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  • há 2 dias
Compensa PAGAR MAIS BARATO em PEÇA USADA? Não é desmanche!!

Daniel Morroni, Diretor da Porto Serviço e responsável pela operação da Renova Ecopeças, vai tirar de vez suas dúvidas e receios na hora de comprar peças usadas.

Nada de ferro velho ou desmanche. O comércio de peças usadas trabalha sob a a Lei do Desmonte desde 2014, com o objetivo de combater o roubo e furto de veículos, desarticular o mercado paralelo de peças de origem ilícita e garantir a segurança do consumidor.

0:00 O novo cenário das peças automotivas usadas
1:17 O papel da Renova Ecopeças no grupo Porto
2:56 O impacto da Lei do Desmonte no mercado
5:14 Além da peça: o compromisso ambiental do desmonte
8:51 Por que carros viram sucata?
12:02 Garantia e qualidade: como avaliar uma peça usada
31:23 Peças inusitadas e o mercado de colecionadores

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Motor
Transcrição
00:07Imagina só, você precisa comprar uma peça para o seu carro e descobre que pode pagar bem menos
00:12comprando uma peça usada. O CrayCast hoje vai falar diretamente com você que tem um misto de
00:20receio e curiosidade em relação às peças vendidas pelas empresas de reciclagem automotiva. Foi isso
00:29muito tempo que essas empresas eram discriminadas. Na verdade, desde 2014, a Lei Federal do Desmonte
00:37assegura, dá uma segurança para o comprador e também para o comerciante, o vendedor desse tipo
00:43de peça, certificando que essas peças são legais, tem procedência. E para ajudar a gente nessa missão,
00:51hoje o CrayCast recebe o Daniel Morrone, que tem mais de 25 anos de experiência no setor,
00:57está à frente da Renova Eco Peças, da operação da Renova Eco Peças, que é do Grupo Porto.
01:05Então, ele já tem uma grande credibilidade e chegou no mercado há um tempão, nesse mercado que vivia
01:12à margem e agora escalona para muito, muito, muito, muito futuro.
01:18É isso aí. Obrigado, obrigado pela convite, Bárbara. Obrigado, Paulo. Muito obrigado. É um prazer estar aqui com vocês, falando
01:25de um assunto tão importante.
01:27Então, para falar um pouquinho da Renova, como vocês mencionaram, acho que é importante explicar o que faz a Renova,
01:34acho que dentro do Grupo Porto, né?
01:36Então, até que o Grupo Porto está dividido. Hoje, o Grupo Porto é muito mais do que uma seguradora que
01:42todo mundo conhece. O Grupo Porto é dividido em quatro verticais.
01:45A Porto Seguro, o Porto Bank, o Porto Saúde e a mais recente unidade de negócio é chamada Porto Serviço.
01:54E a Renova, ela fica embaixo da Porto Serviço, que tem o intuito da Porto Serviço não só prestar serviços
01:59residenciais,
02:00que você já conhece, para quem tem apólices de seguro, você tem aqueles assistências residenciais.
02:07Então, a Porto Serviço tem esse intuito também de prestar um auxílio para a agenda da casa.
02:13E também, mais recente, que eu estava conversando com o Paulo até fora dos bastidores aqui, é também a agenda
02:18do carro.
02:18Ou seja, o que é a agenda do carro? Tudo que um cliente e também não cliente pode precisar de
02:23um automóvel,
02:24que a gente chamou carinhosamente de agenda do carro.
02:26E é ali que a Renova está, prestando não só uma conveniência para o cliente, mas fornecendo peça usada.
02:33Os outros ramos que a gente tem dentro da agenda do carro, como hoje a Porto já tem, que é
02:38centro automotivo,
02:39a gente tem um produto chamado Porto Serviço Resolve, que ajuda a reparar o veículo de quem é cliente e
02:44não cliente.
02:45Mas, especificamente, a Renova está dentro dessa unidade chamada do Porto Serviço,
02:50que é a unidade de negócio, e que a gente tem 13 anos de vida já existentes aí,
02:54que a Renova realmente exerce esse trabalho de economia circular.
02:58Muito legal! E para entrar, então, e embarcar de vez no assunto, explica para a gente
03:03o que a lei do desmonte ajudou nessa desmarginalização da peça usada,
03:14e o quanto ela é importante tanto para quem vende quanto para quem compra.
03:18Ótimo, Bárbara, acho que é um muito bom ponto, porque, como vocês mesmos comentaram,
03:22a lei do desmonte foi fundamental para legitimar, para realmente dar segurança para o consumidor
03:28para comprar uma peça usada. Ela, como você comentou, foi de 2014,
03:32ela tem praticamente 12 anos de vida, a Renova tem 13 anos de vida,
03:36então a gente teve o prazer, o privilégio de fazermos quase juntos, a quatro mãos,
03:40junto com o Detran aqui de São Paulo, e a gente até servia algumas das vezes
03:43até como tubo de ensaio, para a gente realmente construir um processo que legitima
03:48o processo de desmontagem do veículo, usando todos os procedimentos
03:55para realmente dar a destinação correta do veículo, e também como é que você separa o veículo
04:00e transforma isso em peças, e realmente dá toda a segurança que aquela peça é de um veículo
04:05que realmente não é um veículo roubado, é um veículo que realmente foi dado baixa no órgão
04:12de uma maneira correta. Então, a lei do desmonte, ela preconiza uma série de processos e procedimentos
04:18na operação e na venda, que realmente dá toda a segurança para o consumidor
04:22de poder comprar uma peça usada, inclusive ela vem com uma etiqueta de rastreabilidade,
04:26a gente brinca que mostra toda a capivara do veículo que ela foi retirada.
04:31Ele já está dando spoiler das etiquetas também.
04:35Bom, eu sou do tempo que desmanche, quer dizer, o nome desmonte eu imagino que é uma abordagem mais elegante,
04:42né?
04:43Porque eu lembro que desmanche, ferro velho, era como a gente chamava essas empresas,
04:50e que elas viviam na página policial do jornal. E hoje a gente não usa mais para falar desmanche
04:58nem ferro velho, e também parece que, coincidentemente, a gente não vê mais em página policial.
05:04Exato.
05:05Então, assim, eu queria que você me falasse como que a regulamentação, como que essa lei
05:10transformou esse mercado, né? Se ainda existe alguma coisa, mas imagino que melhorou muito, né?
05:16Legal, acho que é um bom ponto. E até hoje, conforme a evolução do tema da economia circular, Paulo,
05:22o que você falou de desmanche, hoje até tem uma sigla que é CDVs, Centro de Desmontagem Veicular.
05:29Então, tem gente que chama Centro de Desmontagem, Centro de Reciclagem Veicular.
05:33Então, hoje, como você falou, os nomes estão sendo aperfeiçoados.
05:36Ainda bem, porque isso sai da marginalidade e você ganha uma notoriedade que esses centros de desmontagem
05:43realmente seguem o fluxo e fazem as coisas de uma maneira correta e muito importante.
05:49Eles reforçam o propósito ESG também, que é essa questão ambiental.
05:53Porque você não só tem que desmontar o veículo e transformar em peças e reinserir essas peças no mercado,
05:59que é um ganho enorme para a economia circular, porque a economia circular não é simplesmente você reciclar,
06:05é você recolocar o item dentro da sociedade, porque daí você consegue fechar o ciclo da economia circular,
06:11porque daí você evita que uma nova peça seja produzida.
06:14Então, você tem esse propósito de realmente, além do desmonte, de reinserir uma peça no mercado,
06:21mas tem um outro propósito muito importante, que é o que você faz com o que sobra do veículo,
06:26que a gente chama de resíduos ou sucata. Então, o que sobra hoje de um veículo,
06:31você também é obrigado a dar a destinação correta. Vou dar um exemplo.
06:35Quando sobra aço e você não tem o que fazer com o aço do automóvel,
06:38você acaba tendo que vender para empresas que dão a destinação correta desse aço,
06:42que ele é reciclado, ele pode ser usado para outras coisas.
06:44Pneu. A gente separa os pneus, vende para empresas, por exemplo, que tritura, borracha e faz grama sintética.
06:51Então, você também tem que ter a destinação correta do resíduo e das peças.
06:56Então, a lei do desmonte vem um pouco com essa ideia de economia circular completa.
07:00Não é só reinserir a peça, mas também dar a destinação correta e de uma maneira sustentável para o que
07:06sobra do veículo.
07:07Imagino que na operação ali, durante o desmontar e reforma das peças e destinação dos resíduos,
07:17você também gera influência de, sei lá, solvente, não sei que tipo de resto de tinta, graxa.
07:25Isso aí você também tem que...
07:27Tem que dar a destinação correta.
07:28Hoje, é muito interessante a sua pergunta e até um dado interessante.
07:3385% hoje do veículo nós conseguimos transformar em peças.
07:3910%, que a gente chama de açucata desse resíduo, eu vendo como commodities ou como ferro, aço, cobre.
07:45E somente 5% do carro a gente acaba não conseguindo valorizar,
07:50mas que eu também tenho que dar a destinação correta para ele não ir para um aterro,
07:55para ele não ir para algum lugar que possa contaminar o solo.
07:57Então, o processo de desmontagem, ele tem que ser para 100% do veículo.
08:03Onde na média, lá na Renova hoje, 85% vira peça,
08:0710% vendo como commodity e somente 5%, que é isso que você comentou,
08:12que às vezes é algo que não tem valor no mercado, mas mesmo assim a gente tem que dar a
08:15destinação correta.
08:17Então, é muito importante dar um pouco desse número,
08:20porque às vezes o pessoal não entende o quanto que um carro pode ser reciclado.
08:24Então, 85% é um valor bastante importante do que a gente consegue reinserir no mercado.
08:29E a gente começou a falar agora, enfim, sobre o produto, que é o carro, a moto, caminhão,
08:34enfim, o que passa aí por uma reciclagem, né?
08:38O que leva não só a Renova, mas as outras empresas de reciclagem automotiva no geral,
08:46a comprar um carro que virou sucata, né? O que leva a esse carro virar sucata?
08:53Legal, ótima pergunta, Bárbara. Por quê?
08:55A Renova nasceu três anos atrás com um propósito.
08:58Como a própria seguradora, ela tem de posse vários carros com batidas de grande monta,
09:04Então, nós tivemos, há três anos atrás, nós idealizamos que nós deveríamos fazer alguma coisa com esses carros que ficam
09:13na seguradora, que tem grande monta.
09:15Em vez de você simplesmente, às vezes, vender no mercado e você não sabe depois que fim que isso pode
09:20dar,
09:20se você fazer um leilão dessa sucata, desse carro de grande monta.
09:23Então, o que foi idealizado na época?
09:26A gente tem uma responsabilidade socioambiental aqui importante.
09:30Por que a gente não pegou o próprio recurso que é da seguradora, que são os carros de grande monta,
09:35as grandes batidas onde eu não consigo recuperar o veículo?
09:38Por que a gente não dá um fim sustentável para isso?
09:40Então, ele nasceu com esse primeiro propósito.
09:42O segundo, como o Paulo comentou, reduziu o roubo e furto,
09:45porque você acaba reinserindo peças no mercado originais usadas,
09:50onde muitas das vezes você fortalece ou você vê que o roubo e furto é incentivado,
09:56porque o valor dessas peças no mercado é muito alto, o que justifica o roubo e furto.
10:00Quando você reinsere uma peça usada original no mercado,
10:05você acaba reduzindo talvez essa competição.
10:08Então, você acaba reduzindo o roubo e furto.
10:10Então, esses propósitos fizeram a Renova nascer e que até hoje se perduraram.
10:16E, graças a Deus, a gente conseguiu, ano a ano, ganhar mais escala e consumir boa parte dos carros
10:22que a Porto tem hoje de grande monta.
10:24A gente consegue consumi-los, a gente compra, porque são duas empresas separadas,
10:28a Renova compra da própria Porto Seguro.
10:30A gente, então, dá a baixa no órgão, no Detran desse carro
10:34e a gente acaba fazendo toda a destinação sustentável.
10:37E a gente tem o dado de quanto essa peça pode chegar a ficar mais barata no consumidor final?
10:43Sim. Hoje, na média, essa peça, acho que é importante destacar que essa é uma peça genuína,
10:49porque é uma peça que veio da montadora, ou seja, é um carro que veio da linha, né?
10:54Então, é uma peça genuína que a gente reinsere no mercado e o preço médio de desconto
11:00é de 60% a 70% mais barato se você comprar a mesma peça nova.
11:05Então, para o consumidor, é um ótimo negócio, porque ele acaba tendo a certeza que vai comprar uma peça genuína,
11:11que vai encaixar perfeitamente no veículo dele, ele mantém a originalidade do veículo,
11:16ou seja, mantendo o valor agregado do veículo e mantém a segurança,
11:19porque muitas das vezes você pode estar se arriscando a comprar uma peça paralela, uma peça similar,
11:24que às vezes não tem o encaixe perfeito e que às vezes pode até colocar em risco a segurança do
11:28consumidor.
11:29Mas como que o comprador sabe que aquela peça tem uma vida útil?
11:34Porque ela pode ter saído de um carro com 20 mil quilômetros ou com um carro com 80 mil quilômetros,
11:40e aí ela vai durar ou mais 60 ou mais 20, né? Digamos que dure 100 mil quilômetros.
11:47Existe, tem como o comprador saber, e vocês fazem divisão de casca,
11:52não, essa peça está muito nova, vai custar X, essa vai durar mais até você bater o carro mais uma
12:00vez,
12:01e aí vai custar Y, existe isso?
12:04Legal sua pergunta, existe sim, porque hoje tem peças que de uma certa forma tem esse âmbito de validade,
12:11vou dar um exemplo, vai motor e câmbio, então quando a gente desmonta o motor e câmbio,
12:15primeiro, lá na Renova, essas peças de funcionalidade motor e câmbio, de mecânica,
12:20elas passam por testes antes de serem vendidas, então a gente testa o motor, a gente testa o câmbio,
12:25a gente liga, a gente coloca o carro às vezes num rolo para realmente treinar,
12:29testar o veículo e essas peças mecânicas.
12:33Uma vez que a gente testa e a peça é de qualidade, a gente faz, no momento do cadastro da
12:38peça,
12:39porque a gente tem todas as nossas peças disponíveis no site, a gente coloca qual é a quilometragem do carro,
12:44que é aquele motor, qual é o ano, modelo, quilometragem e que ele foi certificado que a gente fez um
12:49teste de qualidade.
12:51Mesmo assim, se em 90 dias ele tiver problema, ele pode trocar essa peça, a gente dá completa garantia,
12:57então o cliente sabe exatamente que eu estou comprando um motor de 70 mil quilômetros,
13:01daquele ano, daquele modelo, daquele carro, e caso ele tenha algum tipo de problema, ele pode também devolver.
13:07Essas são as peças mecânicas, Paulo. A gente também, boa parte das peças que a gente vende são as peças
13:12de lataria,
13:13onde esse problema é menor, porque são lanternas, são peças realmente de uma frente, uma lateral,
13:21então isso aqui é muito mais o cliente querer manter a originalidade do veículo.
13:25Mas também mostra exatamente o ano, o modelo, o part number, que ele realmente está procurando até para ter o
13:31encaixe perfeito,
13:32ou ter realmente a compatibilidade.
13:33E a garantia é sempre 90 dias.
13:3590 dias.
13:37Exato, a gente dá 90 dias e dá toda a segurança para o consumidor.
13:39De novo, ele está comprando embaixo do grupo Porto, que já transmite todo esse cuidado ao cliente,
13:45essa qualidade, essa confiança que a marca Porto tem, então a gente realmente deixa o cliente bastante seguro,
13:51que ele está comprando uma peça de um veículo que foi legitimado, seguiu a lei do desmanche,
13:56tem toda a rastreabilidade de que veículo que ele foi tirado, com a qualidade e confiança Porto.
14:01E assim, para o nosso espectador poder comparar, se ele compra uma peça usada, ele tem 90 dias, se ele
14:11compra uma peça nova, ele também tem os mesmos 90 dias.
14:15Exato. Então, que para ele, na verdade, é mais uma questão. A gente tem hoje a questão, obviamente, financeira, que
14:21isso envolve.
14:22Então, entre comprar uma peça nova e uma peça usada.
14:24Você tem a questão, também, dos carros mais antigos, que nem sempre encontra mais as peças nas montadoras ou nas
14:31concessionárias.
14:32A gente tem muito disso. Aquele cara falou, eu não encontro mais essa peça.
14:35O veículo parou de ser produzido, que são os famosos phase-outs, né?
14:39Ele não tem mais peça disponível no mercado, então a gente também acaba sendo um ótimo estoque para ele procurar.
14:45Então, por isso que eu falo, a diversidade da Renova talvez é o ponto mais importante que a gente tem.
14:50Hoje, provavelmente, a gente deve ter o maior estoque de peças do Brasil, peças usadas.
14:55A gente está, hoje, com 35 mil peças no estoque.
14:58Então, hoje, e cada vez mais com a ampliação que a gente fez recente, que a gente dobrou o tamanho
15:03da Renova,
15:03a gente quer chegar em mais de 40 mil peças no nosso estoque.
15:07Então, quanto mais peças a gente tiver em estoque, é mais certeza que o consumidor, quando chega lá, ele encontra
15:11o que ele está precisando.
15:13Maravilha!
15:14Vamos chamar o nosso intervalo agora?
15:16Vamos fazer uma pausa, mas volta rapidinho.
15:20Bom, voltamos a conversar com o Daniel Morrone, e a minha pergunta é a seguinte.
15:25Tirando um pouco o crachá, eu sei que a Renova é 100% de garantia, mas não existe só Renova
15:32no mercado.
15:33Então, assim, que conselho você daria para quem vai procurar uma peça?
15:37Às vezes, é uma peça que nem tem lá no seu estoque, apesar de um estoque tão imenso.
15:41Mas digamos que seja uma peça que não existe lá e que a pessoa encontrou em outra loja, em outro
15:49fornecedor.
15:50Então, que conselho você daria, você que é desse ramo, que está há anos nesse setor,
15:57daria para um consumidor como selecionar o fornecedor da peça usada.
16:03Como ele saber se essa recicladora é credenciada, por exemplo, ou se ela, apesar de ter uma fachada legal,
16:12às vezes nem é credenciada, não tem essa chancela do governo, vamos falar.
16:17Perfeito. Ótima pergunta, Paulo. Eu acho que interessante, porque eu acho que uma das coisas que eu, se eu tivesse,
16:25como você mesmo simulou,
16:26se eu fosse hoje um consumidor e estivesse procurando uma peça, acho que, assim como você faz talvez em qualquer
16:32lugar,
16:33o primeiro é encontrar algum dado de mercado sobre a empresa que está vendendo.
16:39porque, por mais que o produto possa ser bom, acho que o primeiro é você saber qual é a empresa
16:44que está te vendendo.
16:45Hoje, quando a gente compra qualquer produto, seja nos marketplaces ou de uma maneira online, você acaba tentando procurar a
16:51reputação da empresa.
16:52Porque a reputação é importante, independente do produto ou não ser certificado que eu vou chegar lá,
16:57eu acho que é importante para saber como é que ela trata no momento do pós-vendas.
17:01Porque hoje comprar uma peça usada, ela tem uma certa tecnicidade, que é importante, porque nem sempre a peça pode
17:08servir,
17:09ou nem sempre tem um encaixe perfeito. Então, você tem que ter aquela garantia que se por algum problema a
17:15peça não servir,
17:16ele vai ter o respaldo para poder trocar, para ele poder realmente falar, eu quero uma outra peça e assim
17:21por diante,
17:22e ver como é que a empresa trata nessa questão de pós-vendas. Isso acho que serve para a maior
17:25parte das empresas que você compra,
17:27seja fisicamente, online vai a reputação da empresa. E aí, indo para o produto especificamente,
17:33o produto, a peça hoje usada que tem no mercado, que segue a lei do desmonte, que vocês comentaram aqui,
17:40ela recebe um selo. Esse selo tem um QR Code. Então, a primeira coisa, antes de perguntar,
17:46você é certificado, você tem a lei do desmonte, é realmente...
17:48Então, é só o selo aqui na nossa tela.
17:50Ó, exatamente, bem-vindo.
17:51Esse aqui é de um retrovisor esquerdo, inclusive.
17:53Você consegue saber exatamente daquela quantidade de peças, de etiquetas que você comentou no começo,
17:59de 49 possíveis peças, você recebe essa etiqueta e ele é colado na peça e com esse QR Code,
18:07ele puxa todo o histórico do veículo. Então, é muito importante quando você pegar na peça,
18:11você realmente ver se essa peça tem esse selo do Detran, o que demonstra que esse lugar que foi desmontado,
18:18que pode até nem ser a loja que você está comprando, mas você tem a certeza que essa peça serve
18:24de um carro
18:24que foi regularizado, que não é um carro roubado, que não é um carro que foi desmontado e as peças
18:30foram jogadas
18:31num aterro ou num solo contaminando o meio ambiente. Então, esse selo é muito importante que ele tenha na peça
18:37e que ele possa também usar o próprio celular dele e escanear o QR Code, até para ver se o
18:43próprio selo não pode ser um selo
18:45falso, alguma coisa dessa linha.
18:47E aí, me corrija se eu estiver errada, mas nas minhas pesquisas eu vi que esse é um selo que
18:51você pode colar uma única vez, né,
18:54e ele é, ele se destrói, ele é autodestrutível.
18:58Você não consegue tirar e colocar em outra peça. Então, uma vez que ele colou, ele não sai mais.
19:03Então, se alguém tentar tirar, você vai ver que ele foi danificado.
19:06Então, ele é daquele retroabidor esquerdo e...
19:09Exatamente, exatamente. Então, esses seriam, para mim, os dois principais pontos.
19:13A reputação da empresa, para você ter um pós-vendas bacana, e a questão da etiqueta.
19:18E aí, já aproveitando que a gente está no assunto etiqueta, para além dessa etiqueta que eu vi que é
19:23verdinha ali no caso dos carros,
19:25que são 49 itens, também tem uma cartela de etiquetas, essa aqui, azul de peças avulsas,
19:32que aí elas entram em qualquer outro desses 85% do carro que pode ser vendido, é isso?
19:37Exato, exato. Então, aqui também é uma outra forma do Detran também homologar e oficializar as demais peças.
19:44Então, você também consegue pegar todo o histórico do veículo através desse QR Code.
19:48Então, por que isso? Porque é importante até para você entender de que lote que veio o veículo.
19:55Adicionalmente a isso, porque esse é um selo do Detran, a gente também...
20:00Isso ajuda muito o consumidor, porque quando a peça...
20:03Vou dar o exemplo prático de como funciona na renova.
20:06Quando você desmonta o carro, é importante destacar que todo o carro,
20:09acho que o Paulo comentou isso no começo do nosso bate-papo,
20:13o carro passa por uma descontaminação.
20:15Então, você tira todos os gases, fluidos...
20:17Então, esse carro, ele obrigatoriamente passa por uma descontaminação,
20:22aí ele passa por um processo, uma linha realmente de desmontagem.
20:26Até é legal, eu já tive experiência profissional em montadora,
20:29você sempre vê o carro sendo montado aqui, você vê o carro sendo realmente desmontado.
20:34Essas peças elas passam por uma lavagem e automaticamente elas passam por um momento que para mim é crucial,
20:41que é o momento do cadastro.
20:42Se você cadastrar essa peça erroneamente, dificilmente você vai conseguir...
20:45Você vai ter problema com o consumidor e o consumidor não vai encontrar essa peça.
20:49Então, você cadastra essa peça no nosso sistema com o Part Number da montadora.
20:54A partir do momento que você cadastrou essa peça e recebeu a etiqueta do Detran,
20:58ele vai para um estúdio fotográfico, quando ele fotografa a peça e essa peça já sobra no nosso site.
21:03Por quê? Porque isso ajuda muito o consumidor que está no e-commerce procurando a peça,
21:06ele já vê o Part Number da montadora e ele já vê qual que é a etiqueta do Detran.
21:12É muito importante porque dá muita conveniência para o consumidor.
21:15A gente tem foto também na área de desmontagem, vou pedir para a produção colocar aqui para a gente ver.
21:21Ah, esse é o estoque, né?
21:22Esse é o nosso estoque, perfeito.
21:23Olha que, assim, a gente ficou impressionado aqui, né, Paulo?
21:27O tamanho do estoque e a quantidade de peças que são estocadas de maneira a ser vendida e reaproveitada pelo
21:41mercado.
21:42Se você der sorte, você já acha a peça na cor do seu carro.
21:45É!
21:46Você também.
21:47E acho que um ponto importante, Paulo, que você comentou, o consumidor gosta muito,
21:52não só da questão da cor, que às vezes você já dá match na cor, você já ganha a pintura,
21:57mas tem uma coisa importante que para facilitar o dia a dia, então quando eu vendo uma porta,
22:02geralmente quando você vai comprar uma porta que você precisa trocar,
22:06você compra só a porta numa loja, numa peça nova.
22:09É!
22:10No caso da Renova, a gente tomou uma decisão que é muito legal para o consumidor também,
22:14que dá muita conveniência, que a gente desmonta a porta inteira, ou seja, com todos os componentes dentro.
22:20Porque eu não fico lá desmontando a fechadura, a máquina de vidro, o acabamento,
22:25então eu pego a porta inteira do jeito que ela está e eu vendo a 60% mais barato que
22:31o preço de uma porta
22:32se você comprar só a folha, que a gente chama folha da porta.
22:35Então muitas das vezes o consumidor acaba pegando o conjunto inteiro pelo preço de uma porta.
22:41Então ele fala assim, pô, não preciso nem ter o trabalho de ficar tirando todo o acabamento,
22:44a máquina de vidro, a fechadura para colocar no carro, porque ele comprou o componente inteiro.
22:51Então ele só vai lá e encaixa.
22:52E como esse componente é testado?
22:56Nos casos mecânicos a gente tem, vou te dar o exemplo do motor completo,
23:00a gente só vende motor completo, ou seja, não vendo metade do motor ou só vendo peças do motor.
23:04Então no caso do motor a gente testa, o motor ligou, ele está em perfeito estado,
23:09então eu vendo o motor completo.
23:11Tem todos os itens lá dentro.
23:13Às vezes o consumidor fala assim, mas eu só quero uma peça dentro do motor.
23:15Eu falo assim, não, ele acaba comprando o motor e leva de graça os demais componentes.
23:20Na questão da porta, a gente acaba não testando os vidros elétricos,
23:25mas os vidros que são manuais a gente acaba fazendo e testando.
23:27Mas lembrando, muito provavelmente no caso de uma porta,
23:30o consumidor veio atrás da mente da fônia porque teve uma batida.
23:33Ah, legal.
23:34E se ele trouxer a fechadura dele, vocês compram a máquina do vidro?
23:38Não, não, a gente não compra.
23:41E aí ele vai ficar com uma fechadura e uma máquina do vidro sobrando em casa.
23:47Só trabalha com pequenas coisas, só um carro inteiro, né?
23:50Exato.
23:50Só com coisa pequena.
23:53Muito bem.
23:54Bom, e quais os riscos que existem quando um consumidor compra do comércio ilegal?
24:01Acho que aí são inúmeros riscos, né?
24:03Você acaba fomentando um mercado negro, que a gente chama,
24:07um mercado realmente onde você não tem emissão de notas,
24:10você não tem pagamento de imposto,
24:12você fomenta uma coisa que é negativa para a sociedade,
24:16você tem uma questão ambiental muito forte,
24:18você não sabe onde o resto desse carro pode ter sido entregue ou largado no ambiente.
24:25Então você tem não só um risco ambiental, sócio-econômico,
24:30é importante porque ninguém pagou imposto sobre isso.
24:33E você tem a questão, para mim, que é muito importante,
24:36que a gente preza muito na Porto, que é o cuidado.
24:40Você colocar uma peça que não tem procedência no veículo,
24:43você coloca em risco a sua família,
24:45você coloca em risco também até a valorização do seu bem,
24:48e coloca em risco a vida de outras pessoas,
24:50porque a gente está falando de um fim de um automóvel.
24:53Então são riscos inúmeros que a gente prevê quando você acaba comprando,
24:58principalmente uma peça de um carro que pode se tornar uma arma na rua,
25:03onde você não tem a procedência.
25:05A gente está falando de peça usada, né?
25:08Agora existe também no mercado, não sei se é um mercado paralelo,
25:12acho que não é essa a expressão,
25:14mas existe no mercado também aquela peça recondicionada.
25:19Vocês trabalham com peça recondicionada também?
25:21Não.
25:22E eu me lembro do amortecedor, né?
25:24Quando eu estava lá no Jornal do Carro, fiz uma reportagem falando
25:29de amortecedores recondicionados sem o mínimo cuidado, né?
25:34O cara colocava bombril, sei lá...
25:37Para recondicionar.
25:38Para recondicionar.
25:39Então ele não tinha o efeito.
25:41Parecia bonitinho, mas não tinha o efeito desejado.
25:46Então realmente a gente não ouve mais falar disso,
25:48mas eu não sei se existe a peça recondicionada.
25:53Sim.
25:54A peça usada que vocês falam, vocês pegam do carro, desmonta, revisa e vende.
26:00Perfeito.
26:00Mas pode ter o desmonte não credenciado, que tira simplesmente do carro e põe ali para vender.
26:08Perfeito.
26:08E tem o terceiro caso que é o recondicionado.
26:12Perfeito.
26:12Dá uma...
26:13Lá limpa...
26:14Dá um tapa.
26:15Lixou, lixa, pinta e põe como novo.
26:18Assim, como a gente pode orientar o consumidor a entender que existem essas diferentes modalidades
26:27e a se precaver, né?
26:29Legal.
26:29Bom ponto, Paulo.
26:30Por quê?
26:30Eu até esqueci de comentar e você me fez lembrar agora.
26:34Uma das partes principais da lei do desmonte, acho que é só para ficar claro para o consumidor,
26:39quando a gente fala sobre dar mais claridade sobre o tema,
26:42a lei do desmonte preconiza que a gente não pode reinserir no mercado peças de segurança do veículo.
26:48Esse é o primeiro ponto.
26:49Então, amortecedor, pastilhas de freio, airbag, essas questões, esses itens que realmente a gente sucateia
26:58e acaba dando a destinação correta porque nós somos proibidos em vender esses itens.
27:03Então, é uma coisa que é muito sério e isso existe...
27:07Tem fiscalizações, inclusive, do Detran periódicas, hoje nos desmontes,
27:12para ver realmente se não estão sendo comercializadas essas peças que são proibidas de serem reinseridas no mercado.
27:17Então, esse é o primeiro ponto.
27:18Então, a gente nem vende para nenhuma empresa, a gente realmente sucateia os itens de segurança do carro,
27:24incluindo a parte de suspensão, freios, airbag e assim por diante.
27:28Cinto de segurança, por exemplo.
27:29Então, tem muitos itens que a gente realmente tem que...
27:31Nós somos obrigados a escrapear ou realmente dar a destinação correta,
27:36destruir os itens e vender aquilo, né?
27:39Então, acho que é muito importante essa sua pergunta.
27:41Outra que eu acho que também sempre vem uma pergunta importante,
27:45Essas peças...
27:47As peças que a gente pode vender hoje e elas são remanufaturadas, vou dar um exemplo muito legal.
27:53Motor.
27:54Tem alguns motores que a gente, quando vai fazer o teste, a gente vê que esse motor não está legal.
27:58Então, a gente nem coloca para vender na loja.
28:02A gente chama de motor tipo B.
28:04O tipo A é o que eu coloco na loja.
28:06Tiro foto, vai para o site.
28:08Você pode comprar de qualquer lugar do Brasil.
28:10Nós entregamos o Brasil todo porque tem a segurança que eu vou ter muito pouco problema ou quase nenhum problema,
28:16porque eu testei.
28:18A peça aqui eu tenho dúvidas.
28:19Eu classifico lá como B.
28:21Eu nem coloco ela para ser vendida, mas eu vendo para empresas que vão comprar essa peça e vão remanufaturar
28:27essa peça.
28:28Ele abre o motor e refaz o motor inteiro e ele vende esse motor como remanufaturado, assim como câmbio.
28:34Então, as peças mecânicas, existem empresas especializadas, a Renova não faz esse trabalho,
28:39mas hoje existem essas empresas que compram da Renova esses itens que a gente chama B,
28:44e eles recondicionam e colocam no mercado.
28:47Mas aí eles chegam no mercado com o status de uma peça homologada, vamos dizer assim?
28:52Isso.
28:53Como ela foi vendida pela Renova, que daí você tem aquele serinho azul, você acaba vendendo.
28:59Então, esse carro lhe foi dado a destinação correta, ou seja, ele foi desmontado de uma maneira legítima.
29:04Ou seja, eu tenho certeza que nenhuma peça do carro estava em nenhum lugar aqui.
29:08Ou seja, foi dado toda a destinação correta e ele foi vendido para uma outra empresa que vai remanufaturar o
29:14item.
29:14É lógico que daí a garantia e toda a questão da qualidade da remanufatura fica por conta dessa empresa,
29:20que é ela que vai saber tecnicamente como remanufaturar esse item.
29:24Sim, mas aí esse motor pode ser recadastrado no carro?
29:27Sim, esse motor pode ser recadastrado.
29:29Então, a gente tem todas essas formalizações de colocar que esse motor acaba tendo um novo registro.
29:35Então, no documento, quando você troca o motor, você tem que regularizar, mas com a nota fiscal da Renova, por
29:41exemplo,
29:41você mostra lá, mostra que realmente seguiu a lei do Detran, tem até um documento e o Detran vai lá
29:46e regulariza o motor.
29:48É, acho que a gente está entrando num assunto também que é muito curioso, que é recadastramento dessas peças no
29:54carro.
29:55Então, por exemplo, um bloco do motor tem o número já ligado ao chassi daquele carro.
30:01Perfeito.
30:02Você compra um bloco do motor com nota fiscal em um desmonte que é em uma empresa de reciclagem automotiva
30:10que já é credenciada, tem um credenciamento,
30:14compra junto dela a nota fiscal e aí faz toda a parte de recadastramento no seu carro e pode usar
30:23livremente, é isso.
30:24Perfeito. E é super simples, né? Então, às vezes as pessoas falam, nossa, como é que eu vou fazer, vou
30:27pegar o motor de um outro carro,
30:29como é que eu coloco no meu, sendo que tem toda a questão do chassi, marcação.
30:34Não, é super simples. Hoje com essa documentação que a própria lei do desmonte proporcionou, você quando vai fazer,
30:40você vai fazer a homologação ou esse, você vai acoplar, você depois que instalou o motor no carro,
30:46você vai com a documentação no despachante e ele consegue fazer, ele atrela o seu veículo ao novo motor.
30:52Vamos fazer mais uma pausa e voltamos já.
30:57Voltamos então no intervalo para continuar aqui no assunto de empresas de reciclagem automotiva
31:04e desmistificar de uma vez por todas esse assunto.
31:08A gente estava falando de peças que podem e que não podem ser usadas e eu queria entender
31:14se tem alguma peça que vocês têm experiência de que todo mundo acha que não pode ser vendida,
31:19como por exemplo o motor, que é um caso muito específico e pode estar tranquilo ser vendido.
31:25É interessante sua pergunta porque hoje, quais são os canais de venda da Renova?
31:31Hoje a gente tem o próprio, a loja física, então a gente tem uma loja física, a gente recebe os
31:37clientes fisicamente lá,
31:38a gente tem a internet e a gente tem o WhatsApp.
31:42E é interessante, e a gente tem cada vez mais crescido nos canais digitais,
31:4740% das nossas vendas já são pelos canais digitais.
31:50Interessante o tipo, muitos clientes não sabem, por exemplo, que a gente consegue vender o banco do carro,
31:54que é um item que você, nossa, mas como é que a pessoa precisa de um banco, né?
32:00E aí, pelo WhatsApp, ela começa a tirar foto do banco dela, daí a gente tenta encontrar o banco dela
32:06no nosso estoque,
32:07e aí fica essa troca, daí a pergunta, mas como é que você vai transportar esse banco para chegar até
32:13a minha casa, etc.
32:14E hoje a gente tem a maior parte da ação do explotador, a gente é parceiro, mas hoje o pessoal
32:20fica muito em dúvida se consegue comprar um motor,
32:22ou até mesmo um banco, que é toda a parte do estofamento do carro, tanto da frente como de trás,
32:28se a gente tem disponível para comprar um motor, talvez até o pessoal tenha menos dúvida,
32:33mas esses itens de acabamento a gente também vende na Renova.
32:36Então, acho que a principal pergunta, às vezes que vem, é que tipo, exemplo do banco, né,
32:42que eles não imaginam que a gente tem um estoque de bancos de todas as marcas,
32:46você vai levar os famosos Recaros, aqueles carros antigos, então a gente tem lá.
32:51Você vai ter muita encomenda agora.
32:53É, vai ter, né?
32:54A gente até brincou um dia de fazer um cinema, né, esses Cinemas Hour Views,
32:58só com os bancos Recaros, dos Golfs GTI, dos Golfs, você lembra,
33:03saudosistas, né, desses modelos.
33:05Então, a gente tem realmente essas pessoas e colecionadores.
33:09Um outro item que a gente vende também bastante, os painéis.
33:13Então, às vezes você tem aqueles painéis específicos de uma série especial de um veículo,
33:18que tem um acabamento todo dedicado, e o cara compra, e às vezes até colecionador compra o painel,
33:23aquele painel do Golf e tal, daquele carro realmente que tem um acabamento,
33:27que só aquela série especial tem, a gente acaba conseguindo vender também.
33:31Seja pela internet, seja hoje pelas nossas lojas físicas,
33:36mas pela internet fica mais fácil porque ele vê todo o nosso estoque hoje disponível,
33:39e ele consegue comparar.
33:41E uma coisa que tem ajudado bastante são as lojas também dos Marketplaces,
33:45que hoje a gente tem uma loja oficial no Mercado Livre, na Shopee,
33:47que ajuda o consumidor a encontrar realmente essa peça de colecionador,
33:52ou essa peça que ele nunca imagina que vai ter no estoque de uma empresa.
33:56E pagando assim, muito mais barato, né?
33:58Muito mais barato.
33:59E como é uma peça que não tem muito giro, a gente realmente faz até um preço especial,
34:03porque não é uma peça que gira com toda frequência.
34:05Olha só!
34:06Eu já estou pensando em um sobrepreço porque é colecionável, né?
34:10Não, é porque na verdade realmente a gente entende que não adianta você colocar um preço super alto
34:18e de uma certa forma você acaba ficando com a peça,
34:21porque às vezes a pessoa precisa para um carro de 7, 8, 10 anos, 15 anos,
34:26e a gente sabe que às vezes ela não tem poder aquisitivo para repor uma peça de um estofado de
34:3315 anos atrás.
34:35Então, esse é o intuito também da nossa ideia de precificação.
34:40Estou lembrando da minha picape de 2002, que eu vou na concessionária e peço.
34:47Outro dia perdeu o pido da Limitador da Porta, sabe?
34:51Da Porta.
34:52E ficou um mês, um mês para chegar.
34:54Baixar.
34:55Porque vem, eles mandam trazer não sei de onde ali e você tem que ficar esperando.
35:02De repente lá tinha mais barato.
35:05Além dos bancos, ainda tem as rodas, né?
35:07Que eu imagino que muita gente deve comprar para fazer um upgrade aqui no meu carro,
35:11com uma roda maior, uma 17, 18.
35:14Exatamente.
35:14Uma roda diferente, né?
35:18Icônicos aí, GTI, para você poder fazer uma modificação no seu carro que a gente nem imagina, né?
35:25Você falou um ponto interessante, Bárbara.
35:27A gente trabalha, como a gente comentou, desde o carro popular e vem muito carro importado também, né?
35:33Que realmente ainda sofre sinistro.
35:35Então, você tem Porsche, você tem...
35:37E as rodas de carros importados são muito caras.
35:40E às vezes, né?
35:42Infelizmente, às vezes acaba acontecendo alguma coisa no carro de algum cliente.
35:45E uma roda só é um preço astronômico de uma Porsche ou de um carro realmente premium.
35:52Então, tem muita saída e muita procura por rodas premium, justamente pelo preço alto que tem no mercado.
35:58Então, a gente planejar essa vitrine, é uma das vitrinas que a gente tem na nossa expedição.
36:02Olha os bancos que a gente estava comentando aqui.
36:05Então, chama muita atenção.
36:07BMW X5.
36:08Olha lá, o Paulo até já na distância, né?
36:10Conhece tanto que a distância já sabe até o modelo.
36:13É.
36:14E também, a pessoa pode pegar uma roda de um Audi e colocar num golbolinha.
36:20Exatamente.
36:21Exato.
36:21Aí o céu é o limite, né?
36:23Exato.
36:24Muito bem, mas então, falando de pós-venda, a peça tem 30 dias de garantia.
36:29Perfeito.
36:30Mas se eu compro a peça, instalo no meu carro, faço todo o serviço para o mecânico e tal,
36:36e depois a peça dá um defeito.
36:39Como que fica isso?
36:42Se eu levar a peça, ela sempre me devolve.
36:44Mas e todos os trabalhos que eu tive?
36:46Imagino que você já tem jurisprudência sobre esse tipo de evento, né?
36:50Sim.
36:51É.
36:51A gente tem um certo cuidado, principalmente nas peças de encaixo, que demandam muita instalação.
36:56Justamente, e até a gente pede para que o consumidor se certifique antes de comprar,
37:02e até mesmo antes de tomar todo o tempo de instalação, que realmente ele consiga ver se o part number
37:10da peça é o compatível com aquele veículo antes de instalar.
37:14Porque a gente não faz esse reembolso do serviço, mas algo que a gente faz e que ajuda muito, caso
37:22não deu compatibilidade, a gente tem dois caminhos.
37:25A gente devolve integralmente o dinheiro, ou a gente procura o nosso estoque e troca pela peça correta.
37:32E é lógico que pode acontecer, são raros os casos, Paulo, onde a nossa própria peça pode ter dado algum
37:37problema, e a gente também faz da mesma forma.
37:41E muitas das vezes, o interessante que você falou, o consumidor que vem lá, hoje 50% dos clientes que
37:49já vão na Renova são pessoas físicas,
37:51mas muitas delas levam o mecânico junto, porque ele fala, vou comprar isso aqui, aí o mecânico vem junto com
37:58ela na loja,
37:59a gente põe a peça na bancada, e o mecânico falou, não, realmente essa peça...
38:03E muitos deles trazem a peça antiga, embaixo do braço, põe do lado da bancada e compara as duas peças.
38:09Então, justamente para evitar esse trabalho do mecânico, realmente instalar a peça e falar, pô, não era peça, não deu
38:16compatibilidade.
38:17Então, muitas das vezes, hoje, o cliente, ele traz o mecânico de confiança, onde o carro dele possa estar para
38:23fazer o reparo,
38:24e muitas das vezes, o próprio mecânico traz a peça que precisa ter trocado embaixo do braço para fazer a
38:28comparação.
38:30Antes de continuar, vamos chamar o nosso último intervalo, então, e aí a gente volta já já.
38:35Estamos de volta, conversando com o Daniel Morrone.
38:38A gente falava, antes do intervalo, do seu público, você falou que 50% são pessoas físicas,
38:46aí 50% imagina jurídicas, aí empresas e oficinas não.
38:51É isso.
38:52Porque a minha pergunta é, como que os mecânicos, eles estão olhando para essa peça usada, recolocada no mercado?
39:01Para eles, assim, como que eles avaliam?
39:05Às vezes, é mais fácil pegar uma peça que é original, que já serviu a um carro original?
39:12Ou, às vezes, sai mais difícil?
39:16Eu queria entender se, para eles, é melhor optar por uma peça usada, até porque ele consegue fazer um preço
39:21melhor para o cliente,
39:23ou se, para ele, é mais prático ligar lá para o Auto Peças, que é amigo dele e fala,
39:28manda aí a peça tal, tal, tal, e o cara manda.
39:31Como é que é?
39:32Como que você vê esse mercado?
39:34Não, legal.
39:34É um mercado bastante interessante.
39:36Eu acho que um dado até curioso, Paulo e Bárbara, que eu queria comentar,
39:41para chegar um pouquinho nessa...
39:43De como está o mercado hoje, com a questão dos mecânicos, dos reparadores,
39:48essa questão de reciclagem, você vê o tamanho de oportunidade que tem no Brasil.
39:53Quando a gente vai para países mais desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão,
39:58a gente tem aí, praticamente, 85% dos carros são reciclados.
40:03Então, você tem uma gama gigante de carros que já passam por esse processo.
40:08Tem países que chegam a 90%, 95% dos carros já têm um processo de reciclagem.
40:14No Brasil, pelos últimos dados públicos que a gente tem,
40:17somente 1,5% dos carros no Brasil são reciclados.
40:21Então, para você ver...
40:22E a gente tem aumentado bastante recentemente esse percentual.
40:26Que bom!
40:26Então, esse tema de peças usadas,
40:29olha o potencial que a gente ainda tem de explorar o mercado,
40:33de melhorar a questão do meio ambiente.
40:35Então, acho que esse é o primeiro ponto.
40:36E isso acontecendo e novos centros de desmontagem abrindo,
40:41sendo homologados, inclusive com um apoio recente que o governo
40:49também tem falado bastante do projeto Mover,
40:54que ele preconiza do berço ao túmulo.
40:56O que é do berço ao túmulo?
40:58Incentivar as empresas que, na cadeia, desde o nascimento,
41:02isso é do berço até o túmulo do carro.
41:06Tem um processo de reciclagem, de desmontagem,
41:10de questão de energética.
41:12Então, hoje você tem muitos holofotes no mercado de peças usadas.
41:16E isso acaba indo também para quem consome a peça usada,
41:20que no fim é o reparador, é o mecânico que você comentou.
41:23Então, cada vez mais o que a gente tem sentido,
41:25eu que também venho do mercado de peças novas,
41:27então minha experiência é muito também de peças novas,
41:29e agora que eu estou inserido aí no grupo Porto com a Renova,
41:35a gente tem percebido que cada vez mais o mecânico
41:37coloca no seu checklist de consulta
41:40a possibilidade de colocar uma peça usada.
41:43Isso é muito positivo para o mercado,
41:44porque a gente acaba sendo lembrado,
41:47que eu acho que é o grande ponto,
41:48que eu acho que a gente não era antes,
41:49lembrado como consulta.
41:51E justamente aquilo que você comentou aqui no começo do podcast,
41:54que era marginalizado o tema,
41:56o tema tinha até um certo receio de comprar uma peça usada,
41:58uma peça roubada, uma peça roubada,
42:00o famoso robalto, que muita gente falava.
42:03E hoje a coisa começou a ficar mais com os holofotes,
42:06tendo apoio de vários stakeholders,
42:08do governo, das empresas, das indústrias.
42:10Então, o próprio mecânico, no fim,
42:13ele já acaba colocando como opção para o cliente,
42:16falou assim, olha, eu tenho a peça nova da concessionária,
42:19eu tenho a própria peça original,
42:21que é do fornecedor da montadora,
42:24eu tenho uma peça similar e eu já tenho uma usada,
42:26que é original, já era do veículo,
42:31usada muito mais, financeiramente falando,
42:34muito mais atrativa.
42:35E dependendo do veículo,
42:37veículos mais antigos,
42:38onde nem sempre o consumidor tem o poder aquisitivo
42:40para comprar essa peça,
42:41mas quem não tem originalidade,
42:43o mecânico começa a colocar no seu hall,
42:45pelo menos de oferta para o cliente.
42:47Então, você pergunta,
42:48mas como é que ele faz no final?
42:49Então, hoje ele faz como ele faz
42:51para comprar uma peça nova,
42:53ele vai lá, já tem o seu fornecedor de preferência,
42:55então ele vai lá e fala assim, olha,
42:57eu ligo para o distribuidor tal,
42:58eu coto a peça nova.
43:00Mas eu também já estou aqui com o meu vendedor,
43:02por exemplo, da Renova ou da desmontadora X,
43:05eu já tenho contato dele também,
43:06ele manda um WhatsApp e fala assim, olha,
43:07cota para mim uma peça tal.
43:08ele tem dois orçamentos e ele apresenta para o cliente.
43:12Então, o que a gente fica feliz com isso
43:15é que a gente começa a ser lembrado
43:17pelo nosso principal consumidor,
43:19que no fim é o mecânico,
43:20que é o reparador.
43:21Então, por isso a importância,
43:23quando você vai hoje em uma feira de mecânicas,
43:27ou que hoje existem muitas,
43:29que o público é o reparador ou o mecânico,
43:32você vai ver a quantidade já de desmontadores
43:33que estão lá com estandes.
43:35porque ele fala assim, eu quero ser lembrado
43:36na hora de você fazer um orçamento,
43:38de oferecer para o seu cliente uma peça usada legítima.
43:40Não mais aquela peça que você tinha receio de comprar.
43:42Aqui você tem garantia,
43:44aqui você tem todo o respaldo que você precisar
43:46e você tem a questão da originalidade do preço.
43:49Então, para o mecânico,
43:51começa a fazer sentido e é um bom negócio para ele também,
43:54porque ele consegue fechar negócio,
43:56fechar acordo e fechar serviço,
43:57onde às vezes ele não conseguia,
43:59ou até mesmo comprava uma peça onde ele fala,
44:01isso aqui dá um problema, vai dar um retrabalho para mim,
44:04porque eu vou ter que desmontar tudo isso aqui,
44:05se dá problema.
44:07E aí quando eu pego uma peça usada,
44:08ela encaixa perfeitamente,
44:09eu falei, pô, isso aqui eu não vou ter que desmontar mais.
44:12E a questão do preço é importante, né?
44:14Super, super.
44:15E eu fiquei com uma curiosidade assim,
44:18porque a gente falou de peças originais e tal,
44:21mas existem carros aí,
44:23e a Renova não tem como ter controle disso,
44:25e de carros que são modificados.
44:26Então chega lá um carro Stage 1.
44:29O que vocês fazem com esse tipo de desmontagem de veículos
44:34que chegam com essa modificação?
44:36Você vê que ela está fazendo perguntas para pegar na cruz.
44:39O que é Stage 1?
44:43Carros modificados.
44:45Então, é um ponto muito legal que você trouxe, Bárbara.
44:49A gente realmente encontra veículos que estão modificados,
44:53não só modificados como a questão de mecânica,
44:56mas modificados até mesmo que usam peças paralelas,
44:59similares, seja lá o tome.
45:02E o que a gente fez?
45:03A gente colocou em cada estação de desmontagem da Renova
45:06um setor de qualidade.
45:07Então você tem um cara de qualidade lá dentro
45:09que ele faz essa separação.
45:11Ele pega cada peça que sai, ele pega ela na mão
45:14e ele tenta...
45:16Olha, isso aqui realmente...
45:17No teste a gente já consegue saber se o carro foi modificado.
45:20E quando as peças não são de mecânica,
45:22que são visuais, ele já consegue também saber se a peça...
45:25Porque a gente tem o QR Code,
45:26onde fica gravado o part number da montadora,
45:29onde fica a logomarca da montadora,
45:32porque as peças que são genuínas
45:33têm a logomarca da montadora.
45:36Então, a gente já consegue fazer uma triagem
45:38do que realmente está modificado ou do paralelo
45:41para a gente nem colocar para venda.
45:42Até para que a gente consiga manter
45:43que as nossas peças realmente são genuínas para o veículo.
45:47Legal.
45:48Eu acho que assim, para a gente finalizar,
45:51o que você tem para falar para quem ainda tem receio
45:55de comprar peça usada original,
45:59devidamente credenciada, enfim.
46:01Eu acho que aqui, acima de tudo,
46:05eu acredito muito, como mensagem final para o consumidor,
46:08é que você, não só a questão de dar a segurança para ele,
46:13e a gente consegue hoje com a Lei do Desmonte,
46:16com todos os processos que a gente demonstrou que existe hoje,
46:19ele tem a garantia que está fazendo um bom negócio,
46:22financeiramente falando, ambientalmente falando,
46:26porque eu acho que essa é uma peça do bem,
46:28porque eu não estou precisando fabricar novamente essa peça.
46:33e você tem toda a qualidade e confiança
46:36de que essa é uma peça segura para ele.
46:39Então, o que faria a gente, no nosso ponto de vista,
46:43que a gente tem feito muito,
46:44é realmente convidar os consumidores,
46:49convidar os nossos parceiros, os nossos mecânicos,
46:51para realmente procurar, seja na Renova,
46:54seja nos nossos parceiros que existem no mercado,
46:56essas empresas que realmente seguem a Lei do Desmonte,
46:59que fazem um trabalho bonito também ambiental,
47:02realmente de reciclagem e descarte correto dos resíduos,
47:06e acima de tudo, vai fazer, vai manter a originalidade do carro,
47:11e ele tem a garantia de estar fazendo um bom negócio para ele
47:13e para o meio ambiente.
47:14Então, é muito mais convidar para realmente,
47:18caso ele precise minimamente consultar e ver o trabalho,
47:22o atendimento e a seriedade que é feito o nosso trabalho,
47:25que eu acho que vai dar muita confiança,
47:26ainda mais porque a Renova faz parte de um grupo muito,
47:29muito, muito importante,
47:32que tem um respaldo forte da Porto,
47:35que dá toda essa tranquilidade e confiança para o nosso consumidor.
47:40Muito legal.
47:40Muito bem.
47:42Agradeço ao Daniel por estar aqui com a gente hoje,
47:45esclarecendo esse assunto tão importante,
47:47e agradeço também quem nos acompanhou aqui nesse evento,
47:50e espero encontrá-lo na próxima.
47:52Tchau, tchau.
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