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  • há 8 horas

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00:06Renato, qual foi a receita do ano passado?
00:09A receita foi pouco mais de 30 bilhões de reais e o GMV, que é a quantidade, a receita com
00:15venda de mercadorias,
00:16a quantidade de mercadorias que nós vendemos, passou de 40 bilhões de reais.
00:19Você acredita que nos próximos trimestres o crescimento de receita vai vir mais de ganho de eficiência
00:25ou de crescimento mesmo operacional?
00:28O mercado macroeconômico ainda está desafiador, então a gente não vê crescimento nas principais categorias.
00:34A única categoria que cresce até agora é a linha branca.
00:37Tem apresentado um crescimento consistente, então geladeiras, máquinas de lavar, fogões, crescendo bastante.
00:43A gente tem a expectativa da Copa do Mundo agora, em junho, a Copa traz um incremento de receita importante
00:49para a companhia,
00:50principalmente em televisores, onde a gente tem mais de 30% de share e a líder de mercado.
00:54A gente chega a vender, em um mês de Copa do Mundo, três vezes o volume normal.
00:58Então, o volume mensal que a gente vende é aproximadamente 200 mil televisões por mês.
01:03Na Copa a gente vende 600 mil televisões em um único mês.
01:06E a cada se o Brasil avança de fase, você faz mais um mês desse.
01:09E celulares também tem um incremento, dependendo do modelo.
01:12Normalmente era 50%, esse ano é esperado um volume incremental ainda maior, dada a evolução da digitalização dos consumidores.
01:20Então, o nosso crescimento deve vir de forma gradativa, com ganho de share consistente,
01:25principalmente com a evolução da concessão de crédito.
01:28A gente quer tentar crescer mais focado nas alavancas de soluções financeiras que nós temos dos consumidores,
01:35tanto no canal físico, quanto no canal online.
01:37O canal digital, esse ano, ele ainda deve crescer um pouco mais do que o canal lojas físicas,
01:43uma vez que o cenário macro mais apertado, ele impacta um pouco mais o consumidor da base da pirâmide que
01:49está na loja física
01:50e um pouco menos o consumidor de mais alta renda que está mais no e-commerce.
01:54Aproveitando que você falou sobre a Copa do Mundo, é esperado que o resultado dessa Copa seja melhor do que
02:00a Copa anterior?
02:02Acho que do ponto de vista de venda, deve ser parecido o impacto nas vendas.
02:07Então, ele traz aí esse consumo de telas maior do que o ano normal, mas parecido com o ano passado.
02:14E de celulares pode ser, sim, um pouco maior.
02:16Acho que a grande diferença é que a gente tem uma conjuntura de competição entre os fornecedores maior esse ano.
02:21Então, em relação à Copa do ano passado, nós temos muito mais fornecedores competindo por esse mesmo volume de compras.
02:28Isso tende a trazer ofertas mais agressivas para o consumidor.
02:32Então, a gente tem visto já uma deflação nos produtos de tecnologia, televisão, celulares e computadores.
02:38E, realmente, o que a gente negociou de promoções para fazer para o consumidor durante a Copa do Mundo
02:43é muito agressivo, mais do que Black Friday, por exemplo, trazendo ofertas que devem estimular ainda mais o consumo.
02:49Então, a indústria está muito animada com a Copa do Mundo.
02:52Vai ser minha primeira Copa a viver no varejo.
02:54Então, por enquanto, eu vejo a expectativa de todo mundo, mas fico com os dois pezinhos no chão,
02:58esperando para ver a venda a cada dia, para que a gente possa realmente ter uma aposta bem sucedida do
03:05crescimento.
03:05Mas um crescimento, melhor ter um crescimento menor um pouco, mas com rentabilidade,
03:10do que tentar avançar demais e pôr em risco o incremento de margem que a gente quer tanto entregar a
03:15cada trimestre.
03:16Hoje, vocês têm cerca de mil lojas e 30 mil funcionários.
03:20Nesse processo de reestruturação, teve uma adequação de unidades.
03:24Vocês pretendem fechar mais alguma unidade?
03:27Não, a gente fechou mais de 100 lojas, então realmente lojas não lucrativas a gente encerrou.
03:32A gente tem que continuar com essa disciplina de olhar o que está dando dinheiro e o que não está
03:36dando dinheiro,
03:37mas o grande movimento, o grande ajuste já foi feito.
03:40Agora é dia a dia normal, você vai acompanhando o cenário macroeconômico, mudanças de mercado,
03:45porque às vezes um bairro começa a perder um pouco de fluxo, outro bairro ganha fluxo,
03:49e aí você fecha a loja aqui, abre aqui, mas é mais pontual esse ajuste.
03:53A gente não vê grandes ajustes, a não ser que a gente tenha uma mudança do cenário macro.
03:57A tendência é que a gente veja um macro melhorando a partir do próximo ano,
04:01então não deveria ter grandes ajustes de footprint.
04:04As lojas funcionam como mini hub e no longo prazo a gente vê sim espaço para expansão de lojas.
04:10Então tem mais de 200 cidades que a gente vende através do nosso e-commerce,
04:13mas que existiria um upside muito grande de abrir uma loja própria,
04:17trazendo vendas tanto no canal físico, trazendo um showroom para o consumidor naquele local,
04:21e toda vez que a gente abre a loja numa cidade que já vende por e-commerce,
04:24a venda do e-commerce cresce cerca de três vezes.
04:27Então isso seria bastante relevante, mas de novo isso é só após o ciclo de lucro,
04:31com o macro um pouco melhor.
04:32E de cidades existentes também tem um plano de expansão para novas regiões,
04:36onde a gente quer estar ainda mais próximo do consumidor.
04:39E aí
04:40Tchau, tchau.
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