00:00...porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai hesitar em ordenar um ataque militar
00:08para erradicar qualquer tentativa do Irã de reconstruir o seu arsenal nuclear.
00:15Fabrício Knight, que está aqui novamente conosco, Fabrício, essa questão aí que envolve Irã e Estados Unidos,
00:22e nós tivemos a reação do Irã, podemos inclusive imaginar mais, infelizmente, um confronto aí bélico no mundo,
00:29Fabrício, seja bem-vindo mais uma vez aqui ao Jornal da Manhã.
00:35Pois é, Matos, é uma possibilidade.
00:38Ontem o presidente Donald Trump se reuniu na sua casa em Mar-a-Lago, na Flórida, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
00:45Mais um encontro que os dois líderes tiveram em 2025, desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro deste ano.
00:54Eles conversaram sobre muitos assuntos, principalmente, claro, sobre o Oriente Médio.
01:00E Donald Trump, numa coletiva após esse encontro, falou que os Estados Unidos podem, sim, voltar a atacar o Irã,
01:08lembrando do que aconteceu em junho deste ano, quando o exército norte-americano resolveu participar,
01:15atuar na operação de Israel contra o Irã, para conter o avanço do programa de enriquecimento de urânio iraniano,
01:25que estaria proporcionando para o país persa o desenvolvimento de armas nucleares.
01:30Donald Trump destacou, se o Irã recuperar o seu programa de mísseis balísticos ou voltar a enriquecer urânio,
01:38nós não vamos pensar duas vezes antes de atacar novamente.
01:42Ele disse que gostaria de evitar isso para não gastar combustível com os aviões B-2,
01:48aqueles caças norte-americanos ultramodernos que foram utilizados nessa operação.
01:53É um voo que leva ali mais de 30 horas, contando ida e volta, e aí Trump mencionou, até de forma um pouco jocosa,
02:01vamos dizer assim, essa questão do combustível que seria utilizado para os aviões.
02:07Há uma preocupação de Benjamin Netanyahu, do primeiro-ministro israelense,
02:12de que o Irã e aliados do Irã na região, grupos terroristas como o Hamas, o Hezbollah, os Hutis no Iêmen,
02:21estejam se reorganizando, se reestruturando militar e financeiramente após sofrerem duros golpes nos últimos meses.
02:32A reação de Israel, as operações de Israel em conjunto com os Estados Unidos foram muito fortes
02:38e provocaram grandes danos para esses grupos, tanto para o governo e o exército iraniano,
02:46quanto para grupos paramilitares ali na região.
02:48E há um temor de que agora, com uma situação um pouco mais calma, não muito mais calma,
02:55mas um pouco mais controlada, esses grupos possam estar tentando se reorganizar.
03:00Netanyahu e Trump também conversaram sobre o futuro da faixa de gás.
03:05A gente lembra que o cessar-fogo está em vigor no enclave palestino desde outubro deste ano,
03:12mas um cessar-fogo ainda muito frágil e que precisa avançar para a segunda fase do plano que foi proposto,
03:19o plano que foi assinado por Israel e Hamas lá em outubro.
03:23A segunda fase prevê um governo de transição na faixa de Gaza, um órgão internacional,
03:30mas ainda não se sabe exatamente quem vai comandar essa entidade,
03:34que seria uma entidade tecnocrata para realizar a gestão do enclave palestino sem o Hamas.
03:41Uma possibilidade também que foi discutida é a de tropas da Turquia como tropas pacificadoras ali também na região de Gaza.
03:52Essa é uma ideia que é defendida pelos Estados Unidos,
03:55já que Donald Trump e a Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia,
04:00têm relações estáveis, relações consideradas boas,
04:04mas há uma ideia um pouco rejeitada por Israel,
04:07que já não tem mais tantas relações assim amigáveis, vamos dizer dessa maneira, com a Turquia.
04:14Então, do lado israelense, há uma resistência em relação a isso.
04:19O cessar-fogo precisa avançar, há muita cobrança da comunidade internacional
04:23para que esse plano, de fato, seja levado à frente e que possa haver paz e estabilidade na região,
04:29algo que, para muitos especialistas, Matos, só vai ser concluído de fato
04:34quando houver a chamada solução de dois Estados no Oriente Médio.
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