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Transcrição
00:00Entramos no casarão do Manuel à procura de um fantasma, mas a gente acabou encontrando um esqueleto.
00:07Foi uma correria danada.
00:09A Narizinho, Tio Barnabé e eu fomos parar num quarto estranho, cheio de móveis antigos e um quadro do tal
00:15Barão de Caraminguá.
00:17Enquanto isso, a Emília, o Visconde e o Manuel levaram o maior susto.
00:21Um lustre caiu bem no meio da sala e por pouco a Emília não virou pasta de macela.
00:28O Fantasma do Casarão. Quarto episódio.
00:32Oi, oi, oi, oi. Que lugar é esse? Onde é que eu estou? Onde é que eu estou? Ai, ai,
00:37socorro.
00:38Eu tenho que sair daqui, eu tenho que sair daqui. Ai, ai, ai, que lugar esquisito é esse?
00:42Ai, ai, ai, ai, meu Deus. Ai, eu tenho que sair, eu tenho que sair.
00:46Quem me ajuda, eu vou embora, eu vou embora. Eu tenho que sair daqui. Será que é por aqui? É
00:49por aqui.
00:50Que diacho de lugar é mais esquisito?
00:53Tá na cara que aqui era o esconderijo de tal Barão de Caraminguá.
00:58Será que era aqui que ele vivia?
01:01Vamos ficar todos juntos.
01:03Tio Barnabé, como é que a gente vai fazer pra caçar o Fantasma?
01:07Bom, Pedrinho, eu já peguei muito bicho arisco.
01:12Mas eu nunca caçei Fantasma.
01:14Mas eu tenho aqui, ó, a peneira de cruzeta, tem também a garrafa e a rolha.
01:23Agora, vamos ver se funciona com o Fantasma, né?
01:26Com o Saci funciona.
01:27Eu, eu acho melhor a gente preparar tudo.
01:31Olha lá!
01:43Que diacho é isso?
01:45É agora, Tio Barnabé.
01:47Eu vou lá, puxo o lençol e você joga a peneira.
01:50E eu, eu estou favorando.
01:54Calma, gente.
01:56É só o Rabicó.
01:58Rabicó!
01:59É, é, Narizinho, minha dona querida.
02:02Eu nunca fiquei tão feliz em te encontrar.
02:05Me tira daqui e me leva pro sítio.
02:06Tá na hora do meu almoço.
02:08Nada disso.
02:09Agora você vai ficar aqui com a gente.
02:12Ali a gente conseguiu capturar esse Fantasma.
02:15Mas nesse quarto não tem Fantasma nenhum.
02:17Então vamos dar o fora logo.
02:19Vamos embora.
02:20Ai, ai.
02:22Medinho.
02:26Ainda bem que aqueles barulhos terminaram.
02:28Ai, e o Manuel que não chega.
02:32Ô, Manuel.
02:33Algum sinal deles?
02:34Nenhum.
02:35Falei a casa inteira e não vi nem a sombra do Pedrinho, da Narizinho, nem do Tio Barnabé.
02:41Ai.
02:42Já vi tudo.
02:45A gente veio aqui caçar Fantasma.
02:47E os Fantasmas que devem ter caçado o Pedrinho, da Narizinho, do Tio Barnabé.
02:52Estranho, muito estranho.
02:53Meu detector não acusou nada.
02:56O seu despertador me esconde é uma porcaria.
03:00Detectador.
03:00Ai, ai, ai, ai.
03:01Despertador.
03:02O que eu vou dizer para a dona Benta?
03:05Isso é o de menos.
03:06O importante agora é achar meus amigos.
03:09Isso mesmo.
03:10Não podemos desistir.
03:11Temos que pensar em algum plano, alguma estratégia.
03:18Vocês estão ouvindo o que eu estou ouvindo?
03:20Tudo, tudo, tudo.
03:21Parece que vem da minha.
03:22É, viu?
03:25Vocês estão vendo o que eu estou vendo?
03:28Escote.
03:29Para de fazer pergunta idiota.
03:31É claro que a gente está vendo que as largas estão se mexendo só por isso.
03:41E como é que isso é possível?
03:52Espíritas.
03:53Até que esse fantasma é engraçado.
03:56Olha a cara de pastel com o cara de pastel.
04:05É, mas que roubalheira, hein, Felipe?
04:08O que?
04:08Ah, esses tomates estão custando os olhos da cara.
04:12Ah, você é injusta aqui, Anastácia.
04:15Injusta.
04:16Ó, há muito tempo que eu não aumento o preço das minhas mercadorias.
04:19Também?
04:20Tomate feio desse?
04:22Eu, hein?
04:23Só estou comprando aqui porque os tomates lá do sítio me deram bicho.
04:27Quer dizer, então, seu Candorra, que o barão de Caraminguá tinha um tesouro?
04:35Olha, o homem era rico, era pão duro e guardava um tesouro escondido no casarão.
04:41E o que mais o senhor sabe, seu Candorra?
04:44Olha, maldita, o povo aqui do Arraial comenta que o barão, mesmo depois de morto,
04:50ele ainda fica tomando conta do tesouro lá no casarão.
04:53É.
04:53Como assim?
04:54Ah, eu sei que a senhora não acredita no que o povo do Arraial fala,
04:58mas o fantasma do barão vive assombrando o pessoal do casarão
05:01para ninguém pegar o tesouro dele, é?
05:04Esse seu Manoel é um homem corajoso, querer fazer reforma naquele casarão, meu amigo.
05:09É verdade?
05:10Ah, então é por isso que os operários do Manoel estão com medo.
05:15A senhora Bento, vamos embora.
05:17Vamos embora, que os preços aqui do Eli estão assustando a gente mais do que a sombração.
05:23Obrigada, hein, seu Candorra.
05:25Até logo.
05:25Até logo.
05:26Até logo.
05:27Até logo.
05:43No antigo quarto do barão também.
05:49Preciso me livrar desses idiotas do pica-pau amarelo para poder procurar em paz.
05:56Esses moleques vão levar um susto e vão ficar sem dormir uma semana.
06:03É hora do fantasma se divertir.
06:29Esse caminho foi sinistro demais.
06:33Eu tô com medo.
06:34Eu tô com medo e com fome.
06:37Ai, meu Deus.
06:40Não adianta nada ficar com medo, pessoal.
06:43Vamos em frente.
06:46Pode deixar, Narizinho.
06:48Vai dar certo.
06:49Vai dar tudo certo.
06:51Eu espero de Barnabé.
06:59O que foi, Pedrinha?
07:02Gente.
07:03Esses caminhos são todos iguais.
07:06Eu acho que nós estamos perdidos.
07:09Perdidos?
07:11Essa não.
07:14Oi.
07:22Eu estou impressionada.
07:24Eu também.
07:25Eu também.
07:26Eu não sei como que o Elias não tem vergonha de cobrar o preço que ele cobra pelas coisas.
07:30Deus me livre-guarde.
07:31Deus me livre-guarde.
07:31Eu, hein?
07:32Não, Anastácia.
07:33Eu estou dizendo que estou impressionada com as histórias que o povo do Arraial inventou do barão de Caraminguá.
07:41Dona Benda, e se esse fantasma existir mesmo, hein?
07:44Deus me livre-guarde e escurouro.
07:47Passem, Anastácia.
07:49As crianças é que vão adorar saber dessa história.
07:54Será que eles já voltaram, hein?
07:57Bom, o Quindim me disse que não.
07:59Eles estão demorando muito.
08:01Eu vou até o casarão para buscá-los.
08:05Aproveito e vou ter uma conversa com o Manuel sobre essa história do tesouro do fantasma.
08:10Vamos lá.
08:11Eu vou com a senhora.
08:13Meus são os jovens que nos protejam, né?
08:14Vem.
08:19Como foi que isso aconteceu?
08:21Eu não entendo como o meu detector não funcionou.
08:24Não tenho dúvidas de que se tratou de um fenômeno paranormal, de uma manifestação energética.
08:29Estrela.
08:29Eu ouvi isso de um sábio cientista.
08:31Achei que você não acreditava em fantasmas.
08:33Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor a nossa vanfilosofia, meu caro.
08:40Cansei dessa pressepada.
08:42Olha aqui, seu cara de lençol encardido.
08:46Ninguém aqui tem medo de você.
08:50Aparece se você existe, seu cara de coruja caraminguada.
08:55Que golfe aí.
09:22Onde é que a gente veio parar dessa vez?
09:24Quanto mais a gente anda, mais lugares esquisitos a gente encontra.
09:28Olha só isso aqui, gente.
09:30Um gravador.
09:32Um microfone.
09:34Quiruca.
09:37Máscara.
09:39Lençol.
09:42Corrente.
09:44Se alguém achar o lanchinho, é meu, tá bom?
09:47É meu.
09:48Essa casa não é mal assombrada a coisíssima nenhuma.
09:51Tem alguém armando tudo isso.
09:54Quer dizer que o fantasma que está assustando a gente não é fantasma?
09:58Tampinha.
10:00A gente vai descobrir.
10:04Oi, oi, oi.
10:18A casa é minha!
10:21Vocês desafiaram as forças do além!
10:26Saiam daqui!
10:28Saiam!
10:28Saiam daqui!
10:30Senão serão destruídos!
10:38Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos, eu não acreditaria.
10:41Acabamos de presenciar a materialização de um espectro de energia vital.
10:46Um fantasma!
10:49Quer saber?
10:51Eu não tenho medo desse cara caramiguado de lençol e cartil.
10:58Não sei não, viu?
11:00Mas eu acho melhor parar com a obra e desistir do meu projeto.
11:03A não ser como é que eu vou pagar as dívidas que eu fiz.
11:05Calma lá, cara de pastel.
11:08Primeiro, vamos encontrar o Pedrinho, a Narizinho e o Tio Barnabé.
11:14Depois...
11:14Emília, não se esqueça do Rabicó.
11:16Ah, esse aí pra mim pode virar feijoada de fantasma.
11:21Mas como eu ia dizendo, depois a gente pensa em um plano pra expulsar esse fantasma daqui.
11:28Como é que nós vamos fazer pra encontrar o Pedrinho, o Narizinho, o Tio Barnabé e o Rabicó?
11:33Esse é o problema.
11:44Puxa vida, eu já mexi em tudo e não achei nem um sanduíchizinho.
11:49Para, Rabicó, isso é hora de pensar em comida?
11:53Penso porco, Tio Barnabé.
11:55Quer dizer, um pouco.
11:57É pra mim que sou um pouco.
11:59É, quer dizer, um pouco.
12:00Toda hora é hora de pensar em comida.
12:03Rabicó, mas agora não.
12:05A gente tem que descobrir quem é que tá fingindo que é fantasma.
12:09Tá na cara que tem alguém querendo expulsar todo mundo aqui do casarão.
12:14Eu tava achando mais fácil enfrentar fantasma de verdade do que bandido fingindo que é fantasma.
12:21Quem será essa pessoa?
12:33Já tá com tanta fome.
12:35Já tá ficando doido.
12:39Vocês procuram por mim?
12:55Olha, olha aqui, seu candor.
12:58Eu não acredito nesse negócio de fantasma, não, sabe?
13:01Mas o Zé, o Zé que trabalha lá na obra, ele falou que durante a noite as coisas andam sozinhas,
13:08que eles ouvem corrente, barulho de corrente arrastando no chão,
13:13ouvem gritos.
13:16Gaigalhada.
13:16Ah, mas se não é, Elias.
13:18Uma noite dessa eu tava passando pelas bandas,
13:21quando de repente eu ouvi um uivo de lobo.
13:25E um grito desesperado de uma mulher, Elias.
13:29Ué, você não foi lá ver o que que era?
13:31Ora, se eu fui, eu fui.
13:32Eu tava indo, tava indo.
13:34Aí uma força estranha me puxava.
13:35Eu ia e a força estranha me puxava.
13:37E o bicho uivava, uivava.
13:39Peraí, peraí, peraí.
13:41Se eu ando, afinal de contas, era fantasma.
13:44Fantasma ou lobisomem?
13:45Parece que era o fantasma de um lobisomem, Elias.
13:49Mas o fantasma não é do barão de Caraminguá,
13:51o antigo dono do casarão lá?
13:53Mas eu já vi que você não entende nada de fantasma, Elias.
13:56Era o fantasma do barão que é o dono da casa.
13:59Os outros fantasmas eram os amiguinhos dele.
14:01Nossa senhora, então o casarão tá infestado de fantasmas.
14:06Elias, tem um que se chama até Cacará.
14:09Nossa.
14:09É, diz que ele pega, mata e come, Elias.
14:16Então você que é o fantasma do casarão?
14:18Tô ficando esperto, garoto.
14:21Marizinho, Pedrinho, vamos lá fora daqui.
14:24Eu também vou.
14:25Me desculpa, seu fantasma, mas eu tenho um compromisso.
14:28Sinto muito, mas agora que vocês me descobriram, ninguém sai daqui.
14:32Você não pode fazer isso.
14:33Larga o Pedrinho.
14:35Oh, se vocês se comportarem, eu não machuco o menino.
14:38Agora fiquem quietos aqui que eu preciso completar o meu plano.
14:42É, será que o senhor poderia servir alguma coisa pra gente comer, seu fantasma?
14:47Mas por quê?
14:49Se o senhor era amigo do Manuel.
14:51Era, até eu descobrir que tem um tesouro escondido nessa casa.
14:54E agora vocês vão ter que me ajudar.
14:58Se o pagamento for incumbida, não tem problema.
15:01Eu ajudo, ajudo mesmo.
15:03Cala a boca, seu porcalhudo.
15:05Senão daqui a pouco eu faço uma feijoada com você.
15:09Feijoada, feijoada não.
15:10Socorro, socorro.
15:11Tô fora, socorro.
15:13Socorro.
15:13Eu não, não, comigo não.
15:15Não, ai, ai, gente.
15:18Vai, Mariginha, vai!
15:19Calma, peraí.
15:20Não, você fica.
15:21Pelo menos um fica.
15:30Vai, Mariginha, vai!
15:55Ah, peraí, Mariginha, vai, Marigão!
15:59Mas, Tadão, vocês conseguiram escapar do fantasma?
16:03Não tem fantasma nenhum.
16:05É o Osvaldo que tá fazendo tudo isso.
16:07Como é que é?
16:08É, ele quer expulsar todo mundo do cadaral pra depois procurar o tesouro.
16:14O Osvaldo?
16:15Meu assistente?
16:16Eu sabia que aquele cara de lançou um cardido não era de nada.
16:21E ele pegou o Tibarnabé.
16:23É, e nem serviu o lanchinho, ora.
16:26E a gente conseguiu fugir.
16:27Ele me paga?
16:28Me fazer passar por tudo isso?
16:30Onde é que ele tá?
16:31No quarto, Mariginha.
16:33Tem que entrar na passagem secreta.
16:35E olha o que eu achei no caminho.
16:36Meu detector!
16:39Fiquem calmos, meus amigos.
16:40Eu vou prender esse desgramado e salvar o Tibarnabé.
16:43Tô devendo essa pra vocês.
16:44Então era por isso que o meu detector não tava funcionando.
16:47Não tinha fantasma nenhum.
16:49Ué, não pode ser?
16:51Por que será que ele tá funcionando?
16:52O que é isso?
17:21Nossa, eu nunca vivi uma história tão arrepiante como essa.
17:25Mas segura o coração, porque essa aventura acaba amanhã.
17:29Olha só o que vai acontecer.
17:32Cadê você, seu filhão?
17:39Olha, minha cabeça tá aqui.
17:41É a cabeça dele que deve estar voando por aí.
17:44Cuidado com o que fala, mulher.
17:46Essa parede tem ouvido.
17:50Vou embora, senhora Bento.
17:52Não, daqui a pouco ele vai dizer que o seu carro tá mal assombrado.
17:54Não brinco essas coisas, tia Anastácia.
17:56Não brinco essas coisas.
17:58É muito perigoso.
17:58E a cabeça dele.
18:03Óh!
18:04Óh!
18:05Óh!
18:06Óh!
18:06Óh!
18:06Obrigado.

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