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Data centers are booming globally, fueled by the AI revolution! But what does this mean for Brazil's energy sector? Luciano França from Paramis Avantgarde dives deep into the opportunities and challenges.



Discover how Brazil's abundant renewable energy, particularly in the Northeast, is attracting data center projects. We'll explore the critical role of infrastructure, transmission issues, and the unique demands of AI training data centers.

Learn why Brazilian companies focused on infrastructure, like WEG, Axia, Issosenergia, and Engie, are poised to benefit most from this growth, unlike their tech-focused North American counterparts.

Explore how WEG's battery solutions address the intermittency of renewable energy, while Axia's energy generation and Issosenergia's transmission capabilities position them for significant gains. See how Engie leads with its proven track record in securing long-term energy contracts for data centers.

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Transcrição
00:00Eu sou Luciano França, gestor da Paramis Avantgarde na área de fundos de investimentos.
00:09O mercado de data centers tem se expandido muito mundo afora.
00:13O crescimento da IA tem criado uma demanda muito grande por novos data centers
00:18e naturalmente por uma demanda em termos de energia, geração, infraestrutura
00:24e obviamente também da parte de tecnologia de chips.
00:27No mercado brasileiro, por exemplo, a gente tem um excesso de energia elétrica muito grande,
00:35principalmente na região nordeste, que tem dificuldade de transmitir essa energia para a região sudeste
00:39com curtem na ordem de 20% da geração renovável que acontece na região.
00:45Em função disso, esse lugar tem sido muito demandado por projetos de data centers,
00:50principalmente no que se diz respeito à gestão de espaços de treinamento de inteligências artificiais.
00:59Obviamente isso depende de um contexto regulatório para ser aprovado,
01:03para que de fato podemos ter algumas companhias fazendo e encabeçando esse projeto,
01:08principalmente as geradoras, sem que isso precise ser ligado nas redes de transmissão,
01:13que é a grande carência que a gente tem entre as regiões sudeste e nordeste.
01:17Na região sudeste, por exemplo, a gente tem uma infraestrutura de transmissão muito grande,
01:21uma demanda de energia também muito grande, principalmente para data centers,
01:25que são mais próximos das regiões de consumo de dados,
01:28que é um outro tipo de dado que não para energia artificial,
01:32que é os grandes centros urbanos, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro.
01:36Nesse sentido, as empresas no Brasil que hoje estão muito inseridas nesse contexto de data center,
01:43não é uma AMD, não é uma Intel, não é uma NVIDIA.
01:47No Brasil, o contexto de data center está muito mais voltado à infraestrutura
01:52do que efetivamente as companhias de tecnologia voltadas a data center.
01:58Diferente do mercado norte-americano, o mercado brasileiro tem empresas voltadas para o setor de data centers
02:04de classes diferentes.
02:06O mercado norte-americano é muito mais voltado a empresas de tecnologia,
02:08que produzem chips e semicondutores para desenvolvimento de data centers.
02:13Já no Brasil, a gente tem uma infraestrutura preparada de geração renovável,
02:18com falhas de transmissão, mas que obviamente não são impeditivos para que esses data centers se desenvolvam,
02:23principalmente nas regiões mais carentes em termos de transmissão
02:26e onde há excesso de energia, como por exemplo na região nordeste,
02:30que tem em P100, por exemplo, os grandes cravos de transmissão de fibra ótica
02:34ligando o Brasil a outros continentes.
02:35Nesse sentido, as empresas de geração e as empresas de telecomunicações
02:42e de insumos voltados a data centers, principalmente na questão de baterias
02:47e de transformadores elétricos, são os grandes players que vão se destacar no Brasil nos próximos anos.
02:57Nesse contexto que nós temos hoje no cenário brasileiro de tecnologia,
03:01principalmente voltada a data centers, o grande destaque é a WEG,
03:04que é uma empresa que tem um grande centro de produção de transformadores,
03:09mas não só isso.
03:10Hoje a gente vive uma discussão no Brasil sobre o Redata,
03:14que provavelmente vai exigir que os novos data centers tenham energia provida por recursos renováveis.
03:21Obviamente os recursos renováveis não são recursos que estão disponíveis 24 horas por dia,
03:257 dias por semana.
03:26Eles são recursos que têm a sua temporalidade,
03:30provavelmente em função da energia solar, da energia eólica, que são energias intermitentes.
03:34Nesse sentido, a grande discussão e onde a WEG se destaca bastante
03:37é na possibilidade de oferecer baterias para esses data centers,
03:41que é uma tecnologia que a WEG detém e que isso gera um capex muito grande para os novos data
03:45centers.
03:46Então a WEG é um grande destaque, tendo a oportunidade de ser negociada hoje
03:50a praticamente 40% de desconto na relação valor corporativo sobre a geração de caixa
03:55em relação à média histórica de WEG.
04:01Uma outra companhia de destaque é a Axia, uma das maiores geradoras do Hemisfério Sul.
04:06A Axia possui uma frente de geração muito grande e o mercado de energia tem sofrido pressões,
04:12principalmente pelas questões de distâncias geográficas e dos curtenments que a gente tem visto
04:18no sistema de energia no Brasil.
04:20Nesse sentido, os preços de spots têm subido muito e a Axia tem pouca energia contratada futura,
04:26ou seja, tem bastante disponibilidade de energia à disposição em spots.
04:30Isso, obviamente, vai refletir no aumento do fluxo de caixa da companhia,
04:34principalmente com o surgimento de novas demandas em função dos novos data centers,
04:37que têm tido uma previsão praticamente de 4% a 5% da energia contratada para os próximos anos,
04:42fazendo com que a Axia tenha destaque nesse sentido.
04:47Ela é uma empresa que já tem um dividendo projetado de 11% ao ano, para este ano,
04:51e deve ter, em relação ao preço atual, um aumento de expectativas em relação ao fluxo de caixa para os
04:58acionistas.
05:02Outra empresa que se beneficia muito desse crescimento de data centers é a Isenergia,
05:07uma empresa de transmissão do estado de São Paulo,
05:09que, apesar de estar em um lugar que já tem bastante energia de geração,
05:14a gente vê um aumento incrível na demanda por energia nova, principalmente para data centers.
05:19Dos 38 pedidos que têm protocolados da ONS, 20 são para o estado de São Paulo,
05:24e isso é um incremento da ordem de 4 gigawatts de energia,
05:30ou seja, essa energia tem que ser transmitida de um lugar para outro
05:32e a Issa se destaca por estar no lugar onde a maior demanda por energia elétrica para data centers vai
05:38acontecer.
05:42A Engie é o grande caso consolidado no Brasil de tracking record já feito.
05:48O primeiro PPA, a contratação de energia de longo prazo da Engie,
05:52por um data center, aconteceu em 2021, e foi o primeiro case da América Latina.
05:56É o grande caso de referência técnica, ou seja, a Engie está preparada para,
06:01no crescimento, na demanda de crescimento de energia para esses data centers,
06:05já entender como é que é feito todo o processo e projeto de aprovação.
06:09Ou seja, eles têm um posicionamento estratégico diferente dos seus concorrentes,
06:13sendo uma ação que merece bastante atenção nesse crescimento de demanda por data centers,
06:18não só de banco de dados, como também os de IA,
06:22onde precisam de fornecimento de energia de 24 horas por dia, 7 dias por semana,
06:26onde a Engie também é destaca nesse projeto de referência.
06:32Uma ação contrária a esse movimento é a ação da Sabesp.
06:36Um dos grandes gargalos dos data centers é o processo de resfriamento
06:40de todos os equipamentos que fazem parte daquele ecossistema.
06:43E, obviamente, para isso existe uma demanda grande por água.
06:46No que tem sido discutido no âmbito do Redata,
06:50o uso de fontes deficientes de energia, não só de energia, como também de água,
06:56são pontos de destaque do projeto.
06:58E a Sabesp tem feito um projeto de investimento muito grande
07:01na questão da água de reuso.
07:03Tem um projeto que a Sabesp está capitaneando na região de Barberi,
07:07com um contrato já estabelecido de mais de 11 mil metros cúbicos de água por segundo
07:12para resfriar esses data centers, usando água de reuso.
07:15E, principalmente, em um estado que passa constantemente por crises hídricas.
07:19Então, esse posicionamento novo da Sabesp ajuda a se destacar
07:22nesse crescimento de demandas por data centers,
07:25onde a gente já havia comentado 38 projetos aprovados no ANS,
07:3020 são do estado de São Paulo,
07:32dando bastante ênfase a esses projetos específicos
07:35de utilização de água para a Sabesp para o resfriamento dos data centers.
07:48Legenda Adriana Zanotto
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