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Em entrevista ao Fast News, Karen Rosenal Nigri, brasileira que reside em Modi’in, Israel, relatou o clima de tensão e as percepções locais após o início das "grandes operações de combate” ordenadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

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Transcrição
00:00Mas a nossa equipe de produção conectada também com pessoas que estão em Israel neste momento
00:05para trazer um pouco das informações de momento.
00:08Temos a Karen Rosenthal Nigri, ela é moradora da cidade de Modim,
00:13que fica, acho que dá para dizer, entre Jerusalém e Tel Aviv, estaria ali no centro do país.
00:20Karen, seja muito bem-vinda, obrigado pela gentileza em atender a nossa equipe de produção.
00:25Então, queria que você nos contasse qual é a situação de momento, quais foram as orientações passadas pelas autoridades em
00:32Israel.
00:33Sabemos que há uma diferença muito grande entre o aparato bélico militar, por exemplo, utilizado por Hamas,
00:40do que aquele que possui o Irã.
00:42Então, naturalmente, a chegada de um míssil balístico demoraria menos tempo.
00:47Então, a partir disso, quais são as orientações das autoridades em Israel? Bem-vinda.
00:53Obrigada, muito obrigada pelo convite, muito obrigada pelo espaço,
00:56para a gente poder passar um pouco do que está acontecendo aqui em Israel,
00:59do ponto de vista de quem mora aqui.
01:02A verdade é que o país inteiro foi acordado às oito horas da manhã,
01:06com um alerta nos telefones, avisando que Israel estava abrindo um ataque preventivo contra o Irã,
01:14que as pessoas, então, não saíssem de perto dos bunkers de casa ou, enfim,
01:20de áreas protegidas, que estivessem perto de áreas protegidas.
01:24A partir daí, só cerca de duas horas depois, umas dez horas da manhã,
01:28é que começaram a tocar as primeiras sirenes, realmente, para as pessoas entrarem dentro do bunker.
01:33E assim foi ao longo do dia todo.
01:36Mas uma coisa que você fez essa comparação entre os mísseis do Hamas e os mísseis do Irã,
01:41na verdade, os mísseis do Hamas, por estarem muito mais próximos ao Hamas em Gaza,
01:46a gente tem aqui, por exemplo, em Modinha, 90 segundos para entrar dentro do bunker.
01:50Porque como eles estão mais pertos, mesmo que sejam armamentos mais precários, menos avançados,
01:56eles chegam muito mais rápido por causa da distância.
01:59No caso do Irã, é um pouco diferente, porque mesmo sendo mísseis balísticos, a distância é muito grande.
02:04Então, o que acontece desde a guerra anterior, que teve em junho de 2025,
02:08é que Israel consegue identificar os mísseis sendo lançados lá do Irã,
02:14consegue avisar a população, olha, identificamos lançamentos,
02:18daqui a alguns minutos esperem as sirenes,
02:21porque isso já dá mais um tempo de preparação para as pessoas.
02:23E aí, quando realmente eles identificam onde estão os pontos de interceptação,
02:28ou onde podem cair destroços, ou onde o mísseis pode, de fato, cair,
02:32aí sim eles mandam um alerta específico para as cidades,
02:36ou para as partes das cidades,
02:38que estão em risco para as pessoas entrarem imediatamente no abrigo.
02:42É assim que funciona.
02:43Então, a gente passou hoje o dia inteiro numa entre-sai de bunker,
02:48foram várias vezes.
02:49Mas, por outro lado, uma coisa bastante interessante,
02:52foi que, diferente da guerra no ano passado,
02:55onde o Irã lançava baterias de mísseis muito grandes,
02:58com dezenas, às vezes centenas de mísseis de uma vez só,
03:02dessa vez, a gente vê que a capacidade militar do Irã está extremamente abalada,
03:07porque, apesar de eles terem mandado várias baterias,
03:10eram baterias com poucos mísseis.
03:12Dá a impressão que o objetivo era mais colocar o país inteiro nos bunkers,
03:18dar essa sensação de risco e de perigo,
03:20do que, de fato, atingir algum alvo específico.
03:24Todos os mísseis, o que as IDF reportaram,
03:27que todos os mísseis foram interceptados,
03:30todos os lançamentos iranianos,
03:32tiveram alguns pontos de queda de destroços,
03:36isso é normal, com a explosão da interceptação,
03:40e parece que uma pessoa ferida só levemente.
03:43Então, realmente, apesar de a gente ter ficado nesse entre-sai o dia inteiro,
03:47que é estressante para a gente, para as crianças, enfim,
03:52apesar disso, a gente vê essa diferença de que, assim,
03:57notavelmente, as capacidades militares iranianas
04:00estão muito menores do que estavam na última guerra.
04:03E isso graças aos ataques bem-sucedidos que Israel fez lá atrás.
04:09E também agora nesse ataque de abertura.
04:13Sem dúvida. Pois é, aspectos interessantes.
04:16Agora, Karen, como é que está a população com esse estado de guerra permanente?
04:21É preciso considerar que o israelense tenta tocar a sua vida.
04:26Naturalmente, respeita, claro, as orientações das autoridades.
04:29Mas vocês estavam às vésperas de comemoração
04:32de um feriado muito importante para Israel, que é o Púrim.
04:35Queria que você contasse como é que é a organização,
04:38como é que a sociedade tem que administrar o dia a dia,
04:42mas, ao mesmo tempo, tendo de se proteger desses ataques.
04:46Claro.
04:47Eu acho que já nos últimos...
04:50A gente passou por dois anos de guerra em Gaza,
04:52e não só em Gaza, em múltiplas frontes.
04:55Os comediantes aqui até brincam que é uma guerra dentro da guerra,
04:58que você não sabe mais que...
04:58É, começou a guerra, mas já estava em guerra.
05:00Como assim? Uma guerra dentro da guerra?
05:02Então, assim, a gente há dois anos está nesse estado constante de guerra.
05:07E eu acho que a população israelense demonstrou uma resiliência absurda,
05:12realmente fora do comum.
05:14Você vê que os próprios dados econômicos mostram que Israel cresceu nesse tempo,
05:18a economia de Israel está forte, investimentos estrangeiros batendo recordes,
05:23graças a essa resiliência do povo israelense.
05:26E teve uma curva de aprendizado também, né?
05:28Desde o 7 de outubro até agora, as pessoas foram se adaptando,
05:33foram, enfim, adaptando tanto o trabalho à distância, o estudo à distância,
05:37à própria resiliência de saúde mental, né?
05:41Enfim, e as estratégias de você saber lidar com isso.
05:45E já, a verdade é que sim, já há várias semanas,
05:49todos os sinais indicavam que ia ter uma guerra.
05:52A gente podia pensar que ia ser mais para frente, mais para trás,
05:56já foi divulgado isso, que o ataque era para ter sido dia 14 de janeiro,
06:02o Trump tinha marcado, mas o Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro,
06:07pediu para adiar, porque ele achava que não ia ser suficiente,
06:10o ataque que estava sendo planejado pelos Estados Unidos não ia ser suficiente.
06:13Isso já foi divulgado por aqui, então é um fato.
06:16E aí sim pediram mais, e aí o que aconteceu foi que Netanyahu pediu mais tempo
06:20para pensar melhor, planejar melhor como seria esse ataque,
06:24para atingir o objetivo que é derrubar o regime teocrático, genocida do Irã.
06:30Então, já se falava aqui há várias semanas, enfim, dos acontecimentos,
06:36do que estava se desenrolando, e as pessoas já estavam se preparando,
06:41gente cancelando viagem, cancelando eventos, ou então deixando em stand-by,
06:47enfim, não sabia o que ia acontecer.
06:49E o feriado de Purim, chegando o que você lembrou,
06:52que isso é uma coisa que eu acho que é muito interessante a gente trazer também
06:56do que se trata o feriado de Purim, porque é uma coincidência ou providência,
07:02a gente pode pensar, cada um escolha como enxergar,
07:05mas o fato é que esse sábado, o sábado, o shabat, antes da festa de Purim,
07:12tradicionalmente, todos os anos, os judeus do mundo inteiro, não só Israel,
07:16leem um trecho da Torá, da Bíblia, do Antigo Testamento,
07:22que se chama Parashat Zahol.
07:24É um trecho que fala, lembre-se.
07:27E do que que fala esse trecho?
07:28Ele fala justamente que o povo judeu deve lembrar eternamente
07:33do que fez com a gente o povo de Amalek no deserto.
07:37E o povo de Amalek, dentro da tradição judaica,
07:40hoje em dia a gente não sabe exatamente quem foram os descendentes de Amalek,
07:44enfim, já teoricamente foi um povo extinto ou espalhado, não se sabe,
07:48mas era um povo que era, dentre vários inimigos que o povo judeu tinha,
07:53nas épocas descritas pela narrativa bíblica,
07:57o povo de Amalek foi o único que recebeu esse status especial
08:02de um inimigo que deve ser eliminado completamente.
08:05Então, todo ano, o povo judeu lê na leitura da Torá,
08:10nesse Shabat, antes de Purim, esse trecho que fala sobre a destruição de Amalek.
08:14E a festa de Purim justamente fala sobre uma época,
08:19na época do rei Xerxes, na Pérsia,
08:22que um dos ministros tentou destruir o povo judeu,
08:26e a gente conseguiu reverter essa situação e o povo judeu foi salvo,
08:29e a Pérsia nada mais é do que o Irã.
08:31Então, eu acho que para o povo israelense é uma simbologia muito grande
08:36esse ataque preventivo israelense contra um regime teocrático no Irã,
08:43que grita morte à América, morte a Israel todos os dias.
08:48A gente poder, justamente na festa de Purim,
08:50estar como se fosse renovando a história, voltando à história.
08:55E, por outro lado, Purim é uma festa muito alegre,
08:58justamente porque é uma festa que comemora uma salvação coletiva do povo.
09:02Então, é uma festa onde as crianças se fantasiam,
09:05parte da tradição, onde se troca presentes,
09:07amigos trocam presentes,
09:08onde se faz caridade para as pessoas pobres,
09:11onde se faz uma refeição festiva,
09:12e as crianças vão, tem um dia que as crianças vão todas fantasiadas para a escola,
09:16que era para ser amanhã.
09:17Então, tem a frustração, claro,
09:19de não ter Purim, que é uma das festas mais alegres,
09:22se não há mais alegre do calendário judaico.
09:26Então, tem essa frustração que, obviamente, está tudo cancelado.
09:28Amanhã não tem dia de fantasias.
09:30Meus filhos estão aqui frustrados que não vai ter dia de fantasias.
09:33Se Deus quiser que acabe essa guerra, elimine a ameaça
09:36e a gente possa fazer um dia de fantasias com tudo mais calmo.
09:42É isso.
09:42Conversamos com a Karen Rosenthal Nigri.
09:45Ela mora na cidade de Modin, que fica no centro do país,
09:48daria para dizer que entre Tel Aviv e Jerusalém.
09:52Karen, muito obrigado pela sua gentileza em atender a nossa produção.
09:56Boa sorte para você, para a sua família.
09:58Fiquem em segurança.
09:59E, se for possível, voltaremos a conversar muito em breve.
10:02Até a próxima.
10:03Muito obrigada.
10:04Obrigada pelo convite.
10:05Estou sempre disponível para falar.
10:07Quem quiser acompanhar o que está acontecendo aqui em Israel
10:10nas minhas redes,
10:11arroba fala.israel no Instagram.
10:13Eu atualizo por lá também.
10:15Enfim, obrigada pelo espaço.
10:17Obrigada por estarem levando para o público do Brasil
10:21o que acontece aqui através dos olhos de quem vive.
10:24Muito importante.
10:24Sem dúvida.
10:25Muito obrigado mais uma vez.
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