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  • há 14 horas
Dados globais indicam que 10% da população mundial sofre com algum tipo de doença renal e necessita de acompanhamento médico.
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Transcrição
00:00Bom, aqui no Tribuna Manhã a gente tem um assunto do dia, hoje nós vamos falar de saúde.
00:05Ontem, 12 de março, foi comemorado o Dia Mundial do Rim e é uma data para se falar da importância
00:11de cuidar desses órgãos,
00:12que são o filtro natural do nosso corpo humano, né? O famoso bebe água para não sobrecarregar os rins, tá
00:17certo, doutora?
00:19Pois é, e esse assunto é sério porque a gente é uma doença silenciosa, atinge 10% da população mundial
00:26e a gente recebe aqui no estúdio a doutora Luciana de Assis Borba, que é coordenadora do serviço de nefrologia
00:32do Hospital Evangélico de Vila Velha
00:34e a gente também tem o Ronaldo Túlio, que é um aposentado, que está fazendo tratamento, veio gentilmente também contar
00:40um pouco da sua história aqui com a gente.
00:42Bom dia, gente, sejam bem-vindos, viu?
00:43Bom dia, Isabela, obrigada.
00:46Vamos começar pelo senhor, pode ser, doutora?
00:48Claro, com certeza.
00:49Pois não.
00:49Conta pra gente como que o senhor descobriu que o senhor estava percebendo que o rin não estava bem e
00:54o que o senhor fez?
00:56Primeiramente, bom dia a todos que nos assistem, principalmente as mulheres, hoje é o mês das mulheres, principalmente minha esposa
01:05e minhas filhas.
01:06Ah, muito bem.
01:08Bom, eu descobri através de exames, porque não tem outra fonte para se descobrir a doença renal.
01:17É o exame de creatinina, né, doutora, com o exame de urina.
01:22Eu logo que aposentei, falei, agora eu vou viajar, vou passear um pouquinho e tal, e fui fazer um check
01:28-up.
01:29Aham.
01:30Mas, infelizmente, acusou a doença renal, que já estava no estágio adiantado.
01:37Ah, sim.
01:38Então, já estava crônico.
01:41Então, só me restou fazer o tratamento de hemodiálise e pouca coisa de ambulatório, mas hemodiálise hoje eu faço a
01:49peritonial, a diálise peritonial, entendeu?
01:53Que é feita em casa.
01:54Entendi.
01:55Ou seja, o senhor não conseguiu viajar, porque se tivesse detectado antes, talvez pudesse ficar mais livre?
02:01Ah, sim.
02:03Inclusive, eu aconselho a todos que faça o preventivo, porque não tem outra forma de se descobrir a doença.
02:10E ela é silenciosa.
02:12O senhor não sentiu nada nunca?
02:13Nada.
02:14Aquela história de tô com dor nas costas, né, minha urina tá escura, tem isso?
02:18Não passei por isso.
02:20Entendi.
02:20Entendeu?
02:21Quando descobriu, já estava nesse estágio avançado.
02:24Doutora, é muito comum isso acontecer?
02:26Então, a doença renal crônica, ela é uma doença silenciosa e ela realmente só vem dar sintomas, né, sinais e
02:32sintomas em estágios mais avançados da doença, né, quando muitas vezes a intervenção já não é mais tão eficaz, né,
02:38então por isso que é importante a gente, né, nós estamos aí comemorando aí, ontem foi comemorado o Dia Mundial
02:44do RIM, estamos numa semana de campanha, justamente, né, para enfatizar para a população a importância da prevenção e do
02:52diagnóstico precoce.
02:53Então, são coisas simples que a gente consegue fazer através de um exame de urina e um exame de creatinina
02:59no sangue, então são exames que estão acessíveis a toda a população.
03:02Tem uma idade específica ou tal, idade, tem que fazer isso para ver?
03:06É, na verdade, não, na verdade a prevenção é sempre, porque a doença renal crônica, ela pode acometer crianças, jovens,
03:12adultos, idosos, então todos têm que ter um acompanhamento, né, claro, vai ter sempre os fatores de risco, então aqueles
03:19que estão mais suscetíveis a sofrer da doença renal crônica.
03:23Então, essa população desse grupo de risco tem que estar muito mais atento, sem dúvida nenhuma.
03:28Quem é essa população? Quem que tem esse risco de ter algum tipo de problema?
03:31Então, se você tem pressão alta, se você tem diabetes, né, que é o açúcar no sangue elevado, se você
03:39tem história familiar de doença renal na família, você está dentro do grupo de risco.
03:43Se você tem alguma doença cardiovascular, você pertence a esse grupo de risco.
03:47Porque no fundo, né, no organismo da gente, um órgão vai ajudando o outro e isso afeta?
03:52Sem dúvida nenhuma, outros órgãos podem repercutir no rim.
03:56Agora, doutora, essa questão de beber muita água, isso ajuda? Quantos litros por dia isso influencia realmente?
04:03Então, o hábito de beber muita água, juntamente com outros hábitos saudáveis, é extremamente importante, né, então não é só
04:09beber água, é beber água, é controlar o peso, é praticar atividade física,
04:13é ter uma alimentação equilibrada e saudável, é não fumar, não usar medicação sem orientação médica, né, então são um
04:21conjunto de hábitos que tem que ser tomados e tá sempre fazendo um check-up, né,
04:26pra você tá prevenindo ou diagnosticando de forma precoce a doença renal.
04:30Essa questão do medicamento também é interessante, né, que às vezes quando a pessoa é cometida por alguma doença, aí
04:35fala, ah, toma muita água também junto do medicamento pra não sobrecarregar o rim, isso também faz sentido?
04:41É, na verdade não, na verdade existem algumas classes de medicamentos que tem, que podem afetar os rins, então essas
04:48classes de medicamentos tem que ser usadas sob orientação médica.
04:51Certo.
04:52Tá, agora conta pra gente, Ronaldo, como que é seu tratamento hoje, né, e há quanto tempo que você faz?
04:59Bom, hoje eu sou muito bem assistido pela equipe do Hospital Evangelico, né, eu comecei na UCAM e fui transferido
05:09pra Evangelico.
05:11todos os dois hospitais são de referência, né, então assim, eu comecei fazendo a hemodiálise, que era no hospital,
05:20três vezes por semana, quatro horas por vez que eu ia, ficava na máquina, né, hoje eu faço em casa,
05:30né, tem a máquina específica
05:32e todo o medicamento que o SUS fornece, entendeu? E eu faço em casa por nove horas todos os dias,
05:40mas eu faço dormindo com tranquilidade, com o sossego da casa, né,
05:45e a diálise em casa muda muito a qualidade de vida, né, que é muito menos dolorida, aliás, nem tem
05:55dor, né, porque a outra é injeção, é agulha e tal,
06:01e essa já não é assim, né, é colocada um catéter na barriga e a limpeza é feita naturalmente pelo
06:10peritônio, né,
06:11é a membrana que todos temos, que é uma filtragem natural, por isso que ela é demorada, entendeu?
06:18Entendi. Agora, como que é a qualidade de vida do senhor, né, graças a Deus tem o tratamento, o senhor
06:24detectou,
06:25mas isso afeta em alguns dias, o senhor sempre tá bem assim, de bom humor, como o senhor tá hoje,
06:31ou às vezes isso pesa um pouquinho no dia a dia? Não, às vezes pesa, tem dias que a gente
06:36não tá tão legal assim, né,
06:38mas na maioria do tempo a coisa caminha muito bem. Que bom, que bom. Agora, o senhor se arrepende de
06:46repente não ter
06:47descoberto antes? Ah, mas é muito, é muito, podia ter feito, principalmente a gente homem, que é mais teimoso com
06:55esse negócio, né,
06:56tem que fazer, tem que prevenir. O senhor não fazia exame antes? Não, não. E tinha algum fator determinante,
07:04alguma doença? Eu sempre fui diabético e pressão alta. E não controlava? Controlava com remedinho aqui,
07:12outro ali e tal, né, mas eu não levava com tanta seriedade o tratamento. Entendi. A consequência vem, não tem
07:21jeito.
07:21É. Agora, o senhor vai precisar de um transplante do rim? Inclusive, eu já tô encaminhado pra fila de
07:29transplante, né, que aí a gente precisa só de um rim, a gente não precisa dos dois, né, e com
07:36um a gente
07:36vive muito bem. Doutora, muita gente tá na fila do transplante hoje em dia, né? Isso, então os pacientes que
07:43se tornam ronais crônicos, que entram em programa de diálise, né, aqueles que têm um perfil são listados
07:49pra fila de transplante. Infelizmente, essa fila no nosso país é muito grande, né, então não são todos
07:55que têm acesso. Então a gente tem uma espera longa, normalmente, por um transplante desses
08:01pacientes que estão em fila. Agora, como é que funciona esse tratamento e essa detecção, né?
08:06É um processo até rápido pra que a pessoa consiga ser atendida?
08:12Então, todo paciente que tem um fator de risco deve fazer o acompanhamento na unidade de saúde mesmo.
08:17Então o médico clínico da unidade de saúde vai tá fazendo esse acompanhamento e controlando
08:22essas doenças que são fatores de riscos, né, como o caso do seu Ronaldo, que era hipertenso
08:27e diabético. Então esse controle é feito na própria unidade de saúde, os exames de detecção
08:33precoce da doença renal são feitos também na unidade de saúde, são exames simples também
08:37de fácil acesso.
08:39Agora, e a questão da pessoa falar que sente uma dor nas costas ou a cor da urina pode
08:44interferir? Tem alguns sinais que apesar da doença ser majoritariamente silenciosa, né,
08:49tem alguns sinais?
08:50Então se você tiver alteração na coloração da urina, se você tiver edema, inchaço no
08:55corpo, tá? Então podem, cansaço, desânimo, fraqueza, podem ser sinais de uma doença
09:02renal. Então é importante fazer um check-up e tá avaliando.
09:05Entendi. Qual outro alerta que a senhora deixa, assim, pras pessoas em casa que às vezes
09:10podem pensar, ah, mais pra frente eu vejo. Então assim, na verdade, a prevenção e o
09:17diagnóstico precoce podem mudar o curso, né, da evolução da doença. Então é extremamente
09:23importante ficar atento a tudo isso que eu falei. Controle a pressão, controle o açúcar
09:27no sangue, faça um check-up regularmente, tenha hábitos de vida saudável, controle seu
09:32peso, tá? Não use medicação sem prescrição médica, não fume, pratique atividade física.
09:39E são exames simples, que é de fácil acesso a toda a população e a gente pode estar
09:44prevenindo e também detectando precoce, mudando o curso e evolução.
09:48A senhora já tem uma vasta experiência, né, por ser coordenadora, né, desse setor.
09:53Que mudanças você viu, a senhora viu, ao longo dos anos, né, no tratamento, talvez
10:01medicamentos, que hoje você fala, nossa, que bacana.
10:03Nós temos muita evolução, né, até desde aquelas fases iniciais, né, onde o paciente
10:10ainda tá em tratamento que a gente chama conservador, então tem muitas medicações,
10:14muitas drogas novas que surgiram, que fazem com que a gente consiga retardar a progressão
10:19da doença, lentificar a doença ou até interromper o curso dela. E até quando o paciente chega
10:25nos estágios mais finais da doença, onde ele precisa de fazer as terapias de substituição
10:31renal, que são as diárias, né. Tivemos muitos avanços também nessa questão, né, do material,
10:36insumo, máquina, tecnologia, tudo que hoje em dia é usado pro tratamento. E isso confere
10:43uma muito melhor qualidade de vida pro paciente, igual o senhor Ronaldo vem falando aqui pra
10:47gente, né. Ele tem uma vida relativamente normal, faz as atividades dele durante o dia
10:52e à noite ele se conecta à máquina e faz a diária dele durante a noite.
10:56Entendi. Chegou uma pergunta pra gente aqui, a Jusceli Costa, lá de Jardim da Penvitória,
11:01tá perguntando, é também uma doença hereditária? Ela falou que a mãe dela teve o fator genético
11:06também é importante, então tem que ser considerado. Se você tem alguém na família
11:10que tenha tido, né, ou que tenha doença renal, você tem que estar atento, porque realmente
11:15tem impacto, o fator genético, sim. Agora, caso a pessoa faça esse exame de sangue pra ver
11:20a creatinina, né? Creatinina. Creatinina, é isso. E o exame de urina. Detectou alguma
11:26alteração? O que que faz logo nesse começo? Então, normalmente, o clínico, né, da unidade
11:30de saúde vai tá encaminhando, referenciando pro especialista, que é o médico nefrologista,
11:35pra tá avaliando, investigando, identificando, conduzindo e tratando e acompanhando esse paciente.
11:41Tem uma medicação prévia pra não chegar numa situação de... Tem todo um tratamento prévio,
11:45todo um controle prévio pra gente postergar a doença, mudar o curso da evolução da
11:50doença. Chegou mais uma pergunta pra gente, a Juliana Correia, de Goiabeiras Vitória,
11:54pergunta assim, tomar muito anti-inflamatório pode prejudicar os rins? Sem dúvida nenhuma,
12:00anti-inflamatório é uma classe de medicação que tem toxicidade pro rim. Então, o uso tem
12:05que ser com indicação médica, tá? Então, realmente, a gente tem pacientes que evoluem com doença
12:10renal crônica simplesmente pelo fato de fazer um uso crônico de anti-inflamatório.
12:14A pessoa tomar por conta própria. Por conta própria, sem prescrição e sem recomendação
12:19médica. E lá de Santa Cruz, a Patrícia Mota pergunta assim, a infecção urinária
12:25frequente pode afetar os rins? Também, infecção urinária de repetição também pode afetar
12:31o rim. Então, também tem que ser acompanhado, tem que ser conduzido pelo especialista, tem
12:35que ser tratado, tá? Tem que ser prevenido, tem que ser orientado.
12:40E chegou mais uma pergunta aqui de Jacaraípe, o André Carlos pergunta assim, excesso de
12:44sal na alimentação prejudica também os rins? Sem dúvida nenhuma, o excesso de sal, principalmente
12:49naqueles pacientes que já tem predisposição genética a ser hipertenso, né? E a gente
12:54sabe que a hipertensão é uma doença, na verdade, no Brasil, é a principal causa de
12:58doença renal crônica. Então, sem dúvida nenhuma. O senhor, no caso, falou de hipertensão
13:03em diabetes, né? Teve também alguma pessoa da sua família que teve antes? Sim, eu herdei
13:09isso aí de meus pais. Tanto o pai quanto a mãe? Tanto os dois. Entendi. Então, os dois
13:15faleceram em função dessa doença. Então, o fator genético também foi importante no
13:20caso dele, né, doutora? Sem dúvida nenhuma, o fator genético também foi importante, sem dúvida
13:23nenhuma. Entendi. Ó, e tem mais uma pergunta aqui, Levi Cardoso pergunta assim, a doença tem cura
13:29ou só tratamento? Então, a doença renal crônica, né, pelo próprio nome, como diz, é uma doença
13:35crônica. Então, na verdade, a gente vai ter que tratá-la, né? A gente, na maioria das
13:38vezes, a gente não cura a doença crônica. Mas, se tiver essa prevenção, vai ter uma
13:44qualidade de vida melhor? Sem dúvida nenhuma. A gente muda o curso de evolução da doença.
13:48Você vai tratá-la da mesma forma que você trata a hipertensão, da mesma forma que você
13:51trata o diabetes, você vai controlar a doença. Agora, a questão do transplante de rim também,
13:55há uma fila grande, tem a questão da compatibilidade também. Não é uma coisa assim simples, né?
14:01Muita gente fala, ah, vou fazer o transplante e resolve, mas há tudo um protocolo.
14:04Isso. O transplante, a gente tem que lembrar, né, frisar muito para a população, que na
14:08verdade, o transplante é uma alternativa de tratamento. Então, é uma das alternativas
14:11de tratamento para a doença renal. Então, tem todo um critério, toda uma avaliação,
14:17né, tem a fila de espera. Depois que você transplanta, você tem que fazer acompanhamento
14:22médico frequente, porque tem as medicações, os imunossupressores que você tem que usar
14:26para o resto da vida do transplante.
14:28Tem toda uma situação complexa, né, doutora?
14:30Exatamente. Isso aí, Isabela.
14:32Gente, muito obrigada. Acho que a gente levou para os telespectadores essas informações
14:36que são primordiais para as pessoas. Então, beba muita água, cuide da sua saúde e da sua
14:42alimentação, mas também veja os fatores de risco. Faça o exame de sangue, de urina, vá ao médico
14:48para detectar precocemente, né, para que as pessoas possam prevenir, né, essa situação.
14:55Muito obrigada, viu, por terem vindo aqui e falado sobre o tema.
14:59Obrigado pela oportunidade.
15:00O senhor também. Muito bom, muito bem-humorado o senhor aqui, né, mesmo com essa situação,
15:07o senhor está aqui para falar da saúde. Muito obrigada.
15:09Obrigado, eu.
15:11Obrigada, tá, doutora?
15:12Obrigada pela oportunidade de estar trazendo um tema tão importante para a população, né?
15:16Tá bom, muito obrigada.
15:20Obrigada.
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