Um levantamento da Real Time Big Data indica que a maioria dos brasileiros rejeita a indicação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
Segundo a pesquisa, 84% dos brasileiros são contra a gestão dela no colegiado.
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#PesquisaPolitica #DebateBrasil #Valores #Familia #BancadaEvangelica #NoticiasBrasilia #LiberdadeDeExpressao #AnalisePolitica #GiroDeNoticias #ForaHilton
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NotíciasTranscrição
00:00Agora a gente tem um entrevistado, Bruno Soler, da Real Time Big Data,
00:06para falar com a gente sobre essa pesquisa da Erika Hilton.
00:11Bruno, boa noite para você.
00:14Boa noite, Josias, Gaebe, o prazer estar com vocês aí.
00:19Primeiro, a gente já trouxe aqui a pesquisa, a gente já mostrou para o pessoal do Papo Antagonista.
00:25Eu fiquei muito impressionada com o primeiro dado da pesquisa,
00:30de que 82% sabem que a Erika Hilton está na Comissão da Mulher.
00:35Eu desconfio que não tem 30% que sabem que existem a Comissão da Mulher.
00:41Por que esse fato, na avaliação de vocês, se torna de um conhecimento massivo no Brasil?
00:48Olha, a grande questão que movimentou essa história da Erika Hilton,
00:55mais até do que a própria comissão, no que a Erika mesmo representa,
01:00foi o embate que ela teve com o apresentador Carlos Massa, o ratinho do SBT.
01:07Eu acho que aí a gente teve um movimento no país em que as pessoas começaram a discutir,
01:13ou a saber sobre o que estava se passando.
01:16toda a grande mídia brasileira acabou demonstrando e passando informações
01:25a respeito dessa assunção da Erika Hilton como presidente da Comissão da Mulher.
01:33Então, eu acho que aí está o grande ponto.
01:35A polêmica que foi gerada a partir do posicionamento do apresentador ratinho
01:41é que fez com que esse assunto ganhasse hoje a mídia brasileira.
01:48Graeb, José, quem quer...
01:50O Graeb está com a pergunta aqui, vai lá.
01:52Tá bom, vamos lá.
01:54Não, eu achei curioso que 84% discordam da escolha da Erika Hilton
02:01contra 82% que sabiam do assunto.
02:04Então, mesmo quem não sabia, resolveu dizer que discordava.
02:08Então, quer dizer, é uma porcentagem ainda maior de...
02:11Eu queria que você comentasse esse pequeno...
02:13É um pequeno desencontro de números, mas ele significa alguma coisa ainda assim, né?
02:19É, só para te dar um dado aí que é importante,
02:25desses 84% que discordam, são das pessoas que sabem do assunto, tá?
02:33Então, a gente faz uma divisão ali, a partir do momento de quem diz que soube do assunto,
02:40a gente pergunta para essas pessoas a respeito da concordância ou não da Erika Hilton ter assumido a comissão.
02:50Então, é dentro desse quadro, tá?
02:53Tem aqueles outros...
02:54Aquela quantidade de 18% ali, que de fato deve estar em Nárnia, né?
02:58Porque não está sabendo o que está rolando no Brasil.
03:03Mas o que a gente tem visto, Graeb, é o seguinte...
03:08E talvez hoje, eu até conversando com uma pessoa muito próxima do presidente Lula,
03:12hoje, num almoço aqui em Brasília,
03:15a pessoa me disse, com aliados desses, a gente precisa de inimigo, né?
03:20Ou seja, o que está acontecendo?
03:25Essa pauta identitária, ela tem um limite de atuação,
03:31tem um limite de alcance.
03:33Ela serve muito para a questão parlamentar,
03:37para a defesa de pautas no Congresso Nacional e etc.
03:41Mas ela, como figura majoritária, ela perde muita atração, né?
03:48E isso acaba influenciando o eleitorado, a grande massa brasileira,
03:55a perceber que, olha, isso aqui não me representa,
03:59não é o que eu quero, não é o que eu imagino.
04:01E daí, quando você vai para os cortes da pesquisa, Graeb,
04:04é muito interessante você perceber que, assim,
04:07além de, até imaginava que fosse um número diferente, por exemplo, entre os jovens, né?
04:13Mas 75% dos jovens, dos 16 aos 34 anos,
04:18também são contrários à indicação, à eleição da Erika Hilton como presidente da comissão.
04:27E quando você vai para cortes mais exclusivos, por exemplo, com os evangélicos,
04:3295% dos evangélicos são contrários a essa presidência.
04:40Então, é majoritário na população brasileira a rejeição à condução da Erika Hilton
04:48à presidência da comissão da mulher.
04:50E isso pode explicar por um milhão de fatores.
04:54Mas o fato é, a pauta identitária, ela tem limite.
05:01Ela não está na realidade da população.
05:03A população está preocupada com outras coisas, né?
05:06Com outras coisas que são do dia a dia,
05:08que são da falta do dinheiro no final do mês.
05:12É isso que move eleitoralmente a população.
05:16Mas, quando você traz esses temas identitários,
05:19que a esquerda, por vezes, acredita que pode sair ganhando nesse debate,
05:24é o que traz um pouco mais de rejeição
05:27a um governo que já não está entregando tanto, como é o governo Lula.
05:31Só para entender, então,
05:33a pauta que preocupa as pessoas é mais ligada ao dia a dia,
05:37à comida, ao que vai para a mesa, à escola dos filhos, segurança, saúde e tal.
05:41Mas, afinal, machuca ou não machuca a candidatura do Lula
05:46esse episódio da Erika Hilton?
05:50Machuca, machuca.
05:51Olha, eu vou dar um exemplo para vocês.
05:52A gente faz aí com o antagonista o Lulômetro, né?
05:56Que é uma medição constante sobre a aprovação do governo Lula.
06:02A gente faz 400 entrevistas diárias, né?
06:05Com um tracking, acompanhando como que as pessoas estão imaginando o governo Lula.
06:10E a gente viu, logo depois do carnaval, quando o governo patrocina aquele desfile pro Lula
06:22da Acadêmicos de Niterói, né?
06:24Em que fazem uma crítica aos evangélicos, e daí até aparece aquele negócio da família em conserva, etc.
06:34Aquilo ali fez com que, dentro do público evangélico, o Lula tivesse uma queda de 7 pontos percentuais de avaliação.
06:43Ou seja, esses temas, por mais que eles sejam adjacentes ao grande negócio,
06:50que é a qualidade de vida do cidadão,
06:53Mas quando a coisa está...
06:55A gente está...
06:56Tem uma coisa, galera, que nós estamos há 10 anos em que a vida não melhora.
07:01Foi Lula, foi Bolsonaro, foi Temer, foi Dilma.
07:05E 10 anos que a vida não melhora.
07:07Então, esses pequenos temas, que são ideológicos, eles acabam virando amálgamas.
07:13Eles acabam ajudando a que o eleitor, no momento da crítica,
07:20ele tenha elementos para fazer essa crítica.
07:24Então, nesse caso da Erika Hilder, por mais que não seja uma coisa do governo,
07:29mas as pessoas enxergam o PSOL, a Erika, o movimento LGBTQIA+, etc.,
07:37como próximos do governo Lula.
07:39E quando você tem uma crítica em relação a isso,
07:42você acaba atingindo também a popularidade do governo.
07:47Uma pergunta.
07:48É possível fazer um recorte de classe desse tema, dessa pesquisa específica,
07:55e de outros relacionados a temas identitários?
07:59Porque o que me parece é que esse tema de transgenderismo,
08:05identitarismo de uma forma geral, é altamente elitista.
08:09porque os pobres parecem não acreditar.
08:14Então, por isso que eu até discordo de que seja uma questão de conservadorismo.
08:18Eu acho que tem muita gente progressista.
08:20A Isabela Sepa, ela não é conservadora, ela é progressista.
08:24É esquerda, esquerda, esquerda.
08:26Então, as feministas que estão criticando a Erika Hilton não são conservadoras,
08:34elas são progressistas, mas elas não chegam a esse grau,
08:38que me parece uma alienação completa do conceito de ciência,
08:43do que as palavras significam.
08:45Ora, um dos conceitos principais da ciência é o conceito de falseabilidade,
08:49ou seja, você poder conferir um fato.
08:51Isso independe de lugar de fala, de...
08:54Entendeu?
08:55É isso que o Tiago Amparo deveria entender.
08:57Mas aí fica a pergunta, dá para fazer um recorde de classe dessas questões?
09:02Josias, você está absolutamente correto na tua análise,
09:07porque quanto mais rico,
09:10é onde se tem mais concordância com a ida da Erika Hilton
09:15para a presidência da comissão.
09:19A gente tem dois...
09:20Nós temos, hoje em dia, aqui no Brasil,
09:23a gente divide o eleitorado em três faixas de renda.
09:28O até dois salários,
09:30o de dois a cinco salários,
09:32e o acima de cinco salários mínimos.
09:35Essa é a divisão que todo mundo usa,
09:38porque é uma divisão que dá alguma consistência,
09:41inclusive estatística,
09:43para a gente poder fazer uma análise mais profunda
09:46a respeito dos dados.
09:48No até dois salários,
09:51está a rejeição à ida da Erika,
09:54é maior do que a rejeição média.
09:57Ou seja, tem mais gente mais pobre
10:00que discorda dessa ida
10:02do que a maioria do povo brasileiro.
10:04E aonde que você tem um anteparo a isso?
10:08É justamente no mais rico,
10:09porque daí você entra na questão ideológica.
10:13Daí é o sujeito que acredita nisso,
10:16tem uma pauta de defesa identitária,
10:21tem uma pauta de defesa sobre costumes e etc.
10:24É o cara que inclusive se auto-intitula de esquerda ou de progressista e tudo mais.
10:33Essa turma é quem mais apoia hoje a presidência da Erika.
10:39E aonde você tem a maior rejeição de todas,
10:42é na classe média-média,
10:45que é o do 2 a 5 salários.
10:47É ali que reside a maior rejeição.
10:50Por quê?
10:51Esse é o sujeito da classe C brasileira,
10:54que é a grande classe do Brasil.
10:57A maior classe brasileira está na classe C,
10:59a União tem a maior concentração do eleitorado na classe C.
11:02E a classe C está preocupada com uma única coisa,
11:06serviço e renda.
11:08É isso.
11:09Ninguém está preocupado se vai ficar discutindo sobre
11:12ah, ela tem, ela vai ser...
11:15Não.
11:15Isso é tudo bobagem para essa população
11:19que está preocupada,
11:21que tem que ir amanhã no posto de saúde
11:23e não é atendido.
11:25Que vai pegar o transporte público
11:27e pega ele super lotado.
11:30É o sujeito que quando vai tirar a nota do filho,
11:35olha para o que ele está fazendo na educação,
11:38na escola e vê que o filho não aprendeu nada.
11:42Esse público é o que mais rejeita tudo isso
11:45e que está muito menos preocupado com esse assunto.
11:49Ele só está preocupado com uma coisa,
11:51como que a minha vida melhora.
11:52Enquanto fica todo mundo discutindo um monte de bobagem,
11:56a minha vida não melhora.
11:59Esse é o público que mais rejeita essa questão da Érica.
12:04Por quê?
12:04Ele fala, porra, vem cá.
12:07É um pouco do que o ratinho.
12:09Daí quando você vai naquele...
12:10A gente faz uma pergunta na pesquisa,
12:12se a pessoa concorda ou discorda da fala do apresentador ratinho.
12:17E daí você vê, nessa classe C,
12:19é onde você tem a maior concentração de gente que fala
12:22concorda e falaria a mesma coisa.
12:25Para com isso.
12:27Isso é uma bobagem.
12:28Vamos ficar discutindo.
12:29Se ela é mulher, ela é mulher.
12:30Acabou.
12:31Pronto.
12:32Deixa ela achar o que ela quiser.
12:33Agora, para ser presidente da comissão de mulher,
12:37talvez não seja a pessoa mais indicada.
12:41Pronto.
12:42É isso.
12:44Entendeu?
12:44É muito simples.
12:45Não é uma questão de grandes divagações.
12:49Então, nesse sentido, quando você vai fazendo corte por classe social,
12:53você percebe que aonde reside a maior defesa é na classe mais alta.
12:59Na classe mais baixa, rejeição.
13:01E na média média, rejeição absoluta.
13:05E com relação, Bruno, como é que você analisa esse tipo de militância?
13:11O que eu tenho visto?
13:12Porque eu milito em grupos de defesa do espaço político da mulher há mais de 30 anos.
13:19Eu nunca vi ficarem contra a esquerda.
13:22É a primeira vez.
13:24Líderes desses grupos estão dizendo nunca mais eu voto na esquerda.
13:29Não sou de direita.
13:31Não concordo com nada que a direita fala.
13:33Mulheres falando para mim, eu não sei mais nem se eu vou votar.
13:35Não vou mais me meter.
13:36Depois da Erika Hilton, nunca mais eu voto na esquerda.
13:41Porque aí tem dois fatores.
13:43Primeiro que a Erika Hilton é a pessoa no parlamento que mais persegue judicialmente mulheres.
13:48Tem mulher exilada.
13:49Trouxe aqui uma que é a Isadora Borges.
13:53Vocês vejam.
13:53A Erika Hilton queria prender ela durante 10 anos.
13:57Por um tweet que ela tinha feito quando era menor de idade ainda.
14:02Perseguiu.
14:02Eu queria perguntar para ele das feministas.
14:04Porque assim, a forma como...
14:07Por exemplo, você sabe que eu tenho uma ponte com a militância Redpill.
14:12Eles odeiam mulher.
14:14Eu não estou nem aí porque eles acham.
14:17E eu vou ocupar o meu espaço.
14:19Eu estou em tudo que é podcast Redpill.
14:21Eu estou lá.
14:22A militância da Erika Hilton desumaniza mulheres muito mais do que Redpill,
14:29do que legendário, do que bolsonarista escroto.
14:32É a militância mais misógina do Brasil.
14:36Qualquer coisa que você criticar a Erika Hilton.
14:39Falar, por exemplo, ela não devia ter...
14:41Por exemplo, se for lá um posto.
14:42A Erika Hilton não devia ter processado essa pessoa.
14:45Não devia ter pedido para prender 10 anos essa menina.
14:47Qual é a resposta padrão da militância da Erika Hilton?
14:51Essa velha puta vagabunda devia dar um pouco para parar de pensar na Erika.
14:56Esse é o default, é o dia educado deles.
15:00É a militância mais misógina do Brasil.
15:03Você entende que pode haver uma fratura com relação,
15:07sobretudo, movimentos...
15:08Eu estou em movimentos de mulheres em geral,
15:11mas movimentos de lésbicas agora não querem ouvir falar do PT nem de jeito nenhum.
15:18Isso pode mudar algum tipo de estrutura de base da esquerda brasileira?
15:24Madá, eu não sei se tem essa capacidade toda de uma movimentação desse espectro político, tá?
15:32Mas o que a gente percebe dos dados, da pesquisa, é o seguinte.
15:37Primeiro, quem que mais rejeita essa condução da Erika Hilton à presidência?
15:41São as mulheres, mais do que os homens.
15:46As mulheres, na pesquisa, no corte da pesquisa,
15:48são quem mais rejeitam a ida da Erika para a comissão.
15:52E sabe por quê, Madá?
15:54Não é uma questão só de posicionamento político e etc.
15:58Até porque, talvez, se você tivesse colocado lá...
16:01Vamos pegar o Arthur Lira, né?
16:04Para ser o presidente da comissão,
16:06que é um homem branco, nordestino,
16:09meio cara de coronelzão e não sei mais o quê,
16:11talvez não tivesse tido nenhuma...
16:13Nem metade da repercussão que teve a ida da Erika Hilton.
16:18Por quê?
16:19Porque a Erika faz defesa, movimento político em torno do tema.
16:27E isso, do mesmo jeito que você afirma, tem quem rejeita.
16:33E como a pauta é mais rejeitada do que aprovada,
16:40a grande maioria da população vai para a rejeição.
16:43Então, tem uma coisa também aqui que é de identidade do eleitorado.
16:49Tem uma parte do eleitorado que, mesmo que não sabe direito o que é isso, o que não é,
16:53mas ele acaba se sentindo provocado a se posicionar
17:01justamente porque, do outro lado, tem uma coisa muito afirmativa.
17:06Pode ser que, do ponto de vista político,
17:09a Erika, com o passar dos anos,
17:11até vença um pouco no convencimento da população
17:17de que uma mulher trans pode ser presidente de uma comissão de mulheres.
17:22Pode até ser.
17:23E eu acho que ela aposta nisso.
17:26Além de falar para uma base dela,
17:29para falar para aquele público,
17:30eles apostam na luta política de longo prazo.
17:35De um convencimento.
17:38Mas, para esse restante todo da população
17:41que não está nisso,
17:43que não está nessa luta,
17:44aí você vem com uma grande quebra
17:47de avaliação do cenário.
17:51Então, quando você me pergunta
17:52tem capacidade de mexer no tabuleiro?
17:56Talvez tenha alguma quebra.
17:59Mas, pequena.
18:00Pequena.
18:01Eu não acho que isso seja capaz de movimentar
18:03tanto o eleitorado.
18:05Mas, se o governo Lula,
18:09se a presença da República
18:11queria se aproximar de grupos
18:14menos progressistas,
18:16mais conservadores,
18:18ou mais ligados à religião X ou Y,
18:21isso prejudica demais.
18:23Não tenha dúvida.
18:24Porque no frigir dos ovos,
18:26Madá,
18:27não é sobre a Erika Hilton.
18:29É sobre a esquerda.
18:31É sobre o PT.
18:33É sobre o governo.
18:35Aí que pega.
18:36Não é a Erika.
18:37A Erika pela Erika,
18:39ela é muito pequena no nível nacional.
18:43O que acaba atingindo
18:46é um posicionamento político,
18:50que é onde, hoje,
18:51a presidência da República se enquadra.
18:54Olha, tem uma avaliação que estão trazendo
18:57de lá do Congresso.
18:59O Wilson Lima,
19:00que é nosso diretor da sucursal,
19:02até trouxe,
19:04que isso equivale,
19:06alguns parlamentares do PT,
19:09ligados à campanha presidencial,
19:12estão dizendo que,
19:13para eles,
19:14isso é o novo kit gay,
19:16a nova mamadeira,
19:18que nós apelidamos aqui
19:20de mamadeira de piloca.
19:21É o novo ponto
19:24que isso foi criado, né?
19:27Exatamente, é isso.
19:29Você cria narrativa, Madá.
19:32Cria narrativa.
19:34Tudo que o governo não está precisando,
19:36um governo que já é mal avaliado.
19:39Não vamos falar...
19:39Olha, Madá,
19:41se a vida das pessoas estivesse melhor,
19:43se tudo estivesse bem,
19:45se a vida estivesse melhorando,
19:47se a picanha estivesse chegando,
19:48se a cervejinha estivesse chegando,
19:49tudo isso não valia de nada.
19:53E eu posso lhe dizer isso porque,
19:54vamos lá,
19:55vamos rememorar,
19:562005.
19:57O maior escândalo de corrupção
19:59visto na história do país,
20:00mensalão,
20:01não sei mais o quê.
20:02Lula ganhou em eleição
20:03com 61% dos votos.
20:07Não é isso.
20:09É agora.
20:11Quando você está numa fase
20:12em que as pessoas estão descontentes,
20:15há uma sensação
20:16de piora na qualidade de vida.
20:19e você vem com elementos
20:21desse tipo
20:23que criam narrativas,
20:26as pessoas se adequam
20:27e abraçam temas.
20:30Então,
20:30isso prejudica demais
20:31uma tentativa do governo
20:33de se reerguer.
20:35Portanto,
20:36quando esse meu contato
20:37ligado ao Palácio do Planalto
20:39me disse
20:40com aliados desses
20:41a gente não precisa de inimigos,
20:43eu acho que ele me deu esse recado.
20:45não precisa realmente de inimigos,
20:47porque essa é uma pauta
20:49que cria uma inibidade
20:53independente
20:54de qualquer outra coisa.
20:56O Bruno,
20:57o diretor da nossa sucursal de Brasília,
20:59o Wilson Lima,
21:01a gente já tinha se despedido,
21:03mas ele ouviu a entrevista
21:04e ele queria fazer uma pergunta.
21:07Estamos de volta aí
21:08com o Wilson Lima.
21:08Wilson,
21:10diga, Wilson.
21:11Estamos de volta.
21:12Estamos de volta.
21:14Bruno,
21:14queria te fazer uma perguntinha
21:16para efeito de conjectura,
21:19de conjuntura.
21:21Pelo que você falou
21:22na entrevista,
21:23me parece que
21:24teve um público
21:25que essa pesquisa
21:26acabou atingindo,
21:27que é justamente
21:28de dois a cinco salários mínimos.
21:30E aí me veio
21:31o estalar aqui.
21:33Esse tipo de postura
21:35do PSOL,
21:36de indicar a Erika Hilton,
21:37isso pode comprometer
21:38a intenção do governo Lula
21:40de ter feito um esforço
21:41aqui no Congresso
21:42para elevar a faixa
21:43de isenção de imposto de renda.
21:45Ou seja,
21:46esse esforço
21:46que o governo fez,
21:48de acordo com o que você
21:49tem detectado nos números,
21:50ele pode ir
21:50por água abaixo
21:51com esse tipo
21:52de barbeiragem
21:53de caráter político, Bruno?
21:56Wilson,
21:56tem uma coisa
21:57que é interessante,
21:58que a gente tem que discutir isso
21:59e o governo tem
22:00uma dificuldade muito grande
22:01de aceitar
22:02essa análise
22:04que eu vou fazer
22:04aqui para vocês.
22:06O governo Lula,
22:07quando as pessoas
22:08estão falando
22:08que o governo Lula
22:08envelheceu,
22:09ele não envelheceu
22:10só de idade,
22:11ele envelheceu
22:13de proposição.
22:15Quando a gente
22:16está discutindo
22:17isenção
22:18de imposto de renda,
22:20a gente está conversando
22:21com,
22:22principalmente hoje,
22:23com o sujeito
22:24que é
22:25seletista.
22:27Por quê?
22:28O cara
22:29que está ali
22:29na informalidade,
22:31esse cara
22:32só vai saber
22:33dessa coisa
22:34do imposto de renda
22:34lá para frente,
22:35não é agora.
22:37agora,
22:38para ele,
22:38isso não quer dizer
22:39nada.
22:39E ele tem medo
22:40sobre o que isso
22:41significa.
22:44Eu quero dizer
22:45é,
22:47todo esse trabalho
22:48que o governo
22:49tem feito,
22:50que vem desde lá
22:51do FGTS,
22:53agora falando de
22:54jornada
22:54seis por um,
22:56e uma propaganda
22:57de plano emprego
22:59e etc.,
22:59isso é
23:00irreal
23:01para a sociedade
23:03brasileira.
23:04O brasileiro
23:05está na informalidade
23:07em sua grande maioria.
23:11E a gente tem que
23:12fazer essa discussão,
23:13porque isso a gente
23:14fica discutindo
23:15o abstrato.
23:16A realidade é
23:17o brasileiro
23:18está na informalidade.
23:20E esse brasileiro,
23:21que é a maioria
23:22da população,
23:23quer respostas
23:24do governo
23:25que não são
23:26por seu eletrismo.
23:27Pronto.
23:29Então,
23:30quando você vê,
23:30eu estou dizendo
23:32tudo isso
23:32porque
23:33esse efeito
23:34da história
23:35da Helica Hilton,
23:36quando ele vai
23:37para essa classe C,
23:39esta classe C
23:40é a classe
23:41mais informal
23:42do Brasil.
23:44Onde você tem
23:46classe
23:46seletista
23:47é na A
23:48e na D,
23:51que é o cara
23:51do salário mínimo.
23:53Esse é seletista,
23:56boa parte dele.
23:57O da C
23:58é informal.
24:01Está na informalidade.
24:03E é aí que a gente
24:04tem que começar
24:04a discutir
24:05de verdade.
24:06E ninguém,
24:07o que me deixa
24:08muito triste
24:09nessa discussão
24:10de Brasil,
24:11é que nós estamos
24:12entrando,
24:14faltando o quê?
24:15Sete meses
24:16para a eleição?
24:17Não tem um candidato
24:19falando sobre isso.
24:21Ninguém fala sobre isso,
24:22ninguém fala sobre a realidade,
24:24a gente está discutindo
24:24sobre números.
24:26que são números
24:28que podem ser fabricados
24:29de uma maneira ou de outra
24:30para agradar um ao outro.
24:33A realidade é,
24:35hoje,
24:3580,
24:37desculpa,
24:3880 milhões
24:39de brasileiros,
24:41ou seja,
24:42metade da população
24:44adulta do país
24:45está endividada.
24:47Isso é um problema
24:48que nós temos.
24:49Real.
24:51E 55%
24:53dos brasileiros
24:54estão na informalidade.
24:57é aí que tem que ser
24:58a discussão.
24:59Eu falei isso,
25:00inclusive,
25:00para o ministro
25:01do governo Lula,
25:02para o ministro Sidoni.
25:05Eita!
25:06Bruno,
25:07nós temos que encerrar
25:08o programa.
25:09Vou te chamar aqui de volta,
25:10você vai vir aqui
25:11presencialmente,
25:12tá?
25:12Que o Heuber
25:13já vai falar com você.
25:14Nossa produção já vai falar.
25:15Bruno,
25:16boa noite.
25:17Wilson,
25:18boa noite para você também.
25:19Obrigada por ter voltado aqui.
25:21Wilson,
25:22só desfilando lá.
25:23Eu vou te chamar aqui de volta.
25:26Eu vou te chamar aqui de volta.
25:32Eu vou te chamar aqui de volta.
25:33Eu vou te chamar aqui de volta.
25:33Eu vou te chamar aqui de volta.
25:35Eu vou te chamar aqui de volta.
25:35Eu vou te chamar aqui de volta.
25:35Eu vou te chamar aqui de volta.
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