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Levantamento aponta crescimento expressivo na busca por leitos hospitalares para o tratamento de crises psicológicas na infância e adolescência.
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Transcrição
00:00Já falando de um tema que é muito importante e que preocupa cada vez mais famílias,
00:06a saúde mental de crianças e adolescentes.
00:09Só pra gente ter uma ideia, olha isso, em 2024 foram mais de 6 mil internações por ansiedade na saúde
00:17suplementar.
00:18As meninas aparecem de forma ainda mais expressiva nessas estatísticas.
00:25Quando os sinais que esses jovens, que essas crianças dão pra gente, passam despercebidos,
00:31as consequências podem ser graves.
00:35Vamos entender um pouco sobre esse assunto, como nós podemos estar atentos e ajudar meninos e meninas, né?
00:43Sobre esse assunto, que nem sempre é falado, às vezes, dentro de casa, tá, gente?
00:47Mas é muito importante que a gente esteja atento.
00:50Deixa eu sentar aqui e bater um papo, que minha mesa tá super bacana hoje.
00:54Eu tô aqui com a Ana Carolina, mãe, jornalista.
00:57Tô aqui com a Valentina Moura, estudante.
01:00E também com o doutor Rodrigo Eustáquio, psiquiatra.
01:03Bem-vindos, bom dia.
01:05Bom dia.
01:06Deixa eu começar com a Valentina.
01:08Valen, conta aqui pra gente o que aconteceu.
01:11Rolou um episódio grave relacionado à ansiedade na sua vida.
01:15E explica pra gente o que rolou nesse dia fatídico.
01:18No dia que eu parei de andar, eu lembro que eu tava numa aula, que eu tava, ai, que cansaço.
01:28Abaixo a cabeça e comecei a dormir.
01:30Quando eu acordei, eu acordei muito ofegante, parecendo que eu tinha corrido cinco quilômetros em dois minutos.
01:38E em outra aula...
01:40Apagou ali na sala de aula, né?
01:42Apaguei.
01:43Nesse meio tempo, eu não sabia que parece que eu tinha tido uma crise de pânico, segundo o relato das
01:51minhas amigas, entendeu?
01:53Que quando eu acordei, tinha um monte de gente em volta de mim, que diziam que eu tava ofegante enquanto
01:59eu tava dormindo.
02:00Aí eu pedi, professora, eu posso ir no banheiro?
02:02Ela deixou.
02:03Quando eu fui no banheiro, o banheiro do andar que eu estudo, tava limpando.
02:09Eu tive que descer a rampa e ir no de baixo.
02:11Na hora que eu tava subindo a rampa, eu fiquei muito cansada de senter.
02:17Uma tia da limpeza até falou assim, tá tudo bem?
02:20Eu falei, tá sim.
02:22Só que depois disso eu não conseguia levantar.
02:24Nossa.
02:25Eu não tinha força suficiente na perna pra continuar andando e voltar pra sala.
02:31Aí eu pedi ajuda, trouxeram uma cadeira de rodas e depois disso fiquei mais 14 dias sem andar.
02:38Meu Deus.
02:39Você sentia alguma dor física, Valentina, ali nas pernas, na cabeça?
02:44Não.
02:44Eu só não sentia força.
02:46Você tentava fazer o movimento de andar, de mexer as pernas e não conseguia?
02:51É.
02:52Eu conseguia fazer o movimento, só que eu não tinha força suficiente pra me estabilizar direto no chão.
02:58Tinha acontecido alguma coisa, Valentina, naquela semana, naquele dia que você associa?
03:04Que pode ter desencadeado?
03:07Não consegue nem imaginar, assim?
03:10Porque, tipo, na minha cabeça não era nada emocional.
03:18Entendi.
03:18E nesse período que você apagou, assim, na sala de aula, pra você, como se você tivesse dormido, tirado o
03:24cochilo.
03:25É isso que você lembra.
03:26Gente, que coisa, hein?
03:28Valentina, mãe, Ana, como é que foi pra você receber?
03:31Mãe, quando recebe o telefonema da escola, né, doutor?
03:34É verdade.
03:35É um desespero, né?
03:36De repente a escola liga, sua filha não tá conseguindo andar.
03:39E aí?
03:39É, era dia 23 de setembro, era uma terça-feira, e aí você falou, né, telefonei uma de escola, o
03:49cabelo já fica arrepiado.
03:50E me ligaram, falaram, mãe, a Valentina, você pode me pegar a Valentina?
03:56A Valentina se sentiu mal e ela não tá andando.
03:58Meu Deus.
04:00Naquele dia eu tava trabalhando, eu não podia sair no momento.
04:04Aí eu só falei, me dá meia horinha, eu tô só fechando uma entrega e eu vou.
04:10Aí, eu tava em Vitória, a gente manda em Vila Velha, ela estuda em Vila Velha.
04:13Aí eu fui pra escola, parei o carro, abriram a porta, o portão da escola pra eu entrar com o
04:22carro e trouxeram a Valentina de cadeira de rodas.
04:25Chato de cadeira de rodas.
04:25Mas assim, aí eu cheguei e falei assim, vão filha, levanta.
04:29Pensei assim, a pessoa se sentiu mal, você pega a cadeira de rodas, mas depois você estabiliza, né, levanta.
04:35Aí eu cheguei e falei, vão filha, vão.
04:39Aí a coordenadora falou, mãe, ela não tá andando.
04:43Gente, que desespero.
04:46Gente, na hora, eu não sabia o que fazer.
04:51Aí a coordenadora me ajudou a botar ela no carro.
04:54E uma coisa que eu lembro, eu tava, dois dias depois eu tinha um evento e eu tava conversando com
05:02um gestor, né, da empresa pra falar do evento.
05:07Eu só tive, meu marido no dia, tava viajando, tava pra Cachoeira, eu falei, eu não vou dar uma notícia
05:11pra ele, ele tá lá em Cachoeira pra poder ajudar.
05:12Eu lembro que eu só passei a mão no telefone, liguei pra esse meu amigo de trabalho e falei, Gustavo,
05:20a Ana Valentina não tá andando, o que que eu faço?
05:22Eu realmente não sabia o que fazer.
05:23Aí ele falou, ó, leva pro hospital.
05:25Sim.
05:26Aí voltei com ela pro hospital e aí ali começou a nossa via cruz, que durou 15 dias.
05:32Foi do dia 23 de setembro ao dia 5 de outubro.
05:36Valentina, sem andar esse período todo?
05:38Sem andar.
05:39Eu tenho um vídeo no meu telefone do meu marido vindo com ela, porque ela ficou assim, ela ficou de
05:45terça a sexta andando na carcunga.
05:48Aí na sexta a gente, nesse meio tempo a gente indo pediatra, ortopedista, aí começou a nossa saída em médicos,
05:56aí na sexta-feira a gente alugou uma cadeira.
05:59Só que no sábado ela foi internada.
06:02A gente conseguiu, no sábado, ela ser internada pra iniciar um tratamento, né?
06:09Na quinta-feira eu tinha feito uma punção na coluna, que era pra ver o líquor, pra ver se eu
06:16tinha alguma coisa.
06:17Investigando, né, Valentina?
06:19E na sexta eu tinha a amostra de ciências na minha escola.
06:24E eu sem andar, eu fui de cadeira de rodas, eu tava, ó, morrendo de dor por causa daquela punção.
06:32Imagino.
06:32Porque é um procedimento invasivo, né?
06:35E ainda assim você conseguiu participar.
06:38E eu ainda consegui falar tudo direitinho.
06:41Nossa.
06:41E ainda fui em outros estandes.
06:43Meu Deus.
06:44Então assim, teoricamente, tirando a parte da pulsão, né, que lógico, que ficou super dolorido, você tava bem?
06:51Eu tava mais tranquila que meus pais.
06:54Imagino.
06:55Imagino.
06:56Entre a terça-feira e o sábado, que foi o dia da internação, nós fomos com ela num pediatra e
07:03num ortopedista.
07:04E aí, tanto a pediatra quanto o ortopedista, mexiam na perna dela e viam que havia, que havia força.
07:11Não tava aquela perna.
07:12Não vou saber explicar a técnica, mas sabe quando você perde mesmo a força, o músculo?
07:16Não.
07:17Tava intacto.
07:18Por isso, a pediatra falou, olha, isso está parecendo emocional.
07:25O ortopedista falou a mesma coisa, mas disse, antes da gente chegar ao diagnóstico do quadro emocional,
07:31ela vai ter que passar por uma série de exames.
07:34Porque nós precisamos acabar com toda a chance de descartar tudo.
07:39E aí foi, por isso, a punção.
07:45Ela fez uma ressonância de corpo inteiro, já no hospital, foi um exame de duas horas.
07:51E ela fez, até conversei com o doutor...
07:54Eletroneurobiografia.
07:55Eletroneurobiografia.
07:56Foi o último exame que ela fez antes de fechar o diagnóstico de transtorno de ansiedade.
08:02Ou seja, uma investigação total, né, doutor Rodrigo.
08:05O que aconteceu?
08:07Dá pra gente entender mais ou menos o que rolou com a Valentina?
08:10Porque, assim, eu particularmente nunca tinha ouvido falar num episódio tão grave assim.
08:15E que durou...
08:16Não foi um dia, não foram algumas horas, foram dias...
08:20Quinze dias.
08:21Quinze dias da Valentina, assim, Andá.
08:23O que é que pode ter acontecido?
08:25Bruno, a gente tem que lembrar o seguinte, que o nosso cérebro é ligado por nervos, né,
08:31liga nervos por todas as partes do corpo, né, então muitas vezes a ansiedade extrapola os limites da mente
08:36e passa pro corpo, que a gente chama de sintomas psicossomáticos, né, ou sintomas de somatização.
08:41E eles são os mais variados possíveis, né, palpitação, tachocardia, sol frio, náusea, vômito, diarreia,
08:48dor de cabeça, tremor, sensação de cabeça vazia, né, ou que vai desmaiar.
08:53E também perda da força, né, que a gente fica com essa questão também.
08:58É mais comum a pessoa acordar de madrugada, achar que tá infartando, né, muitas vezes quando tá com um quadro
09:04de pânico, né,
09:06e aí vai pro ponto de socorro.
09:07Então, quando a gente tem esse quadro, né, de um sintoma psicossomático,
09:11a gente, a primeira coisa que nós temos que fazer é afastar as causas orgânicas, né,
09:15no caso da Valentina, foram afastadas causas neurológicas.
09:20A partir do momento que a gente afasta todas essas causas, né, que são orgânicas,
09:25a gente pensa num quadro emocional, né, então é comum a ansiedade extrapolar, né,
09:32os limites da mente com aquela questão de preocupação, de ruminação de pensamento,
09:35e passar por sintomas no corpo, né, muitas vezes não na gravidade, acontecendo na Valentina, né,
09:42acaba acontecendo com tremor ou palpitação, né.
09:45Que é mais comum a gente ver esses sintomas, né.
09:46Que é mais comum acontecer, exatamente.
09:47Exatamente.
09:48Agora, tem uma coisa que me chama muita atenção, a doutora Valentina relata pra gente, né, Valentina,
09:53que você achava que você tava tranquila, não aconteceu nada anteriormente, no dia ou dias antes.
10:01Então, assim, né, nem ela sabe o que pode ser desencadeado.
10:06Dos gatilhos, né, e hoje não é difícil ter um gatilho, né, a gente às vezes não consegue detectar
10:10porque ele vai a nível inconsciente, né, então não tem questões que passam no dia a dia
10:15que a gente pensa que não teria nenhuma repercussão, mas inconscientemente tem, né,
10:20e acaba manifestando o quadro, né.
10:22E esse dado chama, tem um dado que chama muita atenção, a gente fala sobre o número de internações,
10:28que as meninas estão mais vulneráveis.
10:31Tem alguma explicação pra isso?
10:32Tem a questão na infância, né, até antes da puberdade, né, costuma acontecer mais ou menos
10:40na mesma frequência, a partir de 10 a 12 anos, começam a vir as questões hormonais, né,
10:45e essas questões hormonais, elas acabam, né, isso não é segredo pra ninguém,
10:49atingindo muito mais o emocional das meninas do que dos meninos, né.
10:54Foram outras questões também, né, de que a gente sabe, historicamente, as meninas se cuidam mais que os meninos,
10:59então acabam procurando e tem mais facilidade pra falar, né, do que os meninos.
11:04E a questão também da cobrança em relação à questão do corpo, a questão de se aceita, né, no ciclo
11:13social,
11:14acabam que as meninas acabam tendo maior pressão do que os meninos nessa situação.
11:17Certo.
11:18Mãe, você ali acompanhando Valentina de perto, o pai, a família inteira,
11:23vocês percebiam algum sinal de que Valentina era uma menina ansiosa,
11:28de que algo poderia estar acontecendo?
11:30Quando a gente fala em ansiedade, né, a gente hoje vive um mundo em que eu acho que todo mundo
11:35é um pouco ansioso, né.
11:36Você quer, ah, um dia antes de um aniversário, ah, dormia, demorava um pouco pra dormir,
11:43um dia antes do início da aula, ah, que eu digo de uma ansiedade...
11:46Que a gente acha normal, né.
11:47Normal. Quando ela apresentou isso, eu entrei num looping, porque eu falei, gente, o que, justamente isso,
11:57o que que aconteceu, né, o que que foi?
11:59Hoje eu vejo o seguinte, é, minha falha como mãe, e tá tudo bem falar sobre isso,
12:07o adolescente, ele é meio monossilábico, né, como é que foi o dia?
12:11Tudo bem. Como é que foi a escola? Normal.
12:14Normal. Eu coloquei o silêncio da Valentina na conta da adolescência, mas eu acho que já existia,
12:23hoje, né, eu vejo, eu acho que eu deveria ter...
12:25Vem cá, não, filha, mas vem cá, senta aqui comigo. Foi bom mesmo?
12:29O que que aconteceu de diferente?
12:31Eu deveria, quando eu vi, eu não deveria ter respeitado tanto o silêncio dela.
12:39Hoje, se eu tivesse assim, se alguém perguntar pra mim, de tudo isso, o que que você faria diferente?
12:44Eu, hoje, eu não respeitaria tanto o silêncio da minha filha, porque eu acho que eu poderia ter ajudado,
12:48eu poderia ter feito algo pra gente não chegar aonde a gente chegou.
12:53Nós, mães, a gente vai estar sempre com essa sensação, nasce uma mãe, nasce uma culpa.
12:57Mas a gente sabe que não é fácil, essa fácil, Valentina, tá?
13:01É realmente muito difícil você tirar alguma coisa deles, né, algo em comum.
13:07Às vezes, eles relatam pra milhões de pessoas na internet, nas redes sociais.
13:10E dentro de casa, existem algumas barreiras.
13:13Valentina, curte a rede social? Passa muito tempo do dia, assim?
13:17Passa.
13:18Muito tempo? Tipo, quanto?
13:20Eu não paro pra contar, mas, tipo, eu fico um bom tempo.
13:26Um bom tempo. TikTok, Instagram, redes sociais que todo mundo usa.
13:31Como é que vocês, como família, acompanham esse tempo da Valentina de tela?
13:35É, nós temos as diligências, que não tem dia, não é, sabe?
13:40Um dia, me dá seu telefone aí, deixa eu dar uma olhada, e aí...
13:44Rola um batidão ali.
13:45Isso. E com relação à rede social, ela tem uma rotina, ela estuda de manhã, à tarde ela faz inglês,
13:53ela faz vôlei, ela tem aula particular, então, ela não tem nem tempo de ficar tanto tempo.
14:01Mas aí, à noite, você fala, ah, pode ficar um pouquinho e tudo.
14:04É pra relaxar.
14:05É, até porque quando não tá na rede social, eu entro em Nárnia.
14:09Dá sono, né, Valentina?
14:11Em mim dá.
14:11Aham, eu também sinto, se eu ficar muito tempo mexendo, acabo relaxando.
14:16Agora, doutor, importante isso que a Ana, a mãe da Valentina, trouxe,
14:19que eu acho que muitas mães devem ter se identificado com essa fala dela,
14:24dos sinais que esse adolescente pode apresentar em casa.
14:28Como que a família pode estar atenta com esse olhar?
14:31Porque, às vezes, por mais, às vezes o adolescente é super comunicativo,
14:35super alto astral, fala super em casa, mas isso também pode esconder alguma coisa, né?
14:39Sim, foi uma ótima pergunta, até porque, como a Ana Carolina falou, a questão da ansiedade,
14:44a ansiedade é um sentimento natural do ser humano, né?
14:47Assim, com uma calma, felicidade, tristeza.
14:49Porém, quando essa ansiedade está desproporcional,
14:51ao ponto de atrapalhar o convívio social, o rendimento acadêmico, o sono, a alimentação,
14:57aí a gente observa que você está diante de um transtorno de ansiedade.
15:02E, nesse caso, nada melhor do que um diálogo, né, entre os pais e o adolescente,
15:08e também com a escola, para a gente saber se teve alguma alteração de comportamento na escola, né?
15:13Se está tendo alguma alteração de comportamento relacionado ao convívio social.
15:18Porque, muitas vezes, é na escola, né?
15:20Exatamente, já a escola é super sensível, né?
15:22Que vai transparecer mais, é.
15:23Então, muitas vezes, começa com uma queda do rendimento acadêmico,
15:25um aumento de falta, né, na escola.
15:28Então, isso é muito importante, né?
15:29Essa questão do diálogo.
15:30E agora, só uma observação em relação à questão da rede social, né?
15:33Isso é um desafio para todos nós, na realidade, né?
15:36Então, algumas redes sociais, por exemplo, o WhatsApp,
15:38acabam cobrando da gente um imediatismo, né?
15:40E a gente sabe que esse tempo excessivo de tela, né,
15:44em todas as faixas de setares,
15:46acaba aumentando também sintomas ansiosos, né?
15:49Com certeza.
15:50Está tudo muito acelerado,
15:52e a gente vai seguindo o ritmo de que está ali na tela, né?
15:55Muito natural.
15:56Gente, a gente está quase encerrando.
15:58Queria pedir para a Ana deixar um recado.
16:00Valentina, se quiser também falar, fica à vontade.
16:03Para as mães e para os pais que estão te assistindo agora no Tribuna Manhã.
16:06Um minutinho a gente tem.
16:07Bem, esse é o recado que eu deixo é esse.
16:10Eu acho que nós não podemos deixar na conta da adolescência esse silêncio.
16:18Esse buscar o...
16:20Ah, está tudo bem.
16:21Mas está mesmo.
16:22Porque a Valentina me trouxe uma fala logo depois que ela voltou para casa que me marcou muito.
16:26Eu perguntando, filha, mas está bem? Está tudo bem?
16:28Ela falou assim para mim, só agora que está se preocupando comigo?
16:31Ah, meu coração.
16:32Falei, não.
16:34Então, sabe?
16:34Isso me marcou muito.
16:36Então é o seguinte, o adolescente vai falar pouco.
16:39Isso é...
16:40Isso é...
16:41Não há, né?
16:42É isso.
16:43Mas tentar mesmo extrair.
16:45Está tudo bem?
16:47Foi bom?
16:48Não foi?
16:48Eu...
16:49Seria o recado que eu deixo.
16:52O ampliar mesmo esse diálogo.
16:55Mesmo que...
16:56Ah, que saco, mãe.
16:57Que...
16:57Não, é para ser chato mesmo.
16:59Perfeito.
17:00Que recado importante que você deixa para a gente.
17:03Ana, Valentina, saúde.
17:05Obrigada.
17:06Se cuida.
17:06Obrigada pelo depoimento que é tão importante.
17:09Doutor Rodrigo, obrigado pela presença, pelos esclarecimentos.
17:12Obrigada.
17:12Até a próxima, gente.
17:14Obrigada.
17:15Obrigada.
17:16Obrigada.
17:17Obrigada.
17:17Obrigada.
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