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  • há 28 minutos
O apresentador recebeu, no estúdio, o deputado federal Felipe Rigoni. O parlamentar falou sobre os seus desafios como deficiente visual e fala sobre a trajetória de superação até chegar à esfera pública.

Em visita a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Ricardo Frizera conversou com a presidente, Cris Samorini, e o diretor executivo da federação, Roberto Campos de Lima, sobre os principais desafios da indústria brasileira. Eles revelaram, ainda, como a Findes está enfrentando esses problemas ao lado das indústrias.

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Transcrição
00:00Fique agora com o programa Mundo Business.
00:07BM Vitória, sua concessionária BMW no Espírito Santo.
00:11BM Vitória, sua concessionária BMW no Espírito Santo.
00:27Olá, seja bem-vindo ao programa Mundo Business.
00:31No programa de hoje eu converso com o primeiro deputado cego da história do Brasil.
00:37E também visito a Federação das Indústrias do Espírito Santo
00:40para falar sobre o apagão de mão de obra na indústria caprichada.
00:44Isso aí está faltando gente para trabalhar nas nossas empresas.
00:48Também falamos sobre agronegócio com a Stephanie Sampaio,
00:51direta do interior do Espírito Santo.
00:53Fica aí que Mundo Business começa agora.
00:59A liderança de hoje é o primeiro deputado federal cego da história do Brasil.
01:04E o segundo deputado mais votado do Espírito Santo.
01:07Hoje eu estou aqui com o Felipe Rigoni.
01:09Felipe, muito obrigado pela presença.
01:10Obrigado, Frizeiro. É um prazer enorme estar falando com vocês aqui hoje.
01:13Rigoni, em primeiro lugar, a gente deve falar um pouco da sua trajetória.
01:18Você é cego, como todo mundo pode ver, sabe.
01:22Queria saber como é que foi que isso aconteceu com você.
01:28Perfeito.
01:28Veja, eu nasci em Linhares, né, cidade que é o norte do nosso estado.
01:33E aos seis anos de idade, mais ou menos, meus pais começaram a perceber que tudo que eu fazia eu
01:40precisava estar muito de perto,
01:41senão eu não conseguia enxergar as coisas.
01:45Eles acharam isso muito estranho e começaram a se preocupar e me levaram no primeiro médico, lá em Linhares mesmo.
01:52Depois de uma bateria de exame, um monte de médicos que a gente acabou tendo que ir,
01:56eu descobri que eu tinha uma infecção chamada oveite nos dois olhos.
02:01Isso não tinha uma cura específica, tinha um tratamento e a gente começou esse tratamento, né.
02:06Por conta tanto da infecção quanto do tratamento, uma série de outras coisas acabaram acontecendo nos meus olhos.
02:14Aí eu tive catarata dos dois olhos, eu tive cinco descolamentos de retina.
02:18E aí dos seis anos de idade até os quinze, eu acabei fazendo dezessete cirurgias para tentar corrigir o que
02:24estava acontecendo.
02:26No fim das contas, Frizeiro...
02:28Dezessete cirurgias.
02:29Dezessete cirurgias, foi.
02:30Era de todo tipo, assim, era cirurgia de descolamento de retina, para injeção direta de corticóide,
02:37que era o medicamento que eu usava no olho para ver se corrigia a questão da oveite, etc.
02:42No fim das contas, eu tinha feito tanta coisa para tentar corrigir que o meu olho direito,
02:47que era o único que me restava ainda, que eu já estava cego do lado esquerdo,
02:50o direito meio que entrou em colapso.
02:52E aí lá em 2006, eu já estava com 15 anos de idade, que eu acabei ficando cego de fato.
02:58E, obviamente, foi um período muito difícil.
03:01Eu lembro o dia que eu percebi que eu estava cego.
03:03Eu estava na escola, fazendo um exercício de português.
03:08Aí um amigo meu virou para mim e falou assim,
03:11Filipe, você acabou de escrever três vezes na mesma linha.
03:15E eu já escrevi com aquelas canetas hidrocor, para ficar maior e mais grosso a escrita para eu enxergar.
03:22Eu tinha uma luminária da minha mesa, eu usava uma lupa e eu tinha escrito três vezes na mesma linha.
03:27E eu olhei para o meu caderno assim e eu não enxergava o que eu tinha feito.
03:31Foi nesse momento que eu tive que virar para mim, mesmo sendo muito difícil aceitar aquele fato,
03:38eu falei, Filipe, vamos parar de se enganar, você está cego, não tem mais jeito.
03:42E foi muito duro, assim.
03:43Foi um dos anos, se não o mais difícil, um dos mais difíceis que eu já tive na minha vida
03:47até hoje.
03:48E como é que foi, depois que descobriu isso, como é que foi lidar com isso?
03:53Ó, Filipe, assim, imagina um jovem de 15 anos de idade que acaba de ficar cego por razões que ninguém
04:00consegue explicar, inclusive.
04:02Porque os médicos não sabiam por que que o vento tinha dado, por que que as outras coisas acabaram acontecendo.
04:08Eu achava aquilo tudo muito injusto, eu fiquei puto da vida mesmo.
04:12Eu fiquei muito indignado, assim, durante aquele ano.
04:15E teve um fato que moldou a minha reação ao fato de eu ter ficado cego e moldou muito de
04:23como eu reajo nas coisas até hoje.
04:24Teve um dia que o meu pai me viu chorando, assim, na sala de casa.
04:29Eu estava muito indignado com a situação toda.
04:32Aí ele sentou do meu lado, assim, botou a mão na minha perna e falou bem assim,
04:34Filipe, lembra que você tem uma escolha.
04:38Aí ele falou isso e foi embora.
04:40Não esperou para ver a minha reação, não.
04:43E aí eu até parei de chorar, porque eu não entendi nada do que ele tinha me falado.
04:47Falei assim, que porra de escolha é essa que está falando que eu tenho?
04:50Eu só estou ficando cego.
04:51Que escolha é essa?
04:53E isso foi tão marcante para mim, que apesar de não ter entendido,
04:58eu falei assim, ele quer dizer alguma coisa que eu não estou sacando aqui.
05:01Que escolha era essa?
05:02Que escolha é essa?
05:03E aí, com o tempo, eu fui percebendo que realmente meu pai estava certo.
05:06Eu tinha uma escolha que não era da situação que eu estava vivendo.
05:11Eu não podia mudar o fato de ter ficado cego, mas era a escolha da atitude que eu teria diante
05:17do fato de ter ficado cego.
05:18Qual atitude você teve?
05:20E aí foi quando eu percebi, assim, beleza, apesar de ter ficado cego, ainda tudo de importante na vida é
05:26possível.
05:28E foi aí que eu comecei a ter uma virada muito grande na minha vida como um todo.
05:33Eu comecei, minhas notas já eram boas, começaram a melhorar, eu comecei a ter uma alegria mais natural.
05:39Eu deixei de ficar indignado com a vida, porque eu percebi que os fatos, eles acontecem, apesar da nossa vontade.
05:49Mas a nossa vontade é que determina a qualidade da nossa vida diante daqueles fatos.
05:54Então foi isso que me transformou e isso que me trouxe aqui, né?
05:58Eu percebi que eu precisava me tornar uma pessoa mais independente e a minha independência viria através da educação.
06:05E foi aí que eu comecei a estudar muito mais, fui para o Ouro Preto fazer engenharia de produção, que
06:10foi onde eu me formei.
06:12Participei do movimento Presa Júnior e, em última instância, acabei chegando aonde cheguei aqui, que eu estou como deputado federal.
06:17Mas antes disso você foi estudar no exterior também, né?
06:20Fui. Depois de... eu fui para o Preto me formar, né? Eu fiz engenharia de produção.
06:26Lá eu participei de algo incrível, que é o movimento Empresa Júnior, que são empresas formadas por estudantes universitários,
06:32para colocar em prática aquilo que a gente aprende na sala de aula.
06:36E eu fui líder nacional do movimento.
06:38Em 2015, eu era presidente do Conselho da Brasil Júnior, que é a Confederação Brasileira de Empresas Juniors.
06:44Junto com o nosso amigo Vitor Casagrande.
06:45Junto com o Vitor Casagrande, que era o presidente executivo na época, inclusive.
06:49E aí a gente, junto com o resto da diretoria, a gente liderava um movimento que estava com mais de
06:5410 mil pessoas na época,
06:55eram mais de 300 empresas em 18 estados do Brasil.
06:58Então a gente viajou muito para conseguir alinhar aquele povo todo em torno do nosso grande objetivo,
07:06que era tornar o Brasil mais empreendedor, através daquela vivência empresarial que a gente tinha no movimento Empresa Júnior.
07:12E isso me transformou muito, sabe, Friseiro?
07:15Eu percebi que realmente tem um poder muito grande se a gente tem um grupo de pessoas organizado em torno
07:23de um objetivo.
07:24Exato.
07:25E isso me marcou muito, assim.
07:26Quando eu voltei para alinhar, deixei o movimento Empresa Júnior, tinha me formado já,
07:32eu comecei a... eu abri um escritório, uma empresa de coaching e treinamento para empresas lá em Alinhar mesmo.
07:39Eu trabalhei há uns quase três anos com isso, estava dando muito certo.
07:42Que era uma consultoria para empresas, né?
07:44Basicamente, uma consultoria para empresas e para pessoas também.
07:46Trabalhava muito com empresários, mas trabalhei com gente que queria passar no vestibular,
07:50com gente que queria se tornar um atleta melhor.
07:53Foi super legal a época.
07:55Só que eu percebi um negócio o seguinte.
07:57Beleza, eu estava ali trabalhando, eu ajudava as pessoas e as empresas a tomarem melhores decisões
08:03e a serem mais produtivas nas suas próprias vidas, nas suas empresas.
08:08Mas se eu não mudasse o ambiente como um todo que elas estavam inseridas,
08:13seja o ambiente empresarial, o ambiente jurídico, o ambiente financeiro e etc.,
08:18o esforço delas ia dar menos resultado do que eu poderia.
08:23E foi aí que eu percebi que a gente tinha que mudar, que pelo menos para mim, o que faria
08:27sentido
08:27não era ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões.
08:31Era ajudar elas a terem mais oportunidades.
08:34Que aí, pelas próprias escolhas delas, elas iam florescer.
08:38Foi aí que você resolveu se envolver com o político?
08:40Foi aí, exatamente aí, que eu decidi me tornar um político.
08:43Porque, assim, a política normalmente não ajuda a vida da gente.
08:49Mas se ela puder não atrapalhar e de vez em quando ajudar, o Brasil vai voar.
08:56E a gente estava ali, isso era em 2016, a gente estava ali no fim do processo de impeachment
09:03da ex-presidente Dilma, o Brasil estava alvoroçado em torno de uma grande transformação.
09:09E tínhamos ali alguns grupos organizados no Brasil que estavam querendo fazer uma mudança política.
09:15Ainda muito incipiente, em 2016.
09:18E aí eu decidi entrar na política, fui candidato a vereador em Linhares.
09:22Eu perdi, graças a Deus, quando eu falo isso.
09:26Não é em detrimento ao fato de eu poder ter sido vereador,
09:30mas é porque me deu outras oportunidades incríveis.
09:33Quando eu perdi, eu aprendi muito, cara.
09:35Eu aprendi que eu tinha que me aprofundar muito mais naquilo que eu queria fazer.
09:40E foi aí que eu decidi estudar fora.
09:42Aí eu fui, me inscrevi em várias universidades,
09:45e fui estudar, fiz um mestrado em políticas públicas,
09:48na Universidade de Oxford, na Inglaterra.
09:50Na Inglaterra.
09:50Entre 2017 e 2018, né?
09:53Que foi, sem sombra de dúvida, uma das melhores experiências da minha vida.
09:55Eu aprendi demais nessa época.
09:57O fato de ser cego, Felipe, te atrapalhou em alguma coisa durante essa trajetória?
10:05Priseira, naturalmente existem desafios intrínsecos, né?
10:08O fato de eu ter ficado cego.
10:10Tinha coisas que eu não conseguia ler,
10:11porque ou não estava em PDF que eu leio com o meu celular,
10:14ou não tinha em braile, apesar de eu não gostar muito do braile.
10:17Mas sei ler quando preciso, etc.
10:21Naturalmente, eu tenho um desafio de mobilidade.
10:24Eu costumo dizer e brincar que, apesar de ser cego,
10:27eu sou muito ruim de ser cego.
10:29Porque eu não gosto do braile,
10:31eu dei errado com a bengala, sei, mas não gosto.
10:34O meu cão guia me jogou no poste.
10:36Então, assim, duas vezes me jogou no poste.
10:39Andei errado com o cão guia.
10:40Então, assim, não presto para ser cego não, mas sou.
10:43Então, eu dei um jeito de outras maneiras, assim.
10:46Eu comecei a me relacionar muito bem com as pessoas.
10:49E o meu relacionamento com as pessoas que acaba me ajudando no dia a dia.
10:53Então, eu estou sempre com alguém.
10:54É muito raro as pessoas me verem sozinha.
10:58E é a partir disso que eu consigo trazer minha independência,
11:01os resultados que eu trago, etc.
11:04E não trouxe desafios.
11:07Eu nunca tive os desafios que, normalmente, as pessoas cegas têm.
11:11Que é desafios de acesso, preconceito para caramba.
11:14Eu nunca sofri isso.
11:15Eu tive esse privilégio de nunca ter sofrido isso.
11:18Muito graças ao enorme esforço que os meus pais sempre fizeram
11:22para me incluir, para eu ter acesso, especialmente, à educação.
11:26Mas existem desafios intrínsecos, né?
11:28O fato de você não enxergar.
11:30Agora, não representou, assim...
11:33Está longe de ser o meu maior obstáculo na vida.
11:36Legal.
11:37E aí, do Felipe de Linhares, o Felipe vai estudar na Inglaterra,
11:42volta, se candidata a deputado, aqui pelo Espírito Santo,
11:46ganha e hoje é um dos deputados mais, talvez, proeminentes de Brasília
11:51do ponto de vista de qualidade de trabalho mesmo.
11:55Quais são, Felipe, os desafios que você enxerga como um deputado jovem
12:01dentro do Congresso Nacional, com aquele monte de político
12:05fazendo coisas que nem sempre a gente concorda?
12:07E que nem sempre são éticas.
12:09E que nem sempre são éticas.
12:10Quais são os desafios que você enfrenta lá no dia a dia?
12:14E como é que funciona esse bastidor do Congresso Nacional?
12:17É como a gente pensa mesmo, aquela doideira toda?
12:21Ou tem gente fazendo coisa certa lá?
12:23As duas coisas ao mesmo tempo.
12:25É do jeito que a gente pensa, aquela doideira toda, muita gente...
12:29Aquilo é uma cidade, são 8 mil pessoas o tempo inteiro dentro do Congresso Nacional.
12:34Fora as pessoas que não trabalham lá e vão lá porque tem seus interesses,
12:38tem lobby pra fazer...
12:41O lobby, como ele fala, é a defesa de interesses.
12:42É a defesa de um interesse específico em um projeto de lei.
12:45É ilegítimo, nada antirrepublicano.
12:48Tem muita gente que vai lá todos os dias pra conversar com a gente.
12:51Agora, logo quando eu fui eleito, eu assisti uma palestra e depois fiz uma conversa individual
12:57com o Nelson Jobim.
12:59Nelson Jobim que era ministro.
13:00Foi deputado, foi ministro da Defesa, ministro da Justiça e ministro do STF.
13:05É um dos caras mais emblemáticos aí da história da política brasileira.
13:08E teve uma frase que ele me disse que é o maior desafio que a gente enfrenta e que
13:13eu nunca esqueci.
13:13Ele falou assim, Rigoni, você na política não escolhe o seu interlocutor.
13:20Ou seja, você não escolhe com quem você fala.
13:22Já escolheram por você.
13:24Foi o povo que escolheu.
13:26Os 513 deputados e 81 senadores já estão eleitos.
13:29E é com eles que você vai ter que sentar e decidir o que vai dar no Brasil.
13:34Isso é um desafio absurdamente grande.
13:39Porque quando a gente fala de diálogo, e eu sou um cara muito moderado, sempre tento dialogar,
13:45não é um negócio bonito assim, que você senta pra conversar e tá todo mundo feliz.
13:49É sempre você dialogar com gente que tem princípios completamente diferentes do seu.
13:56que enxerga o mundo completamente diferente de você e que algumas vezes tá ali na mesa
14:02não porque simplesmente enxerga o mundo diferente, mas porque tá atendendo algum interesse não republicano.
14:08Sim.
14:08Isso é muito difícil.
14:09Quando você fala não republicano, quer dizer que não é um interesse em prol do país, né?
14:13É corrupção, não é em prol do país.
14:14Ou quer tomar uma decisão em prol de algum grupo específico que de vez em quando tá pagando mesmo por
14:20fora
14:21pra pessoa defender aquilo.
14:22Isso acontece.
14:23Todos nós sabemos disso.
14:24A Lava Jato mostrou como é que essas coisas acontecem.
14:27Infelizmente a gente não tem essas provas, mas a gente sabe que isso tá lá.
14:31Sim.
14:32O desafio é sempre ter serenidade pra conseguir melhorar os projetos que a gente passa.
14:39Porque o tempo todo, Friseira, eu não voto no mundo ideal.
14:43Eu voto pra saber se aquele projeto de lei é melhor do que pior ou pior do que melhor.
14:49Basicamente é isso, assim, o tempo inteiro, todos os dias.
14:52Então você sempre tem que estar dialogando.
14:54Isso é um desafio muito grande.
14:56Felipe, a gente fala muito com os empresários aqui, nesse programa em especial,
15:01um público interessado em negócios, empreendedorismo, economia, enfim.
15:06Quais que você acha que são os desafios pro futuro, em especial do Espírito Santo,
15:11olhando aqui mais regionalmente, pra conseguir se desenvolver de maneira mais acelerada?
15:17Friseira, pra mim, os desafios dos negócios pro Brasil, assim, eles resumam numa expressão muito simples.
15:23A gente precisa destravar o Brasil.
15:26Porque muitas das decisões que a gente veio tomando ao longo dos últimos 40 anos,
15:31por um interesse muitas vezes legítimo, foi travando um pedaço do mercado aqui,
15:37outro pedaço do mercado lá.
15:38A gente foi dificultando demais a criação, a manutenção e a prosperidade dos negócios no Brasil.
15:46Você pega aquele ranking Doing Business, que é um ranking que mede a facilidade de fazer negócio no país.
15:51Nossa posição é 124.
15:53Ou seja, a gente é um dos países, um dos piores países do mundo pra fazer negócio.
15:57São 150 países medidos, nós estamos em 124.
16:00No ranking de liberdade econômica, nós estamos bem abaixo de 100 também.
16:05E os melhores países...
16:06Liberdade econômica é que é a facilidade pra fazer negócio, baixa burocracia.
16:11É o quanto que se você tem a vontade de empreender um negócio,
16:14você dá conta de empreender isso sem muita dificuldade, no fim das contas.
16:18Os melhores países pra se viver no mundo, que é Nova Zelândia, Suécia, Estados Unidos, Inglaterra,
16:24estão todos no topo desses rankings.
16:26A gente precisa facilitar essa força empreendedora do brasileiro.
16:31Você mostra isso aqui toda semana no seu programa.
16:34E se a gente não atrapalhar, a gente destrave o Brasil.
16:37A gente começa a ter mais renda, mais prosperidade, mais oportunidade.
16:40Por que até agora isso não aconteceu, Felipe, lá em Brasília?
16:43Por que até agora isso não aconteceu lá em Brasília?
16:45O que que acontece, assim?
16:48O parlamento era pra ser o sindicato do povo brasileiro.
16:52Sim.
16:52Não é.
16:54Ele é um picotado de uma série de interesses muito específicos.
17:00E quando esses interesses muito específicos acabam se encontrando pra decidir um projeto de lei,
17:07acontece direto, e aconteceu muito ao longo das últimas décadas,
17:11de você ir distorcendo esse projeto de lei, não pra melhorar o todo,
17:16a facilidade da vida de todos,
17:18mas sim de algum ou outro grupo.
17:21Quando você soma isso, dá um monstrengo, que é o Estado brasileiro,
17:27cheio de privilégios, públicos e privados.
17:31E o todo, ou seja, as pessoas como um todo, o povo brasileiro, os negócios como um todo,
17:37acabam sendo prejudicados por conta disso.
17:39É por isso que vai ser, sim, muito difícil a gente fazer grandes reformas, mas é possível.
17:44O Congresso já mostrou, ao longo desses últimos dois anos,
17:48reforma da Previdência, medida provisória da liberdade econômica,
17:51a própria reforma do saneamento, que eu participei muito,
17:54que são coisas muito importantes pro futuro do Brasil.
17:58Ainda falta muita coisa.
17:59Legal.
17:59Felipe, você falou de privilégios.
18:01Não tá na hora da gente cortar privilégio político e de pessoas com cargos públicos?
18:07Como é que faz isso? E por que que não faz?
18:09Veja, existe um projeto de lei desde 2018 na Câmara de Deputados, se eu não estou enganado,
18:16que é o projeto de lei 6726, que trata do fim dos supersalários.
18:21Só no governo federal, de supersalários, com a parcela acima do teto salarial,
18:26a gente tem um gasto de 2,3 bilhões de reais por ano.
18:30Bilhões.
18:31Bilhões.
18:31Com esses supersalários.
18:33Nos estados, é muito pior, porque não tem controle nem transparência em geral,
18:40em especial no judiciário.
18:42Nada contra o judiciário.
18:43Mas você não pode querer ir pro setor público e querer ganhar mais do que 39 mil e 200 reais
18:48por mês,
18:49que já é dinheiro demais.
18:50Sim.
18:51É 20 vezes a renda média do brasileiro.
18:5339 mil e 200.
18:5539 mil e 200 reais.
18:55É o teto salarial do serviço público.
18:57Agora, tem gente que ganha, em média, muito mais que isso.
19:0270, 80, 90.
19:04Eu tive numa reunião absurda.
19:06Eu saí putaço dessa reunião, que foi o seguinte.
19:09A gente estava discutindo esse projeto de lei.
19:12Aí teve uma pessoa representante do Ministério Público de um estado,
19:17não preciso nomear para ninguém passar vergonha,
19:22que falou bem assim, não, não, depois que passou de 100 mil, a gente corta.
19:25Falei, mano, porra.
19:28100 mil reais já é muito.
19:30Você quer ganhar 100 mil reais por mês, vai produzir alguma coisa no setor privado.
19:33Não tem problema.
19:34Mas no setor público não é o lugar de querer ganhar tanto.
19:38O setor público é o lugar de a gente conseguir fazer os interesses de todos prosperarem.
19:44Sim.
19:45Agora é muito difícil.
19:46Há alguns anos que os presidentes da Câmara vêm tentando colocar
19:51e vários setores do Congresso e da sociedade acabam não deixando.
19:55Setores muito organizados e muito poderosos, infelizmente.
19:59Felipe, rolou um boato aí na mídia capixaba de que você quer ser governador do estado.
20:04É verdade isso?
20:06Bom, eu quero ser governador do estado com certeza.
20:08Eu acho que é um papel incrível que se pode fazer.
20:12Temos muitos desafios.
20:14Agora, se eu vou ser candidato no ano que vem ou não,
20:17aí não dá para saber num momento como esse.
20:19Eu acho que a própria política e a sociedade precisam se moldar ainda bastante
20:24para saber se eu estou preparado e se é o momento para que eu seja este servidor para o povo
20:31capixaba.
20:31Mas é uma vontade, com certeza.
20:33E, Guaini, agora você tomou muita porrada de setores e da sociedade
20:38quando você se candidatou, quando foi defender algumas reformas,
20:42já chegaram a dizer que você não era cego, que era mentira.
20:45Foi.
20:45Como é que foi aguentar tudo isso?
20:48Bom, Friseira, uma coisa que é muito clara para a gente,
20:51na política você tem que ter rumo.
20:55Você tem que saber o que você quer fazer.
20:57Senão você não aguenta.
20:59Foi como você disse, a porradeira é muito grande.
21:02Eu lembro que durante a campanha, ainda, eu ainda era mais desconhecido,
21:06teve uns dois ou três dias que teve um grupo de pessoas que começou a fazer um movimento nas minhas
21:11redes sociais
21:13questionando se eu era realmente cego.
21:15As pessoas estavam, entre aspas, não acreditando que eu era cego,
21:19que é um negócio meio óbvio.
21:20Óbvio que eu sou cego.
21:22Teve, por exemplo, durante a reforma da Previdência.
21:25Eu fui um enorme defensor da reforma da Previdência,
21:28convenci gente do meu partido a votar pela reforma.
21:32Fomos todos punidos pelo partido, inclusive.
21:35Inclusive, é por isso que eu saí do partido, consegui há pouco tempo.
21:39E foi, naturalmente, um período muito conturbado, assim, da época.
21:45E também teve vezes que eu tomei porrada porque realmente acabei fazendo uma coisa ou outra
21:50que eu considerei um erro depois.
21:52Foi o caso da lei das fake news.
21:54Eu fiz uma proposta de lei para regulamentar essa questão de fake news,
21:59desinformação nas redes sociais.
22:02Aquilo fugiu completamente do nosso controle,
22:04se tornou algo muito maior do que a gente imaginava.
22:08E chegou um momento que, de fato, acabei me arrependendo daquilo que eu fiz.
22:12Todo mundo erra, né? No fim das contas.
22:14Mas tá uma porrada demais.
22:15Agora, você tem 29 anos.
22:18Como é que é, psicologicamente, ter que passar por tudo isso, ter que lidar com tudo isso?
22:25Como eu disse no início, assim, se você tem rumo, você aguenta.
22:30Se você não tem, você desmonta.
22:33Isso acontece com vários deputados e senadores.
22:37De vez em quando, você vê um ou outro passando mal aí no dia de uma reforma.
22:41Isso acontece.
22:43Agora, como diria Nietzsche, né?
22:45Quem tem um porquê aguenta qualquer como.
22:47Se você não sabe por que você tá lá,
22:49se você não tem clareza disso,
22:51você vai ter muita complicação.
22:53Porque as coisas... é muito duro.
22:55E, às vezes, você não tá entre o mundo ideal e o que você realmente considera que seja o oposto
23:02do mundo ideal.
23:03Você tá numa linhazinha muito tênue.
23:05E você tem que saber se aquilo é melhor do que pior.
23:09Isso acontece quase toda semana com a gente lá.
23:12Então, por isso que, psicologicamente...
23:14Óbvio que eu faço terapia, me trato muito bem, etc.
23:19Mas o que mantém o equilíbrio é você ter rumo.
23:23É você saber por que você tá lá.
23:25Deputado, o Brasil tem jeito?
23:27O Brasil tem jeito demais.
23:29E nós vamos da rede, né?
23:31Felipe, pra gente finalizar um bate-bola aqui.
23:33Uma liderança que te inspira?
23:35Uma liderança que me inspira...
23:37Barack Obama, Steve Jobs, Elon Musk.
23:40Três pra você.
23:41Uma empresa que te inspira?
23:42Uma empresa que me inspira...
23:44PicPay.
23:45PicPay. Capixaba.
23:46Capixaba.
23:47Uma vitória.
23:49Uma vitória?
23:51Ter feito meu mestrado em Oxford.
23:53Uma derrota.
23:54Uma derrota?
23:55Eu não posso falar de ter perdido pra vereador, porque isso foi uma vitória no fim das contas.
24:00Mas uma derrota foi não ter conseguido fazer tudo o que a gente queria fazer na reforma da Previdência.
24:05Foi grande a vitória, mas tem coisa ainda pra ser feita.
24:09Sim.
24:10O melhor investimento?
24:12Estudar.
24:13O pior investimento?
24:14Ter estudado menos do que eu gostaria antes de me tornar político, porque agora tem muito
24:19pouco tempo pra isso.
24:22Se você pudesse voltar atrás?
24:25Eu não gostaria de voltar atrás.
24:29Pra nada.
24:30A virada de chave na minha vida foi quando eu entendi de fato que é a minha atitude, a minha
24:40escolha, e não os fatos que me acontecem que determinam a minha felicidade.
24:46Isso aconteceu em 2007.
24:48Felipe, se você pudesse deixar uma mensagem pra quem tá nos assistindo agora, qual seria?
24:52Olha, assim, nós estamos passando por um momento, até por conta da pandemia, mas não só por conta dela, que
24:59é muito difícil mesmo.
25:01Mas assim como o meu pai disse pra mim, lá em 2006, que eu tinha uma escolha pra fazer a
25:07virada, e depois eu entendi de fato e fiz,
25:11nós, enquanto sociedade, não só através da política, mas também através da política, também temos várias escolhas pra fazer.
25:19Se a gente faz essas escolhas, a gente destrava o Brasil e começa a transformar o Brasil num país que
25:25ele merece, o Espírito Santo num Estado que ele merece.
25:28Então, não sei se é uma mensagem ou mais um chamado, mas é um chamado pras pessoas.
25:34A gente precisa fazer essas escolhas, são duras mesmo, muitas delas.
25:38Mas vão sim nos levar ao país que a gente quer ser, um país com mais liberdade econômica, com mais
25:44justiça social, com mais prosperidade pra todo mundo.
25:48Felipe, muito obrigado pela presença, parabéns pela trajetória, tenho certeza que vai inspirar os capixabas a ajudarem e a desenvolver
25:55o nosso Estado também.
25:56Obrigado.
25:57Obrigado, Friseu, foi um prazer enorme estar aqui com você.
25:59No próximo bloco, eu converso com a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Cristine Samorini,
26:05e com o diretor-geral da FINDES, Roberto de Lima.
26:08Fica aí que Mundo Business volta já.
26:35Mundo Business
26:38O Espírito Santo tem uma relação direta com o desenvolvimento das nossas indústrias.
26:43A chegada de grandes plantas industriais aqui no Estado, em setores como mineração, siderurgia, celulose, café e móveis,
26:53moldou a economia do Espírito Santo, gerou emprego e renda e construiu o Estado como conhecemos hoje.
27:06Atualmente, a indústria é o segundo setor mais representativo da economia capixaba,
27:12respondendo por quase 28% do nosso PIB e 85% das nossas exportações.
27:19Os números impressionam. São quase 17 mil indústrias, gerando 215 mil empregos.
27:25No Estado, a Federação das Indústrias do Espírito Santo, a FINDES, é responsável por defender os interesses das nossas milhares
27:34de indústrias
27:34e apoiar seu desenvolvimento e modernização, sempre conectado com os interesses da sociedade.
27:44Com o propósito de transformar vidas e impulsionar negócios para desenvolver o Espírito Santo,
27:51uma das prioridades da Federação é propor soluções para problemas que freiam o crescimento da indústria,
27:57como a dificuldade de encontrar mão de obra e o elevado custo de empreender no Brasil.
28:03Hoje, vamos conhecer mais sobre os principais desafios da indústria capixaba
28:08e entender como o setor está se fortalecendo.
28:11Para isso, conversamos com duas lideranças da FINDES.
28:14Roberto Campos de Lima, diretor-geral da FINDES,
28:17e Cris Amorini, presidente da Federação.
28:21Cris, em primeiro lugar, você completa agora, no mês de junho, um ano de gestão à frente da FINDES.
28:26O FSB fez uma pesquisa com vários empresários do Brasil,
28:30essa pesquisa indicou que a FINDES é a federação que mais apoia a indústria,
28:34mais apoia os empresários em todo o país.
28:37Então, de forma geral, num ano de crise, pandemia,
28:40onde a gente pautou muito inovação e também sustentabilidade financeira das empresas,
28:45como que você enxerga o balanço desse primeiro ano da sua gestão?
28:50Bom, primeiramente, mais uma vez, obrigado pelo convite de estar aqui no seu programa,
28:54que está ganhando uma grande repercussão, né? Parabéns pelo seu trabalho.
28:57Obrigado.
28:58Bom, foi uma surpresa.
29:00A gente estava na CNI quando eles apresentaram diversos resultados dessa pesquisa,
29:05desse renomado instituto,
29:07e um deles pesquisava especificamente a atuação da Federação das Indústrias no Estado,
29:12nos 26 Estados, mas também no Distrito Federal.
29:16E a Federação das Indústrias do Espírito Santo foi a que apresentou o melhor resultado
29:20no que faz em ações a promoverem o desenvolvimento industrial em seu Estado.
29:26Então, assim, a gente vem realmente, em outra oportunidade, já estive falando com você,
29:32o volume de ações que a gente faz, o esforço que a gente tem aqui dentro da Federação
29:37para justamente pautar os temas que são prioritários para o desenvolvimento industrial.
29:42Cris, a gente viu aí recentemente alguns anúncios de novos investimentos,
29:47novas indústrias vindo para o Estado, como, por exemplo, a Olan,
29:51uma fábrica de café lá em Linhares.
29:55No meio desses novos investimentos, no meio desse cenário,
29:58a gente sabe que, por outro lado, as indústrias têm encontrado dificuldade
30:03em achar gente boa para trabalhar nos negócios.
30:06Trabalhadores qualificados que conseguem ali atuar e ajudar a indústria a aumentar a produtividade.
30:12A gente sabe que um trabalhador brasileiro,
30:16ele produz quatro vezes menos do que um americano, em média.
30:20Como é que você, como presidente da Federação,
30:23enxerga esse cenário de produtividade e de mão de obra aqui no Espírito Santo?
30:28E como é que vocês têm feito para ajudar as empresas a desenvolver,
30:32educar essas pessoas para que elas possam servir a nossa economia
30:38e ajudar as nossas empresas a atuarem e se desenvolverem?
30:43São algumas frentes.
30:44A gente tem que lembrar que a questão do apagão da mão de obra,
30:49que eu gosto até de falar que é o apagão da mão de obra,
30:51para chamar bastante a atenção desse ponto,
30:55tem pontos específicos aqui,
30:57em regiões específicas dentro do Espírito Santo,
30:59por conta desse boom de desenvolvimento.
31:02Mas é uma...
31:04Se olhar um pouco no passado,
31:05isso já era uma previsão de acontecer.
31:08E a gente veio aqui na Federação fazendo uma escolha.
31:12E essa escolha se permanece em relação a dar oportunidades,
31:16aí eu vou te falar um pouco mais do que a gente fez também de escolhas,
31:19mas também nos preocupar em relação ao quanto que é produtividade,
31:23que é esse exemplo,
31:24e a gente tem no Espírito Santo ainda um percentual um pouco,
31:29vamos dizer, pior,
31:30um pouco em torno de uns 3% pior em relação ao cenário nacional.
31:35Quer dizer, é uma preocupação que a gente tem que ter.
31:36Medir a produtividade é algo difícil,
31:39mas você ter maior produtividade,
31:41você tem a chance de aumentar a competitividade da sua empresa.
31:45Então, com essa escolha de ajudar a produtividade da empresa,
31:48a gente fez programas aqui dentro,
31:51não somente aqui dentro,
31:53mas também em convênio com o Ministério da Economia.
31:57Nós temos o Brasil Mais,
31:59que é um programa que vem justamente ajudar a gestão
32:02da produtividade da empresa,
32:04que foi desenvolvido,
32:05inclusive com uma participação muito importante
32:07do Senai Espírito Santo,
32:08pelas ferramentas nossas,
32:10e isso tem como grande chance
32:13de ser impulsionado no Brasil como um todo,
32:15porque essa forma de olhar
32:18que o brasileiro não tem realmente produtividade
32:22é uma história que eu escuto a vida inteira.
32:24Enquanto industrial,
32:26eu vivi isso em chão de fábrica, realmente,
32:29que precisávamos sempre melhorar a produtividade.
32:31Hoje mesmo, na reunião, eu mencionei isso,
32:34precisamos melhorar a eficiência,
32:35só tem um caminho, através de produtividade.
32:38E também um outro programa,
32:40que é o Emprega Mais,
32:41que nós fizemos a escolha da nossa gratuidade
32:44por obrigatoriedade regimental,
32:46em distribuir para o Espírito Santo
32:483.500 vagas para oportunizar mais,
32:52principalmente as empresas que querem qualificar mais
32:57os seus empregados,
32:58e também pessoas que estão desempregadas.
33:01Então, a gente está querendo,
33:03com esse programa,
33:04impulsionar cada vez mais essa capacitação.
33:07Então, a gente está disponibilizando
33:09um importante programa de treinamentos
33:13que a gente dá hoje,
33:14através de prestação de serviço rotineira nossa,
33:18mas hoje a gente faz como escolha de gratuidade.
33:21Cris, por último, mas não menos importante,
33:23vocês têm olhado muito também
33:24para a questão de inovação.
33:26É um tema que a gente trata aqui muito recorrentemente,
33:29aqui no programa,
33:31no Mundo Business, no Folha Business,
33:33que é como que as startups,
33:36as empresas inovadoras de tecnologia
33:37podem ajudar essas empresas industriais
33:39mais tradicionais a inovar
33:42e trazer coisas novas,
33:45novos produtos e novos processos,
33:47melhorar, dar eficiência aos processos.
33:49E aqui vocês têm o Fins Lab,
33:51que é esse hub de inovação da indústria,
33:53que ajuda essas indústrias a seguirem esse caminho
33:56da economia digital, da economia moderna.
33:58Por último, fazendo uma fala geral aí
34:01para os nossos empresários
34:02e para os nossos trabalhadores,
34:06enfim, para as pessoas que nos assistem,
34:08o papel da federação em apoiar
34:11essa agenda de inovação da indústria no Espírito Santo.
34:14Bom, a inovação continua sendo uma agenda central,
34:19tanto que hoje,
34:20num debate sobre o nosso próximo ciclo
34:23daquele programa de empreendedorismo industrial,
34:27que a gente traz os desafios de empresas,
34:30de indústrias,
34:31e com isso conecta as oportunidades
34:35de uma forma a trazer soluções,
34:37que seja de processo,
34:39que seja de operação industrial,
34:40enfim,
34:41a gente novamente retorna,
34:44mais um ano com um projeto,
34:45e dessa vez eu falei o seguinte,
34:47precisamos ampliar,
34:49precisamos levar ainda inovação
34:51a não só as empresas que têm
34:54já essa base de inovação,
34:56já tem esse contato,
34:57precisamos levar aquelas outras
34:58que têm potencial de crescimento,
35:00mas não experimentaram a importância
35:03de ter inovação
35:04na base ali já inserida
35:07do planejamento estratégico mesmo
35:09do desenvolvimento das empresas.
35:13Então, a gente está
35:15não insistindo na agenda,
35:16porque eu acho que ela já está
35:17bem inserida no mercado,
35:19a gente, pelo MCI,
35:21que retoma, inclusive,
35:22o papel importante agora...
35:23O MCI é o Movimento Capixaba
35:24pela Inovação.
35:25Isso, desculpa não mencionar.
35:27O momento de pandemia suspendeu
35:29algumas ações do movimento,
35:32mas só para você ter ideia,
35:33o movimento continua se estruturando,
35:35nós vamos ganhar uma grande repercussão
35:38em breve,
35:39mas nesse período de pandemia,
35:42só para você ter uma ideia,
35:42passaram mais de 200 necessidades
35:47de inovação dentro do Fins Lab.
35:48Ou seja, mesmo no momento de pandemia,
35:51a gente viu que as empresas
35:52recorreram a importantes ferramentas
35:54ligadas à inovação.
35:55A gente tem uma intenção
35:59que os projetos que saem daqui,
36:01do Espírito Santo,
36:02tenham, de certa forma,
36:03repercussão a nível nacional,
36:04porque a mesma atuação
36:06que o SESI tem aqui,
36:07tem em outros estados.
36:10Então, a gente intensifica
36:11cada vez mais a agenda de inovação.
36:13Nós estamos com uma equipe
36:14cada vez mais sênior
36:16e tem que estar renovada,
36:19mas cada vez mais sênior
36:20em relação a dar o encaminhamento
36:24correto para o empresário,
36:25qualquer empresário,
36:26não seja só do setor industrial,
36:28pode ser de qualquer segmento empresarial.
36:31lembrando que a gente tem aqui
36:32o CINDS,
36:33que é o centro das indústrias,
36:35que conecta as indústrias
36:36a todos os outros segmentos.
36:39E a gente vai, ainda,
36:40esse ano,
36:41impulsionar outros programas
36:43para tornar cada vez mais
36:45a inovação com fácil acesso
36:46a todas as empresas.
36:48Bacana.
36:49Cris, obrigado pela entrevista
36:50e parabéns pelo trabalho
36:51e a frente da federação
36:52por esse um ano
36:54e pelos próximos anos também
36:55que virão.
36:56Obrigada, Ricardo.
37:08Bom, nesse momento eu estou aqui
37:09com o diretor-geral da FINDES,
37:11Roberto de Lima,
37:12conversando um pouco sobre,
37:14primeiro, Roberto,
37:15o que é a FINDES,
37:16o que ela faz
37:17e para que ela serve.
37:18A FINDES é uma entidade
37:19sindical de segundo grau,
37:20nós reunimos 33 sindicatos
37:22empresariais aqui no Espírito Santo
37:25e nós estamos aqui
37:26para defender o interesse
37:27da indústria,
37:28para trabalhar em prol
37:29do desenvolvimento
37:29do Espírito Santo,
37:30para desenvolver mão de obra
37:33especializada para trabalhar
37:34para essa indústria.
37:35Roberto, a FINDES
37:35é uma instituição associativista,
37:38né?
37:38O que é o associativismo?
37:40É quando um grupo de pessoas
37:41se une em prol de um interesse,
37:43de um propósito em comum.
37:45Como é que você enxerga
37:46a importância do associativismo
37:47para desenvolver a sociedade
37:49e desenvolver o Espírito Santo
37:51como está lá no propósito da FINDES?
37:53Bacana.
37:53Primeiro, dizer que é fundamental
37:56que as empresas olhem
37:57para uma instituição como a FINDES
37:59e se associem,
38:00sejam parte desta organização,
38:02porque é a partir disso
38:03que nós temos força
38:04para fazer o advocacy,
38:06para fazer a defesa
38:07daquilo que é o interesse
38:08da indústria.
38:09Advocacy é quando você
38:10defende interesses
38:11de determinado setor, né?
38:13Nós fazemos isso
38:14a partir da atuação
38:16no poder legislativo,
38:17no poder executivo,
38:19defendendo pautas
38:20como a tributação
38:21da atividade industrial,
38:23defendendo pautas
38:24de melhoria
38:24da infraestrutura
38:25no Estado.
38:26E é a partir
38:27do associativismo,
38:28de uma organização
38:29mais forte,
38:30mais capilar,
38:31distribuída em todo o Estado,
38:32que nós temos mais força
38:34para defender essas pautas.
38:35Roberto,
38:35a gente falava
38:36com o presidente
38:37Cris Amorini
38:37sobre o apagão
38:39de mão de obra
38:40nas indústrias, né?
38:41Que é essa falta
38:41de gente qualificada
38:43para atuar
38:43no dia a dia
38:44das indústrias capixabas,
38:46ainda mais agora
38:47num momento
38:47de tantos investimentos
38:49em indústrias.
38:51Como que a FINDES
38:52pode,
38:52por meio do SESI
38:53e do CENAI,
38:55ajudar os industriais
38:56a formar gente
38:57de qualidade
38:58para trabalhar
38:59nas nossas empresas?
39:01Esse é um ponto
39:01fundamental, Ricardo.
39:03Hoje nós temos
39:04no país
39:04uma série de vagas
39:06no mercado de trabalho,
39:07mas nós não temos
39:08profissionais qualificados
39:09com as competências
39:10que são necessárias
39:11a isso.
39:12Então, primeiro,
39:13a nossa entidade,
39:13o SESI,
39:14ela trabalha
39:15na educação básica,
39:16formando,
39:17hoje nós somos líderes
39:18aqui no Estado
39:19do Espírito Santo
39:20em educação básica,
39:21privada, regular
39:22e nós fazemos isso
39:24não somente formando
39:25essas crianças
39:25naquilo que é o cognitivo,
39:27mas também desenvolvendo
39:28em habilidades
39:29como robóticas,
39:30habilidades socioemocionais
39:32que são as competências
39:33para os profissionais
39:35no século XXI
39:36e do lado do SENAI
39:38nós trabalhamos
39:38formando esses profissionais
39:40naquelas competências
39:41que são as competências
39:43aplicadas ao ambiente
39:44do trabalho.
39:45Nós temos, por exemplo,
39:46em andamento
39:46neste momento
39:47um programa
39:47que é o programa
39:48Emprega Mais
39:49com uma série de vagas
39:51em todo o Estado
39:52do Espírito Santo
39:53voltadas para os profissionais
39:55que já estão na indústria
39:56se requalificarem,
39:57mas também
39:57para que os desempregados
39:59possam adquirir
40:00as competências necessárias
40:01para voltarem
40:03ao mercado de trabalho
40:04na atividade industrial.
40:05O ensino técnico
40:06é muito importante
40:07para essas pessoas
40:08conseguirem
40:09entrar nas empresas
40:10e ajudar
40:11os nossos negócios
40:12a terem mais produtividade.
40:13Exatamente,
40:14porque quando nós temos
40:15profissionais que têm
40:16as competências técnicas
40:18adequadas,
40:18mas também as competências
40:20comportamentais,
40:21isso vai fazer com que
40:21a nossa indústria
40:23seja ao fim e ao cabo
40:24mais produtiva.
40:25Muito bacana
40:25essa explicação
40:26sobre a FINDES,
40:27como que ela funciona.
40:28Agora,
40:29para quem está
40:29nos assistindo em casa
40:31agora,
40:32tanto o industrial,
40:34o empreendedor,
40:35como os trabalhadores
40:35que estão nesse momento
40:36precisando de um emprego,
40:38o que você diria
40:39para eles,
40:41como que a FINDES
40:42pode ajudá-los
40:44diretamente
40:44para o industrial
40:45e para o trabalhador?
40:47Primeiro,
40:47para o industrial.
40:48É importante
40:49que ele se aproxime
40:50da FINDES
40:51e das suas entidades,
40:52SESI,
40:53SENAI,
40:54IEL,
40:55UIDEIS
40:55e da própria FINDES,
40:57além do SINDES,
40:59para que ele consiga
41:00trazer as suas demandas,
41:02trazer as suas demandas
41:03de defesa de interesse,
41:04mas também trazer
41:05as suas demandas
41:06do ponto de vista
41:07do desenvolvimento
41:08dessas competências
41:09do profissional.
41:10Para os trabalhadores,
41:11fiquem atentos
41:12àquilo que nós temos
41:13como oferta
41:14em diversos cursos
41:16de iniciação,
41:17de qualificação profissional,
41:18cursos técnicos,
41:19diversas oportunidades
41:21para que eles consigam
41:23se qualificar
41:24e se requalificar
41:25para aproveitar
41:26os momentos
41:27de crescimento
41:28do nosso mercado
41:28de trabalho
41:29e conseguir com isso
41:30impulsionar
41:31a economia capixaba.
41:32Bacana.
41:33Roberto,
41:33muito obrigado
41:33pela entrevista,
41:34parabéns pelo trabalho
41:35e parabéns
41:36pela modernização
41:37também dos espaços
41:38aqui da FINDES
41:39com o lounge
41:40junto com o Cicobi,
41:41aqui esse café,
41:42também o FINDES Lab,
41:43acho que contribui
41:44muito aí
41:45para o avançado
41:46da nossa indústria.
41:46Obrigado.
41:47Essa é a ideia,
41:47essa é a casa da indústria
41:48e todos são muito
41:49bem-vindos aqui.
41:55Como vimos,
41:56a FINDES atua
41:57na defesa dos interesses
41:58das indústrias capixabas,
42:00o que reflete
42:00diretamente
42:01em mais postos
42:02de trabalho
42:03e geração de riqueza
42:04para a nossa sociedade.
42:05mas muito além disso
42:07se destaca
42:08pelas iniciativas
42:09de educação,
42:10formação profissional
42:11e pesquisa
42:12e seu suporte
42:13na inovação
42:14e na digitalização
42:16da nossa economia.
42:17A indústria
42:18moldou o Espírito Santo
42:19da forma que conhecemos
42:21e com investimentos
42:22em tecnologia
42:23e competitividade
42:24vai seguir guiando
42:26o nosso crescimento
42:27por anos a fim.
42:32No próximo bloco
42:33nós vamos falar
42:34sobre o agronegócio
42:35capixaba
42:36com a Stephanie Sampaio
42:37no quadro
42:38Agro Business.
42:39Fica aí
42:39que o Mundo Business
42:40volta já!
42:48Agro Business
42:49Ofrecimento
42:50Natufert
42:52Centro do Comércio
42:54de Café de Vitória
42:55e Campo Forte
43:05A população mundial
43:07está em constante
43:08crescimento.
43:09Estimativas sugerem
43:10que em 2050
43:11nós seremos quase
43:1210 bilhões
43:13de pessoas no mundo.
43:14Isso significa
43:14que a demanda
43:15por alimentos
43:16vai aumentar
43:16e a agropecuária
43:17deverá passar
43:18por um aumento
43:19na produtividade
43:20e sustentabilidade
43:21com novas tecnologias.
43:24Hoje,
43:25entra em curso
43:25Agricultura 4.0
43:27a nova revolução
43:29da agricultura.
43:30Esse processo
43:31tem mudado
43:31a forma de produzir
43:32no campo
43:33e também
43:33o perfil
43:34dos produtores rurais.
43:35O agricultor 4.0
43:37passa a ter
43:37uma visão
43:38mais empresarial
43:39da propriedade
43:40com equilíbrio
43:41entre o retorno financeiro
43:42e a sustentabilidade.
43:44Dentre as principais mudanças
43:46vemos os velhos
43:47ineficientes
43:47métodos de produção
43:48sendo substituídos
43:50por tecnologias
43:50mais aprimoradas.
43:59Neste contexto,
44:00os fertilizantes
44:01agrícolas
44:02são uma das principais
44:03apostas
44:03para o ganho
44:04de produtividade.
44:05Apesar da grande
44:06parte dos fertilizantes
44:07utilizados no Brasil
44:08serem importados,
44:09empresas brasileiras
44:11e capixabas
44:12investem na produção
44:13de fertilizantes
44:13a partir de tecnologias
44:15inovadoras.
44:16Aqui no estado,
44:17a empresa com maior
44:18produção de fertilizantes
44:19com base orgânica
44:20é a Natufert,
44:21localizada no município
44:22de Batiba.
44:30Com 70 colaboradores,
44:32a Natufert produz
44:33mais de 16 mil toneladas
44:34de fertilizantes
44:35por ano
44:36para as culturas
44:36do café, grãos,
44:38cereais e hortifruti.
44:39Hoje, conversamos
44:41com as duas lideranças
44:42da Natufert
44:42para entender mais
44:43sobre fertilizantes
44:44e produtividade
44:45na agricultura.
44:46São eles,
44:47Daniel Pinho,
44:48diretor-geral
44:49e Maurício Cota,
44:50diretor técnico
44:51da Natufert.
44:52Daniel, a Natufert
44:53nos últimos anos
44:54passou por várias mudanças.
44:56Uma nova estratégia,
44:57investimentos.
44:58Como está sendo
44:59essa nova fase da empresa?
45:00A Natufert fez
45:0210 anos de fundação
45:03esse ano
45:03e os primeiros
45:058 anos
45:07estivemos focados
45:08em crescimento
45:10do produto,
45:11em desenvolvimento
45:11do produto.
45:12Então, a gente testou
45:13o produto no campo,
45:14testou o produto
45:15na indústria
45:15e a gente teve
45:17muito sucesso nisso.
45:18De fato, o produto
45:18é um produto
45:19que traz muito mais
45:20resultado no campo.
45:22E de dois anos
45:23para cá,
45:24a gente está cada vez
45:24mais focado
45:25na gestão do negócio.
45:27Então, hoje,
45:27nós estamos posicionados
45:28como uma indústria.
45:30E como indústria,
45:31a gente tem todo
45:31um rol de negócio
45:32que a gente pode fazer
45:33aqui dentro.
45:34Isso é um reposicionamento
45:36que traz mais competitividade
45:37para a gente
45:38no negócio.
45:39Esse posicionamento,
45:40então,
45:41de deixar de ser um produto
45:42e passar a ser uma indústria,
45:44faz com que vocês
45:45tenham novas projeções,
45:46né, Daniel?
45:46Daniel.
45:47Sim.
45:47A gente,
45:49desde o ano passado
45:50para cá,
45:51vem já com um plano
45:52de crescimento
45:53muito acentuado.
45:54Então, a gente está planejando
45:55um crescimento
45:56de 30% ao ano.
45:57A gente já conseguiu
45:58do ano passado
45:59para esse ano.
46:00E nos próximos cinco anos,
46:01a ideia é que a gente
46:02esteja com essa fábrica
46:04tomada de capacidade
46:05e a gente inicie
46:06ou já esteja
46:07em andamento
46:08o nosso processo
46:09de expansão, né?
46:10Nós temos um produto
46:12que pode ser usado
46:13em todo o Brasil.
46:14Então, a ideia é que a gente
46:15esteja mais competitivo
46:17tanto do ponto de vista
46:17do produto,
46:18que nós temos muita certeza,
46:20quanto do ponto de vista
46:20logístico.
46:21E a gente sabe
46:22que a cafeicultura
46:23é muito forte
46:23aqui no Espírito Santo,
46:25né?
46:25É o carro-chefe.
46:26Mas quais outras culturas
46:28vocês também têm trabalhado
46:30aqui com o produto
46:30Natufert?
46:32Pelo nosso posicionamento
46:33geográfico,
46:34a gente trabalha
46:35muito o café, né?
46:36Nós estamos
46:38num cinturão de café,
46:39tanto o café arábica
46:40quanto o café conilon, né?
46:41No norte do Espírito Santo,
46:42no sul da Bahia,
46:43aqui na parte das matas
46:44de Minas,
46:45como aqui no sul
46:46do Espírito Santo,
46:47onde a gente está situado, né?
46:49Porém, nós,
46:51com os nossos planos
46:52de expansão,
46:53estamos atuando hoje
46:54em todos os grandes
46:56negócios do Brasil.
46:57Então, a gente já está
46:57atuando no algodão,
46:58já está atuando no milho,
46:59já está atuando na soja,
47:00no trigo,
47:01em todos os hortifrutos
47:04e com um sucesso.
47:05Então, de fato,
47:06as formulações
47:07que nós temos,
47:07os nossos posicionamentos
47:09técnicos
47:10com o produto Natufert,
47:11tem dado resultado
47:12em todas as culturas
47:13principais do Brasil.
47:32Natufert foi criada em 2011
47:34com a proposta inovadora
47:35de criar fertilizantes
47:36à base orgânica.
47:38O Maurício desenvolveu
47:39essa tecnologia em 2006.
47:41Conta um pouquinho para a gente
47:42como é que é essa história,
47:43Maurício.
47:44De fato, nós começamos
47:46os trabalhos a campo
47:47em 2006
47:48para desenvolver realmente
47:50o produto
47:51e observar os resultados.
47:53Depois de cinco anos
47:55e com os resultados
47:55muito satisfatórios,
47:57então, nós decidimos
47:58fundar a Natufert
48:00e desenvolver equipamentos,
48:02processos, né?
48:03E todo o sistema de produção
48:05para ter esses produtos
48:06disponíveis para o mercado.
48:07Mas, Maurício,
48:08para quem está em casa
48:09e talvez não entende
48:10do meio rural
48:12ou não sabe o que é
48:13o organo mineral,
48:14explica um pouquinho
48:14para a gente.
48:16O organo mineral,
48:17a base orgânica
48:18que a Natufert produz
48:19tem inúmeros benefícios, né?
48:21Desde disponibilidade
48:23de nutrientes para o solo,
48:25recompor porção biológica,
48:26então, é um fertilizante
48:28pronto e completo.
48:30Porém,
48:31com a associação dos minerais,
48:33que é para a produção
48:33do organo mineral,
48:34a gente consegue ter elementos,
48:37produtos ainda mais completos
48:38e com uma diversidade
48:40de formulações
48:40que vão atender
48:41todas as culturas
48:42e todas as fases.
48:43Então, explica para a gente
48:44quais são as diferenças
48:45entre esses produtos.
48:47Pois não.
48:48Nós temos aqui
48:48o nosso produto inicial,
48:50que é o orgânico,
48:52orgânico farelado.
48:54Já é um produto tratado,
48:56pronto, processado,
48:58industrializado,
48:59pronto para uso.
49:00A partir dele,
49:02nós temos duas opções.
49:03Nós podemos utilizar,
49:05fazer o organo mineral
49:07com o enriquecimento
49:08de minerais,
49:10que é esse daqui.
49:11Então, esse aqui
49:12é um organo mineral farelado.
49:14E também a gente pode
49:15utilizar esse mesmo produto
49:17e fazer a granulação.
49:19Esse processo
49:20é um processo industrial,
49:21uma tecnologia única
49:23no Espírito Santo,
49:24que a gente consegue
49:25manter as características
49:26do orgânico
49:27e a forma física
49:30compatível de mistura
49:32com os outros minerais.
49:34Então, nós vamos ter,
49:35além do organo mineral,
49:37nós temos também
49:37a linha de mineral enriquecido.
49:40Isso é um produto também especial
49:41que está associando aqui
49:42também orgânico
49:43com os minerais concentrados.
49:46Maurício, você citou
49:47que tem uma tecnologia
49:48tão única no Estado.
49:49Pode explicar um pouco mais
49:50sobre isso?
49:51Pois não, mas neste caso
49:53eu vou te convidar
49:53para você conhecer ao vivo.
49:56Vamos lá, então.
50:05Então, Stephanie,
50:06como eu te disse,
50:07aqui nós diferenciamos
50:09o nosso orgânico
50:10de todos os demais orgânicos
50:11que tem no mercado.
50:13Nós conseguimos aqui
50:14através de tratamentos específicos,
50:18primeiro duas inoculações
50:20próprias da empresa
50:21e depois controle de umidade
50:24e temperatura
50:25para a gente garantir
50:27que o produto
50:28tenha as condições
50:29que a gente precisa
50:30para ter eficácia agronômica.
50:31Agora, então, Maurício,
50:32a gente vai ver a campo
50:34a aplicação e o resultado
50:36desse fertilizante aqui.
50:48Estamos agora na lavoura
50:50do Sr. Célio Carvalho.
50:52Ele que é um produtor
50:53no município de Batiba
50:54e que utiliza
50:55fertilizante e organo mineral
50:57natufert.
50:58Sr. Célio,
50:59muito obrigada
50:59por nos receber.
51:01Stephanie,
51:01o prazer foi meu
51:02estar aqui o resultado.
51:04Antes eu usava calcário
51:05um pé de café desse aqui
51:07com dois anos
51:07e três meses,
51:08com calcário,
51:09ele estava atingindo
51:10cinquenta,
51:10sessenta centímetros
51:11de altura.
51:12Eu uso o orgânico mineral,
51:15hoje está dando
51:15um metro e setenta
51:16de altura,
51:17um metro e cinquenta,
51:18um metro e setenta.
51:19E a gente também consegue
51:20observar, né,
51:21Sr. Célio,
51:21uma uniformidade
51:22dos grãos,
51:23do enchimento.
51:24O senhor observou
51:24alguma diferença
51:25de qualidade
51:26depois que começou
51:26a utilizar esse produto?
51:28Antes, Sr. Steph,
51:29para mim fazer
51:30uma saca de café
51:31eu gastava
51:31quatrocentos e vinte litros
51:32de café.
51:33Hoje eu faço
51:33com trezentos e noventa litros.
51:36Isso então
51:36porque você aumentou
51:37o tamanho do grão
51:38e também agregou
51:39mais valor
51:40no seu lavouro,
51:41não é isso?
51:41Agreguei mais valor
51:42na produção.
51:43Que legal.
51:44E o senhor já conseguiu
51:44colher algum resultado
51:45em concurso?
51:46Já sim, Steph.
51:47Eu já fiquei
51:48em segundo lugar
51:49no município
51:51e fiquei em terceiro
51:52ano passado
51:53e estou lutando
51:54para ver se eu consigo
51:55chegar em primeiro.
51:56Mas eu tenho
51:56para mim que eu chego
51:57lá.
51:58Sr. Célio,
51:59conta para a gente
52:00então,
52:00esses resultados
52:01foram antes
52:02ou depois de utilizar
52:03a NatuFest?
52:04Foi depois que eu passei
52:05a usar a NatuFest,
52:06o Steph.
52:07Que hoje o café
52:08é um café que pesa mais,
52:10um café mais graúdo
52:11e um café que tem mais sabor,
52:14tem mais mel
52:15e o rendimento da planta.
52:17Que hoje uma lavoura
52:19dessa com dois anos aí,
52:20dois anos e três meses aí,
52:21está dando na média
52:22cinco, seis litros por pé.
52:23E esse exemplo, pessoal,
52:24para quem está em casa
52:25e não entende muito
52:26sobre café,
52:27é um exemplo
52:27de tecnologia
52:29aplicada ao campo.
52:30O exemplo do seu Célio,
52:31assim como vários
52:32outros produtores
52:33que têm buscado
52:33o uso de tecnologia
52:34para conseguir aumentar
52:36a sua produtividade.
52:45O adubo de base orgânica
52:47é uma das tecnologias
52:49que tem mudado
52:49a realidade
52:50da agricultura capixaba
52:51e brasileira.
52:52Esse insumo,
52:53aparentemente simples,
52:55depende de muita tecnologia
52:56para ser produzido
52:57e pode ser considerado
52:59uma solução ambientalmente
53:00correta.
53:01Hoje, foi possível
53:02observar um exemplo
53:03de um produtor
53:04que utiliza fertilizante
53:05e orgânico mineral
53:06e conseguiu agregar valor
53:08à sua produção,
53:09tendo maior rendimento
53:10e maior produtividade.
53:20E esse foi o programa
53:21Mundo Business
53:22deste domingo.
53:23Lembrando que você
53:24pode nos acompanhar
53:25todos os dias
53:27para saber os bastidores
53:28das gravações
53:29sempre no Instagram
53:30arroba
53:31ricardofrizeira
53:32e arroba
53:32stefane.agronomia.
53:35Muito obrigado
53:36pela sua audiência,
53:37te espero aqui
53:37no próximo domingo
53:39com novidades,
53:40novos quadros
53:41e novos conteúdos.
53:43Um abraço.

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