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No Visão Crítica, o professor de Relações Internacionais Danilo Porfírio analisa os protestos no Irã e os sinais de desgaste do regime ao longo dos últimos anos.
Ele diz que já é possível observar um enfraquecimento gradual do regime desde 2019, impulsionado pelo descontentamento popular e pela repressão política. Os atos refletem uma mobilização crescente contra a opressão, evidenciando tensões internas que desafiam a estabilidade do governo iraniano.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/d6XLxrb_vv4

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Transcrição
00:00Professor, mas surpreendeu o senhor os acontecimentos mais recentes no Irã?
00:07O Irã paga, professor, por atos.
00:12Primeiramente, a crise que nós temos na República Islâmica do Irã não se inicia agora.
00:22Nós já começamos a observar a senilidade do regime,
00:27o enfraquecimento do regime, já nos anos de 2009, com a Revolução Verde.
00:35Inclusive, incentivado pela juventude universitária,
00:40especificamente pelas estudantes universitárias,
00:46que reivindicavam questões emancipatórias contra a opressão do regime.
00:52E devemos lembrar também que, nesse momento, nós tivemos também uma crise institucional significativa,
01:02envolvendo agentes e poderes.
01:08Tivemos ali um tensionamento entre o governo Ahmadinejad, do presidente Ahmadinejad,
01:13e também com a guarda revolucionária,
01:18e questionando também, de alguma maneira, a efetividade do poder do Ayatollah Khamenei.
01:25Mas o que acontece?
01:28Observamos de 2009 para cá essas nuances,
01:31As ações do Irã, as últimas ações do Irã, vinculadas às suas ações proxy,
01:46foram desastrosas.
01:48Reforçando um ponto,
01:51talvez a boia de salva-vidas do governo e do regime iraniano
01:58foi aquele período entre 2004 a 2017,
02:07onde ainda, professor, mesmo com essas instabilidades,
02:10nós tivemos problemas que deram fôlego ao regime,
02:15que foi a questão da invasão norte-americana no Iraque,
02:19onde a participação do Irã ali foi importante,
02:25ainda mais a maioria xiita no Iraque,
02:29tem, de alguma maneira, uma vinculação com o regime iraniano,
02:37e o regime iraniano foi importante no processo de derrocada de Saddam Hussein,
02:41e, posteriormente, do combate do Estado Islâmico na região,
02:48e, obviamente, já falamos disso,
02:51a questão do Estado Islâmico do Iraque, do levante na Síria,
02:55ainda mais que a Síria foi, até a queda do governo Assad,
03:00um aliado estratégico ao Irã.
03:04Então, nós tivemos o quê?
03:05Ao mesmo tempo de uma instabilidade interna,
03:07o Irã se afirma, nesse período, como uma potência regional,
03:12dentro do arco xiita, e agindo por meio de guerras prox,
03:17até que veio o professor, em 2023.
03:21Outubro de 2023, onde o Irã apoia uma ação prox,
03:27onde nós temos dois agentes, inicialmente o Hamas,
03:30posteriormente o Hezbollah,
03:32e todos nós nos recordamos aqui,
03:37a atitude do Irã, no primeiro momento,
03:40era de um apoio a esses movimentos,
03:43mas não havia envolvimento do Irã,
03:46Israel desmascar essa situação,
03:49e aí, há o refluxo.
03:52Ou seja, Israel age contra o Irã,
03:55sobre apoio norte-americano,
03:57e nós vemos o quê?
03:59O aniquilamento da influência iraniana no Oriente Médio.
04:05E eu sempre faço uma comparação, professor.
04:08Regimes ditatoriais se sustentam, basicamente, em dois discursos.
04:13Ordem, estabilidade e virilidade.
04:16Força.
04:18O Irã, a partir de então, mostrou que não é viril,
04:21não é forte,
04:22e não é capaz nem sequer de manter a estabilidade econômica na região.
04:28Perdendo, inclusive, agora, o apoio de uma o quê?
04:31De uma classe que outrora apoiou a Revolução Islâmica,
04:36que é a pequena burguesia comercial.
04:40A classe dita média.
04:42E diante dessa estabilidade,
04:44eu sempre faço comparação.
04:45Lembremos da Argentina,
04:47em relação à Guerra dos Falklands.
04:49Lembremos da União Soviética,
04:53após a Guerra do Afeganistão.
04:55Regimes autoritários,
04:56que não sustentam os seus discursos de virilidade e estabilidade,
05:01estão fadados ao quê?
05:03Ao colapso.
05:04É isso que está acontecendo com o Irã.
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