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  • há 18 horas

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Transcrição
00:00O sol nascente é tão belo
00:05Ah, esse João Melado é fogo. Com ele, nem o diabo pode.
00:08Bom, também dois diabos desses não são tão difíceis de derrotar assim.
00:13Agora, quem não gostou nada dessa invasão foi a Cuca.
00:16Ela foi atrás da Mula Sem Cabeça e acabou arrumando encrenca.
00:20E a Emília ainda não conseguiu colocar o seu plano em prática.
00:23Também, a Mula Sem Cabeça passou por eles feito um raio.
00:27Mas eles encontraram uma pista.
00:28Eu conheço esse lenço.
00:31O meu é que não é.
00:33O meu também não é.
00:36Eu é que eu te apelo.
00:39Emília, no que você está pensando, hein?
00:42Eu estou pensando que quando a gente descobrir de que é esse lenço,
00:48nós descobriremos muitas outras coisas.
00:53Onde é que você quer chegar?
00:56Espera aí, Emília!
00:57Vamos lá.
01:06Oh, afinal, você apareceu tanto tempo perdida no mato.
01:11Pai, quase que eu conto tudo para as crianças.
01:17Você não me faz uma doideira dessa, hein?
01:21Eles vão acabar sabendo de tudo mesmo.
01:25Mas o que é isso, pai?
01:26Você endoidou de vez?
01:28O que é isso, menino?
01:29Olha o respeito.
01:30Sua desaforenta.
01:31Não está vendo que eu estou fazendo uma benzidura aqui na casa?
01:34E se é água aberta que eu vou buscar na igreja?
01:36Mas para que é isso, pai?
01:37Para espantar o cravulhão, o temba, o tuba do bar, o sem-gracejos.
01:44Deus me livre, guarde, pai, que eu bem vi o chifrudo coisa ruim agora lá no mato.
01:49Antes, ele passou aqui em casa antes.
01:51O cão esteve aqui?
01:52Mas a senhora dele.
01:55E o que é que eles queriam?
01:56Que nós fôssemos embora daqui.
01:59Ué, e por que é que o Délio ia querer expulsar nós daqui?
02:03Você sabe que é isso que eu tenho cacetado aqui no meu bicho, então?
02:06O que será isso?
02:08Você sabe que eu acho que esse coronete é o doido.
02:13Ele tem parte com o capiroto.
02:15O temba, o duba do bar, o que nunca se riu,
02:20o sem-gracejos, o rapaz, o tristônio,
02:24o no-mó-par-filho-espírito, o duba do bar.
02:29Ai, meu Deus do céu, eu não vi a hora de me livrar daquela fantasia ridícula.
02:35Ai, ridícula é você, viu?
02:37Acho bom você se acostumando, porque a gente vai usar muito aquelas fantasias ainda.
02:40Usar muito? Você quer mais? Você ainda quer mais?
02:42Mais, eu quero muito mais. Eu quero todo meu ouro.
02:46Aquele capial não vai sair de lá nunca.
02:49Vamos ver. A gente vai pedir ajuda pra cuca.
02:52É, pedindo ajuda.
02:54O quê?
03:06Que ideia, hein?
03:08Fazer um piquenique essa hora.
03:11Você não falou que o tal do pesadelo ou ajudante da cuca é louco em comida?
03:14Então, tem um jeito melhor de atrair a criatura pra cá?
03:17E quando ele aparecer, o que a gente vai fazer?
03:19Ai, como você é burro. Vamos subornar o idiota.
03:22Em troca da comida, ele tem que levar a gente lá na casa da jacaroa.
03:26Ah, um sabidona.
03:28Sabe o que eu tenho vontade de fazer?
03:29Um dia eu vou pegar, vou vestir você de diabo e deixar ajoelhado em cima do milho.
03:34Ah, ajoelhada? Igual você tá agora?
03:37Igualzinho.
03:38Vai, ajeita isso, anda.
03:39Aqui.
03:40Ai, ajeita direito.
03:41Ai, como você é porco. Tira o dedo da comida, seu...
03:43Quem que tá botando o dedo na comida?
03:45Ai, que maninha de vento e do outro.
03:47Tira o dedo da comida.
03:48Vai, tá fazendo isso.
03:50Pronto, olha aí.
03:51Vamos ver se ele não vai ficar louco nessa comida. Vai, ajeita direito.
03:54Aqui, ó, é mais ajeitado.
03:55Tem mais coisa aí na cesta.
03:56Aqui, tá aqui, eu tô tirando tudo. Eu vou tirar tudo.
03:59Eu tenho certeza que a dona desse lenço é a mula sem cabeça.
04:02Quer saber, Emília?
04:04Eu tô quase descindo dessa história de mula sem cabeça, Emília.
04:06Nosso plano, na verdade...
04:08Meu plano.
04:09Mas, então, o que seja, seu plano deu errado.
04:12Também, você ficou com tanto medo que desmaiou.
04:15Claro, Emília.
04:16Eu tinha que salvar a berta da mula sem cabeça.
04:18De repente, eu fiquei...
04:21Desmaiei.
04:22É, mas também, ela sumiu um pouco antes da mula sem cabeça aparecer, né?
04:26Vamos, a carinha de jovem.
04:28Se bem conhece esse monstrinho, daqui a pouco ele aparece.
04:31Ai, viu?
04:32Acho bom mesmo que eu tô me coçando.
04:34Tá cheio de mosquito, eu detesto o mato.
04:35Ai, que demora.
04:37Por onde anda esse estúpido?
04:39Ai, olha aí.
04:42Tá amassando a comida toda.
04:44Olha aí, o pão tá todo amassado.
04:47Ai, eu nem digo.
04:49Eu nem digo.
04:50Sabe por quê?
04:50Porque isso aí deve ser o pão que o diabo amassou.
04:52Não, ridículo.
04:53Foi o pão que você amassou, seu porco.
04:56Bom, já que fui eu que amassei, então eu posso comer tudo, né?
04:59Pode.
05:00Pode comer tudo, viu?
05:02Pera aí.
05:04Eu posso comer tudo isso aqui?
05:06Pode.
05:06Ai, ai.
05:08Antes, vai ter que nos fazer um favor.
05:10Vai ter que levar a gente na casa da cuca, seu fedorento.
05:14Ah, pera aí.
05:16Vocês querem encontrar a cuca?
05:18Olha só, amorzinho, não.
05:19Eu quero ir na casa da cuca pra ver se o papai noel tá lá, sua besta.
05:24É claro que eu quero ir na casa da cuca pra falar com a cuca, seu burro.
05:28Caralho.
05:29Ah, gente, gente, tá bom.
05:30Mas só me responde uma coisa.
05:31Eu posso comer isso aqui tudo?
05:33Pode.
05:33Pode comer tudo.
05:35Olha que delícia.
05:37Ah, muito bom.
05:41Ó, é o seguinte.
05:43A caverna da cuca é ali à direita.
05:46Agora vocês que sabem se vou entrar ou não.
05:48Mas pera aí, você não vem?
05:50Eu?
05:50É.
05:51É ruim que eu vou, hein?
05:52A cuca de manhã cedo teve o mau humor do cão.
05:56Eu não quero nem chegar perto.
05:57Eu fuz, hein?
05:58Tchau pra vocês.
05:59Vai, fedorento, vai.
06:01Vai, vai, vai.
06:03Vai, anda, vai na frente.
06:04Não, mas sabe o que é filhinha?
06:05Eu quero dizer filhota.
06:06Eu já estava pensando, talvez a gente pudesse ter, assim, uma outra ideia.
06:09Outra ideia?
06:10Outra ideia?
06:11Que ideia?
06:12Eu quero meu ouro.
06:13A minha é a melhor ideia.
06:14Vai.
06:14Eu sei que você quer seu ouro, mas acontece com a cuca.
06:17Olha, tá se tremendo todo.
06:19Não, que é isso.
06:20Um homem desse tamanho com medo de uma bruxa.
06:23Imagina, eu não tenho medo.
06:24Não tem medo?
06:25Então vai.
06:25Vai.
06:26Não, mas eu...
06:26Anda, vai na frente.
06:27Eu só queria...
06:27Não, eu queria...
06:28Ai, você não queria dar.
06:30Você queria dar na frente.
06:31Vai.
06:32Ai, como você é medroso, viu?
06:34Um homem desse tamanho.
06:35Vai.
06:38Só mais uma, menina.
06:39Para.
06:39Fica quieto.
06:40Não precisa tanto.
06:41Precisa sim, donos.
06:41Ai, meu Deus, menina.
06:43Você sabe o que houve?
06:44Você fica cada vez mais nervosa.
06:46Vai, vai de dentro, hein?
06:46Eu não vou.
06:47Pera, calma.
06:48Vai, vai de dentro, hein?
06:49Ah, calma.
06:50Vai, vai de dentro.
06:51Ah, vai de dentro.
06:52Ah, vai de dentro.
06:53Ah, vai de dentro.
06:53Ah, vai de dentro.
06:53Ah, vai de dentro.
06:56Ah, vai de dentro.
07:10Ela vive em um mundo à parte.
07:12Quem com ferro fere, tanto bate até que fura, né?
07:16Tem um vocabulário próprio.
07:18Eu vou ser a próxima contrabandista da novela das oito.
07:22Protagonista, Magda.
07:23Protagonista.
07:33Ah, que diabos vocês querem comigo?
07:37Ah, ah, não tá, meu jeito.
07:40Ah, diabos, falou a palavrinha certa.
07:44Nós queremos que você faça um servicinho pra nós.
07:50Servicinho?
07:51É, coisa pouca.
07:53Coisinha de nada, Lourona.
07:56Ora, se é tão fácil, por que vocês mesmos não fazem?
08:00Ah, por quê?
08:01Por quê?
08:02Por quê?
08:02Por quê?
08:03Por quê?
08:04Porque o servicinho é a sua cara, amor.
08:08Se é a minha cara, então é um serviço lindão.
08:13Bota lindão nisso.
08:15Uma beleza de servicinho.
08:17E você, você vai ser muito bem recompensada por isso, sabia?
08:21É, mas é sucesso, amor.
08:25Sucessão.
08:25Sabia que a sua fama já chegou lá no quinto dos infernos?
08:33Diablo, não achei.
08:34Peraí.
08:37Pera, pera.
08:39E eu, hein?
08:42O que é que você tá fazendo, Emília?
08:45A toque de quê você tá fazendo isso na cara do Zé Carijó?
08:48Olha, Panameca, eu não tô gostando nada dessa brincadeira, viu?
08:52Fica quieto, Zé Carijó, eu já tô quase acabando.
08:55Pronto, Emília, o Visconde já tá indo pra casa do João Melado.
08:58Mas, Emília, eu não acho certo você enganar a Berta desse jeito.
09:01O que não é certo é a coitada da Berta ficar encalhada,
09:04só porque o João Meleca não quer aquela casa.
09:06É, eu também acho, mas inventar que o Zé Carijó tá doente é um pouco demais, né, Emília?
09:12O Zé Carijó tá doente?
09:13É, o que que eu tenho?
09:15Por enquanto, nada, Zé Carijó.
09:18Mas, se meu plano der certo, em breve você terá uma namorada.
09:25Cafézinho, tentinho.
09:26Ó, mesmo, não quero ficar velho, velho.
09:28Vai deixar, vai deixar pra ter.
09:30Vamos lá, vamos lá.
09:32Ô, Visconde.
09:33Visconde, o Zé Carijó tá muito doente.
09:37Ô, Visconde, mãe, entre, entre.
09:38Com licença.
09:39Entre, por favor.
09:40Porra, senhor.
09:43Vai, o Zé Carijó tá doente, o que que houve?
09:46Infelizmente, senhorita.
09:48O que é que tem aquele amarelo, pasmado?
09:50É, síndrome de emilite aguda e crônica.
09:54Nossa, magia.
09:55A gente acha que nome complicado e comprido, se a doença é igual no nome, é uma coisa
09:59da feira.
10:00É, morrou.
10:01O infeliz tá moribundo.
10:03Ô.
10:03Ô.
10:05Respeita minha filha, tê-tê-tê-tê-tê-tê.
10:07Não, senhor.
10:09Eu só queria dizer que o Zé Carijó tá com o pé na cova.
10:12Ah.
10:12E o último desejo dele, antes de ir dessa pra melhor, foi ver a senhorita aberta.
10:18É mesmo?
10:19O primo tá pra bater com a cachileta?
10:22É.
10:23Eu temo que sim, senhor.
10:24Ah, meu Deus do céu, mas então, mas então eu tenho que ir lá.
10:27É.
10:27Ô, pai, coitadinho do senhor.
10:29Nós devemos fazer, vamos.
10:30Não, não, mas de jeito nenhum.
10:31Ué, não.
10:32De jeito nenhum.
10:33Mas por que não, pai?
10:34Não.
10:36Se tem um parente meu, meu primo, que tá pra bater com a cachileta, eu tenho que ir lá
10:41pra encomendar o defunto.
10:43Eu acho que não seja conveniente, senhor.
10:45O que é isso?
10:46Você tá achando que eu sou frouxo?
10:48Ô, o pai não é frouxo não, viu?
10:50Se tem um parente meu, que tá pra bater com a cachileta e que tá doente, eu tenho
10:57obrigação de tá lá na cabeceira do meu pai e que tá doente, entendeu?
11:00Toma a punha, calma.
11:07Tá assim, pai, tá assim.
11:08Meu filho, meu filho, meu filho, meu filho, meu filho.
11:13Ah, meu Deus do céu.
11:19Nossa senhora, primo, você tá parecendo um canizé despenado, meu primo.
11:27É, você tá feio mesmo, Zé.
11:30É.
11:31Pra você ver que essa doença é fogo.
11:37É, também é o nome que tem essa doença, como é que é, sinocínio, sinocínio, como
11:40é que é, sinocínio?
11:41Ai, ai, ai, eu não sei falar o nome disso, não.
11:44Pois é, primo, eu acho que dessa vez o seu primo querido, Zé Carijó, empacota.
11:55Então, primo, se você vai mesmo bater com a cachileta, nós estamos aqui pra fazer
12:01tudo que você precisar, primo.
12:03Tudo, tudo, tudo que você quiser, nós fazemos.
12:06É mesmo?
12:08Tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo.
12:10Então, primo, eu queria...
12:14Ai, ai, ai.
12:14Tá doendo o rosto do mucumbu, primo?
12:17Tá, primo.
12:18Ajeita aí.
12:19Espinela.
12:20Isso.
12:20Primo.
12:21Primo.
12:22Fala, primo.
12:23E meu último pedido.
12:25Fala.
12:27Eu queria casar minha pessoa, mas a pessoa da pinta, você quer casar com eu e eu vou morrer
12:40mesmo.
12:41Eu só queria passar dessa pra melhor, conhecendo a felicidade de um casamento.
12:47Você ouviu isso, pai?
12:49Ele quer casar, mas eu.
12:51Eu já ouvi uma coisa dessa.
12:53Primo, permite?
12:54Eu vou bater com a casuleta e tudo que você quer, antes, é casar com a minha aberta.
13:00De amanhã, primo.
13:02De amanhã, de manhã, não passa.
13:06Não passa mesmo.
13:08Vai bater com a casuleta mesmo, primo, mas antes que a casada aberta.
13:12É tudo que eu quero, primo.
13:13Meu último pedido é pra fazer esse falecido aqui um pouco mais feliz.
13:17Pô, se você vai mesmo bater com a casuleta, eu...
13:21Deixa, primo.
13:22Deixa eu casar mais benta.
13:24Deixa.
13:26Não deixo, não.
13:27Não?
13:28Não, não.
13:30Tem cabimento um trem desse?
13:32Você casa hoje, amanhã, você já tá viúva?
13:35Mas, primo.
13:36Primo?
13:37Isso eu não posso permitir.
13:38Se você vai bater com a casuleta, aí eu não posso permitir que você case com a minha
13:42aberta.
13:42Você vai morrer, não.
13:44Não, primo.
13:44Não, primo.
13:45Eu tô bom.
13:49Você vai morrer.
13:55Pra eu casar com você, Berta.
13:57Era tudo potoca.
13:59Foi Emília que inventou.
14:07Então, o primo permite, o primo permite, o primo vai casar.
14:12Não é de maravilha?
14:13Peraí, o seu filho, do marrute, puta.
14:17Peraí, o seu filho, do marrute, puta.
14:18Não deixo, não.
14:18Vem do braço, meu filho.
14:21Vem da mata, eu vi.
14:50Vem da mata, eu vi.
14:53Será que eu vou ter que contar esse cauzo mais uma vez, meu Deus?
14:56É o João Melado que quer.
15:00O esganado vai ser minha pessoa, minha vida.
15:03Seu filho, do virulho, que força, te repito, amarelo, sem janeiro.
15:07Chega, chega.
15:09Eu quero saber qual o motivo dessa balbúrdia aqui dentro da minha casa.
15:14Dois mamães?
15:15O que é isso?
15:15Parece dois moleques.
15:16Vamos começar a explicação.
15:21Mas fala um de cada vez.
15:22Vamos lá.
15:23Eu vou explicar para o senhor.
15:24Sim.
15:24A Benta.
15:26Esse safado sem vergonha, desse amarelo, filho de uma ronca e fusa.
15:30Ele fingiu que estava doente.
15:33Amou de casar com a minha filha aberta.
15:37Não, senhor.
15:37Não, senhor.
15:38O caos, minha Benta.
15:39É que primo João não quer o deixar morar mais aberto.
15:42Porque ela merece uma coisa muito melhor para você, seu amarelo, filho de uma ronca e fusa.
15:46Tem alguém não.
15:47Para, para, para.
15:48Calma que eu bote sua filha.
15:50Zeca de Jó.
15:51Sim.
15:52Você mentiu para ele, Zeca de Jó.
15:55É, mas foi mentira e que à toa.
15:57À toa?
15:58À toa?
15:59Fingi que ia bater com a caçuleta para casar com a menina?
16:02É à toa, é?
16:04Imagina que ele fez isso, esse safado, vindo uma ronca.
16:06Não é, não, não, não.
16:09Sabe o que é?
16:10Jome elado.
16:11Eu acho que o Zeca de Jó já foi castigado.
16:16Já?
16:17Já, já, já.
16:18Já fui castigado, já.
16:19Já, minha Benta.
16:22Desse jeito, você nunca mais vai conseguir namorar com a filha dele.
16:27Peraí, que eu mostro como é?
16:29Não, não.
16:30Eu merecia, minha Benta.
16:33Umas passaradas não faz mal a ninguém.
16:35Vai pra lá, vai pra lá.
16:35Não, não, não deixa não, minha Benta.
16:38Não deixa não, minha Benta.
16:40Não deixa não, minha Benta.
16:45Casado de um amarelo safado, deixa como é que tá isso aí?
16:49Parece que tá com tirícia.
16:56O que você está espiando aí, Berta?
16:59Ai, minha, você viu?
17:02Quase que o pai tinha o cor do Zé.
17:05Xiii, acho que meu plano não deu certo
17:09Mas é o que que eu tô ouvindo?
17:11Quer dizer que foi você que bolou esse negócio de doença?
17:17Berta, você conhece esse lenço?
17:20Ah, que já!
17:22Então não é o meu lencinho? Onde é que ele tava?
17:27Então, me diz só uma coisinha
17:31Como é que ele foi parar bem onde a moça em cabeça passou?
17:37Ah, você não tá lembrada?
17:40Eu tava lá na mata, mas vocês aquele dia
17:43Então, devo ter deixado cair, comecei correndo
17:53Emília, imagina aí que o lenço é anda aberto
17:56Ela não tava na mata com a gente?
17:58Pode muito bem ter deixado cair
18:00O que você tá achando, Emília?
18:04Que a Berta é a mula sem cabeça?
18:05E se for, Pedro?
18:07Eu acho que você enlouqueceu de vez
18:10Não achei a mínima graça disso
18:12Imagina, a Berta é a mula sem cabeça?
18:14É, ó
18:15Emília
18:24Berta, eu vou te falar mais uma vez
18:26Você tome tento e não demora, Berta
18:31Já sei, pai, já sei
18:33Tá bom, vai, mas vê o que você vai fazer no meio desses matos
18:37Não demora, Berta, não demora
18:41Tá bom
18:45Ué, mas vou trazer isso
18:47Entra, que essa porta tá aberta
18:52Entra, Berta
18:53Tô falando pra você
18:54Se for aqueles capirotos de novo
18:57Aí eu vou botar eles pra comer
19:05Sim, minha gente
19:06Será que a Emília tem razão?
19:08Bom, pelo sim e pelo não
19:10É bom ficar de olho na Berta
19:11Só o Zé Carijó que pode tirar o cavalinho dele da chuva
19:14E a Cuca, o que será que ela foi fazer na casa de João Melado?
19:19Não é que a Candoca e o Coronel conseguiram fazer a bruxa de Aliada?
19:22Tô falando

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