manutenção do gerador, como é que está a manutenção do
13:25respirador, do carrinho de anestesia, que vai ser fundamental para manter a sua vida na
13:30hora que você precisar.
13:31E um hospital que não está com a saúde financeira em dia, ou seja, que não está
13:35com suas contas em dia, que se olha no Serasa, ele tem 300, 400, 500 títulos protestados,
13:41eu não iria nesse hospital.
13:42Porque com certeza ele não está pagando as contas.
13:45E a primeira conta que ele deixa de pagar são essas contas que o usuário não vê.
13:50é o submundo, que é fundamental para manter a integridade da sua saúde.
13:54Então, na realidade, se as pessoas julgam, como você falou, os hospitais que lucram,
14:00na realidade o raciocínio é contrário.
14:02Quanto mais saúde financeira do hospital tiver, melhor possivelmente ele vai te atender.
14:07Sem dúvida nenhuma.
14:08Tem a menor dúvida disso.
14:09Não pode hospital todo endividado, não pagando suas contas em dia, está com tudo o que
14:13precisa para cuidar da saúde, com 100% das manutenções, etc.
14:18Em dia não vai estar, não tem dúvida disso.
14:20Como com qualquer outra empresa, com as outras empresas também.
14:23Agora, esse é um setor muito regulado.
14:25A ANS, que é a Agência Nacional de Saúde Suplementar.
14:31E é um órgão que, nos últimos anos, talvez, em vez de assumir a função fiscalizatória,
14:39efetivamente assumiu a função de defesa do consumidor, de certa forma.
14:42Se o senhor concorda com isso.
14:44Como é que é lidar com, dentro dessa rede, lidar com a regulação forte da ANS?
14:50Ricardo, na verdade a ANS, ela regula as operadoras de saúde.
14:54Hoje no Brasil, nós somos 47 milhões de pessoas que têm plano de saúde, 22, 23% da população.
14:59Já fomos 50, nós encurtamos um pouco.
15:04E acaba, de alguma maneira, indireta, regulando a gente.
15:07Mas tem alguns absurdos.
15:08Por exemplo, agora a ANS proibiu o aumento das mensalidades de plano de saúde.
15:14Quer dizer, até dezembro ninguém pode ter o aumento de plano de saúde.
15:17E quem deu o aumento no primeiro semestre vai ter que devolver o dinheiro para quem deu o aumento.
15:21Ou vai ter que descontar nas faturas seguintes.
15:22É um absurdo total.
15:25Regulação de preço não funcionou em lugar nenhum do mundo.
15:27E o que as pessoas não entendem é que a inflação hospitalar é muito alta.
15:31Tem muito insumo em dólar.
15:35E tem uma utilização, a gente tem vários, um que podia falar aqui, que é natural.
15:39Nós estamos envelhecendo, as pessoas usam mais.
15:41Então, antigamente a pessoa fazia, um exemplo, 5 consultas por ano, em média.
15:45Você tem uma carteira de plano de saúde, tem carteira fazendo 10 consultas por ano.
15:49Antigamente, do que se gastava para cuidar da saúde, 40, 35, 40% era com hospital.
15:5660, 65% era não hospitalar, era consulta, exame.
16:00Hoje, ao contrário, hoje 55% do que se gasta já é hospital.
16:03E 40, 45% é não hospital.
16:06Por quê?
16:07Na Covid, por exemplo, nós tivemos vários pacientes internados com 90 anos, 95, e saíram vivos.
16:14Isso era impensável há 30 anos atrás.
16:16Primeiro que ninguém vivia até 90, 90 e poucos anos.
16:18Muito menos internados no UTI, muito menos ficando 10, 20 dias no respirador e tendo alta.
16:24Muito menos a pandemia, né?
16:25Muito menos a pandemia.
16:26Isso era impensável.
16:27Graças a Deus que estamos assim agora, né?
16:30Graças a Deus.
16:31Isso, só que isso tem custo.
16:32Agora, doutor Benjamin, vocês recentemente receberam um aporte, um investimento de um grande grupo estrangeiro
16:39que movimentou muito o mercado de saúde aqui.
16:42Vocês fizeram várias aquisições, consolidaram o mercado.
16:45Consolidar, a gente fala, é quando algum player, alguma empresa compra grande parte do mercado
16:52e acaba se tornando uma empresa dominante, um player dominante no setor.
16:56Vocês receberam esse aporte desse grupo estrangeiro, fizeram vários investimentos aqui.
17:01Eu imagino que deve ter sido uma mega experiência como executivo ir atrás desses novos investimentos,
17:08estruturar, organizar.
17:09Eu queria que você contasse para a gente um pouco, primeiro, desde o primeiro approach,
17:14a primeira conversa com o fundo, até a finalização agora desse pipeline de investimentos.
17:19Como é que foi essa estruturação dos novos investimentos com o HG?
17:23Mas isso ele vai falar daqui a pouquinho.
17:25No próximo bloco, você confere a visita aos hospitais meridional e também aos novos investimentos da rede.
17:32Fica aí que Mundo Business volta já.
17:57Nos últimos anos, o Espírito Santo vem sendo, de maneira inédita, procurado por grandes grupos internacionais.
18:02Uma lei aprovada em 2015 permitiu que investidores internacionais entrassem no setor de saúde.
18:07Desde então, a saúde capixaba vem sendo visada por grandes fundos de investimento do exterior.
18:13Esse movimento se iniciou nos grandes centros urbanos do país e chegou no Espírito Santo mais recentemente,
18:18há cerca de dois anos, movimentando o valor total, de acordo com fontes, de mais de 500 milhões de reais.
18:24Passando pela aquisição de grupos de saúde aqui do estado, como o antigo Hospital Metropolitano,
18:29a Operadora de Saúde Samp e o Laboratório Multiscano.
18:53O Fundo Pátria, capitalizado pelo mega fundo no vairoquino Blackstone,
18:57de 545 bilhões de dólares sob gestão, adotou aqui no estado uma estratégia de comprar planos de saúde de baixo
19:04custo,
19:05como São Bernardo de Saúde e Samp.
19:07Mas, ao mesmo tempo, comprou também uma das operações mais caras e complexas do Espírito Santo,
19:11o Vitória Parte Hospital.
19:13Já o H&G, grupo que gere globalmente 30 bilhões de dólares,
19:17se tornou acionista da rede meridional e hoje é dona de oito hospitais do estado,
19:21pretendendo chegar até 25 hospitais em todo o Brasil e se tornar uma das três maiores redes de saúde de
19:26todo o país.
19:27O grupo emprega 10 mil pessoas, direto e indiretamente, e realiza um milhão de atendimentos clínicos por ano.
19:33Com a recente reforma, o Meridional Serra, antigo metropolitano,
19:37ganhou 31 novos leitos e modernizou a estrutura em um investimento de 6 milhões de reais.
19:42Sobre isso, vamos conversar com o diretor executivo da rede meridional e Meridional Serra, Fábio Frank.
19:48Fábio, desde que vocês compraram o Metropolitano,
19:52vocês fizeram alguns investimentos e mudaram o conceito do hospital.
19:55Que mudança de conceito foi essa?
19:57Muito importante você colocar.
19:58Essa mudança de conceito que a rede trouxe, na verdade,
20:02foi o conceito do paciente no centro do cuidado.
20:06E não só o paciente no centro do cuidado, como o profissional de saúde ou médico no nosso cuidado.
20:11Isso é desde o pronto-socorro, que é o primeiro atendimento,
20:14ou numa cirurgia eletiva, ou na sua internação,
20:17seja numa ala, num apartamento ou na enfermaria.
20:19Essa mudança de conceito, existe um treinamento das equipes,
20:23uma mudança de estrutura, que é os investimentos que vocês viram.
20:28Então, essa mudança tudo que nos traz muita satisfação e muita alegria.
20:32Essa mudança de conceito do atendimento.
20:34Fábio, vocês trouxeram algumas novas práticas de gestão aqui para a rede meridional.
20:39Que práticas são essas e como que você gerencia uma rede e um hospital desse tamanho?
20:43Na verdade, o que a gente trouxe é uma proximidade da gestão.
20:48Nós aproximamos a gestão às áreas de, realmente, de apoio,
20:53às áreas de absorção de pacientes no hospital.
20:56O que é isso?
20:57Então, nós estamos aqui administrando uma pronto-socorro,
21:01uma porta eletiva, procedimento cirúrgico, tudo sistêmico.
21:04Então, o que a gente faz com isso?
21:06A gente vê tempo, mensura tempo de atendimento, tempo de cirurgia,
21:10tempo que o cirurgião tem para entrar na sala.
21:12Então, tudo isso, a gente mensura isso, equaliza e trabalha.
21:17Então, se o cirurgião de uma cirurgia para outra demorava duas horas
21:22até uma limpeza de sala, até a remoção do paciente cirurgiado para o novo doente,
21:27a gente tenta equalizar isso com o tempo menor possível.
21:30Então, o tempo do paciente para nós, na espera, tem que ser uma média de 30, 40 minutos.
21:35Isso, o máximo.
21:36Isso é tempo de você fazer uma elegibilidade,
21:39isso dele fazer uma triagem e ele está apertando a mão do médico no consultório.
21:43Então, isso a gente mensura.
21:44É a gestão próxima do paciente, próxima do hospital com a mão.
21:47O objetivo de reduzir o tempo de atendimento do paciente, melhorar.
21:50Exatamente. O que é que isso acontece?
21:52A gente acaba atraindo esse paciente para nós nessa agilidade de atendimento.
21:56Isso automaticamente é um paciente que tem livre escolha,
21:59ele pode vir na rede regional ou não,
22:01ele opta por vir porque ele sabe que aqui ele é bem atendido,
22:04o tempo é o menor de espera.
22:05A qualificação do médico, do pronto-socorro,
22:08nós também mensuramos, avaliamos.
22:10Isso tudo faz parte de uma gestão mais próxima do nosso paciente.
22:14Vocês têm muitos médicos aqui.
22:15Como é que vocês valorizam os médicos que trabalham com vocês?
22:18Eu gosto muito da palavra do médico parceiro.
22:21Gosto muito disso.
22:22O que é isso, médico parceiro?
22:23É aquele cara que trabalha comigo várias horas durante o mês.
22:28Ele dá muitas horas de plantão comigo aqui no hospital.
22:30Então, esse médico é qualificado,
22:32a gente participa dessa qualificação com ele.
22:35Então, é diferente de você ter um médico
22:37que passa aqui para o seu hospital uma vez por mês.
22:41Então, você quase não tem proximidade com ele.
22:43Então, o meu médico parceiro, ele está mais presente comigo,
22:46automaticamente a gente tem a proximidade de ajudar ele a qualificar.
22:49Então, isso acaba subindo a nossa qualidade existencial.
22:52Fábio, vocês fizeram novos investimentos
22:53em ferramentas inovadoras aqui para o Superdito Santo,
22:56como, por exemplo, a robótica.
22:57Que investimentos foram esses?
23:00Foi bom você colocar, porque a robótica realmente é um caminho,
23:03é um caminho que as grandes redes,
23:05os grandes hospitais do Brasil estão seguindo,
23:07que é uma tendência mundial.
23:10São tecnologias aí que acompanham a medicina
23:12e é atrelado à assistência e à medicina como um todo.
23:16Então, você vê aí, teve a questão aí da cirurgia endoscópica,
23:19por vídeo, e isso agora é o robô.
23:21Então, a rede meridional adquiriu esse robô
23:24e está em Cariacica.
23:26Então, nossa equipe, o corpo clínico da rede como um todo,
23:29mesmo estando em Cariacica,
23:30faz parte dessa nova, dessa inovação tecnológica no hospital.
23:34E isso, o paciente já está exigindo isso do mercado.
23:39Então, não é mais uma questão de simplesmente a gente vai inovar.
23:44É uma obrigatoriedade, quase que uma obrigatoriedade,
23:46nós estarmos entregando isso para o nosso paciente,
23:49as novas tecnologias que estão já no mundo, já à disposição.
24:02Já o Hospital Meridional Cariacica é pioneiro e referência
24:05na área de cirurgia robótica e transplantes.
24:08Aqui, vamos conversar com o diretor médico do Hospital Dr. Marcos Leitão
24:12e com Alberto Bugenstein, cirurgião responsável pela área de transplantes.
24:16Doutor Alberto, a rede meridional foi pioneira em transplantes
24:20aqui no Espírito Santo. Qual a importância disso para a sociedade capixaba?
24:23Perfeito, Ricardo. A rede sempre apoiou a inovação dentro da medicina aqui do Estado
24:30e os transplantes desde 2000, início da década de 2000,
24:36sempre participou da rede meridional como um carro-chefe.
24:40Para você ter uma ideia, nós somos pioneiros no transplante de fígado,
24:44também somos pioneiros no transplante de coração
24:47e também temos uma história de mais de mil transplantes da parte renal.
24:54Então, a rede meridional sempre foi o berço, ou é o berço, do transplante no Estado.
25:01Poucos centros faziam ainda no Brasil esse tipo de transplante
25:07e aqui no Estado ninguém fazia e foi realmente um pioneirismo
25:11trazer essas duas modalidades de transplantes,
25:15além do rim, que é uma modalidade um pouco mais comum,
25:20mas a implementação do programa de transplante hepático e de coração
25:24realmente foi um marco para a sociedade capixaba e para a medicina capixaba.
25:29Agora, para o transplante acontecer, a gente precisa que um doador
25:33disponibilize o órgão para quem precisa receber, é isso?
25:36Perfeito. Nós temos basicamente dois tipos de doadores,
25:40os mais comuns seriam o doador cadáver, o doador de morte encefálica
25:44e para isso acontecer, obviamente, precisa da família assinar a doação
25:50no momento que é requerida pelo hospital onde esse doador está.
25:55Então, daí a importância, a gente acabou de passar pelo mês de setembro,
26:00é o mês da doação de órgãos, dia 27 é o dia nacional do doador de órgãos,
26:04Então, fico aqui meu apelo e meu convite a todos que estão nos assistindo
26:09para que debatam sobre o assunto de doação de órgãos,
26:12que conversem com seus familiares, que deixem isso bem claro,
26:16porque, Ricardo, não precisa de nenhum documento,
26:20não precisa de nenhuma procuração para você manifestar a vontade de ser um doador.
26:25Quem decide no final é um familiar próximo.
26:28Doutor, o que o transplante trouxe para a medicina capixaba
26:31em termos de tecnologia e de desenvolvimento?
26:34Claro, além do benefício social de muitos pacientes que teriam que ir para outros estados
26:38para realizar os transplantes,
26:40o que vem em volta de um programa de transplante vai além da cirurgia de transplante.
26:46Então, novas máquinas, novos respiradores,
26:49toda a tecnologia, todo o treinamento de pessoal,
26:52tanto de centro cirúrgico, de cirurgiões, de anestesistas,
26:54de intensivistas, de infectologistas, de clínico,
26:59tudo isso demandou um treinamento especial que a rede ofereceu aos profissionais
27:04e foi buscando profissionais em outras instituições
27:08para montar um time de excelência aqui dentro,
27:10além, obviamente, de todo o maquinário que foi investido.
27:14E, com isso, outras cirurgias não transplantes também foram beneficiadas,
27:18elevando a qualidade da assistência,
27:21elevando o nível do hospital,
27:23colocando a rede entre os maiores e melhores hospitais do Brasil.
27:41Doutor, qual a importância desse investimento em cirurgia robótica
27:45aqui na rede meridional para o Espírito Santo?
27:47Então, Ricardo, é um investimento muito alto financeiramente falando.
27:51A gente está falando de mais de 25 milhões de reais investido
27:53durante a pandemia.
27:55Investir em cirurgia robótica significa para a gente unir
27:58a experiência do cirurgião com a habilidade e a precisão de uma máquina.
28:03Essa habilidade e precisão é capaz de exercer os movimentos mais complexos
28:07da mão do cirurgião.
28:08Isso já é uma realidade aqui no Estado do Espírito Santo.
28:11Hoje, os capixabas podem fazer cirurgias com mais segurança,
28:15com menos dor e com uma pronta recuperação para o retorno das suas atividades diárias.
28:20Doutor, qual a importância da tecnologia na área da saúde?
28:23A tecnologia, Ricardo, é um grande aliado hoje na medicina.
28:27Hoje, a tecnologia nos permite enfrentar as doenças com muito mais facilidade.
28:33Então, atenta a isso, a rede meridional, já vendo esse movimento ao redor do mundo
28:38todo, investiu num parque tecnológico dos mais complexos possíveis,
28:44de referências do mundo, e colocou a cirurgia robótica hoje aqui para os capixabas.
28:49Que tipo de cirurgia pode ser feita com a robótica?
28:52A princípio, todas as cirurgias poderiam ser feitas com as robóticas.
28:56Hoje, principalmente, as cirurgias urológicas, cirurgias ginecológicas,
29:00cirurgias oncológicas e cirurgia geral.
29:02Os benefícios da cirurgia robótica, entre outros,
29:06diminuir o tempo de internação, diminuir dor, diminuir chance de sangramento
29:10e uma pronta recuperação para os pacientes.
29:13Ou seja, uma melhor qualidade de vida no pós-operatório.
29:17Quantas cirurgias ao todo já foram feitas aqui com o robô no Hospital Regional?
29:21Ricardo, em dois meses de programa de cirurgia robótica,
29:24nós já qualificamos vários cirurgiões, vários também em processo de qualificação,
29:29e já realizamos mais de 40 cirurgias.
29:32Para nós é um número muito expressivo, é um número em crescimento.
29:35Felizmente, estamos no caminho certo para a cirurgia robótica.
29:39Além desses investimentos, o Meridional realiza diversos outros.
29:44Como o retrofit da antiga Maternidade Santa Úrsula, na Avenida Fernando Ferrari, em Vitória,
29:48que vai virar Meridional Vitória,
29:50e ampliação do número de leitos do Meridional Praia da Costa.
29:53E pretende ainda investir em clínicas de imagem e diagnóstico.
30:07Estamos de volta em Mundo Business com o doutor Antônio Benjamim,
30:11CEO da Rede Meridional.
30:13Benjamim, a gente falava sobre os investimentos do grupo estrangeiro H&G
30:17que a Rede Meridional recebeu e fez com que a Rede Meridional consolidasse o mercado,
30:23comprasse vários hospitais e players de saúde aqui do Espírito Santo.
30:26Queria que você falasse sobre esse investimento que movimentou o mercado aqui de saúde no Estado.
30:32Ricardo, foi bem legal.
30:34Para mim especificamente, para o meu crescimento, foi muito legal.
30:37E conforme nós falamos, nós fomos o último player do setor de prestação de serviço
30:43a entrar no radar dos fundos de formação de rede, de ganho de escala, de capilaridade.
30:51O que tinha acontecido antes com laboratório, com medicina diagnóstica, com hemodiálise.
30:58A gente viu vários casos desse aqui no Espírito Santo.
31:00De laboratórios sendo comprados por grupos.
31:02Com banco de sangue, farmácia, né?
31:06Olha aí, eu preciso falar os nomes aí no monte que está aí no mercado.
31:09Então, isso é muito importante.
31:11E por último veio a gente.
31:12Por que a gente veio por último?
31:13Primeiro, não sei se as pessoas sabem ou se você sabia que até 2015 era proibido
31:19o investimento estrangeiro em hospital.
31:21Sim, teve uma lei que mudou essa realidade.
31:22Isso, que foi em janeiro de 2015, a lei mudou.
31:24Então, a partir de 2015...
31:25Faz uma pausa aí para a gente falar o seguinte.
31:28Muita gente acha que o termo investimento estrangeiro é um negócio ruim, como se fosse
31:33prejudicial, porque não vem do Brasil.
31:35Na verdade, é uma noção muito errada, né?
31:37Pelo contrário.
31:38Investimento estrangeiro é o que ajudou os grandes países do mundo a se desenvolverem,
31:43tanto por isso de infraestrutura como de saúde, no caso.
31:46Então, sobre essa questão de investimento estrangeiro, como é que você enxerga?
31:49As pessoas têm essa visão negativa e por que isso é bom?
31:53Sem dúvida.
31:54E a prestação de serviço vai ficar muito melhor depois da plena consolidação desse
31:58investimento de grupo estrangeiro.
32:00Eu vou chegar lá.
32:01Então, em 2015 foi possível fazer investimento em hospital, investimento direto estrangeiro.
32:07Então, os fundos vieram, alguns players nacional vieram também consolidando.
32:13E o que acontece com isso?
32:14Por que é bom?
32:15Imagina, por exemplo, nós, hospital privado, a gente botou, fez o investimento no Medial
32:21botando um robô, cirurgia robótica.
32:24Para quem é da área, alguns tipos de cirurgia já não é mais razoável você não fazer
32:31com robô.
32:32Reoperação de cirurgia bariátrica, cirurgia de próstata radical, alguns tipos de cirurgia
32:39de útero e de colo, que são muito difíceis fazer por laparoscopia.
32:44Então, não é mais razoável, aceitável, não é mais padrão que a gente chama de padrão
32:49gold, você fazer que não seja com robô.
32:52Só que um investimento muito grande, que se nós continuássemos aqui em uma empresa
32:56local, nós não conseguiríamos fazer.
32:57Nós não teríamos essa tecnologia disponível no Espírito Santo hoje.
33:02A gente está fazendo lá no Santa Ursa um grande investimento, que nós vamos ter um
33:05hospital lá, num nível um pouco acima do que se tem em Vitória hoje, de padrão
33:10construtivo, com a radioterapia que não tem ainda em Vitória hoje.
33:14Hoje, você tem ideia, 10 a 15% de tratamento de radioterapia tem que sair do Estado, que
33:18não tem tecnologia adequada.
33:19Nós vamos ter lá.
33:20Então, todo mundo ganha com isso.
33:23Médico ganha, todos os stakeholders da cadeia ganham e principalmente o usuário final, o
33:30paciente.
33:31Stakeholders, quando ele fala, são as pessoas interessadas, um outro jargão de mercado,
33:36para dizer que são as pessoas interessadas que se envolvem no negócio.
33:39Nesse caso, o médico, o cliente, o investidor, enfim.
33:42Todo mundo.
33:43E principalmente o paciente, que ele vai ter à disposição dele, grandes estruturas.
33:48Nós, por exemplo, temos um hospital de ponta na Serra, que é o antigo metropolitano,
33:51que é o melhor Serra.
33:52Um hospital de ponta em Cariacica, que é o meridional que iniciou tudo, que chama hoje
33:57Meridional Cariacica.
33:59Um hospital lá na Praia da Costa, que chamava Praia da Costa, hoje é Meridional Praia da
34:03Costa.
34:03Estou de 90 leitos, que o ano que vem está indo para 150 leitos, com algumas inovações
34:07que ele vai agregar.
34:08E agora, Vitória, a antiga maternidade de Santa Augusta, que está se transformando
34:13no Meridional Vitória.
34:14Um projeto que deve ser entregue no final do ano que vem, com 200 leitos, e um hospital
34:18totalmente diferenciado.
34:19Nós vamos entregar para a população alguns ativos aí, para ela poder usar, que a gente
34:25não seria possível se não fosse esse investimento.
34:28E esses investidores, por mais que as pessoas, às vezes, não acreditavam, a maior preocupação
34:35deles é no core business da imprensa.
34:38como está a nossa qualidade assistencial.
34:41Eles sabem que é isso que vai fazer com que a empresa seja uma empresa longeva, que
34:46vai fazer com que a empresa se solidifique e que dure muitos e muitos anos.
34:50Core business é o principal negócio, né?
34:52No caso...
34:52O nosso é a assistência à saúde.
34:54Assistência à saúde.
34:55Esse é o nosso negócio.
34:56Então, nós precisamos preocupar principalmente com assistência médica, de enfermagem,
35:02psicólogo, fisioterapeuta.
35:03Esse é o nosso negócio.
35:04No nosso hospital, os pacientes têm que complicar menos, têm que morrer menos, têm que sair
35:09mais vivo e mais recuperado.
35:12E o segundo grande preocupação deles, logo que eles vieram para o nosso negócio, foi
35:16implantar o sistema de NPS realmente como padrão americano, como surgiu o NPS.
35:21Um padrão que houve, um sistema que houve os consumidores para dar a nota para o hospital.
35:26Exatamente.
35:27Só que não no modelo adaptado, como muitos hospitais tinham, Ricardo.
35:31Então, era lá fazer entrevista com o paciente.
35:34Quando você vai lá e faz entrevista com o acompanhante do paciente, ou com o próprio
35:37paciente internado, você já tolhe o paciente, o paciente já fica totalmente amedrontado.
35:43E, por exemplo, falar mal.
35:45Porque, pô, eu estou dentro, eu estou internado no hospital.
35:46Não, não há câmara que eu vou falar mal do médico e falar mal do hospital.
35:50Então, você coíbe, você inibe.
35:53Então, não.
35:54Hoje, é um programa automático, feito por WhatsApp ou por e-mail.
35:59Todos os pacientes que passam ao hospital, 100%, recebem a pesquisa e têm a oportunidade
36:04de fazer críticas, anônimas ou não.
36:07E isso é levado em conta para a gente fazer melhoria.
36:10Você tem uma ideia, é todo mês nós sentamos com os principais executivos da empresa e
36:15temos reunião só de NPS.
36:17Todo dia, todo dia, cada executivo principal de cada unidade hospitalar, ele tem que olhar
36:23todas as reclamações, todas as gestões dos usuários e responder em 24 horas.
36:30Bacana.
36:30Certo?
36:31E quando ele não é possível de solucionar, muitas vezes não é, ele tem que justificar
36:35e procurar um caminho alternativo para que o paciente, a próxima vez, fique mais satisfeito.
36:40Você tem uma outra coisa muito bacana que eles vieram trazer e agregar para a gente,
36:45é a medição de tudo.
36:46A gente já media muita coisa, mas eles medem tudo.
36:49Tudo, tem que medir tudo.
36:50Se não tiver medição, nós não podemos evoluir, não temos o que entregar.
36:54Como é que eu vou melhorar se eu não medir o de hoje?
36:56Profissionalizou a gestão também, melhorou a profissionalização da gestão da rede, né?
37:00Muito.
37:01Muito, assim, numa escala que eu jamais imaginava.
37:05A gente, em dois anos e meio de sociedade com eles, a gente desenvolveu mais de 30 projetos.
37:09Então a gente conseguiu plantar, por exemplo, um SAP, que para mim era impensável o programa
37:14dessa robustez.
37:15O que é um SAP?
37:15Explica para o nosso telespectador.
37:17O SAP é um software de controle de toda a gestão do hospital.
37:24Mas é um software muito robusto, que para uma empresa do nosso tamanho eu não achava
37:28possível a gente plantar.
37:29Por quê?
37:30Porque nós já estamos pensando, não no grupo de 800 leitos como nós somos hoje,
37:33nós estamos pensando em um grupo de 3, 4 mil leitos, como nós vamos ser daqui 2, 3 anos.
37:37Vocês pretendem crescer ainda mais.
37:38Exatamente.
37:39Essa é a nossa trajetória.
37:40Então, até agora, o investimento que recebeu, comprou, adquiriu alguns hospitais.
37:45Quantos hospitais foram ao todo adquiridos?
37:47Então, assim, a gente, quando a gente virou sócio do Fundo Americano, nós éramos 5 hospitais,
37:524 anos de Vitória e 1 em São Mateus.
37:54A gente adquiriu mais um metropolitano na Serra e em Santa Úrsula, em Vitória.
37:59É um hospital em Cuiabá, de 150 leitos, em Mato Grosso.
38:03E nós estamos agora, se Deus quiser, finalizando o ano com mais 4 aquisições.
38:07Eu ainda não posso falar, porque estamos nesse momento em cima da mesa fechando os deals lá.
38:11Mas a expectativa é que a gente feche o ano aí com mais de 1.200 leitos.
38:15Isso nos torna, Ricardo, se a gente fechar o ano e com mais de 1.200 leitos, a terceira maior
38:21rede de prestação de serviços do Brasil.
38:24Só abaixo da rede dói da rede ímpar.
38:26Capixaba.
38:26Capixaba.
38:27Bacana.
38:27Isso é legal.
38:28Essa foi uma das condições que a gente botou para o Fundo Investir.
38:32Que o instrumento de crescimento, obrigatoriamente, teria que ser o meridional.
38:36É para o Brasil inteiro.
38:38Ao todo, a ideia é ter quantos hospitais, doutor?
38:40A ideia, Ricardo, a gente precisa evoluir.
38:43Então, a nossa ideia é a gente chegar em 4, 5 anos a 3 a 4 mil leitos.
38:47Isso deve ser um total entre 25 e 30 hospitais em 7 a 8 estados diferentes.
38:52Porque a gente sempre quer ter mais de um hospital na mesma região.
38:55Faz todo sentido para ganhar sinergia, para você poder...
39:00Porque no final, o que a gente precisa...
39:00Quando você fala de ganho de sinergia, você tem um centro de custo.
39:05Quando você agrega operações nesse centro de custo, você acaba mantendo o seu custo e aumentando a sua receita.
39:11Isso é o ganho de sinergia que você fala.
39:13Vou te dar um exemplo. E mais, fazendo um milhão, né, Ricardo?
39:15Por exemplo, hoje nós temos um centro de esterilização, que é lá no Metropolitano.
39:19Todos os seis hospitais daqui, da Grande Vitória, usam uma única esterilização.
39:24Nós acabamos com os centrais de esterilização dos demais hospitais.
39:27Criamos uma central no Metropolitano para 1.200 leitos.
39:30Só que nós criamos, Boa Deste e a Paca, a central de esterilização.
39:34Temos um negócio de primeiro mundo.
39:35Nós criamos um CD também lá na Serra, um centro de distribuição para toda a rede.
39:40Então, hoje a gente consegue encontrar muito mais escala.
39:43Vai para lá e nós é que distribuímos isso para os demais os pais.
39:46Então, ter toda a caixão tributária para ser resolvida com o Estado, etc.
39:50Não tinha nenhum centro de distribuição ainda aqui nesse modelo.
39:53Então, foi uma coisa complicada, no ponto de vista fiscal, porque o hospital não paga CMS.
39:59Então, normalmente os CDs acabam impactando em CMS.
40:03Então, teve que resolver toda essa celema aí.
40:05Mas tudo no final, a gente ganha escala.
40:08O que a gente quer no final?
40:09A gente ganha escala, você podendo, de alguma maneira, baratear os custos para a saúde do serviço.
40:16É entregar cada vez mais um serviço de maior qualidade por um preço melhor.
40:20Que mais pessoas possam adquirir plano de saúde, entrar no mundo da saúde suplementar.
40:25Na realidade, você quer democratizar o acesso à saúde.
40:28Sem dúvida nenhuma, no final é isso.
40:30Então, o preço do plano de saúde tem que baratear.
40:33Para o plano de saúde baratear, é importante que o nosso prestador de serviço também barateie.
40:37E não tem outra forma de fazer isso se não for ganhar escala.
40:40Senão, a empresa não sobrevive.
40:41Ela não consegue.
40:42Uma empresa com 2 mil leitos, ela tem que prestar o serviço de mais qualidade e de menor custo
40:47do que a empresa de 100 leitos.
40:49Isso é natural.
40:51Então, quem ganha com isso?
40:52A população, o usuário final, eles é que ganham com essa formação de rede.
40:56Entregando muito mais valor.
40:58Muito mais qualidade.
41:00Os médicos, eu falo com eles, falo, gente, olha só, vocês vão ganhar muito para a chegada
41:05das redes.
41:06Os médicos são complicados.
41:07É porque, às vezes, eles ficam com medo, né?
41:09Porque eles que fizeram os hospitais, foram com medo de, por algum motivo, eles vão continuar
41:14trabalhando ali.
41:15Para ficar tranquilo.
41:17Tudo que nós precisamos é de vocês.
41:18Isso é só o nosso negócio.
41:20Claro, claro.
41:20Fundamental.
41:21Porque nós entendemos que é fundamental esse investimento.
41:24E agora a gente tem condição de fazer investimento.
41:26Não só porque entrou a rede estrangeira, porque o negócio ficou muito mais sustentável.
41:29Esse ganho de escala também tem ganho de investimento.
41:32Investimento mais barato.
41:33As vezes o que eu comprava por R$10, eu consigo agora, pelo ganho de escala, comprar por R$8.
41:39Sim.
41:40Então, coisa que eu não podia adquirir, eu passo a poder adquirir.
41:43O Capixaba, que está aqui na Grande Vitória, o que muda para ele?
41:46O Capixaba que visita o Meridional Ocariacico, o Meridional Serra e, futuramente, o Meridional
41:51Vitória, o que muda para ele?
41:53Muda tudo isso que eu falei.
41:54O acesso dele à tecnologia de ponta por um custo, que eu julgo por um custo justo.
42:01Porque nós somos uma rede independente.
42:04A gente não pretende ter plano de saúde.
42:06A gente é uma rede independente, que a gente é o prestador final de serviço.
42:10Então, as operadoras de mercado, que a gente chama não verticalizadas, que não prestam
42:15todo o serviço, eles só prestam, eles, na verdade, intermediam uma prestação de serviço.
42:21Eles têm os clientes que usam os prestadores de serviço e eles contratam os prestadores
42:25de serviço, que são hospitais, laboratórios, clínicas, para prestar o serviço.
42:29Não verticalizado é aquele que não tem operação completa, ele tem só uma parte da operação
42:34e o restante ele subcontrata ou delega.
42:37E nós não acreditamos no verticalizado com qualidade.
42:42O que é o verticalizado?
42:43Então, aquele player que ele verticaliza quase toda a sua demanda, normalmente a principal
42:50preocupação dele é custo, não é qualidade.
42:54E nós, que somos os países independentes, óbvio que nós queremos entregar um preço justo,
42:58o menor preço possível.
43:00A gente quer o máximo de entrante no mercado, queremos, como você falou, democratizar o acesso
43:04à saúde suplementar.
43:05Mas o que nós entregamos, a nossa espinha do sal é qualidade.
43:08A gente tem certeza que o que vai nos perenizar é qualidade essencial.
43:12Então, enquanto a nossa espinha do sal é qualidade essencial, a espinha do sal do verticalizado
43:16é preço baixo.
43:17E nem sempre as duas coisas combinam.
43:20A gente tem certeza que nós temos que ter um preço justo.
43:23Mas nós, primeiro, antes disso, queremos ter uma qualidade boa, a melhor possível.
43:28E, às vezes, em algum tipo de patologia, de tratamento, não combina essa qualidade com
43:34preço baixo.
43:35Então, se a gente tem qualidade essencial no preço justo, nós não temos dúvida que
43:39a empresa vai durar anos e anos.
43:41Agora, doutor Benjamim, a gente percebe que a saúde privada, complementar, como a rede
43:47regional, anda muito em desalinho com a saúde pública no Brasil, com o SUS, o sistema
43:53público.
43:54Por que isso?
43:56Ricardo, historicamente era assim.
43:58Era muito segregado o sistema público.
44:01Como eu te falei, lá atrás ele atendia praticamente todo mundo.
44:04Nos anos 60, começou até a saúde suplementar.
44:08Hoje, nós somos 78%, 77% da população atendida pelo SUS e 23%, mais ou menos, atendido pelo
44:16sistema suplementar.
44:17E tem tido vários esforços para que eles caminhem juntos.
44:20Porque, na verdade, é o nome.
44:21Saúde suplementar.
44:23É o complementar, como você falou.
44:25Ele tem que complementar, suplementar a saúde pública.
44:28Essa deveria ser a lógica.
44:29E está tendo vários esforços para que a saúde pública e privada caminhe junto.
44:33Aqui no Espírito Santo, a gente tem uma parceria muito boa com a Secretaria de Saúde,
44:37dos hospitais privados, de uma maneira geral.
44:39Nessa pandemia, por exemplo, nós somos parceiros do Estado.
44:42Fizemos uma parceria, atendemos bastante pacientes do Estado de Covid.
44:46Alguns tipos de serviços, como UTI infantil, UTI não natal, algumas UTI especializadas.
44:52A gente tem uma parceria grande com o Estado, tanto a rede regional como outros players,
44:56emprestadores de serviços de saúde.
44:58Então, a gente acha que isso pode e deve intensificar muito.
45:02Eu acredito que isso deve acontecer ao longo do tempo, porque é uma maneira barata do Estado
45:08adquirir uma prestação de serviços de qualidade, sem grandes investimentos.
45:15Ele acaba moldando a demanda conforme a necessidade, ou seja, ele não precisa construir uma história de 200 leitos
45:22e daqui a pouco ter 50 vazio.
45:24Então, ele precisa de 50 leitos e compra 50 leitos das instituições privadas.
45:28Precisa de 100 daqui a um ano, ele vai lá, ajusta e compra 100.
45:32E ele vai moldando a necessidade dele, sem fazer investimentos.
45:35E mais, sem ter funcionário.
45:37A gente vê aí a grande discussão que foi a nossa da Previdência, a aposentadoria.
45:42Então, sim, o Estado tem que pensar, deve pensar nisso.
45:45O Estado, em vez de ser gestor de saúde, na verdade, deveria contratar mais na rede, porque é mais barato.
45:50Sem dúvida nenhuma.
45:51E melhor.
45:52E melhor, e mais barato.
45:54Certo?
45:54Muitas vezes, vários Estados não têm condição de fazer essa conta ali no...
45:58Ah, mas o meu leito eu vendo mais barato.
46:00Vende?
46:01Vamos ver a produtividade do seu leito e do leito privado?
46:04Quanta cirurgia eu faço numa sala cirúrgica pública e quanto eu faço no privado?
46:08Quanto tempo de permanência tem um doente do sistema privado e do sistema público com a mesma patologia?
46:15Normalmente, a produtividade do sistema privado é muito melhor, em quase tudo a gente sabe disso.
46:19Então, essa parceria, daqui pra frente, eu acho que cada dia ela vai ser maior.
46:23É o que os novos tempos pedem, né?
46:26Uma troca de experiência.
46:27Vai acabar convivendo e deve acabar convivendo o público e o privado, como diz, um é complementar do outro.
46:33Então, no caso da saúde, nós temos os hospais públicos, os filantrópicos, né?
46:38Santa Casa, Evangelico, que são um pilar fundamental da assistência de saúde hospitalar
46:45e que eles atendem prioritariamente o SUS e os hospais privados, que só atendem convênio ou uma parceria com o
46:52Estado.
46:53Então, os três, por exemplo, vão convivendo junto, público, filantrópico e privado.
46:57E é assim que deve ser.
46:58Agora, doutor Benjamin, a rede tem muitos funcionários, né?
47:02Como você falou, são quase 10 mil funcionários direto e indiretamente.
47:06Não é isso?
47:07É, exatamente.
47:08A gente é um setor, como nós somos um setor de serviço, nós somos um grande empregador.
47:13Se você tem ideia, nós temos aqui e fora do Estado mais ou menos 800 leitos.
47:21Empregamos 4 mil pessoas diretas.
47:23Então, só para você ter ideia, 4 mil por 800, 5 funcionários por leito.
47:288,5, 4 mil.
47:29Empregamos mais 6 indiretas.
47:31Esse indireto é o quê?
47:32Por exemplo, lavanderia, que é terceirizada, portaria, segurança, estacionamento.
47:38Em alguns hospais, nutrição, higienização.
47:42Estão chegando aí em torno de 10 mil.
47:44Para 800, são quase 12 funcionários por leito.
47:48E mais, a maior parte dessa mão de obra é local.
47:51Mora perto do hospital.
47:53O técnico de enfermagem, o técnico de radiologia, o técnico de nutrição, o enfermeiro,
47:58uma boa parte dos médicos.
48:00Então, isso é muito importante para o desenvolvimento daquela micro região.
48:03Ainda mais nessa crise, fazendo esse tanto de investimento, vai gerar muito emprego para o Capixaba.
48:08Sem dúvida nenhuma.
48:09Já gerou.
48:09Se você tem ideia, no nosso hospital, quando a gente foi para o norte, no estado de São Mateus,
48:12eu falo, gente, só de médico.
48:14São Mateus tinha, não lembro direito, mas 100 médicos.
48:17O hospital inaugurou em 2016.
48:19Só nós levamos para a cidade mais de 70 médicos.
48:23Então, levou 30 anos para ter 100 médicos lá.
48:26Depois de chegar do hospital, em 5 anos, foram mais 70 médicos para lá.
48:29Porque tinha atividades que não era possível ser desenvolvidas naquela cidade,
48:34se não tivesse o hospital do padrão que nós colocamos lá.
48:37Então, não tinha condição de fazer uma cirurgia cardíaca,
48:39uma grande cirurgia ortopédica,
48:41uma cirurgia de bucomaxilo, cirurgia de pulmão.
48:44Era impossível.
48:45Teria que vir para Vitória para fazer.
48:47Isso agora é feito lá.
48:48Isso levou médico para fixar lá.
48:51Cada médico tem um nível salarial muito alto.
48:54Esse médico replica.
48:56Esse médico exige escola de boa qualidade,
48:59restaurante de boa qualidade.
49:01Ou seja, todo o segmento se desenvolve no entorno.
49:03Todo o ecossistema também se desenvolve no entorno.
49:05Todos esses novos investimentos.
49:06Então, isso é muito importante.
49:07Às vezes eu falo, eu mostro para os políticos,
49:09como o segmento da saúde pode ser fomentador.
49:11Claro.
49:12É de uma cadeia enorme de desenvolvimento naquela região.
49:15Com grandes empregadores.
49:18Jamin, para finalizar, um bate-bola.
49:20Uma pessoa que te inspira?
49:22Rapaz, sou professor meu de residência.
49:24Eu estou livre, o Louro Costa.
49:25Ele me ensinou a coisa mais simples que tem.
49:27Que é pensar fácil.
49:31A menor distância de dois pontos é uma reta.
49:33Se você pensar fácil, você vai acertar 90% dos seus problemas.
49:37Legal.
49:37Uma empresa que te inspira?
49:39Eu tenho uma empresa no meu ramo,
49:40que eu sou fã, guardado as devidas proporções.
49:43Outra coisa que eu procuro me ensinar é o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
49:46O melhor investimento?
49:47Rede Meridional.
49:49O pior investimento?
49:50Mas, a gente conta, uma serraria que eu abri lá no Pará.
49:57Serraria, pô?
49:59Eu fui meter com serraria.
50:02Mas aprendi muito.
50:03Um livro?
50:04É um clássico que eu gosto da arte da guerra.
50:07Se pudesse dar um conselho, Benjamin,
50:08para as pessoas que estão assistindo a gente,
50:10que estão pensando em empreender pela primeira vez,
50:13abrir um pequeno negócio,
50:15qual seria?
50:15Dar o primeiro passo.
50:17É você pensar, planejar.
50:20Eu falo que é fácil.
50:22Executar é muito difícil.
50:24E o que falta?
50:25O primeiro passo.
50:26Esse é o próprio...
50:29O que eu estou falando.
50:30O primeiro passo.
50:30Começa.
50:31Dar o primeiro passo.
50:32Não tenha medo.
50:32Se pudesse voltar atrás.
50:34Mas, eu não tenho nada que reclamar, Ricardo.
50:37Eu tenho mais do que eu preciso.
50:38Cheguei mais longe do que eu imaginava.
50:40Eu faria tudo muito parecido com o que eu fiz.
50:43Perfeito.
50:44Benjamin, muito obrigado pela entrevista.
50:46Parabéns pela trajetória.
50:47O Estado do Espírito Santo agradece.
50:49Os investimentos e tudo o que você está fazendo
50:51para a saúde aqui no Estado.
50:53Muito obrigado pela presença.
50:55Eu que agradeço.
50:56Eu acho importante que as pessoas consigam saber
50:58um pouquinho da nossa história.
50:59e dessa, na minha opinião,
51:02com o crescimento dessas redes hospitalares,
51:06do caminho da democratização
51:08do acesso à saúde suplementar,
51:10que eu acho que é o que nós estamos conseguindo fazer.
51:12Mundo Business fica por aqui.
51:13No próximo domingo, às 10 horas da manhã
51:15e às 1h15 da madrugada,
51:17aqui na TV Vitória Record TV,
51:19eu te encontro de novo.
51:20Os bastidores do programa,
51:22você encontra no meu Instagram,
51:23arroba Ricardo Friseira.
51:25Te espero na próxima semana.
51:26Um grande abraço.
51:31Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

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