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00:00O sol nascente é tão belo
00:04Depois do incêndio, um advogado do Timbó foi até o sítio
00:08E a Emília fez ele virar um pintinho
00:10Já a Cuca está cabreira com a chuva e acha que aquilo foi feitiço da sua varinha
00:14Enquanto isso, o Gaipora pegou o coronel Teodorico por engano
00:17Sorte que o Saci apareceu
00:19Bom, Aristarco foi levar o pintinho, quer dizer, o advogado, de volta pra Timbó
00:26Aquela... Aquela velhota vai ver com quantos paus se faz uma canoa
00:35Seu imbecil, seu emprestável
00:38Eu não teve culpa, coronel
00:39Suma daqui, suma daqui, você e esse pinto que cagou em mim
00:45Tome esse pinto de uma figa, suma, morre
00:48Agora eu fiquei da espada da figa
00:59Agora eu tô mais calmo
01:01Aquela velhota vai se ver comigo
01:06Timbó quer, Timbó faz
01:15Não, não, não, não
01:18Eu já disse que não, e não é não
01:21Mas vovó, a gente...
01:23Não adianta insistir, Pedrinho
01:26Você também não, Emília
01:29Mas eu não falei nada, Dona Bento
01:31Mas ia falar que eu te conheço
01:34É...
01:34Olha, a gente não pode deixar de ser perdida
01:37O que nós não podemos...
01:39Meu Deus, o que foi?
01:42Eu passei o maior sufoco, o martírio, o verdadeiro suplício
01:45Meu Deus, compadre, nunca tive tão pálido assim
01:48Vamos, entra aqui, eu vou te dar um copo d'água
01:51Espera aí, calma
01:52É bom, é bom, é bom, é bom
01:53Meu Deus, e vocês nada de escapar, hein?
01:57Já temos problemas demais
01:59Mas eu tô cansado de dizer
02:01Pra essas crianças não tem outra alternativa
02:04Elas têm que ir pro colégio interno
02:06Calma, calma, calma
02:07Ô compadre, eu vou te dar um copo d'água
02:10É bom, é bom
02:10Ai, meu Deus do céu
02:12Como vou poder...
02:14Não, não é isso
02:16Eu fui terrivelmente torturado
02:20Só não sabe as provações que eu passei
02:24Eu nem sei como é que eu tô vivo ainda
02:28Mas o que foi que aconteceu, compadre?
02:30Nunca vi você desse jeito
02:32Pois, eu fui pego por aquele maldito daquele caipora.
02:37Caipora?
02:38É, me fez comer o pão que o diabo amassou.
02:43Ué, mas por quê? Por quê?
02:45Eu não sei, ele cismou de que eu tenho um saci preso.
02:49Imagina, logo eu um saci preso.
02:52Um saci preso?
02:54Quer dizer que o compadre esteve na mata?
02:57Infelizmente eu estive lá naquele matagal.
03:00Ah, compadre, já que esteve na mata, não viu por lá, Anastácia?
03:05Anastácia? Lá no mato?
03:07Não, não, por quê?
03:09Porque ela desapareceu, ela sumiu, compadre.
03:12As crianças estão empolvorosas, estão querendo ir pra lá.
03:15Mas eu não vou deixar.
03:16Ah, não? Eu não quero que mais ninguém desapareça por aqui.
03:20Muito menos meus netos.
03:23É claro, claro.
03:25Mas, podia me servir um bolinho desse?
03:27Ah, sim, sim, claro.
03:28E aí, depois uma uvinha.
03:30Sim, sim, depois...
03:30Eu acho que estou tão carente.
03:32Vamos, vamos, vamos.
03:33Pronto, pronto.
03:34Tem aqui, tem aqui.
03:35A geleia com salsice.
03:37Ah, muito.
03:38Vai, vai.
03:39Meu Deus.
03:40A gente tem que buscar a Tia Anastácia.
03:42Eu concordo com a Emília.
03:44Então, vamos logo, gente.
03:46Mas o problema é, onde é que ela está?
03:49Já sei.
03:50Vai ver, ela esqueceu as roupas na beira do riacho.
03:54Apareceu um bicho papão e com uma pobre, meu Deus.
03:58Estou até tremendo, meu Deus.
03:59Que bicho papão que nada.
04:01Já sei o que a gente vai fazer pra encontrar a Tia Anastácia.
04:03Mas, Emília, mas como?
04:05A vovó proibiu da gente ir até a mata, tá?
04:11Deixa comigo.
04:14Sacia, sacia!
04:18Que demora.
04:19Será que ele não chegou até agora?
04:21Ah, vai ver, ele está muito ocupado.
04:23O Saci me falou que alguém prendeu o Saci numa garrafa.
04:28Melhor ainda.
04:29Melhor ainda por quê, Emília?
04:32Já sei.
04:33Saci!
04:35Saci!
04:36Sim, Sim!
04:37Ai, eu não estou entendendo nada, Narizinho.
04:40Por que o Pedrinho está estranho comigo?
04:42Ele não está estranho com você, Cleo.
04:44Tá sim, ele nem fala comigo direito.
04:47Acontece que meu primo está jateado.
04:48Mas por quê?
04:49Eu não falei nada.
04:51É por isso mesmo.
04:52Ai, eu continuo sem entender.
04:55Acontece, Cleo, que o Pedrinho acha que você não confia nele.
04:58Mas eu confio, confio muito.
05:01É, não parece.
05:03Vixe, tá vendo?
05:04Até você está estranha comigo.
05:06Está todo mundo estranho comigo.
05:08Poxa, Cleo, se você confiasse na gente, você contava a verdade.
05:12E que verdade é essa?
05:14Eu quero saber de onde você conhece o Coronel Timbó.
05:20Por isso que aconteceu.
05:22O Coronel Timbó mandou botar fogo no capoeirão.
05:26Que homem terrível.
05:28Ele é terrível, perigosíssimo.
05:29E não está brincando, né?
05:31Mas o que eu posso fazer?
05:33Ele não tem limites.
05:35Ah, não tem?
05:36Não tem.
05:36Eu fosse a senhora, sabe o que fazia?
05:38Vendia o seu sítio.
05:40Vendia o sítio, pegava o dinheiro.
05:41Isso está totalmente fora de questão.
05:45O meu sítio eu não vendo de jeito nenhum.
05:49Nunca!
05:50Então, Cleo, você vai ou não vai falar a verdade?
05:55Vixe, Narizinho, eu tenho um monte de assassino terreiro.
05:58Vem ver, vem ver.
06:00Ande, Narizinho, deve ter acontecido alguma coisa.
06:02Vamos ver, vamos, ande.
06:04Vamos, Ande.
06:06O que você quer, Emília?
06:08A gente está muito ocupado.
06:10Nós já ficamos sabendo que o irmãozinho de vocês foi preso numa garrafa.
06:16Vê se pode.
06:18A gente não vai descansar enquanto nos soltarem o nosso irmãozinho.
06:22Emília, o que está acontecendo?
06:23Eu nunca vi tanto saci junto.
06:25Nem eu.
06:26Para falar a verdade, eu nunca vi tanto saci nem junto e nem separado.
06:30A gente está resolvendo uma coisa muito importante.
06:32Ah, e até agora a gente não sabe quem foi que prendeu o nosso irmão.
06:35Nós temos o sujeito ainda, sacou?
06:37Por isso mesmo que eu chamei você aqui, saci.
06:41Quer dizer, então, que você vai ajudar a gente a encontrar o nosso primo?
06:45Claro que vou.
06:46Quer dizer, a gente vai.
06:49Mas...
06:50Nós vamos?
06:52Ah, mas como que a gente vai, Emília?
06:54Não inventa, não, Emília.
06:56A gente vai de que jeito?
06:57Emília, por acaso você tem alguma pista sobre a prisão do saci?
07:00Não, mas eu vou descobrir.
07:03Mas e a Tia Anastácia, Emília?
07:05Você não está esquecendo dela, né?
07:06Claro que não.
07:08Por isso mesmo.
07:09Agora que eu não estou entendendo na dica de nada.
07:12É fácil.
07:13O quê?
07:14A gente vai ajudar os sacis a descobrir quem foi que prendeu o irmão deles.
07:20Ah, já sei.
07:21E eles ajudam a gente a achar a Tia Anastácia.
07:24É isso?
07:25Isso mesmo.
07:27Mesmíssimo.
07:27Vocês aceitam?
07:48Então, vocês topam ajudar a gente?
07:51Então, vocês não sabem?
07:53Mas a gente não sabe de quê?
07:54A Tia Anastácia está presa lá dentro da caverna da cuca, gente.
07:59A caverna da cuca?
08:00Não falei?
08:01Eu disse.
08:02É o bicho papão.
08:04Bom, então a gente ajuda vocês a tirar a Tia Anastácia de lá.
08:08E vocês ajudam a gente a encontrar o nosso primo.
08:12Tá.
08:14Aperta aí.
08:22Por que você quer a máquina fotográfica, Emília?
08:25Porque eu tenho um plano, Visconde.
08:27É como se isso fosse novidade.
08:29Você pode me dizer que plano é esse?
08:32Claro, Visconde.
08:34Que não.
08:35Vai buscar a máquina fotográfica.
08:37E o flash também.
08:38Ah, o flash também.
08:41Visconde, a sua cara.
08:43É claro que é o flash também.
08:45Assim que Emília chegar com a máquina, a gente vai direto pra caverna da cuca.
08:48Eu não entendi.
08:50Por que que Emília quer a máquina fotográfica?
08:52Ah, eu não sei.
08:53Ela nunca fala dos planos dela.
08:55Ela vira fazendo segredos.
08:56É, ela nunca conta os segredos dela.
08:59Mas depois ela acaba contando.
09:01Diferente de muita gente, né, Tia?
09:04Emília, tá demorando, hein?
09:07E você, Narizinho, também vai na caverna da cuca?
09:10Eu acho melhor eu ficar, Cleo.
09:12Senão o vovó ainda vai ficar mais bravo.
09:14Ah, então eu vou com eles.
09:16Não, você fica aqui, Cleo.
09:18É melhor.
09:21Escute aqui, seu capitinha.
09:24Daqui a pouco você vai entrar em ação, isso?
09:27Eu não vou fazer nada pra ajudar você, seu peste.
09:33Vamos ver se tu vai ou se tu não vai.
09:36Vamos ver.
09:37Você é meu escravo.
09:39E tudo que eu pedir pra você fazer, você vai ter que fazer.
09:44Porque quem manda aqui sou eu.
09:46E Timbó quando quer, Timbó faz.
09:49Ah, seu burro doce, que é uma figa.
10:03Por que a gente não vai de rodamuíno?
10:05É muito mais rápido.
10:07É, a baixinha disse, se é, vamos andar feito tudo bom.
10:10Se a gente for esperto, eu achar logo a nossa irmã.
10:12Ah, não sou baixinha.
10:19Ah, eu queria tanto ir com eles.
10:21Imagina ver a cuca de perto.
10:27Narizinho, Narizinho, você está aqui, minha filha.
10:30Ainda bem que a gente não foi, né?
10:32A papai ia ficar uma fera.
10:34Vamos lá ver o que ela quer?
10:35Vamos.
10:48Eu quero que você me ajude a acabar com aquela mata.
10:55Isso eu não vou fazer.
10:56A mata é minha casa.
10:58Meu filho, eu não vou fazer.
11:02Vai fazer sim que eu mando em você.
11:05E aquela mata vai ser minha e eu vou acabar com ela.
11:10Ah, ah, ah.
11:11É isso que nós vamos ver.
11:13Está desafiando o Timbó.
11:15Vem a cá, seu safado.
11:17Para, não me bate.
11:18Para, não me bate.
11:19Por favor.
11:22Moleque desbocado.
11:28Tome que é bom.
11:31O que é que vocês estão me dizendo?
11:33É, é isso mesmo, dona Binta.
11:35O saci disse que até a Anastácia está presa na caverna da cuca.
11:39Na caverna da cuca?
11:41Anastácia?
11:42É, vovó, mas o Pedrinho e o Emílio já foram até lá.
11:45O quê?
11:47Mas eu não disse que vocês não deviam se meter nisso.
11:51Ah, dona Binta, mas eu tenho certeza que o Pedrinho vai trazer até a Anastácia de volta.
11:55Do jeito que ele é valente.
11:59Fica calma, vovó.
12:00Eu confio muito, muito no Pedrinho.
12:04Aposto que ele vai chegar muito mais rápido do que a gente pensa.
12:07Viu, vovó?
12:08O seu neto tem uma grande fonte.
12:11Ah, coitada, dona Anastácia.
12:14Ela morre de medo da cuca.
12:26Cadeira em aula.
12:30Ah, meu Deus.
12:34Vê se pode uma coisa dessa.
12:36Com essa idade, virar empregada da cuca.
12:51É, bom.
12:54Mas já que eu tô aqui, né?
12:58Vou aproveitar e vou dar uma varrida nessa caverna.
13:02Tá aqui.
13:04E, e, e, e, e, e.
13:06Tudo cheio de poeira.
13:28Gente, peraí.
13:33Isso aqui é uma vassoura de bruxa.
13:41Anastácia.
13:44Vassoura de bruxa, voa.
13:51E se voa?
13:53É agora que eu vou embora dessa caverna.
13:56E voando, hein?
14:22Não, não, não, não.
14:25Não, não, não.
14:31Oi, pequeno.
14:32Sai de cima de mim, eu só vou deixar que você tá me machucando.
14:34Puxa e você, que é magricelo, que tá me espetando com esse osso.
14:39Que bagunça é essa na minha caverna?
14:42Poca, poca.
14:43Nem nada disso que você tá pensando, hein, poca.
14:45Não, não, não.
14:46Não é mesmo.
14:47Olha aqui.
14:49A gente precisa tirar uma foto da poca.
14:52Mas, Emília, isso é hora de tirar retrato?
14:54Emília, eu não tô entendendo mais do seu plano.
14:59Pedrinho, os índios antigamente pensavam que quando a gente tirou a fotografia de uma pessoa,
15:05a gente está prendendo a alma dessa pessoa.
15:10E o que você quer com a alma da cuca?
15:12Se é que a cuca tem alma, hein?
15:14Eu acho que a cuca não tem alma, hein?
15:17Emília, além do mais, isso não é verdade, tá?
15:19Os índios só achavam isso porque eles não conheciam fotografia, tá?
15:24Só que a cuca não sabe disso.
15:26Aí ela vai pensar que nós prendemos a alma dela.
15:30Ai, ai, ai, ai.
15:31Pode ficar com a alma da cuca pra você.
15:34Vocês não estão entendendo.
15:37Se a cuca achar que nós prendemos a alma dela, ela vai soltar a tia Anastácia.
15:41A cuca sem alma vai virar um ojão.
15:44Ela vai perder a cama, vai armar a confusão.
15:50Vira esse treco pra lá, Emília.
15:53Vai que esse negócio aí prende a minha alma, é mesmo?
15:56É, Emília, se eu perguntar maluco, pode dar certo.
15:59Claro que vai dar certo, Pedrinho.
16:01Eu sempre consigo.
16:03Ó, a caverna da cuca é logo ali em frente.
16:08Vambora, então.
16:09Vambora.
16:16Tire todo o pó dessa caverna, estrupícia.
16:19E você, estrupício, lixe bem as minhas unhas.
16:24Me diga uma coisa, gente.
16:26Há quanto tempo ninguém faz uma faxina direita aqui nessa caverna?
16:31Eu fiz uma faxina aqui.
16:36Foi na semana passada.
16:38Cruz credo.
16:39Pois é, então fez muito mal, hein?
16:41Porque isso aqui tá imundo, meu filho.
16:43Está vendo, estrupício?
16:45Você não faz nada direito.
16:47Ainda bem que agora eu tenho uma empregada decente.
16:52Pois é, dona.
16:54Ô, dona cuca.
16:55Olha aqui, eu vou...
16:57Vou arrumar tudo direitinho.
17:00Vou deixar tudo bem limpinho.
17:03E...
17:04Será que depois a senhora deixa eu ir pra casa?
17:07Depois tiver tudo arrumadinho?
17:09Eu prometo a senhora que eu volto aqui toda semana.
17:13Ora, é claro que pode, docinha.
17:17E sabe o óbvio?
17:18Agora?
17:19Não.
17:21No dia de sal nunca.
17:23E a tarde.
17:24E o dia páscoa.
17:27Será que eles vão conseguir, Narizinho?
17:29E se acontecer alguma coisa com o Pedrinho?
17:32Eles vão conseguir sim, Cleo.
17:33Fica tranquila.
17:34O Pedrinho e a Emília são muito espertos e corajosos.
17:37É mesmo.
17:39Ai, o Pedrinho é tão lindo.
17:42Hum, já entendi tudo.
17:44Já entendeu o quê?
17:46Nada não.
17:48Aqui, que tal a gente voltar pra aquele nosso assunto, hein?
17:51Você não ia me dizer de onde você conhece o Coronel Timbó?
17:54É, é...
17:56Ai, ai, eu tô muito nervosa, Narizinho.
17:59Depois a gente se fala, tá bom?
18:01Eu preciso tomar um pouquinho de água.
18:03Tchau.
18:12Pronto.
18:13A Sacizada já foi chamar o Caipora.
18:15O Caipora?
18:16Você acha que ele pode ajudar a gente, Saci?
18:18O que foi, Saci?
18:19O que vocês estão fazendo aqui, hein?
18:22E quem é essa calunguinha?
18:23Eu não sou calunguinha.
18:24Eu sou a Emília.
18:30Isso é pra tu aprender a não desafiar a Timbó.
18:34Vê, se coisinha ruimzinho.
18:38Timbó, tem dois homens aí do governo na varanda?
18:42Ah, já chegaram, é?
18:43Já.
18:44Pois eu vou lá agora mesmo.
18:45Esses dois vão pro sítio do Picapó Amarelo.
18:49Entendeu?
18:51Ai, meu Deus.
19:14O que é que essas criaturas estão fazendo?
19:19Eu é que sei, Carijó.
19:21Vamos lá perguntar pra eles, velho.
19:22Vamos.
19:23Vamos, Barabé.
19:24O que é que eu pergunto?
19:26Vai, pergunta.
19:33Com licença.
19:35Com todo respeito, a minha pessoa pode lhe ajudar?
19:39Não.
19:42Esses homens estão aqui amando do Coronet Timbó.
19:46Vieram me vir às terras do sítio pra saber quantas elas valem.
19:49Oxe.
19:50E quanto é que elas valem?
19:53Por causa de quê?
19:55O meu patrão é comprar essas terras todinha.
19:58Minha Nossa Senhora, Barabé.
20:01Minha benta vai vender o sítio do Picapó Amarelo?
20:05É.