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Donald Trump endureceu o tom e deu um ultimato de 48 horas para o Irã liberar o Estreito de Ormuz, ameaçando com ataques a usinas e infraestrutura civil. A professora de relações internacionais Flávia Loss analisa a estratégia agressiva do presidente dos EUA em meio à queda de sua popularidade e os riscos de uma guerra generalizada no Oriente Médio.

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Transcrição
00:00A falar da crise entre os Estados Unidos e o Irã, que pode ter um novo capítulo nesta segunda-feira,
00:05com o fim do prazo dado por Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz.
00:09Nos estúdios aqui o Fabrizio Naitz, que agora é para falar exatamente sobre essa situação
00:13que continua assolando aí o Oriente Médio e levando a atenção do mundo todo
00:19para o que pode acontecer nos próximos dias, nas próximas horas inclusive,
00:23Fabrizio Naitz, que aqui nos estúdios.
00:25Pois é, Kobayashi, uma situação bastante tensa como tem sido ao longo desse último mês.
00:30O presidente Donald Trump fez uma publicação hoje, na verdade, dando uma extensão para a extensão.
00:35Esse prazo que você havia mencionado de segunda-feira, ele já havia sido estendido originalmente em 26 de março,
00:42quando Donald Trump deu o primeiro ultimato, digamos assim, para um acordo com o Irã.
00:47O prazo era de cinco dias, depois passou para dez, por isso que iria até segunda-feira, dia 6 de
00:53abril.
00:54Agora, Donald Trump fez uma outra publicação, dizendo que o prazo é na terça-feira, às 8 da noite,
01:02no horário da Costa Leste dos Estados Unidos, o horário, às 9, seria o equivalente a 9 da noite, no
01:07horário de Brasília.
01:09Caso contrário, segundo Donald Trump, o inferno vai desatar sobre o Irã.
01:14A prioridade dos Estados Unidos, neste momento, segundo Donald Trump, é o ataque às usinas de energia do país e
01:23também a pontes,
01:24infraestruturas civis, que segundo a lei internacional, não podem ser alvos de ataque durante guerras.
01:30Mas a lei internacional tem contado muito pouco em meio a mais esse conflito no cenário mundial.
01:39O governo do Irã já avisou o seguinte, que esses ataques dos Estados Unidos devem provocar uma situação muito ruim
01:48para todo o Oriente Médio.
01:51Isso joga uma certa pressão nos países do Golfo, que são majoritariamente aliados dos Estados Unidos neste conflito,
01:58e de Israel também, consequentemente, mas principalmente dos Estados Unidos,
02:02que se viram muito prejudicados nesse último mês por conta do fechamento do Estreito de Hormuz.
02:08Essa é uma região que depende majoritariamente da exportação de petróleo.
02:12Tem outras commodities, tem outras atividades relevantes, mas a exportação de petróleo é a principal.
02:18E a infraestrutura civil de países como o Bahrein, como o Kuwait, como o Qatar, Emirados Árabes Unidos,
02:26até mesmo a Arábia Saudita, já foi atingida por drones iranianos, por mísseis iranianos, nesse último mês.
02:33E isso provoca um certo desconforto na relação entre os Estados Unidos e o Golfo,
02:39países do Golfo que foram atraídos para uma guerra que eles não convocaram.
02:44Mas, ainda assim, os Emirados Árabes Unidos confirmaram, neste domingo,
02:49que vão participar de qualquer tipo de ação internacional promovida pelos Estados Unidos
02:56pela reabertura do Estreito de Hormuz, mostrando uma postura um pouco desafiadora,
03:01inclusive, diante dessa situação que tem se arrastado, com o fechamento, de fato, do Estreito.
03:08Donald Trump, inclusive, na publicação de hoje, Kobayashi até, utilizou de um palavrão mesmo,
03:13com todas as letras em inglês, para pedir, para ordenar a reabertura do Estreito de Hormuz.
03:21Mas parece que essas palavras não têm ecoado dentro do governo iraniano.
03:25A gente vai precisar esperar para ver o que vai acontecer de fato.
03:29Se os Estados Unidos vão realmente responder à altura, caso não haja um acordo até terça-feira.
03:37E qual que será a prioridade norte-americana, militarmente falando?
03:41Nas últimas 48 horas, a prioridade foi o resgate do piloto do caça F-15,
03:48abatido lá no sudoeste do Irã.
03:51E ele foi recuperado com vida, apesar de estar gravemente ferido,
03:54encaminhado para um hospital no Kuwait.
03:56O presidente Donald Trump já fez uma série de ameaças.
03:59Algumas se confirmaram, outras não.
04:02E as mensagens são todas muito confusas.
04:05Por exemplo, hoje ele falou com a rede Fox News, lá nos Estados Unidos,
04:10e disse que há uma boa chance de um acordo sair até amanhã.
04:14E que, caso contrário, ele pode, inclusive, tomar o petróleo do Irã,
04:18sem ter dado mais detalhes de como isso aconteceria.
04:21Talvez uma ocupação da ilha de Hormuz.
04:24Não se sabe exatamente.
04:25É tudo um grande mistério.
04:27As mensagens são muito confusas, vindas dos dois lados,
04:30e não há como a gente cravar nem que a guerra vai chegar ao fim
04:34quando acabar esse prazo, nem que a guerra vai continuar.
04:37Muito obrigado, Fabrício Naites, que segue acompanhando,
04:40claro, cada detalhe deste conflito.
04:43Volta na nossa programação a qualquer momento com mais novidades.
04:47Envolvendo a crise no Oriente Médio,
04:48as promessas feitas por Donald Trump
04:50a respeito do que pode acontecer com o Irã,
04:53caso não reabra o Estreito de Hormuz.
04:55E para a gente entender melhor os desdobramentos deste conflito,
04:59nós vamos conversar agora com a professora de Relações Internacionais,
05:02Flávia Loss, sempre conosco aqui na programação,
05:05nos ajudando a entender os cenários internacionais.
05:07Professora, bem-vinda e boa tarde.
05:10Boa tarde.
05:11Como vai?
05:12Obrigada pelo convite.
05:13É um prazer te receber, professor.
05:15Eu quero já a sua análise inicial a respeito do prazo que está se escoando
05:20e das promessas que fez Donald Trump para o Irã.
05:24Prometeu o inferno?
05:25Prometeu atacar as matrizes ali de energia, pontes, infraestrutura iraniana?
05:33Isso pode acontecer ou isso está dentro do campo dos blefes do presidente americano?
05:39Pois é, mais uma vez vemos declarações muito midiáticas,
05:44muito voltadas inclusive para o público interno de Donald Trump,
05:48para os seus eleitores, para a sua base,
05:50mas muito pouca estratégia
05:52ou quais são os objetivos dessas medidas que ele adotou dentro da sua política externa.
05:58Como vocês bem mostraram na reportagem,
06:00tudo parece muito confuso e de fato é,
06:03mesmo para nós que somos analistas,
06:05porque não tem ali uma linha lógica do que está acontecendo,
06:10nem da entrada dos Estados Unidos nessa guerra
06:13e nem das suas consequências
06:15ou como sair dela uma vez que o conflito teve início agora.
06:19Então a gente não tem muitas respostas
06:21porque o comportamento da política externa norte-americana
06:24desde a ascensão de Donald Trump à presidência
06:27tem sido muito errática
06:29e sem uma base ou uma estratégia clara para o que está acontecendo.
06:34O que nós podemos perceber é,
06:36é muito difícil em relação ao Irã,
06:39não é o mesmo caso da Venezuela,
06:41acho que ele próprio e a sua base já perceberam isso
06:44e hoje o Irã está numa guerra pela sua sobrevivência
06:48ou pelo menos pela sobrevivência do seu regime ali autoritário.
06:52Então são motivações muito diferentes para a guerra,
06:55por isso que está sendo tão difícil lidar com o Irã nesse momento.
06:59Professor, eu vou chamar para a nossa conversa
07:02os nossos analistas,
07:02o nosso editor de internacional, o Fabrício Nights,
07:05que vai te fazer a próxima pergunta.
07:07Boa tarde, professor.
07:07Um prazer falar com você aqui na Jovem Pan.
07:10Essa movimentação do Donald Trump, a gente tem falado,
07:13ela tem sido muito errática, muito confusa,
07:15mas de fato há uma pressão muito grande sobre o Irã nesse momento.
07:19O presidente Donald Trump falou que o Irã,
07:21nessas conversas que tem tido com a Casa Branca,
07:25disse que já abriu mão da produção de armas nucleares.
07:29Mas se a gente for parar para pensar,
07:31essa guerra não pode, na verdade, acelerar a vontade iraniana
07:35de desenvolver um armamento nuclear,
07:37mas como um instrumento de dissuação
07:41para possíveis guerras no futuro?
07:44Com certeza.
07:45Eu compartilho da sua análise,
07:48porque o que acontece?
07:49A gente escuta essas entrevistas,
07:53essas declarações coletivas de imprensa de Trump,
07:55mas a gente não sabe o que está sendo, de fato,
07:58discutido a nível diplomático com o governo iraniano.
08:02E quando a gente abre a mídia iraniana,
08:05a gente vê que o discurso é outro.
08:07Eles dizem que é o contrário,
08:08que eles não querem negociar,
08:10que eles não querem um acordo.
08:12Então as informações são muito truncadas
08:15e muito confusas, de fato.
08:17Agora, tratando-se de um regime autoritário,
08:20e que agora luta pela sua sobrevivência ali no poder,
08:24é muito provável que eles se tornem ainda mais agressivos.
08:28Então essa equação aqui não fecha.
08:30Os Estados Unidos pressionam o Irã.
08:32A gente não tem informações realistas
08:35sobre o que ocorre com o programa iraniano nuclear.
08:38A gente sabe que ele teve início,
08:40mas a gente não sabe se eles já tiveram capacidade
08:42de desenvolver uma arma.
08:44Donald Trump está afirmando isso.
08:46Mas até agora não temos informações concretas.
08:50Lembre-se que são 20 anos
08:51que todos os países do sistema internacional
08:54dialogam, conversam com o Irã
08:56a respeito desse programa.
08:57Não é um problema que surgiu da noite para o dia
09:00no cenário internacional.
09:02Então o que a gente vê é o Irã se tornando mais agressivo
09:05até para a autoproteção.
09:07E isso pode levar, sim, a medidas extremas.
09:10A gente já viu o Irã atacando outros países do Oriente Médio
09:14e justamente o medo é uma guerra generalizada ali naquela região.
09:19Então a situação é muito sensível
09:21e as informações que a gente recebe
09:23são muito divergentes, inclusive as que vêm dos Estados Unidos.
09:28Professora, a pergunta agora é do Rodolfo Maris.
09:33Boa tarde, professora.
09:34É um prazer recebê-la.
09:36Dentro disso tudo que está sendo falado aqui,
09:38nós estamos vendo o Donald Trump totalmente diferente
09:40de 2017, 2018, 2019 e 2020.
09:43Ele não tendo mais a chancela de se candidatar a presidente
09:47ou buscar uma reeleição,
09:49a gente está vendo o Donald Trump,
09:50é assertivo dizer que a gente está vendo o Donald Trump
09:52sem medidas cautelares,
09:54acelerando em um momento tão inoportuno,
09:57já que ele busca o Nobel da Paz.
10:01Dito isso, como a fala dele ontem repercutiu o mundo todo,
10:04que vai fazer do inferno o Irã,
10:06ele que busca o prêmio Nobel da Paz.
10:08A minha pergunta é justamente sobre isso.
10:10Donald Trump, vem acelerando em um momento que não poderia?
10:14Na verdade, essa leitura interna dele é muito peculiar.
10:19Tanto o Trump, mas as pessoas mais próximas a ele,
10:22as pessoas que fazem parte da, vamos dizer, corte,
10:26mas daquelas reuniões mais íntimas,
10:29mais próximas do poder hoje nos Estados Unidos,
10:32têm uma visão muito diferente dessa lógica
10:34que a gente estava acostumado quando analisávamos o sistema internacional.
10:39Então, para eles, hoje, é mais interessante
10:41uma política externa mais agressiva,
10:44justamente como você colocou,
10:46porque Donald Trump não pode se reeleger,
10:48mas ele quer, sim, se manter na política,
10:51seja através de um sucessor
10:52e, principalmente, mantendo o Partido Republicano
10:56como central nas eleições,
10:58nas próximas eleições que ocorrerão.
11:00E esse é um momento bom para o Partido Republicano,
11:03a despeito de tudo que está acontecendo.
11:05Os democratas estão muito enfraquecidos.
11:07Então, o que nós notamos também
11:09é que Donald Trump aprendeu muito com a sua primeira presidência.
11:13Hoje, ele conhece melhor os mecanismos internos
11:17do presidencialismo dos Estados Unidos
11:20e ele se tornou mais ousado.
11:21O que ele não esperava, provavelmente,
11:24o que a gente tem visto acontecer,
11:25era um Irã tão fechado e tão resistente
11:31a mudar ou a fazer qualquer tipo de negociação.
11:34Então, ele achava que seria, sim,
11:36uma vitória muito mais rápida,
11:38que rapidamente ele transformaria isso
11:40numa nova bandeira de campanha.
11:42Até para ganhar o Prêmio Nova da Paz,
11:44a gente sabe que ele tem uma relação muito estranha
11:47com essa questão do prêmio desde a Venezuela.
11:49Mas o Irã se mostra muito mais resistente,
11:52isso pelas suas características.
11:54A gente está falando de um governo autoritário
11:56que está ali mantendo a defesa, a segurança do país.
12:00Para eles, perder a guerra significa também
12:04a sobrevivência do seu regime.
12:07Eles não querem a mudança de regime
12:08que Donald Trump falou logo no começo do conflito.
12:11Que, aliás, na minha análise,
12:13esse nunca foi o objetivo dos Estados Unidos.
12:15É muito mais uma guerra como um show
12:19para a política externa americana
12:21e para fortalecer a imagem de Donald Trump
12:24como um presidente que vai e faz,
12:27que é duro com os pretensos inimigos dos Estados Unidos.
12:31Busque o Prêmio Nobel da Paz como?
12:33Prometendo o inferno para o Irã.
12:35Veja só, né?
12:36Esse é o Donald Trump.
12:37E na mesma frase ainda da Glória a Deus,
12:39foi o post dele nas redes sociais,
12:41o presidente americano Donald Trump.
12:43Professora, mais uma pergunta do Fabrício Neitzk.
12:44Professor, a gente tem visto o Donald Trump
12:46com índices recordes de reprovação
12:50lá nos Estados Unidos.
12:52Uma baixíssima aprovação popular,
12:53ali na margem dos 37%.
12:56Isso segundo pesquisas divulgadas pela Reuters
12:59na última semana.
13:00Dá para a gente dizer que Donald Trump
13:02perdeu o controle da comunicação dentro do país?
13:06Ele sempre foi muito hábil para se comunicar,
13:08tanto para o bem quanto para o mal.
13:09Quem gosta, quem não gosta,
13:10não consegue evitar concordar com isso.
13:14Mas parece que ele já não tem mais
13:17aquele mesmo impacto de antes, não?
13:19Pelo menos nesse momento agora,
13:22com a alta dos preços dos combustíveis,
13:24de fato, ele tem tido uma acelerada queda
13:27na sua popularidade.
13:28E isso tenha preocupado ali a sua base
13:31e as pessoas mais próximas.
13:33Mas como eu dizia,
13:34ainda para o Partido Republicano
13:36é um bom momento com o enfraquecimento dos democratas.
13:39O grande teste virá em novembro,
13:41com as eleições de meio de mandato.
13:43Aí talvez a gente tenha uma novidade
13:45para os republicanos e para Trump.
13:47Mas como ele é um presidente muito mediático,
13:50que sabe usar a comunicação,
13:52a gente tem que aguardar os próximos meses
13:55para saber se ele não vai conseguir reverter
13:57essa medida.
13:58Eu acho que,
13:59pelo que eu tenho acompanhado agora
14:01da política interna dos Estados Unidos,
14:03dependendo do resultado dessa guerra,
14:06talvez ele consiga reverter.
14:08O problema é o aumento dos preços.
14:11Por isso ele tem essa vontade de terminar
14:13ou de chegar a um acordo rapidamente com o Irã.
14:16Quanto mais tempo demorar para que isso aconteça,
14:19os preços vão continuar escalando.
14:21Isso não só para os Estados Unidos,
14:22essa repercussão é mundial.
14:25Mas isso acaba impactando cada vez mais negativamente
14:28na sua popularidade.
14:30Então, a ver aí os próximos passos dessa guerra
14:33e como ele vai conseguir manejar a sua popularidade.
14:37Lembrando que ele tem uma base fixa de eleitores
14:40que ainda é muito fiel
14:42e não tem mostrado oscilação.
14:44Agora, para quem não é tão leal,
14:47isso sim tem mudado bastante.
14:48Então, a gente tem visto pessoas
14:51que antigamente o apoiavam,
14:53mas começando a se afastar mais das ideias deles.
14:57A boa notícia para Trump é que os democratas
15:00também não estão conseguindo reverter esses números para si.
15:03Então, o Partido Democrata não tem conseguido
15:05um grande apoio da população e nem nada disso.
15:09Então, aí os próximos eventos, principalmente amanhã,
15:12a gente vai ter uma clareza do que acontecerá,
15:15pelo menos em relação a essa guerra.
15:18Acompanharemos.
15:19Quero agradecer demais a participação da professora Flávia Loss
15:22conosco aqui na Jovem Pan.
15:24Sempre um prazer te receber, professora.
15:27Prazer é meu.
15:28Muito obrigada e boa noite.
15:29Para você também, um ótimo restante de domingo de Páscoa.
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