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  • há 2 dias
Dados do IBGE reforçam a importância de cuidados preventivos e de diagnóstico precoce para a saúde da audição.
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Transcrição
00:00Ontem foi o dia mundial da audição.
00:03E você aí de casa, sabe como é que anda a saúde dos seus ouvidos?
00:07Oh, zumbi, dificuldade para entender a conversa,
00:12necessidade de aumentar sempre o volume do fone, da televisão,
00:17tudo isso podem ser sinais de alerta, viu pessoal?
00:20Mais de 10 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência auditiva, segundo o IBGE.
00:25Então hoje a gente vai bater um papo sobre cuidados simples que podem evitar a perda auditiva
00:31e preservar a nossa qualidade de vida.
00:34Por exemplo, você tem o hábito de usar cotonete todo dia, ou dia sim, dia não aí na sua casa?
00:39Será que isso faz mal?
00:41Vamos entender, vamos bater um papo com o doutor Rodolfo Bissoli, médico otorrinolaringologista.
00:47Bem-vindo doutor Rodolfo, bom dia para você.
00:49Bom dia Bruna, obrigado pelo convite, bom dia telespectadores.
00:53Obrigada pela presença, né, você.
00:56Esses hábitos do dia a dia comuns, por exemplo, cotonete, fone de ouvido alto,
01:01a gente vai fazendo e às vezes nem percebe no dia a dia.
01:03Isso pode prejudicar a nossa audição, doutor?
01:05Sim, vamos lá, vamos por partes.
01:08Claro.
01:08Primeiro que cotonete é sempre o calcanhar de aqueles do otorrinolaringologista.
01:13Inclusive, além de ser o dia internacional da conscientização da audição,
01:17ontem também foi dia nacional do otorrinolaringologista, né?
01:20Parabéns, doutor.
01:21Então, parabéns para os meus colegas também.
01:22Para você, parabéns.
01:24Em relação ao uso de cotonete, a gente sempre contraindica porque,
01:28primeiro, o cotonete foi feito para fazer um uso externo,
01:31para limpar a concha auditiva, para limpar as partes mais externas da orelha, né?
01:35Não é para introduzir.
01:37Não porque você não pode, mas porque existe um grande risco de você lesionar as estruturas ali,
01:41do conduto auditivo, da membrana timpânica.
01:44Geralmente, na parte lá dentro do ouvido, você não consegue necessariamente tirar toda a cera.
01:48Às vezes, você empurra a cera, faz um impactamento de cera, fazendo rolhas,
01:51e podendo machucar, causar lacerações e problemas.
01:54Então, não.
01:55A gente não indica o uso de cotonete rotineiramente, não.
01:58E já em relação ao uso de aparelhos de amplificação sonora, um fone de ouvido,
02:04que hoje em dia se tornou cada vez mais comum, é muito acessível, é barato,
02:07você compra na internet, compra no tanual com essa mão, todo mundo usa,
02:12é conscientizar que as pessoas têm que usar de uma maneira mais tranquila,
02:16com som confortável, intervalando, porque o uso contínuo, o uso de som em alta intensidade,
02:22pode e vai lesionar o aparelho auditivo a longo prazo.
02:26Olha que alerta importante.
02:28Agora, doutor, se eu estou com um incômodo no meu ouvido, está coçando,
02:31e aí você fica naquela agonia, tem algo que possa substituir o cotonete?
02:36Qual seria a orientação para quem sente constantemente esse incômodo
02:39e essa necessidade de botar o cotonete no ouvido?
02:43Bem, se você tem um incômodo contínuo no ouvido recorrente,
02:47é seu ouvido dando algum indício, falando para você, opa, não tem algo normal aqui.
02:51Então, a primeira coisa que eu vou te falar é procurar o auxílio médico
02:54para poder ver se você tem alguma coisa além de cera.
02:57Existem doenças que precisam ser diagnosticadas e tratadas.
03:00Uma autite externa, um cerúmen impactado, uma descamação crônica do ouvido.
03:05Então, assim, a primeira medida que você tem que fazer é procurar um especialista.
03:09E a partir daí, o especialista vai identificar o seu problema
03:11e vai te passar a orientação de acordo com o que foi detectado.
03:14Se foi cerúmen, vão ser passadas algumas orientações.
03:17Se foi uma doença de orelha externa, de conduto, vai ser passada outra.
03:21É basicamente isso.
03:22Com certeza.
03:24Doutor, zumbido no ouvido.
03:25Tem gente que relata, que vive constantemente ali com essa sensação.
03:29É sempre um alerta? A gente tem que vigiar de perto?
03:32O que isso pode dizer para a gente?
03:34Vamos lá.
03:35Eu gosto de falar para os pacientes que zumbido não é uma doença.
03:37Ele é um sinal.
03:38É um sinal clínico que pode ser subjacente a muitas doenças diferentes.
03:44E muitas das vezes também pode ser um zumbido que a gente chama de fisiológico,
03:47que é um zumbido que não demonstra necessariamente doença
03:50e pode ser algo pontual, ocasional.
03:53O zumbido problemático, aquele zumbido de outurno,
03:56que acontece todo dia ou toda hora, o tempo todo,
03:59é um zumbido que atrapalha no seu dia a dia.
04:01Por exemplo, eu estou aqui agora tomando café com você,
04:03se eu estiver ouvindo zumbido, estiver me atrapalhando,
04:05e isso for algo rotinheiro, opa, isso chama atenção.
04:07Precisa de acompanhamento com o médico otorrino
04:09para poder ver se tem uma doença da orelha
04:11e fazer exames específicos.
04:13E, sobretudo, se o zumbido vier acompanhado de outros sintomas.
04:16Zumbido com sensação de ouvido cheio,
04:19zumbido com perda de audição,
04:21zumbido com tontura, zumbido com dor.
04:23Então, é importante observar sintomas associados
04:25e a perpetuidade dos sintomas.
04:28Eles são recorrentes e se incomodam no dia a dia.
04:29Com certeza. Doutor, existe uma idade certa
04:32para a gente começar a fazer esse acompanhamento da audição?
04:35Ou todo mundo tem que fazer o exame periódico?
04:37Como é que é isso?
04:38Vamos lá, uma boa pergunta.
04:41Ontem foi o dia de conscientização de saúde auditiva,
04:43entender que muitas das perdas auditivas
04:45podem ser preveníveis,
04:47algumas não, mas algumas podem ser preveníveis,
04:49e entender também, fazer o uso consciencioso
04:53de fone de ouvido.
04:55Vamos lá, como é que a gente faz essa investigação auditiva?
05:00Crianças pequenas,
05:01que são as populações mais frágeis,
05:02que não conseguem se comunicar direito,
05:04a primeira coisa são os pais, os educadores,
05:06os pedagogos, ficar de olho
05:07no desenvolvimento da linguagem da criança.
05:10Se você percebe que a criança não tem
05:11uma grande interatividade,
05:13não acompanha sons,
05:14opa, motivo número um para procurar um auxílio médico.
05:17Quanto antes, melhor.
05:18Para poder fazer uma detecção de perda auditiva
05:20e intervir o mais precocemente possível.
05:23Então, assim, criança, meio que,
05:25tempo é audição, né?
05:26Tem que correr para poder ter
05:27o melhor ganho possível.
05:29Dos adultos e crianças maiores
05:30que podem relatar sintomas,
05:32é isso, sensação de ouvido tampado,
05:35dor no ouvido,
05:36um zumbido esquisito.
05:38Aí você tem que procurar um médico
05:39para poder fazer uma avaliação
05:41e, quiçá, alguns exames específicos
05:43que já são audimetria.
05:44Outra coisa importante são trabalhadores
05:46que lidam diariamente com sons intensos.
05:50Então, um trabalhador que trabalha
05:51com serra circular,
05:53trabalha com equipamentos mecânicos,
05:56caminhoneiro, motorista,
05:57trabalha sempre exposto
05:58a uma grande intensidade de decibéis.
06:01E esse tipo de trabalhador
06:02já está em lei.
06:03Não tem quem sou eu para falar aqui
06:04com a doutora.
06:04Com certeza, mas é um alerta importante.
06:08Mas tem que fazer, sim, anualmente,
06:08uma audiometria para poder avaliar
06:10se teve ou não algum dano auditivo
06:12e conscientizar sobre o uso dos EPIs,
06:14que são os equipamentos de proteção individual.
06:16Com certeza.
06:16E também os idosos, né?
06:18A gente fala muito dos idosos.
06:19Isso aí.
06:20Talvez você vai até perguntar,
06:21mas assim, a audição,
06:23como qualquer outra função corpórea,
06:25ao longo dos anos vai sofrendo desgaste.
06:28E ao longo de anos,
06:29somado a outros problemas,
06:31como, por exemplo,
06:31exposição a ruído,
06:33um diabetes descontrolado,
06:34infecções, às vezes, pontuais, pequenas,
06:36que vão desgastando cada vez mais
06:38o aparelho auditivo,
06:39o nosso órgão auditivo,
06:41elas podem levar a uma degeneração da audição.
06:43E aí, as pessoas com mais primaveras,
06:47as pessoas mais sênias,
06:48mais experientes,
06:49elas tendem a ter esse desgaste auditivo
06:51e tendem a ter sintomas mais proeminentes
06:53do que pessoas mais jovens,
06:54simplesmente pelo fato da idade,
06:55do desgaste.
06:56Então, são pessoas também que têm que ficar de olho.
06:59Se está aumentando muito o volume da TV,
07:01se está toda hora perguntando o quê,
07:03repete,
07:04se está tendo muita dificuldade
07:06para ouvir em ambiente ruidoso,
07:07que é um dos primeiros sinais
07:08da perda auditiva precoce,
07:09que a gente começa perdendo a audição
07:11na idade mais avançada
07:13para tons mais agudos,
07:14o primeiro sintoma é
07:15estar tendo algum barulho,
07:16estar num bar, estar num restaurante,
07:18e você está tendo dificuldade
07:19para se comunicar com a pessoa
07:20que está do seu lado, da sua frente,
07:21é um grande sinal de perda auditiva
07:23em estágios iniciais
07:24que pode ser abordada precocemente.
07:26Olha só que interessante.
07:28O senhor falou agora do colesterol,
07:31doenças crônicas,
07:34colesterol, diabetes,
07:35podem influenciar na audição, doutor?
07:38Sim.
07:40A cóclea,
07:41o nosso órgão auditivo principal.
07:43Mostra para a gente aí, doutor,
07:44você trouxe um exemplo.
07:45Eu trouxe até um modelo aqui
07:46no sexto, dá para ver?
07:47Ah, que legal, dá para ver.
07:47Mas o nosso aparelho auditivo
07:49envolve a captação do som
07:51através do conduto auditivo,
07:53o pavilhão auditivo,
07:54que vai direcionar o som
07:55para o tímpano,
07:56que vai vibrar as estruturas ósseas
07:58aqui dentro, os ossículos,
07:59martelo, bigorna, estribo,
08:01a gente já deve ter ouvido falar isso
08:02no ensino fundamental,
08:03no ensino médio,
08:04obrigatoriamente no ensino médico também.
08:06E a parte mais sensível,
08:08a parte neurosensorial,
08:09que é o labirinto ósseo,
08:10a cóclea,
08:11que vai transformar
08:12essa onda mecânica
08:14em um impulso bioelétrico
08:15para a via auditiva central,
08:16que é a nervo auditivo.
08:18Então, em qualquer ponto aqui,
08:20a gente pode ter algum problema
08:21que pode causar
08:22algum problema de audição.
08:23Se for um problema
08:24do tímpano para frente,
08:26dos ossículos para frente,
08:27é um problema de condução do som.
08:29Se for um problema
08:30aqui da cóclea, dos órgãos,
08:31é um problema neurosensorial,
08:32são os problemas mais sensíveis.
08:35Então, pode ocorrer problema
08:36em qualquer lugar desse aqui.
08:38Olha só.
08:39E a abordagem vai ser diferente
08:40de acordo com o tipo de perda.
08:41Com certeza.
08:42Doutor, a gente vai ver o relato
08:44de uma criadora de conteúdo.
08:46O vídeo dela viralizou
08:48nas redes sociais.
08:50Ela relata que ela perdeu
08:51parte da audição
08:52depois de uma gripe.
08:54Vamos ver o que ela falou
08:55e vamos entender
08:56se isso é possível ou não.
08:57Diz aí.
08:58O nome dela é Isabela.
08:59Eu tinha 15 anos de idade,
09:01isso já faz um bom tempo.
09:04Eu tive uma gripe.
09:06Foi logo,
09:06foi dia 4 de janeiro,
09:07nunca me esqueço.
09:09Eu tive uma gripe
09:10com coriza,
09:11congestão nasal,
09:12estava bem complicado.
09:13E eu tinha,
09:14como eu sou muito alérgica,
09:16sempre tive muita rinite,
09:17eu tinha mania
09:18de fazer pressão
09:19para desentupir meu nariz.
09:21Sabe?
09:22Eu sei que você faz.
09:23Depois de uns 4 dias,
09:25mais ou menos,
09:25com essa queixa,
09:27com muito zumbido,
09:28muita tontura,
09:29eu decidi procurar
09:30então um especialista.
09:31O especialista
09:33olhou
09:33o canal auditivo
09:35e falou para mim,
09:36olha,
09:36aparentemente
09:37o que eu consigo enxergar aqui
09:38é que
09:40a secreção
09:41que geralmente
09:42quando a gente tem coriza,
09:44né,
09:45os seis nosais
09:45ficam aqui,
09:47ela
09:47foi para o ouvido.
09:49Todas as
09:50fonoaudiólogas
09:51que eu fazia o exame,
09:52elas paravam o exame
09:53e falavam,
09:53cara,
09:53você realmente não está escutando
09:55porque foi uma perda
09:56muito grave.
09:57tudo isso por conta
09:59de uma pressão no nariz.
10:01E o meu diagnóstico
10:02ficou como
10:03perda auditiva
10:04súbita
10:05e idiopática.
10:07Não se sabe ao certo
10:08a causa.
10:10Doutor,
10:11estou preocupada
10:11depois desse relato.
10:13Explica para a gente
10:13se isso é realmente possível
10:16e como é que funciona.
10:18É muito importante
10:19o relato da Isabela.
10:20O que ela teve
10:21foi uma perda ativa súbita.
10:22que é uma das coisas
10:23que eu até queria falar
10:24também,
10:24que é muito importante
10:25para a conscientização.
10:26Que é um dos principais
10:28tipos de perda auditiva
10:28que deve ser abordado
10:30o mais imediatamente
10:32possível.
10:33É um tipo de perda
10:34que,
10:35de repente,
10:36você perde a audição.
10:38Mas geralmente
10:38o relato é
10:39o paciente acordou
10:40uma perda auditiva,
10:41acordou surdo.
10:42Alguma das vezes
10:43pode ser coisa simples
10:44tipo cera,
10:44mas tem que procurar
10:46auxílio médico
10:47no dia,
10:48se possível.
10:48otorrino
10:49para fazer uma avaliação
10:51para fazer
10:52provavelmente
10:53uma audiometria
10:53e ver o tipo de perda.
10:55Porque se for detectado
10:55esse tipo de perda
10:56que é a perda ativa súbita,
10:57que é uma perda
10:58que lesiona
10:59as estruturas internas
11:00que eu acabei de mostrar,
11:02não se sabe
11:03geralmente ao certo.
11:03É difícil de você
11:04estabelecer um diagnóstico.
11:05Ah, é vírus.
11:06Ah, é um infarto.
11:07Ah, foi um problema vascular.
11:08A gente não fica
11:09perdendo tempo com isso
11:10e já começa o tratamento
11:12quanto antes.
11:13A perda ativa súbita
11:14na maioria das vezes
11:15são sequelas
11:17de uma infecção viral,
11:18mas às vezes
11:19é subdiagnosticado.
11:20Não é possível
11:20encontrar esse diagnóstico.
11:21O importante é
11:22diagnosticar o quanto antes,
11:23procurar o auxílio médico
11:24imediato,
11:25porque quanto antes
11:26você se trata,
11:27melhores as expectativas
11:28de recuperação.
11:29Inclusive,
11:30eu tive ano passado
11:31uma perda súbita.
11:31É mesmo?
11:32Eu sendo doutor,
11:32eu fiz meu diagnóstico
11:33com poucas horas
11:34e comecei o tratamento
11:35e melhorei.
11:36Olha só.
11:37Tem muita gente
11:38que relata também
11:38no pós-Covid,
11:39que perdeu tantos por cento
11:41da audição depois da Covid,
11:42mas como uma sequela.
11:43Como uma sequela.
11:44Inclusive,
11:44o Covid teve duas grandes
11:45sequelas neurológicas,
11:47sequelas olfatórias
11:47e sequelas auditivas também.
11:49Lesão do órgão-alvo,
11:51lesão neurosensorial,
11:52lesão do nervo
11:54e lesão coclear.
11:55Olha só.
11:56Acho importante
11:57a gente falar aqui,
11:58trazer para essa nossa
11:58conversa, doutor,
11:59que o SUS disponibiliza
12:01aparelhos auditivos.
12:03Tem muita gente
12:04que está em casa
12:05que nem tem,
12:06que não sabe disso.
12:07E que às vezes
12:08está ali sofrendo
12:09e não pode pagar
12:12em particular
12:13realmente o valor,
12:14um valor mais significativo.
12:17Como é que funciona?
12:18O que esse paciente
12:19tem que fazer?
12:20Qual que é o caminho
12:21que ele tem que percorrer
12:22para ele chegar
12:23até esse aparelho?
12:25Vamos lá.
12:25O SUS, sim,
12:26ele disponibiliza,
12:27vamos dividir em dois tipos
12:29de aparelhos auditivos.
12:31Os aparelhos auditivos
12:32que são implantáveis
12:33de maneira cirúrgica,
12:34que são o implante coclear
12:35e as próteses
12:36osteointegradas,
12:37que são para casos
12:38bem mais específicos,
12:40que tem que ser diagnosticado,
12:41acompanhado por um médico
12:42ou outro rinolaringologista.
12:44No SUS,
12:44ele é feito através
12:45do centro de referência,
12:46que aqui no caso
12:47é o Hospital Universitário,
12:48da UFIS.
12:49Feito por ótimos profissionais
12:50e com resultados muito bons
12:52quando muito bem indicados.
12:53Por exemplo,
12:53uma criança que nasce
12:54às vezes surda
12:54de uma maneira congênita
12:55ou genética,
12:57ela é diagnosticada
12:58precocemente
12:59fazendo o implante coclear
13:00através do SUS,
13:02faz uma reabertação normal,
13:03como se nunca tivesse
13:04tido um problema auditivo na vida.
13:06Vai usar uma prótese externa,
13:07mas vai viver uma vida normal.
13:09E você tem os outros aparelhos,
13:10que são aparelhos
13:11que você veste,
13:12como se fosse um fone de ouvido.
13:13Eu vi na TV ali
13:14que apareciam dois tipos,
13:15um grandão,
13:16que geralmente é o terror
13:17do pessoal.
13:18O pessoal tem vergonha.
13:19Esse é improvavelmente, né?
13:20Esse é mais incomum.
13:21Hoje em dia,
13:22as tecnologias
13:22reduziram muito o tamanho dele.
13:24Está mais discreto
13:26e com a qualidade sonora maravilhosa.
13:28Isso.
13:29Precisa também...
13:30Como é que você faz
13:31para adquirir um aparelho
13:31desse pelo SUS?
13:32Número um,
13:33dar a entrada
13:34pela Unidade Básica de Saúde,
13:36conversar com o seu médico
13:37de referência,
13:37que ele vai te encaminhar
13:38para o especialista
13:39seguindo o fluxo do SUS.
13:41E daí,
13:42o especialista vai solicitar
13:43exames específicos,
13:44geralmente uma audiometria,
13:45que saia algum outro,
13:46para depois te encaminhar
13:47para o CREFES,
13:48que é o Centro Regional
13:49de Reabilitação Física,
13:50que distribui
13:51dentre órteses
13:51e próteses auditivas também.
13:53E o Lavelha, por exemplo,
13:54fica ali na Praia da Costa,
13:55na Praia da Casa do Governador, né?
13:56Não dá para chegar direto.
13:58Você precisa de um encaminho
13:58mesmo,
13:58seguir o fluxo do SUS.
14:00Mas sim,
14:01consegue.
14:02Pois é.
14:02Isso é informação importante demais
14:04para quem está assistindo a gente.
14:07Doutor,
14:08obrigada pelos esclarecimentos,
14:09pela entrevista.
14:10A gente conversou com o doutor
14:11Rodolfo Bissoli,
14:12que é médico,
14:13doutor rinolaringologista,
14:14com dicas valiosas
14:16para a gente
14:16e alertas que valem aí
14:18para a vida inteira.
14:19Doutor,
14:19obrigada pelo presente.
14:20E eu que agradeço o convite.
14:21Até a próxima.
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