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00:00Asma do Casarão. Primeiro episódio.
00:38Asma do Casarão.
01:00Asma do Casarão.
01:30Asma do Casarão.
01:41Asma do Casarão.
01:53Asma do Casarão.
02:05Asma do Casarão.
02:18Asma do Casarão.
02:20Asma do Casarão.
02:21Asma do Casarão.
02:24Calma, deixa de ser boba.
02:26Sou eu, seu primo.
02:28Ah, seu moleque.
02:31Ah, eu tinha certeza que era você.
02:36Pensa que eu não te vi morrendo de medo?
02:39A narizinha, então, ficou mais branca que esse lençol.
02:55Calma, gente, foi só brincadeira.
03:03Eu fui dar uma volta no casarão.
03:05Eu fui dar uma volta no capoeirão disfarçado de fantasma.
03:07Vocês tinham que ver como os bichos da noite me olharam.
03:10Foi animal.
03:11Dessa vez, você passou dos limites.
03:13Isso mesmo.
03:15Isso mesmo.
03:15E deixa eu morrer pra passar dos limites com você.
03:32Você quer café com leque?
03:35Ontem à noite, eu tive a impressão de ouvir um grito de socorro.
03:41Deve ser só impressão, vó.
03:43É?
03:43É, às vezes acontece da pessoa achar que ouviu, mas não ouviu.
03:49Olha, isso tem um nome.
03:51É?
03:51Achismo recolhido.
03:54O que que vocês três andaram aprontando?
03:57Nós?
03:58Nada, nada.
03:59Ah, bom.
04:00Eu também ouvi sons estranhos e tenho certeza que estava acordado.
04:04O doutor Cara de Corujantiz, os tabugos de mim, são os que mais sofrem de achismo recolhido.
04:10Ainda mais quando se ouve escondes.
04:13Dona Beto, olha só o que eu encontrei no parafeito da janela do quarto do Narizinho.
04:19Ah, um lençol.
04:22Deve ser o remédio para o tal do achismo recolhido, não é?
04:30Sabe, Kébora, o Pedrinho foi lá no quarto fantasiado de fantasma e deu o maior susto na gente.
04:37Eu pedi pra você não contar, Narizinho.
04:40Por que escondeu uma brincadeira de mim, Pedrinho?
04:44Hum, deve ser, Dona Beto.
04:46Por que o Pedrinho não quer que a senhora saiba que...
04:49Emília!
04:51Foi sozinho ontem pro capoeirão à noite, fantasiado de fantasma.
04:57Por que você não quer que eu saiba disso, Pedrinho?
05:00Sei lá, vó.
05:01Você pode ficar preocupada.
05:03Pode até me dar uma bronca, né?
05:05Você acha que merece uma bronca?
05:07Ah, por ter dado uma poeirão de noite sozinho, não.
05:10Porque eu já estou super acostumado.
05:13Agora, pelo susto que eu dei no Narizinho na Emília, talvez.
05:17Pois então, considere-se bronquiado.
05:20Valeu, vó.
05:21Eu não vou assustar mais ninguém.
05:23Pelo menos nas próximas horas.
05:28Bom dia, amigo.
05:30Bom dia, bom dia.
05:32Bom dia, bom dia.
05:33Eu estou indo até o Arraial fazer a troca dos livros da bicicloteca.
05:38Quem quer ir comigo?
05:43Ah, então, vamos lá.
05:45Mãos à obra.
06:06Bom dia, bom dia, bom dia.
06:16E, amor, o que tipo de livro que faz isso?
06:19Tem Narizinho?
06:20Ah, muito, menina.
06:22Ela ajuda.
06:24Troca o seu livro de amor.
06:27Por um de amor, né?
06:28Mas troca.
06:32Alô, alô, galera.
06:34Aqui é o seu cliente.
06:35A tua tropa está chegando na hora.
06:37Está na hora de trocar o livro.
06:39Oi, Ana Clara.
06:40Tudo legal?
06:41Tudo, Narizinho.
06:42Vim trocar o livro.
06:43E aí, Ana Clara?
06:45Gostou do livro da Clarice Lispector?
06:48A mulher que matou os peixes é muito legal.
06:51Duas crianças, uma boneca de pano, um burro falante.
06:55Vocês devem ser do sítio do Pica-Pau Amarelo, não é?
06:58Meu sócio falou muito de vocês.
07:00Quem é seu sócio?
07:02Nicolau Wanderlei.
07:04Graças a vocês, nós vamos transformar o casarão num centro cultural.
07:07Lembram?
07:07Quem é que vai esquecer aquele cara de mingau, né?
07:11Ah, e como vai o senhor Nicolau, seu...
07:15Manuel.
07:15Muito prazer.
07:17Manuel, cara de pastel.
07:22Nicolau teve que fazer uma viagem urgente.
07:24Por isso eu vim pra cá pra tocar a obra.
07:27Vocês vendem livros?
07:28Não, não.
07:29A gente empresta.
07:30Essa daqui é a nossa bicicleteca.
07:32É uma biblioteca ambulante.
07:35Ah, interessante.
07:37Será que vocês não teriam algum livro sobre fenômenos paranormais, fantasmas?
07:43É, tem pouco de O Fantasinho, da Maria Clara Machado.
07:46Serve?
07:48Não, não.
07:48Não, obrigado.
07:50Até logo, crianças.
07:52Até logo.
07:53Por que será que ele queria um livro sobre fantasmas?
08:03Se o senhor é sócio do Nicolau, é muito bem-vindo aqui na minha casa.
08:08Por favor, vamos sentar.
08:09Muito obrigado, dona Benta.
08:11É, o meu sócio me falou muito de vocês todos.
08:14Por isso eu tomei a liberdade de vir até aqui pra pedir um conselho.
08:18O senhor não quer uns bolinhos, senhor?
08:19Não, não.
08:19Muito obrigado, tia Anastácia.
08:21Eu ando tão apreensivo que nem comer eu consigo direito.
08:24Aconteceu alguma coisa com o Nicolau?
08:25Não, não, não.
08:26Ele está bem.
08:27O problema é com o casarão.
08:30É um assunto muito delicado.
08:33Quase um absurdo.
08:34Eu fico até sem jeito de falar.
08:36Se o senhor preferir conversar em particular com a dona Benta, nós podemos sair, não é, tia Anastácia?
08:41É, que jeito.
08:43Não, não.
08:43Não é preciso.
08:48Bem, o assunto que me traz aqui é...
08:52Fala logo, desembou...
08:54Desculpa, pode falar, seu manhã.
08:56Vocês acreditam em fantasmas?
09:00Fantasmas?
09:01É, eu também achava uma loucura até ter certeza que o casarão onde eu estou construindo o centro cultural...
09:08está mal assombrado.
09:09Ah, Deus me livre, guarde.
09:28Quer dizer, então, que o tal do casarão está mesmo assombrado, senhor?
09:32Será que o senhor poderia explicar melhor o que está acontecendo, seu Manuel?
09:36Eu gostaria muito de poder explicar, dona Benta.
09:41Desde que as obras começaram no casarão, nós estamos ouvindo barulhos estranhos.
09:46Principalmente quando anoitece.
09:48Gemidos, passos, correntes que se arrastam.
09:51Barulhos horríveis.
09:52Ai, eu sou o Jorge.
09:54E quando vamos ver de onde vem o barulho, não encontramos nada.
09:58Três empregados já pediram demissão por causa disso.
10:01É.
10:02A senhora acredita em fantasmas, dona Benta?
10:05Como é que eu, uma moradora do sítio do pica-pau amarelo, posso duvidar de alguma coisa, seu Manuel?
10:12Mas até onde eu sei, a maioria das histórias envolvendo fantasmas são crendices populares.
10:19Desci muito bem, dona Benta.
10:20A maioria, não todas.
10:23O que você quer dizer com isso, Visconde?
10:25Há muitos cientistas que dedicam a sua competência para estudar os fenômenos paranormais.
10:32Muitos acham que se trata de algo bastante possível de ser comprovado.
10:36Mas que o conhecimento humano ainda não evoluiu a ponto de entendê-los.
10:42Interessante.
10:43A senhora vê alguma forma de me ajudar?
10:45Bom, o que eu posso fazer inicialmente é tentar uma pesquisa sobre a história do casarão.
10:52Quem sabe encontramos algo que pode nos ajudar a entender o que está acontecendo, não é?
10:58Ótima ideia.
11:00Muito obrigado, dona Benta.
11:02Eu também vou investigar.
11:03Com licença.
11:06Comei um bolinho, seu Manuel.
11:08É.
11:08Por favor.
11:10Muito obrigado.
11:11Obrigado.
11:12Obrigado.
11:15Nesse livro, há várias definições para fantasma.
11:19Fantasma.
11:20Imagem ilusória e apavorante.
11:23Fenômeno parapsicológico.
11:25Suposto aparecimento de alma penada em forma indefinida, mas no geral branca.
11:32Aparição.
11:33Espectro.
11:34Visão.
11:35Assombração.
11:38As coisas acham que me assustam com esses lençóis.
11:43Visconde.
11:44Mas se não tem graça.
11:47Eu disse que o Visconde não era um ser assustável.
11:52Eu não disse que o Visconde não era um ser assustável.
11:56Eu não diria isso com tanta certeza, Narizinho.
11:58Não?
11:59Não.
12:00Era exatamente sobre esse assunto que eu estava lendo.
12:03Você está lendo um romance sobre fantasma?
12:05Não se trata de um romance, Narizinho.
12:07É um livro científico que aborda a possível existência dos fantasmas.
12:12Ué, Visconde, por que você está pesquisando sobre os fantasmas?
12:16Ué, então vocês ainda não sabem?
12:27Como é que você deixou as coisas chegarem nesse estado, Oswaldo?
12:29Eu não vou conseguir pagar todas as dívidas.
12:32Manuel, desculpa.
12:33Mas foram ordens suas para que eu não comprasse materiais de segunda mão.
12:36Para que não me dissesse esforços.
12:38Porque você queria tudo de primeira qualidade.
12:40Qualidade custa dinheiro.
12:41Pode ser só por causa da qualidade que as nossas contas triplicaram em duas semanas.
12:45Não, não foi mesmo.
12:47Não foi mesmo.
12:47É que tivemos que pagar uma montanha de indenizações para os funcionários que foram embora.
12:52Por causa do fantasma.
12:53Chega, João.
12:54Chega.
12:56Dá licença, chefe.
12:57O que foi?
12:58É que eu, quer dizer, nós, a casa mal assombrada.
13:02Parou, rapaz.
13:04A gente quer pedir a nossa conta, chefe.
13:08Estou bem, dito.
13:10Não tem um fantasma no casarão?
13:12É o que dizem os operários.
13:15Ah, deve ser por isso que o cara de pastel, sócio do cara de mingau, queria um livro sobre
13:22fantasmas.
13:24Sorte que a vovó topou ajudar ele.
13:26Mas sorte ele vai ter agora.
13:28Por quê?
13:28Porque eu também vou ajudar ele.
13:30É isso aí, Pedrinho.
13:32Vamos até o casarão conferir essa história de perto.
13:37Vocês têm razão.
13:38Chega de teoria.
13:40Vamos partir para a prática.
13:41E aí
13:50E aí
13:52E aí
13:55E aí
13:57Amém.
14:36A gente tem que ter se preparado melhor.
14:42Não sai de perto de mim, me esconde. Eu tô com medo.
14:46Deixa de ser metroso como for.
14:49Não deixo, não deixo, não deixo. Parece que não tem ninguém aqui. Nem vivo, nem morto.
14:57Então, é melhor a gente comer logo os bolinhos que a tia Anastácia mandou pro seu Manuel.
15:02Senão eles vão estradar.
15:04Rádico, se é pra você ficar falando bobagem...
15:08Desculpa, é que meu estômago tá rompendo.
15:17Eu vou lá atrás ver o que foi isso. Fiquem aqui. É isso aí. Fiquem aqui e a gente já
15:23volta.
15:24Não, não. Fiquem aqui.
15:26Ai, ai, ai.
15:33Acho que mais ninguém vai precisar ir lá atrás.
15:36Acho que vocês vão estar vendo.
15:52O capítulo de hoje acabou. Mas você pode ficar juntinho da gente. É só acessar...
15:58www.globo.com.br
16:02Será que é isso?
16:04E as brincadeiras vão continuar.
16:06E as brincadeiras vão continuar.
16:07Tchau.

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