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  • há 8 horas
Nesta conversa inspiradora, Madá recebe Ida Sztamfater, uma voz fundamental na filantropia e no apoio a pacientes, atualmente à frente do AMIGO_H no Hospital Albert Einstein.

Exploramos uma trajetória que atravessa gerações: das raízes de sua família polonesa e a luta de sua mãe na resistência durante o Holocausto, até sua atuação incansável em prol da saúde. Aos 69 anos, Ida é um exemplo vivo de superação e vitalidade, compartilhando como transformou desafios pessoais severos em combustível para uma vida de propósito e bem-estar. Se você quer entender a força de quem escolhe a vida e a saúde como resposta a qualquer adversidade, este papo é essencial.

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Diversão
Transcrição
00:00Bem-vindo a mais uma edição do Lado A. Nossa convidada de hoje é Ida Stanfater, psicóloga que equilibra família
00:08e mundo com maestria.
00:10Casada, mãe de cinco, avó de dois e filha de sobreviventes do Holocausto.
00:16Como presidente da Amigo com H do Hospital Einstein, ela é ativista incansável pela saúde, educação e contra o antissemitismo,
00:26trabalhando incansavelmente para melhorar a vida das pessoas, como ela mesma diz.
00:33Se a vida fosse uma terapia de grupo, Ida seria a facilitadora que transforma a caos em harmonia,
00:40provando que super-heróis não precisam de capa, mas de empatia e determinação.
00:47Ida Stanfater, que está aqui comigo. Muito obrigada, Ida.
00:51Prazer é tudo meu. Eu te agradeço pelo convite.
00:53Ida, te trouxe aqui pra falar sobre um mercado que surge, conteúdos que você anda produzindo
01:03sobre mulheres cinquenta mais.
01:07Ida, vou começar com uma pergunta difícil. Você declara a sua idade?
01:12Sem dúvida.
01:14Quanto? Olha na câmera e fala.
01:16Sessenta e nove.
01:17Ah, Ida, não é possível isso?
01:19Sessenta e nove. E eu falo com maior orgulho, porque eu acho que primeiro esconder é uma
01:24bobagem, né? Porque quem quiser descobrir sabe, porque a gente deixa rastro em todos
01:28os lugares, né? E eu acho que chegar ao sessenta e nove, como eu estou chegando, eu
01:35acho que eu posso inspirar outras pessoas. Então por que eu vou dizer, não, eu estou com
01:39quarenta e cinco? Porque às vezes é a idade que me dão, né? Quarenta e oito, cinquenta
01:44no máximo. Não, eu estou sessenta a mais, daqui a pouco é setenta a mais. Então se
01:48eu puder inspirar outras pessoas, é isso que eu quero fazer. Então pra que esconder,
01:53né? Se a gente pode chegar numa idade assim, com qualidade de vida, com beleza, com força,
01:58com saúde, por que não?
02:01E tem uma coisa também, acho que da mentalidade. Porque eu lembro, mesmo eu, eu estou agora
02:07com quarenta e sete. Eu lembro quando eu tinha, era menina, adolescente, já se falava
02:15assim, que mulher com trinta anos tinha que cortar o cabelo curto porque já era uma
02:19senhora. As mulheres de, eu lembro assim, da minha avó com a minha idade, era uma
02:27senhorinha. Mas era cultural isso, né? Isso mudou demais agora. Sim, porque a gente
02:33vivia menos, né? Verdade. E a gente morria mais por doenças também. Então
02:38hoje a gente vive mais e vive melhor. A gente pode fazer muito mais prevenção do
02:43que a gente fazia antigamente. Então antigamente a gente falava uma mulher de
02:46quarenta anos, já era assim, uma velha. Hoje eu digo, a mulher de sessenta não são
02:52os antigos quarenta, são os novos sessenta. Porque eles trazem um novo frescor e uma
02:59nova experiência. A gente consegue viver a vida com toda essa bagagem que a gente
03:04traz por trás da gente de uma forma muito mais plena, muito mais tranquila, muito
03:10mais chegada, muito mais feliz. Então não são os novos quarenta, são os novos sessenta
03:17de fato. E a gente ainda vai viver pelo menos até os noventa. Então eu tenho pelo menos
03:22mais um terço da minha vida pra viver e eu quero escolher como é que eu vou viver
03:26viver esse um terço que eu tenho, né? E eu tô apta pra fazer essas escolhas
03:30com a minha experiência de vida, com o que eu carrego. Eu já sei como é que eu
03:34quero, o que eu quero não fazer, eu já sei. Agora o que eu quero fazer
03:38e isso também já é uma coisa que já se desenhou pra mim.
03:42A gente vai voltar nessa parte de saúde, bem-estar, beleza, mas isso que você
03:48tá falando, que é o que eu achei o diferencial do seu conteúdo, é assim,
03:52aquela idade em que você já tem certeza do que você quer. Essa virada de chave do
04:00não precisar agradar todo mundo, pra você veio quando?
04:06Olha, a gente, eu vou até te corrigir, a gente sabe o que a gente não quer mais.
04:13Verdade, verdade. A gente já sabe o que a gente já viveu uma série de coisas,
04:17então a gente já sabe o que a gente não quer mais. Essa minha virada de chave
04:22foi quando eu tive o meu diagnóstico de câncer de mama.
04:27Porque eu sou uma pessoa saudável, eu sou uma pessoa que sempre pratiquei esporte,
04:32fui bailarina clássica, eu tenho no meu DNA a qualidade de vida saudável.
04:39Sempre fiz exames e tudo mais. E quando veio a pandemia, eu fiquei uns dois anos
04:45sem fazer minha mamografia. Porque a gente sempre se deixa em segundo plano, né?
04:52Então eu precisava primeiro administrar aquela loucura que era viver a pandemia,
04:56filhos em escola online, a família toda junto, debaixo do mesmo teto.
05:03Eu até dizia assim, eu digo que minha casa se cobrir vira circo, se cercar vira hospício.
05:08Porque era assim, um de cada idade, que são cinco filhos, tive que trazer todos
05:13para dentro de casa para que a gente pudesse, numa casa que comportava, né?
05:18Então as pessoas, a minha família, minha mãe inclusive, que na época tinha 93 anos,
05:24todos vivendo juntos. Então lógico, eu não fui ao hospital para fazer minha mamografia,
05:29não fui, eu deixei. Resolvi o problema de todo mundo, menos o meu.
05:34Que é o que a mulher costuma fazer.
05:38Toda mulher costuma fazer. Eu também.
05:39A mulher acha que ela nunca vai ficar doente e que ela vai segurar a onda sempre
05:43e que haja o que houver, ela é firmona. É verdade, ela é.
05:47Ela é. Mas ela tem que lembrar que ela também pode falir.
05:52Ela também pode falhar. E a gente só percebe isso quando, às vezes, já está naquela situação,
06:01que foi o que aconteceu comigo. Eu, quando terminou a pandemia, eu falei, vou fazer meus exames.
06:06Agora vou fazer meus exames, lógico, que eu sempre fazia.
06:09E aí eu tive o diagnóstico de um câncer de mama, de um tumor maligno em estágio inicial.
06:17Porque é o que eu digo, né? Quando você consegue prevenir ou detectar precocemente,
06:25a tua chance de cura é gigante, que foi o meu caso.
06:29Então eu sou a prova viva de que prevenção ou a detecção precoce salva, cura.
06:35Eu me sinto curada, apesar de que ainda não passaram cinco anos ainda de remissão.
06:40Eu ainda estou no terceiro ano.
06:42Mas, assim, quando eu recebi o diagnóstico, a primeira coisa que me veio à cabeça foi...
06:49Não, isso é um acidente de percurso.
06:51Lógico que não é receber flores uma notícia dessa, né?
06:56Ninguém recebe com tanta naturalidade.
06:58Mas, espera, isso é um acidente de percurso, isso não me pertence.
07:02Então eu já tenho em mim esse positivismo.
07:04Eu já sou uma pessoa positiva.
07:06Eu fui criada por uma mulher muito forte, né?
07:09Então eu sou forte porque eu fui criada...
07:11Minha mãe era muito forte, então eu devo isso a ela.
07:14E quando eu recebi esse diagnóstico, eu falei, não, espera, isso é um acidente de percurso que eu vou contornar.
07:19Meu marido ficou muito abalado, mas eu não fiquei.
07:23Porque realmente eu entendi que isso tinha um propósito, né?
07:30Agora descobri qual que era esse propósito, né?
07:33Qual é? Como é que ela pode achar que isso é um propósito na vida dela, né?
07:39E nessa hora que eu descobri que a questão poderia ser um pouco mais da emoção do que propriamente do
07:50meu físico, né?
07:53Porque eu não tenho antecedentes, minha família ninguém teve.
07:56Quer dizer, como eu não tenho nenhum antecedente na família de oncológico.
08:03Então eu me perguntei, mas então por que eu, né?
08:06Então, veja, aí dá aquela chave, fala, pera, será que eu não tô passando por cima de mim demais?
08:16Será que eu não tô engolindo um pouco demais?
08:20Porque a vida é essa.
08:22A vida é essa, gente.
08:24Eu sou feliz, lógico, eu tenho uma família, eu sou realizada, eu sou ativista, eu trabalho com a saúde, eu
08:34trabalho com o combate ao antissemitismo, eu tenho um casamento sólido.
08:39Mas assim, problemas todo mundo tem, né?
08:41Mas até que ponto você pode permitir que eles sejam prioridade na sua vida?
08:47Não, a prioridade na sua vida é você.
08:50E aí eu acho que nessa hora eu falei, opa, eu preciso acordar.
08:54Então se eu não tenho nenhum antecedente na família, se isso aconteceu comigo, talvez eu não esteja cuidando do meu
09:02emocional como deveria.
09:05E essa foi a chave, eu falei, vou olhar melhor pra isso.
09:08Eu vou tentar saber por que que isso tá acontecendo comigo.
09:12E foi aí que você, foi aí que você percebeu isso, que eu acho que a mulher tem muito isso,
09:20de ser a leoa.
09:22E a gente é muito elogiada por isso.
09:25Por isso.
09:26Como se isso fosse força.
09:28Só que pra gente tá bem, tem uma frase que a mulherada hoje fala uma pra outra,
09:33quando você tá no avião, não mandam primeiro você colocar a máscara de oxigênio em você?
09:37Exatamente.
09:38Então vamos aprender isso de uma vez, que é muito do que você tem passado também, né?
09:43Foi exatamente isso.
09:44Eu falei, eu vou começar por a máscara primeiro em mim, porque eu punha em todo mundo.
09:48Mas se eu não estou bem, como é que eu posso ajudar os outros?
09:51Se eu sou, se você é uma figura central na sua família, porque eu sou uma figura central na minha
09:58família,
09:58graças a Deus eu sou reconhecida por isso, mas assim, se eu não tô bem, como é que eu vou
10:03cuidar dos outros, né?
10:05E aí eu me perguntei, quantas vezes eu não disse não?
10:11Quantas vezes eu não disse não?
10:13Quantas vezes você não disse não?
10:15Eu pergunto, quantas vezes vocês não disseram não?
10:19E esses nãos que vocês não dizem, que a gente não diz, eles vão se transformando numa certa angústia.
10:27São pedacinhos de angústia que você vai guardando dentro de você e se calcificam, né?
10:35E aí quando você se dá conta, às vezes já é um câncer, né?
10:40Já é um câncer.
10:41Mas ainda assim, pra mim, um acidente de percurso.
10:44Eu falei, eu vou aprender também a dizer os meus nãos.
10:47Dizer os meus nãos não é ser uma pessoa egoísta, não é isso.
10:50Mas assim, é bom pra mim?
10:54Primeiro, é bom pra mim?
10:56Essa pergunta eu não fazia.
10:59Não, primeiro eu tinha que resolver tudo.
11:01Se era bom pra mim ou se não era bom pra mim, eu ia pensar muito depois.
11:04Se é que eu ia pensar.
11:06Então eu já pergunto, é bom pra mim?
11:07Se for bom pra mim e não causar dano ao outro, então eu vou por esse caminho.
11:14Mas antes não.
11:15Era bom pra o outro, mas não era bom pra mim, então eu me machucava, eu me magoava, né?
11:22Eu me feria.
11:24E isso que você tá falando, eu recentemente virei essa chave.
11:28Olha que curioso.
11:30Num projeto de uma amiga nossa, da Lê Safra.
11:33Sim.
11:33Eu fui lá no projeto Star, fazer a imersão.
11:36Eu já fiz.
11:37Você já fez?
11:37Eu já fiz.
11:38Que foi quando eu, exatamente ali, que me virou essa chave.
11:44Porque desde criança eu tinha sido criada pra eu suprir tudo, eu dar conta, eu apaziguar.
11:51E esse ideal que se tem da mulher forte é isso mesmo.
11:56E eu achava que se eu desse determinados nãos, isso fraturaria relações.
12:03Só que depois, eu vi que as pessoas não ligam tanto assim.
12:07Não.
12:08Eu achava que assim, determinados nãos, a pessoa ia me matar, não ia querer mais falar comigo.
12:12Não, pra pessoa tá ok.
12:14É que você não se permitia.
12:16Eu não me permitia uma falhazinha.
12:18Lógico.
12:18Uma falhazinha, por exemplo, uma coisa que eu tinha prometido pra alguém que eu ia entregar
12:23semana que vem.
12:24Aí hoje eu vejo.
12:25Não, não consigo.
12:26Semana que vem tem que ser na outra.
12:28Eu me matava pra entregar.
12:30Hoje eu ligo e falo, fulano, como é que fica pra você se em vez da próxima entregar
12:34na outra?
12:35Quase 100% das vezes não tinha problema nenhum ou não que eu ia dar.
12:39Mas a gente acha que isso não tem custo pra saúde da gente e tem.
12:44Tanto que você, por isso que eu digo, que a gente aprende a dizer os nãos, porque esses
12:48nãos são os nossos sims de amanhã.
12:51Então, se eu sei praticar o não, eu tô cuidando de mim.
12:56É o meu sim de amanhã.
12:57E aí você tava falando disso de idade, eu queria até produção, Júlia, Magal, vamos
13:04colocar, eu tenho um negócio guardado num jornal, que era um carro que atropelava uma velhinha
13:11de 38 anos dentro de casa.
13:16Era um jornal muito antigo.
13:19Era um jornal muito antigo.
13:21E hoje, eu esses dias escutei a Cristiana Arcangeli num podcast falando que hoje existe
13:27todo um mercado que vai surgir, porque assim, você não vê hoje muitos casais de 90 anos
13:34no restaurante, no cinema, mas os casais de 90 anos de daqui a pouco, eles estarão nesses
13:43espaços e eles terão outras exigências, né?
13:46Sim, sim, sim.
13:48Porque os casais de 90 anos, que logo mais serei eu e o meu marido, do jeito que a gente
13:57conduz
13:57a vida e do jeito que a gente se planeja, você vai chegar lá com muito mais qualidade
14:05e assim, é que aqui no Brasil também não se vê muito casais de idosos aproveitando
14:11a vida, digamos assim, né?
14:12Sim.
14:13Porque tudo é mais complicado, né?
14:17Mobilidade, eu acho que todo cuidado com essa geração mais velha é um pouco, deixa
14:25desejar num país como o nosso, coisa que a gente não vê nos Estados Unidos, por exemplo.
14:30A gente vê casais de 90 anos, o senhorzinho dirigindo o carro, pleno, feliz, indo no cinema,
14:38indo no restaurante.
14:40Itália, Grécia.
14:41Exato, e viajando, e aproveitando a vida, e assim tem que ser, né?
14:46Porque a gente, acho que aqui no Brasil, a gente não tem muito ainda o idoso com essa
14:53qualidade de vida, né?
14:54Mas eu prometo que eu vou ser.
14:56A gente tem uma geração toda indo muito atrás disso.
15:01Isso que você tá falando da prevenção, eu acho que é uma coisa importante porque
15:04tem um papo que a gente ouve muito, e eu já caí nesse papo também, não, não vou
15:09fazer exame, porque você vai no médico com uma unha encravada e você descobre tudo.
15:14Ainda bem.
15:16Exatamente.
15:17Ainda bem.
15:17Mas eu me dei mal porque eu negligenciei uma coisa que era uma inflamaçãozinha aqui,
15:23daí eu descobri que era uma sequela de uma queda de paraglider, que aqui tava aberta,
15:28fratura, 20 anos, e quando eu descobri que era tarde demais, eu tive que fazer 10 cirurgias.
15:34Então.
15:35E aí que eu passei a ser a louca do check-up, mas é aquela coisa, utilizar a prevenção
15:43assusta demais na hora, às vezes é muito dolorido pra pessoa, né?
15:46Então, porque é uma questão cultural, a gente costuma cuidar da doença, e a gente
15:52não cuida da saúde.
15:54Podemos inverter isso?
15:56Podemos, e é muito melhor.
15:57Então você vai investir na saúde, você não vai esperar ficar doente pra você ir ao
16:03hospital, você vai ao hospital pra cuidar da sua saúde.
16:07Eu quero ver esse dia que a gente utiliza o hospital como um lugar onde você vai pra
16:17preservar o que você tem, preservar a tua saúde, e não já quando você tá doente.
16:22Às vezes por medo as pessoas não vão, às vezes por preconceito também, porque tem
16:29medo de ter um diagnóstico e, enfim, não saber lidar com ele.
16:35Então as pessoas evitam, mas é bobagem, porque você vai pagar essa conta, qualquer hora
16:40ela vem, ela vai chegar.
16:42Mas cuidar da saúde, fazer a prevenção é muito mais inteligente do que você cuidar
16:48da doença.
16:49Porque você quer viver melhor, quer viver mais, e pra isso você tem que fazer isso, não
16:52tem como.
16:54Sim.
16:54E olha, não precisa ir muito longe, por exemplo, se você descer do ponto de ônibus,
17:05dois pontos antes, pra fazer aquela caminhada a pé, dois pontos antes do teu destino, você
17:12pode.
17:13Se você for ao metrô, tem escada rolante?
17:16Vai de escada.
17:17Se você vai pra algum lugar, quatro andares pra cima ou quatro andares pra baixo, vai
17:22de escada.
17:23Então pequenos gestos, gestos, pequenas ações, atitudes que você tem com você que fazem
17:31uma grande diferença.
17:32Então, às vezes a pessoa não tem ou o tempo ou a condição financeira pra investir
17:37nisso, que é real, é fato.
17:39Mas no seu dia a dia, você consegue encontrar maneiras de driblar isso, com coisas simples
17:46mesmo.
17:47Então esse foi um exemplo, a gente fez uma vez uma campanha, aí depois a gente vai
17:51falar sobre isso, sobre o meu trabalho na prevenção do câncer, a gente fez uma campanha
17:55que é assim, a saúde tem pressa, vai de escada.
18:00Ah.
18:01Vai de escada.
18:04Você preside o Amigo H, né?
18:06Sim, o Amigo H...
18:07Explica o que é pro pessoal.
18:09O Amigo H é um braço do Instituto de Responsabilidade Social do Einstein, a gente é um voluntariado
18:17específico para onco e hematologia.
18:20Então o Einstein que tem no seu DNA todo esse trabalho de assistência, né, que já realmente
18:32faz parte do DNA do hospital, entendeu que era necessário ter um voluntariado específico
18:40para oncologia, para oncologia, para oncologia, que viu essa necessidade do Einstein ter esse
18:53braço social na área da saúde, né, e na oncologia, porque os casos só aumentam e a gente tem um
19:01prognóstico muito ruim, né, e aí ele me convidou para presidir, eu falei, não, mas eu não sou médica, eu
19:09não sei como que eu vou presidir
19:12uma coisa de uma coisa de tanta responsabilidade, né, eu falei, não, mas é exatamente isso que eu tô pensando,
19:17alguém que tem um trânsito social, que tem conhecimento, que consiga abrir portas para que a gente possa trabalhar na
19:27área da saúde,
19:28na questão da onco e da hematologia e também em pesquisas, né, então hoje eu presido essa instituição e a
19:38gente, hoje a gente tem um código latino-americano e caribenho de prevenção de câncer, contra o câncer, que a
19:46gente desenvolveu junto com a Organização Mundial da Saúde e o IARC, e a OPAS e o INCA,
19:53então nós desenvolvemos 17 recomendações, que são recomendações primárias e secundárias de prevenção e de detecção precoce do câncer, esse
20:07código já está pronto, nós bancamos esse código, nós custeamos esse código,
20:15é para a América Latina e Caribe e são 17 recomendações que a gente quer disseminar pelo Brasil, vários profissionais
20:23de saúde e também para a população, por quê?
20:27Porque até 40, 45% de alguns tipos de casos de câncer podem ser evitados, então eu estou te falando
20:34de um número assim, assustador, 40 a 45% de casos de câncer podem ser evitados com prevenção primária ou
20:42secundária,
20:43a primária é hábitos saudáveis, a secundária são os exames, né, então se você consegue atingir esse número, o que
20:53a gente está esperando?
20:54Nós estamos trabalhando na contramão, então nós vamos trabalhar na prevenção para que todo mundo tenha acesso a isso e
21:02que não precise ficar doente e que não onere os cofres públicos e todo mundo sai ganhando,
21:09a pessoa, a sociedade, isso atinge a todos, então nós desenvolvemos esse código junto com cientistas da América Latina e
21:19do Caribe,
21:20esse código está pronto e agora a gente está trabalhando no advocacy para disseminar, vamos avaliar impacto, vamos fazer tudo
21:29o que é necessário para que a gente possa mudar essa curva crescente dos casos de câncer e a gente
21:35quer ver ela descer nos próximos 5 anos.
21:37E ó, produção, vamos colocar aí as dicas para o pessoal de casa se conscientizar, porque assim, Ida, tem coisa
21:46que as pessoas subestimam,
21:50que é uma bobagem, que podia trocar e a pessoa não troca e o câncer é óbvio que para a
21:57pessoa que adoece ele é muito trágico, mas é algo que a família inteira é impactada.
22:02A família inteira adoece, né? A família inteira adoece, porque impacta todo mundo, porque ainda é um tema que assusta
22:15muito,
22:15então as pessoas associam o câncer à morte e não é isso, não é isso, já foi, não é mais.
22:24Então, lógico, existem casos que são, infelizmente, que vêm a óbito, mas se a gente consegue evitar e a porcentagem
22:35é cientificamente provada,
22:37não sou eu que estou falando, que até 40, 45% de tipos de casos de câncer podem ser evitados,
22:43a gente tem que e deve trabalhar nisso.
22:47O tema é muito assustador, mas eu, através da minha rede social, eu tento trazer isso com mais leveza, porque
22:56sou eu uma prova disso, né?
23:00Então a gente não precisa se assustar com o diagnóstico, a gente pode cuidar, tratar e com hábitos saudáveis, bobos,
23:09como esse que eu acabei de mencionar,
23:11vai de escada, come saudável, troca batatinha frita pelo brócolis, a vida agradece, né? A gente agradece, então é uma
23:22questão cultural e de educação.
23:25E a gente tem também, o Amigo H tem também um projeto de educação nessa área, porque tudo passa pela
23:33educação.
23:33Então tudo, tudo, tudo passa pela educação. Então a gente tem um projeto Educadores pela Vida, que vai ser no
23:40estado de Pernambuco,
23:42onde a gente vai trazer isso para as escolas, para que as crianças aprendam a se cuidar.
23:48Então vai ser de pequenininho que a pessoa vai aprender a ter cuidados com a saúde,
23:56e isso vai impactar futuramente na vida de todo mundo.
24:00Então a gente tem um projeto bacana, né? Não é só o Black Code, que é o Código Latino-Americano
24:08e Carimbeio, mas também é de educação nas escolas.
24:11E isso da educação, na saúde, na qualidade de vida, é uma coisa tão fundamental, porque acho que as pessoas
24:20não avaliam o quanto isso é cultura.
24:23Se a gente pensar em como a gente cozinha hoje em casa e como se cozinhava nos anos 80, o
24:31que a gente descobriu culturalmente,
24:33de preparos, de ingredientes, do que é saudável e do que não é, isso já mudou completamente.
24:41E as futuras gerações, se aprenderem de agora, com tudo que a gente já sabe, já partem de outro patamar,
24:49né?
24:49E por que a gente investe na criança? Porque a criança é um agente modificador.
24:53É verdade.
24:54A criança, ela vai insistir em casa, se ela aprender, se ela internalizar, conscientizar isso, ela vai insistir.
25:04Não, papai, a gente tem que comer mais isso. Não, mamãe, a gente não pode fazer assim, a gente tem
25:11que fazer...
25:11Porque é um agente modificador. A criança, ela perturba tanto que ela consegue.
25:15A gente sabe, a gente sabe.
25:18E é assim, também é mais duradouro, né? Porque os impactos, eles vêm. E muitas das coisas que a gente
25:26vê, por exemplo, as pessoas têm falta de dinheiro,
25:31as pessoas têm falta de tempo, mas às vezes as pessoas têm um redirecionamento errado daquilo.
25:36Exato, exato. Tem que corrigir a rota.
25:38Tem que corrigir a rota, porque senão ela nunca vai chegar em sobrar um pouco pra ela.
25:44E é muito mais difícil você convencer um adulto do que você, uma criança.
25:48Porque através da educação, você consegue.
25:51Então esse é um projeto muito bonito, que uma hora a gente pode falar sobre ele,
25:56porque o estado de Pernambuco tem muito, tem um alto índice de mortalidade por câncer.
26:01Por hábitos, questão de hábitos que não são saudáveis, é. A gente estudou bastante isso.
26:07Que hábitos, por exemplo, que as pessoas acham?
26:09Ah, comer porcaria, por exemplo.
26:11Ah, é?
26:11Comer porcaria, comer salgadinho, comer porcaria.
26:15Não dá atenção à alimentação, entendeu?
26:17A alimentação é fundamental.
26:20É fundamental.
26:21Então, numa sociedade onde você tem na escola, na merenda escola, não na merenda,
26:29mas tem na lojinha da escola, no barzinho da escola, a batatinha frita,
26:35que é muito mais gostosa do que o chuchu.
26:38Sim.
26:38Vamos dizer, vamos combinar que é mesmo, né?
26:42Por isso que a gente tem que investir nessa educação.
26:44E também evitar que esses, que esses, esses, esses, é, como que fala?
26:54Ultraprocessado.
26:55Ultraprocessado, mas assim, são essas armadilhas.
26:58Ah.
26:59E elas estejam nas escolas, né?
27:01Então é um trabalho de formiguinha, mas que acontece.
27:06Mas eu já vi, e isso eu tô falando em escola particular, não é nem escola pública.
27:13Pais que mandam salgadinho e refri...
27:17Eu vou te falar, eu não me conformo com isso.
27:21É mais prático.
27:22Tá menos trabalho.
27:23Mas é escola particular.
27:24Não precisa fazer...
27:25Então, aí, aí é uma questão...
27:28Por isso que eu te falo de novo, educação.
27:30É.
27:30Se a criança tiver educada pra não aceitar aquilo, ela vai dizer, eu não vou comer isso.
27:35Eu não quero isso, vai fazer outro lanche pra mim.
27:38Então tem que investir na educação.
27:41É, não tem como, porque os adultos vão...
27:43É, porque a vida é muito rápida e corrida, e os adultos não tiveram esse problema.
27:49Então, nós...
27:50Eu, por exemplo, sou de uma época que eu podia comer um monte de salgadinho, que não tinha...
27:55A gente não tinha...
27:55Não, ninguém falava.
27:56Ninguém falava sobre isso.
27:57Aliás, eu sou de um tempo que não pode comer muito ovo.
28:01Não, agora a gente tem que comer a proteína do ovo.
28:05Lembra, não pode comer três ovos um dia só.
28:08Um dia só.
28:08Não, e na semana você não pode.
28:10Comeu três ovos...
28:11Eu lembro.
28:12Muita coisa se desmistificou também, né?
28:15Então, a gente tem que abrir os olhos pra isso e se reeducar.
28:20E, Ida, essa coisa do ser saudável hoje também passa por questões estéticas.
28:29Eu lembro, por exemplo, anos atrás, adolescente com acne, não tinha muitos...
28:36O que fazer?
28:36Não tinha muitos.
28:37Hoje em dia, nossa, mas tem um arsenal de coisas.
28:42E também pra manutenção de uma aparência jovem.
28:46Qual que é o seu posicionamento com relação a procedimentos estéticos?
28:52Então, não é uma aparência jovem.
28:55Uma aparência saudável.
28:56É verdade.
28:58Eu quero ter uma aparência saudável.
29:00Então, passo pela estética?
29:03Passo.
29:04Lógico, a gente...
29:06Assim como a gente cuida do corpo, a gente cuida do rosto, a gente cuida da alma, a gente cuida
29:13da mente.
29:14A gente tem que cuidar de tudo.
29:16Eu tenho filhos, por exemplo...
29:18Aliás, eu tenho cinco filhos.
29:19Se você não falou, tô falando agora.
29:21Tenho cinco filhos, dois netos, né?
29:23Os meus filhos de 18 anos, eu estive tempor...
29:28Eles são temporões.
29:30Eu quero estar melhor, eu quero estar bem e melhor pra poder acompanhá-los.
29:35Porque eu ainda tenho muita coisa pra viver com eles, né?
29:37Eu ainda quero ver meus netos, filhos destes filhos, entendeu?
29:41Então, eu preciso cuidar de mim.
29:42Também, a gente tem uma exigência da sociedade, né?
29:46A sociedade exige que você esteja sempre bonita.
29:50Mas tem um custo isso, né?
29:52O que eu acho que as pessoas têm que entender é até que ponto você tá disposta a ir nisso.
30:00Até que ponto que você tá disposta a mudar sua identidade.
30:05Então, eu quando vou na minha dermatologista, eu falo, eu quero ser eu.
30:09Eu quero ser eu.
30:10Eu quero melhorar no espelho, eu quero ser eu.
30:11Eu quero melhorar um pouco?
30:13Quero.
30:13Isso cai?
30:14É verdade, cai.
30:15Dá pra fazer alguma coisinha pra aumentar o tônus, melhorar o tônus?
30:19Eu quero.
30:20Por quê?
30:21É pra mim.
30:22Eu quero melhorar no espelho, eu quero me ver bem.
30:25E, lógico, eu quero envelhecer bonita.
30:30Se existe hoje procedimentos pra isso, isso que a gente pode fazer, vamos utilizar.
30:38Mas tem um limite até onde você quer ir.
30:41Isso é uma proposta muito sua e da médica com quem você também...
30:45Eu confio muito nos meus médicos, né?
30:48Então, eu sei que, por exemplo, a minha dermatologista, ela não vai fazer algo que não combine com o meu
30:58rosto.
30:59E eu não adianta eu também falar a minha idade e parecer 18.
31:06Então, eu vou puxar tudo.
31:07Não, algumas rugas são cicatrizes da minha vida, né?
31:11E que eu faço questão de mostrar também, né?
31:14E eu acho que hoje em dia tem uma divisão entre quem faz intervenções naturais e quem modifica o rosto.
31:24Eu, assim, se não for um caso que a pessoa sofreu um acidente, modificar o rosto, eu acho que às
31:32vezes começa a virar uma obsessão, não começa?
31:34Então, aí eu iria pra um analista.
31:37Eu já iria pra um analista, assim, mudar a forma como você se olha, o que que você não tá
31:44querendo enxergar em você?
31:46Ou seja, o que que você quer mudar em você?
31:48Eu iria mais profundamente.
31:50Eu sou contra esses procedimentos mais invasivos ou mais radicais, né?
31:55Acho que envelhecer com saúde e você poder transmitir isso, aí eu acho que é muito mais natural.
32:04E, assim, a questão do procedimento, por exemplo, até eu fiz um, tem uma marquinha aqui ainda.
32:09Ah, a gente vai ter, sim.
32:10A gente vai fazendo, mas essas coisas que modificam linha de montagem, que vai ficar com a boca desse jeito,
32:18com o nariz desse jeito, com o queixo desse jeito.
32:20Vou te falar, as pessoas parecem mais velhas.
32:23Eu também acho.
32:24As pessoas parecem mais velhas.
32:25Eu, às vezes, tenho comparações, eu olho pra uma pessoa e falo, gente, mas essa moça é muito mais jovem
32:35do que eu, mas ela tá parecendo, vai, quando muito a minha idade, ou um pouquinho só mais jovem do
32:40que eu.
32:41Excesso de procedimento.
32:43Tem que ter bom senso.
32:44Aliás, tudo na vida você tem que ter bom senso.
32:47Parcimônia.
32:48Parcimônia, exatamente.
32:49Agora, conta a história dos seus filhos, são cinco.
32:52São cinco.
32:52E você teve temporão?
32:55Eu tive, assim...
32:56Como que foi a história do temporão?
32:58Foi antes dessa moda que tem de Gisele Bündchen, de Cláudia Raim, muito, né?
33:03Eles já estão com 20 anos, quase.
33:04É, estão com 18, já entraram na faculdade.
33:07Eu já tinha três filhos quando eu casei com o meu marido, que não tinha nenhum, né?
33:12E ele queria filhos, e eu já não queria mais.
33:16Eu já realmente nem poderia mais, né?
33:19Já tinha uma idade, já tinha laqueadura e tudo mais.
33:24Hoje eu tenho um filho de 44 e os gêmeos são gêmeos, de 18.
33:29Ou seja, assim, eu vivi na Disney.
33:34Eu vivi na Disney.
33:35Eu falei, eu vou morrer na Disney.
33:36Porque quando eu me livrava dos parques, eu voltava para os parques de novo, né?
33:42Aí, então, como meu marido não tinha filhos, a gente fez uma gravidez assistida.
33:50Eu fiz inseminações, várias.
33:53Eu engravidei, mas eu perdi todas.
33:55Ah!
33:56Quer dizer, eu engravidei quatro e perdi...
33:58Eu fiz sete inseminações, engravidei quatro e perdi as quatro.
34:02Ai!
34:03Então, a gente fez uma barriga de aluguel.
34:06Ai, sim, não.
34:06Porque sete já é demais e perder quatro.
34:10Eu tentei, eu tentei e consegui, mas o útero, a parede do útero é muito lisa.
34:17Enfim, a natureza é sábia, né?
34:20E aí, enfim, a gente conseguiu os gêmeos, que foi uma alegria.
34:26E isso fez com que também eu remoçasse.
34:29Porque eu precisei acompanhar os bebês.
34:34Então, eu me lembro que eu cheguei na minha ginecologista e falei pra ela...
34:41Eu preciso me manter jovem.
34:44Porque eu preciso ser uma mãe.
34:47Que agache no chão, que brinque, que engatinhe com eles.
34:52Que vá pra reuniãozinha de paz e mestre, de ir pra escolinha, festinha infantil.
34:57Eu já tava, né? Já numa idade que já tinha, literalmente, pendurado as chuteiras, né?
35:05Então, por isso eu tive o apoio de endocrinologista.
35:10Lógico que eu tinha que me cuidar pra poder estar apta pra atender a demanda dos meus filhos.
35:16E eles também me ajudaram muito.
35:19Porque eles influem e influenciam a sua forma de pensar, né?
35:28Eles me trouxeram um frescor na minha vida, na minha forma de encarar as coisas.
35:35Eu comecei a participar de festinhas junto com mães que tinham idade, você e minhas filhas.
35:41Então, assim, você vai desenvolvendo uma linguagem mais atual, mais moderna.
35:46Você vai falando de coisas novas, né?
35:50Do que só eu se eu tivesse com amigas da minha própria idade.
35:54Então, eu tinha vivências que as minhas amigas já não tinham mais.
35:58Como eu te falei, eu tinha que ir pra Disney.
36:00Eu tinha que sentar no chão e brincar agachada.
36:05As costas precisavam me acompanhar, você entendeu?
36:09Então, mais uma razão que eu tinha pra me cuidar.
36:12Então, acho que tudo isso contribuiu.
36:14Fora também que na minha família, tanto minha mãe como minha avó, elas tinham uma genética boa.
36:23Tinha uma genética boa.
36:25Então, tudo isso também contribuiu.
36:27Não existe milagre também, né?
36:29Mas foi um aprendizado, uma lição de vida ter esses gêmeos na minha vida, depois de tantos anos.
36:35E realmente isso faz com que você se reinvente.
36:40Então, a Ida precisou se reinventar.
36:43Uma Ida que já estava mais cansada, mas não podia porque tinha que dar conta de dois, né?
36:50E gêmeos, né?
36:52E gêmeos.
36:53Ida, você estava falando aqui da sua mãe, da sua avó.
36:58A sua mãe, aliás, produção, tem um vídeo que a Ida mandou aqui da mãe dela, muito emocionante.
37:08Hoje eu estou aqui do lado de uma pessoa pra quem eu prometi que nunca mais era nunca mais.
37:14Essa pessoa é minha mãe.
37:16Uma sobrevivente do holocausto, com 95 anos, que teve que aos 10 anos se esconder com a resistência nos bosques
37:25da Polônia.
37:26Com muita resiliência e vontade de viver, minha mãe passou por todos os horrores e jamais perdeu a coragem.
37:36Eu prometi pra ela que nunca mais e não consegui cumprir.
37:40Mãe, eu não consegui cumprir, mas eu ainda vou cumprir.
37:45Porque hoje, diferente de quando você tinha 10 anos, existe um Estado de Israel, existe um exército e nós jamais
37:55vamos abaixar a nossa cabeça.
37:58Eu, você e todos aqueles que pereceram no holocausto.
38:03Essa promessa será cumprida, custe o que custar.
38:07E o mundo, mãezinha, parece que não aprendeu nada.
38:12A lição que o mundo não aprendeu, ele precisa sentir que existem hoje pessoas que jamais permitirão que o holocausto
38:24aconteça novamente.
38:26E que a paz vai reinar em nossas vidas.
38:30Fala alguma coisa pras pessoas, aquelas que não aprenderam ainda que o judeu merece viver.
38:38Eles não vão aprender nunca.
38:40Minha mãe nasceu na Polônia, nossa família toda veio da Polônia e durante a invasão, o crescimento do nazismo,
38:53ela sofreu na pele todos os horrores da época.
39:01Ela era uma menina que era feliz, aliás, como toda a população local.
39:08E, infelizmente, com a ascensão do nazismo, eles tiveram que deixar suas casas e tentar sobreviver da maneira como eles
39:21podiam.
39:22Então, tem um episódio que é muito, assim, é dolorido, mas é bonito ao mesmo tempo, que vem de solidariedade,
39:32né?
39:32Porque quando as tropas nazistas estavam chegando perto da cidadezinha da minha mãe, eles precisavam fugir, né?
39:42Porque ou eles iam para os trens para a Câmara de Gás, ou eles iriam para os bosques se esconder
39:50e lutar junto com a resistência.
39:54Então, não tinha saída.
39:57E, neste momento, os amigos dos meus avós, que não eram judeus, eram poloneses católicos,
40:04eles esconderam a família da minha mãe no curral da casa deles,
40:12onde elas permaneceram durante muitos meses num cubículo, lá, enfim.
40:18E essa senhora, essa família, se arriscou, lógico,
40:23porque a gente sabia que os vizinhos poderiam denunciar,
40:28porque eles tinham recompensa se denunciassem judeus, né?
40:34E essa família, se fosse descoberta, seria morta.
40:38Então, essa solidariedade, essa coragem, esse respeito pela vida, né?
40:47E essa amizade que eles tinham, essa amizade, fez com que a minha família sobrevivesse.
40:54E, olha, vou te falar, eles ficaram, eles só tinham uma refeição por dia,
40:59ela tinha que tomar cuidado na hora de levar comida para eles, para os vizinhos não perceberem.
41:07Era só de noite que ela podia ter algum movimento na casa dela,
41:12para não despertar suspeitas, né?
41:16E aí ela levava o que ela podia, né?
41:19Porque também não eram famílias abastadas que tinham, era uma guerra, né?
41:22Ninguém tinha comida sobrando, era tudo muito contado.
41:25Mas eu me lembro de um episódio que minha mãe dizia assim,
41:28meu melhor amigo era o cachorro.
41:32E eu perguntava à mãe, mas me conta essa história, né?
41:35Porque sempre ela contou a vida inteira, meu pai já não, mas minha mãe sim.
41:39Falei, como teu...
41:40Eu sei que o cachorro é o melhor amigo da gente, mas neste caso, o que exatamente?
41:45Ela falou, porque assim, a passagem para o curral era através de uma casinha de cachorro.
41:52Então, eles tinham que entrar pela casinha do cachorro, tinha um alçapão, ali eles desciam para um...
42:00Tinha um feno, tinha palha, enfim.
42:04E ali eles desciam, se escondiam lá embaixo num porão.
42:10E de manhã cedinho, ela ia até a casinha do cachorro, primeiro, porque o cachorro era quente,
42:19ela queria se esquentar, dois, ela queria comer o que o cachorro deixasse de sobra.
42:30Então, eu falo, mas mãe, o que o cachorro deixou de sobra?
42:34Ela falou assim, o tutano do osso.
42:38Olha, eu fico arrepiada até hoje.
42:40Nossa, gente!
42:40O cachorro deixava o osso e ela ia lá e ela abria o osso e tirava o tutano do osso
42:48e comia.
42:49Eu cresci minha vida inteira comendo tutano de osso de galinha.
42:54Porque a gente não podia desperdiçar nada em casa.
42:58Eu comia o pescoço da galinha, eu comia o pé da galinha, eu comia o tutano da galinha.
43:04E adorava.
43:05Aliás, cartilagem no pé da galinha tem um monte, vai ver que isso ajudou um pouco também.
43:11Mas é assim, era uma obrigação da gente comer tudo que dava pra aproveitar da galinha com medo da fome.
43:18Minha mãe era uma...
43:20Ah, e aí, ainda na casinha do cachorro, ela falava, eu esperava até o primeiro raio de sol.
43:25Quando eu via o raio de sol despontar, eu voltava pra baixo.
43:30Mas pelo menos eu via o sol, um raio do sol, porque o resto do dia eles ficavam escondidos.
43:39E eu passei a vida inteira comendo coisas que minha mãe preparava.
43:46Por isso que eu digo que eu também sou uma sobrevivente do holocausto, né?
43:50Porque eu vivi com pessoas que viveram aquilo e que não... no dia a dia isso aparecia.
43:59Isso que eu queria te perguntar, tem até um livro famosíssimo, que é o Maus, que é o menino contando
44:06do pai.
44:07E assim, a pessoa, é óbvio que é excelente, a pessoa sobreviveu, é uma vitória.
44:13Mas assim, o meu avô, que veio da Hungria, mas veio antes, veio em 25, quando teve outro conflito.
44:20Ele carregou o conflito até o caixão.
44:24Em nenhum momento aquele conflito, aquilo sempre teve dentro dele.
44:29Como que é a convivência diária com alguém que vem de uma experiência tão forte?
44:36Bom, primeiro é uma lição de vida, né?
44:39Todos os ensinamentos vêm sempre de uma experiência dolorosa como essa, né?
44:47Então, no dia a dia, na comida, como eu te falei, a gente tinha que comer e não podia deixar
44:53nada no prato.
44:54Não podia deixar nada no prato, porque era uma ofensa.
44:58E era assim, a minha mãe era um desperdício.
45:02Então, eu era obrigada a comer tudo.
45:04Então, eu já sabia que eu tinha que pôr menos, porque se eu não comesse tudo, ela me obrigaria a
45:09comer tudo.
45:09Porque não, era uma heresia.
45:12Era uma ofensa você não comer, já que você tinha uma comida, né?
45:17Minha mãe, por exemplo, ela não dormia se ela não soubesse que tinha um pedaço de pão em casa.
45:25Ela precisava saber que tinha um pão, velho, novo, não importa.
45:29Um pão precisava ter em casa.
45:31Por quê?
45:32Medo de passar fome.
45:34Então, se ela soubesse que não tinha pão, ela pedia pra comprar.
45:39Mas ela não dormia sem um pedaço de pão em casa.
45:43São traumas de uma guerra, né?
45:48A gente tinha que estudar.
45:50A gente tinha que estudar, coisa que ela não pôde.
45:53Porque ela teve que abandonar nas quintas séries.
45:56Na quinta série, a professora dela, inclusive, dava aulas pra ela escondida, do próprio marido.
46:03Então, minha mãe ia lá e a professora, na Polônia, e a professora dizia que ela ia lá ajudar ela
46:10nos afazeres de casa.
46:12Mas, no fundo, elas iam pra um quartinho e minha mãe escondia aqui as folhas de papel, os cadernos, na
46:18barriga.
46:19E aí, ela dava aula particular pra minha mãe, que adorava estudar e que não podia, judeus, mas não podiam
46:27ir pras escolas, né?
46:28Então, a professora dava aula escondida do marido, do próprio marido.
46:34E minha mãe voltava pra casa com a lição na barriga, né?
46:38Mas, enfim, a gente tinha que estudar, óbvio, a gente tinha que ser...
46:42É o povo do livro, né?
46:44Tinha, porque ela dizia, isso ninguém vai tirar de vocês.
46:48A sabedoria, a educação, o aprender, ninguém tira de ninguém.
46:54Então, assim, a gente tinha que estudar, então ia mal na escola, era castigada por isso.
47:00Quer dizer, tudo, você vê que são coisas de uma vivência de guerra, que estavam presentes no nosso dia a
47:07dia, né?
47:07Por exemplo, não tinha desperdícios.
47:12Pai, minha mãe vai fazer aniversário, vamos comprar um presente pra...
47:15Temos que guardar.
47:17Temos que guardar.
47:19Mas, pai, mamãe vai fazer aniversário?
47:21Não, não, não. Nós temos que guardar, não sabemos o dia de amanhã.
47:25Então, assim, é viver com a guerra te assombrando o tempo todo.
47:30Porém, meu pai e minha mãe foram muito resilientes.
47:34Porque quando eles sobreviveram e vieram pro Brasil, a rota deles foi via Bolívia.
47:40Meu pai só veio pro Brasil porque o Brasil aceitou receber o meu pai porque era a Copa do Mundo.
47:48Porque senão o Brasil não tava emitindo vistos, não tava emitindo...
47:54Eles não tinham passaporte, era salvo conduto.
47:57Mas na época da Copa do Mundo, meu pai, que já estava na Bolívia, depois da guerra.
48:03Tô falando já depois da guerra.
48:04Imagine tudo o que se passou e tal.
48:06Campo de refugiados na Alemanha, que eles ficaram lá.
48:09Eles se conheceram no campo de refugiados.
48:12Eles se casaram no campo de refugiados.
48:15Meu pai conheceu minha mãe no hospital, quando minha mãe tava curando as pneumonia que ela teve.
48:20Porque ela ficou ao ar livre, na guerra, nos bosques, durante anos.
48:26Ela ficou muito doente.
48:28Enfim, aí quando meu pai veio pro Brasil, ele veio porque teve a Copa do Mundo.
48:33E aí o governo brasileiro tava abrindo mais as portas pras pessoas visitarem.
48:40Aí o meu pai, quando chegou no Brasil, arrumou o emprego.
48:42Porque um irmão dele já estava no Brasil, veio antes da guerra.
48:47Então, por isso que minha família veio pro Brasil.
48:49E aí esse irmão empregou meu pai.
48:53Aí meu pai, com carteira assinada e tudo mais, pôde trazer minha mãe e toda a família dela.
48:58Família da minha mãe toda sobreviveu.
48:59A família do meu pai ninguém sobreviveu.
49:02Só esse irmão que veio antes da guerra.
49:05Esse sobreviveu, porque não passou por isso.
49:07Mas a família do meu pai toda.
49:09E é, você falando isso, Ida, hoje em dia o país tá numa situação muito louca.
49:16Política.
49:17E tudo muito gritado.
49:19Tem muita gente que vive hoje uma desesperança.
49:24Como se não houvesse saída pro que a gente tá vivendo.
49:29E de repente, assim, quando você traz uma história dessa,
49:33eu acho que fica essa mensagem.
49:35E você tem que pegar a sua história a partir de hoje e saber que tudo pode mudar.
49:39Porque as pessoas ultrapassam dificuldades muito maiores, né?
49:44Então, enquanto meus pais eram vivos, né?
49:51Eles sempre nos diziam que o antissemitismo nunca terminaria, né?
49:58Então, e a gente, eu e minha irmã, somos duas, né?
50:02E a gente falava, ah, isso é demais.
50:04Falando nisso, imagina, já passou.
50:07Já foi.
50:08A guerra já passou.
50:10Isso não vai mais acontecer.
50:11E tudo mais.
50:12E eles sempre falavam.
50:14E se comportavam de tal maneira que se precisasse de recurso
50:20pra sair do país onde estavam, eles tinham.
50:23Por isso que eu te falei, não desperdiçava em bobagens o dinheiro, né?
50:28Era sempre fazendo uma poupança porque não sabiam o dia de amanhã.
50:33E a gente, como uma nova geração, achava que imagina,
50:36isso é trauma deles, isso nunca vai acontecer até o dia 7 de outubro.
50:41Aí veio o dia 7 de outubro e a gente viu o que a gente viu
50:45e eu não queria que minha mãe visse, né?
50:48Eu falei, o que que eu vou dizer pra ela?
50:50Me senti envergonhada.
50:52Primeiro, por pensar, não ter acreditado nela que dizia,
50:55não, isso ainda vai, não é assim.
50:58As coisas não passam tão rapidamente assim na história.
51:02As pessoas vão ter essa vivência.
51:05E eu falava, o que que eu vou dizer pra ela?
51:07Então eu pedi pra esconderem a televisão da minha mãe,
51:11já tava com 92, 93.
51:13Mas minha mãe, muito esperta, leu os subtítulos
51:16e descobriu que isso tava acontecendo.
51:20E aí eu tive que sentar com a minha mãe
51:22pra ter uma conversa com ela, porque o meu medo
51:24era como ela iria viver isso,
51:27que traumas ela iria reviver com isso,
51:29o que que viria à tona
51:31no momento em que ela visse os cenários, né?
51:36Que a gente viveu.
51:37Tava vivendo.
51:38E aí nesse momento ela descobriu,
51:41e aí quando eu pensei que eu fosse,
51:44que ela fosse precisar de mim,
51:46na verdade quem precisou dela fui eu.
51:49Porque eu precisei perguntar pra ela,
51:51mãe, o que fazer?
51:53Porque ela tinha as respostas, né?
51:55E era não desistir.
51:58E era não esmorecer.
52:00E era ser resiliente.
52:02E era ser forte.
52:03Porque ser forte é a nossa única opção.
52:07E isso ela me ensinou.
52:09E isso do ser forte ser a única opção,
52:14acho que muitas pessoas pensam que isso é meio enlouquecedor.
52:18Mas aí voltando, pra gente terminar,
52:21voltando no caminho inicial,
52:23quando você investe em se fortalecer no dia a dia,
52:28quando você realmente consegue se colocar no primeiro plano,
52:35você realmente tem a força na hora que precisa.
52:38Porque se a gente vai gastando toda a nossa força
52:40em pequenas coisas do dia a dia que poderiam ser gerenciadas de outra forma,
52:44na hora que vem o baque você não tem mais nada lá.
52:46Sabe o que eu digo?
52:47A gente só descobre que é forte quando ser forte é a nossa única opção.
52:51Sim.
52:52Mas pra isso também você tem que investir.
52:54Você tem que investir em você.
52:57A gente não é uma questão egoísta,
53:03mas é uma questão realmente de necessidade.
53:05Eu, no meu Instagram, eu coloco muito isso.
53:11Que a gente, em primeiro lugar,
53:14nessa questão de cuidados com a gente mesmo,
53:20porque se não por nós, quem?
53:23Se não a nós, por nós, quem?
53:27Então, eu acho que é um aprendizado de vida
53:30que eu também tive na minha casa com a minha mãe, com o meu pai.
53:34E aí, tá todo mundo agora acompanhando pelo Instagram.
53:39Ida, você tem seu trabalho no Amigo H.
53:41E onde que as pessoas seguem esse seu conteúdo novo também
53:44que você tá fazendo nas redes?
53:45Ah, no meu Instagram, que a gente pode colocar aqui.
53:49Vai colocar aqui também, produção?
53:51O Instagram da Ida.
53:52Que é o meu nome sem nenhum pontinho.
53:55Ida Stamfater.
53:56Eu trago os conteúdos de saúde,
53:58eu trago conteúdos de experiência de vida,
54:01eu trago bastante informação sobre antissemitismo
54:09e respondo as perguntas gostosas
54:12que o pessoal, às vezes, me manda em box.
54:15É uma delícia.
54:16Tô descobrindo isso também,
54:17porque eu comecei a fazer isso recentemente,
54:20incentivada por outras pessoas, né?
54:23Que as pessoas me perguntavam,
54:24por que você não conta um pouco dessas coisas?
54:26Por que você não fala um pouco dessas vivências todas, né?
54:29Você podia falar mais com as pessoas.
54:33Então, o canal foi o Instagram mesmo.
54:36Ida, muito obrigada por ter vindo aqui
54:38compartilhar essa história com a gente.
54:40Obrigada.
54:41Eu que te agradeço.
54:42Foi um prazer.
54:43Eu te acompanho, te admiro.
54:44Viajamos juntas.
54:46A gente teve uma vivência bastante importante e forte, né?
54:51Quando a gente esteve juntas em Israel
54:53e ficou uma amizade...
54:54Eu acho que aquele momento que a gente viveu juntos
54:56nos trouxe uma proximidade, uma amizade tão grande
54:58que a gente se sente muito próximas, muito irmãs.
55:02E sabe o que eu não esqueço?
55:04A gente visitou juntas.
55:06Em Israel a gente passou uma semana lá juntas.
55:09A guerra com medo, solta, lá no comecinho ainda.
55:13Tem aqui no Antagonista as reportagens que eu fiz
55:15mas isso não tem nas reportagens
55:18que foi a nossa visita ao Yad Vashem
55:21que é o Museu do Holocausto
55:22e que você foi me guiando
55:24e me contando toda a história da sua família ali
55:29e um outro momento em que a gente foi no Muro das Lamentações
55:33aquela escavação que tem da nova área
55:35pra gente rezar.
55:37E pra mim, e também fomos ao túmulo de Jesus e tudo
55:42pra mim aquilo foi uma...
55:46Experiência impagável.
55:47É muito diferente você visitar o Yad Vashem
55:51que é o Museu do Holocausto
55:52com uma pessoa que é uma sobrevivente do Holocausto
55:57porque eu te trazia detalhes ali
55:59te trazia histórias e vivências
56:02que talvez só lendo você saberia
56:06e a vivência de uma pessoa que passou por isso
56:08te traz uma outra experiência, né?
56:12Sim.
56:12Eu me lembro disso, eu me lembro disso.
56:15Uma amizade, gente.
56:16Começou ali como coisa jornalística
56:18virou minha amiga e você
56:20conheceu aqui a Ida Stamfater
56:23você vai lá no Instagram dela
56:24a Ida traz essas dicas de beleza
56:28de saúde e também fala
56:30esse conteúdo Mulher Mais 50
56:32a Ida com 69
56:34te fala de coisas que só a maturidade
56:37traz na vida de uma mulher.
56:39Se eu puder te dizer uma coisa
56:40o conselho que eu daria pra mim mesma
56:42com 20 anos
56:43é ouça as mulheres que já passaram
56:46pelo que você tá passando agora.
56:49Ouça!
56:50Homens também ouçam
56:51pra fazer menos palhaçadinhas.
56:54Enfim, eu volto com o Lado do Ar
56:56na semana que vem
56:57quarta-feira, 8 da noite
56:59você tem um encontro marcado comigo
57:00e tem um encontro marcado também
57:02de segunda a sexta, 5 horas da tarde
57:04no Narrativas Antagonistas.
57:06Um beijo, uma boa noite pra você.
57:08E o nosso programa de hoje
57:10está acabando.
57:11Mas na semana que vem
57:13você vai conhecer
57:14Richard Micolse
57:15um sociólogo
57:17que investiga como as tecnologias
57:19moldam o comportamento
57:21das pessoas.
57:22Se inscreva no nosso canal
57:24deixa sua curtida no vídeo
57:26e até quarta-feira que vem
57:27sempre às 8 horas da noite.
57:38E aí
57:49E aí
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57:53E aí
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57:57E aí
58:00E aí
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