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O professor de relações internacionais Marcus Vinicius de Freitas avalia se o presidente americano Donald Trump deve intensificar os bombardeios contra alvos estratégicos no Irã. A estratégia militar ocorre em um momento decisivo para o possível desfecho do conflito.

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Transcrição
00:00E para analisar o atual panorama e os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã,
00:04o Jornal da Manhã conversa agora com o professor de Relações Internacionais, Marcos Vinícius de Freitas.
00:10Professor, muito bom dia. Seja bem-vindo.
00:13Bom dia. É um prazer conversar com vocês sempre.
00:15Professor, bom, o cenário segue marcado por incertezas econômicas e instabilidade geopolítica.
00:21Na sua avaliação, Donald Trump deve subir o tom contra o Irã nos próximos dias?
00:27Eu acho que em todos os lugares em que Donald Trump olha para essa guerra, ele vai notar que ele
00:31perdeu.
00:32Ele perdeu na questão do aumento do petróleo, que está subindo.
00:37Perdeu na questão de dizer que haveria ali uma população apoiando o governo, a troca do governo, que não aconteceu.
00:48O Khamenei morreu, foi sucedido pelo filho.
00:51E as tropas norte-americanas jamais fariam aí uma incursão por território iraniano,
00:59porque tem ali o receio de um índice de fatalidade maior.
01:05Então, em todos os lugares que Trump olhar para essa guerra que ele começou ali,
01:10a reboque do primeiro-ministro da Italiarro, ele vai se dar conta de que perdeu a narrativa
01:19e inclusive tem a preocupação das eleições de meio de mandato em razão do impacto econômico desse aumento do petróleo.
01:28Então, resta ao governo norte-americano encontrar aí, particularmente a Trump, que gosta da questão midiática,
01:37encontrar aí uma resposta em que ele possa dizer que venceu a guerra, que ganhou a guerra, que atingiu os
01:44seus objetivos.
01:45A semelhança daquilo quando ele falou que tinha acabado com o programa nuclear iraniano e não aconteceu.
01:51Então, é uma fatalidade, é um problema que ele enfrenta nessa situação toda,
01:56de uma guerra que não tinha razão de ser, uma guerra por escolha por parte do governo americano
02:02e que se deu conta aí de que não tem a capacidade efetiva de alcançar o objetivo que planejava.
02:09Aliás, objetivo esse que nunca foi esclarecido, justamente para se ter uma alternativa de narrativa na saída.
02:16Agora, professor, ainda que o Trump não tenha uma estratégia para sair desse conflito, como parece ser o caso,
02:25e tem até algumas declarações, um tanto quanto contraditórias, do Reg 7, uma hora também é do Trump,
02:31que diz que a guerra vai acabar e em outro momento não, vamos até o fim, então você não sabe
02:35se está acabando ou não.
02:36Mas, de qualquer modo, o Irã, que já se mostrou resiliente num conflito, por exemplo, contra o Iraque,
02:41mas nesse momento a condição é outra, é Estados Unidos, é Israel, que são infinitamente melhores em termos bélicos
02:49do que o Iraque era nos anos 80 também.
02:53O Irã tem condição de resistir por muito tempo?
02:56E aí o contraponto ao que o senhor disse, que o Trump já perdeu esse conflito.
03:01Mas o Irã também não está muito afetado?
03:03Teria condição de resistir muito mais caso os Estados Unidos continuem imprimindo sua força por lá?
03:10Veja, Nonato, os iranianos estão partindo de um pressuposto aqui muito importante.
03:14Eles podem não vencer a guerra, mas eles vão criar muitos problemas e vão criar muitas baixas no lado americano.
03:26Então é aquele sentido de que os iranianos se deram conta de que não vão vencer a guerra,
03:31não tem como vencer a guerra em relação ao poderio militar dos Estados Unidos,
03:36mas já que não vai vencer a guerra, nós vamos nos afundar juntos.
03:41A semelhança daquilo que foi feito no Vietnã, quando os Estados Unidos praticamente se afundaram ali numa guerra
03:49e que se não houvesse a coragem para sair dela, a situação teria piorado ainda mais para o governo norte
03:56-americano.
03:57Então é uma realidade, Trump iniciou esta guerra, teve aí movimentos estratégicos importantes,
04:03ninguém é de não reconhecer a superioridade militar dos Estados Unidos,
04:09mas na questão tática ele até acertou muita coisa, mas na questão estratégica deixou justamente aberto
04:15para que pudesse aí clamar vitória em qualquer sentido.
04:19Veja, no caso da Venezuela foi a captura de Maduro e o negócio basicamente não alterou ali efetivamente
04:26na troca do governo, coisa parecida.
04:29Então o que nós observamos é essa característica de Trump, de deixar as coisas em aberto
04:33para poder emitir uma narrativa conforme lhe seja apropriada no momento.
04:38Professor, então a fala de Pete Hegset, secretário de guerra,
04:42em falar que os Estados Unidos estão em vantagem neste momento é uma fala verdadeira para o senhor.
04:47Eu acredito que ele pode dizer que vai sair da guerra, que os Estados Unidos vão sair da guerra,
04:53justamente porque eles não têm outra opção nesse processo todo.
04:58Porque, pense o seguinte, né Paula, se continuar a guerra, os iranianos não vão deixar ali,
05:05não vão abandonar o Estreito de Urbúzio.
05:07Embora os norte-americanos tenham atacado uma ilha que tem ali uma importante presença,
05:12uma importante colaboração na questão petrolífera do Irã, o Irã está indo para o Vale Tudo, não é?
05:19E a pior coisa que pode acontecer numa guerra desse tipo é justamente você estar enfrentando um país
05:26que está decidido a ir para o Vale Tudo.
05:29E o caso mais icônico disso ficou justamente com a própria nomeação do filho do Ayatollah,
05:36Ayatollah, que foi assassinado como o líder do Irã e com uma declaração já dura desde o início
05:44com relação àquilo que ele pretendia fazer no sentido da resistência.
05:48Então, a fala de Hexer pode fazer sentido no sentido de que qualquer coisa que eles falarem agora
05:55vai ser clamado como vitória, que dilapidaram ali toda a questão militar do Irã,
06:02mas efetivamente o que nós vimos é que o Irã, um país muito menor do que os Estados Unidos
06:09e o seu potencial militar, conseguiu colocar em xeque o poder norte-americano mais uma vez.
06:15Sobre os desobramentos do conflito entre Irã e Estados Unidos,
06:19a gente conversou com o professor de Relações Internacionais, Marcos Vinícius de Freitas,
06:23professor sempre com a gente aqui na Jovem Pan, dando os detalhes, dando informações muito necessárias.
06:28A gente gosta muito da sua participação sempre aqui. Muito obrigada.
06:32Obrigada. Porque agradeço l'opportunidade sempre.
06:34Até.
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