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Preocupação com infarto, AVC e Alzheimer faz com que novas gerações abandonem o sedentarismo e invistam na longevidade com autonomia.
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NotíciasTranscrição
00:00Você aí de casa tem medo de envelhecer?
00:04Gente, é uma pergunta que muita gente leva para o lado estético,
00:08mas hoje a gente vai falar pensando na saúde como um todo,
00:12porque o medo de envelhecer deixou de ser uma preocupação
00:15só de quem está ali na faixa dos 40, tá, meu povo?
00:19Jovens, cada vez mais cedo, entre 25 e 35 anos,
00:24estão buscando por um novo estilo de vida,
00:27atividade física, alimentação saudável
00:31e estão fazendo acompanhamento médico
00:33como forma de prevenir doenças e manter a qualidade de vida.
00:38Está todo mundo de olho aí, desde muito cedo.
00:41Infarto, AVC, Alzheimer, demências,
00:45estão entre os problemas que mais assustam essa geração.
00:49A gente vai bater um papo com a Aline Guidete,
00:52que é estudante de Engenharia de Produção na UFIS,
00:55com o pai dela, que também está por...
00:57Olha a Aline correndo, gente.
00:59A Aline começou muito cedo essa mudança do estilo de vida
01:02por conta justamente de problemas de saúde dentro da família.
01:07Ela foi observando o que ela poderia fazer
01:09para ela já ir se prevenindo.
01:11O pai dela, seu Roberto Gotardi, aposentado,
01:16também entrou nessa onda.
01:18A Aline não foi sozinha, não.
01:19Então, chamou o papai e agora os dois estão ali ativos,
01:24fazendo caminhada, corrida, musculação, exercício físico.
01:29Que movimento bacana.
01:30Vamos conversar com eles e vamos bater um papo também
01:33com a doutora Tatiane Mascarenhas,
01:35cardiologista que vai orientar a gente nesta terça-feira.
01:39Bom dia, pessoal.
01:40Bom dia, Bruna.
01:42Bem-vindos.
01:43Bom demais ter vocês por aqui.
01:45Aline, seu Roberto, conta para a gente desse movimento,
01:48a gente vendo ali vocês deslizando no calçadão juntos.
01:52Mas nem sempre foi assim, né, Aline?
01:54Foi uma coisa mais recente.
01:56Como é que você começou essa mudança de vida?
01:59Então, esse aqui eu só consegui trazer para a corrida esse ano.
02:01Foi muito difícil.
02:04Muito difícil.
02:04Foram dois anos tentando convencer ele e minha mãe.
02:07Começou comigo em 2024,
02:08que eu estava na metade da faculdade.
02:10Eu estava, tipo assim, surtando com a faculdade,
02:12pensando, meu Deus, eu preciso de alguma coisa
02:14para relaxar, para cuidar de mim,
02:16porque mentalmente, fisicamente,
02:19eu estou muito parada, muito sedentária.
02:21Sim, eu preciso de alguma coisa.
02:22Aí eu pensei, eu vou correr.
02:23Porque corrida é um esporte de explosão, querendo ou não, né?
02:25Então, você gasta muita energia.
02:27E aí eu comecei a correr, assim,
02:28não aguentava correr 10 metros sem parar.
02:30Parecia que eu tinha um pulmão, assim,
02:31de alguém que fumou 30 anos,
02:32com 18.
02:34E aí eu comecei a registrar isso, né?
02:37Tipo assim, comecei a postar na internet,
02:39mostrando como que era a rotina de uma pessoa
02:41que estava começando no esporte
02:42para incentivar outras pessoas.
02:44Isso começou porque eu vi como os meus pais
02:46sempre foram sedentários
02:47e eles foram desenvolvendo problemas de saúde ao longo da vida.
02:50Minha mãe, por exemplo,
02:51ela chegou àquele diagnóstico de ser pré-diabética, sabe?
02:53E os médicos pediram para que ela fizesse atividade física
02:55e ela nunca quis.
02:56Aí eu comecei a fazer e ficava,
02:58mãe, vamos, vamos.
02:59Depois de um ano, eu consegui convencer a minha mãe
03:01a fazer academia também.
03:02Ela foi a primeira.
03:04E aí ela puxou meu pai para a academia
03:05e agora esse ano eu consegui puxar ele para a corrida também.
03:08Olha que bacana.
03:09Então foi observando os hábitos dentro de casa,
03:12algumas doenças pré-existentes que você, ó,
03:15ligou o alerta, opa,
03:16isso pode acontecer comigo também,
03:19não vou ficar esperando.
03:20O seu Roberto, conta para a gente também um pouco aí desse empurrão da filhota, né?
03:25A Aline, ao longo da carreira dela, eu insistindo para mim, eu não ia,
03:31mas como tivemos um problema na saúde da família,
03:34um irmão que teve Alzheimer, que partiu dessa vida dois vezes atrás,
03:40mas aí incentivou a Aline, incentivou a gente a entrar na academia
03:44e que fazer a corrida duas vezes por semana e três vezes por semana na academia.
03:48Então foi levando para envelhecer bem,
03:52porque não dá.
03:53Com certeza.
03:54O senhor teve um problema também de saúde grave, né?
03:57Seu Roberto, conta para a gente.
03:58Eu tive, eu tive o micro AVC,
04:02onde paralisou parte do meu braço direito,
04:05onde eu procurei o cardiologista e procurei o neurologista,
04:08onde ele falou,
04:09tem que fazer exercício físico,
04:12tem que correr a exaustão para o sangue pulsar.
04:16E eu estou fazendo isso aí,
04:18seguindo as ordens dos médicos.
04:20Que legal.
04:20Minha filha que me assistiu.
04:21Que bacana, que papel importante.
04:23da filha, né?
04:25Esse incentivo dentro de casa.
04:27O senhor estava contando que depois do AVC ficou até um pouco, né?
04:30Com a mão paralisada.
04:32E aí depois do exercício físico,
04:34o que você observou de mudança?
04:35O braço ficou meio paralisado,
04:37mas com o exercício físico,
04:40eu estou brigando com ele,
04:42mas a gente vai movimentar.
04:43E correndo, a gente...
04:46Que coisa boa.
04:48Enquanto o senhor está conversando,
04:50a gente vai vendo ali,
04:51vocês dois estão correndo.
04:53Quantos KM, hein?
04:54Conta para a gente aí, mais ou menos.
04:56Papai, ele...
04:57Às vezes em quando eu estou correndo,
04:58aí eu falo, pai, vou na frente.
04:59E aí, quando eu pego ele caminhando,
05:02às vezes eu estou voltando assim,
05:03mas ele caminhando,
05:03eu, eita, caminhando por quê?
05:04Aí ele começa a correr e dispara na minha frente.
05:06É uma personal dessa...
05:07Tem que colocar o áudio desse vídeo aí,
05:09porque ele fala bem assim,
05:10Betão está na área.
05:11Sete da manhã, estou correndo aqui,
05:13Betão está na área.
05:14Ixi Maria, aí ferrou, acabou o passeio, né?
05:16Aí é hora de pegar firme.
05:18E correr.
05:19Gente, que legal ver esse movimento.
05:21Doutora Tatiana, eu acho que a Aline é um exemplo
05:24de uma geração que vem se preocupando.
05:27Quando a gente fala, ah, medo de envelhecer,
05:30é uma preocupação que está começando cada vez mais cedo
05:33com a saúde mesmo, né?
05:35É, Bruna, isso a gente tem visto,
05:38essa mudança mesmo, essa busca,
05:40porque a gente tem enxergado que a gente está vivendo mais, né?
05:43A medicina, ela já conseguiu evoluir
05:45para a expectativa de vida melhorar.
05:47Então, a gente tem visto ao longo dos anos
05:49que a gente aumentou muito a expectativa de vida.
05:51Então, a gente tem uma longevidade.
05:53Mas de que adianta ter uma longevidade sem qualidade, né?
05:57Então, os jovens hoje, eles enxergam isso
05:59de que eles precisam envelhecer,
06:01mas envelhecer com qualidade de vida,
06:03com longevidade, com autonomia,
06:05com poder fazer uma atividade física.
06:07Quando a gente consegue incorporar isso na rotina,
06:12o benefício que você vai colher
06:14não vai ser só os 20 anos, como a Aline já disse, né?
06:17Que é saúde mental e física.
06:19Mas também é chegar aos 70, 80,
06:23que são os 90, 100 anos,
06:25tendo autonomia.
06:26Conseguindo caminhar,
06:27conseguindo tomar o banho sozinho,
06:30se vestir sozinho,
06:32conseguir fazer uma viagem em família
06:34e fazer um turismo, por exemplo.
06:36Conseguir aproveitar aquele momento.
06:39Então, o investimento que essa turma
06:41está fazendo mais cedo hoje
06:43vai colher com certeza lá na frente.
06:46E nunca é tarde para começar.
06:48Está aqui o exemplo, né?
06:49Que nunca é tarde para começar.
06:51Esse benefício da atividade física
06:54e do movimento,
06:54ele pode ser incorporado
06:56a qualquer momento da vida.
06:58É claro que se você já cria o hábito,
07:00esse benefício vai vir mais cedo,
07:02no controle da gente
07:04não desenvolver certas doenças
07:06ao longo da vida,
07:07como a Aline citou a mãe dela
07:08com pré-diabetes.
07:09Então, esse pré-diabetes
07:10poderia ter sido prevenido antes
07:13com atividade física,
07:14com controle de peso,
07:15fazendo um reconhecimento
07:17do benefício que isso poderia ter.
07:20com certeza uma alimentação saudável.
07:23E quem faz atividade física
07:25acaba também fazendo
07:26boas escolhas alimentares.
07:28As coisas ficam associadas, né?
07:31E aqui a gente vê um exemplo
07:32muito legal,
07:33porque geralmente a gente fala
07:34que o exemplo arrasta, né?
07:36Que pai e mãe que levam os filhos.
07:38E aqui a gente está vendo a Aline
07:40botando isso em prática ao contrário, né?
07:43Ela preocupou desde cedo com a saúde
07:45e está arrastando os pais
07:46para esse movimento
07:48que só vai trazer benefício,
07:50não tenho dúvida.
07:51A reabilitação do membro
07:52do seu Roberto
07:53em relação ao movimento
07:54e melhorar esse movimento perdido,
07:57a mãe em tratar o pré-diabetes
07:59também com uma atividade física,
08:02não tenho dúvida
08:02que você está dando um bom exemplo ali.
08:05Com certeza.
08:06E olha, a gente foi para as ruas também
08:07para saber dos capixabas,
08:09como é que está esse sentimento
08:12de envelhecer bem,
08:13se existe esse medo,
08:14se existe essa preocupação,
08:17se existe esse cuidado.
08:19Vamos ver o que o pessoal falou.
08:20Roda aí.
08:21O medo de envelhecer, não,
08:23mas o medo de chegar na velhice
08:25e não ter a capacidade cognitiva,
08:28a capacidade física,
08:29ter a liberdade de tomar decisões,
08:32tanto decisões para o meu dia a dia,
08:36tipo ir ao banheiro,
08:37fazer minhas necessidades básicas,
08:38como também de tomar umas decisões
08:40básicas da vida,
08:41tipo assinar um contra-cheque,
08:43assinar alguma coisa no banco,
08:46ter aquela necessidade de ter um apoio.
08:48Tenho medo da pele, cabelo,
08:53eu faço atividade física,
08:55eu sei que daqui a uns anos
08:56eu não vou ter a mesma habilidade
08:58para fazer aquelas atividades físicas
09:00que eu já faço.
09:01Você tem medo de envelhecer todo dia?
09:04Por quê?
09:05Ah, não quer ficar velha, não.
09:06Eu acho que faz parte da vida, né?
09:07Acho que as pessoas envelhecem com o tempo
09:10e acho natural.
09:11Não, então não.
09:13Processo natural da vida?
09:14É natural, bonito.
09:15Acho bonito.
09:16Mas se euzinho assim,
09:16tem muita história para contar.
09:19Pois é, cada um com a sua opinião,
09:21com a sua percepção.
09:23Mas é muito bacana a gente ver
09:25que muitas vezes a mulher,
09:26quando a gente fala de envelhecer,
09:28já leva logo para o lado,
09:29lógico, né, gente?
09:30Da estética, do Botox,
09:33mas principalmente a mulher
09:34que agora que está assistindo a gente,
09:35por exemplo,
09:36já está entrando aí
09:36em uma pré-menopausa,
09:38por exemplo, cada vez mais
09:39as mulheres estão entrando mais cedo, né,
09:41nessa fase.
09:42Como é importante ter esse cuidado,
09:44não só da parte estética,
09:45porque às vezes o Botox está em dia,
09:47mas você pergunta
09:48quanto foi o seu último exame ali
09:49no cardiologista
09:50e a pessoa não está fazendo
09:52esse acompanhamento, né?
09:53É o famoso bonito por fora,
09:54feio por dentro, né?
09:55Ali não adianta, né?
09:57Não combina.
09:58Isso aí não combina.
09:59Eu acho que a gente precisa
10:00deixar muito claro
10:02que muitas vezes as pessoas pensam
10:03que fazer o cuidado com o coração,
10:06esse cuidado cardiovascular,
10:08envelhecer com saúde,
10:10está em fazer aqueles exames complexos,
10:13em fazer trilhões de exames
10:16e o básico bem feito
10:18já ajuda muito.
10:19O que é o básico, doutora?
10:20Vamos lá.
10:20Então, se a gente conhecer
10:21a nossa pressão arterial,
10:23olha, até hoje,
10:24a gente tem a pressão arterial
10:26como uma das principais causas
10:27de infarto, AVC
10:28e doença renal crônica,
10:30levando as pessoas para diálise.
10:32A gente ainda não controla
10:33a pressão arterial.
10:34E precisa de exame complexo
10:36para a gente saber a pressão arterial?
10:37Não precisa, é uma medida.
10:39É simplesmente medir.
10:41Então, assim,
10:42você conhecer sua pressão arterial,
10:44seu colesterol,
10:45sua glicose,
10:46esse trio já vai te ajudar
10:48muito na prevenção cardiovascular.
10:51Atividade física é de graça.
10:53A gente consegue fazer
10:54atividade física
10:55até na nossa rotina,
10:57subindo escada em vez de elevador.
10:58A gente consegue fazer
11:00uma alimentação saudável
11:01fazendo boas escolhas.
11:03Então, se a gente consegue fazer
11:05pelo menos o básico bem feito
11:07desde cedo,
11:08a gente já está investindo
11:09na nossa saúde.
11:10A Aline, ela corre,
11:12faz triátil,
11:13mas a gente tem que lembrar
11:14que uma atividade física
11:16mais intensa,
11:16ela requer uma avaliação
11:18pré-participação.
11:19A gente,
11:20o que é isso?
11:20É você ter uma consulta médica,
11:22fazer pelo menos
11:23um eletrocardiograma
11:24para ver se você não tem
11:25nenhum sinal
11:26que possa colocar ali
11:28em risco
11:28a sua segurança
11:29de estar fazendo exercício.
11:30Atividade física é muito bom,
11:32mas não é recomendado
11:33para todo mundo
11:34em qualquer idade
11:35sem uma avaliação.
11:36Então, é importante
11:37a gente ter
11:38esse fundamento
11:40de tudo ser feito
11:40com segurança
11:41e conhecer o seu básico.
11:43Se você está ali
11:44fazendo o seu
11:45seu check-up,
11:47pelo menos laboratorial,
11:49desde jovem,
11:50medindo sua pressão,
11:51estando com o peso ideal,
11:52você já está construindo
11:54aí uma longevidade maior
11:55ao longo do tempo.
11:56Com certeza.
11:57A gente observa também
11:58agora uma preocupação
12:00um pouco exagerada também
12:02de uma nova geração.
12:04É vitamina de tudo
12:05quanto é típico.
12:06É suplemento.
12:07E aí,
12:08você encontra
12:09com muita facilidade,
12:10você é bombardeado
12:11dessas propagandas
12:12o dia inteiro.
12:13A mulher ali
12:14com o corpo perfeito,
12:15cara super saudável
12:16e tal,
12:16por conta de uma vitamina,
12:18são as gominhas.
12:20Tem que tomar cuidado
12:21com esse exagero
12:23dessa preocupação também.
12:24Tem um limite, né?
12:25Tem, Bruna.
12:26E a maioria desses suplementos
12:28não tem uma comprovação
12:30de benefício.
12:31É muito mais marketing
12:32do que a entrega de fato
12:34daquilo que está sendo prometido.
12:36Então,
12:37uma alimentação in natura,
12:39saudável,
12:39ela vai suprir
12:40a maior quantidade
12:41de vitaminas,
12:43nutrientes
12:43que você precisa.
12:44Então,
12:45se você tem
12:45uma boa alimentação,
12:47dificilmente você tem
12:48que estar fazendo suplementação.
12:50Suplementação,
12:50já fala,
12:51é para repor,
12:53a gente vai fazer
12:53uma reposição
12:54daquilo que a gente
12:55tem em déficit.
12:56Não é para estar
12:57tomando vitamina
12:58todo dia em cápsula
12:59achando que tem saúde.
13:00Você sabe por quê?
13:01Isso acaba criando
13:02um marketing negativo.
13:04Você se enche
13:05de suplementos
13:06e não cuida
13:07da sua saúde.
13:08É verdade.
13:08Porque você acha
13:09que você já está cuidando
13:10tomando suplemento.
13:11Entendeu?
13:12Então,
13:12muitas vezes
13:13você abre mão
13:14de um cuidado real
13:15de estar fazendo
13:16essa alimentação ali
13:17no dia a dia,
13:19saudável,
13:19com fibras,
13:20verduras,
13:21legumes,
13:22com aquele feijão
13:23com arroz
13:24que o brasileiro
13:24tem,
13:25que é um prato
13:25já reconhecido
13:26inclusive
13:27pela Organização
13:28Mundial de Saúde
13:28como um prato
13:30saudável,
13:30rico em nutrientes
13:32e a gente abre mão
13:33disso por cápsulas.
13:35Então,
13:35muitas vezes
13:35a pessoa acha
13:36que está se cuidando
13:37e não está.
13:39A gente tem que deixar
13:40esse marketing
13:41bem esclarecido.
13:43Não entrega
13:44o que a gente faz
13:45no dia a dia.
13:46Não substitui.
13:47Se o Roberto
13:47pudesse,
13:48o que o senhor
13:49falaria para o Roberto
13:51que tinha a idade
13:52da Aline
13:53de 20,
13:5423 anos
13:55lá atrás?
13:56O Roberto
13:57da idade da Aline
13:58hoje
13:59não fazia exercício físico.
14:02Na escola tinha,
14:03mas era só na escola.
14:05Fora isso,
14:06não corria nada.
14:08E depois de 60
14:10que ela insistiu
14:11em caminhar,
14:13e estou caminhando.
14:14E vou ao médico
14:15cardiologista
14:16duas vezes ao ano.
14:17e o neurologista
14:19também duas vezes ao ano.
14:21Recentemente
14:21eu fiz todos os exames
14:22do cardiologista.
14:23Graças a Deus
14:24tudo bem.
14:25Sou no controle.
14:26Que bom.
14:27Quais exames preventivos?
14:29A gente está aqui
14:29com dois extremos
14:31de faixa etária.
14:32Acho importante.
14:33Tem gente que tem dúvida.
14:34Na faixa etária
14:35da Aline
14:36até uns 35 anos
14:38na faixa etária
14:38do parelo do senhor Roberto.
14:40Quais exames
14:41do coração
14:41que a gente tem que fazer,
14:42doutora?
14:43Vamos lá, Bruna.
14:44Na faixa etária
14:44da Aline
14:45com menos de 35 anos,
14:47o que mais acontece
14:48em relação
14:49a aumento de risco
14:51cardíaco
14:51está relacionado
14:52com doenças genéticas.
14:54Então,
14:54uma boa consulta
14:56para a gente entender
14:57qual que é o perfil genético
14:58da família da Aline,
14:59para a gente fazer
15:00um exame físico
15:02bem feito,
15:02ao escutar,
15:03saber se tem algum sopro,
15:05para a gente poder fazer
15:06um eletrocardiograma
15:07que vai dar sinais
15:08para a gente ali
15:08de que se a Aline
15:10precisa de exames
15:11mais complexos
15:12ou não.
15:12De acordo com a história
15:13familiar,
15:14por conta dessa questão
15:15genética.
15:16A gente sabe
15:17que, por exemplo,
15:18a miocardipatia hipertrófica
15:19é a principal causa
15:20de morte súbita
15:21em atletas jovens,
15:22que a gente diagnostica
15:24como?
15:24Numa consulta,
15:26numa escuta
15:27e no eletro.
15:28Aí vai para o ecocardiograma,
15:29que é o ultrassom
15:30do coração,
15:31e a gente consegue
15:32estar ali fechando
15:33o diagnóstico
15:34da doença
15:34que mais causa
15:36morte súbita
15:37em jovens.
15:38Então,
15:38não é complexo
15:39fazer o diagnóstico.
15:40Acima dos 35 anos,
15:43a gente começa
15:44a ter a doença
15:46aterosclerótica,
15:46que é a placa de gordura,
15:48ali a obstrução coronária
15:49como principal causa
15:51de morte
15:52entre as pessoas
15:53que são atletas,
15:55mesmo atletas amadores.
15:56E aí,
15:57a gente vai fazer
15:58uma investigação
15:59já buscando
16:00esses fatores de risco.
16:01Se o colesterol é alto,
16:03diabetes,
16:03no jovem a gente
16:04também vai olhar isso,
16:05mas nessas pessoas
16:06já com a intenção
16:07de tratar,
16:08de avaliar o risco,
16:10teste ergométrico,
16:11que é o exame de esforço,
16:13para colocar a esteira,
16:15para botar esse coração
16:17para trabalhar
16:17e a gente avaliar
16:18se ele tem algum risco a mais.
16:20É sempre importante
16:22esse mínimo de avaliação.
16:24Perfeito.
16:25Teve alteração,
16:26a gente vai caminhando
16:27na complexidade dos exames.
16:29Perfeito.
16:30A gente está na hora
16:31de encerrar.
16:31Eu quero muito agradecer
16:32a participação de vocês.
16:33Aline,
16:34deixa o seu Instagram
16:34para a gente acompanhar
16:35você, seu Roberto.
16:36O meu Instagram
16:37é arroba alinedeles.
16:38Aline.deles.
16:40Perfeito.
16:40Então, vamos seguir
16:41para a gente acompanhar.
16:43Parabéns, Aline,
16:44por puxar aí seu pai.
16:45Parabéns, seu Roberto também,
16:47por ir na onda da filha.
16:48Uma onda boa demais.
16:50Saúde para vocês.
16:51Obrigada pelo bate-papo,
16:53doutora Tatiana,
16:53também pelos esclarecimentos.
16:55Muito obrigada, Bruno.
16:57E parabéns à dupla aí mesmo.
16:59Um exemplo.
17:00E parabéns à dupla.
17:00E parabéns à dupla.
17:03E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
17:04E parabéns à dupla.
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