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O discurso de que é preciso pertencer a uma classe, minoria ou gênero para propor política pública ou ser alvo de censura ou ainda instrumento de aparelhamento é o debate desse momento do Papo Antagonista.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00Pelo que eu estou vendo dessa eleição, é a eleição da performance, né?
00:06É a eleição da performance.
00:09O que está indo longe é a performance.
00:13Fala, fala.
00:14Como diria o McLuhan, citado por Adriles Jorge aqui no Papo Antagonista,
00:19o meia mensagem.
00:21Mas o meu problema é que esses meios mandam mensagens confusas.
00:28A gente...
00:30Daí você tem dois jeitos de ver.
00:32Ah, não, mas a gente forçou a discussão do assunto.
00:34Olha só, quanto a gente está falando sobre isso e tal.
00:39Mas o começo cria um curto-circuito de comunicação.
00:48Aquele que está no palanque, que está no púlpito, sei lá, como é que chama aquele negócio lá?
00:53Tribuna.
00:54Tribuna, perfeito.
00:55Aquele que está na tribuna querendo passar uma mensagem, não está passando uma mensagem clara.
00:59Está passando uma mensagem que é interpretada de mil maneiras diferentes.
01:02Eu não acho isso bom para a política.
01:04Eu prefiro o político que fala, é isso, é aquilo, ao invés de criar ambiguidades.
01:11Então, talvez vocês achem que faz bem para o debate público esse tipo de discussão.
01:19Então, eu acho que ajuda a chamar atenção para o debate.
01:23Mas o debate não vai longe, né, Graele?
01:26Tipo assim, tá, tudo bem.
01:28Então, entendemos que mulheres trans são diferentes de mulheres biológicas.
01:33Qual que é a política que as mulheres apoiam e que não é apoiada pelas mulheres trans
01:41e que, portanto, deveria ter alguma representante das mulheres para tocar para frente.
01:46Então, por exemplo, defesa das creches, né?
01:50Perfeito.
01:50Mas por que um homem não pode defender creche?
01:52Você não defenderia creche?
01:53Também.
01:54A questão, exatamente.
01:56Que é o que eu coloquei para a deputada, que é o seguinte.
01:58Nessa questão específica que você está falando, da Erika Hilton, eu não entendo.
02:03O Graele até questionou aqui.
02:05Eu não entendo por que a direita passou a defender esse conceito da Djamila Ribeiro,
02:12que não tem cabimento nenhum,
02:15que é uma coisa que a esquerda criou para calar pessoas e monopolizar o debate,
02:20que é o tal do lugar de fala.
02:23Assim, não me interessa.
02:25Eu já falei para vocês, para mim, podia ser qualquer pessoa,
02:28ele podia ser o sargento farru na Comissão da Mulher.
02:31Eu não ligo de se é homem, se é mulher, se quiser botar um ET lá.
02:36Eu não estou nem aí.
02:37Desde que a pessoa saiba defender quantos casos que a gente tem,
02:41por exemplo, todos os casos que a gente tem de leis que defendem a mulher,
02:45ou de leis que nos deram direitos iguais.
02:46Mas lei, por exemplo, para a gente, depois que casa, ter o CPF independente,
02:52que até década de 70 a mulher não tinha CPF no Brasil.
02:56Quem que fez? Foi mulher?
02:58Foi homem.
02:59Então, assim, eu considero desonestidade intelectual
03:03dizer que só mulheres defendem direitos de mulheres.
03:06O meu problema com a Erika Hilton é que a Erika Hilton,
03:10especificamente, é a pessoa do parlamento que mais perseguiu judicialmente mulheres
03:14na história do parlamento brasileiro.
03:17E é um contrassenso que se diga que a pessoa que mais perseguiu mulheres
03:21judicialmente na história do parlamento vai defender mulher.
03:25Por que não vai?
03:27E aí não importa essa coisa da identidade do lugar de fala.
03:31Os caras da direita uma hora renegam, uma hora defendem, a esquerda também.
03:36Esse tipo de pegada que ela usou, que o Adriles usou, que o Nicolas usou,
03:43ela te força, como você disse, Duda, a ficar preso assim, é ou não é.
03:48E você não parte para a discussão concreta de política,
03:52que daí a pergunta não é se é ou não é, é se é eficiente,
03:55se vai dar resultado, se não vai dar resultado.
03:56Político serve para propor política pública, não para ficar definindo termos.
04:01O que é blackface, o que é mulher, o que é homem.
04:04Não é para isso que serve política, é para resolver problema.
04:07Não é para fazer dicionário.
04:11E concordo com a Madan nesse ponto do lugar de fala.
04:15Sempre que isso é trazido para o debate é para censurar alguém.
04:21Até quem comentou aqui no Antagonista sobre isso foi o Josias Teófilo.
04:26Eu não falo nem brincando de lugar de fala, porque eu sei a consequência que é
04:31para quem mexe com arte, com cultura, porque toda hora que alguém usa isso
04:36é para impedir uma pessoa de se expressar artisticamente.
04:42Então ele fala que nem brincando ele usa, acho que ele tem que se preocupar com isso mesmo.
04:46E olha, aqui o pessoal perguntando demais no chat,
04:49mas Fabiana Bolsonaro, todo mundo põe Bolsonaro no nome?
04:54Gente, tem muita gente que põe Bolsonaro no nome, porque isso garante a eleição sim.
05:02Garante.
05:03Você veja, por exemplo, você viu essa Atlas Intel, a pesquisa Atlas Intel do Flávio?
05:08Que a maioria que vota no Flávio não sabe quem ele é?
05:12Olha, só pelo sobrenome.
05:13Só pelo sobrenome.
05:15Ele tem.
05:16Tem muita gente concorrendo no Brasil inteiro,
05:21inclusive na municipal teve muita gente adotando o sobrenome Bolsonaro.
05:28Adotar o sobrenome elege pessoas,
05:32elege pessoas que nada tem a ver com Bolsonaro,
05:35muita gente vota achando que são familiares do Bolsonaro,
05:39mas não, deixa de ser um dado curioso, né, Graebi?
05:42A pessoa colocar o sobrenome do Bolsonaro,
05:48garante sim a eleição.
05:50A Fabiana Bolsonaro, as pessoas,
05:52eu não sei se as pessoas lembram desse pronunciamento que ela fez grávida,
05:55que também foi muito polêmico,
05:56mas a Fabiana Bolsonaro, a gente está falando de uma deputada aqui por São Paulo,
06:01que fez mais de 65 mil votos,
06:04ela fez quase 66 mil votos.
06:06é uma votação muito maior do que a maior votação de deputados de muitos estados.
06:12Sim, é uma baita de uma votação.
06:15E olha, você veja o que é o Brasil.
06:18A Fabiana é filha do Adilson Barroso,
06:21Adilson Barroso agora está como deputada no PL,
06:24mas você lembra aquele partido patriota que...
06:27Eu não me esqueço disso, que o número era 51.
06:31Ele tinha esse partido, que o Bolsonaro ia sair por esse partido,
06:35lembra, antes dele ir para o PSL,
06:38ele estava lá, então assim, o pai dela é uma família que tem tradição na política e tudo,
06:43mas com o sobrenome Bolsonaro,
06:46com o apadrinhamento dos Bolsonaro,
06:49hoje em dia as pessoas se elegem.
06:51A política mudou.
06:53Você ter um grande partido na mão não te garante
06:56e você ter o sobrenome do populista que as pessoas gostam te garante.
07:03Importa menos a personalidade da pessoa
07:07e mais a marca que ela consegue pelo sobrenome.
07:10E o Jair Renan também,
07:12quando foi eleito vereador de Camboriú,
07:15também não foi nenhum mérito dele,
07:17simplesmente pelo sobrenome.
07:20E vários outros também da família.
07:23Bom, gente, a gente aqui analisando,
07:26o pessoal está debatendo coisa de mulheres e de homens,
07:30tem muita gente aqui falando
07:32que eu estou sendo radical ao defender,
07:35que qualquer pessoa pode defender direitos das mulheres,
07:39que as mulheres entendem melhor.
07:42Olha, vou fazer uma ponderação aqui
07:44para vocês me ajudarem a pensar.
07:47Uma mãe que abandona filho,
07:50ela entende melhor o que é ser uma mulher?
07:54Uma mulher que vive para ser, como se diz em inglês,
07:57queen bee, que é a rainha, a abelha rainha.
08:00Quem aqui já não teve no trabalho
08:03relação com mulher,
08:05que em vez de valorizar as mulheres que estão ao redor,
08:09faz questão de dizer que nenhuma mulher presta
08:12e que ela é muito diferente,
08:14porque ela não é problemática que nem essas mulheres.
08:17Ela não é invejosa que nem essas mulheres.
08:20Digo aqui a maior coimbida história da política mundial,
08:24que foi a Margaret Thatcher.
08:26Eu nunca vi nem Red Pill falar de mulher
08:29as coisas que a Margaret Thatcher falava.
08:32E nunca...
08:33Só que ela tinha uma necessidade intelectual.
08:36Como ela tinha essa coisa,
08:37que ela se achava melhor que as outras mulheres
08:39e não achava que as mulheres eram dignas
08:42ou que soubessem se portar,
08:44ela jamais se propôs a fazer uma representação de mulheres.
08:48Ela nunca se propôs a ser...
08:50Ela tinha uma necessidade intelectual nisso.
08:53Então, assim,
08:53não é toda mulher que vai bem representar uma mulher, não.
08:57Não é.
08:59Então, assim,
09:00é por causa disso que eu sou absolutamente contrária
09:05ao conceito criado pela Djamila Ribeiro de Lugar de Fala,
09:09porque ele é um conceito que serve para quê?
09:11Ele é um conceito que serve para falar o seguinte,
09:14olha, nós estamos aqui na mesa discutindo
09:17a coisa da pauta trans,
09:19e se as mulheres se sentem desrespeitadas.
09:22Estamos aqui quem?
09:23Eu, o Duda e o Graebe.
09:25É, mas o Graebe não é trans.
09:27Tem que pôr uma pessoa trans.
09:30E quem que é a pessoa trans?
09:31É o amiguinho de quem falou que não pode um homem branco.
09:36Ele fala, não pode um homem branco.
09:38Então, tá, um homem branco não pode.
09:39Quem pode?
09:40O meu indicado pode.
09:41Ó, o Duda não é mulher.
09:43Mas eu tenho uma amiga que ela é ótima.
09:47E se você não contratar minha amiga, é misoginia.
09:50O lugar de fala é exatamente para você fazer o aparelhamento
09:55que a esquerda sabe fazer bem.
09:59Não defende a gente, né, Graebe?
10:01Esse acho que é o negócio.
10:04Eu entendo que, por exemplo, a mulher que bem representa a mulher
10:09queira pensar que todas as outras são assim.
10:13Não é como a pessoa homossexual que representa os homossexuais
10:17queira pensar isso.
10:18Mas, infelizmente, cada ser humano é um universo.
10:21É um artifício para abrir os espaços para tal variedade.
10:27Multiplicidade de vozes e tal.
10:29Mas é um artifício.
10:32É um jeito de você forçar a barra, de você desqualificar os outros
10:37e dizer, olha, se não for o negro, se não for o trans, não serve.
10:42Por isso precisa ter negro e trans.
10:44É um jeito de abrir a força.
10:49Talvez tenha tido seu valor, mas se transformou em uma coisa um tanto deturpada hoje em dia.
10:54É porque você falou, foi um jeito de abrir uma porteira, só que assim,
10:58aí não serve mais qualquer negro.
10:59Negro de direita, não.
11:01É, perfeito.
11:01Trans, mas se repetiu, Gavalo, me questionou, não serve mais.
11:07Não tem mais lugar de fala.
11:09Enfim, a gente vai falar daqui a pouquinho da corrida eleitoral,
11:13da candidatura de Ronaldo Caiado.
11:16Existe direita sem Jair Bolsonaro, sem bolsonarismo?
11:32Existe direita sem Jair Bolsonaro, sem Jair Bolsonaro, sem Jair Bolsonaro.
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