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No Papo Antagonista desta segunda-feira, 22, Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentaram o artigo “Esquerda x bolsonarismo nas ruas: como chegamos até aqui”, sobre a história não contada pelos dois lados.

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Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

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Transcrição
00:00Esquerda versus bolsonarismo nas ruas, como chegamos até aqui?
00:05Eu vou mostrar agora, neste resumão de abertura, a história não contada pelos dois lados.
00:12A esquerda fazia a caricatura da direita associando à ditadura militar e à submissão aos Estados Unidos
00:18qualquer iniciativa crítica ou contrária a condutas de esquerdistas no período posterior à democratização.
00:24As pesquisas de opinião indicavam, no entanto, a demanda reprimida de amplos segmentos da população
00:31por representatividade política à direita do PT, com posições majoritárias contra a legalização das drogas e do aborto,
00:38além da cobrança por maiores punições a criminosos.
00:41Alguns editores, autores e colunistas, remando contra o controle acadêmico e midiático exercido pela esquerda,
00:48passaram quase três décadas, de 1990, 2000 e 2010, introduzindo autores conservadores e liberais no debate público brasileiro,
00:57destrinchando as conexões petistas com as ditaduras de esquerda latino-americanas,
01:01desmascarando o identitarismo radical como forma de interdição do debate,
01:05mediante a demonização de críticos e adversários, denunciando o projeto criminoso de poder,
01:10ancorado em esquemas de corrupção e instrumentalização do Estado,
01:14e expondo a desconexão do partido e governantes com as demandas do povo, inclusive de prosperidade.
01:21Lula, em 2002, havia tomado um banho de loja para disfarçar sua natureza de sindicalista radical,
01:27simpático ao socialismo, e caber no traje de esquerdista moderado, adepto da responsabilidade fiscal.
01:35Esse traje, ilustrado na carta ao povo brasileiro, foi ficando curto e sendo rasgado ao longo do primeiro mandato,
01:42conforme a voracidade petista em controlar o Congresso levava ao mensalão,
01:46e a busca da reeleição já turbinava os gastos públicos.
01:51Os efeitos negativos disso, porém, ficavam mascarados graças ao boom de commodities,
01:57um período prolongado de alta nos preços de matérias-primas, como petróleo, minerais, alimentos e metais,
02:02impulsionado pela crescente demanda da China e de outros mercados emergentes, que vigorou de 2000 a 2014.
02:07Quando caiu essa máscara no governo de Dilma Rousseff, escancarou-se o petismo como ele já era,
02:13gastador, corrupto, hipócrita, cúmplice de regimes ditatoriais,
02:17alheio à segurança pública dos brasileiros e nefasto à economia do país.
02:22Ao mesmo tempo que 14 milhões de desempregados ilustravam a crise decorrente da filosofia de gastos
02:28iniciada com Lula e continuada com Dilma, o escândalo de corrupção da Petrobras investigado pela Lava Jato
02:34marcava a reincidência da esquerda em esquema de suborno usado para compra de apoio parlamentar e enriquecimento ilícito.
02:42A realidade, então, deu e reforçou a razão daqueles editores, autores e colunistas
02:48que tiveram projeção catapultada pelas novas ferramentas de internet
02:52e, em parte, foram ganhando espaço em veículos menos refratários à contestação da esquerda hegemônica.
02:59O discurso contestador que se espalhava nas redes sociais
03:02também levou uma nova direita às ruas do Brasil,
03:05com protestos de adesão popular contra o establishment esquerdista,
03:10organizado por grupos de jovens ativistas, sem qualquer liderança política proeminente.
03:15Formou-se o caldo cultural perfeito para o crescimento de uma alternativa eleitoral direitista,
03:22tanto mais forte, quanto mais derrotas o petismo acumulava,
03:25como o impeachment de Dilma em 2016, a primeira condenação de Lula em julho de 2017
03:30e sua prisão em abril de 2018 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá,
03:37reformado por OAS e Odebrecht, duas empreiteiras do Petrolão.
03:41Não havia, no entanto, um líder político de maior trajetória,
03:44com um histórico de defesa do regime democrático e do liberalismo econômico,
03:50nem com a visão do conservadorismo tradicional de Edmund Burke,
03:53que valoriza a prudência como virtude primária e prioriza reformas graduais
03:58em oposição ao ímpeto revolucionário ou reacionário de destruir a ordem estabelecida.
04:04A cumplicidade e a complacência das demais alternativas eleitorais com a corrupção petista
04:10e o esquerdismo dominante acabaram ajudando Jair Bolsonaro em 2018
04:15a ocupar essa lacuna de representatividade política à direita do PT,
04:20mesmo sem ter tido qualquer relevância até 2017 no movimento intelectual, cultural e de rua,
04:26que plantou as sementes para uma virada ao menos ideológica de governo,
04:30muito menos em qualquer investigação da roubalheira sistêmica.
04:33Historicamente, o ex-capitão expulso do Exército era um deputado federal do Centrão
04:37que defendia a ditadura militar, tinha a mesma mentalidade estatista daquele regime,
04:42um ponto em comum, aliás, com a própria esquerda estatizante de Lula,
04:46era contrário a privatizações, chegara até a pregar fuzilamento de FHC em razão delas,
04:52além de ter sido vaiado e impedido de subir em carro de som
04:55em um dos primeiros atos pelo impeachment de Dilma.
04:57Mas o pai de Flávio, Carlos e Eduardo, se aproveitou da rara confluência
05:02de fatores econômicos, políticos e policiais favoráveis à direita
05:07e disfarçou sua natureza de radical do Centrão, simpático à ditadura militar,
05:12para caber no traje de direitista democrático republicano conservador nos costumes
05:16e liberal na economia, associado às forças armadas apenas no sentido de restabelecer a ordem.
05:22Em campanha, o então candidato encobriu seu estatismo com a escolha de Paulo Guedes
05:26como ministro da Fazenda e pouco antes de surgirem indícios
05:30do histórico de funcionalismo fantasma dos Bolsonaro,
05:33o presidente eleito deu a seu governo o verniz de combatentes da corrupção
05:37com a escolha do então juiz Sérgio Moro como ministro da Justiça e Segurança Pública.
05:42Esse traje de Bolsonaro, sobretudo com as revelações do Ministério Público do Rio de Janeiro
05:46sobre o esquema de Flávio, foi ficando curto e sendo rasgado logo nos primeiros anos de governo,
05:52conforme a voracidade bolsonarista em controlar investigações levava à sabotagem do combate à corrupção,
05:59a aliança com Diestófilo e Gilmar Mendes desencadeava a pressão da família contra a CPI da Lava Toga
06:05e a fragilidade do então presidente resultava nos escambos com o Centrão que pariram o orçamento secreto,
06:12mensalão institucionalizado.
06:14Os efeitos negativos disso, porém, incluindo o excesso de poder do STF
06:19e a impunidade geral da qual Lula foi beneficiário, ficavam, e até hoje ficam,
06:24mascarados graças à divisão da sociedade em nós contra eles,
06:28à enganação de mentes binárias com narrativas maniqueístas
06:31e à relativização dos estelionatos eleitorais de Bolsonaro na comparação com os escândalos da esquerda.
06:38Todas essas estratégias foram exploradas cada vez mais por profissionais da comunicação e influenciadores virtuais
06:44que preferiram faturar alto, com o adesismo ao então governo,
06:48a manter a vigilância sobre o poder, independentemente do viés ideológico.
06:53Todos os ministros técnicos, incluindo Moro, foram deixando a esplanada a recessão de Paulo Guedes,
06:58que se tornou, como apontei na época, o legitimador econômico da imoralidade política.
07:03Essa imoralidade foi turbinada com a conduta aloprada de Bolsonaro na pandemia
07:08e suas manifestações de indiferença à morte de centenas de milhares de brasileiros,
07:13o que rendeu ao então presidente desgaste com fatias do próprio eleitorado
07:17e turbinou o atrito específico do bolsonarismo com Alexandre de Moraes,
07:21em embate que ficaria marcado por extrapolações cometidas por ambos os lados.
07:26A perspectiva de derrota eleitoral em 2022 fez o então presidente,
07:30membros de seu governo e ativistas aloprarem de vez,
07:33com desinformação sobre o sistema eletrônico de votação,
07:37trama golpista planejada antes e depois do resultado das urnas
07:40e os atos de 8 de 1 de 2023 realizados logo após a primeira semana do governo Lula.
07:46Sem bom de commodities em seu terceiro mandato,
07:49o presidente, que buscou-se descolar da crise estourada no governo Dilma
07:53e surfou na onda antibolsonarista, retomou sua gastança desenfreada
07:57sem conseguir emplacar qualquer marca de gestão, exceto não ser Bolsonaro.
08:02O roubo dos aposentados rendeu novo desgaste a Lula,
08:06que todavia conteve os danos graças à outra ajuda do bolsonarismo,
08:10quando Eduardo Bolsonaro celebrou o tarifácio de Donald Trump sobre produtos brasileiros,
08:15além de articular medidas do governo americano contra ministros do STF,
08:19em razão do julgamento de seu pai.
08:21As penas excessivas impostas a envolvidos no 8 de 1 serviram de pretexto
08:25para atos bolsonaristas em 7 de setembro de 2025,
08:27e com direito à bandeira dos Estados Unidos esticada na paulista,
08:32buscavam evitar o mesmo destino a Bolsonaro
08:34e pressionar parlamentares a aprovarem um projeto de anistia a todos os réus e condenados.
08:39A pressão da oposição no Congresso aumentou
08:41após a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão,
08:46mas uma articulação com o Centrão fez o bolsonarismo embarcar,
08:49ao mesmo tempo, na PEC da Blindagem,
08:51que protege contra processos criminais
08:54todos os criminosos com mandato parlamentar ou presidente de partido,
08:58permitindo à respectiva Casa Legislativa
09:00rejeitar sua abertura ou o próprio mandado de prisão.
09:03Os votos em massa de bolsonaristas a favor da PEC
09:06e até de votação secreta para blindar eventuais bandidos
09:10ajudaram a esquerda, então,
09:11a fortalecer sua campanha em defesa da soberania nacional
09:14e contra a anistia,
09:16a ponto de ressuscitar a mobilização
09:18de dezenas de milhares de pessoas nas ruas,
09:21com direito a show de tropicalistas em Copacabana,
09:24bandeira do Brasil esticada na Paulista
09:26e até José Dirceu,
09:28condenado no Mensalão e no Petrolão,
09:30posando em Brasília de combatente da impunidade.
09:33O bolsonarismo, afinal,
09:35encarna perfeitamente a caricatura
09:37que esquerdistas faziam da direita.
09:39Agora, a indignação seletiva da esquerda e do bolsonarismo,
09:43o ciclo de ajudas de um lado a outro
09:45com o flagrante de sua hipocrisia
09:47e as tentativas de ambos
09:48de se limparem na sujeira alheia,
09:50são as marcas residuais de um país
09:52preso há mais de 60 anos
09:55na polarização de 1964,
09:58hoje administrada, conforme a conveniência,
10:00por um centrão fisiológico e patrimonialista
10:02que tenta levar vantagem de todos os lados,
10:05inclusive em acertos com o centrão do STF.
10:08Esse é o abismo
10:10em que o Brasil se deixou aprisionar,
10:12e foi assim que, resumidamente,
10:14por falhas cognitivas e morais,
10:16chegou-se até aqui.
10:18Quem não sabe contar a própria história
10:20ou se nega a aprendê-la,
10:22tende a padecer no fundo do poço
10:23ou a repetir o caminho para o precipício.
10:27Ricardo Kertzmann, o que você destaca?
10:30Perfeito, Felipe.
10:31É, de fato, um retrato histórico,
10:33muito bem detalhado e correto
10:34de tudo que o Brasil vem experimentando
10:37nas últimas décadas.
10:39Mas eu acho que, para além
10:41da ignorância, de um modo geral,
10:44ignorância no sentido de desconhecer,
10:48de não entender,
10:49para além também do fanatismo
10:51e de interesses pessoais,
10:53existe um sentimento,
10:55na verdade, existem dois sentimentos
10:57opostos e difusos na sociedade brasileira
11:00que acabam permitindo que líderes populistas,
11:03no caso, o presidente Lula
11:06e o ex-presidente Bolsonaro,
11:07assumam essa posição de aprisionar,
11:12consigam aprisionar todo o debate político.
11:15Um desses sentimentos, Felipe,
11:17e é interessante que ambos,
11:18eles são derivados da carência
11:21da figura paterna.
11:22Um desses sentimentos, Felipe,
11:24é aquele sentimento de proteção,
11:27de cuidado.
11:29Uma parte da sociedade brasileira
11:30realmente acha que é dever do Estado
11:32ou de um presidente da República
11:34ser o protetor, ser o paizão.
11:36Não é à toa que o Lula gosta
11:38de se denominar o pai dos pobres,
11:40não é à toa que ele chega
11:41nesses locais onde as populações
11:44são carentes e promete dentadura,
11:46promete fralda geriátrica,
11:48porque ele só coloca no papel
11:50do provedor, de quem tem que cuidar.
11:52Ele, na época, batizava
11:53a ex-presidente Dilma de mãe do PAC.
11:56Percebam que a todo instante
11:57fica usando essas figuras
11:58pai, mãe, paternas e maternas
12:01para poder capturar
12:02esse sentimento do povo.
12:04E do outro lado, também,
12:06atrelado à falta,
12:07à carência de uma figura paterna,
12:10você tem o sentimento de autoridade,
12:12aquela necessidade de autoridade,
12:13necessidade de chinelada, de palmada,
12:15que é esse espectro bolsonarista.
12:19Não é à toa, Felipe,
12:20que durante esses anos todos,
12:23em quase todas as manifestações
12:25bolsonaristas,
12:26as pessoas que vão lá,
12:28uma parte das pessoas
12:29que frequentam essas manifestações,
12:31elas pedem intervenção militar,
12:34elas pedem esse golpe de Estado,
12:35porque elas carecem
12:36dessa mão de ferro
12:37de alguém que vai lá
12:39e tome conta.
12:40Eu acho que esses dois sentimentos, Felipe,
12:42é que nos aprisionam nisso tudo.
12:44falta à população brasileira
12:46a capacidade de discernir,
12:49a capacidade de compreender
12:50que nem um lado, nem outro,
12:52nem autoridade excessiva,
12:54e nesse caso, um breve parênteses,
12:56tem gente que diz,
12:57não, você não pode equivaler
12:58o Lula ao Bolsonaro
12:59nessa questão de ser um autocrata.
13:02Olha, eu posso sim,
13:03se tem uma coisa
13:04que o presidente Lula
13:04nunca foi em sua vida,
13:06é um democrata genuíno,
13:08tanto que ele comanda até hoje
13:09o PT com mãos de ferro,
13:11tanto que até hoje
13:12o PT, no PT,
13:14não surgiu nenhuma outra liderança
13:15que não seja o Lula.
13:16Nas eleições de 2018,
13:18de dentro da cadeia,
13:19ele impediu
13:20que o PT tivesse vida própria
13:22ou fizesse coligações
13:23e ele decidiu,
13:24na base do dedaço,
13:25que o candidato
13:26seria o Fernando Haddad.
13:28Então não vem com essa
13:28de dizer que o Lula
13:29é um democrata,
13:30ele não pode não ser
13:31um autoritário
13:32do nível do presidente Bolsonaro
13:34que elogia ditadura,
13:35que elogia,
13:37como se fala,
13:39torturador,
13:39como ele fez na época
13:40do voto dele
13:42em favor do impeachment
13:43da presidente Dilma,
13:45lembrando e louvando
13:47a figura do brilhante Ustra,
13:48podem ser autocratas diferentes,
13:50mas ambos são autocratas.
13:51Mas finalizando,
13:53eu acho que esse é o problema.
13:54A sociedade brasileira,
13:55em boa parte,
13:56necessita dessas figuras paternas,
13:59necessita desses líderes autocráticos
14:01e fica aprisionada
14:02nesse debate interminável.
14:05Só lembrando que o Lula
14:06não elogia,
14:07não exalta a ditadura militar brasileira,
14:09aquela corrida aqui no Brasil
14:10nas décadas de 60, 70,
14:12mas ele é aliado
14:14de ditadores de outros países,
14:16como a gente estava mostrando.
14:17E nunca foi um grande crítico
14:20da ditadura militar brasileira.
14:22Isso também precisa ser dito
14:23sobre o Lula.
14:25O Lula tinha vários...
14:27na época das greves do ABC,
14:30ele tinha uma proximidade
14:31grande ali com os generais
14:34da ditadura militar.
14:35Quando foi preso no DOPS,
14:38recebeu o tratamento VIP,
14:39ele mesmo fala isso.
14:41Não foi um grande defensor
14:44dos direitos humanos
14:46nessa época da ditadura.
14:47O que ele falava sempre era
14:48a gente precisa melhorar
14:50a vida da classe trabalhadora brasileira,
14:53a gente tem que aumentar salário.
14:55Era essa a pauta do Lula
14:57na época da ditadura.
15:00E isso explica também muito
15:01essa proximidade
15:03que ele tem com essas ditaduras
15:05todas que estão aí pelo mundo.
15:07O Lula nunca foi um grande defensor
15:09de direitos humanos.
15:11Agora, fecho aqui o parênteses,
15:12falo das manifestações
15:14que a gente teve.
15:15Então, ontem, eu falei aqui
15:19sexta-feira, a turminha da esquerda
15:20é mais animada, de fato.
15:22Então, é show, é Daniela Mercury,
15:25trio elétrico.
15:27Nisso, a esquerda ganha.
15:29Agora, em outras coisas todas,
15:32vocês estão cobertos de razão.
15:34É a mesma coisa.
15:36Primeiro, quem vai nessas manifestações?
15:38Classe média, classe alta.
15:40O povão mesmo não vai.
15:42Mas eles super se acham
15:44os representantes do povo
15:46e fazem essas sinalizações
15:48de virtude.
15:49Olha, nós aqui
15:50estamos defendendo a democracia,
15:53porque nós somos éticos.
15:55E os outros ali,
15:55tudo corrupto.
15:57E é isso.
15:58A direita fez isso,
15:59a esquerda fez isso.
16:01O PT, no começo,
16:03tinha aquela ideia
16:03de moralizar
16:04a política brasileira.
16:07Já nas primeiras prefeituras
16:08que ganhou,
16:09já se viu que não era nada disso.
16:11depois vem Mensalão,
16:13Petrolão,
16:15chafurdou na lama o PT
16:17e agora
16:17ganham essa ajudinha
16:19do bolsonarismo,
16:21da trama golpista,
16:22PEC da blindagem
16:23para agora
16:24trazer de novo essa história.
16:25Nós aqui defendemos
16:26a democracia,
16:28nós somos éticos,
16:30a gente não quer
16:31impunidade.
16:33bobagem,
16:34a gente conhece
16:35o histórico do PT.
16:36E com a direita
16:37a mesma coisa,
16:38não dá para sair
16:39falando que defende
16:40a democracia
16:41depois de terem feito
16:42tudo o que fizeram ali,
16:44convocando os comandantes
16:45militares
16:46e todo o resto
16:47que fizeram.
17:03procurado lado
17:04numц
17:19e
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