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  • há 14 horas
Decisão autoriza a utilização do medicamento por jovens na faixa etária de 10 a 17 anos para o controle da doença.
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Transcrição
00:00O assunto agora é saúde, hein? A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
00:05autorizou o uso do mandiara, canetinha, gente, pra tratar diabetes tipo 2
00:11em crianças, jovens, a partir dos 10 anos.
00:16A medida amplia o tratamento, mas também levanta dúvidas, claro, né?
00:21Pais e mães, sobre segurança, efeitos colaterais e o uso correto,
00:26já que esse tipo de medicação ficou popular, né? A gente conhece aí mais
00:30pelo uso do emagrecimento, mas aí pra usar contra diabetes, por exemplo,
00:35surgem muitas dúvidas, né? Que seria a ideia inicial da medicação.
00:39Só pra ter uma ideia, mais de 200 mil adolescentes no Brasil convivem com a diabetes
00:45e muitos outros estão em pré-diabetes. Muita coisa, né?
00:50Mas afinal, quando esse remédio é indicado, quais os riscos?
00:55Existe perigo de uso indevido? Vamos tirar todas essas dúvidas ao vivo agora.
01:01Deixa eu bater aqui um papo com a doutora Poliana Guarçoni, endocrinologista pediatra.
01:07Bom dia pra você, doutora.
01:08Bom dia, Bruna. Obrigada pelo convite.
01:11Obrigada pela presença.
01:11Pra gente poder falar sobre esse tema tão importante, né?
01:14Com certeza. É bom demais a gente esclarecer.
01:16Tô aqui com a Priscila Vieira da Costa, que é empresária.
01:19Bom dia, Bruna.
01:20Minha filha dela, Alice. Bom dia pra vocês.
01:22Obrigada pelo convite.
01:23Obrigada a vocês pela presença.
01:25A Alice tem 12 anos e a Alice já tá em uso da medicação, né, Alice?
01:30Conta pra gente. Teve uma mudança aí, né, minha amiga?
01:33É bastante importante dos últimos tempos aí.
01:37O que que... como é que era a sua vida antes de usar a medicação?
01:41A gente tem até foto aí do seu antes e depois.
01:44Como é que era você... fazia algum tipo de atividade física?
01:48Como é que era a sua alimentação? Conta pra gente.
01:53Tá com vergonha, mãe. Pode explicar.
01:58Ela... do início, né?
02:00Isso.
02:00Quando começou.
02:01Antes, né, dela usar a medicação.
02:02Então, ela... com oito anos, né, ela teve um problema renal.
02:08Ela disparou a ganhar peso, né, quando ela completou... quando ela teve esse problema renal.
02:14E aí ela ficou na sema intensiva, desenvolveu hipertensão e foi quando, assim, tudo começou, né?
02:21E... a gente foi de diversos médicos, né, tratamento.
02:25Ela já fazia acompanhamento com o nutricionista, né?
02:30Ela... ela já fazia atividade física, né?
02:36Fazia... continuou, mesmo depois da alta, né, do hospital, ela continuou fazendo acompanhamento com a nefrologista.
02:42Mas, mesmo assim, não tinha o controle de peso, né?
02:46Olha só.
02:46E aí foi quando a gente buscou tratamento com o doutor Thomas Baeço, né?
02:51Ele é médico em São Paulo, também atende no Rio de Janeiro, tem diversas clínicas espalhadas pelo país.
02:59E foi quando a gente iniciou o tratamento dela.
03:02Com o uso do Monjaro?
03:04Com... inicialmente com o Ozempic, né?
03:06Ah, sim.
03:07Que até então era aprovado pra faixa etária dela.
03:09E o do Monjaro foi agora seis meses atrás.
03:14Ah, o Ozempic, ela começou com quantos anos, então?
03:17Você lembra?
03:18Com dez.
03:20Dez, quase.
03:21E como é que você, a família, o pai, como é que vocês ficaram?
03:25Porque tudo é muito novo, né, gente?
03:27Muito novo.
03:27Muita novidade.
03:28Até pros adultos, tem muita coisa que a gente não sabe ainda.
03:31Isso.
03:31Como é que ficou essa expectativa?
03:33Vocês ficaram receosos?
03:35Estavam confiantes?
03:36É, no começo a gente tinha muito medo, né?
03:38Como que ela reagiria à medicação.
03:41O Ozempic foi uma medicação que ela teve muito efeito colateral, muito vômito.
03:46Então, já com o Monjaro, os efeitos são bem menores.
03:51Ela sente aquele desconforto abdominal um pouco.
03:54Mas depende também muito do que ela come, né, pra isso.
03:58Mas, assim, é uma medicação que, no organismo dela, agiu melhor que o Ozempic.
04:05Que o Ozempic.
04:06Isso.
04:06E a gente tá vendo umas imagens ali da Alice praticando atividade física.
04:11A Maitá, a Alice faz natação, a Alice faz academia.
04:14Como é que é essa rotina hoje?
04:16Foram quantos quilos perdidos?
04:17Treze quilos.
04:18Uau!
04:19Muita coisa.
04:20Muita coisa, muita coisa.
04:20Hoje a rotina da Alice é bem diferente, né, Alice?
04:23Bem diferente.
04:24É uma...
04:25Eu tenho mais dois filhos, né?
04:27Aham.
04:27Então, é uma rotina bem tensa, porque é natação, é musculação, é o Muay Thai, né?
04:33Que a Muay Thai já tá há quase quatro anos.
04:35Que legal.
04:36Então, é uma rotina bem tensa mesmo, de atividade, de acompanhamento.
04:41Mas tudo pra manter a Alice ali em movimento e alimentação também, né?
04:46Isso.
04:46Foi uma mudança total ali de estilo de vida, né?
04:49Totalmente, totalmente.
04:50Hoje, a diabetes da Alice, como é que tá?
04:52Tá controlada?
04:53Então, a Alice, ela não é diabética, né?
04:56O doutor, na época que a gente entrou com a medicação, né?
05:00Eu tava até conversando com a doutora.
05:02Não era uma medicação aprovada, né?
05:06Então, ela entrou em off-lay.
05:09Off-lay.
05:10Isso aí.
05:11Ela entrou isso, mas assim, foi...
05:13Como o doutor, né?
05:15Thomas, até conversei com ele que eu estaria vindo aqui no programa.
05:18É um tratamento totalmente individualizado.
05:24Foi feito de tudo, né?
05:26Pra chegar nisso, pra poder entrar com a medicação.
05:29Mas eu fiquei muito feliz com a aprovação pra crianças com diabetes, né?
05:34E utilizar o remédio.
05:36Doutora Apoliana, e aí, a gente tem um exemplo aqui da Alice, que tinha um problema sério
05:41de saúde, né?
05:42Que comprometeu o rim, enfim.
05:44Começou o uso da medicação nova e agora é essa aprovação aí para crianças que têm
05:50diabetes.
05:51O que que isso muda aí na prática?
05:53São muitas novidades, muitas perguntas ainda sem respostas, né?
05:57Mas o que que a gente pode orientar nesse sentido pro pai, pra mãe que sofrem aí com
06:02esse tratamento da diabetes, que é difícil, ou até outras doenças assim.
06:05como a Alice.
06:06E que agora tem essa opção aí, né?
06:09Isso.
06:10É, Bruna, realmente é um tema desafiador pra gente estar falando agora, tendo em vista
06:14que foi liberado há apenas uma semana, né?
06:16Sim, tudo recente.
06:17Foi liberado pela Visa já 22 agora, de abril.
06:20Então, a gente tem muito pouco tempo de uso, né?
06:24A gente tá começando agora.
06:25No caso da Alice, foi uma situação diferenciada, realmente, porque ela não começou o tratamento
06:33por causa do diabetes tipo 2 e sim por causa de um tratamento da obesidade refratário a
06:38outros tipos de tratamento.
06:41A gente tá vendo ali, foram quatro anos de acompanhamento por um médico especializado,
06:45treinado, com uma experiência muito grande, onde ele, no momento, ele optou por iniciar
06:50um tratamento que a gente fala que é off-label, ainda não era aprovado.
06:53Mas hoje, a gente comemora, realmente, assim, a liberação pra crianças a partir de 10 anos
06:59de idade, porque a gente tá vendo um aumento crescente do diabetes tipo 2 no Brasil.
07:04Quando a gente fala de um número de mais de 200 mil crianças e adolescentes com diabetes
07:09tipo 2, a gente realmente tem que pensar num tratamento que seja bem efetivo.
07:14Então, os outros tratamentos que a gente tinha antes da tiserpatida, que é o Monjá,
07:18a gente não tinha uma boa resposta, né, a gente tem sim uma boa resposta, foi um remédio
07:24que melhorou, ajudou muito, mas hoje é mais promissor, a gente tá comemorando que a gente
07:30tem mais uma opção terapêutica.
07:31E também a gente, aproveitando o caso da Alice, que é excelente a gente falar, a gente
07:36tá vendo que não foi só a medicação, foi uma mudança de hábito de vida, onde toda
07:42a família teve que participar.
07:43Ela faz atividade física, tem a participação de nutricionista, é um preparador físico,
07:49é um médico qualificado.
07:51Então, não é só ir lá, comprar uma canetinha e tomar uma aplicação de uma medicação
07:56que vai resolver o problema.
07:58É todo um contexto que a gente tem que tomar cuidado pra não banalizar esse tratamento.
08:04Usar sem orientação médica é um risco, assim, pra todo mundo, né, quando a gente
08:09fala de crianças, então, a gente tem que estar muito atento a isso.
08:13Tem, a gente tem que estar muito atento a isso, até porque essa medicação tá carregando
08:17um mito muito grande.
08:19É uma medicação que realmente promete resultado, ela tem um controle excelente da glicemia,
08:26né, os resultados, tem estudos robustos que mostram que 80% das crianças que usaram tiveram
08:33melhora do índice glicêmico.
08:37E 12, teve diminuição de 12% do IMC.
08:41Então, a gente começa a usar, por causa do tratamento do diabetes tipo 2, que é uma
08:45doença importante, uma doença que futuramente é debilitante, e a gente vê efeitos também
08:51na perda de peso.
08:53Então, esses estudos mostram que é realmente uma droga que tem um bom efeito, mas ela precisa
09:00ser usada com cautela.
09:02Não é começar o tratamento já usando uma droga que promete um milagre.
09:07Sim, com certeza.
09:09E, mãe, a Alice, ela continua usando?
09:11Tem algum período determinado que o médico que tá acompanhando a Alice estabeleceu pra
09:16parar essa medicação?
09:17Não, por enquanto tá em uso contínuo, né?
09:20Não tem, a gente, daqui, creio que daqui uns dois meses a gente tá viajando lá pro Rio
09:26de novo, né?
09:27A gente viaja de meses e meses pra lá, mas por enquanto é uso contínuo.
09:33E como é que normalmente é, assim, no caso de diabetes?
09:36É a longo prazo esse uso?
09:38É um uso rápido?
09:39A criança vai usar ali, em pouco tempo já vai ter o problema resolvido?
09:42Como é que é isso?
09:43Isso é importante a gente falar.
09:44Não, não é, Bruna.
09:46É um tratamento por longo prazo.
09:48Tem que ser acompanhado, tem que ser visto, porque não é uma cura, é um tratamento.
09:55A gente, normalmente, a gente tem o diabetes tipo 2 causado pela obesidade, principalmente
10:00em crianças e adolescentes.
10:02Então, a gente tem que entender a obesidade como uma doença crônica.
10:06É uma doença para o resto da vida.
10:07Uma vez obeso, essa criança, esse paciente vai lutar contra isso e para o resto da vida.
10:13Então, precisa de um acompanhamento, como qualquer outra doença crônica.
10:17Então, não é um tratamento que cura.
10:20É um tratamento para ser acompanhado e, talvez, durante um bom tempo da vida.
10:25Com certeza.
10:26Você falou dos efeitos colaterais da ultramedicação.
10:29Comandiar, como é que a Alice ficou?
10:30O que vocês observaram?
10:32Teve algum outro efeito que chamou mais atenção, que preocupou vocês ou foi mais tranquilo?
10:37Não, é somente mesmo mais intestinal, né?
10:43Ela tem.
10:44A gente tem um apoio muito da escola também, quando ela passa por esses períodos que ela
10:48fica mais vulnerável, né?
10:51Então, a gente tem muito apoio da escola sobre essa questão de enviar as atividades
10:55para ela.
10:55Mas, assim, em comparação com o Zempic, que ela vomitava, graças a Deus, é uma medicação
11:00que está fazendo muito bem para ela.
11:02Com certeza.
11:03E os pais precisam estar atentos também a essa questão dos efeitos colaterais, né?
11:07O que é preciso observar quando a criança inicia esse tratamento?
11:11Claro, vai estar ali em conjunto com toda a equipe médica, né?
11:14Mas o que é importante a gente dizer?
11:16Porque muito se fala sobre os efeitos colaterais, tem gente que assusta um pouco, né?
11:20O que a gente pode falar sobre isso?
11:22Olha, os efeitos colaterais mais frequentes é esse que a Alice está tendo.
11:25São os efeitos gastrointestinais.
11:27Porque é uma droga que a gente chama de agonista do GLP1 e GIP, né?
11:31Que são receptores que atuam lá no intestino.
11:35Então, ele diminui o esvaziamento gástrico.
11:38Isso aí faz com que a pessoa fique mais sensível.
11:42Então, quando come um pouquinho mais de besteira, come alguns tipos de alimentos,
11:46que a digestão é mais lenta, que tem um índice glicêmico maior,
11:51costuma dar esses efeitos colaterais.
11:53Que, normalmente, é esse efeito que a Alice está falando.
11:56Náuseas, vômitos, dor abdominal.
11:58Mas tem casos graves também, raros.
12:01Mas a gente tem casos de pancreatite.
12:03Quando a criança tem uma perda de peso, o indivíduo tem uma perda de peso muito grande,
12:07pode ter problemas na vesícula.
12:09Então, a gente tem outras causas.
12:11Mas, assim, de uma forma geral, é uma droga segura quando bem indicada,
12:16quando bem acompanhada, nós estamos, na parte da endocrinopediatria,
12:22comemorando essa liberação pela visa, porque, se tratando de obesidade adolescente,
12:27às vezes, a gente ficava muito frustrado no tratamento.
12:30Como a Alice mesmo fala, ela teve um acompanhamento dietético,
12:34fazia dieta, fazia atividade física, fazia tudo e não conseguia um bom resultado.
12:39Quando a gente consegue uma medicação que traz esse resultado, é muito bom.
12:44Não é uma droga milagrosa.
12:46Não vou fazer nada, vou comer de tudo, vou ficar quietinha ali, vamos ter a solução do problema.
12:52Não é isso.
12:53É um conjunto, realmente.
12:55Com certeza.
12:56E a gente fica feliz demais em ver a Alice assim, saudável.
13:00Parabéns à mãe, à Alice, à toda a família que abraçou o tratamento junto.
13:04A gente sabe que só para criança é impossível.
13:06Todo mundo tem que chegar junto.
13:08Inclusive, com a perda de peso, ela agora não está tomando mais a medicação para a pressão.
13:12Olha que coisa boa.
13:14Para a hipertensão, né?
13:15Para a hipertensão, que ela tomava de uso contínuo todos os dias.
13:19Parabéns, Alice.
13:20Olha só que consequência positiva.
13:23Saúde para você, para a família e toda.
13:25Doutora, obrigada pelos esclarecimentos.
13:28Eu que agradeço a oportunidade.
13:29Foi ótimo o nosso bate-papo.
13:31Até a próxima.
13:32Obrigada.
13:33Obrigada.
13:33Obrigada.
13:33Obrigada.
13:34Obrigada.
13:35Obrigada.
13:36Obrigada.
13:37Obrigada.
13:37Obrigada.
13:37Obrigado.
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